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Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

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O sistema de baixa pressão atmosférica que se formou a leste da Ilha de Madagáscar atingiu, nesta segunda-feira, o estágio de Tempestade Tropical Moderada e foi baptizado com o  nome de “CHENGE”, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), sublinhando que o fenómeno ainda não constitui perigo para Moçambique.

No comunicado enviado ao “O País”, o INAM explica que “este sistema tem potencial de atingir o canal de Moçambique no estágio de baixa pressão no dia 25 de Outubro” do ano em curso. “Contudo, o mesmo fenómeno ainda não constitui perigo para a costa nem a parte continental do nosso país”. 

A instituição refere que continua a monitorar a evolução do sistema e apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, manteve, neste domingo, em Genebra, um encontro  com a comunidade moçambicana residente na Suíça, no quadro da  sua visita de trabalho à Confederação. No diálogo, o Chefe do Estado  destacou os principais objectivos da missão, centrados no  estreitamento das relações bilaterais, na partilha da experiência  moçambicana na gestão de desastres e na mobilização de  investimento e apoio multilateral. 

O Presidente Daniel Chapo explicou que a sua presença  na Suíça está directamente ligada à diplomacia climática,  destacando o papel de liderança de Moçambique na prevenção e  resposta a desastres naturais. 

“É verdade que o objectivo principal que nos leva a esta terra é  participarmos num fórum de alto nível para falarmos sobre o nosso  trabalho em Moçambique que está relacionado com os desafios que  o mundo tem hoje por causa das mudanças climáticas,” afirmou. 

O estadista realçou a experiência do país, que sofre ciclicamente de  fenómenos como cheias, inundações e ciclones. “Nós temos tido uma  experiência em que quando temos estas calamidades ou estes  desastres naturais o número em termos de óbitos e danos que são  causados não tem sido significativo em relação àquilo que é a  dimensão de cada desastre ou calamidade,” frisou. 

A União Africana elegeu  Moçambique como campeão regional na área de prevenção de  desastres e calamidades naturais, distinção que reflecte a experiência  acumulada do país na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas  e na implementação de mecanismos eficazes de prevenção e gestão  de riscos. 

Neste contexto, Daniel Chapo explicou que a  participação de Moçambique no fórum de alto nível sobre mudanças  climáticas visa partilhar essa experiência com a comunidade  internacional. Informou que o país pretende mostrar ao mundo como,  a partir da sua própria realidade, tem conseguido reduzir o impacto de fenómenos extremos e contribuir para um esforço global de  adaptação e resiliência climática. 

Além da vertente climática, o estadista moçambicano sublinhou o  desejo de aprofundar os laços de amizade e cooperação com a  Suíça, recordando que essas relações são excelentes e remontam ao  período anterior à independência nacional. Acrescentou que a visita  visa estreitar ainda mais essa parceria histórica, consolidando a  cooperação entre os dois países. 

O Presidente da República explicou que a visita à Suíça tem  igualmente como objectivo mobilizar investimentos que impulsionem o  crescimento económico, social e político de Moçambique. Sublinhou  a importância de envolver o sector privado nesse esforço, destacando  que a atracção de novos investidores constitui uma das principais  metas da sua deslocação ao país europeu. 

Ademais, salientou que Genebra, sede de diversas organizações  internacionais e multilaterais, incluindo as ligadas às Nações Unidas,  oferece uma oportunidade estratégica para mobilizar esses parceiros  e obter apoio ao desenvolvimento de Moçambique. 

O Chefe do Estado elogiou a contribuição dos moçambicanos  residentes no exterior, destacando que o seu trabalho e empenho  beneficiam tanto o país de acolhimento quanto Moçambique. 

Durante o encontro, os membros da comunidade apresentaram as  suas preocupações. Entre os temas abordados, está a questão relacionada ao desembaraço de contentores de doações provenientes da Suíça, em que o dirigente moçambicano defendeu a revisão de políticas  alfandegárias para facilitar a entrada de bens de apoio humanitário e  agrícola.

A Associação Cultural Xitende realiza a apresentação do livro do ensaísta e crítico literário moçambicano, Francisco Noa, na Universidade Save, nesta terça-feira. A apresentação do livro intitulado “José Craveirinha, Esse Mandarim” terá a apresentação do escritor, Elísio Miambo.

A apresentação da obra  “José Craveirinha, Esse Mandarim”  marca o segundo dia de actividades do Festival Internacional de Poesia, que se realiza de 20 a 25 de Outubro em Gaza, na cidade de Xai-Xai, e conta com a participação de Portugal, Angola, Brasil e Moçambique, o país anfitrião.

O livro é uma homenagem no contexto do centenário do poeta-mor, José Craveirinha. O ensaísta e crítico literário, Francisco Noa, reflete sobre a vida e obra de Craveirinha, destacando o seu impacto histórico, cultural e existencialista, no espaço pátrio dos países em que o português é língua oficial, sobretudo, e noutros quadrantes. Este livro apresenta diversas comunicações feitas em diversos fóruns e eventos.

O Conselho Municipal de Maputo vai disponibilizar, entre os dias 1 e 10 de Novembro, 15 novas praças públicas de internet grátis. A informação foi partilhada,  este domingo, no lançamento das festividades dos 138 da cidade de Maputo.

A inclusão digital ainda é um desafio, em parte, devido a dificuldades no acesso à Internet. 

Em resposta a esta preocupação, está em vista a entrega de 15 novas praças digitais de acesso à Internet grátis, na cidade de Maputo. A informação foi partilhada, este domingo, em conferência de imprensa, pela provedora de Municípios, Cândida Bila. 

“O Conselho Municipal vai fazer a entrega de 15 praças gratuitas de WI-FI para benefício de todos os munícipes da nossa cidade. Este é um processo que está em construção, estamos a trabalhar com parceiros para a sua materialização”, explicou.

Mesmo sem especificar onde estarão localizadas as novas praças de internet grátis,  Cândida Bila explica que a entrega poderá ocorrer entre os dias 1 e 10 de Novembro, no âmbito dos 138 anos da cidade de Maputo, período que contará com diversas actividades, entre as quais, “teremos o festival de Batuque, o festival dos Mercados, onde queremos capitalizar tudo o que os munícipes vendem nos mercados, tendo em conta a educação financeira para potência-los. Teremos espetáculos musicais, a feira de Arte, Saúde, Gastronomia e Serviços, a Gala Municipal”.

A edilidade explicou que as actividades agendadas visam estimular a convivência social entre os munícipes da capital do país.  

“As actividades inseridas nestas celebrações tem o obejctivo de promover os valores da boa convivência social, aproximar os munícipes da gestação municipal e proporcionar às crianças autoconhecimento e estimular valores de cidadania”. 

As festividades dos 138 anos da Cidade de Maputo terão o seu auge no dia 10 de Novembro, com a deposição de uma coroa de flores, na Praça dos Heróis,  pelo edil Razaque Manhique. 

A Associação Black Bulls venceu, no sábado, no Complexo Desportivo de Tchumene, a formação do River United da Nigéria por uma bola sem resposta, em jogo da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. 

Num jogo em que o campeão moçambicano entrou apático, os nigerianos assumiram as despesas da partida quase em toda a primeira parte, criando inúmeras oportunidades de golo, tendo valido a atenção do guarda-redes internacional moçambicano, Ernani Siluane. 

Apesar dessa entrada fulgurante do River United, os “touros” conseguiram evitar que fossem ao intervalo a perder. Na segunda parte, o representante moçambicano voltou transfigurado, mais balanceado ao ataque, fruto de algumas mexidas feitas pelo técnico português, Hélder Duarte. 

Sem ser meros espectadores, os nigerianos estremeceram, em algumas ocasiões, a baliza de Ernani Siluane, que respondeu à altura das investidas. Lançado na segunda parte, Moktar Diallo resolveu a equação do jogo com o seu golo, respondendo a uma assistência de Stephen. 

Com este resultado, a Black Bulls parte para o jogo da segunda “mão” em vantagem na eliminatória, partida agendada para dia 25 deste mês em solo nigeriano. 

O representante moçambicano precisa apenas de um empate com ou sem golos para garantir o apuramento para a segunda fase na prova. 

O Presidente da República endereçou, hoje, uma mensagem ao povo  moçambicano por ocasião do 39.º aniversário da morte do Presidente  Samora Moisés Machel, primeiro Chefe de Estado de Moçambique,  falecido a 19 de Outubro de 1986. 

Na sua mensagem, Daniel Chapo destacou o legado  histórico, patriótico e revolucionário de Samora Machel, sublinhando  que o seu exemplo continua a inspirar as actuais e futuras gerações na  defesa da soberania nacional, na promoção da unidade e da moçambicanidade, bem como na consolidação da paz e do  desenvolvimento. 

“O Presidente Samora Machel dedicou a sua vida à libertação de  Moçambique e à construção de um Estado independente, unido e  solidário. O seu pensamento visionário e o seu compromisso com a  dignidade humana permanecem como pilares fundamentais da nossa  identidade nacional e da nossa caminhada colectiva”, afirmou o  Presidente.

O Chefe do Estado recordou que foi sob a liderança de Samora  Machel que, a 25 de Junho de 1975, Moçambique proclamou  solenemente a sua Independência Nacional, momento que marcou o  triunfo da luta do povo moçambicano pela liberdade e  autodeterminação. Nesse contexto, sublinhou que preservar esta  conquista é um dever patriótico e uma responsabilidade de todas as  gerações. 

“Devemos continuar a honrar a herança de independência e  soberania que o Presidente Samora Machel nos legou, trabalhando  com dedicação, unidade e sentido de missão para que o nosso País  avance firmemente no caminho do progresso e da justiça social”,  referiu. 

O estadista moçambicano apelou ainda aos moçambicanos para  que mantenham viva a memória de Samora Machel, através da  prática dos valores que sempre defendeu: o patriotismo, o trabalho, a  integridade e o amor ao próximo. Sublinhou que honrar a sua memória  é continuar a lutar por um Moçambique mais próspero, inclusivo e  pacífico, onde cada cidadão contribui activamente para o bem  comum.

O Presidente da República concluiu a sua mensagem exortando a  todos os moçambicanos a renovarem o espírito de unidade e de  esperança, reafirmando que o caminho trilhado por Samora Machel é  um guia seguro para a construção de um futuro de progresso,  liberdade e harmonia social. 

Na sequência do naufrágio da embarcação CARA, ocorrido na madrugada de 16 de Outubro de 2025, nas proximidades da Boia P, na Baía da Beira, a Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo (ITRANSMAR) diz que as buscas pelos sete tripulantes ainda desaparecidos, dos quais seis de nacionalidade indiana e um moçambicano, continuam em curso.

Segundo um comunicado,  ITRANSMAR declara Estado de Alerta e apela à colaboração activa da comunidade marítima e costeira, em especial dos pescadores, armadores e operadores das embarcações de boa fé, para a vigilância e comunicação imediata de qualquer indício ou aparecimento de corpos ou destroços associados ao naufrágio.

As zonas sob maior atenção e patrulhamento compreendem a Praia Nova, Grande Hotel, Veleiro, Desaguador, Clube Náutico, Biques, Estoril, Régulo Luís, Rio Maria, Njalane, Casa Partida e Chinamacondo, bem como as praias dos distritos de Muanza, Cheringoma, Buzi e Marromeu.

No âmbito das buscas, o ITRANSMAR mantém-se em contacto permanente com as comunidades pesqueiras e marítimas e reitera que continuará a coordenar as acções com as instituições parceiras – INAMAR, Marinha de Guerra, PCLF, SENSAP e outras entidades locais – de modo a garantir uma resposta rápida e eficaz às exigências da operação.

A Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo reitera ainda o seu compromisso com a segurança da navegação e a preservação da vida humana no mar, apelando a todos os intervenientes no sector marítimo para que redobrem a vigilância, a prudência e a solidariedade neste momento crítico.

Os sectores da saúde e de  Educação lideram o ranking das instituições do estado que consomem água e não pagam nas províncias de Gaza e Inhambane, na sequência, a Empresa Águas da Região Sul acumulou um prejuízo de mais 540 milhões de Meticais. A informação foi avançada em Xai-Xai, no arranque da campanha de recuperação da dívida que vai abranger mais 23 clientes até Dezembro.

Várias instituições do estado devem milhões à empresa Águas da Região Sul. São mais 192 milhões de meticais em dívida acumulada por várias entidades públicas, sendo que fasquia maior é dos sectores da Saúde e Educação nas províncias de Gaza e Inhambane.

“Também  está com um percentual maior na ordem de 192 milhões. Em termos de instituições, estamos a dizer que nós temos instituições a nível da educação, temos a saúde”, sublinhou  Tomás Langa,  Director Comercial Águas da Região Sul (Adrs).

Encontram-se, também, na “linha vermelha” clientes domésticos, comerciais e industriais, englobando ao todo 98 mil clientes, na sua maioria de Gaza.”Cerca de 540 milhões no seu total. Concretamente, Xai-Xai, Chókwé,  Chibuto, Inhambane e Maxixe. Mas temos na categoria doméstica que está neste momento, na ordem de 300 milhões” 

E porque a situação afeta, entre outros, a expansão e melhoria da rede de abastecimento, a empresa Águas da Região do Sul arrancou nesta sexta-feira uma campanha de renegociação das dívidas.  

“Significa que um cliente que está com uma dívida, por exemplo, de 10 milhões, nós abrimos mais espaço,  e olhando para aquilo que é a capacidade financeira desse cliente. O mínimo, 200, 200, 300, 400, depende. Cada situação é uma situação. A nossa campanha está prevista até 31 de dezembro.E são 5 mil clientes, correspondendo a cerca de 23 mil pessoas que serão beneficiadas” concluiu.

Entre eles Blessing e Esmeralda residentes no posto administrativo de Patrice Lumumba em Xai-Xai, que acumularam uma dívida de mais de 10 mil meticais e por conta disto viram as torneiras fecharem-se por quase um ano.

“Mesmo para poder cozinhar e preparar algo para poder comer, era mesmo um desafio.Por conta de uma dívida de 5 mil, fiquei sem água sensivelmente por um ano e meio.Chegamos a um acordo pagar 600 meticais  mensalmente” frisou Blessing, residente em Patrice Lumumba.

Por conta do roubo de água e vandalização da rede, a empresa regista mensalmente perdas na ordem 33 milhões de meticais.

A seleção nacional de hóquei patins viaja neste domingo para Angola, onde vai participar do Campeonato Africano da modalidade. O seleccionador Nacional diz que o grupo parte com o objectivo de se qualificar para o mundial, mas sabe que não será tarefa fácil.

Apesar da falta de competições internas, a seleção nacional ambiciona voltar a disputar o mundial, mas para tal terá de passar no teste em Angola, durante o campeonato africano de Hóquei que arranca na segunda-feira em Angola.

O técnico moçambicano reconhece ter preparado com dificuldades os atletas, que vão lutar em duas frentes, no escalão de Sub19 e seniores.

Os jogadores que esta sexta-feira treinaram no chão do pavilhão do Grupo Desportivo de Maputo têm saudades de voltar ao contexto mundial, onde já vigoraram na lista de quatro melhores do mundo.

 

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