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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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O Presidente da República, Daniel Chapo, recebe, nesta terça-feira, o Presidente da República da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa, que realiza uma visita de trabalho de dois dias ao País, destinada ao fortalecimento das relações de cooperação bilateral.

Durante a sua estadia em Moçambique, os dois Chefes de Estado irão dirigir, em Maputo, a IV Comissão Mista de Cooperação, mecanismo que visa aprofundar a parceria estratégica entre os dois países, consolidada ao longo da história comum da luta contra o colonialismo e o apartheid.

No dia seguinte, os Presidentes Daniel Chapo e Cyril Ramaphosa irão deslocar-se à cidade de Vilankulo, na província de Inhambane, onde, igualmente, vão dirigir o Fórum Empresarial Moçambique–África do Sul, um espaço orientado para a promoção de investimentos, o incremento do comércio bilateral e a identificação de novas oportunidades de cooperação económica.

A recepção do Presidente Daniel Chapo ao homólogo sul-africano reafirma o compromisso de Moçambique e da África do Sul em fortalecer a amizade, a concertação política e a cooperação económica em benefício dos povos de ambos os países.

A justiça do Bangladesh condenou hoje a ex-primeira-ministra do Bangladesh Sheikh Hasina, que está exilada na Índia, a cinco anos de prisão num caso de corrupção envolvendo um projecto de terras públicas.

Um tribunal da capital do Bangladesh condenou também a sobrinha de Hasina e deputada no Reino Unido, Tulip Siddiq, a dois anos de prisão, no mesmo caso de corrupção.

Rabiul Alam, juiz do Tribunal Especial de Daca, afirmou que Hasina abusou do seu poder enquanto primeira-ministra, enquanto Siddiq foi considerada culpada de influenciar a tia para ajudar a mãe e dois irmãos a obterem um terreno num projeto governamental.

A mãe de Siddiq, Sheikh Rehana, foi condenada a sete anos de prisão e foi considerada a principal mentora do caso. Há outros 14 suspeitos.

Siddiq, que representa as zonas de Hampstead e Highgate, em Londres, no parlamento britânico, tinha negado as acusações e dito que o julgamento era uma farsa baseada em “acusações fabricadas e motivada por uma clara vingança política”.

Em Janeiro, Siddiq demitiu-se do cargo de ministra do governo britânico sob pressão, devido aos laços com a tia.

Hasina foi condenada à morte em Novembro por crimes contra a humanidade relacionados com a repressão do levantamento popular que a afastou do poder em 2024, ao fim de 15 anos.

A ex-primeira-ministra vive exilada na Índia e foi julgada à revelia. Ela e os outros envolvidos no caso decidido hoje não nomearam advogados de defesa para os representar.

Rehana está fora do país e os dois irmãos de Siddiq também estão no estrangeiro, enfrentando outras acusações relacionadas com a revolta do ano passado.

Em três casos distintos envolvendo o mesmo projecto de loteamento, um tribunal diferente condenou Hasina a 21 anos de prisão a 27 de novembro. O filho e a filha de Hasina foram também condenados a cinco anos de prisão cada um pelo tribunal neste caso.

No domingo, uma comissão de inquérito acusou Hasina de ter também orquestrado uma sangrenta revolta em 2009, no seio dos Bangladesh Rifles, uma unidade responsável pela vigilância das fronteiras.

Algumas semanas após a posse do Governo de Hasina, insurgentes roubaram 2.500 armas e invadiram uma reunião anual de altos funcionários da unidade, matando pelo menos 57 oficiais.

No total, foram mortas 74 pessoas, inclusive com tortura e queimaduras. Fazlur Rahman, chefe da comissão de inquérito criada pelo Governo interino de Muhammad Yunus, disse que “o envolvimento de uma força estrangeira parece bastante evidente à luz da investigação”.

Numa conferência de imprensa, Rahman acusou a Índia de ter tentado desestabilizar o país e enfraquecer o exército do Bangladesh.

O edil da Maxixe, na província de Inhambane, endurece o discurso contra empreiteiros que abandonam obras públicas ou entregam trabalhos de má qualidade, acusando-os de lesar o Estado e prejudicar directamente a população. 

Issufo Francisco insiste que empresas com este histórico não devem voltar a merecer contratos públicos, defendendo medidas mais rigorosas para proteger o erário público e responsabilizar quem transforma investimentos públicos em obras inacabadas.

Nquele que é mais um episódio que expõe a indignação do edil da Maxixe contra empreiteiros que, segundo a edilidade, actuam de forma desonesta na cidade. Desta vez, dois empresários são acusados de abandonar obras públicas depois de terem recebido fundos do Estado.

Outro empreiteiro ainda em actividade na cidade iniciou uma obra em Dezembro do ano passado, com prazo de conclusão de seis meses, mas, passados vários meses além do limite previsto, os trabalhos continuam longe de estarem concluídos.

Issufo Francisco fez as denúncias após inaugurar uma estrada recentemente construída, ocasião em que apelou à população para ajudar a fiscalizar o tipo de veículos que circulam na via, de modo a evitar a rápida degradação da infraestrutura.

A estrada, recém-inaugurada e dotada de sistemas de drenagem, foi erguida com fundos do município e representa um investimento na ordem dos 20 milhões de meticais.

Centenas de crianças separadas das suas famílias fogem para o campo de Tawila, no Sudão, em meio à violência no Darfur Ocidental. O Conselho Norueguês para os Refugiados aponta para mais de 400 menores que chegaram ao campo no mês passado.

O campo de refugiados de Tawila, no Sudão, tornou-se uma tábua de salvação para centenas de crianças separadas das suas famílias enquanto fogem da escalada da violência no Darfur Ocidental. 

Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados, mais de 400 menores chegaram ao campo apenas no último mês.

De acordo com autoridades citadas pela imprensa internacional, a situação continua crítica, pois crianças  cuidam de outras crianças porque os pais desapareceram, porque os pais foram detidos. 

O aumento do deslocamento segue uma ofensiva brutal em El-Fasher, onde as Forças de Apoio Rápido deixaram centenas de mortos no que tinha sido a última grande fortaleza do exército sudanês em Darfur. 

O conflito entre as  Forças de Apoio Rápido e os militares tem-se desenrolado desde 2023, devastando comunidades e empurrando civis para campos já sobrelotados como Tawila, onde  os trabalhadores humanitários dizem estar a realizar trabalho crítico e salvar vidas.

Muitas crianças chegaram ao campo acompanhadas por familiares, vizinhos ou até estranhos que se recusaram a abandoná-las no deserto ou no devastado El-Fasher.

O Presidente da Guiné-Bissau deposto no golpe militar de quarta-feira, Umaro Sissoco Embaló, viajou para o Congo, depois de ter procurado inicialmente refúgio no Senegal, noticia a imprensa internacional.

Vários órgãos de comunicação social estão a noticiar que o presidente deposto na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, já se encontra no Congo, tendo chegado à capital do país, Brazzaville, na noite de sexta-feira.

Umaro Sissoco Embaló rumou ao Congo, a bordo de um avião fretado pela presidência congolesa, segundo escreveu sábado a Jeune Afrique. A publicação recorda que Sissoco Embaló havia inicialmente buscado refúgio em Dakar, no Senegal, depois de os militares terem tomado o poder em Bissau, na quarta-feira. 

A Jeune Afrique divulgou neste domingo um artigo em que o próprio Umaro Sissoco Embaló confirmava à publicação que tinha sido deposto e detido pelos militares. Neste sábado, a mesma publicação dá conta de que apurou “junto a uma fonte confiável próxima do Presidente deposto” que Embaló “deixou Dakar, Senegal, rumo ao Congo”.

A mesma informação está a ser veiculada pela SeneNews, uma publicação senegalesa, que cita o Confidentiel Afrique, um jornal digital pan-africano. O jornal escreve que “após orquestrar um golpe de Estado e negociar com alguns oficiais militares próximos, incluindo o General Horta Inta-A, o novo homem em Bissau, pouco antes do tão aguardado anúncio dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro, o Presidente deposto buscou refúgio na capital senegalesa na última quinta-feira”.

Entretanto, segundo o artigo, Embaló já foi para o Congo, a pedido do próprio, que terá insistido “deixar Dakar após uma noite turbulenta”. O jornal escreve que “as declarações contundentes do Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, perante o Parlamento senegalês, na sexta-feira, a respeito da situação política na Guiné-Bissau, que ele descreveu como ‘esquemas clandestinos’, apenas agravaram o cenário”.

Lê-se ainda que Embaló terá pedido ao Presidente congolês para o retirar do Senegal, onde estaria a enfrentar “forte pressão de todos os lados”, e informado o Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, da decisão de sair do Senegal.

 

Governo de Transição

O Governo de transição da Guiné-Bissau nomeado este sábado integra seis militares titulares das pastas relacionadas com a Defesa, Ordem Pública e Saúde, segundo o decreto presidencial, a que a Lusa teve acesso.

Por decisão do Presidente da República de Transição, o general Horta Inta-A, entram para o Governo Mamasaliu Embalo, como ministro do Interior e Ordem Interna, Steve Lassana Mansaly, ministro da Defesa Nacional, Quinhin Nantote, ministro da Saúde, Salvador Soares, secretário de Estado da Ordem Pública e Carlos Mandungal, secretário de Estado dos Combatentes. 

O novo ministro do Interior, Mamasaliu Embalo, era até aqui comandante do batalhão dos Comandos, Lassana Mansaly inspector-geral do Ministério da Defesa, Quinhin Nantote, director da Medicina Militar.

 

Líder da oposição continua detido e incontactável

O líder do maior partido da Guiné-Bissau, PAIGC, Domingos Simões Pereira, continua detido pelos militares que tomaram o poder, na quarta-feira, 26.

Temendo o pior, familiares, amigos e colegas do partido continuam sem informações sobre o paradeiro e o estado de saúde de Domingos Simões Pereira e outros membros da direcção do PAIGC. A família fez um apelo público à intervenção da comunidade internacional.

As eleições decorreram sem incidentes, mas realizaram-se sem o principal partido da oposição, o PAIGC, e sem o seu candidato, Domingos Simões Pereira, excluídos da corrida e que tinham declarado apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa, líder de uma das alas do PRS, o Partido de Renovação Social, que se tinha dividido em dois blocos, um que continua fiel a Dias e outro que apoia o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló.

Simões Pereira foi detido, entretanto, a oposição denuncia a tomada de poder pelos militares como uma manobra para impedir a divulgação dos resultados eleitorais. Fernando Dias reclamou vitória na primeira volta sobre Embaló, um dia depois das eleições.

A divulgação oficial dos resultados estava marcada para quinta-feira, 27 de Novembro, e um dia antes os militares tomaram o poder e anunciaram que o Presidente tinha sido deposto e detido.

Sábado, o PAIGC denunciou que um grupo de homens armados e encapuçados invadiu a sua sede em Bissau, agredindo dirigentes e colaboradores. Segundo relatos, a situação representa uma “séria ameaça” à integridade física dos seus membros e constitui “um atentado à estabilidade, à democracia e ao Estado de Direito”.

A delegação da CEDEAO, cuja chegada a Bissau estava prevista para este sábado, adiou a deslocação para hoje, segunda-feira. O país aguarda a chegada da missão de alto nível ao país, composta pelos Presidentes do Senegal, Cabo Verde e Serra Leoa e Togo, para encontrarem uma solução para a crise política que se vive no país.

Centenas de crianças separadas das suas famílias fogem para o campo de Tawila, no Sudão, em meio à violência no Darfur Ocidental. O Conselho Norueguês para os Refugiados aponta para mais de 400 menores que chegaram ao campo no mês passado.

O campo de refugiados de Tawila, no Sudão, tornou-se uma tábua de salvação para centenas de crianças separadas das suas famílias enquanto fogem da escalada da violência no Darfur Ocidental. 

Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados, mais de 400 menores chegaram ao campo apenas no último mês.

De acordo com autoridades citadas pela imprensa internacional, a situação continua crítica, pois crianças  cuidam de outras crianças porque os pais desapareceram, porque os pais foram detidos. 

O aumento do deslocamento segue uma ofensiva brutal em El-Fasher, onde as Forças de Apoio Rápido deixaram centenas de mortos no que tinha sido a última grande fortaleza do exército sudanês em Darfur. 

O conflito entre as  Forças de Apoio Rápido e os militares tem-se desenrolado desde 2023, devastando comunidades e empurrando civis para campos já sobrelotados como Tawila, onde  os trabalhadores humanitários dizem estar a realizar trabalho crítico e salvar vidas.

Muitas crianças chegaram ao campo acompanhadas por familiares, vizinhos ou até estranhos que se recusaram a abandoná-las no deserto ou no devastado El-Fasher.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a continuação de chuvas moderadas a fortes, podendo tornar-se localmente muito fortes, acompanhadas por trovoadas e ventos com rajadas, em várias regiões do país até ao dia 1 de Dezembro. 

A situação deverá afectar os distritos de Chicualacuala, Massangena e Mapai, na província de Gaza; Govuro, Inhassoro, Vilankulo e Mabote, em Inhambane; toda a província de Sofala; bem como todos os distritos da província de Manica.

Em Tete, o mau tempo deve atingir os distritos de Zumbo, Marávia, Chifunde, Angónia, Moatize, Tsangano, Macanga, Doa, Mutarara, Marara, Changara, Cahora Bassa, Mágoé e a cidade de Tete. 

Na Zambézia, prevê-se impacto nos distritos de Luabo, Chinde, Mopeia, Morrumbala, Milange, Mocuba, Derre, Nicoadala, Inhassunge, Maquival, Namacurra, Maganja da Costa, Mocubela, Molumbo, Lugela, Namarrói e na cidade de Quelimane.

A Polícia deteve um cidadão com mais de 2.5 mil litros de combustível roubado e por tentativa de suborno aos agentes em Tete. Trata-se de um cidadão de 35 anos de idade, que teria sido interpelado e detido ao longo da EN7 na noite d e ontem. 

Segundo a PRM, o indiciado teria sido encontrado a transportar cerca de dois mil e quatrocentos litros de gasolina, supostamente adquiridos de forma ilícita no distrito de Changara.

O cidadão em causa nega ser proprietário da gasolina, afirmando apenas que havia sido contratado para transportar o combustível para o distrito de Zumbo, por alguém que teria alugado a sua viatura.

Para além da acusação de transporte e venda ilegal de combustível, o mesmo cidadão é indiciado de tentativa de suborno a um agentes da polícia com  50.000 meticais para evitar detenção.

Os Estados Unidos anunciaram a exclusão da África do Sul do G20 em 2026 e a suspensão de toda a ajuda ao país. A decisão, comunicada por Donald Trump, gerou forte reacção do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que acusa Washington de agir com base em informações falsas.

Trump alega que Pretória se recusou a entregar a presidência rotativa do grupo a um representante norte-americano depois da cúpula de Joanesburgo, encontro do qual os Estados Unidos decidiram não participar.

O líder norte-americano invocou ainda alegações de perseguição e desapropriação de agricultores africânderes brancos como um dos motivos da decisão, acusações que o governo sul-africano classifica como infundadas e distorcidas.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa considerou as declarações de Trump “lamentáveis” e baseadas em “informações falsas”, garantindo que a transição da presidência do G20 foi feita de forma oficial para um funcionário norte-americano, apesar da ausência dos EUA na cúpula. 

Ramaphosa destacou que a África do Sul continuará a defender o multilateralismo e a participar activamente no grupo.

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