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O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil.

A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas escolas, famílias e comunidades. Na ocasião, foi destacado que os participantes trazem para o Parlamento Infantil as suas experiências, preocupações, sonhos e propostas recolhidas junto das comunidades de origem.

Falando em representação do Governo e do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, a responsável destacou a importância da iniciativa como espaço de participação infantil, onde as crianças podem apresentar, directamente, as suas preocupações e propostas sobre questões que afectam as suas vidas.

Segundo explicou a ministra, a realização da sessão nacional resulta de um processo de participação que incluiu debates e sessões aos níveis distrital e provincial, antes da definição dos temas e do programa pela Comissão Permanente do Parlamento Infantil.

“Vocês estão aqui não apenas em vosso nome, mas em nome de todas as crianças”, afirmou, sublinhando que representar a infância moçambicana constitui, simultaneamente, uma honra e uma responsabilidade.

A dirigente saudou igualmente a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, e a instituição parlamentar pelo acolhimento da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil na chamada Casa do Povo.

A iniciativa é promovida pelo Governo, através do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, em parceria com a Assembleia da República e conta com o apoio de instituições públicas, organizações da sociedade civil, agências das Nações Unidas, famílias, escolas e comunidades.

A oitava sessão nacional do Parlamento Infantil conta com a participação de crianças eleitas nas diferentes províncias, que, durante os trabalhos, deverão apresentar preocupações e propostas relacionadas com os direitos, o bem-estar e o futuro das crianças moçambicanas.

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Luís Figo acusa Gianni Infantino de “forçar alterações significativas apenas para se enriquecer e aos amigos”, num artigo de opinião no qual diz ser “tarde demais para salvar a dignidade” do presidente da FIFA, “mas não para salvar o futebol”.

Luís Figo assina um extenso e arrasador artigo de opinião na edição desta quarta-feira do jornal britânico Daily Mail, no qual não poupa nas críticas tecidas a Gianni Infantino, na sequência da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Mundial).

“Podia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução precisa apenas de três: Infantino deve sair. Amei o futebol durante toda a minha vida. Fui jogador profissional durante 20 anos. E, acreditem em mim, deparei-me com alguns bandidos, no meu tempo na modalidade. Mas aquilo que vi exposto, nos dez últimos anos, é o mais baixo, mais enganador e mais cobarde comportamento de interesse próprio que alguma vez testemunhei”, começou por escrever.

“O homem que daria isso – o homem que tentaria forçar alterações tão significativas apenas para se enriquecer e aos amigos – é uma relíquia do passado da modalidade, e não deveria ter lugar no seu futuro. Se fosse uma ideia tão boa, por que não dizer aos teus membros, quando os tiveste todos numa sala, antes da final do Mundial? Se era um plano tão robusto, por que não contar aos teus membros os riscos, assim como aquilo que descreves como benefícios?”, prosseguiu.

“Se o esquema era simples, por que não ser honesto com o facto de que te daria um emprego de 30 milhões de dólares por ano, no final? Mas nada disto foi feito, porque não era uma boa ideia. Não é robusto quando não és transparente sobre os retornos incapacitantes que os investidores privados iriam procurar. Não é ousado quando não explicas que, ao venderes a tua parte, vai-se para sempre e deserdaste os teus sucessores de deterem o Mundial”, completou.

O antigo internacional português acusou, ainda, o advogado ítalo-suíço de não ser “honesto”, por não ter mencionado que, depois de “ter entregue o grosso do Mundial numa bandeja aos companheiros, em Washington DC”, teria direito a um “emprego que valeria cinco vezes mais do que o salário atual”.

NEM DONALD TRUMP ESCAPA À IRA DE FIGO

No entanto, Luís Figo (que chegou a apresentar uma candidatura à presidência da FIFA, em 2015, antes de desistir da mesma, por dúvidas relacionadas com a natureza democráticas das eleições) não ficou por aqui: “Nada disto é uma surpresa quando consideremos a litania de abusos que ele infligiu na reputação do futebol; desde suspender e reverter decisões disciplinares a violar as leis do jogo por um espectáculo ao intervalo, nada o impede de agradar aos amigos”.

“Também não é uma surpresa quando lês os comentários de Prince Ali [o presidente da Federação de Futebol da Jordânia] sobre o comportamento similar ao da máfia da FIFA de Infantino; obstruindo o seu trabalho e financiamento na federação, de maneira a garantir uma carta de apoio para que o reino de terrível interesse próprio possa continuar. O futebol precisa, sim, de uma discussão sobre dinheiro. Mas não do dinheiro que pode ir para fora da modalidade, para investidores ou salários inflacionados de administradores”, atira.

“Comecemos pelos cinco mil milhões de dólares das reservas da FIFA. Quantas ações poderia isso comprar nesta trama suja e dissimulada? Todas! Por isso, não é preciso investimento externo, afinal. Este plano – tal como o da Superliga [Europeia] que o antecedeu – foi cilindrado pela comunicação social, que expôs contornos desonestos, antes de os seus defensores alinharem o discurso. E graças a Deus que assim foi”, acrescenta.

“Infantino devassou o escritório do presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou subir às custas da modalidade que é suposto servir. Ele perdeu o apoio dos seus principais funcionários, dos mais próximos conselheiros, da vasta maioria das pessoas que dedicaram as vidas a este desporto, e, parece, até, do vencedor do Prémio de Paz da FIFA [Donald Trump]. É demasiado tarde para salvar a sua dignidade, mas não é demasiado tarde para salvar o futebol. Ele tem de sair. Já”, conclui.

Chiquinho Conde, seleccionador de Moçambique, avisa que o facto de o Sporting ter rejeitado estabelecer negociações com o Sunderland “vai mexer com o subconsciente” de Geny Catamo, que pretende “provar outro tipo de campeonatos”.

Segundo escreve no Notícias ao Minuto, citando o Jornal A Bola, Chiquinho Conde não escondeu, nesta quarta-feira, a indignação para com a alegação de que o Sporting terá recusado uma abordagem concreta por parte do Sunderland, tendo em vista a transferência, a título definitivo, de Geny Catamo.

O seleccionador de Moçambique avisa que o avançado tem visto “muitos dos seus colegas a saírem para outros campeonatos, com alguma vantagem financeira”, pelo que ficou surpreendido com o facto de a direcção liderada por Frederico Varandas não ter demonstrado a mínima disponibilidade para entrar em negociações com os ingleses.

“Ele também quer aproveitar a oportunidade, que o futebol é o momento, e isto vai mexer com o seu subconsciente. Sinceramente, penso que o Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai ter de o libertar, se isso também compensar a própria estrutura do Sporting. Imagino que deva estar num momento, também, de muita ansiedade. Penso que é tempo, também, de poder provar outro tipo de campeonatos”, afirmou.

“Ele já deu muito, muito ao Sporting. Penso que é o tempo ideal, também, para ele poder sair. Eu, como seleccionador, então, agradecia, porque encontrava um jogador com uma motivação extra, e a selecção também beneficiaria imenso, do ponto de vista desportivo, com essa mudança”, acrescentou, em declarações prestadas ao Jornal de Desporto da Antena 1.

Chiquinho Conde, recorde-se, conhece bem o Sporting, clube que representou, na qualidade de jogador, entre 1994 e 1996, quando somou três golos e uma assistência ao cabo de 31 jogos oficiais, em todas as competições, tendo participado, inclusive, na conquista de uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

SPORTING NÃO EXIGE CLÁUSULA DE RESCISÃO 

O Sporting, recorde-se, já superou a barreira dos 100 milhões de euros em vendas, desde a abertura do presente mercado de transferências de Verão, à ‘boleia’ das saídas de Francisco Trincão (para o Al-Ahli Jeddah), Morten Hjulmand (para o Atlético de Madrid), Alisson Santos (para o Napoli), Rodrigo Ribeiro (para o Augsburgo) e Diogo Travassos (para o Sporting de Braga).

No entanto, não deverá ficar por aqui, visto que está em processo adiantado de negociações com vista ao ‘adeus’ de Pedro Gonçalves (para o Al-Ittihad Jeddah, por 25 milhões de euros), Ousmane Diomande (para o Nottingham Forest, por 45 milhões de euros) e Daniel Bragança (para o Olympiacos, por entre oito a dez milhões de euros).

Geny Catamo é tido, no entanto, como um activo desportivo indispensável para Rui Borges, pelo que a estrutura verde e branca aponta para valores próximos da cláusula de rescisão que consta no seu contrato (que permanece válido até Junho de 2029), que se encontra fixada nos 60 milhões de euros.

Assim sendo, tudo aponta para que o internacional moçambicano mantenha a titularidade, no lado direito do ataque leonino, frente ao Estrela da Amadora, no encontro da jornada inaugural da nova época da I Liga, que será disputado no próximo sábado, no Estádio José Gomes.

O Moza Banco registou, nos primeiros seis meses do ano, um Resultado Líquido de 274 milhões de meticais, facto que demonstra muito trabalho, de modo a produzir resultados concretos.

O desempenho foi igualmente impulsionado pela evolução do Produto Bancário, que melhorou 17%, reflectindo o crescimento da Margem Financeira em 8%, a evolução das Comissões Líquidas em 31% e o desempenho expressivo da Margem Cambial Líquida, que atingiu 155,4 milhões de meticais, representando um crescimento de 323,5% face ao período homólogo de 2025.

Os Depósitos de Clientes cresceram 6%, atingindo 56,7 mil milhões de meticais, evidenciando a crescente confiança dos clientes na instituição.

A carteira de Crédito Líquido a Clientes manteve o compromisso do Banco com o financiamento da economia nacional, das empresas e das famílias, suportada por uma gestão de risco criteriosa e sustentável.

Os Activos Totais ascenderam a 72,8 mil milhões de meticais, representando um crescimento de 13% face ao fim do ano de 2025.

Para Manuel Soares, presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, estes resultados “reflectem a consistência da estratégia que temos vindo a implementar, baseada na proximidade com os clientes, na disciplina de gestão, na inovação e no compromisso de criar valor sustentável para a economia moçambicana. Continuaremos focados em apoiar as famílias, as empresas e os sectores produtivos, contribuindo activamente para o desenvolvimento do país”, anota.

Ao longo do primeiro semestre, o banco reforçou igualmente o seu posicionamento institucional através da celebração de novas parcerias estratégicas, do lançamento de soluções orientadas para diferentes segmentos de clientes e da participação activa em fóruns nacionais dedicados ao desenvolvimento económico e financeiro.

O desempenho alcançado confirma a solidez financeira do Moza Banco e reforça a confiança dos seus clientes, accionistas, parceiros e colaboradores na capacidade da instituição em continuar a gerar valor e a contribuir para uma economia mais inclusiva, dinâmica e sustentável.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) investiu, ao longo de 2025, cerca de sete milhões de dólares na província da Zambézia para reforçar programas de protecção da criança, abastecimento de água e saneamento, vacinação e fortalecimento dos serviços de saúde. O investimento surge numa província onde vivem mais de 3,7 milhões de crianças e adolescentes, dos 0 aos 19 anos, o equivalente a cerca de 20% da população infantil de Moçambique.

Apesar do apoio financeiro e dos esforços das autoridades e parceiros, a realidade da infância na Zambézia continua a ser marcada por indicadores preocupantes. Pobreza, desnutrição, acesso limitado à saúde, à educação e à água potável, bem como o casamento prematuro, continuam entre os principais desafios que afectam milhares de crianças.

O chefe do Escritório do UNICEF na Zambézia, Michael Chimedza, descreve o cenário como preocupante.

“A situação da criança na província é muito crítica. Basta olhar para os números: a Zambézia tem pouco mais de seis milhões de habitantes e mais de metade são crianças, representando cerca de 60% da população. Os indicadores mostram que aproximadamente 75% das crianças vivem abaixo da linha da pobreza, enfrentando enormes dificuldades de acesso a recursos financeiros, saúde, educação e água potável”, afirmou.

Os dados apresentados pelo UNICEF revelam ainda que 48% das mulheres na província iniciaram uma união antes dos 18 anos, um indicador que continua a reflectir a dimensão do casamento prematuro e o impacto desta prática no desenvolvimento, na educação e na protecção dos direitos das raparigas.

Como resposta a este cenário, foi lançada esta quarta-feira, na cidade de Quelimane, a Linha Fala Criança, um serviço destinado a receber denúncias e encaminhar casos de violência, abuso, negligência, exploração e outras violações dos direitos da criança.

A nova plataforma pretende fortalecer os mecanismos de protecção infantil, facilitar o acesso das vítimas aos serviços competentes e garantir uma resposta mais rápida e eficaz às situações de risco. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir os casos de violência contra menores e assegurar um ambiente mais seguro e protector para as crianças e adolescentes da Zambézia.

Moçambique possui kits de protecção para eventuais casos de ébola, assegura representante da Organização Mundial da Saúde. Severino Xylander diz que a nova variante da doença é de baixo risco para o país.

O reprsentante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique alerta que o risco do ébola na República Democrática de Congo e os países vizinhos continua alto. Mas, para o resto do mundo a situação premanece controlada.

No programa Manhã Informativa da STV, Severino Xylander admitiu que Moçambique está minimamente preparado para um eventual surto da doença.

O representante da OMS considera que nos últimos 10, Moçambique fez muito, principalmente na preparação para responder a este tipo de doenças.

Na última semana, foram registados mais de 560 novos casos do ébola nos países afectadas, onde mais da metade das pessoas perderam a vida. Neste momento, não há vacina nem cura para a nova variante da doença.

Os ministros do Interior da União Europeia (UE) condenaram alegados casos de “interferência informativa” estrangeira relacionados com a divulgação de imagens durante a recente crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África.

A posição foi manifestada na terça-feira, durante uma reunião informal dos ministros do Interior dos 27 Estados-membros, convocada na sequência da chegada de dezenas de milhares de migrantes a Ceuta na semana passada.

No final do encontro, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que não existem divergências entre os Estados-membros quanto à necessidade de apoiar Espanha na gestão da crise. Segundo o governante, todos os países da UE manifestaram solidariedade para com Madrid.

Nunez acusou ainda alguns Estados estrangeiros de utilizarem imagens da crise migratória para criticar a política de gestão das migrações da União Europeia e tentar “semear a divisão” entre os Estados-membros.

Os ministros europeus terão igualmente elogiado a actuação do Governo espanhol durante a crise, bem como a cooperação estabelecida com Marrocos para conter o fluxo migratório.

A França anunciou, entretanto, o reforço dos controlos ao longo da sua fronteira com Espanha, na sequência da chegada maciça de migrantes à região.

Por seu turno, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, garantiu que a crise migratória em Ceuta não colocou em causa o espaço Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre vários países europeus.

O governante explicou que permanecem em vigor controlos de passaportes entre Ceuta e a Espanha continental, acrescentando que a maioria dos migrantes que chegaram ao enclave já foi devolvida a Marrocos.

Estima-se que entre 50 mil e 60 mil migrantes tenham chegado a Ceuta na quinta e sexta-feira da semana passada, desencadeando uma crise humanitária e reacendendo o debate sobre as políticas migratórias da União Europeia.

Segundo as autoridades espanholas e marroquinas, mais de 80 pessoas morreram durante a crise. Entre as vítimas estão migrantes que se afogaram ou morreram na sequência de uma debandada enquanto tentavam atravessar um quebra-mar na fronteira.

As fortes chuvas que atingem o centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, enquanto as autoridades mantêm vários alertas devido ao risco de inundações, cheias e desastres geológicos.

Na província de Shaanxi, as autoridades retiraram preventivamente 115 756 pessoas desde quinta-feira, informou a televisão estatal CCTV.

Na província vizinha de Sichuan, mais de 270 mil pessoas foram retiradas desde 29 de Julho, devido às fortes chuvas, que provocaram desastres geológicos em várias localidades e levaram ao reforço das medidas de prevenção.

Nas últimas horas, a precipitação afetou vastas zonas de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em diversos pontos da província.

As chuvas provocaram cheias em vários rios e mantiveram elevado o risco de inundações, enquanto as autoridades continuam a acompanhar a evolução da situação.

O Ministério dos Recursos Hídricos informou que 18 rios do país permanecem acima do nível de alerta e advertiu para o risco de novas cheias em rios de pequena e média dimensão entre 4 e 6 de Agosto, sobretudo em zonas de Shaanxi, Sichuan e da cidade de Chongqing.

O Centro Meteorológico Nacional manteve um alerta laranja, o segundo mais elevado do sistema chinês, devido à previsão de chuva intensa em várias regiões do país.

A província de Shaanxi ativou igualmente alertas do mesmo nível para fenómenos meteorológicos severos e risco de desastres secundários.

O Ministério dos Recursos Hídricos manteve um alerta vermelho, o mais elevado do sistema chinês, para o risco de cheias repentinas em zonas montanhosas do centro do município de Chongqing, um território com cerca de 82 400 quilómetros quadrados, semelhante em área à Áustria ou à República Checa.

O episódio junta-se a um verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China, onde a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no Sul e Centro do país e os deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram, nas últimas semanas, dezenas de mortos, centenas de milhares de retiradas preventivas e danos em infra-estruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias.

As autoridades continuam também a acompanhar a evolução do tufão Dolphin, que permanece afastado das águas chinesas, mas cuja trajetória posterior em direcção ao mar a leste da China continua incerta.

 

A actual epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) já matou mais de 1700 pessoas no leste do país, segundo os dados anunciados pelas autoridades governamentais.

Até ao momento, foram registados 3802 casos, com 1707 mortes, segundo a actualização mais recente do Governo desta nação vizinha de Angola.

Ainda não é claro quando a epidemia atingirá o seu pico, afirmou também hoje o director-geral da agência de saúde pública da União Africa, o Africa CDC, Jean Kaseya, durante a sua segunda visita à cidade de Búnia, perto do epicentro da epidemia.

Kaseya alertou que quase 80% dos novos casos não resultam do rastreio de contactos, mas sim da transmissão comunitária.

Também o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou ontem à capital congolesa, Kinshasa, e deverá visitar Búnia ainda nesta semana.

A epidemia, declarada a 15 de Maio, foi associado ao vírus Bundibugyo, para o qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados.

Atrasos no rastreio de contactos, dificuldades de acesso às áreas afetadas, desconfiança das comunidades e violência por parte de grupos armados e de alguns residentes têm dificultado a resposta, segundo o Africa CDC.

Estão em curso dois ensaios clínicos de medicamentos de profilaxia pós-exposição na província de Ituri, bem como dois ensaios de vacinas distintos, no Reino Unido e no Canadá.

Este episódio epidémico está sobretudo concentrado na remota província de Ituri, no leste da RD Congo, que representa quase 90% dos casos, mas já foram confirmados casos noutras cinco províncias, incluindo numa das maiores cidades do país, Kisangani.

O vizinho Uganda declarou-se livre do Ébola após a alta do último paciente do país, em meados de junho.

Um dos principais desafios é o facto de o paciente zero ainda não ter sido identificado, enquanto os deslocamentos causados pelo conflito armado e pela exploração mineira ilegal na região dificultam o rastreio de milhares de pessoas que estiveram em contacto com infetados.

A OMS comunicou que está a acompanhar mais de 17 mil potenciais contactos, sendo quase 80% deles observados diariamente.

Na segunda-feira, profissionais de saúde na cidade fortemente afectada de Mongbwalu lançaram um ultimato sobre salários em atraso.

Anteriormente, profissionais de saúde em Búnia entraram em greve devido à falta de pagamento e a condições de trabalho perigosas. A OMS afirma que mais de 100 profissionais de saúde foram infectados desde o início desta epidemia, a 17.ª no país.

A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.

O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.

A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.

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