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Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

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Moçambique reforçou a sua supremacia no voleibol de praia da Confederação Africana de Voleibol – Zona VI (CAVB Zone VI), ao garantir o primeiro lugar nas competições masculina e feminina desta etapa regional, que teve lugar neste fim-de-semana, na cidade de Cabo, na África do Sul.

As duplas nacionais subiram ao topo do pódio, confirmando a excelente forma de José Mondlane, Osvaldo Mungoi, Vanessa Muianga e Mércia Mucheza.

Na competição masculina, a dupla composta por José Mondlane e Osvaldo Mungoi sagrou-se campeã, vencendo a final contra os atletas de Botswana.

O domínio moçambicano estendeu-se à competição feminina. Vanessa Muianga e Mércia Mucheza garantiram a medalha de ouro após uma final emocionante, superando a dupla da Namíbia.

Para Moçambique, este evento foi crucial para a preparação para o prestigiado World Beach Pro Tour e, sobretudo, para o Campeonato Mundial, que decorrerá em Novembro, na Austrália.

O objectivo da participação nacional era de testar a fundo a capacidade de adaptação dos atletas, garantir a eficácia dos sistemas tácticos sob pressão e, acima de tudo, assegurar que a coesão das duplas atinja o pico de forma antes de chegar à elite mundial. Este acerto fino é vital para que as duplas cheguem ao Campeonato Mundial de Voleibol de Praia em Adelaide, Austrália, com o ritmo competitivo mais elevado possível.

Depois dos jogos das selecções nacionais, que encerraram a qualificação para o Mundial 2026, os jogadores regressaram aos seus clubes e, neste fim-de-semana, dois moçambicanos estiveram com pé quente ao marcarem golos que garantiram vitórias para os seus clubes. Trata-se de Witi Quembo, pelo Nacional da Madeira, e Pepo, pelo Caldas, ambos a actuarem em Portugal.

Fim-de-semana da Taça em Portugal, com os principais candidatos na eliminatória a fazerem jus à condição e conseguirem lugar na quarta ronda da competição. São os casos de Nacional da Madeira, Sporting de Portugal e Caldas, equipas onde actuam três moçambicanos.

O Nacional da Madeira foi a primeira equipa a garantir a passagem no duelo com o Rebordelo da quarta divisão, ao vencer por claros 3-1, fora de portas, com o internacional moçambicano Witi Quembo a dar gosto ao pé, marcando um dos golos da sua equipa.

Assim, na quarta ronda, a equipa da Madeira terá pela frente, em sua casa, o Sporting de Braga, num duelo entre equipas da primeira divisão, que promete muitas emoções e um prognóstico reservado.

As duas equipas já se defrontaram na presente temporada, na “pedreira”, com a turma de Witi a derrotar os bracarenses por uma bola sem resposta.

Quem também esteve de pé quente é Pepo. O internacional moçambicano deu a vitória ao Caldas ao apontar o único golo da partida, aos 62 minutos, para tirar do caminho o Mirandela, equipa que milita no Campeonato de Portugal.

O Caldas vai defrontar, na quarta ronda da Taça de Portugal, o Tondela.

Já o Sporting de Portugal, onde milita Geny Catamo, teve de suar as estopinhas para superar o Paços de Ferreira na eliminatória, com vitória sofrida por 3-2, alcançada já no fim do jogo.

O internacional moçambicano, que havia marcado pelos Mambas frente à Somália,  entrou a substituir e contribuiu para a vitória, ao fazer assistência que garantiu o terceiro golo, apontado pelo jogador do Paços, quando tentava um passe para o seu colega Ivan Frasneda.

Uma vitória sofrida que garante a quarta ronda onde o adversário é mais acessível que o anterior, já que vai defrontar o Marinhense, equipa que disputa a quarta divisão de Portugal.

A quarta ronda da Taça de Portugal será disputada entre sábado e domingo, nos dias 22 e 23 de Novembro próximo. O Nacional volta a jogar na “pedreira”, terreno do Braga, tal como o Caldas que joga fora de portas, em Tondela. Já o Sporting vai receber o seu adversário em casa.

 

Ratifo, Mexer e Gildo titulares

Outros moçambicanos que actuam fora de portas e que estiveram ao serviço dos Mambas na dupla jornada tiveram exibições diferentes e resultados também diferentes.

Stanley Ratifo, Mexer Sitoe e Gildo Lourenço foram titulares nos seus clubes, ainda que tenham tido sortes diferentes. Ratifo não marcou e não evitou a derrota da sua equipa, o Chemie Leipzig, diante do Lokomotive por 2-0.

Já Mexer Sitoe, que nesta jornada dupla de qualificação para o Mundial ostentou a braçadeira de capitão dos Mambas, foi titular e ajudou a sua equipa, o Keçiroengucu, a não perder diante do Sivasspor, garantindo o nulo.

Por seu turno, Gildo Lourenço também não evitou a derrota do Tadamon Sour diante Al- Abbasiyh por 1-3, saindo derrotado do encontro.

Alfonso Amade e Ricardo Guimas, este último ausente devido ao nascimento do seu filho, foram jogadores utilizados nas suas equipas e tiveram sortes diferentes. Amade ajudou o Dunfermline FC a vencer o Raith por 2-0, enquanto Guimas não foi a tempo de evitar a derrota da sua equipa, o Zita FK, diante Sabah por 3-0.

Bruno Langa não saiu do banco na vitória do Pafos ante o Althnikos (2-0), tal como Faisal Bangal, no empate do AC Mestre diante do  Bassomo.

Dialo Calila esteve ausente, por opção técnica, na vitória da sua equipa, Santa Clara, diante do Espinho por 4-2, na marcação das grandes penalidades, depois do nulo no tempo regulamentar, em partida da Taça de Portugal. Poderá ser opção frente a Comércio e Indústria, da quarta divisão portuguesa, na quarta ronda.

Reinildo Mandava cumpriu o último jogo de suspensão depois do vermelho que viu há um mês e por isso viu o Sunderland derrotar o Wolverhampton por 2-0, estando na bancada.

A Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) anunciaram a realização de uma conferência conjunta, agendada para Dezembro, que se insere no âmbito da auscultação pública em curso e visa reforçar o papel activo do sector privado no processo de paz e economia de país.

O convite foi formalizado pela Comissão Técnica, durante uma reunião realizada nesta segunda‑feira, em Maputo com a CTA, no âmbito da fase de auscultação pública para o diálogo nacional mais inclusivo. A iniciativa tem como pano de fundo a compreensão de que “sem paz não há desenvolvimento da economia, sem desenvolvimento da economia não há paz”, afirmou o presidente da COTE, Edson Macuácua, no seguimento dos contactos entre as duas entidades.

Macuácua disse que é fundamental que o sector privado participe de forma activa no processo de pacificação e reconciliação nacional e, neste quadro, a conferência em Dezembro representa um momento crucial de diálogo entre Estado, empresas e sociedade civil.

A auscultação pública nacional que se iniciou neste mês, a nível provincial, distrital e na diáspora, tem como objectivo recolher as contribuições de diversos segmentos da sociedade, partidos, académicos, confissões religiosas, organizações profissionais, sector privado, entre outros.

Neste contexto, a CTA vai aproveitar a sua próxima Conferência Anual do Sector Privado para preparar propostas concretas de participação, explicou Massinga. O seu objectivo é assegurar que o fórum sirva como catalisador para a inserção da experiência empresarial nas mesas de diálogo político‑económico.

Durante a Conferência de auscultação, a CTA vai apresentar um conjunto de propostas empresariais para o processo de Diálogo Nacional Inclusivo em curso no país após uma crise sem precedentes.

Ainda nesta segunda-feira, na reunião com o Ministério da Justiça, a Comissão técnica lançou convite à instituição para a participação no Congresso Nacional da Justiça marcado para o primeiro semestre do próximo ano. 

“No encontro de hoje, para além do convite formulado, para contribuirmos com o Diálogo Nacional Inclusivo, fomos convidados para participar no congresso da justica ao nível nacional. O convite foi-nos formulado para fazermos parte da organização do evento, e nós concordamos com isso, vamos organizar com diversos colegas”, disse Mateus Saize, ministro da Justiça.

O ministro da Justiça disse estar satisfeito com o encontro. Referiu, também, que serão levadas a cabo outras actividades com vista a alcançar reformas no sector da justiça em Moçambique.

A depressão tropical formada ao largo de Madagáscar evoluiu para tempestade tropical moderada, designada “Chenge”, segundo o comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia, que alerta que o fenómeno pode atingir o canal de Moçambique no próximo dia 25 de Outubro.

O sistema de baixa pressão atmosférica que se formou a leste da Ilha de Madagáscar, na bacia do Sudoeste do Oceano Índico, atingiu o estágio de Tempestade Tropical Moderada nesta segunda-feira, dia 20 de Outubro de 2025, e foi baptizado com o nome de “Chenge”.

Este sistema tem potencial de atingir o canal de Moçambique no estágio de baixa pressão no dia 25 de Outubro de 2025. Contudo, o mesmo fenómeno ainda não constitui perigo para a costa nem a parte continental do nosso país. 

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre anualmente entre Outubro e Abril.

Só entre Dezembro e Março passados, na última época das chuvas, Moçambique foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido, o primeiro e mais grave, no fim de 2024, com registo de quase 200 mortos.

O número de ciclones que atingem o país “vem aumentando na última década”, assim como a intensidade dos ventos, alerta-se no relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024, do Instituto de Meteorologia de Moçambique, divulgado em Março.

Os fenómenos meteorológicos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique, entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Governo moçambicano aprovou, a 14 de Outubro, o plano de contingência para a época chuvosa 2025/2026, que admite poder afectar 1,2 milhões de pessoas, mas tem menos de metade dos 14 mil milhões meticais necessários.

Para já, o INAM diz estar a monitorizar a evolução do sistema tropical “Chenge” e apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

Moçambique conta com o apoio da CPLP para acelerar a implementação da Estratégia Nacional de Energias, com destaque para o programa Energia para Todos, num contexto em que 38% dos moçambicanos ainda não têm acesso à energia eléctrica. A informação foi avançada pela directora nacional de Energia, à margem do lançamento da Semana de Energia e Clima da CPLP.

Maputo é, desde esta segunda-feira, palco da quinta cimeira de Energia e Clima da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, e, durante cinco dias, reguladores, financiadores, especialistas e membros do Governo discutem estratégias de financiamento climático.

Moçambique conta com o apoio da CPLP para acelerar a implementação da Estratégia Nacional de Energias, com destaque para o programa Energia para Todos.

“No domínio da energia e do clima, a CPLP tem o potencial de se afirmar como uma plataforma de partilha de conhecimento, mobilização de recursos e desenvolvimento de soluções conjuntas. Para tal, precisamos de reforçar a cooperação técnica entre as nossas instituições energéticas, promover a investigação e a formação de quadros e criar condições para o investimento cruzado entre os países da comunidade”, disse a directora nacional de Energia, Marcelina Matavele.

Na sua intervenção, Marcelina Matavele pediu aos países da CPLP prioridade à interconexão energética, a digitalização dos sistemas e a promoção de energias renováveis descentralizadas, referindo que são o caminho para uma transição energética sustentável e que inclui a protecção do meio ambiente.

“Acreditamos firmemente que, através da solidariedade e da cooperação lusófona, poderemos enfrentar os desafios da transição energética e das alterações climáticas com mais força e determinação”, afirmou a directora nacional de Energia.

Concretamente para o sector de energia, Moçambique está a melhorar o quadro legal e abertura de espaços para atrair financiamentos, com o objectivo de ter acesso universal da energia até 2030.

Para isso, de acordo com Marcelina Matavel, Moçambique também está a avançar com a electrificação através da energia fora da rede. Com base neste programa, há ainda 38% de moçambicanos que se espera que tenham energia até 2030, para a cobertura global.

“É uma solução muito importante e, nos últimos anos, tem estado a crescer cada vez mais a participação dessas soluções e que são essencialmente de energias renováveis”, avançou, referindo que a participação desse segmento é de 10% no universo de 62% da taxa de acesso de energia no país.

São necessários cerca de 80 mil milhões de meticais para a implementação de estratégias de transição energética, e uma cooperação entre os países pode ser determinante.

Por isso, para o director nacional do Gabinete do Financiamento Climático do Ministério de Planificação e Desenvolvimento, Albano Manjate, o clima e energia são cruciais para o desenvolvimento sustentável das economias dos países da CPLP, sendo importante o apoio e colaboração dos países lusófonos na busca de financiamentos.

“O clima tem estado a afectar o ambiente, mas também a economia e a sociedade, e constitui uma das grandes ameaças à nossa existência”, disse Albano Manjate, acrescentando que “nesta vertente de dar respostas às questões climáticas, o sector energético é estratégico e deve beneficiar do maior volume de financiamento para que a nossa economia seja de baixo carbono”.

Durante cinco dias, a Semana de Energia e Clima da CPLP incluirá encontros institucionais, sessões públicas e formações técnicas, que permitirão alinhar prioridades, fortalecer alianças e ampliar o papel da CPLP na agenda energética e climática global.

Estão reunidos no encontro representantes governamentais, reguladores, financiadores, empresas, especialistas na área de energia e clima, com a organização a apontar para a presença de 29 oradores, representantes de nove países lusófonos e 120 participantes.

Moçambique participa, a partir desta segunda-feira, do Fórum Global de Turismo, que decorre em Bruxelas, capital da Bélgica. O evento, que terá duração de dois dias, contará com a presença de diversos países e incluirá um painel no qual o país compartilhará sua experiência na área do turismo.

O Secretário de Estado para o Turismo, Fredson Bacar, representa Moçambique no fórum, onde o país participa pela primeira vez. Bacar destaca que a participação do país vai além da promoção turística, sendo também uma oportunidade para estreitar parcerias, fazer diplomacia econômica e atrair investimentos.

“Fomos convidados a participar deste evento para partilhar a nossa experiência, que tem como tema, que é a África em Extensão, infraestruturas turísticas ou para o turismo, emprego jovem e investimento. Vamos falar daquilo que são os desafios de hoje, é verdade que há desafios globais e há desafios contextualizados. E, naturalmente, neste exercício de troca de experiência, de interação e de reflexão, vamos aprendendo uns com os outros”, explicou, Bacar. 

Segundo o representante de Moçambique, neste fórum que reúne diferentes actores da cadeia produtiva do turismo, incluindo governos, académicos, instituições financeiras, operadores turísticos, agências de viagem e hotéis, o país pretende mostrar que tem potencial para transformar os recursos que tem em riqueza material e garantir que as comunidades que vivem em torno dos recursos naturais tenham a vida melhorada, mas para tal, há necessidade de atrair parceiros. 

O vice-presidente do fórum, Sekip Hardal, reforça o prestígio do evento e o papel de Moçambique como destino turístico sustentável. 

Segundo ele, a experiência do país pode servir de exemplo para outros países africanos e europeus, contribuindo para a promoção de práticas de turismo responsável e sustentável. O Fórum Global de Turismo termina nesta terça-feira e este ano decorre sob o lema: “Redefinindo o Turismo num Mundo em Transformação e Mudança”.

Um dos emissários dos Estados Unidos da América às conversações entre Israel e o movimento islamista Hamas afirmou que o estado hebraico tem de “arranjar maneira de ajudar” os palestinianos a reerguerem-se depois da guerra. Jared Kushner falava nesta segunda-feira, numa entrevista pré-gravada à televisão CBS.

A guerra entre Israel e Hamas está na fase do cessar-fogo, desde que os Estados Unidos, Egipto e Qatar decidiram negociar o seu fim, com acordos feitos e que devem permitir a troca de prisioneiros e demais condições entre as partes.

Entretanto, Jared Kushner, que já chegou a Israel juntamente com o enviado norte-americano Witkoff, que falou antes dos mais recentes ataques das Forças da Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa), apesar do cessar-fogo acordado e patrocinado por Trump, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, considera que Israel deve arranjar formas de ajudar Palestina a ficar melhor.

“A mensagem mais importante que queremos transmitir aos responsáveis israelitas, agora que acabou a Guerra, é a de que, se querem ter Israel integrado no Médio Oriente, têm de arranjar maneira de ajudar o povo palestino a singrar e a ficar melhor”, disse Jared Kushner.

O também genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou ainda que se trata de “uma situação muito difícil e de uma dinâmica bastante complexa”.

“Agora, o Hamas está a fazer precisamente o que seria expectável por parte de uma organização terrorista, tentar reagrupar-se e voltar a ganhar equilíbrio”, continuou, contrapondo que, se houver “uma alternativa”, aquele grupo palestino extremista “vai fracassar e Gaza deixa de ser uma ameaça para Israel”.

Questionado directamente sobre a coexistência de dois estados naqueles territórios, Kushner afirmou que “a palavra ‘Estado’ significa coisas diferentes para pessoas diferentes”.

“O nosso foco, agora, é criar uma situação de segurança para ambos e de oportunidades económicas tanto para israelitas como para palestinianos, para que possam viver pacificamente, lado a lado, sustentavelmente”, concluiu.

Israel bombardeou vários locais na Faixa de Gaza no domingo em resposta ao que interpretou como uma violação do acordo por parte do Hamas.

Os bombardeamentos ocorreram após confrontos na manhã de domingo na zona de Rafah, localizada no sul de Gaza, e controlada pelo exército israelita, tendo morrido dois soldados das IDF e dezenas de palestinos, de acordo com o Hamas.

Após estes confrontos, Israel alegou ter “retomado a aplicação do cessar-fogo”, enquanto Trump afirmou que a trégua “continua em vigor”.

Dois membros do pessoal da segurança morreram, na madrugada desta segunda-feira, após um avião de carga  derrapar em direcção ao mar, no aeroporto de Hong Kong. O acidente ocorreu durante a aterragem.

Dois funcionários  que se encontravam num veículo em serviço no aeroporto internacional de Hong Kong morreram, depois de um avião de carga Boeing 747 proveniente do Dubai ter derrapado na pista durante a aterragem e colidido com o veículo em que seguiam, empurrando-o para o mar. 

O aparelho, operado pela transportadora turca ACT Airlines em nome da Emirates, ficou parcialmente submerso, mas os quatro tripulantes a bordo escaparam ilesos.

A Emirantes reagiu ao sinistro e explicou que o voo sofreu danos ao aterrar em Hong Kong e que era um avião de carga alugado com tripulação. 

Sobre as causas do acidente, a companhia aérea assegura que ainda estão a ser investigadas, incluindo as condições meteorológicas, da pista e do próprio avião.  

O exército israelita lançou novos ataques aéreos no sul de Gaza, alegando responder a uma “flagrante violação” do cessar-fogo por parte do Hamas, e suspendeu o acesso à ajuda humanitária ao enclave. 15 pessoas morreram durante a ofensiva.

As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos terroristas do Hamas, no sul da Faixa de Gaza, segundo anunciou o exército israelita, em comunicado. 

Os bombardeamentos atingiram a zona oriental de Khan Yunis e a área de Rafah, no sul do território.

Em resultado da ofensiva, pelo menos 15 pessoas morreram, incluindo seis civis.

Israel justifica que os ataques são uma resposta aos disparos do Hamas, entretanto o movimento islamita nega as acusações e assegura que permanece comprometido com o cessar-fogo.  

O cessar-fogo prevê a retirada gradual do Exército israelita da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros e a entrada de ajuda humanitária no território, além da futura formação de um novo governo sem a participação do Hamas.

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