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Piloto moçambicano prepara a quinta participação na prova, acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, com o objectivo de melhorar os resultados na categoria SSV e promover a imagem de Moçambique no estrangeiro.

O piloto moçambicano Paulo Oliveira vai participar na edição de 2027 do Rally Dakar, naquela que será a sua quinta presença numa das mais exigentes competições de todo-o-terreno do mundo. Acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, o piloto pretende alcançar os 20 primeiros lugares da categoria SSV.

A participação foi anunciada esta segunda-feira, em Maputo, durante uma apresentação dos objectivos desportivos da equipa e das iniciativas de promoção internacional de Moçambique através do desporto motorizado.

Para a próxima edição, Paulo Oliveira contará com uma nova viatura, que considera mais competitiva, e pretende concluir todas as etapas dentro dos tempos regulamentares, conquistar a medalha de finalista e lutar por uma posição entre os 20 primeiros classificados da categoria.

Depois de quatro participações concluídas em diferentes categorias, o piloto aposta na experiência acumulada e numa preparação reforçada para enfrentar os desafios da competição, marcada por percursos exigentes, dificuldades de navegação e condições extremas.

Paulo Oliveira considera que a participação no Dakar representa não apenas um desafio desportivo, mas também uma responsabilidade na representação do País nos palcos internacionais.

O piloto pretende transformar a experiência adquirida nas edições anteriores em melhores resultados, mantendo como prioridade a conclusão da prova e a divulgação da bandeira moçambicana.

 

DAKAR COMO PLATAFORMA DE PROMOÇÃO TURÍSTICA

 

Para além da vertente competitiva, a participação de Paulo Oliveira no Rally Dakar 2027 pretende contribuir para a promoção internacional de Moçambique, através da divulgação das suas potencialidades turísticas, naturais e culturais.

Na qualidade de Embaixador do Turismo de Moçambique, o piloto pretende aproveitar a visibilidade internacional da prova para reforçar a notoriedade do País junto de diferentes públicos e mercados.

A Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) assegura o apoio institucional à participação, reconhecendo o contributo da iniciativa para a projecção da imagem de Moçambique além-fronteiras.

O presidente do Conselho de Administração da ANDITUR, Héder Jauane, considera que a presença do piloto na competição constitui uma oportunidade para afirmar o potencial do País e transmitir uma imagem positiva de Moçambique ao mundo.

Segundo Jauane, a instituição continuará a apoiar a participação, por entender que a promoção turística também pode ser feita através de figuras que representam o País em eventos internacionais e inspiram pela sua capacidade de superar desafios.

 

EXPERIÊNCIA PARA ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS

 

Reconhecido pela dureza dos percursos e pelas exigências físicas, psicológicas e mecânicas, o Rally Dakar submete pilotos e equipas a milhares de quilómetros de competição, em terrenos imprevisíveis e sob condições particularmente adversas.

A edição de 2027 representa, assim, mais uma etapa no percurso de Paulo Oliveira, que pretende aliar a experiência adquirida nas quatro participações anteriores à ambição de alcançar uma classificação entre os 20 primeiros da categoria SSV.

Ao lado de Tiago Magalhães, o piloto moçambicano procura concluir a prova e aproveitar a projecção internacional do Dakar para levar o nome de Moçambique a novos públicos.

 

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A fase de recenseamento piloto, que terá lugar na primeira quinzena de Agosto próximo, vai permitir assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares, pouco mais de sete mil milhões de meticais.

Moçambique vai realizar em Agosto próximo um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta segunda-feira a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela imprensa moçambicana.

“Importa referir que o licenciamento piloto do censo de 2027 terá lugar no mês de Agosto deste ano. Esta fase é de extrema importância na medida em que permitirá avaliar e validar os questionários, os sistemas tecnológicos, os procedimentos operacionais e a organização do trabalho de campo”, disse, em Maputo, Eliza Magaua, durante o lançamento da cartografia para a operação do próximo ano.

Segundo a responsável, esta fase vai permitir assegurar também que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares (7.029.000.000 de meticais ao câmbio de ontem), em que o Banco Mundial já garantiu o financiamento inicial de 12,7 milhões de dólares (811.530.000 de meticais pelo mesmo câmbio).

“A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027”, avançou, acrescentando que com a colaboração de todos, este recenseamento demográfico será um marco histórico na modernização das estatísticas em Moçambique.

Aos agentes cartógrafos que nos próximos meses estarão no terreno, Eliza Magaua pediu dedicação, profissionalismo, disciplina e elevado sentido de responsabilidade, bem como o respeito e cordialidade no contacto com as comunidades e com os agregados familiares, reiterando ainda que a colaboração da população será igualmente essencial para o sucesso da operação.

“Gostaria, igualmente, de apelar à colaboração de todos, autoridades administrativas, líderes comunitários, organizações da cidade civil, partidos políticos e cidadãos, para que recebam e apoiem os agentes cartógrafos no exercício das suas funções”, acrescentou, citado pela imprensa nacional.

Teles Huo, director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, recordou na ocasião que o censo de 2027 será particularmente relevante para Moçambique, já que será o primeiro totalmente digital a ser realizado no país, representando um avanço significativo.

“Quarenta e seis anos depois, teremos então um censo totalmente digital. É, de facto, um avanço importante a ser sinalizado e isto mostra que estamos também a apostar neste campo”, destacou, citado pela mesma fonte.

Huo acrescentou que os dados que resultarão deste exercício serão fundamentais para apoiar a formação de políticas públicas, orientar a planificação territorial e reforçar a monitorização das estratégias de desenvolvimento de memória social, desde o nível local até ao nível nacional.

“É óbvio que para qualquer país, para que possa haver uma boa planificação de desenvolvimento, é preciso que haja dados, haja evidências. Então, a planificação, o desenvolvimento é feito com as pessoas, é preciso que saibamos como é que está a nossa dinâmica populacional, onde é que as pessoas estão localizadas, para que possamos planificar de uma forma mais calibrada”, concluiu.

Em Junho passado, o INE anunciou que prevê registar, no recenseamento populacional de 2027, 36 milhões de habitantes, mais dez milhões face ao censo de 2017.

Ao apresentar a estrutura organizativa do plano do quinto recenseamento geral da população e habitação, Elisa Magaua avançou que se espera um crescimento face à operação de 2017, quando foram registados pouco mais de 26 milhões de habitantes em Moçambique.

O recenseamento geral da população e habitação vai decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027, pela primeira vez através das plataformas digitais e com resultados em seis meses.

 O INE estimou em 34 milhões a população moçambicana em 2025, contra pouco mais de 26 milhões do último censo de 2017.

Uma jovem de 37 anos de idade foi assassinada na madrugada deste sábado, na cidade de Chimoio, província de Manica. A família da vítima acusa o namorado de ser o principal suspeito do crime, alegando que o casal vivia frequentemente em constantes desentendimentos.

Uma mulher perdeu a vida após um desentendimento com o namorado numa barraca localizada no mercado Mapulango, no bairro Centro-Hípico.

Mizédia Domingos Serpa, mãe de dois filhos menores, trabalhava como vendedora de carne de porco no mercado Mapulango. Segundo familiares, na tarde de sexta-feira ela saiu do local de trabalho acompanhada pelo namorado em direcção a casa.

Durante a madrugada de sábado, moradores ouviram gritos de socorro vindos das proximidades da sua residência e quando se aproximaram para perceber o que aconteceu, encontraram-na morta.

De acordo com a irmã da vítima, quando chegou ao local encontrou Mizédia inconsciente e com sinais de agressão física, e logo suspeitaram do namorado, com quem tinha um histórico de brigas e agressões.

Horas depois, não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida. A família da vítima tem o namorado como o principal suspeito e pede justiça. Entretanto, o mesmo desapareceu depois do sucedido e encontrava-se em parte incerta, tendo depois sido accionada a polícia para os trâmites legais, bem como a denúncia.

A Polícia da República de Moçambique em Manica, reagiu ao caso do alegado assassinato de uma jovem pelo seu namorado. Segundo a corporação, o principal suspeito apontado pela família da vítima encontra-se internado no Hospital Provincial de Chimoio, em estado de coma e a lutar pela vida.

De acordo com a Polícia, neste momento ainda é prematuro avançar com a sua responsabilização formal no caso. As autoridades aguardam pela recuperação do suspeito para que possam ser realizadas mais averiguações e esclarecidos os contornos do crime.

Segundo a Polícia, o casal encontrava-se no estabelecimento comercial a consumir bebidas alcoólicas quando iniciou uma discussão no interior da barraca. A população presente no local interveio e conseguiu separá-los.

Momentos depois, os dois abandonaram o local juntos numa motorizada pertencente ao namorado. Entretanto, a Polícia foi acionada por populares que relataram que uma mulher estava a pedir socorro.

No local, as autoridades encontraram a vítima estendida e em estado grave. A mulher foi socorrida e levada ao hospital, mas acabou por perder a vida horas depois.

“Deste caso temos a referenciar que também encontra-se o cidadão que com ela estava no estabelecimento comercial a consumir álcool, neste exacto momento internado e em coma. A família da vítima acaba acusando este cidadão porque os mesmos vinham com histórico de violência, já passaram por várias vezes nas nossas subunidades policiais com histórico de violência, mas há um trabalho que está sendo feito para apurar a veracidade deste facto”, disse Mouzinho Manasse, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Manica.

As autoridades afirmam que continuam a trabalhar para apurar as circunstâncias do caso e aguardam pela recuperação do suspeito para recolher mais informações que possam esclarecer os factos.

“Ele é apontado como o suspeito pela família, nós temos de manter a custódia até o momento que ele sair do coma para podermos colher mais informações em torno deste caso”, concluiu Manasse.

A situação da cólera no distrito de Caia, na província de Sofala, continua a preocupar as autoridades sanitárias, apesar de se registar uma tendência gradual de redução de casos graves, segundo o Ministério da Saúde.

O surto eclodiu no dia 10 do mês passado e, até ao momento, foram registados cumulativamente 239 casos e um óbito. Actualmente, 12 pacientes encontram-se internados nas unidades sanitárias do distrito.

Entre domingo e segunda-feira foram notificados 11 novos casos da doença, nenhum deles em estado grave, ao contrário do que se verificava nas primeiras semanas do surto. Deste número, cinco pacientes receberam alta após tratamento e seis permanecem internados.

Apesar desta evolução considerada positiva, as autoridades de saúde alertam que a situação ainda é preocupante, “tendo em conta que estamos com uma média de seis a dez casos entrados por dia. De forma geral, no cumulativo, temos cerca de 239 casos”. 

Por ser um importante corredor ferroviário e rodoviário que liga as províncias de Sofala, Tete e Zambézia, o distrito de Caia reforçou as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação da doença. 

Entre as acções implementadas pelas autoridades sanitárias estão a instalação de pontos de lavagem das mãos, desinfecção em locais estratégicos e reforço do controlo nas principais portas de entrada.

E actividades comunitárias também estão a decorrer, desde o seguimento de casos e seus contactos, bem como o trabalho a nível das fontes de água, bem como monitoria das fontes de água para reduzir o risco de transmissão da doença.

Dados cumulativos apontam 239 casos de cólera e um óbito no distrito de Caia.

O selecionador do Irão, o australiano Graham Arnold, apelou hoje à FIFA para que adie o play-off intercontinental para o Mundial 2026 devido aos transtornos causados pela escalada da guerra no Irão.

Devido ao conflito entre Israel e Estados Unidos no vizinho Irão, a selecção iraquiana enfrenta grandes problemas logísticos antes da decisiva eliminatória com o Suriname ou a Bolívia, agendada para 31 de Março, em Monterrey, no México.

Com o espaço aéreo iraquiano encerrado até 01 de Abril devido ao conflito, o plantel de Graham Arnold — composto predominantemente por jogadores da liga nacional — está impossibilitado de se reunir completamente.

Os jogadores não conseguiram vistos para o torneio de repescagem no México devido ao encerramento de embaixadas estrangeiras e o seleccionador está retido nos Emirados Árabes Unidos por causa do conflito.

“Por favor, ajudem-nos com este jogo, porque neste momento estamos a ter dificuldades em tirar os nossos jogadores do Iraque”, disse Graham Arnold.

A crise já obrigou ao adiamento de um período de treinos planeado em Houston, nos Estados Unidos, e o seleccionador do Iraque já afirmou que a escolha de uma equipa composta apenas por jogadores que atuam no estrangeiro não é uma opção viável.

“Não seria a nossa melhor equipa, e precisamos da nossa melhor equipa disponível para o jogo mais importante do país em 40 anos”, disse.

Graham Arnold propôs um adiamento estratégico do calendário dos play-off, sugerindo que a FIFA permita que o Suriname e a Bolívia joguem o seu jogo preliminar este mês, mas adie a final para uma semana antes do início do Mundial.

“Na minha opinião, se a FIFA adiar o jogo, teremos tempo para nos prepararmos adequadamente”, disse o seleccionador, acrescentando que isso também dá à FIFA mais tempo para avaliar a questão da participação do Irão.

Para Arnold, se o Irão desistir, o Iraque vai ao Mundial 2026, e isso dá aos Emirados Árabes Unidos, selecção que derrotou na qualificação, a hipótese de se preparar para disputar o play-off intercontinental.

“O presidente da nossa federação, Adnan Dirjal, está a trabalhar incansavelmente para planear e preparar tudo para que o sonho de todos no Iraque se torne realidade, por isso precisamos que esta decisão seja tomada rapidamente”, concluiu.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de Fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Estiveram presentes na cerimónia de investidura de António José Seguro, para além do Presidente moçambicano Daniel Chapo, altas individualidades estrangeiras, nomeadamente o Rei Filipe VI, da Espanha, os Presidentes de Angola, João Lourenço; de São Tomé e Príncipe, Carlos Manuel Vila Nova; de Cabo Verde, José Maria das Neves; e de Timor-Leste, na sua dupla qualidade de presidente da CPLP, José Ramos-Horta.

Em cerimónia realizada na Assembleia da República Portuguesa, António José Seguro tomou posse como XXI Presidente da República, tendo prestado juramento com a mão direita sobre a Constituição da República Portuguesa, a que se seguiu a execução do Hino Nacional com salva de 21 tiros de artilharia.

A passagem de testemunho formal aconteceu na manhã desta segunda-feira, na Assembleia da República, mas o programa cerimonial da tomada de posse decorrerá ao longo de dois dias.

António José Seguro tomou formalmente posse como Presidente da República na manhã desta segunda-feira, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa no desempenho do mais alto cargo da Nação, função que este cumpriu durante dez anos, correspondentes a dois mandatos.

O programa das comemorações associadas à tomada de posse teve início nesta segunda-feira, em Lisboa, mas irá continuar na terça-feira, com deslocações do novo Chefe de Estado a Arganil, Guimarães e Porto.

A sessão solene teve oficialmente lugar em sede de plenário, tendo prestado, nesse momento, juramento sobre a Constituição da República Portuguesa.

“Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”, afirmou António José Seguro, tal como previsto na Constituição, perante o Parlamento, onde se escutou imediatamente o Hino Nacional, numa cerimónia presidida por José Pedro Aguiar-Branco.

Na sequência de um abraço entre o Chefe de Estado cessante e aquele que inicia agora funções, o presidente da Assembleia da República dedicou algumas palavras a Marcelo Rebelo de Sousa, destacando que “poucos dedicaram tanto da sua vida à causa pública” como ele fez.

Sobre Marcelo Rebelo de Sousa, referiu ainda que este “foi mais amado pelo país real do que, muitas vezes, pelo país político”. Tendo considerado também que este “foi sempre igual a si próprio”, isto é, “de uma previsível imprevisibilidade, de uma proximidade irrepetível” e “de um afecto muito mais genuíno do que estamos, tantas vezes, dispostos a conceder”.

Já na mensagem endereçada a António José Seguro, José Pedro Aguiar-Branco começou por mencionar: “Ouvimos dizer que a democracia está em crise e, no entanto, 5.519.808 cidadãos saíram de casa para votar. Uma das maiores participações de sempre.” Algo que, na ótica do Presidente da Assembleia, significa que “os portugueses acreditam no nosso regime democrático, construído ao longo de 50 anos”.

“Ouvimos dizer que o debate político está polarizado e, no entanto, 3.505.846 pessoas, a maior votação de sempre, foi num candidato que defendeu, abertamente, a necessidade de consensos e de acordos”, disse ainda Aguiar-Branco, em palavras referentes ao ex-dirigente socialista.

António José Seguro, por sua vez, no seu primeiro discurso enquanto chefe de Estado, deixou uma “palavra de gratidão, pela sua dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional”, ao seu antecessor.

“Qualquer que seja o balanço que cada um faz dos seus mandatos, ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal.” Anunciou, de seguida, que tomou a decisão de condecorar Marcelo Rebelo de Sousa com “o grau mais alto da Ordem da Liberdade”, o Grande-Colar, em cerimónia que aconteceu ainda esta segunda-feira.

O sexto Presidente da República eleito em tempos de democracia reiterou igualmente o seu compromisso com o país perante o povo português. “Afianço a minha cooperação institucional no respeito pela Constituição da República […]. Assumo hoje perante vós e perante o povo português a honra e a responsabilidade de servir Portugal como Presidente da República […]. Fico eternamente agradecido pela confiança”, afirmou.

Reafirmou a sua vontade de ser “Presidente de Portugal inteiro e Presidente de todos os portugueses que vivam em Portugal ou no estrangeiro”.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida inicia uma nova etapa da sua carreira desportiva ao anunciar a integração numa nova estrutura competitiva para a temporada 2026 da Porsche Carrera Cup Asia, uma das competições monomarca em crescimento no panorama do automobilismo asiático.

Para esta época, Rodrigo Almeida, que mantém há dois anos a sua parceria com a Porsche, integrando a equipa Phantom Global Racing, contará com o apoio de patrocinadores e parceiros da Wetrade, Transcrane Logistics, Fidelidade Ímpar, Prima Seguros, CanelFood, Walaka Software e Visitmozambique. O jovem piloto reforça, assim, de forma significativa o seu projecto desportivo e consolida a sua ambição de competir ao mais alto nível internacional. 

“É com enorme orgulho que anuncio a minha nova equipa para a próxima temporada da Carrera Cup Asia. Estas parcerias representam um reforço muito importante para o meu projecto e dão-me ainda mais confiança e motivação para enfrentar os desafios que tenho pela frente. É um privilégio poder contar com entidades que acreditam no meu trabalho e no meu potencial”, afirmou o piloto.

A primeira etapa do campeonato realiza-se nos dias 13, 14 de Março, no icónico Shanghai International Circuit, marcando o arranque oficial da temporada 2026, integrado no 2º grande prémio de F1 de 2026.

A preparação para a nova época tem sido caracterizada por uma abordagem intensa e rigorosa, centrando-se na evolução técnica, preparação física e análise estratégica da competição. Neste contexto, durante o fim de semana de 28 de Fevereiro e 1 de Março, realizaram-se os treinos oficiais e a apresentação do campeonato da Porsche Carrera Cup Asia, evento que contou com a participação de 30 carros em pista. Este momento marcou um importante teste para todas as equipas e pilotos envolvidos, incluindo Rodrigo Almeida, que reforça assim o seu compromisso com a excelência desportiva.

O piloto moçambicano tem vindo a consolidar a sua presença em competições internacionais, representando Moçambique em palcos cada vez mais exigentes e competitivos, o que demonstra a sua ambição e dedicação ao desporto motorizado de alto nível.

Rodrigo Almeida sublinha que inicia esta nova temporada “com grande entusiasmo, ambição e determinação”, assumindo como objectivo alcançar resultados consistentes.

O Exército israelita exigiu, no sábado, a retirada imediata dos moradores que ainda se mantêm nos arredores do Sul de Beirute, numa antecipação de novos ataques de Telavive na capital do Líbano.

“Alerta urgente aos moradores dos subúrbios do Sul de Beirute, especialmente àqueles que ainda não se retiraram da área. Repetimos: salvem as vossas vidas e retirem-se das vossas casas imediatamente”, disse o coronel Avichay Adraee, porta-voz do Exército de Israel, num comunicado citado pela Lusa.

O comunicado antecipa novos ataques israelitas nos subúrbios da capital libanesa, justificando a agressão ao país vizinho com actividades do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.

Segundo a declaração publicada no Telegram e ilustrada com um mapa da área em questão, o Exército diz que irá “agir com força” nos subúrbios do Sul de Beirute, tido como bastião do movimento Hezbollah.

O aviso surge dois dias depois de o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, ter ameaçado os habitantes do Sul de Beirute de sofrerem a mesma devastação que Israel infligiu a Gaza, onde o país foi acusado de genocídio. “Muito em breve, Dahiyeh (bairro a Sul de Beirute) será parecida a Khan Yunis”, declarou o membro do Governo, associado à extrema-direita israelita.

Na quinta-feira, avisos de retirada naquela zona de Beirute levaram milhares de habitantes a fugir da área, juntando-se também àqueles que fugiam do Sul do Líbano, alvo de vários ataques e incursões israelitas.

 

Já foram mortas 300 pessoas

Os ataques israelitas já mataram quase 300 pessoas no Líbano, país que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, provocada por um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos contra o Irão.

Segundo o Exército israelita, o Hezbollah disparou 70 foguetes e drones contra o território desde o recomeço das hostilidades, e, no sentido contrário, 26 vagas de ataques aéreos foram lançadas por Israel no Líbano.

Na sexta-feira, o Primeiro-Ministro libanês, Nawaf Salam, alertou que se aproxima um “desastre humanitário” com a deslocação em massa da população libanesa, devido aos ataques das forças israelitas no país.

Apesar de esta ofensiva ser lançada no contexto da guerra contra o Irão, Telavive realizou nos últimos meses dezenas de bombardeamentos contra o Líbano, violando o cessar-fogo alcançado em Novembro de 2024.

Nesses ataques anteriores, Israel, que mantém cinco postos no território do país vizinho, alegou que actuava contra actividades do Hezbollah, em acções que foram condenadas pelas autoridades libanesas e pelas Nações Unidas.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de Fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume actualmente a direcção do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projécteis iranianos também foram registados no Chipre e na Turquia.

 

Cidade histórica do Líbano alvo de bombardeamentos

As Forças Armadas israelitas bombardearam ontem a periferia da cidade histórica de Tiro, no Sul do Líbano, de acordo com a imprensa estatal libanesa e um fotógrafo da agência francesa citados pela Lusa.

A agência de notícias libanesa NNA afirmou que aviões de guerra israelitas atacaram três prédios nos arredores de Tiro que tinham sido identificados como alvos e imagens da AFP mostravam densas colunas de fumo preto a subir de prédios que Israel alega serem usados pelo grupo xiita libanês Hezbollah. 

Horas antes, Telavive instou os moradores daquele bairro a retirarem-se, ao mesmo tempo que dava ordem a todos os cidadãos para abandonar o território libanês situado a Sul do rio Litani, onde estão cidades como Tiro, Sidon, Nabatiye e Yezin.

Numa ofensiva militar contra o Hezbollah, grupo pró-iraniano, a força aérea israelita já tinha atacado na sexta-feira Tiro, considerada uma das mais antigas cidades do mundo continuamente habitadas, com sítios arqueológicos classificados como Património Mundial.

Ontem, o ministro da Cultura libanês, Ghassan Salameh, denunciou que os bombardeamentos israelitas provocaram danos materiais no perímetro de um complexo de ruínas romanas de Tiro, inscritas no património classificado.

Apesar desta ofensiva ser lançada no contexto da guerra conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irão, Telavive realizou, nos últimos meses, dezenas de bombardeamentos contra o Líbano, violando o cessar-fogo de Novembro de 2024.

 

Estados Unidos começam a usar as bases britânicas

As Forças Armadas Americanas começaram a usar bases militares britânicas para conduzir “operações defensivas” contra o Irão, afirmou, ontem, o Ministério da Defesa britânico.

“Os Estados Unidos começaram a usar bases britânicas para operações defensivas específicas, a fim de impedir que o Irão lance mísseis na região, o que coloca em risco vidas britânicas”, afirmou o Ministério da Defesa, na rede social X (ex-Twitter).

Bombardeiros B-1 da Força Aérea americana pousaram na base aérea da RAF (Força Aérea Britânica) em Fairford, no Sudoeste da Inglaterra, observou a agência francesa France Presse.

O aval de Londres para que os Estados Unidos utilizem algumas das suas bases militares, incluindo Fairford e Diego Garcia (no Oceano Índico) para realizar ataques contra o Irão, surge depois de o Governo britânico ter sido criticado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por se recusar a permitir o uso dessas bases para os ataques iniciais conjuntos de Washington e Telavive contra o Irão.

“O que eu não estava preparado para fazer era levar o Reino Unido à guerra sem uma base legal e sem um plano viável e bem-elaborado”, defendeu-se o Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, na quarta-feira.

Segundo uma sondagem publicada na sexta-feira, 56 por cento dos britânicos apoiam a decisão inicial do primeiro-ministro e 49 por cento consideram que o Reino Unido deve permanecer neutro neste conflito. 

Ontem, em Fairford, manifestantes concentraram-se à frente da base militar contra o conflito no Médio Oriente, enquanto as agências internacionais de notícias davam conta de milhares de pessoas a protestarem em Londres contra a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Seis meses depois de a edilidade de Maputo ter flexibilizado as regras para o exercício do comércio informal nos arredores do Mercado de Xiquelene, vendedores voltaram a ocupar passeios e outros espaços considerados impróprios, contrariando as orientações municipais e reacendendo o debate sobre a organização da actividade na capital do país.

Em Agosto do ano passado, depois de uma operação de retirada que gerou tensão entre as autoridades municipais e os vendedores, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo recuou da decisão de interdição total do comércio informal nos passeios das avenidas que cruzam a Praça dos Trabalhadores. 

A medida tinha como objectivo libertar os passeios e melhorar a circulação de peões e viaturas numa das zonas mais movimentadas da cidade.

Após negociações com os comerciantes, a edilidade acabou por flexibilizar a decisão e permitiu que os vendedores continuassem a exercer as suas actividades nas imediações do mercado, mas apenas a partir das 16 horas. A solução foi apresentada como uma forma de equilibrar a necessidade de organizar o espaço público com a realidade de milhares de famílias que dependem do comércio informal para garantir o sustento diário.

Contudo, seis meses depois do entendimento alcançado entre o município e os vendedores, a realidade no terreno revela que o comércio informal voltou a ocupar os passeios em praticamente qualquer momento do dia.

Uma ronda feita nas imediações do Mercado de Xiquelene pela equipa de reportagem do “O País” mostra vendedores instalados desde o início da tarde, e em alguns casos ainda mais cedo, ocupando espaços destinados à circulação de peões.

Na Avenida Guerra Popular, no entroncamento com a Avenida 24 de Julho, um dos pontos onde a polícia municipal já foi interventiva no passado para impedir a ocupação dos passeios, os vendedores informais voltaram a instalar-se.

Alguns comerciantes reconhecem que os locais não são apropriados, mas afirmam que a necessidade de garantir rendimento diário os obriga a regressar aos pontos mais movimentados.

Segundo o vendedor,  Ambrósio Zibia, muitas vezes os vendedores aguardam apenas a saída das equipas de fiscalização para iniciar a actividade e reconhecem o perigo naquele local. “Até eles saírem, assim que saírem, é a hora que nós estamos a começar a trabalhar, sabemos que é muito perigoso, mas não temos muitas opções, é pelo rendimento, se nos tirarem, vamos levar nossas coisas e sair”.

O comerciante, Samuel explicou a dinâmica que ocorre no local, “o município proibiu aqui, porque nós começamos a vender às 13, às vezes às 14, não aceita para nós começar a vender logo de manhã, tirar nós daqui, não ficar pessoas aqui.”

A Polícia Municipal reconhece que, apesar de se tratar de uma actividade considerada ilegal quando exercida em locais impróprios, o comércio informal constitui uma fonte importante de sobrevivência para muitas famílias.

De acordo com a corporação, a realidade socioeconómica do país faz com que milhares de pessoas dependam desta actividade para garantir o sustento diário. “Muito mais mesmo para alguma renda, que está mesmo de sobrevivência, subsistência, várias famílias sobrevivem através do trabalho informal, este é um facto que temos que reconhecer e também reconhecemos a existência, sim, de vendedores de uma forma recorrente a ocuparem lugares impróprios para esta actividade que é, na verdade, de subsistência”, afirma o porta-voz da Polícia Municipal, Naftal Lay.

Apesar disso, as autoridades defendem que a actividade deve ocorrer dentro de regras que permitam manter a organização da cidade e garantir a circulação segura de peões.“Ela tem que ocorrer, ela tem que ser feita de uma forma ordeira”, aponta Lay. 

A edilidade assegura que não recuou do plano de reorganização do comércio informal na capital do país. Segundo o município, foram indicados espaços onde os vendedores poderiam exercer temporariamente as suas actividades enquanto decorre um processo mais amplo de reorganização.

“Os vendedores foram indicados onde pudessem exercer alguma actividade de uma forma temporária enquanto a reorganização de grande vulto ainda esteja a ocorrer.”

Mesmo com estas alternativas, muitos comerciantes continuam a preferir os locais de maior movimento, como os passeios próximos ao Mercado de Xiquelene e às principais avenidas da zona, onde acreditam ter mais possibilidades de venda.

Para lidar com o problema e encontrar soluções mais estruturais, a Polícia Municipal anunciou a criação de um Grupo Multissetorial de Mercados e Mobilidade, que deverá estudar mecanismos de reorganização do comércio informal sem criar embaraços à circulação de pessoas e viaturas nas principais vias da cidade.

Enquanto isso, no terreno, o cenário mantém-se praticamente inalterado, vendedores ocupam novamente os passeios nas imediações do Mercado de Xiquelene, evidenciando os desafios enfrentados pelas autoridades municipais para conciliar a organização urbana com a sobrevivência de milhares de famílias que dependem da economia informal em Maputo.

A candidatura do ex-presidente do Senegal, Macky Sall, ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) está a gerar contestação no seu país, com opositores e associações de vítimas a acusarem o antigo chefe de Estado de repressão política e irregularidades económicas durante o período em que governou.

Em conferência de imprensa realizada na sexta-feira, representantes de colectivos ligados a vítimas de violência política criticaram a eventual nomeação de Sall para o cargo máximo da ONU. Pape Abdoulaye Toure, membro do coletivo Famílias dos Mártires, afirmou que o antigo presidente procura “refúgio na ONU” para escapar a possíveis processos judiciais, defendendo que “não merece ser secretário-geral”.

Também o deputado Guy Marius Sagna, do atual partido governante, declarou que a ONU “não pode tornar-se um espaço de ‘lavagem’ para crimes hediondos e crimes económicos”.

Macky Sall liderou o Senegal entre 2012 e 2024 e é acusado por críticos de ter ordenado repressões contra manifestações da oposição nos últimos anos do seu mandato. Segundo um relatório divulgado em 2024 por um consórcio de jornalistas e investigadores, pelo menos 65 pessoas — na maioria jovens — morreram entre março de 2021 e fevereiro de 2024 durante protestos políticos.

As autoridades atuais estimam um número ainda mais elevado. O governo liderado pelo presidente Bassirou Diomaye Faye e pelo primeiro-ministro Ousmane Sonko aponta para mais de 80 mortos em confrontos relacionados com protestos da então oposição.

O actual executivo anunciou em Agosto a abertura de investigações à violência ocorrida durante o mandato de Sall. Ainda assim, em março de 2024, nas últimas semanas da sua presidência, foi aprovada uma lei de amnistia que abrange atos de violência política registados entre 2021 e 2024.

Paralelamente às acusações de repressão, o antigo chefe de Estado enfrenta críticas relacionadas com a gestão financeira do país. Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que autoridades senegalesas terão apresentado declarações incorretas sobre os défices orçamentais e a dívida pública entre 2019 e 2023, ocultando a dimensão real do endividamento.

Apesar das críticas, a candidatura de Sall recebeu apoio de alguns círculos políticos e diplomáticos que consideram que a sua eventual eleição poderia reforçar o peso internacional do Senegal.

Na segunda-feira, o Burundi, que actualmente preside à União Africana, indicou oficialmente o antigo presidente senegalês como candidato ao cargo de secretário-geral da ONU.=

Contudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, afirmou na imprensa local que a candidatura não foi apresentada pelo Governo de Dakar, sublinhando que o atual executivo “não esteve envolvido nesse processo”.

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