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Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.

Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”

“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado

Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.

“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra” 

Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.

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A Direcção Provincial de Saúde de Nampula confirmou nesta terça-feira, a retoma plena dos serviços nos Centros de Saúde de Mazua e Chipene, no Distrito de Memba, depois de quase duas semanas de ausência total de atendimento, provocada pela instabilidade e pela deslocação massiva de famílias.

Em Mazua, as unidades sanitárias encontram-se novamente operacionais desde a semana passada, com equipas completas a prestar cuidados às comunidades locais.

Em Chipene, dois profissionais estiveram no posto até ontem, e espera-se que os restantes técnicos regressem em breve, garantindo assistência às populações que permaneceram na região e às que começam a regressar às suas aldeias.

A directora Provincial de Saúde, Selma Xavier, sublinhou que a reposição dos serviços nestas zonas críticas constitui um passo determinante na resposta sanitária à crise.

Paralelamente, o centro transitório de reassentamento em Alua continua a ser apoiado por uma equipa multissectorial de saúde, que funciona diariamente até às 15h30.

São técnicos de diversas áreas, incluindo enfermagem, medicina geral e saúde materno-infantil, destacados exclusivamente para responder às necessidades das famílias deslocadas.

A Direcção Provincial de Saúde assegura que a prioridade do Governo é garantir que, mesmo em contexto de emergência humanitária, nenhuma comunidade fique sem cuidados básicos.

“A população que está em Mazua e Chipene já está a ter assistência nos centros de saúde locais”, reafirmou a responsável, destacando que a retoma dos serviços era uma preocupação urgente das autoridades.

Educação garante estabilidade e maior participação nos exames

O Director Provincial de Educação em Nampula, William Tunzine, assegurou nesta terça-feira que o processo de exames em Chipene e Mazua decorre com estabilidade crescente, apesar das perturbações causadas pela deslocação de famílias devido à insegurança no Distrito de Memba.

Segundo o responsável do sector da educação na província de Nampula, as duas localidades estão a registar um retorno significativo dos alunos às salas de exame.

“Em Chipene, todos os 30 alunos da 10.ª classe já se encontram a realizar as provas, depois de um arranque marcado por incertezas”, confirmou William Tuzine, realçando que o aumento da presença demonstra maior confiança das famílias, que estão a acompanhar o regresso voluntário das crianças às escolas.

Em Mazua, por seu turno, de acordo com Tuzine, os números também mostram um quadro de recuperação. “De um universo de 69 alunos inscritos, 44 compareceram no primeiro dia de exames, número que subiu para 46 na manhã seguinte”, disse, destacando que esta tendência confirma que as comunidades começam a reorganizar-se e que os estudantes estão a retomar progressivamente a rotina escolar.

Williamo Tunzine afirmou ainda que, mantendo-se este ritmo de presença, existe uma forte expectativa de que, até à segunda época de exames, a maioria dos alunos inscritos em Chipene e Mazua seja avaliada normalmente, devolvendo estabilidade ao sector educativo nestas zonas afectadas.

Um navio pertencente à empresa Indo-África, carregado de cromo, está encalhado desde 1 de Novembro a esta parte à entrada do canal de acesso ao Porto de Quelimane. A administração marítima diz que o navio está com peso excessivo e a poluir o mar.

O navio da empresa Indo-África está encalhado na zona de Martibune, distrito de Inhassunge há mais de um mês. Saiu do Porto de Quelimane onde carregou quantidades não especificadas de pedra crômio.

A mercadoria iria depois ser repassada para um outro navio que está no largo do Oceano Índico, para depois seguir ao seu destino. Uma equipa da administração marítima na Zambézia esteve no local a aferir a situação e explica o que está a acontecer. 

“O que está a acontecer é que tivemos uma embarcação que encalhou e neste momento está-se a envidar esforços de modo que possamos remover a embarcação do local onde está”, começou por dizer Bela Mabazo, Administradora Marítima da Zambézia.

De acordo com a fonte, a embarcação tem peso excessivo e as máquinas não aguentaram o nível do canal e arrastaram a mesma, que acabou encalhando.

Bela Mabazo explica ainda que a embarcação tem estado a poluir o mar devido a carga que transporta. “Carrega pedra crômio, que é esta que está aqui, a poluir o nosso mar. A embarcação continua assim no local. Nós tivemos lá uma brigada multissetorial. O pessoal da administração todo esteve lá. E constatamos que aquela embarcação, toda a pedra crômio está praticamente a poluir o nosso mar”, explicou. 

As autoridades dizem que vão tomar medidas face ao que o navio está a causar ao ecossistema marinho. Ou seja, nota-se através das águas a poluição que está a ocorrer através da pedra crômio e os hidrocarbonetos.

“Neste momento, a primeira medida é notificar a Manica, que é o agente da empresa Indo-África, que é para prestar algumas declarações. E junto também da Indo-África encontramos soluções rápidas que é para ver se remove-se a embarcação com dois rebocadores daquele local”, disse Bela Mabazo, realçando ainda que “percebemos que eles não têm um plano de contingência, porque a embarcação está ali naquele local desde o dia 1 de Novembro”. 

Ademais, segundo a Administradora Marítima da Zambézia, percebeu-se que a embarcação não tem seguro e não houve controle nenhum na hora de fazer o carregamento, já que o peso era excessivo e a embarcação não aguentou.

Com relação ao processo administrativo, Bela Mabazo garante que há medidas que deverão ser tomadas, até porque “esta situação é gravíssima”.

“Portanto, neste momento estamos a ver se conseguimos garantir que não haja problemas naquele centro de pesca, com morte de pescados, primeiro por derrame de hidrocarbonetos, que está na embarcação, e que esta pedra crômio não possa continuar a poluir o nosso mar, apesar de já estar toda ela praticamente no mar”, concluiu.

A nossa equipa de reportagem sabe que a Indo-África não tem escritórios em Quelimane, por isso contactou o seu agente, a Manica Moçambique, baseada em Quelimane, mas a responsável negou-se a prestar declarações sobre o assunto.

O Grupo Nacional junto da Rede Parlamentar do Movimento dos Não-Alinhados (NAM-PN) realiza, a partir desta terça-feira, dia 2 de Dezembro, na Matola, o seu primeiro seminário de troca de experiências, tendo como objectivo reforçar a cooperação parlamentar e aprofundar os princípios basilares do movimento.

Intervindo na sessão de abertura da reunião, em representação da Chefe do Grupo Nacional junto da Rede Parlamentar do Movimento dos Não-Alinhados, Maria Ivone Soares, o deputado reafirmou ainda os princípios fundamentais do Movimento, designadamente, a independência nacional, a soberania, a integridade territorial e a segurança, destacando a importância do diálogo e da solidariedade entre os Estados-membros.

Segundo o deputado Dominic Phiri, o evento surge num momento internacional marcado por complexidades e incertezas, sublinhando que a cooperação parlamentar é essencial para enfrentar desafios globais como o neocolonialismo, o racismo e a pobreza.

Segundo Phiri, a Rede Parlamentar do Movimento dos Não-Alinhados constitui um instrumento político de grande relevância, conferindo maior voz e influência aos países em desenvolvimento e às nações do Sul Global, permitindo-lhes participar de forma mais activa nos processos de tomada de decisão internacional.

O deputado apelou a uma participação activa no evento, desejando que os debates sejam enriquecedores e tragam resultados que fortaleçam a acção colectiva do grupo parlamentar na defesa dos princípios que orientam o Movimento dos Não-Alinhados.

Na ocasião, a antiga deputada, Telmina Pereira, disse que o Movimento dos Não-Alinhados tem como visão fortalecer a compreensão mútua entre parlamentos e promover o intercâmbio de experiências dentro dos valores do Movimento, sobretudo garantir a defesa da soberania, evitar qualquer forma de interferência nos assuntos internos dos Estados e reforçar o princípio basilar do não-alinhamento.

No plano legislativo, Pereira explicou que a missão do Grupo Nacional consiste em apoiar o Movimento dos Não-Alinhados na elaboração e adopção de quadros legais, acrescentando que sempre que surgem matérias que exijam investigação, regulamentação ou aprovação de protocolos o Parlamento assume o papel de incorporar essas directrizes na legislação interna, fortalecendo o compromisso nacional com os princípios do não-alinhamento.

O ministro conselheiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Carlos, afirmou que a Rede Parlamentar do Movimento dos Não-Alinhados enfrenta desafios na implementação de deliberações nacionais.

Outro obstáculo apontado por Carlos é a complexa coordenação entre os parlamentos que operam em sistemas políticos distintos, referindo-se a exemplos como Azerbaijão e Arménia, bem como situações africanas, citando os casos do Sudão e Sudão do Sul.

O ministro conselheiro destacou que as divergências internas tornam difícil a harmonização de posições dentro do Movimento, sublinhando que o princípio do consenso, característico do NAM, nem sempre reflecte concordância plena entre os países.

Durante dois dias do seminário, os participantes vão partilhar experiências, fortalecer laços institucionais e definir estratégias que permitam traduzir os ideais do Movimento dos Não-Alinhados em iniciativas concretas de natureza legislativa e de fiscalização.

Mais de 65 mil pessoas no distrito de Chokwé, província de Gaza, estão a beneficiar de um projecto de resiliência urbana e climática implementado pela UN-Habitat, em coordenação com o Governo moçambicano e diversos parceiros de desenvolvimento. 

A iniciativa surge como resposta directa ao aumento da frequência e intensidade dos fenómenos climáticos extremos que afectam a região, marcada por cheias devastadoras e vulnerabilidades estruturais, segundo a ONU Habitação.

O projecto, que decorre há cinco anos, combina intervenções de infra-estrutura, capacitação institucional, reforço da gestão urbana e mecanismos de prevenção e resposta rápida. No centro desta abordagem, encontra-se o desenvolvimento do Regulamento de Resiliência Urbana, um instrumento orientador que vai estabelecer normas nacionais para promover cidades mais seguras e melhor preparadas para enfrentar eventos climáticos severos. O documento será submetido ao Conselho de Ministros para análise e eventual aprovação.

Segundo a Chefe do Escritório da UN-Habitat em Moçambique, Sandra Roque, que falava esta terça-feira, em Maputo, durante a apresentação dos resultados do projecto, disse que este é um passo decisivo para modernizar a gestão urbana no país. “Estamos a trabalhar num quadro normativo que permita que todas as cidades moçambicanas adoptem práticas de adaptação climática baseadas em evidências. Este regulamento vai ajudar a institucionalizar a resiliência urbana como parte da planificação do território”, afirmou.

O programa não é exclusivo de Moçambique. Ele foi igualmente implementado nas Comores, Malawi e Madagascar, no âmbito de um pacote financiado pelo Banco Mundial, avaliado em 14 milhões de dólares, dos quais o país recebeu mais de 3 milhões de meticais. A aplicação destes recursos permitiu reforçar a capacidade local de planeamento e criar infra-estruturas essenciais ao funcionamento das cidades em cenários de crise. 

De acordo com Sandra Roque, “em Chokwé, foram construídas e reabilitadas quatro infra-estruturas estratégicas, que hoje representam um alicerce fundamental para a protecção das comunidades. Entre elas, destacamos a rádio comunitária, que desempenha um papel crucial na disseminação de alertas, e o centro de refúgio, concebido para acolher famílias afectadas pelas intempéries.”

A intervenção em Chokwé gerou resultados visíveis e tem servido de base para a partilha de boas práticas com outras autarquias, segundo a edilidade. O edil de Chokwé, José Moiane, sublinha o impacto do projecto para a governação local. “Estamos a documentar e partilhar os resultados alcançados para que outras cidades aprendam com a nossa experiência. A resiliência climática deve ser um esforço colectivo, e Chokwé está a desempenhar um papel exemplar neste processo.”

Contudo, o edil lembra que a região continua vulnerável e necessita de investimentos contínuos, sobretudo na protecção contra cheias. “Ainda aguardamos a reabilitação do dique do Limpopo, uma intervenção que é determinante para proteger vidas e bens, sobretudo nos períodos de maior precipitação em Gaza”, acrescentou.

Para o Vice-Presidente do INGD, Gabriel Monteiro, as iniciativas desenvolvidas em Chokwé constituem um modelo replicável noutras regiões do país. “Este projecto mostra que é possível construir uma resiliência urbana global quando se combinam infra-estruturas adequadas, capacitação institucional e envolvimento da comunidade. O nosso apelo é para que se continue a aprimorar todas as componentes do projecto, de modo a garantir resultados sustentáveis.”

A gestora do projecto, Shila Morais, reforça que a criação de infra-estruturas robustas deve sempre ser acompanhada de mecanismos de comunicação e sensibilização. Segundo Morais, “o envolvimento da população, através da rádio comunitária e das campanhas de educação climática, tem sido essencial para que a resiliência não seja apenas técnica, mas também social.”

Com a consolidação dos resultados em Chokwé e o avanço do Regulamento de Resiliência Urbana, espera-se que mais cidades moçambicanas possam adoptar modelos semelhantes, fortalecendo a capacidade do país de enfrentar choques climáticos e proteger as populações mais vulneráveis.

Sem ter conseguido a sua qualificação para a fase final da Liga Africana de Basquetebol Feminino, a WBAL, o Costa do Sol estará presente na prova através de suas atletas.

Trata-se da extremo Eliotéria Lhavanguane e das postes Vilma Covane e Nilsa Chiziane que vão reforçar o clube angolano que procura, desta forma, elevar o nível competitivo e fortalecer a ambição em conquistar o título continental.

Para além das três jogadoras do Costa do Sol, o campeão angolano de basquetebol feminino conta ainda com os préstimos da outra moçambicana, a Chanaya Pinto, que foi cedida pelo Quinta dos Lombos de Portugal.

Em conferência de imprensa realizada no domingo último no Centro Cultural Paz Flor, foram apresentadas ao público as três atletas moçambicanas que vão reforçar o plantel nesta fase da prova.

Elioteria Lhavanguane, extremo de 28 anos, com 1,90 metros de altura, que, segundo escreve o clube leonino de Luanda, “destaca-se pela versatilidade ofensiva e capacidade de leitura de jogo, sendo uma peça que acrescenta mobilidade e intensidade à posição 3”.

Por seu turno, Vilma Covane, extremo poste de 29 anos de idade, 1,85 metros de altura, uma poste 4/5, “reconhecida pela força física e presença dominante no garrafão, chega para reforçar o poder defensivo e ofensivo próximo ao cesto”, segundo a visão do Sporting Clube de Luanda.

Já no que toca a Nilsa Chiziane, poste de 33 anos de idade e 1,89 metros de altura, o Sporting Clube de Luanda escreve que é uma jogadora “cheia de experiência e com grande presença no jogo interior, trazendo consistência, liderança e capacidade de decisão em momentos críticos”.

Motivadas e conscientes da responsabilidade, as três atletas assumiram o objectivo de representar Angola e o Sporting Clube de Luanda com garra, disciplina e espírito de superação, elevando o nome do clube no maior palco do basquetebol feminino africano.

Aliás, o clube angolano escreve, na sua página nas redes sociais, que “o Sporting Clube de Luanda demonstra claramente a sua ambição de lutar pelo troféu da WBAL e elevar o nome de Angola ao mais alto nível do basquetebol feminino africano. A equipa prepara a viagem para o Cairo confiante para enfrentar os maiores desafios do continente”.

A equipa técnica, liderada pela treinadora Ángela Cardoso destacou que o projecto competitivo assenta em três pilares fundamentais, nomeadamente fortalecimento táctico, estabilidade emocional e coesão colectiva.

A treinadora reforçou o compromisso de manter um modelo de jogo dinâmico, agressivo na defesa e eficaz nas transições, capaz de responder ao alto nível de exigência da prova continental.

A Liga Africana vai decorrer no Cairo (Egipto), entre os dias 6 e 15 de Dezembro.

A IV Sessão da Comissão Binacional entre Moçambique e África do Sul abriu esta terça-feira, em Maputo, com um forte apelo ao reforço da cooperação política, económica e de segurança entre os dois países. A reunião foi dirigida pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, que sublinhou a importância de transformar os acordos bilaterais em resultados concretos para as populações dos dois lados da fronteira.

Na sua intervenção, a chefe da diplomacia moçambicana deu as boas-vindas ao homólogo sul-africano, Ronald Lamola, e destacou que a presença da delegação visitante representa “uma oportunidade para continuarmos a assegurar que os nossos dois países trilhem os mesmos caminhos rumo ao fortalecimento dos laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação”.

Maria Manuela dos Santos Lucas sublinhou que esta sessão ministerial deverá marcar uma viragem na abordagem prática da cooperação entre os dois países. “Devemos ser mais ambiciosos e ousados na vertente pragmática”, disse, defendendo que cada decisão tomada na Comissão Binacional tenha “um horizonte temporal curto de resultados palpáveis”.

A segurança e defesa voltaram a ocupar lugar central na agenda, sobretudo devido aos desafios partilhados ao longo da fronteira. A Ministra reafirmou que “se Moçambique estiver seguro, a África do Sul estará também segura e vice-versa”, defendendo um reforço na troca de informações, formações e exercícios conjuntos.

No capítulo económico e social, o governo moçambicano aponta para a necessidade de acelerar a implementação dos instrumentos de cooperação. As áreas prioritárias, disse a Ministra, representam “pilares para catapultar o nosso desenvolvimento”, com impacto directo na vida dos cidadãos.

A governante agradeceu ainda o trabalho técnico das equipas dos dois países, que prepararam os documentos a serem analisados nesta sessão, e manifestou confiança de que as decisões a serem tomadas irão “abrir um novo horizonte” na cooperação bilateral.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, hoje, em audiência a Directora-Geral da  Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, num  encontro que reforçou a cooperação com a agência da ONU e  destacou a necessidade de integrar a migração como instrumento de  desenvolvimento nacional. A responsável da OIM sublinhou o  compromisso da organização em apoiar Moçambique na assistência  humanitária, na capacitação da juventude e na gestão ordenada da  migração.

Após a reunião, Amy Pope afirmou que o encontro permitiu uma troca  profunda sobre temas prioritários para o país. “Reunimo-nos com o  Presidente do país e abordámos um conjunto de questões importantes  para Moçambique”, declarou. 

A Directora-Geral destacou que uma das maiores preocupações  abordadas diz respeito ao norte do país, onde persistem deslocações  internas motivadas pela violência e pelos impactos climáticos. “Em  primeiro lugar, a assistência aos cidadãos que vivem no norte, muitos  dos quais deslocados pela violência ou pelos impactos climáticos”,  afirmou, salientando a necessidade de respostas integradas. 

A capacitação dos jovens para os desafios do futuro constituiu outro  elemento central das discussões. Amy Pope sublinhou que a OIM está  empenhada em reforçar programas de formação e integração no  mercado: “Falámos também sobre como podemos trabalhar com os  jovens de hoje para garantir que tenham as competências e a  formação necessárias para os empregos do futuro”. 

A migração como ferramenta de desenvolvimento nacional foi  igualmente realçada durante a audiência. “Discutimos igualmente  como a migração pode ser utilizada como parte do planeamento do  desenvolvimento do Governo”, explicou a líder da OIM, apontando o  potencial da mobilidade humana para fortalecer sectores  estratégicos. 

Amy Pope reafirmou ainda a continuidade do apoio da organização  ao país, destacando a solidez da cooperação existente. “Oferecemos  o nosso apoio, oferecemos a nossa solidariedade e esperamos  continuar esta parceria que tem sido muito importante para a  Organização Internacional para as Migrações”, afirmou.

O Ferroviário de Maputo partiu, na tarde desta terça-feira, para o Cairo, Egipto, onde, a partir de sexta-feira, vai lutar pela revalidação do título da Liga Africana de Basquetebol feminino. A delegação das “locomotivas” é composta por 22 elementos, dos quais 12 atletas, sendo nove moçambicanas e três estrangeiras, que vão procurar revalidar o título de campeão africano da modalidade.

As tricampeãs nacionais partiram para Cairo nesta terça-feira, com o objectivo claro nesta edição da WBAL, a Liga Africana de Basquetebol feminino, nomeadamente de procurar revalidar o canecão e conquistar o seu quarto título continental, depois de ter conquistado o terceiro em Dakar, no ano passado.

Na hora da partida, foi notória a alegria e a ambição das jogadoras em trazer, mais uma vez, a glória para o país, depois de ter conquistado, recentemente, o tricampeonato nacional da modalidade, o 11º no seu historial.

Esta deslocação a Cairo é o regresso da equipa feminina do Ferroviário de Maputo a um palco em que já foi feliz, em 2019, quando conquistou o segundo título, numa final épica diante das angolanas do Interclube.

Para esta edição, o Ferroviário reforçou-se com três atletas estrangeiras, nomeadamente a extremo-poste norte-americana Destiny Pitts, a base Makira Cook, também dos EUA, e a egípcia Hala Mostafa, numa delegação composta por 22 elementos, entre atletas, treinadores, fisioterapeuta, médico, técnicos de equipamentos e estatística e dirigentes.

A equipa técnica, liderada por Nasir Salé, integrando ainda Carlos Dezanove e Manuela Bucuane, leva para o Egipto 12 atletas, sendo nove moçambicanas e três estrangeiras.

Sílvia Veloso, a MVP do último campeonato nacional de basquetebol sénior feminino, lidera o grupo, juntamente com as colegas Bruna Argélio, Ingvild Mucauro, Rosa Cossa, Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Odélia Mafanela, Carla Covane e Stefânia Chiziane.

As estrangeiras chamadas pela equipa técnica são as norte-americanas Destiny Pitts, que regressa ao conjunto moçambicano depois de ter representado as “locomotivas” no ano passado, e Makira Cook, que vem pela primeira vez, para além da egípcia Hala Mostafa, jogadoram que chegam para acrescentar experiência, talento e poder ofensivo à campeã africana em título.

Com um grupo forte e motivado, o Ferroviário de Maputo promete lutar até ao fim e levar o nome de Moçambique ao mais alto nível do basquetebol africano feminino.

Além do Ferroviário de Maputo (Moçambique) participam da competição o Al Ahly Sporting Club (Egipto), APR Women BBC (Ruanda), ASB Makomeno (RD Congo), ASC Ville de Dakar (Senegal), C.N.S.S. (RD Congo), F.A.P Women (Camarões), KPA Women’s Basketball Team (Quénia), REG Women BBC (Ruanda) e Sporting Clube de Luanda (Angola).

A equipa “locomotiva” de Maputo fez uma escala em Adis Abeba, antes de desembarcar na capital egípcia na madrugada de quarta-feira, onde fará duas sessões de treinos antes do arranque da prova, na sexta-feira, uma edição que vai decorrer até 14 de Dezembro corrente.

A delegação do Ferroviário de Maputo é chefiada por Deolinda Mabote.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, foi investida por ser a primeira vez que participa nas Sessões da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, desde que assumiu funções, em Janeiro deste ano. Foram também investidos os representantes de Angola, Malawi, Maurícias, Namíbia e Seychelles.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, foi investida, nesta terça-feira, 02 de Novembro, como membro da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC. O acto decorreu durante a 58ª Sessão da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, que decorre na cidade sul-africana de Durban, com o tema “O Impacto das Mudanças Climáticas na Mulher e na Juventude da SADC e o Papel do Parlamento na Mitigação e Adaptação”.

No mesmo acto, tomaram posse igualmente outros dezanove novos membros da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, provenientes de Angola, Malawi, Maurícias, Namíbia e Seychelles, acto que consistiu no juramento de “Respeitar a Constituição, o Regimento e os Órgãos institucionais da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC”.

Este acto formal é observado todas as vezes que os Estados-membros apresentam novos titulares dos respectivos órgãos legislativos e novos membros dos grupos nacionais.

Para o caso de Moçambique, este acto acontece por ser a primeira vez que Margarida Talapa participa nas Sessões da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, desde que assumiu funções, em Janeiro corrente. 

A investidura dos demais membros do órgão legislativo da SADC decorre da nova configuração dos parlamentos nacionais e substituição dos titulares do parlamentos nacionais, como sucedeu, recentemente em Angola, em que Adão de Almeida substitui Carolina Cerqueira.

A investidura dos membros do órgão da SADC de Moçambique, Angola, Malawi, Maurícias, Namíbia e Seychelles decorreu na 58ª Sessão da Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, que decorre na cidade sul-africana de Durban, com o tema “O Impacto das Mudanças Climáticas na Mulher e na Juventude da SADC e o Papel do Parlamento na mitigação e adaptação”.

A delegação moçambicana integra, para além da presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, os deputados e membros do Grupo Nacional da SADC, nomeadamente, Raimundo Diomba, presidente do Grupo Nacional, Ivandro Massingue, Marquita Jaime e Jerónima Agostinho.

Talapa reúne-se com homólogos de Angola e Malawi

A presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, manteve encontros de cortesia com os homólogos de Angola, Adão de Almeida, e do Malawi,  Sameer Suleman, no âmbito do reforço da cooperação institucional e parlamentar.

É a primeira vez que a presidente do Parlamento moçambicano se encontra com os novos titulares dos Parlamentos de Angola e do Malawi. Adão de Almeida assumiu funções recentemente na Assembleia Nacional de Angola, substituindo, no cargo, Carolina Cerqueira. Sameer Suleman foi eleito presidente da Assembleia Nacional do Malawi, nas eleições gerais realizadas em Outubro corrente.

Com Adão de Almeida, Margarida Talapa passou em revista a cooperação existente entre os dois órgãos legislativos, sublinhando a necessidade da retoma dos acordos institucionais estabelecidos com a anterior direcção. Convidou o homólogo angolano a visitar o Parlamento moçambicano no decurso da III Sessão Ordinária, prevista para Fevereiro de 2026.

Na qualidade de Presidente em exercício da AP-CPLP, a presidente do Parlamento moçambicano agradeceu à Assembleia Nacional de Angola por acolher a sede da órgão e o apoio ao Secretariado Executivo, dirigido pelo moçambicano Atanásio Chacanane, lembrando ao homólogo que o seu país assumiu a responsabilidade de organizar, em 2026, a Reunião anual da AP-CPLP.

Em retribuição, o presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida,  elogiou a iniciativa da homóloga moçambicana de promover o encontro, manifestando total disponibilidade em prosseguir com as “boas relações existentes com o Parlamento moçambicano”.

Com o presidente da Assembleia Nacional do Malawi, eleito nas eleições gerais realizadas em Outubro corrente, Margarida Talapa manifestou, igualmente, interesse em reforçar a cooperação com o Parlamento daquele país vizinho.

Em alusão à dependência em relação aos portos moçambicanos, Sameer Suleman disse que Malawi não existe sem Moçambique e, por isso, irá empenhar-se pessoalmente para corresponder ao afecto que tem pelo nosso país.

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