Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.
Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.
Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.
No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.
Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.
A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.
Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.
Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.
José Chichava diz que Alfredo Gamito deve ser considerado Pai da descentralização, pelo seu contributo na criação de leis específicas, tanto como Ministro da Administração Estatal, quanto como deputado.
O académico José Chichava substituiu Alfredo Gamito na função de Ministro da Administração Estatal. Chichava diz que seu trabalho foi facilitado pela inteligência de Gamito.
“Vamos perder a firmeza com que ele defendia a questão da descentralização. Ele foi das pessoas que logo no princípio, por exemplo, quando veio esta questão de alguma proposta em tempos da Renamo, de fazermos autarquias provinciais. Ele, portanto, de forma, evidentemente, rejeitou isso, explicou que não tinha absolutamente nenhum sentido em termos de autarquias provinciais”, disse.
Por isso diz que o Ministro Gamito, como carinhosamente o tratava, devia ser considerado Pai da descentralização.
“Ele, de facto, é das pessoas que deu aquilo que podemos chamar o pontapé de saída na descentralização no país. Porque hoje a lei que nós temos, a 2/97, foi feita, portanto, das mãos dele. Ele é que levou essa lei à Assembleia da República. E acontece uma coisa interessante, que facilitou o meu trabalho. É que quando eu entro, o ministro Gamito vai para o Parlamento para dirigir a Comissão da Administração Pública e Poder Local. Significa que, portanto, todas as propostas que eu poderia ter, propostas de lei, que tinham que ir ao Parlamento, eu tinha já tudo facilitado. Porque eu tinha alguém, primeiro, que vivia os problemas da Administração Pública. É por isso que foi muito mais fácil, já no meu tempo, aprofundar algumas coisas da descentralização, bem como aprovarmos a lei dos órgãos locais do Estado”, explicou emocionado Chichava..
Foi sob sua gestão que houve reformas profundas na administração pública, segundo testemunha o secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira.
“Um grande homem que tinha uma visão sobre a Administração Pública, porque tinha trabalhado a nível local. E isto facilitou a sua actividade quando chega ao cargo de ministro. Posteriormente, quando chefiou a Comissão da Administração Pública e Poder Local na Assembleia da República, facilitava muito a discussão, a compreensão dos projectos de lei que eram submetidos à Administração Pública. Era uma pessoa de trato fácil, era uma pessoa afável e era uma pessoa íntegra”, disse, recordando vários episódios de integridade do finado. Um deles foi:
“Em algum momento, na altura, os ministros viviam em casas afetas aos ministérios, mas que eram casas da APIE. Houve ministros que passaram estas casas por seu nome e depois compraram. Mas o Sr. Gamito instruiu o Ministério da Administração Estatal para registrar aquela casa onde ele vivia em nome do Ministério da Administração Estatal”.
Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, conta que tinha no Gamito um irmão mais velho e que a família é o legado mais valioso deixado.
“Não existe nada mais importante do que termos valores, vivermos com regras, vivermos com princípios e sabermos de onde viemos. Eu creio que ele fez. Há sempre aquele provérbio que diz que se o rio não sabe onde está a sua fonte, esse rio corre o risco de um dia secar. E para todos nós, se não prestarmos a devida atenção às nossas origens, à origem da nossa família, àquilo que nós transportamos como valor familiar, então nós corremos o risco de nunca ter uma família. E eu acho que o legado, em primeiro lugar, foi ter feito a família. Todo o resto vai ser julgado pela própria sociedade, pela história”.
Como parlamentar, Alfredo Gamito foi mentor de muitos deputados, tal é o caso de Galiza Matos Jr.
“Alfredo Gamito tinha um domínio muito grande sobre diversas questões deste país, sobretudo a questão da governação local. Vale lembrar que alguma literatura sobre a governação local, alguma legislação ou se não muita legislação, passou pelas mãos dele.
Mas um momento muito interessante que eu tive a oportunidade também de estar com ele foi aquando da comissão mista, em 2016, junto da actual primeira-ministra, o general Jacinto Veloso, ele próprio e o general Hama thai, e do outro lado, a Renamo, quando tivemos que fazer o diálogo a nível da comissão mista, dado que estávamos num momento de clivagem em que havia ataques um pouco pelo país. E ali também ele emprestou o seu saber, tal como fez com muito mérito a nível de outras comissões. Este processo que estamos a viver da descentralização, muitas das ideias que estão aí resultam de um trabalho que ele próprio desenvolveu junto de outras pessoas. Portanto, Alfredo Gamito foi uma pessoa que fez, em parte, este país ser o que é hoje”, declarou.
Vários países africanos reagiram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência de um ataque norte-americano à Venezuela. Enquanto África do Sul e Gana condenaram de forma explícita a ação dos Estados Unidos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) optaram por posições mais cautelosas. Outros países do continente, entre eles Angola, enviaram mensagens de apoio a Caracas.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira (05.01), a CEDEAO reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional, mas apelou simultaneamente ao respeito pela soberania e pela integridade territorial da Venezuela, princípios consagrados no direito internacional e na Carta das Nações Unidas.
A organização regional, que integra 12 países, manifestou ainda apoio à posição da União Africana, que defendeu a moderação e o diálogo inclusivo com o povo venezuelano.
Também a União Africana evitou uma condenação direta ao ataque dos Estados Unidos. Num comunicado divulgado na noite de sábado, a organização sublinhou que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos por via do diálogo. A UA reafirmou o seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, pela integridade territorial e pelo direito dos povos à autodeterminação. A organização pan-africana destacou igualmente a importância da resolução pacífica de litígios, do diálogo e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais, num contexto de cooperação e coexistência pacífica entre as nações.
Já a África do Sul assumiu uma posição mais firme, afirmando, em comunicado, que os acontecimentos “minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”.
O Governo do Gana também condenou o “uso unilateral da força” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, “evocam a época colonial e imperialista e estabelecem um precedente perigoso para a ordem mundial”. O executivo ganês apelou ainda à libertação do chefe de Estado venezuelano.
“O Governo do Gana acompanha a situação na Venezuela com grande preocupação e sublinha que tais ataques ao direito internacional, as tentativas de ocupação de territórios estrangeiros e o aparente controlo externo dos recursos petrolíferos têm implicações extremamente adversas para a estabilidade internacional e a ordem mundial”, refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, revelou nas redes sociais ter recebido mensagens de apoio de vários países africanos, entre os quais Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.
No sábado, forças militares norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a congressista Cilia Flores. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, e deverão comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde enfrentarão várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas moderadas a fortes, por vezes localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia de hoje, no Norte do país.
Segundo o comunicado, a previsão abrange a província de Nampula, com destaque para os distritos de Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liúpo, Mogincual, Meconta, Mossuril, Monapo, Nacala, Nacarôa, Memba, Erati, Murrupula, Rapale, Muecate, Mecuburi e a cidade de Nampula.
Em Cabo Delgado, as chuvas deverão afectar principalmente os distritos de Mecufi, Chiúre, Namuno, Balama, Montepuez, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade, Palma e a cidade de Pemba.
Já na província de Niassa, o INAM indica como mais afectados os distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Maúa, Nipepe e Marrupa.
De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir 30 a 50 milímetros em 24 horas, sendo localmente superiores a 50 milímetros, mantendo-se assim o cenário de chuvas em curso.
O comunicado acrescenta ainda que se prevê a continuação de chuvas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, também nas zonas sul e centro do país.
Arrancam já esta terça-feira, os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. Mais de 34 mil candidatos disputam cerca de 4 mil vagas.
Para o ano académico 2026 a Universidade Eduardo Mondlane tem a disposição 124 cursos e cerca de 4 mil vagas.
Os exames de admissão são a condição para estudar na maior universidade pública do país, por isso, cerca de 26 mil alunos disputam pelas vagas, a partir desta terça-feira, por meio da realização das provas.
“Continuamos mais ou menos com os mesmos cursos mais concorridos, como sendo o de Medicina, como sempre em primeiro lugar,depois temos Direito, temos a Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, a Engenharia Elétrica, a Engenharia Mecânica e também o novo curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural”, explicou Isabel Guiamba, Chefe do Departamento de Exames de Admissão.
Os exames de admissão decorrem em simultâneo na UEM, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico.
O apelo é para que se evite a fraude académica.
“Nós recomendamos também que eles não levem para a sala de exames materiais ou dispositivos não permitidos. Estamos a falar de telemóveis, sobretudo, que eles usam ou mais levam. Todo candidato que for encontrado com o telemóvel, ou qualquer outro instrumento ou dispositivo, portanto, que se configura ser fraude ou de uso para o cometimento de fraude, esse candidato é, na hora, portanto, desclassificado e vai perder o ano.”
Os exames serão realizados nos modelos integrado e não integrado.
“Os exames também continuam a ser no modelo misto, ou seja, teremos exames integrados, integrados para todas as disciplinas, onde a duração dos exames será de três horas e os candidatos estarão realizando exames de duas disciplinas. Enquanto que os exames não integrados, a duração é de uma hora e meia para os cursos de música e teatro.”
Os exames de admissão terminam a 09 de Janeiro.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são esperados hoje no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Eles serão notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, vai comparecer, esta segunda-feira, perante um juiz de Nova Iorque, às 15 horas de Moçambique.
A comparência de Maduro foi confirmada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul, em Manhattan, local onde o líder da Venezuela e sua esposa vão ser notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.
Maduro é acusado pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o líder venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.
Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.
O julgamento sobre o caso pode demorar mais de um ano, segundo o jornal The New York Times. Não há informação sobre se Maduro e a esposa indicaram advogados ou se serão representados por um defensor cedido pelos EUA.
A presidente interina da Venezuela ofereceu-se, nesta segunda-feira, para colaborar com os Estados Unidos da América, numa agenda focada no “desenvolvimento partilhado”, adoptando um tom conciliatório pela primeira vez desde que as forças norte-americanas detiveram o presidente venezuelana, Nicolás Maduro.
Num comunicado publicado nas redes sociais, citado pela imprensa internacional, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o seu Governo está a dar prioridade à construção de relações de respeito com os EUA, depois de ter criticado a operação de sábado como uma apropriação ilegal dos recursos naturais do país.
“Convidamos o Governo dos EUA a colaborar connosco, numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado, dentro da estrutura do direito internacional, para fortalecer a convivência comunitária duradoura”, disse Rodríguez. “O Presidente Donald Trump, os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”.
Rodríguez, que também desempenha as funções de ministra do petróleo, é considerada há muito tempo o membro mais pragmático do círculo próximo de Maduro, e Trump tinha declarado que ela estava disposta a trabalhar com os EUA.
Publicamente, no entanto, a Presidente interina e outros funcionários classificaram as detenções de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, como um rapto e afirmaram que Maduro continua a ser o líder legítimo da nação.
Trump declarou aos jornalistas, no domingo, que poderia ordenar outro ataque caso a Venezuela não coopere com os esforços dos EUA para abrir a sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico.
Trump ameaçou ainda com acções militares na Colômbia e no México e disse que o regime comunista de Cuba “parece estar prestes a cair” por si só. As embaixadas da Colômbia e do México em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Aos 16 anos, aluna de canto na MUSIARTE, transforma a paixão pela música numa oportunidade para jovens músicos em situação de vulnerabilidade. No âmbito de um projecto escolar, Leonor Dias Vaz lançou uma campanha de angariação de fundos Every Note Makes a Difference para, inicialmente, financiar duas bolsas de estudo, cada uma correspondente a dois anos de formação musical na MUSIARTE.
Leonor Vaz transformou a sua vivência pessoal num projecto de alcance coletivo, liderando uma bem sucedida iniciativa de angariação de fundos “Every Note Makes a Difference” destinada a apoiar jovens talentos musicais em situação de vulnerabilidade social.
A campanha superou as expectativas, tendo angariado mais de meio milhão de meticais, permitindo a atribuição de quatro bolsas de estudo completas para quatro jovens músicos de origens vulneráveis em Maputo.
No âmbito da iniciativa, Leonor organizou um evento público de angariação de fundos na Escola Internacional Americana de Maputo, que reuniu alunos da MUSIARTE e da Escola Portuguesa de Maputo. Durante o evento, apresentou pessoalmente o seu projecto, partilhando a sua visão, motivação e compromisso com o alargamento do acesso à educação musical.
Com um percurso artístico já reconhecido além-fronteiras, tendo sido finalista do The Voice Kids Portugal 2024, Leonor tem plena consciência do privilégio que representa ter acesso a uma educação musical de qualidade. Foi precisamente essa consciência que a levou a questionar as desigualdades de oportunidades enfrentadas por muitos jovens da sua geração, igualmente talentosos, mas sem os mesmos recursos.
O projecto Every Note Makes a Difference – Bolsas de Estudo Leonor Vaz afirma, de forma inspiradora, que a liderança não tem idade e que os jovens artistas podem desempenhar um papel activo e transformador na sociedade, promovendo oportunidades, esperança e futuro através da educação e da música.
Cinco pessoas, sendo duas mulheres e seus três filhos com idades entre oito e 10 anos, morreram em consequência de um naufrágio na lagoa de Nwembje, na zona de Mukumbura, em Bilene, Gaza. Em conexão com o caso, estão detidas duas pessoas acusadas de transporte ilegal.
Um trágico episódio abalou a vila turística de Bilene, em Gaza, onde três crianças e suas mães morreram na sequência de um naufrágio ocorrido por volta das 17 horas desta sexta-feira, na lagoa de Nwembje, na zona de Mukumbura.
As vítimas cumpriam o último dia de lazer na vila Turística, sendo que na manhã deste sábado estariam de regresso à capital Maputo, segundo contou Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.
“Vinham a bordo 16 pessoas, das quais cinco perderam a vida. No entanto, dessas cinco vítimas, três perderam a vida no local e duas vítimas perderam a vida durante o processo de socorro para a unidade sanitária mais próxima. Estamos a falar de Bilene. O restante das pessoas foram socorridas com vida”, confirmou Abel Simango.
De acordo com o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), a embarcação que naufragou tinha capacidade para transportar 13 pessoas, mas, na altura do incidente, estavam a bordo 16 pessoas.
“A capacidade da embarcação é de 13 passageiros. Por essa razão, estamos ainda a trabalhar justamente para ver se, de facto, foi mesmo a questão da superlotação ou não porque estava a levar praticamente 16 pessoas. Isso significa que, em condições normais, ou por outras, este número é maior em relação ao número real que a embarcação deveria transportar com si”, revela Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.
Acredita-se que o excesso de lotação e a falta de habilidades do piloto tenham concorrido para a tragédia.
Abel Simango diz que algumas equipas que integram o SENSAP, o PCLF e o INTRANSMAR estão no terreno para averiguar com mais detalhe a situação, porque “presume-se que seja excesso de lotação, assim como a má distribuição das pessoas dentro da própria embarcação”.
Ainda assim, o porta-voz do SENSAP não quis revelar mais detalhes e prometeu que “vamos trazer mais dados nos próximos dias, porque existem equipas que estão no terreno a trabalhar para este efeito”.
Suspeita-se que muitos dos passageiros seguiam a bordo sem coletes salva-vidas. O piloto e proprietário da embarcação, supostamente ilegal, estão detidos no distrito de Bilene.
Três pessoas morreram afogadas na praia de Njalane, na cidade da Beira. O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, em Sofala, diz que a área da praia onde ocorreu o incidente não é adequada para banhistas.
Ao todo, são quatro pessoas que estavam num lazer na praia de Njalane, na cidade da Beira, e, quando se fizeram ao mar, foram atingidos por uma onda que levou à morte três pessoas.
“As vítimas estavam num momento de lazer, algumas acompanhadas por familiares e outras por amigos, e estas decidiram fazer-se ao mar. Devido à falta de habilidades de natação, foram fustigadas por uma onda, na qual as três vieram a perder os sinais vitais”, disse Dércio Chacate.
A sobrevivente foi socorrida para o hospital e poderá ter alta em breve, segundo revelação feita pelo porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate. “Uma foi socorrida ao Hospital Central da Beira e esta temos informações de que se encontra num estado moderado, está mesmo sob assistência e fora de perigo. Brevemente ou nas próximas horas, irá voltar ao convívio familiar”, contou.
Familiares das três vítimas mortais reuniram-se para prestarem apoio uns aos outros.
Raúl Gonçalves, pai de uma das vítimas mortais, fala do estado emocional das famílias das vítimas. “Só fiquei a saber quando vieram para cá para nos informar do que havia acontecido. Primeiro presumi que fosse acidente de viação, mas depois percebi que não. Eles eram um grupo de pessoas que saíram daqui, incluindo meu cunhado, e então soubemos que tinham três pessoas mortas”, contou Raúl Gonçalves.
Segundo a polícia, a fatalidade ocorreu numa área não adequada para banhistas. O local era apenas de apanha de caranguejos.

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