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Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

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Moçambique deu, esta quinta-feira, mais um passo rumo à modernização do seu comércio externo, através do lançamento do projecto nacional Portal EXPORTA, uma plataforma digital que pretende facilitar e dinamizar as exportações e importações moçambicanas.

O projecto,  da iniciativa da ExportaMoz Solutions, surge  numa altura em que o sector empresarial procura recuperar-se da recente crise política.

No evento de lançamento foi apresentado o funcionamento da plataforma, com destaque para os benefícios às micro, pequenas e médias empresas.

O projecto foi bem recebido pela Agência de Investimento e Exportações por reduzir a burocracia, promover a inclusão e fortalecer a economia.

Além do lançamento do portal, a ExportaMoz Solutions  anunciou para o próximo ano, um projecto de premiação e reconhecimento das 100 melhores MPMEs do país.

O Secretário de Estado da província de Gaza, Jaime Neto, diz que há pessoas de má-fé que querem sabotar a governação, por detrás da onda de vandalização, agressões e roubos que assombram as escolas naquela província. Já o especialista em educação, Samuel Chacate aponta para disputas políticas e acusa a polícia de nada fazer para proteger as escolas.

São, ao todo, 7 instituições de ensino vandalizadas, 9 mil processos de alunos, queimados incluindo 6 computadores, pautais, livros escolares e um sistema de abastecimento de água vandalizado na sequência dos ataques às escolas nos últimos 5 meses, na província de Gaza, Reagindo à volta do assunto o secretário de estado, Jaime Neto, considerou tratar de um grupo de pessoas com intenções claras de sabotar a governação.

“Nós estudamos, as nossas escolas nem tinham guardas, e não acontecia nada. Então, é a atitude atual de certas pessoas de má fé que querem sabotar a governação. Não tem outro nome. Vandalizam a energia, vandaliza a própria infraestrutura, a escola.  Partem vidros, danificam carteiras, queimam arquivos. É difícil isso de compreender.Então, como governo, não estamos de mãos arregaçadas. Aliás, estamos de mãos arregaçadas para trabalhar no sentido de identificar essas pessoas”, garantiu 

Já o especialista em Educação, Samuel Chacate, tem outro entendimento e alerta para o perigo do que apelida jogo dos políticos no seio escolar.

“O que tem que ficar claro é que os partidos políticos devem deixar de lutar na escola.Pelo poder político, até a população, os pais encarregados da população foram mobilizados a não apoiar as escolas. Estão desamparadas, foram mobilizadas a não apoiar as escolas Então, o que resta é aquela contribuição que vem do exterior, o Vulgo apoia direto às escolas”, frisou.

Samuel Chacate acrescenta  que os actos de vandalismo no sector da educação revelam o nível de atraso no processo de modernização do sistema operacional.

“Estamos lentos do ponto de vista da digitalização das escolas.Tanto que se há um setor conservador na vida social, é a educação.O perigo é este, que a possibilidade de perdermos informações úteis para a vida do cidadão é maior”.

Para já, Jaime Neto quer da polícia rigor na investigação com vista à responsabilização dos envolvidos.

“Identificar quem são essas pessoas para serem responsabilizadas.  E, segundo a polícia, está a trabalhar constantemente próximo desses locais. Porque não só vandalizam, assim como atacam professores. Atiram pedras aos professores do curso noturno, o que não é correto. Os professores estão a trabalhar para ensinar os nossos filhos para continuar a construir o nosso país”, concluiu, o Secretário de estado de Gaza, Jaime Neto.

No entanto, Chacate  diz que nada vai mudar enquanto a polícia da República de Moçambique actuar com seletividade na garantia da segurança entre as intuições públicas e privadas.

“Escolas com oito, seis mil estudantes.Não conseguimos garantir segurança a uma escola com esse número de alunos. Mas a polícia pode garantir segurança no curral de um privado”,questionou 

Volvidos 5 Meses após o registo do primeiro dos seis casos de vandalização a instituições de ensino, e as autoridades policiais, apenas renovam promessas de estar a investigar enquanto o medo continua a assombrar a comunidade escolar em Gaza.

O antigo judoca e actual vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, Nilton Mujovo, apresenta a sua candidatura ao cargo máximo da modalidade ao nível do país, para as eleições marcadas para final deste mês de Outubro.

Mujovo, que iniciou funções na Federação Moçambicana de Judo como Secretário Geral interino, em 2013, assumiu o posto de executivo da organização pouco depois, já no elenco de Igor Vaz, e mais tarde foi nomeado vice-presidente na presidência de Fernando Sumbana, nos dois últimos mandatos.

O candidato à liderança do Judo moçambicano diz avançar pela paixão que tem pela modalidade, pelo futuro que almeja e, principalmente, porque acredita que consigo pode fazer crescer a modalidade.

“Sobretudo pelo amor que sinto pelo Judo e por sentir que é possível, e obrigatório, fazer mais e melhor em vários níveis, sejam eles desportivos, sociais, institucionais, éticos, financeiros, de cidadania, igualdade e transparência”, considera.

Nilton Mujovo, que se considera filho do Judo “desde pequeno”, diz que apresenta sua candidatura com a consciência de que o trabalho que pretende levar a cabo na presidência da federação, vai de encontro com as expectativas dos judocas.

“Ao mesmo tempo é decisivo olhar para o futuro e perceber e antecipar os obstáculos e desafios que nos são colocados do ponto de vista organizacional, financeiro e estratégico, e tomar decisões que permitam a sustentabilidade económica, financeira e desportiva da Federação Moçambicana de Judo”, sustenta.

Por outro lado, o candidato compromete-se a levar os valores da modalidade, nomeadamente cortesia, coragem, honestidade, honra, modéstia, respeito, autocontrole e amizade aos praticantes do Judo, “tanto dentro como fora do tatami”.

Em termos de promessas, Nilton Mujovo diz estar comprometido em desenvolver novos talentos, competir ao máximo nível em Moçambique e nas competições internacionais e espalhar o bom nome do país além fronteiras e os valores do Judo e fundamentais de lealdade, fair-play, integridade e igualdade.

Ademais, compromete-se a expandir o que denominou de “Dez Mandamentos”, nomeadamente os valores, a vitória, a inovação, a saúde financeira, o planeamento, a comunicação, a integridade, a sustentabilidade, a ética e transparência.

Nilton Mujovo foi praticamente da modalidade e já representou o país em competições internacionais durante muito tempo. Desde que começou a assumir cargos de chefia ao nível nacional, Mujovo tem sido chamado a exercer funções ao nível internacional, como membro executivo da Associação da Commonwealth, reeleito em 2024, e a presidir a Comissão dos Veteranos da modalidade, cargo indicado pela União Africana de Judo, desde 2020.

As duplas moçambicanas de voleibol de praia já conhecem os seus adversários no campeonato do mundo da modalidade, que terá lugar em Novembro próximo, na Austrália. O sorteio da prova foi realizado esta semana em Adelaide, Austrália.

A dupla feminina de Moçambique composta por Vanessa Muianga e Mércia Mucheza vai disputar a prova da Austrália inserida no exigente Grupo D, onde vai defrontar selecções do topo do voleibol mundial.

Posicionadas na posição 145 do ranking mundial, Vanessa e Mércia terão pela frente a dupla norte-americana composta por Cannon e Craft, segundas no ranking, uma dupla alemã constituída por Ittlinger e Grüne, posicionadas no 25º lugar, e a dupla da França, composta por Placette e Richard, que ocupam a posição 27 do ranking mundial.

Com ambições de ganhar experiência na prova e procurar surpreender, a dupla moçambicana defronta sucessivamente as francesas, as alemãs, encerrando com as norte-americanas.

Por seu turno, a dupla masculina José Mondlane e Osvaldo Mungoi, que ocupam a posição 120 no ranking mundial, vão ter pela frente as duplas da Argentina, Alemanha e Canadá, no grupo K.

Mondlane e Mungoi vão defrontar, sucessivamente os irmãos Capogrosso, da Argentina, 4ºs do ranking mundial, depois a dupla Ehlers e Wickler, da Alemanha, 22ºs, e os canadianos Schachter e Pickett, que ocupam a posição 37 do mundo.

As duplas moçambicanas estão na fase de preparação e poderão cumprir um estágio fora de portas antes da disputa do Mundial de vólei de praia, marcado para Adelaide, na Austrália, de 14 a 23 de Novembro próximo.

A câmara de comércio Moçambique-Portugal apela ao Governo a criar um ambiente mais favorável ao investimento estrangeiro e a acarinhar as iniciativas que promovam mais a exportação. O apelo foi feito pelo presidente do órgão, João Figueiredo, durante a celebração dos 15 anos da agremiação. 

A Câmara de Comércio Moçambique-Portugal reuniu empresários associados e não só,  o Governo e demais gestores empresariais, num jantar de celebração dos 15 anos da agremiação. 

O órgão, fundado para facilitar a interacção entre empresários dos dois países lusófonos,  sofreu, ao longo do tempo, metamorfoses que, no entender do actual Presidente, João Figueiredo, foram cruciais para o que hoje representa para as duas economias.

João Figueiredo aponta a crise de divisas como um dos desafios da actualidade que exige acções mais enérgicas.

O ministro da economia, uma das presenças destacadas no evento, aponta a cadeia de valor do turismo como carenciado e prioritário para investimento. Contudo, Basílio Muhati reconhece o papal das empresas portuguesas na economia nacional.

Os empresários  querem que o órgão seja mais actuante.

Os 15 anos da  câmara de Comércio Moçambique-Portugal foram marcados pela a entrega de diplomas de reconhecimento pelo apoio dado ao organismo, nomeadamente ao BCI, o intelec holding e ao

O Ministro da Saúde exige uma gestão transparente dos recursos do sector, para fazer face ao déficit causado pelo corte do financiamento externo. Ussene Isse falava, esta sexta-feira, na abertura do Quinquagésimo Conselho Coordenador da  Saúde.  

Na abertura do Quinquagésimo Conselho Coordenador da Saúde, Ussene Isse começou por recordar que há vários desafios que ainda assolam o sector, com destaque para o financeiro. 

O ministro da Saúde apelou, por isso, a gestão cautelosa dos recursos, em benefício dos cidadãos.  

Isse apelou ainda aos profissionais da saúde que evitem reclamações e pensem em soluções para a melhoria no acesso aos serviços de saúde.  

Mais uma vez, o governante reiterou que as unidades sanitárias devem pautar pelo atendimento humanizado. O Quinquagésimo Conselho Coordenador da Saúde termina este sábado e decorre sob o lema “Por um Serviço Nacional de Saúde de Qualidade e Humanizado para Todos”. 

O Nobel da Paz é hoje atribuído em Oslo, com as atenções voltadas para o Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirma ser merecedor do prémio. Este é o único dos Nobel a ser atribuído em Oslo pelo Comité do Nobel Norueguês, com as restantes categorias a serem anunciadas em Estocolmo, capital da Suécia.

 Segundo Lusa, o anúncio está marcado para 11 horas, e é feito num contexto sombrio: desde 1946, ano que marca o início destas estatísticas, nunca o número de conflitos armados a envolver pelo menos um Estado foi tão elevado como em 2024, de acordo com a Universidade sueca de Uppsala.

A divulgação do vencedor do galardão surge cerca de 48 horas depois de Donald Trump ter anunciado que Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas tinham chegado a acordo e aprovado a primeira fase de um plano de paz para Gaza, impulsionado pelo líder norte-americano.

Trump, que já afirmou considerar que será um insulto para os Estados Unidos se não receber o Nobel da Paz, disse, na quinta-feira, que o acordo alcançado entre Israel e o Hamas representa o oitavo conflito resolvido sob a sua liderança e que a guerra na Ucrânia será “a próxima” a terminar.

No mesmo dia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu que Trump merece ser galardoado.

“Deem o prémio Nobel da Paz a Donald Trump, ele merece!”, escreveu Netanyahu na rede social X.

Este ano, 338 indivíduos e organizações foram propostos para o Nobel da Paz, lista que vai permanecer secreta durante 50 anos.

Em 2024, o Nobel da Paz foi dado à organização japonesa Nihon Hidankyo (Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas de Bombas A e H), um grupo formado por sobreviventes das bombas atómicas lançadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial e que defende a abolição de armas nucleares.

O Instituto de Amêndoas de Moçambique realiza, nesta sexta-feira, a I Sessão do Comité de Amêndoas, na Cidade de Maputo. A sessão tem como objectivo central definir o Preço de Referência de compra da castanha de caju ao produtor para a Campanha de Comercialização 2025/26.

Com a iniciativa, pretende-se garantir uma remuneração justa e sustentável aos actores da cadeia de valor do caju.

A reunião, orientada por Momade Juízo, secretário de Estado do Mar e Pescas, procurará alcançar consenso sobre o preço a ser praticado a nível nacional, tendo em conta a avaliação dos custos de produção (mudas, mão-de-obra, insumos, colheita, transporte e armazenamento) e os custos de processamento industrial.

De acordo com um comunicado do instituto, no evento, vai-se partilhar o desempenho da Campanha de Comercialização 2024/2025 e fazer o prognóstico da produção para a Campanha 2025/2026.

Irão participar na sessão, membros do Conselho de Técnico do Instituto e outros actores da cadeia de valor de amêndoas nomeadamente: produtores, comerciantes, processadores, sindicatos, representantes dos Ministérios da Indústria e Comércio, Economia e Finanças, convidados do sector público e parceiros de cooperação.

Derek Littleton apresentou, na quarta-feira, a exposição de pintura intitulada “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”, com a curadoria de Yolanda Couto. A exposição foi inaugurada na Fundação Fernando Leite Couto.

Derek Littleton dedica a sua vida à conservação ambiental e social, protegendo elefantes, restaurando ecossistemas e empoderando comunidades, um caminho que iniciou nos parques nacionais do Zimbabwe, até chegar a Moçambique, onde há 25 anos se baseou na zona Norte, concretamente na Reserva Especial do Niassa.

Na exposição, mostra-se o artista profundo que é Derek Littleton. Em “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”, o artista coloca uma paleta de cores, onde predominam o verde, o azul, o cinza, castanho e amarelo, partindo de um ambiente de natureza intacta, onde tudo segue um curso normal ou ideal, com todos os seres em coabitação, intimamente ligados, desconhece-se o conflito, antes a harmonia de se ser e se pertencer.

São telas, na sua maioria, pintadas em acrílico e pastel sobre madeira, mas traduzindo o universo inesgotável das “coisas” e dos elementos da natureza, em diálogo com o espírito observador e sensível do artista. As obras de Derek fantasiam a humanidade onde o homem ao invés de lutar para alterar a ordem das coisas ele se envolve, adapta-se e complementa-se a outros seres.

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