O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

Vídeos

NOTÍCIAS

Mais de 15 estradas classificadas e não classificadas estão com transitabilidade condicionada devido às chuvas nas províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Equipas técnicas da ANE ainda não têm impacto real dos danos. 

As chuvas que caem um pouco por todo o país e com maior intensidade nas províncias de da zona centro e norte já causaram danos nas infraestruturas rodoviárias das províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Através de um comunicado de imprensa, a Administração Nacional de Estradas comunicou a intransitabilidade de algumas vias devido a alagamento das águas e danos nas pontes. 

Na província de Nampula, as estradas Nametil-Chalaua; Nacala-a-Velha – Memba; Ribaue Lalaua e Mecubúri – Muite, estão intransitáveis devido ao alagamento das águas e arrastamento de pontes. 

Já em Niassa, as ligações  Madjune-Mavago, Metangula – Cobwe; Marrupa – Mecula e Cuamba-Mecanhelas estão estão com alguns troços condicionados devido ao galgamento e arrastamento de pontes; corte de estradas. A ANE recomenda o uso de viaturas a quatro rodas e verificação prévia das informações sobre cada via.

As vias de acesso Maganja da Costa – Mocubela, na província da Zambézia e Guara Guara – BUZI, Província de Sofala, também estão intransitáveis, segundo o comunicado, devido ao arrastamento e subida do caudal e cortes nas estradas. 

A comunidade cristã celebra hoje o primeiro culto de domingo, no ano de 2026. Em Maputo, as igrejas dedicaram o dia para orar pela paz em Moçambique, na República Democrático do Congo e em todo o mundo. 

Em solenidade, mentes e corações voltados ao alto, cristãos celebraram o seu primeiro culto em um domingo no ano 2026.  Os metodistas unidos comeram do corpo e tomaram do sangue do seu senhor, anunciado a sua palavra até que venha, e enquanto não vem, foram a ele em orações pelos seus planos do novo ano.

Para os cristaos, não é o ano em si que vai mudar o rumo da vida, por isso apelam a renovação das mentes. 

Com o mesmo espírito, na Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ômega da Pandora, logo à entrada os membros recebiam os elementos da ceia, simbolizando o que os líderes religiosos dizem que deve caracterizar 2024, cuidado comum e mútuo. 

Os Mambas realizaram duas sessões de treinos em Fez, cidade onde vão defrontar a Nigéria para o jogo dos oitavos-de-final do CAN-2025. Os jogadores dizem que a motivação está em alta e estão prontos para o jogo. Já o médico garante que quase todos jogadores estarão disponíveis para o embate desta segunda-feira, a partir das 21h00.

Foram duas sessões efectuadas, sendo a primeira ao princípio da noite de sábado e a segunda na manhã deste domingo, no relvado anexo ao estádio que vai acolher o jogo, em Fez.

Os jogadores dizem estar preparados para o embate, e assumem que o objectivo é fazer melhor e chegar mais longe na competição.

Para que o objectivo seja alcançado, os Mambas dizem já ter a fórmula para ultrapassar a Nigéria.

Para já, o estado clínico dos jogadores é motivador. Mussa Calú diz que todos jogadores estão aptos para o embate desta segunda-feira diante da Nigéria.

Moçambique e Nigéria cruzam-se pela sexta vez esta segunda-feira a partir das 21h00. Os Mambas procuram a primeira vitória frente às Super Águias.

O Senegal e o Mali são as primeiras selecções a garantirem vagas nos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações, que decorre em Marrocos. Este domingo haverão mais dois jogos dos oitavos-de-final da competição.

Senegal e Sudão foi o primeiro jogo dos oitavos-de-final do CAN e apesar do seu favoritismo os senegaleses começaram tremer, quando aos seis minutos, Aamir Yunis colocou a bola longe do alcance de Edouard Mendy para abrir o marcador.

Mas cedo reagiu o campeão africano de 2021, através de Pape Gueyé, que aos 29 minutos desferiu um remate rasteiro para restabelecer a igualdade. Mas nada que fosse justo, já que o Senegal continua a dominar o jogo.

Só no limite do apito final da primeira parte que Pape Gueyé voltou a levantar o estádio com um remate indefensável à entrada da área, para repor justiça no marcador.

O Senegal não tirava o pé do acelerador e nem algumas tentativas do Sudão criavam perigo na zona recuada senegalesa. Para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor, Ibrahim Mbayé sentenciou o jogo aos 77 minutos. E muitos outros golos ficaram por marcar, mas no final o Senegal venceu por 3-1 e qualificou-se aos oitavos-de-final da prova.

O adversário do Senegal foi conhecido ainda na noite deste sábado, quando Mali e Tunísia se defrontaram. Os malianos foram os mais sacrificados, mas mais felizes. Aos 26 minutos já jogavam com menos uma unidade após expulsão de Coulibaly.

A Tunísia aproveitou para encostar o adversário na zona recuada, sem no entanto conseguir os seus intentos.

Só mesmo a dois minutos do fim do jogo chegou ao golo por Firas, a dar indicação de um vencedor. Mas mesmo no último lance do tempo regulamentar o Mali ganhou uma grande penalidade e Sinayoko voltou a dar esperança aos malianos.

Uma esperança confirmada na marca das grandes penalidades, após três tentativas falhadas pelos jogadores da Tunísia, com o Mali a ter três remates certeiros e garantir vaga nos quartos-de-final.

Marrocos vs Tanzania e África do Sul vs Camarões são os jogos marcados para este domingo.

 

Um cidadão foi assassinado, neste sábado, dentro da sua própria residência, no bairro de fomento na Matola. Testemunha conta que o crime foi protagonizado por dois homens, até agora em parte incerta.

Mais uma vida foi apagada na Matola, província de Maputo. Em curto espaço de tempo, criminosos introduziram-se na residência da vítima e abriram fogo contra um cidadão que se encontrava no seu quintal.

De seguida, puseram-se em fuga, de acordo com testemunhas, a vítima era um agente do Serviço de Investigação Criminal.

O “O País” contactou sem sucesso  a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal para falar sobre o assunto.

Uma parte da população da cidade de Pemba sente-se cercada devido a insegura provocada pelo terrorismo e pedem o fim do conflito o mais rápido possível.

Apesar da ocorrência de ataques terroristas, a   situação de segurança em Cabo Delgado registou uma relativa  melhoria, mas uma boa parte da população de Pemba tem medo de sair da cidade.

A população de Pemba já não está a suportar viver com medo e  confinada,  mas  algumas pessoas já estão conformadas e tentam conviver com o conflito.

Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, algumas pessoas passaram a viajar para os distritos  da província de avião, e as poucas  pessoas usam via terrestre, saem  apenas em caso de extrema necessidade devido ao terror  nas estradas da província.

Desconhecidos estão a roubar  diverso material elétrico, que alimenta o sistema de abastecimento de água da cidade de Pemba e actualmente funciona de forma improvisada.

O material eléctrico do Sistema de Abastecimento de Água de Pemba começou a ser roubado logo depois da sua reinauguração, em Agosto de 2024, e o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água em Cabo Delgado confirma ter participado o caso às autoridades, mas até hoje, a situação continua, e cada dia pior.

O governador de Cabo Delgado visitou o sistema de Abastecimento de Água de Pemba e prometeu resolver o problema, mas pediu ajuda da Autoridade Tradicional e da população.

O roubo de material elétrico, que alimenta o sistema de abastecimento de água da cidade de Pemba, é quase diário, e a maior parte dos casos ocorre na fonte de captação que fica no distrito de Metuge, a cerca de cinquenta quilómetros da capital de Cabo Delgado.

O Problema é considerado de grave e ameaça deixar cerca de quatrocentas mil pessoas sem água potável.

O Município de Chimoio acaba de instalar câmeras de vigilância na cidade. A medida, segundo João Ferreira, vai ajudar as autoridades policiais a combater a criminalidade. Numa primeira fase as câmeras estão instaladas no centro urbano, mas os munícipes querem que sejam instaladas nos bairros periféricos. 

Uma média de cinco pessoas são atacadas diariamente por malfeitores na cidade de Chimoio. O município diz que não está alheio a essa preocupação que coloca em causa a segurança. Por isso, investiu em câmeras de vigilância para identificar os que semeiam terror na cidade.

Ferreira diz que as autoridades que administram a justiça podem desde já solicitar ao município imagens para esclarecer possíveis casos criminais em áreas onde estão instaladas as câmaras. Aliás, o edil diz estar aberto a instalar plataformas de visualização de imagens em algumas instalações.

Os munícipes louvam a medida, mas querem que a edilidade instale mais câmaras nos bairros periféricos, onde tem sido principal palco de crimes.

Falta de água potável e incumprimento de promessas feitas pela empresa ICVL inquieta famílias reassentadas em Mboza, no distrito de Moatize, em Tete. O sistema de abastecimento de água está avariado há alguns meses.

Pouco mais de 270 famílias de Benga, em Tete, foram obrigadas a abandonar suas casas em 2022. No local, foi instalada uma mina de carvão pela ICVL e as famílias foram reassentadas em Mboza, a cerca de 10 quilómetros de Moatize.

Quatro anos depois, a comunidade reassentada queixa-se de péssimas condições de vida, agravadas pela escassez de água potável e pela falta de transporte, situações que a população diz estar a agravar a sua situação de vida.

O sistema que garantia o abastecimento regular de água à localidade encontra-se avariado há vários meses. Por isso, quase toda a população é obrigada a recorrer à única bomba de água por ali existente para ter acesso ao precioso líquido.

Segundo os reassentados, várias promessas feitas pela empresa ICVL, aquando do reassentamento, não foram cumpridas.

Júlio Calengo, Diretor Executivo da Liga dos Direitos Humanos  em Tete, esteve à frente das negociações entre a empresa mineira e as comunidades, na como advogado da população. Para si, o processo de reassentamento foi incompleto.

O administrador de Moatize explica que a escassez de água na vila resulta, em grande parte, da vandalização das condutas do sistema de abastecimento. 

Neste momento, de acordo com o administrador, há falta de fundos para assegurar o fornecimento regular de água potável à população.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria