O líder do principal partido da oposição na Tanzânia, Tundu Lissu, foi condenado, esta sexta-feira, a quatro anos de prisão, por incitação à violência, depois de ter sido absolvido da acusação de traição, que poderia resultar na aplicação da pena de morte. A decisão está a gerar fortes críticas da comunidade internacional, que considera o processo judicial politicamente motivado.
Tundu Lissu, de 58 anos, líder do partido Chadema, foi detido antes das eleições presidenciais de Outubro de 2025, tendo permanecido 19 meses na prisão. O tribunal considerou-o inocente da acusação de traição, mas condenou-o por incitação, apesar de este crime não constar formalmente do processo. Durante a leitura da sentença, o juiz afirmou que as declarações do político tinham como objectivo perturbar o processo eleitoral e instigar actos de violência.
Em reacção, Lissu classificou o julgamento como uma perseguição política e acusou os magistrados de actuarem sob ordens do Governo da Presidente Samia Suluhu Hassan.
A condenação surge num contexto de crescente tensão política na Tanzânia, onde o Governo tem sido acusado de reprimir opositores e críticos. Antes das eleições de Outubro de 2025, foram registadas detenções e raptos de membros da oposição, seguidos de manifestações de grande dimensão.
Samia Suluhu Hassan venceu as eleições com 98 por cento dos votos. Segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos, milhares de pessoas terão sido mortas pelas forças de segurança durante a repressão dos protestos. O Governo, por sua vez, reconhece oficialmente 518 mortos.
A decisão judicial provocou reacções de condenação no estrangeiro. Parlamentares britânicos e a União Europeia consideram o processo politicamente motivado e exigem a libertação imediata de Tundu Lissu. O embaixador dos Estados Unidos da América na Tanzânia, William Trachman, também manifestou preocupação com as implicações do julgamento para o Estado de Direito no país.
Na Tanzânia, as medidas de segurança foram reforçadas na capital comercial, Dar es Salaam, e nas imediações do tribunal, antes da leitura da sentença.
Este é o terceiro julgamento por traição de grande repercussão na história da Tanzânia continental. Os dois anteriores ocorreram nas décadas de 1970 e 1980, envolvendo acusações de conspiração para derrubar e assassinar o primeiro Presidente do país, Julius Nyerere.
Em 2017, Tundu Lissu sobreviveu a uma tentativa de assassinato, durante a qual foi atingido por 16 tiros. O político, que acredita que o ataque teve motivações políticas, foi submetido a cerca de 20 intervenções cirúrgicas na sequência dos ferimentos.
A Inspecção-Geral de Finanças reagiu, nesta terça-feira, em Quelimane, sobre a denúncia feita por um funcionário, ao Presidente da República, relacionada com a falta de cumprimento de alguns contratos envolvendo alguns funcionários da Direcção Provincial da Agricultura e Pesca e Ambiente. A Inspecção Geral das Finanças diz que compulsou todos os documentos e não constatou nenhuma verdade na denúncia.
Estiveram no auditório da instituição das finanças da Zambézia funcionários da Direcção Provincial da Agricultura, Pesca e Ambiente da Zambézia, diante da Inspecção Geral de Finanças, para apresentação dos resultados de sindicância realizada a aquela Direcção por conta de uma denúncia pública feita ao chefe do Estado aquando da sua visita recente de trabalho àquela província do Centro do país, por um funcionário.
A denúncia era relativa a desvio de fundos protagonizado pelos funcionários da Direcção Provincial da Agricultura, Pesca e Ambiente da Zambézia, que era feito através de um alegado esquema que envolvia três empresas.
A Inspecção Geral das Finanças foi destacada ao terreno, compulsou todos os documentos e não constatou nenhuma verdade na denúncia, segundo disse o representante da instituição, João Filipe.
“Podemos concluir de que o nosso trabalho decorreu conforme as normas emanadas e os procedimentos da Auditoria Interna geralmente aceitos nas entidades públicas e nos guiamos também pelas normas internacionais da Auditoria. Reparando toda a cadeia, desde a instauração, entrega ou processo de planificação, instauração de procedimentos de contratação, execução de contratos, de escopo de contratos, distribuição, como é que os bens foram distribuídos pelo sector e pelos distritos, não encontramos matérias para dizer que a denúncia procede”, destacou João Filipe.
Por outro lado, de acordo com João Filipe, também houve outro procedimento que foi a entrevista ao denunciado e ao denunciante. “Não foi possível encontrar por parte dos denunciantes, não estou a dizer funcionários no seu todo, mas daqueles que foram entrevistados, fundamentos ou documentos que contrariassem as nossas opiniões”, defendeu.
O Director Provincial da Agricultura e Pescas da Zambézia, principal visado no processo, falou de misto de sentimento mas não tem dúvidas que tudo tinha em vista manchar o seu bom nome.
“É um misto de sentimentos. Sabia que não haveria nada diferente disto, mas a minha imagem ficou beliscada perante o país todo. Certamente há gente que não vão ter acesso a essas informações e perante eles fica aquela imagem que passou, mas isso é de menos, eu não sou aquilo que foi dito”, disse.
Fernando Namúcuo disse ainda que sempre primou por combater os corruptos, até porque “para quem me conhece desde o distrito onde andei, eu sempre fui alérgico aos corruptos, de tal sorte que quando cheguei nessa instituição, desmantelei esquemas, creio que deve ser isso que criou alguma fúria, esquemas fantasmas, empresas fantasmas, que não prestavam serviços, era preciso pôr ordem, e instituí ordem nessa instituição”.
A Inspecção Geral das Finanças diz que caberá às partes dar ou não andamento ao processo, junto de outras instâncias, com destaque para a justiça.
Lágrimas incontidas, revolta silenciosa e apelos veementes por justiça marcaram o velório e funeral de algumas das vítimas do naufrágio ocorrido na última sexta-feira, na praia do Bilene, província de Gaza.
Entre as vítimas, encontram-se Vânia, uma jovem mãe, e os seus dois filhos menores, cuja morte abalou profundamente familiares, amigos e a comunidade em geral, numa tragédia que volta a expor fragilidades graves na fiscalização e segurança do transporte marítimo em Moçambique.
O silêncio pesado que envolveu a cerimónia fúnebre, realizada na Cidade de Maputo, foi interrompido apenas pelo choro de familiares e amigos, que se revezavam em gestos de conforto mútuo. O ambiente era de profunda consternação. Em poucos metros, cruzavam-se dores distintas: um marido que enterrava a esposa e os filhos, pais que se despediam da filha e dos netos, e amigos que tentavam encontrar explicações para uma perda considerada injusta e evitável.
Durante o velório, os familiares descreveram Vânia como uma mulher dedicada à família, trabalhadora e profundamente ligada aos filhos. “A Vânia era uma mãe exemplar. Vivia para os filhos, fazia tudo por eles. É difícil aceitar que se tenham ido assim, de uma forma tão trágica”, disse, visivelmente emocionado, o irmão da vítima, Leonel Munambo.
Amigos próximos recordaram momentos de convivência e a ligação forte que existia entre mãe e filhos. “Ela estava sempre com um sorriso, mesmo quando as coisas não iam bem. Amava os filhos acima de tudo e sonhava com um futuro melhor para eles”, contou Ângela, amiga da falecida, acrescentando que a tragédia deixou um vazio impossível de preencher.
A despedida foi marcada por comoção e tristeza. Em vários momentos, o pranto colectivo ecoou no espaço, reflectindo a dimensão da dor sentida. Para além do sofrimento, porém, emergiu um sentimento dominante entre os presentes: a indignação.
“Não podemos aceitar que isto seja tratado como mais um acidente. Alguém tem de assumir responsabilidades. Estas mortes não aconteceram por acaso”, afirmou Ângela, reforçando o sentimento partilhado por muitos dos presentes. Segundo ela, há sinais claros de negligência e falhas que não podem ser ignoradas.
Para o irmão de Vânia, persistem muitas perguntas sem resposta. “Queremos saber como é que uma embarcação naquelas condições transportou pessoas. Onde estavam as autoridades? Quem autorizou a viagem? Há muitas falhas, e alguém tem de responder por isso”, questionou Leonel Munambo, defendendo uma investigação célere, transparente e com consequências concretas.
O tio das vítimas, José Nhavene, foi ainda mais incisivo ao exigir responsabilização exemplar dos envolvidos. “Isto podia ter sido evitado. Não estamos a falar de uma fatalidade inevitável, mas de negligência. Queremos justiça, para que outras famílias não passem pela mesma dor”, afirmou.
O naufrágio, que ocorreu durante a quadra festiva, vitimou, ao todo, cinco pessoas. Para além de Vânia e dos seus dois filhos menores, morreram mais duas pessoas. O incidente reacendeu o debate sobre a segurança no transporte marítimo, sobretudo em zonas costeiras e turísticas, onde a procura por travessias aumenta significativamente em períodos festivos.
Confrontadas com a situação, as autoridades garantem que já está em curso uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente. O porta-voz do Serviço Nacional de Salvamento Público (SENSAP), Leonildo Pelembe, assegurou que todas as linhas estão a ser seguidas. “As autoridades estão a trabalhar para esclarecer as causas do naufrágio. O processo de investigação está em curso e, no fim, serão tornadas públicas as conclusões”, declarou, sem avançar prazos.
Apesar das garantias oficiais, familiares e amigos dizem-se cansados de promessas que, muitas vezes, não resultam em mudanças reais. “Já ouvimos isso antes. Investiga-se, fala-se muito, mas no fim ninguém é responsabilizado. Queremos resultados, não apenas discursos”, disse um dos presentes, sob anonimato.
Este não é um caso isolado. Ao longo dos últimos anos, Moçambique tem sido palco de várias tragédias marítimas, muitas delas associadas à sobrelotação de embarcações, falta de meios de salvamento, incumprimento das regras básicas de segurança e fraca fiscalização por parte das autoridades competentes.
Apenas 10 mil crianças, das mais de 18 mil previstas, foram matriculadas para a 1ª para, na cidade de Maputo. O sector da educação prorrogou o processo até a terceira semana do mês de Janeiro, como forma de abranger mais crianças.
A menos de um mês para o arranque do ano lectivo 2026, algumas escolas, na cidade de Maputo, ainda não conseguiram sequer inscrever 50 por cento dos alunos previstos, para a primeira classe.
Na Escola Primária 16 de Junho, por exemplo, apenas uma turma foi formada, das três previstas.
“Esperávamos ter 90 alunos. Portanto, cerca de 3 turmas da primeira classe. Não conseguimos, infelizmente. Neste momento temos apenas 35 alunos da primeira classe”, explicou Teresa Raimundo, directora da instituição.
O cenário é similar na Escola Primária do Alto-Maé, onde previa-se matricular, até 31 de Dezembro, 159 novos ingressos, mas o processo foi marcado por fraca afluência.
“As matrículas decorreram normalmente no período estabelecido que foi de 1 de outubro a 31 de dezembro.Nós seguimos o protocolo do ano passado. Nós esperávamos matricular 159 alunos, mas até então ainda não conseguimos atingir a meta. Conseguimos matricular 70 alunos.”, disse Célia Monjane.
Entre as razões da fraca afluência, está a expansão para novos bairros.
“O fenômeno que se verifica é que muitos pais saem das zonas da cidade para arredores ou zonas rurais. Então, levam os seus educandos para essas zonas, porque se formos ver o fenômeno de salas superlotadas lá nos arredores da cidade, é este fenômeno que lá se vive, e em contrapartida aqui na zona da cidade temos fraca aderência”.
O término do processo das matrículas estava previsto para 31 de Dezembro, entretanto, a direção da Educação decidiu estender até a terceira semana de Janeiro, para garantir que nenhuma criança fique de fora.
“Até esta data nós conseguimos matricular 10.055 crianças.Isto, portanto, na primeira classe, o que faz cerca de 55,1%. Numa ordem de 18.078 alunos previstos, portanto, para o ano de 2026. Estamos, portanto, numa porcentagem boa. Nesses termos, eu convido a todos os pais e encarregados de educação para não ter matriculado o seu filho ou o seu educado, que o faça neste período, para que esta criança não perca a oportunidade de ter acesso à escola”, disse Hélio Mudendere, porta-voz da Direcção da Educação da Cidade de Maputo.
A abertura oficial do ano lectivo está prevista para 31 de Janeiro.
Falta menos de um mês para o arranque do ano lectivo, entretanto, os vendedores de material escolar queixam-se de fraca procura, na cidade de Maputo e apelam aos pais e encarregados de educação que evitem enchentes de última hora.
A contagem é decrescente para o regresso às aulas, cuja abertura do ano lectivo está prevista para 31 de Janeiro.
Uniforme escolar, pastas, cadernos e material diverso, já começam a preencher as avenidas da cidade de Maputo e as montras de várias lojas.
Acompanhada de seus filhos que irão frequentar a quarta e sétima classes, Orquídea Mate decidiu preparar tudo, ainda cedo e explicou que “Por acaso foi muito fácil comprar material escolar, consegui tudo. Por acaso, eu tenho comprado no mês de dezembro, so que no dia em vim, não tive como estacionar, então, eu preferi voltar. Acho que é mais fácil para mim agora. Não tem muito movimento”.
Para alguns pais e encarregados de educação, o ideal é mesmo evitar as enchentes e filas longas que marcam as vésperas do início do ano lectivo e possíveis especulações dos preços.
“Do princípio, até já devia ter comprado. Atrasei um bocado. Normalmente, eu compro antes das festas. É mais tranquilo. As lojas não estão cheias. Tem muito material agora. Antes daquela grande concorrência. ”
Enquanto isso, os vendedores do mercado formal e informal fazem de tudo para garantir mais uma compra.
Para já, os comerciantes garantem que os preços mantêm-se estáveis, em comparação com o ano passado.
“Na verdade, os preços mantêm-se. Mesmo do ano passado. O que alterou-se um pouco é o caderno de capa preta. O sul africano custa 340 e o nacional 250”, explicou um vendedor.
Apesar da disponibilidade do material escolar, os vendedores queixam-se de fraca procura.
“Eu acho que as pessoas ainda não receberam, por isso o movimento esta fraco. Mas para quem já tem condições, que venha adquirir o material escolar o mais rápido possível. É porque não dá para deixar tudo para depois. Na última hora, acabamos registando enchente. Alguns clientes levam o material. Depois, quando chega o momento de a gente fazer a conferência do próprio material, um ou outro cliente chega aí a reclamar.”
Entre as razões da fraca procura por material escolar, alguns vendedores acreditam que a falta de dinheiro seja uma delas, devido aos gastos com as festas de celebração do Natal e da passagem do ano.
O presidente do partido Podemos condena a abordagem do deputado Ivandro Massingue aquando da visita de fiscalização ao Centro de Saúde de Zimpeto. Albino Forquilha diz que a actividade é digna, mas deve ser feita no espírito republicano. Já o partido emitiu um comunicado que considera intimidatória e restritiva a acção do gestor do Centro de Saúde de Zimpeto.
Na última segunda-feira, 5 de Janeiro, um grupo de deputados da bancada do Podemos, orientado pelo porta-voz do partido, dirigiu-se ao Centro de Saúde de Zimpeto, na Cidade Maputo, para uma actividade de fiscalização parlamentar da bancada. Ivandro Massingue, deputado e porta-voz da bancada, envolveu-se em disputa verbal e quase física, com o director daquela unidade sanitária, alegadamente por não ter havido comunicação prévia da sua presença na instituição. Facto negado pelo deputado.
“Como deputado, tenho legitimidade, tenho poder, tenho autoridade, tenho livre trânsito de entrar em qualquer instituição sem pedir autorização e sem informar. Não tenho obrigação de informar. Eu estou aqui para fiscalizar. Como é que vou avisar ao senhor uma fiscalização?”, questionou o deputado, assegurando que a sua primeira acção na instituição foi procurar identificar o responsável.
O gestor negou a circulação da equipa, por entender que não houve, nem identificação, nem comunicação, apesar de Ivandro Massingue defender o contrário.
“Por isso, quando cheguei aqui, fui e perguntei onde é a secretaria, pois agora iria à secretaria para pedir falar consigo. A primeira coisa que eu fiz quando cheguei aqui foi perguntar quem é o responsável.”
O Podemos pretendia verificar denúncias de mau atendimento no Centro de Saúde em alusão, mas o acto resvalou para medição de forças e de poderes, que levantou a seguinte questão: afinal, quais são os direitos e deveres que assistem a um Deputado.
O Regimento da Assembleia da República, instrumento que orienta a actividade dos deputados, no seu artigo 10, sobre Poderes do Deputado, diz:
É baseado neste e noutros artigos que o Podemos se dirigiu àquela instituição de saúde para fiscalizar.
Ora, porque o representante do povo tem, também, deveres, o mesmo instrumento obriga a:
No geral, a Constituição da República confere à Assembleia da República o poder de fiscalizar toda a actividade do Governo e da Administração Pública, o que inclui, no caso em apreço, os hospitais públicos.
Ou seja, é legítima a presença de representantes do povo naquela instituição.
Diante do cenário, o partido Podemos posicionou-se, primeiro, através de uma nota partilhada pelo Presidente do Partido, Albino Forquilha, na qual ressalva a legitimidade da fiscalização parlamentar, porém condena o autoritarismo e confrontação que marcou a actividade.
“Reconhecemos que, neste episódio, a forma como a visita foi conduzida não esteve à altura dos padrões de comportamento que o partido exige dos seus representantes. Por isso, o PODEMOS apresenta um pedido de desculpas aos profissionais de saúde e à direcção da unidade, reafirmando o seu profundo respeito pelo trabalho difícil e essencial que desempenham diariamente em condições muitas vezes adversas.”
Forquilha prometeu ainda continuar com as acções, no entanto baseando-se na responsabilidade política, e não no populismo.
“Este episódio reforça, aliás, uma convicção central do PODEMOS de que fiscalizar não é encenar poder, mas sim exercer responsabilidade. A oposição que queremos construir não é feita de humilhações públicas nem de gestos performativos, mas de escrutínio sério, diálogo institucional e propostas que melhorem efectivamente o funcionamento dos serviços públicos.”
Por sua vez, o partido emitiu esta nota, condenando o que chamou de tentativa de coartar os direitos legais dos deputados.
“Durante a visita de trabalho, cujo objectivo foi aferir o funcionamento da unidade sanitária e a qualidade do atendimento prestado aos utentes, registou-se uma tentativa de impedir o livre exercício da função parlamentar. O PODEMOS repudia qualquer comportamento que limite ou dificulte a fiscalização das instituições públicas e apela às autoridades locais e centrais para o estrito respeito pelo Estatuto do deputado e pela legalidade institucional.”
Sobre a suposta falta de autorização para fiscalizar, o Podemos explica que já tinha comunicado, aquando de uma visita de cortesia ao Ministério da Saúde, sobre a realização de visitas-relâmpago a hospitais e centros de saúde e assegura continuidade das acções.
Com os ânimos controlados, o centro de saúde abriu-se e o Podemos ouviu as preocupações dos utentes.
Mais um jovem foi assassinado por supostos homens-catana na cidade de Chimoio. A morte macabra ocorre numa altura em que a família busca esclarecimentos sobre a morte do pai, também assassinado há cerca de dois meses nos mesmos moldes.
Primeiro foi o pai, Amós Martinho, que exercia a profissão de docência ao ser assassinado por supostos homens-catana há cerca de dois meses, no bairro Nhaurir. Para garantir o sustento da família, Tomás Amós tornou-se mototaxista através deste meio.
Na madrugada da última segunda-feira, malfeitores escalaram a sua casa e o assassinaram.
“Os bandidos entraram e até pareciam mandados. Não roubaram nada, só entraram e assassinaram. Mataram dentro da casa dele”, contou Jossias Muiambo, avô da vítima.
Após o crime, os malfeitores roubaram a motorizada, que foi recuperada na segunda esquadra da PRM. “Foi a esquadra que nos apresentou esta motorizada, depois de desaparecer, eles ligaram-nos para nos apresentar esta motorizada. Quanto aos criminosos, ainda não se sabe quem são, porque que fizeram ou quais são os motivos e não sabemos qual é o seu paradeiro”, disse Miquidade Amisse, tio da vítima.
Os restos mortais da vítima de 27 anos de idade vão ser enterrados esta quarta-feira.
O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou e encorajou a Selecção Nacional de Futebol, os “Mambas”, pela melhor participação de sempre numa Copa Africana de Nações, marcada pela inédita qualificação para os oitavos-de-final no CAN Marrocos 2025.
Apesar da derrota frente à Nigéria, o Chefe do Estado sublinhou que o feito histórico permanece e orgulha o País, estendendo o reconhecimento às equipas técnica e médica, bem como à Federação Moçambicana de Futebol.
Daniel Chapo destacou ainda as lições retiradas da competição, apontando a necessidade de maior investimento na formação, intensidade e capacidade competitiva, e incentivou os jogadores a manterem a confiança, a humildade e o compromisso com o trabalho para enfrentar os próximos desafios.
A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas “ações valentes”, que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.
Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, citada por Lusa, María Corina Machado recordou que, em Outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído.
Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial.
A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos.
Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013.
A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria “mais de 90% dos votos” em eleições livres e justas.
Segundo Lusa, Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
O secretário-geral da ONU expressou “profunda preocupação” com a acção militar norte-americana na Venezuela e pediu respeito pelo Direito Internacional, que “proíbe o uso da força contra a integridade territorial dos Estados”.
Citado no Conselho de Segurança pela subsecretária para os Assuntos Políticos, Rosemary A. DiCarlo, António Guterres manifestou-se igualmente preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela e com o impacto que tal situação poderá ter na região, e apelou a todos os actores venezuelanos para participarem num “diálogo inclusivo e democrático que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania nacional”, cita Lusa.
O líder da ONU recordou que, no momento do discurso ao Conselho de Segurança, Nicolás Maduro se encontra detido em Nova Iorque, juntamente com a mulher, Cilia Flores, acusado de crimes graves pelas autoridades norte-americanas.
Além disso, Guterres sublinhou a necessidade de “respeitar o Direito Internacional, consagrado na Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política dos Estados”.
O responsável máximo da ONU salientou também que a paz internacional depende do empenho de todos os países no cumprimento de tais normas.
DiCarlo disse que o secretário-geral especificou que a ofensiva norte-americana incidiu sobre Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, embora o número exacto de vítimas seja ainda desconhecido.
Analisou ainda a crise venezuelana dos últimos anos e recordou as eleições presidenciais de Julho de 2024, cuja transparência foi questionada, bem como as “graves violações de direitos humanos documentadas” pelo Gabinete do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Instou, por isso, todos os atores venezuelanos a participarem num “diálogo inclusivo e democrático” que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania do povo.
Exortou também aos países vizinhos e a comunidade internacional a “agirem com solidariedade, promovendo a coexistência pacífica e apoiando iniciativas para encontrar uma solução não-violenta para a crise” venezuelana.
Através da representante, Guterres destacou que “o primado do direito deve prevalecer” e que “o Direito Internacional propõe instrumentos para lidar com problemas como o tráfico de droga, as disputas sobre recursos naturais e as violações de direitos humanos”.
A terminar, o líder das Nações Unidas sustentou que a única forma plausível de ultrapassar a actual crise é através do respeito das normas internacionais e da ordem jurídica mundial.
Refira-se que os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.