Mais de 29 milhões de eleitores sul-africanos estão inscritos para participar nas eleições autárquicas que decorrem esta quarta-feira, num contexto marcado pelo descontentamento popular face ao desemprego, à degradação dos serviços públicos e à crescente pressão social em torno da imigração.
Nas últimas eleições municipais, realizadas em 2021, a participação eleitoral foi de apenas 46%, menos de metade dos eleitores inscritos.
O Congresso Nacional Africano (ANC), partido que liderou a luta de libertação do país, continua a ser apontado como a maior força política, mas as sondagens indicam uma nova redução do seu apoio eleitoral.
Por sua vez, a Aliança Democrática (DA), segunda maior força política do país, concentra esforços em Joanesburgo, onde intensificou a campanha para conquistar espaço político, capitalizando o descontentamento dos cidadãos com as falhas na prestação de serviços públicos.
As eleições decorrem num ambiente de tensão social, marcado pelos elevados níveis de desemprego, dificuldades no acesso a serviços básicos e crescente descontentamento em relação à imigração.
Os resultados deverão ajudar a definir o equilíbrio político nas autarquias sul-africanas e o futuro das coligações que governam vários municípios do país.