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As fraudes nas telecomunicações em Moçambique reduziram 64% em 2025, passando para 195.045 ocorrências. Apesar da diminuição, as práticas fraudulentas tornaram-se mais sofisticadas e continuam a representar riscos para a segurança das redes e a protecção dos consumidores, segundo o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

De acordo com o Relatório de Segurança e Resiliência das Telecomunicações 2025, os incidentes registados provocaram prejuízos financeiros estimados em 128,31 milhões de meticais.

O documento, apresentado esta terça-feira aos operadores do sector, analisa a segurança e a capacidade de resposta das empresas perante fraudes, ameaças, falhas técnicas e outros incidentes nos serviços de telefonia móvel, Internet e radiodifusão televisiva.

Entre as práticas mais frequentes estão a fraude denominada “Wangiri”, que consiste na realização de chamadas curtas para levar os destinatários a devolver a ligação, geralmente para números internacionais ou de valor acrescentado. O relatório identifica igualmente esquemas de SIMBOX, associados ao encaminhamento irregular de chamadas internacionais, e SMS Phishing, através do envio de mensagens falsas para obter dados pessoais, bancários e códigos de acesso.

A presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernandes, considera que a redução das ocorrências constitui um sinal positivo, mas alerta para a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção e controlo.

“Embora a redução registada constitua um sinal positivo, importa reconhecer que estas e outras modalidades de fraude continuam a representar um desafio significativo para a segurança do sector e para a protecção dos consumidores. Isso exige que continuemos atentos e a modernizar os nossos sistemas de prevenção, detecção e controlo”, afirmou a responsável.

O relatório destaca também os impactos dos fenómenos climáticos extremos sobre as infra-estruturas de telecomunicações. Os ciclones Dikeledi e Jude provocaram a inoperacionalidade de 174 estações, evidenciando vulnerabilidades na rede e a necessidade de reforçar os mecanismos de continuidade dos serviços.

Perante os desafios identificados, o INCM defende uma maior cooperação entre os operadores e as instituições do sector, através da partilha de informações, do reporte de incidentes, da promoção da literacia digital e do reforço dos mecanismos de denúncia e prevenção de fraudes.

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De acordo a Organização das Nações Unidas, há 3,7 milhões de ucranianos deslocados internamente, sendo que 10,8 milhões de pessoas no país vão precisar de ajuda humanitária neste ano.

A ONU alertou, nesta terça-feira, para a existência de 3,7 milhões de pessoas deslocadas na Ucrânia, número que tem aumentado nos últimos meses, devido ao Inverno rigoroso e à falta de energia provocada por ataques russos contínuos.

“Após quatro anos de guerra, a resiliência tem limites”, afirmou o director regional do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Philippe Leclerc, em conferência de imprensa realizada nesta terça-feira em Genebra, na Suíça.

“Dentro da Ucrânia, os repetidos ataques a habitações, sistemas energéticos e serviços essenciais durante o Inverno deixaram milhões de pessoas sem aquecimento ou electricidade durante longos períodos”, descreveu, referindo que, embora as temperaturas estejam a subir lentamente, os danos permanecem.

De acordo com este responsável, há 3,7 milhões de ucranianos deslocados internamente, sendo que 10,8 milhões de pessoas no país vão precisar de ajuda humanitária este ano.

“Depois de sobreviverem ao Inverno mais rigoroso da década, milhões de ucranianos deslocados enfrentam uma crise crescente marcada por dificuldades e ataques contínuos, enquanto as perspectivas de paz permanecem distantes”, disse, num apelo a que seja mantida a ajuda humanitária e o financiamento necessário.

“Desde o início da guerra em grande escala, o ACNUR e os seus parceiros apoiaram 10 milhões de pessoas com ajuda de emergência, serviços de protecção e apoio psicossocial”, mas neste ano “planeia auxiliar mais 2 milhões de pessoas dentro do país”, caso tenha disponibilidade financeira suficiente, avançou.

É preciso também “dar apoio para recuperação e reconstrução para evitar novas deslocações e criar condições seguras para o regresso”, defendeu Philippe Leclerc.

“Quando as condições o permitirem, os regressos graduais e voluntários serão cruciais para a recuperação da Ucrânia”, disse, garantindo que o ACNUR está a trabalhar com Governo e parceiros para restaurar os documentos das pessoas, apoiar a reabilitação das infra-estruturas sociais e reparar as casas danificadas pela guerra.

O director regional do ACNUR pediu também aos países de acolhimento dos ucranianos que fugiram da guerra para criarem opções de estadias prolongadas que complementem o estatuto de protecção temporária, sublinhando que ainda há 5,9 milhões de refugiados.

Achraf Hakimi, estrela do Paris Saint-Germain, lamenta que “uma acusação de violação seja suficiente para justificar um julgamento”, mas aguarda “com serenidade” para que “a verdade venha ao de cima”.

Achraf Hakimi foi, nesta terça-feira, notificado de que irá ser levado a julgamento, na sequência de uma queixa de violação sexual de que foi alvo por parte de uma mulher, em Fevereiro de 2023, de acordo com informações adiantadas pela agência noticiosa francesa Agence France-Presse.

O Ministério Público de Nanterre, comuna situada no departamento dos Altos do Sena, na região da Île-de-France, entendeu que as suspeitas levantadas pela queixosa são suficientemente sérias para que aquela que é uma das principais figuras do Paris Saint-Germain seja presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Hauts-de-Seine.

De acordo com a alegada vítima, o internacional marroquino terá começado a trocar mensagens consigo através da rede social Instagram, em Janeiro de 2023, acabando por convidá-la para ir à sua casa, em Boulogne-Billancourt, no dia 25 de Fevereiro, quando tudo terá acontecido.

Ao chegar ao local, a jovem (então, com 24 anos de idade) terá sido, primeiro, apalpada, e, depois, violada, acabando por conseguir afastá-lo e fugir do local. Já na via pública, terá ligado a uma amiga, que a foi buscar, sendo que a queixa formal só deu entrada no sistema policial três dias depois.

O lateral-direito (actualmente com 27 anos de idade) foi formalmente acusado de violação sexual a 3 de Março desse ano, mas manteve sempre a inocência, que, agora, terá de provar, em tribunal.

Achraf Hakimi recorreu, entretanto, à página oficial na rede social X (o antigo Twitter) para se pronunciar sobre este caso: “Hoje em dia, uma acusação de violação é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a conteste e que tudo comprove que é falso. Isto é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo com serenidade por este julgamento, que permitirá que a verdade venha ao de cima, publicamente”.

Uma tomada de posição partilhada pela sua própria advogada, Fanny Colin: “Foi ordenado um julgamento, na sequência de uma acusação que tem como base apenas a palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusando todos os exames médicos e testes de ADN, que rejeitou permitir a análise ao seu telemóvel e que recusou nomear uma testemunha chave”.

A jurista alegou, de resto, que “as duas avaliações psicológicas” levadas a cabo junto da queixosa “revelaram uma falta de lucidez no que diz respeito aos eventos que alega ter denunciado”, além de que “tentou esconder das autoridades judiciais várias mensagens trocadas com uma das amigas, mensagens essas nas quais tinha planeado roubar o Sr. Hakimi”.

Natural de Madrid, mas de ascendência marroquina, Achraf Hakimi completou formação no Real Madrid, clube no qual acabou, no entanto, por nunca conseguir vingar.

Após um empréstimo de sucesso ao Borussia Dortmund, entre 2018 e 2020, foi vendido ao Internazionale, por 43 milhões de euros. O ‘salto’ para o PSG deu-se no ano seguinte por 68 milhões de euros.

O Benfica viajou, nesta terça-feira, para Madrid, onde vai defrontar o Real, na segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Gianluca Prestianni seguiu na comitiva, embora tenha sido suspenso preventivamente pela UEFA, no âmbito da acusação de racismo feita por Vinícius Júnior, jogador merengue, no jogo da Luz.

Depois da derrota por 1-0 no Estádio da Luz, em Lisboa, no primeiro duelo, o Benfica terá de vencer no Santiago Bernabeu, nem que seja pela margem mínima, para igualar a eliminatória e depois poder levar a decisão tanto para prolongamento ou até para o desempate por grandes penalidades.

Esta será apenas a segunda visita dos ‘encarnados’ ao mítico estádio do Real Madrid, a primeira desde 1964/65, quando acabaram derrotados por 2-1, nos quartos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Expulso na primeira mão, o técnico José Mourinho poderá falhar a visita ao emblema de Madrid, que comandou entre 2010 e 2013, numa partida que ganhou uma dimensão ainda maior devido aos incidentes da primeira mão, em que o argentino Prestianni foi acusado de ofensas racistas ao brasileiro Vinícius Júnior.

Por essa razão, numa situação que levou à intervenção da UEFA e que foi abordada intensamente de forma global, o Real Madrid-Benfica, além de ter a importância de estar em causa um lugar nos oitavos de final da ‘Champions’, promete ter todas as atenções do planeta futebolístico.

Mais difícil parece a tarefa da Juventus, de Francisco Conceição, que recebe o Galatasaray em Turim depois de um pesado desaire por 5-2 em Istambul, numa segunda mão do play-off que pode ser de pesadelo para o futebol italiano.

Além de Inter e Juventus, a Atalanta também chega a esta fase em desvantagem na eliminatória, depois do desaire por 2-0 na Alemanha com o Borussia Dortmund, de Fábio Silva.

Ou seja, já depois do Nápoles ter caído com estrondo na fase de liga, o futuro do futebol italiano na Liga dos Campeões tem uma semana decisiva no Norte do País, em Milão, Turim e Bérgamo.

O Paris Saint-Germain, actual detentor do título, ainda apanhou um susto na primeira mão no Mónaco, mas reverteu um 2-0 para 2-3 e parece ter tudo para confirmar a passagem aos ‘oitavos’ na capital francesa, apesar de alguns problemas que tem vivido após declarações polémicas do avançado Ousmane Dembélé, em que criticou a atitude dos colegas de equipa, em que se incluem os portugueses Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos.

Há fraca procura por material escolar, na cidade de Maputo, a menos de uma semana para o arranque do ano lectivo. Os comerciantes queixam-se de prejuízos e acreditam que a fraca afluência se deve à falta de dinheiro. 

A retoma às aulas está prevista já para a próxima segunda-feira e a expectativa dos pais e encarregados de educação em ver os seus educandos de volta à escola são maiores, depois de muito tempo em casa. 

Carolina Mucavele reservou as primeiras horas desta terça-feira para procurar uniforme e material escolar para a sua filha e explicou que “as expectativas são boas e dizer que as crianças já estavam bem ansiosas para voltar à escola, depois de ter ficado tanto tempo em casa, estão mesmo com muita ansiedade”. 

Neste momento decorrem os últimos acertos e Kilyan, aluno que vai frequentar a sétima classe também procurava uniforme escolar, na companhia da sua avó. 

“Vim com meu neto comprar uniforme. Estamos felizes porque encontramos bom, agora estamos a ver os sapatos. Os preços são bons, são normais”, explicou a encarregada de educação. 

O que mais se vê em várias lojas e avenidas da cidade e Maputo é uniforme e material escolar diverso.

Entretanto, as filas longas e enchentes de quem procura, que habitualmente caracterizam esta época são ainda inexistentes. 

“ Ainda não estão a comprar material escolar. As pessoas dizem que ainda não têm dinheiro. Até dias atrás era normal passar um dia sem receber se que um cliente, mas ultimamente compram pelo menos uma embalagem, duas embalagens”. 

Os comerciantes lamentam a fraca procura e esperam por dias melhores. 

“Os cadernos que vendemos estão a um preço acessível.O caderno sul-africano, por exemplo,  estamos a vender a 180 e temos aquele nacional a 125 meticais”.

Em várias lojas, logo cedo alguns clientes procuravam por uniforme escolar, embora a meio gás, e falaram de facilidades de acesso. 

O início das aulas está previsto para 02 de Março, depois de ter sido adiado devido aos impactos trazidos pelas inundações. 

O Chade encerrou a sua fronteira oriental com o Sudão, nesta Segunda-feira, após confrontos ocorridos no fim-de-semana ligados à guerra civil do Sudão que mataram cinco soldados chadianos.

Nesta segunda-feira, o governo chadiano anunciou o encerramento, citando incursões repetidas e violações cometidas por forças no conflito do Sudão.

Não é a primeira vez que a guerra civil sudanesa se espalha pelo território chadiano, causando vítimas e danos materiais.

Segundo um funcionário chadiano citado pela AfricaNews, os combates entre as forças paramilitares de apoio rápido do Sudão e tropas leais ao governo sudanês ocorreram na cidade fronteiriça de Tine.

Além dos cinco soldados mortos, três civis também perderam a vida e mais doze ficaram feridos. Isto acontece semanas antes de a guerra no Sudão entrar no seu quarto ano, e  o governo do Chade disse que a fronteira permaneceria fechada até novo aviso.

Fontes citadas pela imprensa internacional, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a falar com a imprensa, disseram que mais tropas chadianas estavam a ser enviadas para a área.

Segundo as Nações Unidas, a guerra no Sudão desencadeou a pior e maior crise de fome do mundo. O conflito deslocou milhões de pessoas.

O filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, Bellarmine Chatunga Mugabe, foi ouvido por um tribunal sul-africano, nesta segunda-feira, na sequência da  acusação de tentativa de homicídio após um jardineiro ter sido baleado em sua casa em Joanesburgo na semana passada.

Bellarmine Chatunga Mugabe, filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi ouvido, nesta segunda-feira, numa breve audiência pela justiça sul-africana, ao lado do co-réu Tobias Mugabe Matonhodze. 

O advogado de Bellarmine Mugabe recusou-se a comentar quando questionado por jornalistas se os dois homens eram ou não parentes. 

Bellarmine Mugabe, de 28 anos de idade, está supostamente envolvido num tiroteio que na última quinta-feira deixou hospitalizado um cidadão que exercia a função de jardineiro na residência do ex-presidente zimbabweano.

Das acusações que pesam sobre o filho de, Robert Mugabe, estão a obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo que se acredita ter sido usado durante o tiroteio.

Apesar de a polícia ainda não ter recuperado a arma de fogo, Bellarmine Mugabe compareceu ao Tribunal de Magistrados de Alexandra, na África do Sul para onde deverá retornar no dia 3 de Março para um pedido formal de restituição à liberdade mediante pagamento de fiança.

Para além de Berllamine Mugabe, seu irmão, Robert Mugabe Júnior, também enfrentou acusações de posse de drogas em Harare, em Outubro de 2025. 

De acordo com a imprensa internacional, a família Mugabe emitiu um comunicado nesta segunda-feira negando autorização para que qualquer porta-voz pudesse representar os dois acusados.

Berllamine Mugabe e o seu irmão mais velho, Robert Junior, ficaram notórios na década de 2010 por compartilharem seus estilos de vida luxuosos através das redes sociais.

Historicamente, os irmãos Mugabe são conhecidos em Joanesburgo por realizar festas extravagantes marcadas por comportamentos desviados.

As Comissões dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade auscultaram, esta segunda-feira, as congregações religiosas sobre a Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, submetida ao Parlamento moçambicano, pelo Governo, para análise e aprovação.

A auscultação pública das entidades religiosas visava, dentre vários aspectos, colher as suas sensibilidades sobre o entendimento que têm relativo ao documento para posterior emissão de um Parecer a ser submetido à III Sessão Ordinária da Assembleia da República na sua X Legislatura.

A Lei da Liberdade Religiosa vigente data de 1971 com designação Lei nº 4/71 de 21 de Agosto, e se mostra desajustada à realidade actual do País, para além de que de lá até a esta parte houve um crescimento em número de confissões religiosas, havendo necessidade da regulação da sua organização e funcionamento no território nacional.

No âmbito do seu objecto, a lei estabelece os princípios e regras relativos ao exercício da liberdade de religião e de culto, bem como o regime jurídico de constituição, modificação e extinção das confissões religiosas, das associações religiosas e instituições de ensino religioso.

No que concerne ao âmbito da sua aplicação, a Lei aplica-se a todos os cidadãos, às confissões religiosas, associações religiosas e instituições de ensino religioso existentes na República de Moçambique.

Na ocasião, o Vice-Presidente do Conselho Religioso em Moçambique, José Guerra, apelou que cada confissão religiosa independentemente de ter apresentado a sua contribuição verbal ou não possa e elaborar e submeter ao parlamento uma proposta sobre o dispositivo.

Guerra sublinhou que as diversas confissões religiosas têm diferentes origem podendo ser judaica, islâmica e cristã “por isso apelamos para que, no futuro, o parlamento venha a pensar nestes moldes porque as religiões têm aspectos diferente”.

Comentando sobre o artigo 42 da Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, que estabelece que para a constituição de uma confissão religiosa são exigidas no mínimo cinco mil assinaturas, devidamente reconhecidas, Guerra a proposta de cinco mil membros é elevada, o que cria inquietações às confissões religiosas, tendo proposto que o Ministro da Justiça, Assuntos, Constitucionais e Religiosos possa pronunciar-se em relação a este número.

No cômputo geral, os representantes das confissões religiosas apreciaram positivamente a necessidade de revisão da lei que regula o funcionamento das confissões religiosas em Moçambique.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, no seu gabinete de trabalho, em audiência de cortesia, os embaixadores de Moçambique recentemente designados para o exterior. Na ocasião, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país.

Trata-se do Embaixador Designado junto da República da Turquia, António Inácio Júnior; Embaixador Designado junto da República Popular da China, Manuel José Gonçalves; Embaixador Designado junto da República da Indonésia, António Rodrigues José; Embaixador Designado para a República Federativa do Brasil Alexandre Manjate; o Ministro Plenipotenciário, Nuno Tomás, Embaixador Designado junto da República Federal Democrática da Etiópia e o Representante Permanente junto da União Africana e Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA); a Ministra Plenipotenciária, Laurinda Banze, Alta Comissária Designada junto da República de Malawi; o Embaixador Designado junto do Reino da Suécia, Francisco Neto Novela, e Alto o Comissário Designado junto da República da Índia, Armando Pedro.

Segundo, o Porta-voz da Presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, a Presidente do parlamento apelou ao reforço e à expansão das relações de cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados onde os diplomatas irão representar o país, com especial enfoque nas vertentes económica e política, bem como no fortalecimento da cooperação parlamentar.

Chemane sublinhou que foi, igualmente, destacada a importância de dinamizar relações ao nível parlamentar mediante a promoção e assinatura de Memorandos de Entendimento com parlamentos de países onde ainda não existam instrumentos formais de cooperação.

O porta-voz disse ainda que foi sublinhada a necessidade de intensificar a promoção da imagem de Moçambique no exterior, com vista à mobilização de apoios económicos e ao fortalecimento de parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Por seu turno, o representante dos chefes de missões diplomáticas de Moçambique recentemente designados para o exterior, Inácio Júnior, reafirmou o compromisso dos embaixadores em reforçar a cooperação institucional e representar com responsabilidade o Estado moçambicano nos seus novos postos.

O diplomata explicou que o encontro faz parte da fase que antecede o início formal das funções nos respectivos países de acreditação, sublinhando que faz parte da rotina institucional, antes da partida, auscultar as diferentes instituições do Estado sobre as expectativas e prioridades que devem orientar a acção diplomática.

Ainda na sua alocução, o diplomata sublinhou que o objectivo do encontro com a presidente do parlamento moçambicano era para  se actualizar sobre as grandes prioridades da política externa do país e identificar áreas estratégicas de cooperação com cada uma das instituições do Estado, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

“No caso específico do Parlamento, considerado a Casa do Povo, foi destacado o propósito de reforçar a cooperação interparlamentar, promovendo iniciativas que consolidem as relações bilaterais e contribuam para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o diplomata reiterando que a missão de cada embaixador será orientada pelo fortalecimento das parcerias estratégicas e pela defesa dos interesses nacionais no plano internacional.

As chuvas intensas, combinadas com o calor extremo dos últimos dias, destruíram praticamente todas as culturas, obrigando produtores a contabilizar prejuízos avultados e a recomeçar a produção, no Vale do Infulene, na cidade de Maputo.

No terreno, o cenário é de recomeço forçado. Entre campos alagados e machambas destruídas, homens e mulheres limpam a terra, tentando preparar novamente os campos para novas plantações. Apesar da dificuldade, muitos agricultores demonstram determinação em relançar a produção, mesmo com recursos limitados.

Rui Xidossana, agricultor do Vale do Infulene, descreve a situação dramática: “Nós tivemos tudo perdido, nem por causa da água. Tudo se foi com a água. Mas estamos a recomeçar, sim, mas cada um por si. E Deus por todos. Uma machamba estava perdida. Não falo de grandeza, todo o espaço estava vazio. Tinha produto, mas acabaram estragando e queimando por causa do calor. Conforme estão a ver, outras machambas, outros agricultores ainda não conseguiram, porque, não tem como recuperar. Agora, para começar de novo, é preciso mesmo, o outro, andar procurar dinheiro para começar de novo, conforme estão a ver.”

O agricultor alerta que, além dos prejuízos provocados pela chuva, os custos para recomeçar são elevados: “Outras chambas ainda são caríssimas, porque eles não têm nada deles. Ah, a gestão daqui é muito difícil, né, porque as coisas todas são caras. Remédios, cimentos, quase tudo que é difícil. Calor também, aquilo que você apanha, logo morre pro calor. Tudo isso aí é coisa que faz um pesadelo para nós. Cada um arranja-se da sua maneira.”

Com décadas de experiência, Rui reforça que a resiliência é fundamental: “Porque desde muito tempo, eu aqui nestas machambas, estou há 46 anos a trabalhar aqui nestas machambas. Não 46 da minha idade. 46 eu a trabalhar aqui nestas machambas. Quando a gente perde, a gente recomeça. Você recomeça da sua maneira. Não espera ninguém. Eu, como criança, quando aprendo a andar, cai, não cai. Cai, mas vai de novo tentar levantar-se. Sozinho. Para poder andar. Porque você não pode parar. É assim.”

Isabel, agricultora local, destaca o aumento dos preços dos insumos como mais um obstáculo para o recomeço: “Nos tempos da folha de abóbora, eu estava a vender copito eram 15 meticais. Agora subiu até 60 meticais. Adubo eram 35 canicas. Agora subiu até 50. Pacote de alface de 10 gramas, eu comprava por 150. Agora subiu até 260, 10 gramas. Uma lata de salada, eu comprava na loja por 1.600. Agora subiu por  mais de 1500. Nos tempos, uma caixa de remédio, eu comprava por 3.800 uma caixa. Agora o remédio subiu muito. Está mais de 8 mil meticais. Nós vendemos um litro, está 1.500 meticais.”

Paulo Zunguze, vendedor de insumos agrícolas, sublinha a necessidade de apoio coordenado,  “porque como temos a união, se tivesse que ter uma associação que recebeu, teríamos recebido aquela associação, mas até agora ainda. Sim, sim. Para apoiar mesmo por essas sementes, porque é muito difícil.”

O presidente da Associação dos Agricultores, Justino Bauque, reforça que a escassez de insumos pode prolongar a crise no sector, “mesmo semente da abóbora, está por aí 70, 80, 70, um copito, que quase não é nada para uma machamba, por exemplo, uma machamba como essa. Já se meteu couve, porque quando semeamos agora, não temos condições para comprar. Mas quando eu queria couve, salada, remédio, adubo, lima, também, tanto faz para trabalhar com produto. Como não temos nada agora, está vindo zero.”

Entre campos alagados e esperança renovada, os agricultores do Vale do Infulene aguardam respostas das autoridades e parceiros do sector agrícola, na expectativa de conseguir relançar a produção e garantir alimentos nas mesas de milhares de famílias em Maputo.

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