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O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

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As mulheres do sector económico exigiram maior inclusão nos processos de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas, durante a sessão de auscultação promovida esta quinta-feira, em Maputo, pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), em coordenação com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC). 

Entre os temas apresentados destacou-se a necessidade de maior integração das mulheres na tomada de decisões em várias áreas de governação no país, sobretudo na economia, o acesso equitativo ao financiamento, o reconhecimento da importância do trabalho feminino na cadeia produtiva e a urgência de políticas que promovam um ambiente económico mais inclusivo e sensível ao género.

Para a membro da COTE, Benigna Zimba, esta auscultação representa um passo essencial na construção de um diálogo verdadeiramente representativo. “Estamos a recolher contribuições de grupos que historicamente têm estado fora da mesa de decisões. As mulheres do sector económico têm um impacto directo no crescimento do país e é fundamental que as suas vozes sejam traduzidas em recomendações concretas. Todas as propostas apresentadas hoje serão levadas à mesa e integradas no relatório final do processo”, garantiu.

A COTE destacou ainda que estas sessões pretendem não apenas ouvir, mas também aproximar os cidadãos do processo de construção de políticas públicas. A participação das mulheres, sublinhou Zimba, é essencial num país onde grande parte da economia informal e uma proporção crescente da economia formal são dinamizadas por elas. “Não podemos falar de desenvolvimento económico sem incluir as mulheres que movem a economia no campo, nos mercados, no comércio e nas empresas”, acrescentou.

A FDC reafirmou o seu compromisso em acompanhar de perto o processo de recolha de propostas, reconhecendo que o diálogo nacional só será eficaz se incorporar a diversidade de realidades vividas pelas comunidades. Para o representante da organização, Diogo Milagre, o desafio é garantir que as soluções propostas no final do processo correspondam às verdadeiras necessidades do país. “Vamos continuar a ir ao terreno, ouvir mais grupos, recolher mais experiências e garantir que as recomendações finais são realísticas e inclusivas. É crucial que o país avance com políticas baseadas na realidade, e não apenas em percepções distantes”, sublinhou.

Durante a sessão, várias intervenientes apelaram à criação de programas de capacitação técnica e financeira dirigidos a mulheres empreendedoras, à revisão de práticas bancárias que dificultam o acesso ao crédito e à criação de mecanismos que assegurem maior representatividade feminina nos conselhos administrativos, empresas públicas e espaços de decisão económica. Muitas defenderam também maior protecção social para mulheres em actividades informais e iniciativas de combate à desigualdade salarial.

As participantes sublinharam que a sua contribuição vai muito além da economia doméstica, elas impulsionam negócios, geram emprego, movimentam cadeias de distribuição e têm soluções práticas para desafios económicos locais. Porém, segundo várias intervenientes, esse papel ainda não se reflete proporcionalmente nos espaços onde se discutem políticas económicas nacionais.

O encontro reforçou a importância de continuar a promover espaços seguros e abertos para que diferentes grupos possam contribuir com propostas, ampliando a legitimidade e a profundidade do Diálogo Nacional Inclusivo, cuja meta é produzir uma base sólida para futuras políticas públicas.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) suspendeu a adesão da Guiné-Bissau horas depois de um general do exército ter tomado posse como presidente do país.

A decisão foi tomada em uma sessão virtual do Conselho de Mediação e Segurança (CMS) da CEDEAO, presidida pelo presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, na noite de quinta-feira.

A reunião, segundo a imprensa internacional, contou com a presença de líderes de Cabo Verde, Gana, Libéria, Nigéria, Senegal e Benim, entre outros.

O texto condena a tomada do poder pelos militares como um “aborto ilegal do processo democrático” que busca subverter a vontade popular.

O golpe ocorreu enquanto a Guiné-Bissau contabilizava os votos após uma eleição presidencial decisiva.

A África Ocidental tem sido abalada por golpes de Estado cometidos por oficiais do exército, com pelo menos seis tentativas desde 2020.

O INAM prevê a ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nos distritos e cidades das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Manica, a partir de amanhã.

O INAM alerta para a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento diz que Moçambique não pode repetir o erro de explorar os recursos sem beneficiar as comunidades locais. Salim Valá afirma, por isso, que é preciso instituir que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas nacionais na sua cadeia de valor.

Foi diante de uma plateia composta por empresários, políticos e governantes que Salim Valá apresentou a exploração de recursos naturais de que o país dispõe como uma das saídas para a recuperação económica, contudo, ao mesmo tempo, chamou atenção para a necessidade de cautela nas expectativas criadas, uma vez que se trata de “investimentos de grande impacto, capazes de transformar a estrutura económica do país ao longo das próximas décadas”.

“Queremos deixar aqui a mensagem de que o gás natural não é um fim em si mesmo: é um mecanismo para financiar a diversificação económica, modernizar a agricultura, expandir a industrialização, fortalecer o capital humano, implantar infra-estruturas modernas, potenciar as PME e criar empregos. Os países que prosperaram com recursos naturais foram aqueles que transformaram receitas extraordinárias em investimentos estratégicos. É essa a rota que Moçambique pretende seguir.”

É que, no seu entender, “Moçambique já não aceita ser um país rico em recursos, porém pobre em benefícios”. Para ele, este é um erro histórico que alguns países cometeram, mas que o nosso não pode cair nele.

“Por isso, estamos a avançar com políticas de conteúdo local, com mecanismos de financiamento produtivo, com fundos territoriais, com reforço do capital humano e com incentivos claros, para que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas moçambicanas nas suas cadeias de valor. Não queremos apenas extrair riqueza; queremos transformá-la, multiplicá-la e distribuí-la, contornando, assim, a doença holandesa e a maldição dos recursos naturais”, afirmou.

Salim Valá apresentava, na manhã desta quinta-feira (11), em Maputo, os contornos da implementação do Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029, no âmbito das celebrações das três décadas (30 anos) do Millennium Bim.

Igual ao gás está o investimento em infra-estruturas de transporte e logística, como oportunidades imprescindíveis para o país tirar benefício da localização estratégica, com rios e extensas áreas marítimas, com a visão governativa de se tornar “hub logístico e comercial de referência na África Austral, servindo os mercados do hinterland e integrando Moçambique nas cadeias de valor regionais e globais”.

Para o efeito, a modernização de infra-estruturas é crucial.

“Estamos a investir de forma estratégica em corredores de desenvolvimento, modernização portuária, infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias, incluindo a EN1, e a conectividade digital, criando condições para que o país se torne um ponto de convergência para o comércio, indústria e inovação tecnológica”, defendeu o governante.

 

PIB poderá cair em 1,6 pontos percentuais em 2026

O anúncio da revisão em baixa das perspectivas de crescimento económico para o ano 2026, dos anteriores 3,2% para  2,8%, foi feito durante o briefing do Conselho de Ministros desta semana.

Nesta quinta-feira, o ministro da Planificação e Desenvolvimento mostrou-se esperançoso com a inversão dos gráficos, como resultado da implementação do plano de recuperação e crescimento económico 2025-2029 (PRECE), orçado em mais de 2,75 mil milhões de dólares.

Valá diz que o instrumento está a restaurar a confiança dos investidores e da população, e, consequentemente, gera a possibilidade de crescimento médio do Produto Interno Bruto.

“Estimamos um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 5%, durante o período de implementação do PRECE, impulsionado pela retoma dos investimentos de capital intensivo nos sectores de gás natural, agro-negócio, mineração, energia, turismo e infra-estruturas, aumento da produção interna e exportações dos grandes projectos, menor pressão inflacionária decorrente da estabilidade da taxa de câmbio do metical face ao dólar americano, descida das taxas de juro resultante de uma política monetária expansionista, implementação de reformas no quadro fiscal e regulatório para a melhoria do ambiente de negócios.”

Ao mesmo tempo que o país se apresenta confiante na melhoria da economia, há desafios cuja influência é quase inevitável. Para além dos naturais, existem os de procedimento, como é o caso da baixa produtividade, sobretudo no sector agrícola.

Valá fez questão de enumerar os desafios ligados a infra-estruturas ainda insuficientes em matéria de estradas, energia rural, logística e armazenamento e oscilações dos preços internacionais de combustíveis, fertilizantes e alimentos.

“Além de a economia enfrentar desafios relacionados com o endividamento, pressões fiscais e reduzida oferta de moeda externa, há ainda uma vulnerabilidade estrutural que não aparece apenas nas contas nacionais, mas em cada comunidade: a combinação de baixa produtividade, elevado nível de informalidade e desigualdades territoriais”, declarou, chamando atenção para a necessidade de ter em conta a realidade social, quando se aborda o contexto económico actual, para não se ocuparem apenas nos indicadores macroeconómicos.”

O ministro afirma que o Executivo está ciente das dificuldades, por isso desenvolveu instrumentos como Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, Programa Quinquenal do Governo, 2025-2029, Cenário Fiscal de Médio Prazo 2026-2028, Plano Económico e Orçamento do Estado, Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029 e a estratégia nacional de financiamento climático, para, segundo o governante, fazer face aos desafios económicos e alcançar resultados esperados, com base em políticas claras, mecanismos de análise e previsibilidade necessários.

Governo e bancos colocam cidadãos numa “maratona burocrática”

O ministro das Comunicações e Transformação Digital afirma que a não digitalização das instituições que prestam serviços públicos dificulta a experiência do cidadão no dia-a-dia.

Américo Muchanga fala de um cidadão que, sempre que busca por algum serviço, primeiro deve deslocar-se ao local, fisicamente. Chegado ao local, deve preencher documentos e ainda assinar, por forma a ser reconhecido.

E tudo fica mais difícil se tiver de concluir o processo noutra instituição, cuja comunicação é deficiente. Aí o cidadão “queima” o dia neste processo. 

O ministro considera o processo uma “maratona burocrática”, que atrasa processos e desvaloriza as instituições. É daí que o Governo elegeu cinco plataformas nacionais consideradas importantes, para alterar esta experiência do cliente ou cidadão.

“A primeira plataforma de que nós precisamos é a plataforma de assinatura digital. Temos de trabalhar em conjunto, sobretudo os bancos vão tirar vantagem desta plataforma da assinatura digital. Ela tem de ser segura, inclusiva e poder funcionar com vários instrumentos de acesso, desde o telefone móvel, computador ou qualquer plataforma digital; precisamos de estabelecer uma plataforma de interoperabilidade que seja um backbone de identidade que permita, a partir dos dados do cidadão, para podermos identificar o cidadão uma única vez. Portanto, se eu me apresento ao Estado e dou a minha informação sobre a minha identidade, o Estado já conhece a informação, onde quer que eu vá, basta lhe dar um identificador para ele poder ter acesso a todos os meus dados. A terceira plataforma é a plataforma de identidade digital, que é o instrumento de que o cliente ou cidadão precisa para poder-se autenticar quando ele está a usar uma plataforma digital. Precisamos de pagamentos digitais, portanto sistemas de pagamentos digitais. Aqui, a banca tem um papel preponderante. Finalmente, para retirar aquilo que chamei de maratona do cidadão, maratona burocrática, nós precisamos de ter um portal cidadão, que é o único ponto para onde o cidadão se deve dirigir quando pretende ter serviço do Estado”, disse.

Muchanga desafiou ainda a Banca Nacional a engajar-se na criação de Banca Digital, “porque, para servir 24 milhões de pessoas em todo o sítio onde estão, eles não podem funcionar da maneira como a banca tradicional funciona”.

A polícia federal norte-americana (FBI) anunciou ontem que está a investigar como um “acto de terrorismo” o ataque ocorrido na quarta-feira perto da Casa Branca, em Washington, no qual dois militares da Guarda Nacional foram baleados.

“Trata-se de uma investigação em curso por acto de terrorismo”, afirmou o chefe do FBI, Kash Patel, numa conferência de imprensa.

As autoridades norte-americanas já identificaram o suspeito do ataque: um cidadão afegão de 29 anos que colaborou com as forças armadas norte-americanas e a Agência Central de Informações (CIA) no Afeganistão, que foi posteriormente transferido para os Estados Unidos.

O ataque ocorre num contexto de elevada tensão política em torno da presença militar na capital federal norte-americana.

As investigações prosseguem, não havendo até ao momento indícios de potenciais cúmplices.

O FBI e a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, informaram que os militares foram hospitalizados em estado crítico, tendo sido submetidos a cirurgia, enquanto o suspeito, também ferido por disparos, permanece em custódia.

A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que as acusações dependerão do prognóstico das vítimas e admitiu a possibilidade de ser pedida a pena de morte, descrevendo o agressor como um “monstro”.

O suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, entrou nos Estados Unidos em 2021 ao abrigo da Operação Allies Welcome, programa de retirada de afegãos que colaboraram com as forças internacionais após a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, e residia no estado de Washington com a família.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, classificou o tiroteio como “um crime contra toda a nação” e apelou à reabertura dos processos de todos os refugiados afegãos admitidos durante a administração anterior, liderada pelo democrata Joe Biden.

Na sequência do ataque, o Governo ordenou o envio de mais 500 membros da Guarda Nacional para Washington, elevando para cerca de 2.200 o número de militares destacados na cidade.

Pelo menos 75 pessoas morreram na sequência do incêndio que atingiu edifícios habitacionais em Hong Kong na noite de quarta-feira, segundo um novo balanço anunciado pelo porta-voz do Governo daquela região administrativa especial (RAEHK).

Até ao princípio da noite desta quinta-feira, 75 pessoas tinham morrido no incêndio de Hong Kong, declarou à agência France-Presse um porta-voz do Governo da região, acrescentando que os bombeiros tinham tratado até então 76 feridos, 11 deles bombeiros.

Num balanço anterior, o porta-voz do corpo de bombeiros de Hong Kong disse que 51 pessoas foram encontradas já sem vida no local, enquanto outras quatro foram declaradas mortas no hospital.

Ainda esta quinta-feira o Governo de Hong Kong criou um fundo com 300 milhões de dólares locais para as vítimas do incêndio mais mortífero na cidade em mais de um século.

Numa conferência de imprensa, adiada por duas vezes, o chefe do executivo, John Lee Ka-chiu, disse que o fundo, criado no banco estatal Banco da China, começará a aceitar donativos a partir desta quinta-feira.

Na mesma ocasião, John Lee anunciou ainda que o Governo começou a distribuir 10 mil dólares de Hong Kong (cerca de 85 mil meticais) a cada família afectada pelo incêndio no complexo de habitação social Wang Fuk Court.

John Lee disse que os mais de 700 bombeiros envolvidos na operação já conseguiram controlar as chamas nas sete torres atingidas pelo incêndio, que deflagrou na quarta-feira à noite.

Este é já o incêndio mais mortífero desde 1918, quando Hong Kong ainda era uma colónia britânica. Nesse ano, um incêndio causou o colapso da bancada principal do hipódromo de Happy Valley, causando mais de 600 mortos.

A polícia deteve três homens por suspeita de homicídio involuntário, após a descoberta de materiais inflamáveis deixados durante trabalhos de manutenção que levaram o fogo a propagar-se rapidamente pelos andares de bambu.

A Comissão Independente Contra a Corrupção de Hong Kong criou “um grupo de trabalho para iniciar uma investigação completa sobre a possível corrupção no grande projecto de renovação do Wang Fuk Court em Tai Po”.

O incêndio levou a que 900 residentes do Wang Fuk Court fossem realojados em abrigos temporários, assim como os habitantes do vizinho Kwong Fuk Estate, retirados pelas autoridades por precaução.

John Lee disse que o Departamento de Assuntos Internos e da Juventude reservou mil apartamentos em pousadas da juventude e hotéis, onde os residentes afectados poderão ficar por um período máximo de duas semanas.

A produtora moçambicana GM Record & Services, empenhada em publicar álbuns discográficos de artistas moçambicanos, vai lançar, neste sábado em Maputo, o seu centésimo trabalho, “Notas por Notas”, num percurso que já soma oito anos.

Curiosamente, o álbum número 100 é do rapper moçambicano Sem Paus, conhecido pela sua trajectória ao lado de Duas Caras no famoso grupo GPro, responsável por revolucionar o hip-hop moçambicano.

Para Sidney Mavie, mais conhecido por DJ Sidney GM, a escolha de Sem Paus para compor o centésimo álbum é mais do que acertada, pois é um artista com créditos firmados no panorama Hip-Hop nacional e por ser um rapper que faz parte da sua geração.  Tal como afirma, “é um privilégio lançar Sem Paus”.

Este trabalho marca o fim de um período que marcou o lançamento de vários artistas no universo discográfico, com especial destaque para os fazedores de hip-hop.

“Depois de uma série de álbuns lançados pela Vidisco, J.B. Record, a história irá cobrar o mérito a G.M Records como a terceira editora em Moçambique, embora esteja baseada especificamente no Hip-Hop”, assume Dj Sidney GM, acrescentando que o principal objectivo neste processo era mostrar que é possível ter maior número de CD’s de Hip-Hop, sendo o estilo que identifica esta produtora.

A ideia preliminar, quando esta aventura discográfica iniciou, era a publicação de 100 álbuns num período de cinco anos. Aliada a isso, havia outros objectivos, mas a pandemia da Covid-19, entre outros problemas, acabou ampliando o tempo. Entretanto, entende Sidney, que foi nesse período que a GM Records atingiu o auge de publicações.

Paralelamente aos lançamentos de artistas, a GM Records desenvolve um projecto autoral de lançamentos de álbuns chamado “Compromisso com as ruas”. A ideia é que a produtora lançasse pelo menos 10 “compromissos”, mas apenas atingiu oito. “Eu acho que é um ganho maior, pois neste número temos ainda um duplo CD”, reconhece.

Nota-se também que a GM Records atinge, com esta publicação, o lançamento de todos os membros da GPro. Foram três trabalhos de Duas Caras (Duditos Way, Djundava e Afromatic) e um de Trez Agah (Hitman) e, agora, é a hora de “Notas por notas”, de Sem Paus, cujo lançamento será neste sábado. 

A GM vai continuar a apostar em projectos performativos, aliado ao facto de a produtora estar a explorar o restaurante Mar à Vista, dando oportunidade aos artistas que já lançaram com a produtora, como forma de alcançarem mais visibilidade; além de dedicar mais tempo a escrever um livro de crónicas sobre Hip-Hop.

Espera-se que no futuro se crie um Museu de Hip-Hop, em que a GM Record & Services esteja mais envolvida na gestão.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, procedeu hoje à premiação da equipa  feminina de Basquetebol do Clube Ferroviário de Maputo, vencedora  de múltiplas competições nacionais e continentais, e anunciou a  atribuição de mais de dois milhões de meticais à equipa, como forma  de reconhecimento pelo seu desempenho excepcional. 

A entrega do cheque gigante foi realizada no seu Gabinete de  trabalho, onde destacou o percurso vitorioso da formação, que  conquistou 11 Campeonatos Nacionais, venceu por três anos  consecutivos (2023, 2024 e 2025) a Liga Nacional de Basquetebol da SASOL, e alcançou três títulos africanos: 2018 (Maputo), 2019 (Egipto) e  2024 (Senegal). No presente ano desportivo, o conjunto arrebatou  ainda o Torneio de Abertura, a Supertaça Jogabets e a Taça Maputo  Jogabets. 

Ao intervir na ocasião, a Primeira-Dama destacou que a vitória  alcançada “é muito mais do que um troféu”, tendo sublinhado que  representa “o reflexo do esforço, dedicação, disciplina e espírito de  equipa demonstrados em cada momento de superação”. 

Gueta Chapo enalteceu a postura exemplar das atletas e da equipa  técnica, afirmando que o percurso do Ferroviário de Maputo “mostra  que quando há trabalho árduo, união e humildade, não existem  limites para o que se pode alcançar”. 

No encerramento da cerimónia, a esposa do Presidente da República  fez a entrega simbólica de presentes, antes de anunciar o apoio  financeiro superior a dois milhões de meticais, destinado a incentivar a  continuidade da excelência desportiva e a motivar novas conquistas. 

A União Desportiva de Songo sagrou-se, nesta quinta-feira, virtual campeã nacional de futebol após golear o Textáfrica de Chimoio por 5-1, em partida da 21ª jornada do Moçambola 2025.

Os “hidroeléctricos” conquistam o título de forma quase invicta ao somar 18 vitórias, das quais 17 consecutivas, uma derrota e dois empates, arrecadando, até ao momento, 56 pontos, mais 19 em relação à União Desportiva de Songo, mais directo perseguidor, que já não vai a tempo de alcançar a turma de Songo na liderança da tabela classificativa, ainda que tenha menos jogos que o líder e virtual campeão.

É que os “touros” ainda têm seis jogos pela frente, e o máximo que conseguem fazer são 18 pontos, quando a diferença actual é de 19 pontos, o que significa que nada mais tira a formação de Songo da liderança, ainda que perca todos os jogos que ainda tem pela frente.

A turma orientada por Daúdo Rasaque e Victor Matine somou o máximo de pontos até aqui conquistados por um líder ao cabo de 22 jornadas, faltando ainda quatro jornadas para o fim da prova.

Nestas 22 jornadas, os “hidroeléctricos” foram a equipa mais concretizadora do Moçambola 2025 com 48 golos, única equipa na prova com acima de quatro dezenas de golos apontados, mas também é a equipa menos batida, tendo sofrido apenas 11 golos.

Luís Miquissone é o “hidroeléctrico” mais concretizador da prova, tendo apontado já 15 golos, três deles nesta quinta-feira, diante do Textáfrica, numa partida em que Alcides marcou outros dois golos da UD Songo, enquanto Eládio apontou o tento de honra dos “fabris” do Planalto, que ainda lutam pela manutenção.

Na lista dos goleadores, para além de Luís Miquissone, a União Desportiva de Songo tem mais quatro jogadores no top-20, nomeadamente Alcides, com 10 golos, Chester, com 9, Vitinho, com 6, e Óscar, que apontou 4 golos.

Entretanto, no top-3, que é liderado por Miquissone com 15 pontos, o segundo lugar é para Óscar Cantolo, com 11 golos, fechando o pódio com Alcides, que tem 10 golos.

A União Desportiva de Songo levanta o seu quarto título nacional, depois das conquistas de 2017, 2018 e 2022, num dia em que a Hidroeléctrica de Cahora Bassa celebra 18 anos de reversão para o Estado moçambicano.

A este título, os “hidroeléctricos” juntam ainda duas Taças de Moçambique, conquistadas em 2016 e 2019, sendo que ainda estão na corrida pela terceira taça, uma vez que estão na “final four” que se disputa em Xai-Xai, no próximo mês, para além de uma Supertaça, conquistada em 2023.

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