O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
Mais de 12 mil pessoas realizaram uma manifestação em Berlim no último sábado para protestar contra o fornecimento de armas pelo governo alemão a Israel e para se opor às acções militares israelenses na Faixa de Gaza.
Reunidos no emblemático Portão de Brandemburgo, os manifestantes pediram ao governo alemão que suspendesse completamente as exportações de armas para Israel e aumentasse a pressão sobre o governo israelense para que interrompesse as operações militares na Faixa de Gaza.
Segundo a CCTV, a manifestação foi iniciada pela líder do partido político alemão Aliança Sahra Wagenknecht, músicos e figuras públicas renomadas.
Durante o protesto, Wagenknecht afirmou que a Alemanha deveria suspender completamente todas as entregas de armas a Israel, em vez de apenas restringir as supostamente usadas em Gaza, enfatizando que isso reflete a forte demanda da maioria do povo alemão.
“A Alemanha deve salientar que o genocídio deve parar. A Alemanha deve interromper claramente todo o fornecimento de armas. Os políticos devem se posicionar e garantir que o conflito termine o mais rápido possível. A Palestina deve ser reconhecida como um Estado”, disse um manifestante.
Alguns manifestantes expressaram preocupação pelo facto de a escalada das operações militares de Israel na Faixa de Gaza estar a ser apoiada pelos Estados Unidos da América.
Um ataque aéreo do Israel reduziu a escombros um bairro residencial no centro de Sanaa, capital do Iémen, com casas destruídas, fumaça ainda a subir dos destroços e pertences de famílias espalhadas pelos escombros.
O ataque, que de quarta-feira, teve como alvo um prédio que abrigava os jornais 26 de Setembro e Al-Yemen, causando também um número significativo de vítimas civis e forçando muitos moradores a fugirem para áreas mais seguras.
Múltiplos alvos controlados pelos houthis foram atingidos no ataque. Embora os prédios residenciais não tenham sido atingidos diretamente, muitos desabaram devido às fortes ondas de explosão, prendendo civis sob os escombros. Segundo relatos dos houthis, o ataque deixou 46 mortos e 165 feridos.
“Esta era a casa de Abdullah Shabami. A esposa de seu filho Osama, que era médica, foi morta no ataque aéreo israelense. Esta é a casa de Azzub, bem aqui. Você consegue imaginar cinco famílias perdendo suas casas durante a noite? O próprio Ahmed Azzub também morreu, e sua filha ainda está no hospital. Lutamos por horas para retirá-la dos escombros”.
O relato é de Ibrahim Faki, morador do bairro atacado. Residentes do Iémen realizaram manifestações em Sanaa e outros lugares na sexta-feira e no sábado para protestar contra os referidos ataques aéreos.
Nos últimos tempos, a situação de segurança no Iémen e no Oriente Médio tem se agravado.
A Rússia diz ter abatido 340 drones ucranianos na sexta-feira. Enquanto isso, a Ucrânia relatou um ataque a uma refinaria de petróleo russa.
O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram três foguetes na sexta-feira. O anúncio foi feito este sábado.
As forças russas também lançaram ataques contra postos de comando ucranianos, unidades da legião estrangeira e instalações de armazenamento de drones, de acordo com a reportagem.
Além disso, as forças russas assumiram o controle do assentamento de Novonikolayevka, na região de Dnipropetrovsk.
Enquanto isso, as forças armadas ucranianas usaram as mídias sociais para afirmar que a situação em Kupiansk e seus arredores permanecia sob seu controle.
Observou-se ainda que o ponto de saída do oleoduto usado pelas forças russas para transportar pessoal para Kupiansk também foi protegido por tropas ucranianas.
Um porta-voz das forças armadas ucranianas confirmou que as forças ucranianas retomaram uma vila na região de Dnipropetrovsk que estava sob controle russo.
Fontes da agência de inteligência militar ucraniana revelaram no sábado que drones foram enviados para realizar um ataque a uma refinaria de petróleo em Ufa, capital da República do Bascortostão, na Rússia.
A Reserva Nacional de Pomene, em Inhambane, está desde o início do ano sem receber turistas. A reserva foi vandalizada no final de 2024, situação que deixou a área de conservação sem condições mínimas de funcionamento.
O ataque surgiu como forma de protesto, com as populações locais a exigirem que lhes fosse permitido explorar livremente os recursos da área, sem restrições impostas pelas autoridades. Como consequência directa da vandalização, os técnicos da Reserva Nacional de Pomene viram-se sem condições mínimas para exercer as suas funções e foram obrigados a abandonar o local.
Sem a presença de fiscais e técnicos no terreno, a Reserva Nacional de Pomene ficou completamente desprotegida. Desde o início do ano, não se registou a entrada de turistas nem a cobrança de qualquer receita, deixando a área de conservação sem vigilância e sem fontes de rendimento.
Na província de Inhambane, a Reserva Nacional de Pomene destaca-se como a única área de conservação que foi alvo de ataques por parte de manifestantes. As restantes três áreas de conservação da província continuam a funcionar normalmente, mantendo as suas atividades de proteção e gestão dos recursos.
Mais de 20 pessoas já perderam a vida, este ano, em naufrágios e afogamentos nas praias da província de Inhambane. A ausência de meios de socorro eficazes continua a ser apontada como uma das principais causas por trás do número alarmante de mortos.
As águas cristalinas de Inhambane, conhecidas pelo seu encanto e lazer, são também o sustento de muitas famílias que delas dependem para sobreviver. No entanto, por detrás da beleza que atrai olhares e garante alimento, esconde-se também a face da tragédia: só este ano, mais de 20 pessoas perderam a vida em naufrágios e casos de afogamento registados em toda província.
Além dos naufrágios, os ataques de tubarões tornaram-se outra grande preocupação para as autoridades marítimas. Só este ano, três pessoas perderam a vida no distrito de Vilankulo, vítimas destes predadores que continuam a semear medo entre pescadores e banhistas.
Cento e sete pessoas morreram e outras 146 foram dadas como desaparecidas após um barco ter pegado fogo na República Democrática do Congo. Este é o segundo acidente mortal com um barco naquele país, na última semana.
Um barco de madeira com quase 500 passageiros a bordo pegou fogo e virou-se, na quinta-feira, na República Democrática do Congo. Cento e sete pessoas morreram e 146 foram dadas como desaparecidas pelas autoridades congolesas.
Este é o segundo acidente mortal com um barco naquele país, na última semana. O acidente desta quinta-feira ocorreu no rio Congo, na província do Equador, segundo um relatório do Ministério dos Assuntos Humanitários do Congo.
O acidente fluvial aconteceu um dia depois de 86 pessoas terem morrido e várias outras desaparecidas num acidente de barco na mesma província, elevando-se o total de mortos para quase 200. Até agora não são claras as causas dos dois acidentes.
À medida que mais pessoas recorrem a embarcações de madeira, consideradas mais baratas para viagens, os naufrágios tendem a ser cada vez mais frequentes na República Democrática do Congo.
Além de várias outras irregularidades, as embarcações, muitas vezes precárias, navegam sobrecarregadas à noite e a sinalização é praticamente inexistente.
O distrito de Chinde, a primeira capital da província da Zambézia, celebra este sábado (13) 113 anos de elevação à categoria de vila, num momento marcado por reflexões sobre o passado próspero e os desafios que ainda persistem.
Outrora um importante entreposto comercial, Chinde teve grande relevância económica. Produtos como o açúcar de Luabo, a copra proveniente de vastos palmares, considerados, à época, os maiores do mundo, e o arroz local eram exportados para a Europa a partir do porto da vila, tornando a região uma referência no comércio marítimo.
Hoje, porém, a realidade é diferente. A pobreza avança, enquanto problemas como a erosão dos solos continuam a destruir infraestruturas e residências, deixando centenas de casas já demolidas. As vias de acesso degradadas dificultam a mobilidade e o desenvolvimento, aumentando a preocupação da população.
Para assinalar a data, foi realizada a deposição de uma coroa de flores em homenagem à história da vila. A programação festiva inclui partidas de futebol, danças tradicionais e momentos de confraternização, onde comes e bebes, com destaque para a tradicional galinha, prometem animar os residentes e visitantes.
Apesar dos obstáculos, a celebração dos 113 anos de Chinde é também um momento de esperança e união, reforçando o desejo coletivo de ver a vila recuperar o dinamismo económico que marcou os seus tempos de glória.
Os Estados Unidos da América, a Arábia Saudita, o Egipto e os Emirados Árabes Unidos apresentaram uma proposta para uma trégua humanitária de três meses no Sudão, seguida de um cessar-fogo permanente.
Em uma declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores dos chamados países Quad pediram um processo de transição de 9 meses após a trégua para estabelecer uma governança liderada por civis.
“Não há uma solução militar viável para o conflito, e o status quo cria sofrimento inaceitável e riscos à paz e à segurança”, afirmam.
O Sudão está imerso em uma guerra civil desde Abril de 2023, quando as tensões entre as forças armadas e as Forças de Apoio Rápido paramilitares explodiram em guerra aberta. Os combates criaram uma das piores crises humanitárias do mundo, com cerca de 40.000 mortos e mais de 12 milhões de deslocados. Muitos dos que permanecem no país foram levados à beira da fome.
A RSF vem estabelecendo seu próprio governo paralelo e assumiu a liderança no ano passado. O grupo controla a maior parte da região de Darfur, que serve de base para esse governo. A organização ainda luta contra o exército pela capital regional, com al-Fashir impondo um cerco devastador que espalhou a fome por toda a cidade.
O Estado poderá comprar ações ou participação de órgãos de Comunicação Social Privado no país, baseado em critérios de interesse público. A novidade consta da nova proposta da lei de comunicação social, apresentada hoje em Maputo, na última auscultação Pública. Jornalistas dizem que a proposta afigura uma tentativa de controlar os media.
Maputo acolheu na sexta-feira, 12, o último Seminário nacional de auscultação Pública do pacote legislativo da comunicação social, evento que reuniu gestores de media públicas e privadas.
A primeira-ministra, que orientou a abertura do evento, diz que a lei vai promover mais valorização e protecção da classe.
“Queremos que a nova legislação da comunicação social seja uma ferramenta activa para, de entre outros, responder à consolidação da Paz e da Unidade Nacional, assegurando que a comunicação social seja veículo de diálogo, tolerância e reconciliação, combate aos discursos que promovem divisão e/ou exclusão, o reforço da confiança entre cidadãos, instituições e meios de comunicação, através da promoção da verdade, da ética profissional e da postura responsável no usufruto da liberdade de imprensa”, disse Benvinda Levi.
A proposta, que revoga a lei de imprensa, que vigora há mais de 30 anos, mas que desde 2006 que se debate a sua actualização, traz inovações como a introdução de uma carteira Profissional, Autoridade Reguladora e possibilidade de o Governo ter ações em qualquer media privada, em nome do interesse público.
O artigo 23, da proposta de lei, diz que “Baseado em critérios de interesse público, o Estado pode adquirir participações em órgãos de Comunicação Social que não façam parte do sector público ou determinar outras formas de subsídio ou apoio”.
O Misa Moçambique, representado pelo seu Director-executivo, Ernesto Nhanala, considera a proposta inovadora, porém com lacunas que podem limitar a liberdade de imprensa.
“Sabemos a capacidade e a robustez financeira que o próprio Estado, através do governo, tem e que, algum dia, usando essa robustez, pode adquirir essas participações nas empresas privadas e transformando tudo em empresas governamentais”, um facto que, no seu entender, representa um perigo para o exercício pleno da actividade jornalistica.
Sobre a proibição de o Jornalista apresentar, em sede do tribunal, provas de um facto que envolva o Presidente da República, Ernesto Nhanala, apresentado no artigo 48, sobre Prova da verdade dos factos, o director executivo do MISA Moçambique rebate.
“Acho que a lei, em vez de dar essas permissões, devia ser clara em relação à protecção das empresas privadas de comunicação social e não nos deixar num regime que o Estado pode tomá-las. O que vai colocar o jornalismo a prevalecer é a sua capacidade de interpretar e também de escrutinar os poderes, claro, com veracidade. Então, se nós dizemos que, mesmo que seja verdade, o jornalista, desde que o presidente se sinta lesado, quando o jornalista chegar no tribunal, não pode provar que era verdade. Estamos a matar essa capacidade que o jornalismo tem de escrutinar ao mais alto nível”, defendeu.
Entre outras lacunas, os fazedores da comunicação social condenam o facto de a lei não se referir sobre a continuidade ou não do Conselho Superior da Comunicação Social, um órgão constitucional, referindo-se apenas a uma figura criada, a Autoridade Reguladora da Comunicação Social.
Mas há mais novidades:
Por exemplo, artigo 49, sobre reicidencia especial, diz: “o órgão de Comunicação Social que tenha publicado ou emitido escritos, sons, imagens ou programas, que tenham dado origem, num período de cinco anos consecutivos, a três condenações por crime de difamação ou injúria, pode ser suspenso: a) se for diário, até um mês; b) se for semanário, até três meses; c) se for quinzenal, até seis meses; d) se for mensal ou de periodicidade superior, até um ano; e) nos casos de frequência intermédia, o tempo máximo de suspensão é calculado reduzindo-se proporcionalmente os máximos fixados nas alíneas anteriores”.
O Jornalista Orelvo Lapucheque nao ve o artigo com bons olhos.
“Da forma como é colocada essa questão de difamação, calúnia, sendo que um órgão, se for, por exemplo, sancionado consecutivamente, três vezes, está na iminência de perder a licença, os seus dirigentes editoriais podem ser inibidos de dirigir novos órgãos. Imaginando que vem um grupo, queixa-se, a primeira vez, de difamação e calúnia. Vem um outro grupo, também, que tem interesses não confessos sobre o mesmo grupo, queixa-se de difamação e calúnia. Vêm terceiras pessoas, também, queixas de difamação e calúnia. Só com essas três, só com essas três queixas, a empresa jornalística, assim como os dirigentes editoriais, já estão na iminência de não exercer as suas funções privadas”.
O Sindicato Nacional do Jornalista entende que a lei vai dignificar o profissional da classe.
“O salário depende da vontade do empregador, se é 10%, 20%, se é por género, nós sabemos que há jornalistas que recebem por género. A questão dos contratos de trabalho, nós achamos que com esta carteira profissional vai-se valorizar o jornalista e que vai-se discutir os contratos de trabalho, condições de trabalho, seguros de trabalho, assistência e tudo o mais”, declarou o representante da AMJ.
A ordem dos advogados diz que a proposta viola, em várias vertentes, os direitos fundamentais dos jornalistas.
“Fala-se dos meios digitais, mas não se cuida de distinguir o meio digital enquanto actividade jornalística e o meio digital de divulgação de informação sobre cidadãos, activistas ou a liberdade de se poder exprimir opinião ou até de criticar situações sociopolíticas do país. Isto pode configurar uma questão de censura, abre espaço para que as autoridades reguladoras possam interpretar, da sua própria maneira e arbitrariamente, qualquer cidadão que exponha, qualquer blogger que exponha uma posição, qualquer indivíduo que denuncie algo por meios digitais, por exemplo, que é apenas o exercício da sua opinião privada, política, no exercício da sua atividade civil e de consciência civil, que é claramente censurada nos termos em que a lei está escrita”, defendeu Rita Donato Representante da OAM.
Após a auscultação, o documento poderá ser submetido, mais uma vez, à Assembleia da República para debate e talvez desta vez seja aprovado.

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