
A activista social moçambicana Graça Machel foi distinguida na 10.ª Gala de Prémios da Lusofonia, realizada no Casino Estoril, em Portugal, pelo seu percurso na defesa dos direitos humanos, com destaque para os direitos das crianças e das mulheres.
Ao reagir ao reconhecimento, Graça Machel afirmou que o prémio representa as centenas de milhares e milhões de crianças cujos direitos contribuiu para divulgar, promover e defender.
A activista manifestou, igualmente, preocupação com os retrocessos na protecção dos direitos humanos e com a situação das crianças em zonas de conflito, nomeadamente em Gaza, no Sudão, na Ucrânia, na República Democrática do Congo e no Norte de Moçambique.
Graça Machel chamou ainda a atenção para a violência contra as mulheres e o fenómeno do feminicídio, considerando que os esforços para garantir o respeito pelos direitos humanos continuam a ser insuficientes.
O prémio foi recebido, em nome da activista, pela embaixadora de Moçambique, que assegurou que a distinção será entregue a Graça Machel.
As equipas do Costa do Sol e Black Bulls defrontam-se nesta quinta-feira, em partida das meias-finais da Liga Jogabets ao nível da Cidade de Maputo, naquela que é a chamada final antecipada da prova. Na outra meia-final, o Ferroviário mede forças com a Liga Desportiva de Maputo.
É a recta final do torneio de abertura ao nível da Cidade de Maputo, com a disputa dos jogos das meias-finais, nesta quinta-feira, no relvado sintético do Costa do Sol, com dois aliciantes jogos.
O cruzamento das meias-finais ditou um escaldante duelo entre o Costa do Sol e a Associação Black Bulls, duas equipas candidatas ao título da prova, mas também um embate entre o Ferroviário de Maputo, detentor do troféu, diante da Liga Desportiva de Maputo, única equipa da segunda divisão nesta fase da prova.
Os “canarinhos” chegam a esta fase na qualidade de invencíveis, após terminarem na liderança do grupo B, com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, à frente Ferroviário de Maputo, Matchedje, Desportivo de Maputo e Ntsondzo, num grupo onde o Nacional desistiu ainda no início.
Já os “touros” terminaram na segunda posição da Série “A”, também com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, mas sofrendo uma derrota, justamente na última jornada, diante do Maxaquene. A turma de Tchumene só foi superada pela Liga Desportiva de Maputo, que terminou com 11 pontos.
Costa do Sol e Black Bulls são duas equipas que levam a sério todas as provas que disputam, não fosse por isso que entram com as principais estrelas, mesmo para iniciar a preparação para o Moçambola, por isso com ambições de chegar à final e conquistar a prova.
Aliás, “canarinhos” e “touros”, ambos treinados por dois técnicos portugueses que regressaram neste ano ao País depois de ausência de mais de dois anos, têm protagonizado excelente espectáculo nas quatro linhas, com resultado sempre imprevisível, pese embora no confronto directo a Black Bulls leve vantagem sobre o seu adversário.
Na tarde desta quinta-feira, a partir das 15h00, não será diferente e somente no final dos 90 minutos conheceremos o finalista da prova.
Mas o primeiro finalista será conhecido minutos antes, quando o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, procurar o caminho da revalidação diante da Liga Desportiva de Maputo.
A Liga Desportiva terminou na primeira posição da Série “A”, com 11 pontos, fruto de três vitórias e dois empates, enquanto os “locomotivas” foram os segundos da outra série, com nove pontos, fruto de três vitórias e uma derrota.
É um embate em que o vencedor vai ser uma incógnita, até porque o Ferroviário disputa a prova com a sua equipa B, uma vez que a equipa principal está a preparar o Moçambola realizando jogos amigáveis, tendo vencido dois amigáveis diante de equipas de Eswatini.
A Liga Desportiva tem ambições de voltar a conquistar o ceptro depois de mais de duas décadas sem títulos.
Esta partida abre as meias-finais e inicia quando forem 13h00. Ambos os jogos terão lugar no campo do Costa do Sol.
Moçambique prepara-se para acolher, na Cidade de Maputo, a segunda etapa do circuito regional da Confederação Africana de Voleibol (CAVB) Zona VI, edição 2026. Para tal, a Federação Moçambicana da Modalidade (FMV) já organiza os detalhes da prova na praia da Costa do Sol, a catedral do voleibol de praia no país.
O evento decorrerá entre os dias 12 a 16 de Março. Conforme o programa, o dia 12 está reservado para a chegada das duplas vindas de toda a África Austral. A disputa competitiva terá lugar nos dias 13, 14 e 15, ficando o dia 16 destinado ao regresso das delegações aos seus países de origem.
Para o departamento técnico, esta etapa é vista como uma oportunidade estratégica de alto rendimento. Mais do que uma simples competição regional, o torneio servirá para a preparação, monitorização e avaliação dos atletas que têm integrado os treinos das selecções nacionais nos escalões de Sub-19, Sub-20 e Seniores.
A selecção nacional de futebol da Somália vai receber a sua congénere das Ilhas Maurícias na Lalgy Arena, a 27 de Março, em jogo da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2027), a ter lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.
O sorteio da fase preliminar das eliminatórias do Campeonato Africana das Nações, CAN-2027, prova que vai se realizar em Junho e Julho de 2027 no Quênia, Uganda e Tanzânia, foi realizado e integra as selecções menos cotadas do ranking da FIFA.
Ao todo são doze selecções que entram nesta fase, com os seis vencedores dos confrontos da fase preliminar a avançarem para se juntar às outras 42 selecções da CAF na fase de grupos das eliminatórias.
Somália e Maurícias é um dos seis jogos dessa fase e realiza-se na província de Maputo, concretamente na Arena Lalgy, às 15 horas do dia 27 de Março. A federação somali escolheu a Lalgy Arena em virtude de não possuir um campo em condições para a realização de jogos oficiais aprovados pela Confederação Africana de Futebol.
O Estádio Nacional do Zimpeto também foi colocado como hipótese para acolher o jogo, porém a escolha recaiu sobre o recinto pertencente à Black Bulls, localizado em Tchumene.
Este será o primeiro jogo oficial de selecções sob égide da CAF, depois da sua aprovação para acolher jogos internacionais de clubes, em 2024, tendo acolhido jogos das afrotaças da Black Bulls, Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo, no ano passado.
Paralelamente, em 2024 a Arena Lalgy, recinto que passou por melhorias significativas, como a instalação de iluminação, e que está a ser ampliado para atingir 12 mil lugares, foi palco do torneio COSAFA de sub-20.
Seychelles e Lesotho se defrontam em um duelo totalmente da região do COSAFA, com o país insular do Oceano Índico sediando o jogo da primeira. Já Djibuti e Sudão do Sul se encontram em um confronto entre duas nações da África Oriental, com Djibuti jogando em casa na primeira partida.
Chade receberá Burundi no jogo de ida, enquanto a Eritreia jogará em casa na primeira partida, contra a Eswatini, e São Tomé e Príncipe receberá a Etiópia no jogo de ida.
As partidas serão disputadas durante a próxima janela internacional da FIFA, entre 25 e 31 de Março de 2026.
Recorde;se que Moçambique está isento desta eliminatória por ter participado no CAN-2025, recentemente disputado em Marrocos.
As chuvas intensas que têm caído nos últimos dias em várias províncias do país estão a provocar danos significativos na rede rodoviária nacional, deixando alguns troços intransitáveis e outros com circulação condicionada, informou hoje a Administração Nacional de Estradas (ANE).
Em comunicado, a ANE indica que na província de Gaza a estrada não classificada entre Ndonga e Ndindiza está intransitável devido a dois cortes com cerca de sete metros de extensão no quilómetro 11. Ainda em Gaza, a Estrada Nacional Número 1 (N1), no troço entre Xai-Xai e Zandamela, apresenta transitabilidade condicionada devido à infraescavação na berma, na zona de Chidenguele, ao quilómetro 64+500.
A circulação está também interrompida na N222, entre Mapai e Maxaila, devido ao galgamento da plataforma da estrada nos quilómetros 60, 64 e na zona do quilómetro 80.
No troço Chissano/Chibuto da N220, a transitabilidade está condicionada apenas a viaturas com suspensão alta e tracção às quatro rodas, devido ao elevado teor de humidade e aos solos escorregadios. Como alternativa, a ANE recomenda o uso da N1 entre Chissano e Chongoene e da N102 entre Chongoene e Chibuto.
Na província de Inhambane, a estrada regional R901, entre o cruzamento com a N242 e Barra, apresenta circulação condicionada devido à erosão e risco de corte no quilómetro 5+300. A mesma via, no troço Morrumbene/Mocodoene, regista também transitabilidade condicionada no quilómetro 17+800 devido à erosão num aqueduto.
Ainda em Inhambane, a estrada não classificada entre Chidjinguir e Mubalo encontra-se intransitável devido ao galgamento da via em quatro pontos, além da cedência de solos no acesso a um aqueduto e erosão em diferentes segmentos.
A estrada regional R483, entre Inharrime e Panda, está igualmente intransitável depois de um corte registado ao quilómetro 12+100.
Na província de Tete, a ANE reporta circulação condicionada na estrada N322, entre Madamba, Mutarara e o rio Chire, sendo aconselhada apenas a veículos com tração às quatro rodas em vários troços.
Segundo a instituição, equipas técnicas estão no terreno a monitorar a situação e a realizar intervenções, embora as operações estejam a ser dificultadas pela continuação das chuvas.
A ANE apela aos automobilistas para programarem as suas deslocações durante este período chuvoso e recomenda que seja evitada a circulação de veículos com peso total superior a 10 toneladas em estradas terraplanadas.
Cinco moçambicanos estiveram retidos no aeroporto de Doha, na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, que ditaram o fecho do espaço aéreo em várias zonas do Médio Oriente. Segundo o embaixador de Moçambique no Qatar, não há, até ao momento, registo de cidadãos moçambicanos directamente afectados, apesar da preocupação existente.
Dos 681 moçambicanos que vivem no Médio Oriente, quase metade reside e trabalha no Qatar, país que foi alvo de bombardeamentos por parte do Irão, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos da América registados desde a última semana de Fevereiro.
Na sequência destes ataques, cinco moçambicanos que seguiam viagem para diferentes destinos ficaram temporariamente retidos no aeroporto de Doha.
Apesar da preocupação, as autoridades diplomáticas garantem que não há registo de moçambicanos envolvidos em incidentes, num momento em que as autoridades locais impõem algumas restrições à circulação em determinadas zonas.
Perante o contexto de tensão, o contacto permanente e o acompanhamento da comunidade moçambicana tornaram-se prioridades para a missão diplomática no Qatar.
Entretanto, o Governo de Moçambique ainda não divulgou um eventual plano de evacuação, numa altura em que o conflito já provocou cerca de 100 mil deslocados na região.
O Egipto já manifestou disponibilidade para servir como porta de saída de cidadãos moçambicanos, mas Maputo continua silencioso e a acompanhar a evolução da situação.
O tribunal anunciou, na terça-feira, que o juiz Alexandre de Moraes, que condenou Bolsonaro a uma pena de 27 anos de prisão pelo envolvimento numa tentativa de golpe de Estado, deu-lhe permissão para receber o activista conservador e assessor de Donald Trump, Darren Beattie.
A autorização vai parcialmente ao encontro do pedido dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tinham solicitado, excepcionalmente, que a visita ao complexo penitenciário de Brasília, onde está detido, se realizasse entre 16 ou 17 de Março, datas em que Darren Beattie estará em visita oficial ao Brasil.
Beattie, actualmente assessor sénior para a política dos EUA em relação ao Brasil no Departamento de Estado norte-americano, poderá fazer-se acompanhar por um intérprete, cuja identidade deverá ser previamente divulgada, de acordo com a decisão, obtida pela agência de notícias EFE.
Durante a visita ao Brasil, o conselheiro de Trump deverá reunir-se com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-líder e principal candidato de direita nas presidenciais de outubro, segundo a imprensa local.
Beattie já tinha acusado, o juiz Alexandre de Moraes, de ser “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra Bolsonaro e os seus seguidores” e defendeu a imposição de sanções ao juiz.
Jair Bolsonaro começou em 25 de novembro a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro de 2025 pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado).
O Governo continua a mobilizar recursos para a construção da barragem de Mapai, uma infra-estrutura orçada em cerca de 1.2 mil milhões de dólares, cuja função principal é o controlo do caudal do rio Limpopo e, consequente, redução do risco de inundações na província.
A informação foi avançada, nesta quarta-feira, pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante a sessão ordinária da Assembleia da República, referente a informações do Governo sobre as acções em curso para recuperação do país pós-Cheias.
Inocêncio Impissa diz que a pertinência da infra-estrutura foi comprovada num estudo efectuado na província, em 2022. Entretanto, o Governo ainda não ter dinheiro.
Enquanto “Mapai” não “sai”, o Governo ainda está ainda a desenhar o Plano de Reconstrução Pós Inundações, que, segundo Impissa, estará centrado em cinco prioridades, nomeadamente: Assistência humanitária; Reposição imediata dos serviços essenciais: saúde, água, transitabilidade; Reconstrução de infraestruturas- escolas, hospitais, diques, represas; Recuperação económica; e Redução do risco de desastres.
O projecto de construção do Porto de Pesca de Angoche, uma das infra-estruturas mais aguardadas na província de Nampula, enfrenta uma paralisia quase total. Cerca de 75% das actividades estão paradas devido a uma operação dos serviços de imigração que resultou na detenção de cidadãos estrangeiros que lideravam frentes cruciais da obra.
Os trabalhos, a cargo da empresa China Harbour Engineering Company, iniciaram em Julho de 2024 com entrega prevista para Setembro de 2026. Contudo, o ritmo de construção sofreu um golpe severo na última semana, coincidindo com uma intervenção das autoridades moçambicanas no terreno.
No passado dia 4 de Março, os serviços de migração levaram a cabo uma fiscalização em Angoche, localizando 14 cidadãos chineses escondidos no interior de uma residência. Segundo as autoridades, os indivíduos tentaram colocar-se em fuga ao aperceberem-se da presença policial, mas acabaram interpelados.
“Estes foram interpelados no distrito de Angoche, no interior de uma residência. Ao se aperceberem que as autoridades estavam no terreno, colocaram-se em fuga”, revelou Enércia Nota, porta-voz do Serviço Nacional de Migração em Nampula, que agora aguarda o repatriamento na cidade de Nampula.
A detenção destes cidadãos, alguns dos quais pertencentes à empresa fornecedora de material de construção (também de capital chinês), gerou um “vazio” na cadeia de comando e logística da obra. Sem as lideranças técnicas e com o fornecimento de materiais interrompido, o estaleiro ficou praticamente deserto.
“Temos esta situação em que alguns colaboradores estrangeiros foram detidos por questões de ilegalidade e, na verdade, eles, como líderes das missões. Não temos a quem liderar as missões e isso implica, automaticamente, redução de números”, explicou Mussa Atumane, um responsável ligado ao projecto, acrescentando de forma taxativa que “estamos sem movimento”.
Embora a China Harbour Engineering Company não tenha revelado oficialmente o grau de execução actual, os problemas no fornecimento de material já eram visíveis antes das detenções.
A administração da obra afirma estar a tentar encontrar novos fornecedores para “diminuir o impacto”, mas a ausência de pessoal qualificado e a paragem da maioria das frentes de trabalho colocam em sério risco o prazo de conclusão inicialmente previsto para Setembro.
O caso levanta novas questões sobre a fiscalização da mão-de-obra estrangeira em grandes projectos de infraestruturas no país e o impacto directo que a irregularidade documental pode ter no cronograma de desenvolvimento nacional.
A Comissão do Plano e Orçamento (2ª Comissão) da Assembleia da República está satisfeita com a proposta de elaboração de um manual de fiscalização, considerando que o instrumento poderá fortalecer o seu trabalho, tornando o processo de fiscalização parlamentar mais organizado, profissional e transparente.
A satisfação foi expressa nesta terça-feira pela Vice-Presidente da 2ª Comissão, Cernilde Amélia Muchanga, durante um encontro de trabalho com o representante do Internacional IDEA em Moçambique, Elísio Muendane, sublinhando que, apesar de a 2ª Comissão já realizar actividades de fiscalização parlamentar, a existência de um documento orientador ajudará a melhorar a qualidade do trabalho desenvolvido.
A deputada sublinhou que a 2ª Comissão da Assembleia da República desempenha um papel relevante na análise de vários documentos fundamentais para o país, especialmente nas áreas de planificação e orçamentação.
A vice-presidente da Comissão do Plano e Orçamento agradeceu a disponibilidade dos parceiros em partilhar o conhecimento, destacando que a aprendizagem e a troca de experiências são importantes para o melhoramento do trabalho parlamentar.
Na ocasião, o representante do Internacional IDEA em Moçambique destacou que a sua organização continua a apoiar o fortalecimento da democracia no país, através de um programa financiado pela União Europeia, cuja implementação vai até 2027.
Muendane explicou que o programa de apoio à governação democrática tem como princípios pilares a reforma eleitoral, a observação eleitoral e o fortalecimento do parlamento, através de iniciativas de capacitação institucional.
O representante do Internacional IDEA em Moçambique acrescentou que o programa inclui acções de formação e de apoio técnico dirigido aos deputados e aos funcionários do parlamento, com o objectivo de reforçar as capacidades institucionais e melhorar o processo legislativo no País.
Muendane sublinhou ainda que a consolidação da democracia deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento económico. Destacou a importância de instrumentos como a planificação e a orçamentação, considerando serem fundamentais para a promoção dos direitos sociais e económicos dos cidadãos e para o fortalecimento da governação democrática em Moçambique.