O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta terça-feira, em Pemba, o compromisso do Governo com o empoderamento da mulher moçambicana e com a reconstrução social e económica de Cabo Delgado, destacando o papel central das mulheres no desenvolvimento do país, no âmbito da iniciativa de Governação de Proximidade com o Povo.
O anúncio da operacionalização do fundo “Pro Mulher” foi o ponto alto do encontro interactivo, onde o Executivo desenhou novas linhas de financiamento distrital e assegurou esforços contínuos para garantir a estabilidade na região Norte.
Durante uma interacção com mulheres da província, o Chefe do Estado sublinhou que a aposta em programas específicos para o género feminino decorre da confiança na sua capacidade de gestão e liderança, afirmando que o desenvolvimento de Moçambique não é possível sem a participação activa da mulher. No seguimento da sua visita de trabalho que realiza desde segunda-feira, o governante expressou o entusiasmo da liderança central com este diálogo directo.
Para sustentar a visão de inclusão do Executivo, o estadista moçambicano revisitou o percurso histórico do país desde a independência, em 1975, lembrando que a nação contou com uma única mulher no cargo de Primeira-Ministra, a falecida Luísa Diogo. A seguir, defendeu que a actual filosofia de governação assume como critério o equilíbrio de género nas tomadas de decisão na esfera do poder, estabelecendo que, caso a presidência seja ocupada por um homem, a liderança do Conselho de Ministros deve ser confiada a uma mulher.
O Presidente fundamentou que essa divisão de responsabilidades decorre do reconhecimento de que as mulheres são grandes gestoras, justificando assim a nomeação de quadros femininos para a pasta das Finanças, além dos ministérios da Educação, Combatentes, Trabalho e Negócios Estrangeiros. Em tom descontraído e próximo, o Presidente Chapo recorreu a exemplos do quotidiano doméstico para ilustrar a eficácia das cidadãs na administração de orçamentos familiares curtos, contrapondo com a facilidade com que os homens esgotam recursos.
Como resposta prática aos desafios económicos, o Chefe do Estado apresentou as directrizes do fundo “Pro Mulher”, um programa de financiamento estruturado que irá funcionar nos moldes do fundo Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e que se estenderá a todos os distritos do país. Esta iniciativa surge para dar robustez financeira ao programa “Empondera”, lançado no ano passado pela Primeira-Dama em Nampula, tendo como único requisito de acesso a confirmação de que a beneficiária é uma mulher moçambicana.
O governante enalteceu a resiliência das mulheres de Cabo Delgado, classificando-as como o símbolo máximo da resistência feminina no país por manterem o foco no trabalho e no desenvolvimento local, mesmo sob o peso das adversidades. Expressou a sua gratidão pelas ofertas e mensagens de apoio recebidas durante o evento em Pemba, notando que a capacidade de agradecer pelos pequenos gestos é a base para o crescimento colectivo. Durante a interacção, o Presidente Chapo abordou a crise humanitária provocada pelo terrirismo na província, tendo manifestado solidariedade para com as famílias deslocadas e sobreviventes, asseverando que a dor de Cabo Delgado repercute-se em todo o território nacional.
O Chefe de Estado lamentou que as acções terroristas estejam a desestruturar o tecido social através da separação forçada de famílias, mortes e destruição de infra-estruturas vitais, tais como escolas, hospitais e campos de cultivo que garantem o sustento comunitário. Diante deste cenário, o Executivo reafirmou o compromisso de trabalhar ininterruptamente para a reposição da ordem pública e da paz, garantindo que as raparigas e mulheres em situação de deslocação não percam o acesso à saúde e à educação. No encerramento do encontro, o Presidente Daniel Chapo apelou a um esforço conjunto de homens e mulheres para erradicar o terrorismo, e sublinhou que a violência nas famílias, seja ela física ou psicológica, compromete a harmonia social, destacando que os Gabinetes de Atendimento à Mulher e à Criança da Polícia da República de Moçambique (PRM) estão igualmente instruídos para acolher e mediar conflitos que afectem qualquer um dos cônjuges.
Os EUA e a Ucrânia dizem estar mais próximos do que nunca de um acordo para pôr fim à guerra russo-ucraniana. No entanto, Moscovo insiste em exigências territoriais que continuam a travar o consenso.
Estão totalmente acordadas as garantias de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia, revelou o presidente ucraniano este domingo na Flórida. Volodymyr Zelensky falava após uma reunião decisiva com Donald Trump sobre a paz.
“Discutimos todos os aspectos do quadro de paz, que inclui grandes conquistas, como o plano de paz de 20 pontos que está acordado em 90%, e as garantias de segurança entre EUA-Europa-Ucrânia foram acordadas a 100%”, disse o presidente ucraniano.
Por seu turno, Donald Trump declarou que a Ucrânia e a Rússia estão mais próximas da paz do que nunca.
“Tivemos discussões sobre praticamente todos os assuntos e isso inclui o presidente Putin e entramos em grandes pormenores e da mesma forma que entramos em grandes pormenores hoje (este domingo)”, declarou Trump.
Segundo Trump, após uma conversa telefónica com Vladimir Putin, Moscovo mantém a exigência de controlo total das regiões orientais da Ucrânia e continua a opor-se a um cessar-fogo imediato.
Ainda assim, Kiev reiterou que está pronta para um cessar-fogo como sinal de boa-fé, enquanto as negociações prosseguem sem um calendário definido.
Pelo menos 800 militares moçambicanos foram capacitados em 2025 pela Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ). Segundo comunicado enviado ao “O País”, durante o ano, foram implementados 36 programas de capacitação.
As actividades incluíram programas em áreas como Comando e Controlo, Logística, Training of Trainers para os instrutores das Forças de Reação Rápida, Manutenção e Transportes, Liderança, Pedagogia Militar, Cooperação Civil-Militar (CIMIC), Comunicação Estratégica e Assessoria Institucional ao Estado-Maior-General das FADM.
“Durante o ano de 2025, foram ainda lançados programas essenciais para garantir a sustentabilidade logística dos meios disponibilizados no âmbito do European Peace Facility (EPF)”, lê-se no comunicado.
A EUMAM MOZ é uma missão não executiva que tem como objetivo assistir as FADM a desenvolver capacidades para assegurar que estas implementam e sustentam o ciclo de emprego operacional das Forças de Reação Rápida, contribuindo assim para a estabilidade e o desenvolvimento da província de Cabo Delgado, com respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito Internacional Humanitário.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique é actualmente comandada pelo Comodoro, da Marinha Portuguesa, César Pires Correia, e conta com 83 militares de 12 nacionalidades. O mandato da EUMAM MOZ decorre até Junho de 2026.
O parlamento da Somália declarou ontem “nulo e sem efeito” o reconhecimento por Israel da região da Somalilândia como um Estado independente por violar o direito internacional.
O parlamento aprovou a “Resolução sobre a Rejeição e Prevenção da Violação por Israel da Soberania, Integridade Territorial e Independência da Somália”, que reconhece que a Somalilândia “é parte inalienável do território da República Federal da Somália”, segundo o texto publicado pelo Parlamento na sua conta da rede social Facebook e noticiado pelas agências internacionais.
A resolução sublinha que “qualquer reivindicação de independência ou reconhecimento internacional não tem fundamento legal” e insiste que “o reconhecimento de Israel é um ato ilegal que viola a independência e a soberania da República Federal da Somália”.
“É contrário à Carta das Nações Unidas, à União Africana, à Liga Árabe, à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e à Comunidade da África Oriental (EAC)”, afirma, acrescentando que decisão representa “uma ameaça à paz e à segurança da região do Corno de África, além de pôr em risco a nível global”.
Durante a sessão, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, condenou o ataque de Israel à soberania do país e destacou que “tais ações nulas e sem efeito representam um risco de desestabilização desta região africana e de ressurgimento de elementos extremistas, minando o progresso significativo alcançado na luta contra o terrorismo internacional”.
Numa nota escrita na sua conta do Twitter, reafirmou o compromisso “inabalável” da capital Mogadíscio com “a defesa da sua soberania e integridade territorial” e enfatizou que a Somalilândia “é parte inseparável da República Federal da Somália”.
A sessão parlamentar ocorreu um dia depois de o próprio Presidente somali criticar a “agressão ilegal” de Netanyahu e sublinhar que ela “contraria o direito internacional”. “A Somália e seu povo são um só: inseparáveis apesar da divisão que existe à distância”, afirmou na mesma rede social.
A decisão de Israel, criticada pela comunidade internacional, foi, no entanto, aplaudida pelas autoridades da Somalilândia, cuja capital, Hargeisa, acolheu inúmeras celebrações e manifestações na sexta-feira, durante as quais alguns participantes exibiram bandeiras israelitas.
O governo israelita já tinha reconhecido a independência da Somalilândia, mas num contexto muito diferente: em 1960, durante os cinco dias de existência do chamado Estado da Somalilândia, em plena retirada colonial.
Com um território de 175.000 quilómetros quadrados, situado no extremo noroeste da Somália, a Somalilândia declarou unilateralmente a independência em 1991.
Desde então, funciona de forma autónoma, com moeda, exército e polícia próprios, e distingue-se pela relativa estabilidade em comparação com a Somália.
Embora mantenha contactos diplomáticos com diversos países, nenhum Estado-membro das Nações Unidas reconhecia a sua existência como país independente.
Um memorando de entendimento assinado em Janeiro de 2024 pela Etiópia e pela Somalilândia – que garantiria a Addis Abeba o acesso ao Mar Vermelho em troca de uma percentagem da sua companhia aérea nacional, a Ethiopian Airlines, e do futuro reconhecimento da região – desencadeou uma grave crise diplomática entre os dois países.
Angola e a Namíbia aceitaram as condições do Reino Unido para repatriamento de cidadãos ilegais no país europeu e vão continuar a beneficiar da aplicação de vistos “expressos”, estatuto que será retirado à República Democrática do Congo (RDCongo).
As autoridades britânicas vão deixar de autorizar processos de vistos “expressos” aos cidadãos da RDCongo e, inclusive, os políticos do país africano não receberão qualquer tratamento especial ao viajar para o Reino Unido, de acordo com uma declaração do Ministério do Interior britânico, divulgada pela BBC.
Angola e a Namíbia, como aceitaram as condições do Reino Unido relativas à deportação de imigrantes ilegais, mantêm o estatuto, depois de Londres ter ameaçado os dois países com sanções, o que a RDCongo poderá agora enfrentar, ainda que Londres reconheça que alguns compromissos foram assumidos por Kinshasa.
Caso a RDCongo não colabore, sublinha o Governo britânico, pode enfrentar medidas sancionatórias mais severas, como a proibição da emissão de vistos para qualquer pessoa do país.
O Reino Unido considerava que os três países impediam efectivamente as deportações de “imigrantes ilegais e criminosos estrangeiros” para os respectivos territórios de origem através do recurso à burocracia. Nos próximos meses, os processos de vistos serão acelerados para Angola e Namíbia.
“Esperamos que os países cumpram as regras. Se um dos seus cidadãos não têm direito a estar aqui, devem levá-lo de volta. Agradeço a Angola e à Namíbia e congratulo-me com a sua cooperação. Agora é a altura de a República Democrática do Congo fazer o que está certo. Levem os vossos cidadãos de volta ou percam o privilégio de entrar no nosso país”, afirmou a secretária do Interior, Shabana Mahmood, citada pela BBC.
O Ministério do Interior sublinhou que o acordo de Angola e da Namíbia em melhorar os respectivos processos de deportação de imigrantes ilegais no Reino Unido marca o “primeiro sucesso das reformas em matéria de asilo [aprovadas] do mês passado”.
De acordo com as alterações do Governo britânico ao sistema de asilo do Reino Unido, o estatuto de refugiado passará a ser temporário, o apoio garantido à habitação para os requerentes de asilo será encerrado e serão criadas novas “rotas seguras e legais” para o Reino Unido, com um limite máximo.
Ao anunciar as alterações no mês passado, Mahmood advertiu que seriam aplicadas sanções em matéria de vistos aos países que não cooperassem com as políticas de regresso, incluindo um “travão de emergência” aos vistos para países com um elevado número de pedidos de asilo, até que estes aceitassem de volta os seus cidadãos que se encontravam ilegalmente no Reino Unido.
Uma fonte do Ministério do Interior, não identificada pela BBC, afirmou que os acordos poderão levar à expulsão e deportação de milhares de pessoas.
A governante afirmou ainda que Londres não hesitará em proibir a emissão de vistos para outros países que se recusem a receber de volta os seus cidadãos.
A Guiné-Conacri realiza este domingo eleições presidenciais, mais de quatro anos depois do golpe de Estado de 2021. O líder da junta militar, Mamady Doumbouya, é o principal favorito, num processo eleitoral contestado pela oposição.
O general Mamady Doumbouya assumiu o poder na Guiné-Conacri a cinco de setembro de 2021, após liderar um golpe de Estado que pôs fim a mais de uma década de governação de Alpha Condé.
Na altura, Doumbouya prometeu um período de transição limitado e o regresso rápido à ordem constitucional. No entanto, mais de quatro anos depois, o líder da junta militar concorre às eleições presidenciais marcadas para este domingo, viabilizado pela nova Constituição aprovada em setembro último.
A nova lei fundamental estabelece um mandato presidencial de sete anos e introduz novos critérios de elegibilidade, incluindo a obrigatoriedade de residência permanente no país. Com base nesta exigência, dois dos principais líderes da oposição, os antigos primeiros-ministros Sidya Touré e Cellou Dalein Diallo, foram impedidos de participar no escrutínio por viverem no exílio.
No total, nove candidatos concorrem à presidência da República, mas os oito adversários de Mamady Doumbouya são pouco conhecidos do grande público, numa corrida eleitoral considerada desequilibrada por observadores nacionais e internacionais.
No entanto, as autoridades guineenses garantem, por seu lado, que o processo decorre dentro da legalidade e que estão asseguradas as condições para a realização de eleições livres e ordeiras.
O líder golpista da Guiné-Conacri, Mamadi Doumbouya, deverá alcançar uma vitória confortável nas eleições presidenciais de domingo, impulsionado pelo arranque de uma há muito aguardada grande mina de minério de ferro e pela fraca concorrência do campo fragmentado da oposição.
Estão detidos um agente da Polícia e um funcionário da Administração Nacional de Estrada acusados de roubo e vandalização no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A Situação deixou o hospital parcialmente às escuras, além de deixar 4 serviços sensíveis sem sistema de frio e água
O Hospital Provincial de Xai-Xai sofreu o pior roubo e vandalização dos últimos 5 anos, na sequência da vandalização e saque.
“É um retrocesso muito grande. Os prejuízos são grandes. Não podemos trazer cá valores.Nos últimos seis meses temos registrado vandalizações de roubos de equipamentos, de vários bens. Estamos a falar de vandalização da parte elétrica da enfermaria de subespecialidade, que neste momento já estava pronta para funcionar”, revelou, Elisa Fuel, Administradora do hospital de Xai-Xai.
Os sistemas eléctrico, de frio e de canalização de água de 4 serviços sensíveis, com destaque para maternidade e pediatria, morgue e laboratório incluindo os sanitários, também, não escaparam dos malfeitores.
“indivíduos de má fé infiltram-se no hospital disfarçados, como pacientes, e perpetuam essas atitudes. Perdemos cerca de quatro ar-condicionados até então.Um dos ar-condicionados é da morgue, e também do armazém do laboratório provincial, que está dentro do hospital.Quatro casas de banho, duas do serviço de urgências, uma casa de banho da ortopedia, uma casa de banho do berçário, e também temos casas de banho da pediatria. Houve um roubo mesmo daquilo que são as torneiras, e não temos água, corrente” lamentou
De acordo com a Administradora do hospital de Xai-Xai, o crime que dura há seis meses foi planeado ao detalhe e “tudo acontecia a luz nas ” barbas”da polícia há seis meses, sendo que o posto policial funciona no interior do hospital há anos”.
A Equipa segurança do hospital entrou em cena e diz ter neutralizado em flagrante um agente da polícia da república de Moçambique e um funcionário da Administração nacional de estradas quando tentava carregar cabos elétricos na parte superior do edifício hospitalar.
“Estávamos a fazer uma ronda de como é que é possível tudo isso aqui ser roubado. Então nós conseguimos detectar como é que foi o assunto. Um é polícia, daqui do bairro 13.Um é trabalhador da ANE, esse que tirou fios lá em cima.É o que eu sei, mas os dois já estão nas mãos da polícia”, disse o chefe da segurança privada do hospital provincial de Xai-Xai.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique ( PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, entretanto, refuta todos os pronunciamentos da segurança privada.
“Não foram encontrados com os bens, mas sim estavam próximos ao local onde terá sido vandalizado a outra hora. Então acabaram sendo tidos como autores de vários crimes ou furtos que ocorreram naquele hospital.O que é necessário é a questão da responsabilização das pessoas que se encontram a trabalhar e deixam com que esses objetos sejam vandalizados”, considerou.
Júlio Nhamussua explica ainda que o caso segue em investigação e que novos dados poderão ser avançados nos próximos dias.
“Porque há um trabalho de base que precisa ser feito, não corrermos para a identificação parcial das pessoas, porque trata-se de identidade das pessoas e trata-se de instituições E quando nós corremos para afirmar que é um funcionário de instituição X, acabamos pondo em causa as próprias instituições por comportamentos”, concluiu.
Autoridades da maior unidade hospitalar de Gaza , exigem justiça e alerta que situação pode afetar vários serviços neste período de alta procura.
A Autoridade Marítima apreendeu um camião que transportou 220 sacos de peixe miúdo seco, capturado de forma ilegal, no posto administrativo de Bajone, distrito de Mocubela, província da Zambézia. O pescado tinha como destino a província de Nampula.
O país encontra-se actualmente em período de veda, uma medida que visa a preservação dos recursos pesqueiros, mas que continua a ser desrespeitada por alguns pescadores. O caso agora registado envolveu um carregamento significativo de peixe miúdo seco, transportado numa viatura que acabou por ficar atolada devido ao transbordo do rio Midir.
A situação facilitou a intervenção das autoridades marítimas, que procederam à apreensão do camião e do respectivo produto. O proprietário do pescado, visivelmente arrependido, alega que o pescado estava a ser transportado sem fins comerciais.
Segundo o Instituto Nacional do Mar (INAMAR), esta é a segunda viatura apreendida na província da Zambézia em menos de uma semana, elevando para cerca de 247 o número total de sacos de peixe apreendidos no mesmo período.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que as forças americanas realizaram o que ele descreveu como um ataque “poderoso e mortal” contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria, após semanas de duras críticas ao governo nigeriano pela perseguição aos cristãos.
Em uma postagem na sua plataforma de mídia social na noite de Natal, Trump não ofereceu detalhes operacionais e não especificou a dimensão dos danos infligidos ou o número de militantes alvejados na operação.
Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato porque a informação não foi divulgada publicamente, confirmou que os ataques foram realizados em coordenação com as autoridades nigerianas. Segundo o funcionário, a operação foi aprovada pelo governo da Nigéria, o que demonstra a cooperação contínua em segurança entre Washington e Abuja na luta contra grupos extremistas que atuam na África Ocidental.
Facções afiliadas ao Estado Islâmico têm atuado em partes do norte e nordeste da Nigéria, onde a insegurança ligada à insurgência e à violência sectária persiste há anos.
Na Cidade de Maputo, várias famílias celebraram o Natal em convívio, em casa, e vários cidadãos passaram o dia a trabalhar. “O País” traz histórias de profissionais que há anos dedicam esforços em benefício do próximo, mesmo no Dia da Família.
Receber quem chega ao mundo pela primeira vez foi o que Maria Mabasso escolheu e jurou fazê-lo para toda a vida. Assim o faz há oito anos e, neste 25 de Dezembro, não foi diferente. “Sou enfermeira já há oito anos. Meu trabalho consiste em trazer novas vidas ao mundo. Foi o que nós juramos desde a formação, graduação, até agora”, afirma.
É Natal, mas a profissão a obriga que passe o dia no local de trabalho. Longe da confraternização, Maria Mabasso passa repetidamente pelos corredores do Hospital Geral José Macamo, circula pela sala de parto e noutros sectores da maternidade. A sua missão é salvar vidas e essa tem sido a sua prioridade nos últimos oito anos.
“É mais agradável trazer uma criança ao mundo, pois uma mulher fica nove meses à espera de um bebé. Aquele bebé não é só esperado pela mãe, é esperado pela mãe, pelo pai, pelos avós, pelos vizinhos. Nós como enfermeiras, quando recebemos o bebé, entregamos à mãe, é uma satisfação que não tem como mensurar”.
A enfermeira não passou o Natal ao lado da sua família de sangue, mas ao lado daqui a sua profissão a deu, que cresce a cada dia que um novo paciente cruza o seu caminho.
“De momento que tu pões a bata branca, tu já sabes que o familiar não é só o grau parentesco, não é só o grau sanguíneo. É aquele que tu lhe acolhes, já é teu familiar.” Cuidar da saúde do próximo e salvar vidas foi o que também escolheu Elísio Chauque, médico há 17 anos. Mesmo passando o dia longe da família, o Natal carrega, para si, um significado forte.
“Para mim, estar aqui significa vitória. É exercer aquilo que eu gosto de fazer, aquilo que eu aprendi, aquilo que eu sei fazer com gosto. Primeiro é salvar as vidas, depois daqui é a família. Se nós não nos fazermos presentes aqui, muita gente pode perecer, e nós vamos carregar o sentimento de culpa.”
Fazer bem ao próximo é o que o move. Por isso, faz questão de trabalhar na quadra festiva no Natal e no fim do ano, período em que a procura por cuidados de saúde aumenta. Olhar atento, enquanto vigia todos os lados, para garantir que o local está seguro. Mulher, mãe e esposa, Helena esforça-se, muitas vezes durante a noite, em benefício da segurança do local onde trabalha.
“Eu gosto muito do meu trabalho, eu estou na segurança há mais de seis anos. Esse não é o primeiro ano a trabalhar nos dias de festa, de família. É só agradecer a Deus e não parar de trabalhar. Trabalhar dignifica o homem, o trabalho dignifica o homem. Para a família estar em pé, graças ao trabalho”. Ser agente de segurança é um trabalho não tão fácil, mas Helena o faz por amor à família, mesmo que tenha que abrir mão da confraternização do dia 25 de Dezembro.
Nas ruas ou nos mercados estiveram os vendedores de produtos alimentares, que dependem de receitas diárias para sobreviver. E porque a ocasião era também para fortalecer os laços de amor pelo próximo, Gina Josefa passou o dia na sua banca, no mercado Malanga, à busca de sustento para a sua família.
Regressar à casa, só depois de garantir uma refeição digna, para o Dia da Família, essa foi a meta estabelecida pela mulher. “Eu gostaria que eu estivesse em casa, mas não consegui, porque as pessoas, como ainda não receberam, não estão adquirindo as compras como deve ser. Estamos aqui a busca do pão. É um dia muito especial, mas ainda não consegui nada. Vou estar em casa com a minha família. Ao sair daqui, é que vou estar em casa com a minha família.”
São vários os profissionais que passaram o Natal e Dia da Família longe dos seus familiares e amigos. Deles fazem parte jornalistas, policiais, bombeiros, transportadores e outros.

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