O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), através da Comissão Nacional de Engajamento e Promoção da Jovem Advocacia e da Comissão de Género, realiza, de 17 a 19 deste mês, a primeira Conferência Nacional da Jovem Advocacia e Mulher Advogada.
O evento terá lugar na cidade de Tete, sob o lema “Fortalecer a Jovem Advocacia, valorizando a igualdade de género, para uma Justiça mais acessível”.
A realização desta conferência tem como objectivo servir de plataforma para debater e reflectir sobre vários temas relacionados com o exercício da profissão de advogado, bem como os desafios enfrentados pela mulher advogada, e está inserida nas comemorações da Semana do Advogado, que se assinalou no dia 14 deste mês.
A abertura desta conferência será dirigida pelo governador de Tete, Domingos Viola, numa cerimónia que contará ainda com a presença do secretário de Estado desta província, Cristina Mafumo, do presidente do Conselho Municipal, César de Carvalho, do bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Carlos Martins, e da presidente do Conselho Provincial da OAM, Maria Carneiro.
O evento contará ainda com a presença do filósofo Severino Ngoenha e de Ivone Soares, que tomarão parte no evento.
Além destas intervenções, a primeira Conferência Nacional da Jovem Advocacia e Mulher Advogada vai debater vários outros temas incorporados nos 15 painéis.
Duas pessoas morreram e dez ficaram feridas na sequência de um acidente do tipo despiste e capotamento, ocorrido na manhã desta terça-feira, no distrito de Manhiça, Província de Maputo. O sinistro envolveu uma carrinha de caixa aberta pertencente à empresa Electricidade de Moçambique, onde se faziam transportar 12 funcionários. A polícia aponta excesso de velocidade como a principal causa do acidente.
É o registo de mais um acidente, provocado por excesso de velocidade, que ceifou vidas na Estrada Nacional Número 1, no distrito de Manhiça, Província de Maputo.
De acordo com a polícia a nível da província, trata-se de uma carrinha de caixa aberta pertencente à Electricidade de Moçambique, que transportava 12 funcionários da empresa, quando se despistou, capotou e matou no local duas pessoas.
“Os restantes feridos, estamos a falar de dez, e destes quatro tinham ferimentos ligeiros e tiveram alta, foram observados e tiveram alta. Três estavam com ferimentos graves, foram imediatamente transferidos ao hospital central, e três estiveram aqui, em observação no nosso hospital, porque apresentavam lesões moderadas capazes de serem geridas aqui ao nosso nível”, disse Flezer Tomadote, director provincial da Saúde em Manhiça.
O estado das três vítimas transferidas para o Hospital Central de Maputo era delicado.
“Eram graves com um prognóstico reservado. Trata-se de dois traumatismos craneoencefálicos graves. Um estava bastante instável, com um nível de consciência muito baixo”, explicou o gestor.
Com este acidente, somam-se 61 mortes registadas em menos de 30 dias no país.
Os malawianos preparam-se para votar em uma eleição presidencial decisiva nesta semana, enquanto o país enfrenta uma das piores crises económicas de sua história recente. Com inflação em alta, escassez de alimentos e combustíveis, e crescente desconfiança nas instituições públicas, a população demonstra cansaço e frustração diante da falta de progresso nos últimos anos.
O presidente Lazarus Chakwera, de 70 anos, busca um segundo mandato após vencer a polêmica reeleição anulada de 2019 e triunfar no pleito subsequente de 2020. Líder do Partido do Congresso do Malawi, Chakwera enfrentará novamente o ex-presidente Peter Mutharika, de 85 anos, que lidera o Partido Democrático Progressista (DPP) e tenta retornar ao poder.
A disputa se desenha acirrada: entre os 17 candidatos presidenciais, também está a ex-presidente Joyce Banda, embora analistas políticos apontem Chakwera e Mutharika como os principais favoritos para uma provável segunda volta.
MUDANÇA DE CLIMA POLÍTICO
Há cinco anos, a eleição de Chakwera foi celebrada como um marco para a democracia no país, impulsionada por protestos populares e uma rara anulação judicial de resultados eleitorais. No entanto, após um mandato marcado por desafios severos, o entusiasmo inicial deu lugar à frustração.
A economia do Malawi, um dos países mais pobres do mundo, foi profundamente afectada por desastres naturais recentes. O ciclone Freddy, em 2023, e uma seca prolongada causada pelo fenómeno El Niño em 2024 devastaram plantações, agravando a insegurança alimentar e elevando os preços dos alimentos e fertilizantes.
Além disso, a morte trágica do vice-presidente Saulos Chilima em um acidente aéreo no ano passado abalou ainda mais a estabilidade política. Chilima era visto como uma figura em ascensão, capaz de renovar a liderança nacional.
NOVAS REGRAS, NOVOS DESAFIOS
As eleições de 2025 também marcam a estreia do sistema eleitoral 50% +1, adotado após as irregularidades de 2019. Agora, o vencedor precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos para ser declarado eleito, o que aumenta a possibilidade de um segundo turno.
Para além da presidência, os malawianos também escolherão novos representantes para o Parlamento e mais de 500 vereadores locais.
Em um cenário de dificuldades económicas, promessas eleitorais giram em torno de questões práticas: como conter a inflação, garantir o abastecimento de combustível e açúcar, e melhorar o acesso a insumos agrícolas.
O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, diz que pretende regressar ao país e concorrer à presidência.
Simões Pereira, que lidera o partido de oposição Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fez o anúncio em Lisboa. Ele se estabeleceu na capital portuguesa logo após o presidente guineense dissolver a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau em 2023.
Em declarações à diáspora da Guiné-Bissau, Simões Pereira disse que temia pela sua segurança ao regressar ao país, mas afirmou que era seu dever continuar a luta.
Umaro Sissoco Embaló disse que o líder da oposição poderia retornar sem problemas, mas o alertou para não contestar os resultados das eleições de Novembro.
Caso concorra às eleições, esta será a quarta tentativa de Simões Pereira.
Mais de 100 funcionários afectos aos municípios de Angoche e Nacala-Porto, na província de Nampula, estão há mais de dois meses sem auferir os seus salários.
O assunto já chegou ao Gabinete do Secretário de Estado, Plácido Pereira, que nesta segunda-feira reagiu e disse que as autarquias não podem ficar à espera de receber o Fundo de Compensação Autárquica para pagar salários.
O governante explica que o Fundo de Compensação Autárquica é um bolo destinado a diversas actividades da autarquia e pode ser usado para pagar salários até uma determinada percentagem.
“Muitas vezes, quando não se consegue pagar salários com receitas próprias, recorre-se a esse argumento de que não se pagou salário porque o Fundo de Compensação Autárquica não foi transferido”, explica Plácido Pereira.
Pereira lembrou ainda que as autarquias, por si só, são autónomas, por isso devem ser capazes de colectar receitas que cubram as suas despesas. No entanto, o governante entende que se trata de um desafio da descentralização, um processo relativamente recente.
Nesse sentido, Pereira desafia as autarquias a cobrarem receitas em condições necessárias para sejam aplicadas para as diversas despesas que têm.
Em relação à falta de recursos humanos na recém-criada autarquia de Mossuril, explica que há instrumentos que só têm efeitos após a sua ratificação. A rectificação, segundo o secretário de Estado em Nampula, só é feita entre a tutela administrativa e financeira.
Os Mambas iniciam a corrida do Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025) diante da Costa do Marfim, partida agendada para o dia 24 de Dezembro deste ano, no Estádio do Marrakesh.
Quatro dias depois, no mesmo estádio, a selecção nacional volta a entrar em cena, defrontando a sua congénere dos Camarões, em jogo da segunda jornada do Grupo F da maior e principal prova futebolística do continente africano.
Já no dia 1 de Janeiro de 2026, o combinado nacional terá pela frente a selecção do Gabão, em partida inserida na terceira jornada, encerrando a fase de grupos da prova.
Tido como grupo da morte, o combinado nacional tem a espinhosa missão de, pela primeira vez, garantir a qualificação para a outra fase da competição, feito que Moçambique persegue desde 1986, ano em que se estreiou no Campeonato Africano de Futebol.
Na sua sexta participação na prova, os Mambas têm ainda a missão de garantir a primeira vitória na competição. Na edição passada do CAN, o conjunto moçambicano cometeu a proeza de arrancar dois empates diante de gigantes do futebol africano, no caso Gana e Egipto, ambos a duas bolas.
Apesar desse feito, o combinado nacional terminou a sua participação na fase de grupos, numa prova que acabou por ser conquistada pela anfitriã Costa do Marfim.
Afrotaças: Black Bulls e Fer. Maputo jogam no domingo
A Associação Black Bulls, campeã em título, vai estreiar-se no domingo na presente edição da Liga dos Campeões Africanos, defrontanto a formação do AC Léopards de Dolisié do Congo Brazzaville, em jogo da primeira “mão” da segunda pré-eliminatória. O representante moçambicano vai deixar o país esta quinta-feira rumo ao Congo. Os “Touros” arrancaram com os trabalhos de preparação tendo em vista esta partida no sábado passado, no Complexo Desportivo do Tchumene, em que Hélder Duarte contou com a presença de todos os jogadores. A equipa técnica agendou quatro unidades de treinos antes da partida para Congo Brazzaville, devendo efectuar mais duas em solo congolês.
O jogo entre as duas equipas está marcado para domingo às 15.30 horas locais, no Estádio Alphonse Massamba-Débat, recinto onde curiosamente a Black Bulls garantiu, na edição passada, o apuramento pela primeira vez, para a fase de grupos das competições africanas após eliminar a turma congolesa do AS Otohô.
O jogo da segunda “mão” está agendado para dia 26 deste mês, no Lalgy Arenba, em Tchumene. Caso transite para a outra fase, o representante moçambicano irá defrontar o vencedor da eliminatória entre o Remo Stars, da Nigéria, ou Union Sportive das Comores.
O outro representante moçambicano nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, tambél joga no domingo, na Taça CAF, defrontando o AS Fanalamanga, do Madagáscar, em jogo da primeira “mão” da competição de acesso à fase de grupos.
O jogo entre as duas equipas será no Estádio Nacional do Zimpeto, recentemente aprovado pela Confederação Africana de Futebol para as competições oficiais sob sua égide.
O jogo da segunda “mão” também está agendado para o mesmo recinto em face do representante malgaxe não ter um estádio em condições para acolher partidas organizadas pela CAF.
A cidade de Maputo será palco do encontro entre o ícone da música moçambicana Stewart Sukuma e o carismático artista guineense Remna Schwarz, num concerto intimista que terá lugar no palco da XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos.
O espetáculo nasce de uma conexão artística inesperada, mas poderosa. Durante a Residência Artística promovida pela Associação Scala em parceria com a Khuzula, que reuniu talentos de sete países de língua portuguesa, Remna e Stewart não apenas participaram numa criação colectiva que celebra Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, mas também se encontraram em estúdio numa atmosfera de cumplicidade criativa.
Foi aí que as guitarras, as vozes e as emoções falaram mais alto. As afinidades musicais e a paixão pela fusão cultural abriram espaço para um desejo mútuo: partilhar mais do que uma canção, partilhar palcos, histórias e sonoridades. Dessa energia nasceu o convite irresistível a um concerto que promete ser uma viagem entre tradição e modernidade, África e mundo.
Um diálogo entre duas forças musicais Stewart Sukuma, com a sua carreira marcada por hinos que ecoam no imaginário moçambicano e internacional, traz a experiência, a voz calorosa e a identidade rítmica de Moçambique.
Já Remna, descrito como um “tesouro africano”, carrega consigo a riqueza de um percurso nómada, que mistura o pulsar da Guiné-Bissau com influências de continentes inteiros, do Mali a Cuba, de Cabo Verde aos Estados Unidos.
Juntos, criam um espectáculo raro, onde as cordas e as vozes se entrelaçam, num jogo de cumplicidade artística que transcende fronteiras. Mais do que um concerto, será um manifesto de que a música tem o poder de unir culturas, curar distâncias e abrir caminhos para colaborações futuras.
O palco da XHUB vai receber este encontro como quem testemunha a primeira faísca de uma parceria que tem tudo para marcar a cena musical lusófona. Stewart Sukuma e Remna prometem partilhar não
só canções, mas também a intensidade de dois universos que se encontram para celebrar a diversidade, a criatividade e o futuro da música africana no mundo.
O número de estudantes do ensino à distância cresceu de 52 mil, em 2013, para mais de 76 mil. Os dados foram partilhados pelo secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua.
Segundo Edson Macuácua, o crescimento do número de estudantes de ensino à distância mostra um claro sucesso e crescente relevância do ensino à distância como uma via fundamental para a formação de jovens e adultos em todo o país.
Macuácua afirma que o Governo atribui um papel muito importante no Sistema Nacional de Educação, através de várias iniciativas que têm como objectivo fortalecer o processo de ensino-aprendizagem no país.
“Moçambique é o primeiro país da África Austral que, na sua lei reguladora do Sistema Nacional de Educação, reconheceu legalmente o ensino à distância como uma das modalidades de ensino, e foi o primeiro ao nível da SADC a aprovar uma política e estratégia de promoção de ensino à distância e também foi o primeiro país a criar uma instituição pública reguladora, com vista a assegurar a qualidade de ensino à distância”, explica.
Segundo ele, através desses avanços, Moçambique é uma referência do ponto de vista do desenvolvimento do ensino à distância, que inspirou a própria SADC, enquanto organização comunitária, e os próprios países, que começaram a desenhar tanto as suas políticas internas nacionais como também a visão estratégica da organização para o ensino à distância.
Por sua vez, Edson Macuácua falou dos desafios do ensino à distância, entre os quais a inclusão digital, pois esse ensino exige o uso de ferramentas digitais, o centro de aprendizagem, que muitas vezes se encontram distantes dos cidadãos.
Esse facto, explica Edson Macuácua, dificulta a ida dos estudantes à formação, num contexto em que o ensino à distância exige que haja boas condições das infra-estruturas e que sejam adequadas para que os estudantes possam ter assistência e, acima de tudo, usarem as técnicas, tecnologias, recursos pedagógicos e tecnológicos para garantir uma boa qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
Apesar destes progressos, permanecem desafios significativos. A conjugação de esforços e sinergias entre o Governo e o sector privado é tida como uma das grandes prioridades em transformar esses desafios em oportunidade.
A Província de Maputo regista redução de casos de sarna nas últimas três semanas, após o cumulativo de 11 mil e 400 casos no mês passado, uma subida de 5% em comparação com igual período do ano passado.
É uma doença aparentemente insignificante, porém os seus impactos criam desconforto. Melita António é uma das pessoas que sofrem desta doença e enfrenta dificuldades diárias para lidar com ela, além do alto custo da medicação.
“Esta doença é muito difícil. O meu filho mais novo foi contaminado. Depois dele, todos nós contraímos a doença. É difícil, principalmente para as crianças, porque coça muito”, conta Melita Antnónio.
De acordo com o chefe do Departamento da Saúde Pública na Província de Maputo, Filimone Zibia, após números elevados de casos da doença no semestre passado, nas últimas três semanas, registou-se uma redução.
“No cumulativo, nós tivemos cerca de 11 mil e 400 casos e, no ano passado, tivemos 10 mil casos, uma subida de perto de 5%. Após identificarmos esse problema, a equipa esteve no terreno a trabalhar com as populações e, actualmente, há uma redução de cerca de 32 casos semanalmente”, disse Filimone Zibia.
A sarna é uma doença transmissível, porém, segundo Zibia, a higiene devida pode minimizar o alastramento. A nossa fonte explicou ainda que existem equipas que vão de porta em porta para garantir informação às comunidades sobre a doença, com vista a evitar uma possível subida do número de casos.

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