O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, defendeu, esta quarta-feira, a urgência dos membros da perdiz em trabalhar para rejuvenescer a Renamo. Segundo o autarca, tal posicionamento é urgente e visa responder aos desafios actuais.
De Araújo que participou no congresso da Unita, em Angola, referiu que o evento do partido de galo negro foi um verdadeiro exemplo de democracia para os partidos do continente africano e Renamo em particular.
O posicionamento de Manuel de Araújo ocorre numa altura em que a Renamo vive uma profunda crise política, com os membros e guerrilheiros a exigir a cabeça de Ossufo Momade, face aos maus resultados amealhados pelo partido e candidato nas últimas eleições gerais.
A Renamo saiu da segunda maior força no parlamento para a terceira. Sobre este e muitos outros factos, como as manifestações violentas pós-eleitorais que assolaram o país nos finais de 2024, “Chegou a hora de se rejuvenescer a Renamo” defendeu esta quarta-feira o autarca de Quelimane Manuel de Araújo.
“Nós estamos a trabalhar para que de facto a máquina da Renamo seja rejuvenescida, sendo que chegou a hora de rejuvenescer para que a perdiz possa desempenhar os desafios que temos pela frente. Um dos exemplos que nós trazemos é que quando a Renamo não ocupa o seu lugar na sociedade, o que acontece foi aquilo que vimos nas eleições quer em 2023, quer em 2024 em que houve manifestações que levaram à morte na minha contagem de mais de mil pessoas, apesar de outros dizerem que são 400 e eu penso que há muito mais mortos resultante das manifestações” disse Manuel de Araújo para quem a urgência de se rejuvenescer a Renamo, pretende-se por ela ser “um factor de equilíbrio equilíbrio na sociedade. Quando a Renamo está ausente, o que nós observamos é violência e o descarrilar da democracia em Moçambique”.
De Araújo falava em Quelimane da viagem que fez a Angola, onde esteve a participar como convidado do congresso da Unita. Chamado a fazer avaliação do congresso do chamado partido do galo negro, que decorreu nos dias 28,29 e 30 de Novembro naquele país, De Araújo destacou o nível de abertura e transparência no processo que varia desde para apresentação de candidaturas múltiplas, processo sem intimidações, eleições livres justas, transparentes e aposta na juventude como sendo dentre várias constatações positivas que Manuel de Araújo registou no congresso da UNITA.
Os factos, levaram o autarca a concluir que “o congresso da Unita foi verdadeira escola da democracia e um grande exemplo para África. Os partidos incluindo a Renamo devem se inspirar”. Precisou o político.
Israel condiciona o cumprimento da segunda fase da trégua na Faixa de Gaza e diz que só avança caso o grupo islamita Hamas decida se desarmar, numa altura em que o movimento islamita anunciou a entrega do corpo de novo refém.
Fonte da segurança egípcia próxima das conversações, em declarações feitas no Cairo à agência noticiosa espanhola EFE, indicou que a recusa de Israel surge num momento de máxima tensão nas negociações para pôr fim à guerra.
A fonte, que pediu anonimato devido à sensibilidade do dossiê, afirmou que o Egipto está a acelerar os esforços diplomáticos para alcançar “uma fórmula de consenso” que permita avançar para a segunda fase, que prevê precisamente a desmilitarização do enclave e o desarmamento do Hamas.
Contudo, admitiu os “importantes obstáculos” do processo resultantes da intransigência israelita e da recusa de Telavive em começar a implementar a segunda fase do acordo antes de o Hamas se desarmar e de ficar resolvida a situação dos combatentes palestinianos cercados no norte e no centro da Faixa de Gaza.
Até ao momento, as conversações permanecem estagnadas, apesar da visita, no domingo passado, ao Cairo do chefe do serviço de segurança interna israelita, o Shin Bet, David Zini, que, segundo a mesma fonte, se manteve “nas posições tradicionais” de Israel, impedindo qualquer avanço tangível nas negociações.
Também não foram frutíferas as conversações com a delegação do Hamas que visitou a capital egípcia na quinta-feira passada, com o objetivo de avançar para “acordos de cessar-fogo mais amplos” previstos na segunda fase, numa altura em que o Egipto está a pressionar para iniciar um dos seus pontos: a reconstrução do enclave.
A segunda fase prevê ainda um modelo de governação transitória para a Faixa de Gaza ou a formação de uma força internacional que administre a segurança na zona, mas a falta de “mecanismos” para desarmar o Hamas e as restantes fações palestinianas constitui um dos principais entraves para os mediadores.
“O Egito está a tomar medidas, enquanto outras partes estão a impor condições ou a atrasar a implementação”, afirmou a fonte, recordando que o Cairo está a formar novos agentes da polícia palestiniana juntamente com a Jordânia e a preparar uma conferência internacional para a reconstrução de Gaza.
As tropas israelitas continuam a controlar mais de 50% do território de Gaza, embora o acordo de cessar-fogo assinado por Israel e pelo Hamas em Outubro preveja a sua retirada total na segunda fase.
Desde que Israel iniciou a sua ofensiva em Gaza, como represália pelos ataques do Hamas em Outubro de 2023, pelo menos 70.112 palestinianos foram mortos em ataques israelitas e mais de 170.986 ficaram feridos, muitos com amputações e lesões permanentes, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave palestiniano.
Entretanto, num comunicado, as Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, anunciaram que entregaram a Israel, através da mediação do Comité Internacional da Cruz Vermelha, os restos mortais de um novo refém, no âmbito do acordo de cessar-fogo.
No comunicado, a milícia palestiniana afirma que os restos foram encontrados no norte da Faixa de Gaza.
Esta nova entrega ocorre depois de Israel ter confirmado na manhã de ontem que o corpo entregue na noite anterior pelo grupo palestiniano não pertencia a nenhum dos dois reféns que ainda permanecem no enclave.
O Banco de Moçambique determinou um limite de 6 milhões de meticais para o pagamentos com cartões bancários no estrangeiro. A medida entrou em vigor ontem e tem duração de 12 meses.
Através de um documento a que o “O País” teve acesso, o Banco Central comunicou os novos limites de transações estrangeiras, através de cartões bancários.
“As pessoas singulares e colectivas só podem efectuar pagamentos sobre o exterior com recurso a cartão bancário até ao limite anual equivalente a 6.000.000.00 MT (seis milhões de meticais).”
O aviso aplica-se às instituições de crédito sujeitas a supervisão do Banco de Moçambique, pessoas singulares e colectivas, titulares de cartões bancários emitidos em Moçambique, independentemente de serem ou não residentes ou cambiais.
O limite estabelecido corresponde ao valor agregado em todo sistema bancário nacional, ou seja, a utilização de cartões de diferentes bancos pela mesma pessoa não pode ultrapassar seis milhões de meticais, incluindo os levantamentos em numerário. Mas alerta que “o limite anual não prejudica os limites diários definidos para cada cartão pela instituição de crédito.”
Em caso de necessidade de extravasar o limite anual estabelecido, impõe que seja submetido, no prazo de cinco dias úteis, um pedido fundamentado por: “documentos comprovativos do facto gerador da necessidade; Montante; Período; País de destino; e Outras informações relevantes”.
Posto isso, o Banco de Moçambique poderá decidir sobre o caso no prazo de 15 dias úteis. O não cumprimento destas medidas será considerado contravenções cambiais graves, “Puníveis com multas entre os 10 e os 500 salários mínimos para singulares, 20 e os 1500 salários mínimos para pessoa colectiva”. E se for instituições de crédito e sociedades financeiras a punição varia entre 50 e os 2500 salários mínimos. Para determinação do valor das multas, o salário mínimo aplicável é o do sector bancário”.
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, recebeu esta quarta-feira no seu gabinete de trabalho, a nova Direção da Associação Nacional de Jovens Empresários, eleita no dia 17 de Julho de 2025.
A direção liderada pela jovem empresária Mara Cancune, trazia consigo cumprimentos de apresentação ao Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, por este ser o sector que responde pela juventude no Governo de Moçambique.
Foram temas da audiência concedida à nova direcção da ANJE, o fortalecimento das relações de cooperação entre a Associação Nacional de Jovens Empresários e o Ministério da Juventude e Desporto, no que concerne a identificação contínua de oportunidades para os Jovens empresários, e bem como a abertura da organização empresarial juvenil em continuar com o seu papel de sensibilização cívica e empresarial dos jovens moçambicanos.
Manasse enalteceu o gesto da nova direcção em se apresentar ao Governo, por via do Ministério da Juventude e Desporto, e mostrou total abertura em continuar as relações de trabalho conjunto, apelando que a ANJE lidere de forma abrangente o crescimento de mais jovens empresários no país.
Para Caifadine Manasse ter diariamente o surgimento de mais jovens empresários significa múltiplos ganhos não só para os jovens, mas também para o país, por via de geração de mais empregos, mais colecta de impostos que permitem o funcionamento e crescimento do país, o que vai fortalecer a economia nacional.
O Ministro da Juventude e Desporto disse ainda que é preciso que ANJE explique continuamente aos jovens que o sucesso tem seus processos que devem ser respeitados e a autodisciplina é uma chave de sucesso para que os pacotes de financiamento criados pelo governo surtam impacto.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiências queixa-se de dificuldades de acesso aos serviços essenciais públicos. A organização exige a regulamentação da Lei da Protecção das Pessoas com Deficiência.
O estigma e a descriminação são preocupações já bem conhecidas, muitas vezes denunciadas pelo Fórum das Associações das Pessoas com Deficiência.
Este problema agrava-se pelo facto do grupo queixar-se de dificuldades em ter acesso a serviços básicos, tais como saúde, transporte e educação.
“A deficiência ainda é uma questão delicada e que, infelizmente, encontra-se associada a alguns aspectos culturais como a questão do azar. Estas consequências de exclusão das pessoas com deficiência vem, em última instância, trazer a questão da invalidade e exclusão ao nível da comunidade. Quando se tem a ideia de que uma pessoa com deficiência nasce devido a uma questão de azar, verificamos também a questão da exclusão, portanto, em serviços essenciais públicos e também a dificuldade de acesso a estes serviços, à educação, à saúde, aos transportes, entre outros”, disse Amisia Uique, membro do FAMOD.
A cada 03 de Dezembro, o mundo assinala o Dia da Pessoa com Deficiência. Nesta quarta-feira, o grupo reuniu-se, na cidade de Maputo, para reflectir em torno dos seus desafios. Para responder às preocupações, o FAMOD fala da necessidade de regulamentar a Lei de Protecção das Pessoas com Deficiência.
“A Lei 10 para 2024, de 7 de junho, Lei de Promoção e Proteção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é fundamental para a construção de um futuro inclusivo e sustentável. Contudo, a aprovação do respectivo regulamento é imperativa para garantir a sua implementação, promovendo mudanças significativas na vida das pessoas com deficiência. Por isso, apelamos ao Governo que acelere a aprovação do regulamento e assegure a sua integração nos programas de desenvolvimento”, explicou Ancha Ndala, vice-presidente do FAMOD.
A direcção dos Serviços Sociais diz estar a levar a cabo acções de sensibilização, para maior inclusão das pessoas com deficiência.
“Notemos que foram feitas 375 assistências em crianças com necessidades educativas especiais…foram identificadas nas comunidades 102 crianças com deficiência e foram assistidas 807 pessoas, sendo, portanto, neste quadro 612 do sexo feminino e 195 do sexo masculino…”, explicou Hélio Mudendere, Director dos Serviços Sociais da Cidade de Maputo.
As celebrações decorrem sob o lema “Promover Sociedade Inclusiva para Pessoas com Deficiência”.
O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Europa de não ter uma “agenda de paz” e de “interferir” nas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia, fazendo exigências “inaceitáveis” a Moscovo.
Momentos antes de se reunir com os enviados especiais dos Estados Unidos, nesta terça-feira, o Presidente russo deixou uma provocação: “Se a Europa quiser guerra, estamos prontos”.
Vladimir Putin falava num fórum de investimento em Moscovo pouco antes da hora agendada para o encontro com Steve Witkoff e Jared Kushner, que voaram até à capital russa para apresentar à delegação russa a nova versão do acordo de paz para a Ucrânia.
Durante esse discurso, Putin frisou que não está a planear entrar em guerra com a Europa: “Já o disse cem vezes”.
“Não temos a intenção de fazer guerra à Europa, mas se a Europa o desejar e começar, estamos prontos imediatamente”, afirmou Putin aos jornalistas, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
No entanto, acusou os líderes europeus de “interferirem” nas propostas norte-americanas, insistindo que a Europa “não tem uma agenda de paz, estão do lado da guerra”, disse o líder russo.
“A Europa está a impedir a administração dos Estados Unidos de alcançarem a paz com a Ucrânia”, acrescentou, citado pelo The Guardian, atirando ainda que as “exigências da Europa são inaceitáveis para a Rússia”. Putin não elaborou quais são as exigências inaceitáveis de que falava.
Zelensky revela que plano de paz tem agora 20 pontos
As declarações do Presidente russo aconteceram pouco depois de o seu homólogo ucraniano ter falado numa conferência de imprensa em Dublin, na Irlanda, onde revelou que o plano de paz que foi levado a Moscovo tem agora 20 pontos, em vez dos 28 iniciais.
Apesar de não se sentir preparado para partilhar “todos os pontos do plano”, Zelensky confessou quais as “questões e desafios sensíveis e difíceis” do acordo: cedências territoriais, o uso dos activos russos congelados (uma decisão que, diz o presidente, precisa de envolver os dirigentes europeus) e a aliança de países que pretende apoiar um futuro acordo de paz na Ucrânia.
Durante o discurso, o presidente ucraniano mostrou-se confiante com a possibilidade de pôr um fim ao conflito, dizendo que “mais do que nunca há uma chance de acabar com esta guerra”. Confessou, no entanto, que este está a ser “um dos momentos mais desafiantes e, no entanto, ao mesmo tempo, optimistas” para a paz na Ucrânia.
Sobre o encontro entre Washington e Moscovo, Zelensky afirmou que espera ser contactado imediatamente após a reunião, afirmando que está “preparado para apoiar todos os sinais [que trouxerem o fim da guerra]” e para se “encontrar com o presidente Trump”.
Contudo, acrescentou que “tudo depende das conversas de hoje (ontem)”. Zelensky adiantou ainda que pretende reagir ainda esta terça-feira às negociações “de acordo com os resultados” que saírem da reunião.
“Nós temos de terminar com a guerra de tal maneira, que a Rússia não regresse, com a terceira invasão em dez anos”, acrescentou, frisando que é preciso um plano de paz “aberto e justo” e que não seja discutido “nas costas da Ucrânia”.
“O nosso objectivo comum é pôr fim à guerra, não apenas obter uma pausa nos combates. É necessária uma paz digna”, reiterou o presidente ucraniano.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou pela primeira vez alargar a utilização de uma classe de medicamentos usados na diabetes e perda de peso para tratar a obesidade, que afecta mil milhões de pessoas.
O primeiro guia da agência da ONU sobre terapias com péptidos semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), em que se incluem medicamentos como o semaglutido, recomenda-as para adultos obesos, defendeu acesso equitativo e incluiu-as na lista de medicamentos essenciais.
Esta lista modelo da OMS inclui actualmente 532 terapias, que a organização considera indispensáveis para um sistema de saúde básico e universal.
A posição da OMS, tomada na segunda-feira, ajudará os sistemas de saúde a orientar suas políticas públicas, incentivando-os a melhorar o acesso a esses medicamentos.
A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente acessíveis.
“As nossas novas directrizes reconhecem que a obesidade é uma doença crónica que pode ser tratada com cuidados abrangentes e ao longo da vida”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, na conferência de imprensa em que anunciou o primeiro guia sobre o uso destas terapias para combater a obesidade.
O responsável sublinhou que, embora os medicamentos sozinhos não resolvam a crise global de saúde que a doença representa, “as terapias com GLP-1 podem ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir seus efeitos adversos”.
“Essas terapias fazem parte de uma estratégia holística baseada em três pilares. Primeiro, criar ambientes mais saudáveis através de políticas robustas; segundo, proteger indivíduos de alto risco promovendo a deteção e intervenção precoces; e terceiro, garantir o acesso a cuidados centrados na pessoa e ao longo da vida para aqueles que vivem com obesidade”, explicou o responsável da OMS.
As terapias com GLP-1, entre os quais se incluem o semaglutido, liraglutide e o dulaglutide, são usadas para tratar a diabetes tipo 2 e a obesidade, melhorando o controlo da glicose no sangue, suprimindo o apetite e promovendo a perda de peso.
A obesidade é uma pandemia global e esteve relacionada com 3,7 milhões de mortes em todo o mundo em 2024. O surgimento destes medicamentos foi revolucionário na forma como se enfrenta esta doença, uma revolução que agora conta com o apoio explícito da OMS.
Sem medidas eficazes, o número de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo poderá duplicar até 2030.
“A obesidade é um dos desafios mais sérios da nossa época”, disse o director-geral da OMS, acrescentando: “Estes novos medicamentos são uma ferramenta clínica poderosa que oferece esperança a milhões de pessoas”.
As novas directrizes da OMS incluem uma recomendação, baseada em evidências “de certeza moderada”, para o uso de terapias com GLP-1 no tratamento de longo prazo (mais de seis meses) da obesidade em adultos, com excepção de mulheres grávidas.
Apesar da eficácia comprovada destes tratamentos, a recomendação é condicional, devido à falta de dados sobre o seu uso a longo prazo, manutenção e descontinuação, os seus custos actuais, preparação inadequada dos sistemas de saúde e potenciais implicações em termos de equidade.
Em Portugal, estas terapias apenas são comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde se usadas para doentes diabéticos e, segundo dados do Infarmed, a classe terapêutica dos antidiabéticos foi a que registou o maior encargo para o SNS entre Janeiro e Setembro deste ano, com 354,6 milhões de euros.
Alguns fármacos comparticipados no caso da diabetes são muitas vezes usados por quem quer perder peso, o que já trouxe problemas de escassez no mercado para os doentes diabéticos.
Por isso, o Infarmed anunciou em Janeiro um “processo alargado” de auditorias e inspecções a todo o circuito de alguns fármacos para a diabetes.
A Direcção Provincial de Saúde de Nampula confirmou nesta terça-feira, a retoma plena dos serviços nos Centros de Saúde de Mazua e Chipene, no Distrito de Memba, depois de quase duas semanas de ausência total de atendimento, provocada pela instabilidade e pela deslocação massiva de famílias.
Em Mazua, as unidades sanitárias encontram-se novamente operacionais desde a semana passada, com equipas completas a prestar cuidados às comunidades locais.
Em Chipene, dois profissionais estiveram no posto até ontem, e espera-se que os restantes técnicos regressem em breve, garantindo assistência às populações que permaneceram na região e às que começam a regressar às suas aldeias.
A directora Provincial de Saúde, Selma Xavier, sublinhou que a reposição dos serviços nestas zonas críticas constitui um passo determinante na resposta sanitária à crise.
Paralelamente, o centro transitório de reassentamento em Alua continua a ser apoiado por uma equipa multissectorial de saúde, que funciona diariamente até às 15h30.
São técnicos de diversas áreas, incluindo enfermagem, medicina geral e saúde materno-infantil, destacados exclusivamente para responder às necessidades das famílias deslocadas.
A Direcção Provincial de Saúde assegura que a prioridade do Governo é garantir que, mesmo em contexto de emergência humanitária, nenhuma comunidade fique sem cuidados básicos.
“A população que está em Mazua e Chipene já está a ter assistência nos centros de saúde locais”, reafirmou a responsável, destacando que a retoma dos serviços era uma preocupação urgente das autoridades.
Educação garante estabilidade e maior participação nos exames
O Director Provincial de Educação em Nampula, William Tunzine, assegurou nesta terça-feira que o processo de exames em Chipene e Mazua decorre com estabilidade crescente, apesar das perturbações causadas pela deslocação de famílias devido à insegurança no Distrito de Memba.
Segundo o responsável do sector da educação na província de Nampula, as duas localidades estão a registar um retorno significativo dos alunos às salas de exame.
“Em Chipene, todos os 30 alunos da 10.ª classe já se encontram a realizar as provas, depois de um arranque marcado por incertezas”, confirmou William Tuzine, realçando que o aumento da presença demonstra maior confiança das famílias, que estão a acompanhar o regresso voluntário das crianças às escolas.
Em Mazua, por seu turno, de acordo com Tuzine, os números também mostram um quadro de recuperação. “De um universo de 69 alunos inscritos, 44 compareceram no primeiro dia de exames, número que subiu para 46 na manhã seguinte”, disse, destacando que esta tendência confirma que as comunidades começam a reorganizar-se e que os estudantes estão a retomar progressivamente a rotina escolar.
Williamo Tunzine afirmou ainda que, mantendo-se este ritmo de presença, existe uma forte expectativa de que, até à segunda época de exames, a maioria dos alunos inscritos em Chipene e Mazua seja avaliada normalmente, devolvendo estabilidade ao sector educativo nestas zonas afectadas.
Um navio pertencente à empresa Indo-África, carregado de cromo, está encalhado desde 1 de Novembro a esta parte à entrada do canal de acesso ao Porto de Quelimane. A administração marítima diz que o navio está com peso excessivo e a poluir o mar.
O navio da empresa Indo-África está encalhado na zona de Martibune, distrito de Inhassunge há mais de um mês. Saiu do Porto de Quelimane onde carregou quantidades não especificadas de pedra crômio.
A mercadoria iria depois ser repassada para um outro navio que está no largo do Oceano Índico, para depois seguir ao seu destino. Uma equipa da administração marítima na Zambézia esteve no local a aferir a situação e explica o que está a acontecer.
“O que está a acontecer é que tivemos uma embarcação que encalhou e neste momento está-se a envidar esforços de modo que possamos remover a embarcação do local onde está”, começou por dizer Bela Mabazo, Administradora Marítima da Zambézia.
De acordo com a fonte, a embarcação tem peso excessivo e as máquinas não aguentaram o nível do canal e arrastaram a mesma, que acabou encalhando.
Bela Mabazo explica ainda que a embarcação tem estado a poluir o mar devido a carga que transporta. “Carrega pedra crômio, que é esta que está aqui, a poluir o nosso mar. A embarcação continua assim no local. Nós tivemos lá uma brigada multissetorial. O pessoal da administração todo esteve lá. E constatamos que aquela embarcação, toda a pedra crômio está praticamente a poluir o nosso mar”, explicou.
As autoridades dizem que vão tomar medidas face ao que o navio está a causar ao ecossistema marinho. Ou seja, nota-se através das águas a poluição que está a ocorrer através da pedra crômio e os hidrocarbonetos.
“Neste momento, a primeira medida é notificar a Manica, que é o agente da empresa Indo-África, que é para prestar algumas declarações. E junto também da Indo-África encontramos soluções rápidas que é para ver se remove-se a embarcação com dois rebocadores daquele local”, disse Bela Mabazo, realçando ainda que “percebemos que eles não têm um plano de contingência, porque a embarcação está ali naquele local desde o dia 1 de Novembro”.
Ademais, segundo a Administradora Marítima da Zambézia, percebeu-se que a embarcação não tem seguro e não houve controle nenhum na hora de fazer o carregamento, já que o peso era excessivo e a embarcação não aguentou.
Com relação ao processo administrativo, Bela Mabazo garante que há medidas que deverão ser tomadas, até porque “esta situação é gravíssima”.
“Portanto, neste momento estamos a ver se conseguimos garantir que não haja problemas naquele centro de pesca, com morte de pescados, primeiro por derrame de hidrocarbonetos, que está na embarcação, e que esta pedra crômio não possa continuar a poluir o nosso mar, apesar de já estar toda ela praticamente no mar”, concluiu.
A nossa equipa de reportagem sabe que a Indo-África não tem escritórios em Quelimane, por isso contactou o seu agente, a Manica Moçambique, baseada em Quelimane, mas a responsável negou-se a prestar declarações sobre o assunto.

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