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Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram novos ataques com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas na Arábia Saudita, numa altura em que se intensificam os confrontos entre o grupo e a coligação liderada por Riade. Em resposta, a coligação prometeu reagir com firmeza, enquanto prosseguem os ataques aéreos contra posições houthis no Iémen.

A Autoridade Geral da Aviação Civil da Arábia Saudita informou, este domingo, que um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital, Riade, provocou a morte de um cidadão paquistanês e feriu outras 11 pessoas.

Anteriormente, a coligação liderada pela Arábia Saudita havia anunciado que um projéctil, cuja origem não foi identificada, atingiu um terminal de passageiros do aeroporto, provocando um incêndio que estava a ser controlado pelas equipas de emergência.

O aeroporto já tinha sido alvo de ataques a 8 de Outubro, que, segundo as informações divulgadas, causaram a morte de três cidadãos sauditas e vários feridos. No sábado, voltou a ser atingido, num ataque que terá provocado 12 mortos e 309 feridos, levando à suspensão temporária das operações para avaliação dos danos e reforço das medidas de segurança.

Ainda este domingo, a Autoridade Geral da Aviação Civil anunciou que o Aeroporto Internacional Rei Fahd, nas proximidades de Dammam, na Província Oriental, também foi atacado. As autoridades iniciaram a avaliação dos danos e as inspecções de segurança às instalações aeroportuárias.

Num comunicado, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, afirmou que o grupo realizou quatro operações com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas sauditas nas últimas 24 horas. Entre os alvos indicados estão os aeroportos internacionais Rei Khalid e Rei Fahd, bem como duas instalações operadas pela empresa petrolífera saudita Aramco.

Sarea advertiu ainda que os aeroportos e o espaço aéreo sauditas, com excepção das cidades sagradas de Meca e Medina, permanecem vulneráveis a novos ataques, considerando essas áreas parte do campo de operações do grupo.

 

ARÁBIA SAUDITA INTENSIFICA ATAQUES NO IÉMEN

Entretanto, os ataques aéreos sauditas prosseguem nas zonas controladas pelos houthis no Iémen, numa escalada que ameaça agravar ainda mais o conflito.

Yahya Sarea afirmou que aviões de guerra sauditas realizaram 124 ataques nas últimas 24 horas, tendo como alvos a capital, Sana’a, e as províncias de Taiz, Marib, Al-Jawf, Hajjah, Hodeidah e Saada.

A estação televisiva Al-Masirah, controlada pelos houthis, noticiou igualmente que um ataque aéreo saudita atingiu o Aeroporto Internacional de Sana’a, sem avançar, numa primeira fase, informações sobre vítimas ou danos materiais.

Por sua vez, um responsável militar iemenita afirmou que a aviação saudita intensificou os bombardeamentos contra áreas controladas pelos houthis na província de Taiz, no sudoeste do país, onde os confrontos entre as forças governamentais e os rebeldes se agravaram.

 

COMUNIDADE INTERNACIONAL CONDENA ATAQUES

A intensificação dos combates está a suscitar preocupação internacional. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o ataque de sábado contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, alertando que os ataques contra civis e infra-estruturas civis constituem violações do direito internacional e devem cessar imediatamente.

Os Emirados Árabes Unidos, o Sudão, o Egipto, a Turquia, Israel, o Iraque, a Síria, a Palestina, o Bahrein, o Paquistão, a Rússia e a Liga Árabe também condenaram o ataque.

Perante o agravamento da situação, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi, manifestou a disponibilidade de Teerão para prestar assistência com vista à abertura de um diálogo entre a Arábia Saudita e o Iémen e à criação de condições para uma solução política.

A posição foi expressa durante uma conversa telefónica, este domingo, com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan bin Abdullah Al Saud, na qual ambos abordaram os últimos desenvolvimentos no Médio Oriente, segundo a agência noticiosa oficial iraniana IRNA.

Araghchi manifestou profunda preocupação com a escalada das tensões, defendendo que a insistência nas soluções militares e o afastamento das vias diplomáticas poderão agravar ainda mais a crise. O governante reiterou que os conflitos no Médio Oriente não têm solução militar.

O Iémen vive mergulhado num conflito desde finais de 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sana’a, e vastas áreas do norte do país. Em 2015, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente em apoio do Governo iemenita internacionalmente reconhecido, actualmente sediado na cidade portuária de Aden, no sul.

A retoma dos combates representa uma nova escalada do conflito, depois de uma trégua mediada pelas Nações Unidas, em 2022, ter contribuído para a redução significativa das principais hostilidades.

 

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Velhos rivais voltam a defrontar-se e há novos confrontos em vista com o início dos quartos-de-final da Liga Europa em futebol. Braga e FC Porto procuram ganhar vantagem nesta primeira mão, por forma a encarrar a segunda mão com alguma tranquilidade.

A Liga Europa também entra para a fase crucial, com a disputa dos jogos da primeira mão dos quartos-de-final. São quatro jogos que vão definir os semi-finalistas, onde Portugal conta com duas equipas, tal como Espanha e Inglaterra, com Itália e Alemanha a colocarem uma equipa cada nesta fase.

Veja a seguir a antevisão de cada jogo desta primeira mão, feita pela UEFA.com 

 

Braga vs Real Betis

As coisas não pareciam estar a correr bem para o Braga depois de ter perdido fora por 2-0 na primeira mão dos oitavos-de-final, contra o Ferencváros, mas a equipa de Carlos Vicens reagiu com pujança na partida do Minho, onde dois golos de Ricardo Horta inspiraram uma vitória por 4-0 que garantiu a qualificação. 

Finalista derrotado desta competição em 2011 (diante do Porto), o Braga começa a sonhar que, desta vez, pode chegar novamente ao jogo decisivo.

Tal como o seu adversário, o Betis também recuperou de uma desvantagem inicial e venceu a segunda mão dos oitavos-de-final por 4-0, derrotando o Panathinaikos por 4-1 no total. 

Os finalistas da Liga Conferência da época passada parecem estar em grande forma, e o médio Sofyan Amrabat já sonha com mais uma final: “Espero conseguir voltar a Istambul, porque joguei lá no ano passado com o Fenerbahçe; ir lá com a equipa, disputar a final e vencê-la – esse é o nosso sonho.”

Este é o primeiro confronto oficial entre as duas equipas.

 

Bologna vs Aston Villa

Estas duas equipas estão a ficar bem familiarizadas uma com a outra na Europa, uma vez que este é o seu terceiro confronto nas duas últimas temporadas. O Villa levou a melhor nas duas ocasiões anteriores, ao vencer o Bologna por 2-0 na fase de liga da Champions League de 2024/25, antes de triunfar por 1-0 na Jornada 1 da Liga Europa da presente época, com o capitão John McGinn a marcar nos dois jogos.

Os Rossoblù, no entanto, vão entrar em campo animados pela emocionante vitória por 5-4 no total das duas mãos, após prolongamento, sobre o rival italiano da Roma nos oitavos-de-final, um resultado que lhes permitiu qualificar-se para os quartos-de-final de uma grande competição europeia pela primeira vez.

O Bolonha não perde há 11 jogos na Liga Europa League, a série invicta mais longa da história do clube nas competições da UEFA.

 

Porto vs Nottingham Forest

Este confronto marca mais um reencontro da fase de liga, quando o Forest bateu em casa o Porto por 2-0 na Jornada 3, graças a golos de Morgan Gibbs-White e Igor Jesus, um dos melhores marcadores da competição, com sete golos. 

No entanto, a equipa de Francesco Farioli tem melhorado bastante desde aquela noite no City Ground e mantém-se invicta nos sete jogos disputados desde então na Liga Europa.

Enquanto o Porto rumou sem problemas aos quartos-de-final após uma vitória por 4-1 no total das duas mãos sobre o Stuttgart, o Forest precisou do desempate por penáltis para eliminar o Midtjylland, mantendo assim vivas as esperanças de conquistar um título na sua primeira campanha de regresso à Europa em 30 anos. 

O Porto perdeu apenas um dos seus últimos 13 jogos em casa na UEFA e ganhou os cinco disputados na presente época.

 

Freiburg vs Celta

O Freiburg teve uma exibição extraordinária para dar a volta a uma desvantagem de 1-0 do primeiro jogo e derrotar o Genk por 5-2 no total das duas mãos nos oitavos-de-final, com o avançado japonês Yuito Suzuki a marcar um grande golo após um contra-ataque fulminante. 

Depois de ter sido eliminada nesta fase em duas ocasiões nos últimos anos, a equipa alemã chegou finalmente aos quartos-de-final pela primeira vez.

O Celta, por sua vez, chega a esta fase pela quinta vez após afastar o Lyon, embora só tenha chegado às meias-finais uma vez. Uma boa exibição em França permitiu-lhe avançar com um total de 3-1, demonstrando que é capaz de conseguir o resultado que deseja.

Nenhuma equipa marcou mais golos do que os 21 que o Celta conseguiu até agora nesta competição.

 

Moçambique acolhe, de 29 de Abril a 2 de Maio, a qualificação regional para o Campeonato Africano de Voleibol de Praia 2026. O evento reunirá várias duplas da região que procuram garantir o acesso à fase final da maior prova continental da modalidade.

A realização deste torneio em solo nacional destaca o papel do País no desenvolvimento do desporto em África. Para os atletas moçambicanos, esta é a oportunidade de competir com o apoio do público e lutar pelo apuramento num ambiente familiar, capitalizando o factor casa.

Espera-se que a competição seja marcada pelo equilíbrio e pela qualidade técnica, reforçando o prestígio de Moçambique na organização de grandes eventos desportivos.

Para já, os trabalhos das duplas nacionais continuam, tendo em vista a preparação para a qualificação para os Jogos Africanos. Por ora, os trabalhos das duplas nacionais são vistos, pelo gabinete técnico, como um passo importante para o desenvolvimento da modalidade e garantir o sucesso do País no continente.

Os mesmos decorrem no campo anexo à Escola Secundária Estrela Vermelha e na Arena da Costa do Sol, onde os atletas se focam na melhoria do rendimento desportivo.

O objectivo central desta preparação consiste na correcção de aspectos técnicos e tácticos importantes para elevar a competitividade das selecções nacionais perante os desafios internacionais que se aproximam.

A Federação Moçambicana de Voleibol reitera o compromisso em assegurar que as duplas se apresentem na sua melhor forma, focadas em superar os desempenhos anteriores.

Além do mais, a FMV acredita que todo o esforço feito neste ciclo de treinos será decisivo para garantir a qualificação de Moçambique para a fase final da competição continental, honrando a tradição de sucesso do voleibol de praia moçambicano e elevando o nome da nossa bandeira em toda a África.

Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.

“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”

Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de  trabalho.

Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.

“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.

A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.

“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.

Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.

“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.

As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.

A selecção nacional de sub-17 do nosso País já conhece os seus adversários para a fase de grupos da 16.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2026, a decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho em Marrocos. Trata-se de Mali, Tanzânia e Angola, esta última seu rival da região.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações da categoria de sub-17 foi realizado na tarde desta quarta-feira, na cidade do Cairo, Egipto, e definiu a composição dos quatro grupos da competição que terá lugar em Marrocos, em Maio e Junho próximos.

Moçambique, que esteve integrado no pote 4 do sorteio, foi sorteado para integrar o Grupo C, juntamente com as selecções do Mali, Angola e Tanzânia, num enquadramento competitivo que exigirá elevado rigor táctico e maturidade competitiva dos jovens Mambinhas.

A fase final do CAN sub-17 contará com 16 selecções, distribuídas em quatro grupos de quatro equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo avançam para os quartos-de-final, fase em que os oito apurados garantem automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria do próximo ano.

Para além disso, as selecções que terminarem na terceira posição de cada grupo disputarão um play-off adicional, do qual sairão mais duas equipas qualificadas para o Mundial.

Histórico de Moçambique e Raio-X dos adversários do grupo C

Moçambique soma duas participações na história do CAN sub-17, nomeadamente nas edições de 1995 e 2001, tendo, em ambas ocasiões, ficado pela fase de grupos.

A edição de 2026 representa, assim, uma nova oportunidade para a selecção nacional ultrapassar essa barreira e afirmar-se entre as melhores do continente, até já provou nas provas que disputou ano passado e este ano.

Os adversários de Moçambique apresentam percursos distintos na competição, com algum histórico relevante. A Etiópia conta com três participações (1997, 2001 e 2003), tendo alcançado como melhor resultado o quarto lugar na edição de 1997, evidenciando tradição competitiva na prova.

A Tanzânia soma igualmente três presenças (2017, 2019 e 2025), tendo sido eliminada na fase de grupos em todas elas, perfilando-se como uma equipa em busca de afirmação.

Já Angola apresenta maior regularidade, com cinco participações (1997, 1999, 2001, 2019 e 2025), destacando-se o terceiro lugar alcançado em 2019, o melhor registo entre os adversários directos de Moçambique no grupo.

Com um grupo equilibrado e adversários com diferentes níveis de experiência, Moçambique terá de apresentar consistência e ambição para lutar por um dos lugares de qualificação.

A campanha rumo ao CAN sub-17 deste ano arranca, assim, com um desafio claro: transformar potencial em resultados e escrever uma nova página na história do futebol jovem nacional.

A prova vai decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.

 

Eis a composição dos quatro grupos:

Grupo A: Marrocos, Tunísia, Egipto e Etiópia.

Grupo B: Costa do Marfim, Camarões, Uganda e RD Congo.

Grupo C: Mali, Angola, Tanzânia e Moçambique.

Grupo D: Senegal, África do Sul, Argélia e Gana.1

O futebol tem destas partidas cruéis e o Sporting sentiu-o da forma mais amarga na noite de terça-feira. Num Estádio José Alvalade vibrante e esgotado, os “leões” viram uma exibição defensiva quase perfeita ser desfeita ao minuto 90+2, com o Arsenal a levar para Londres uma vitória preciosa por 0-1.

Desde o apito inicial, ficou clara a estratégia das duas equipas. O Arsenal, fiel à identidade de Mikel Arteta, assumiu o controlo da posse e tentou empurrar o Sporting para o seu último terço. Contudo, a organização leonina mostrou-se imperial. Com as linhas muito juntas e uma entreajuda constante, os espaços para Bukayo Saka e Martin Ødegaard aparecerem foram quase nulos durante a primeira hora de jogo.

O Sporting não se limitou a defender e, em transições rápidas exploradas pela velocidade de Luís Suárez, ameaçou a baliza de David Raya, obrigando o guardião espanhol a duas intervenções de recurso que mantiveram o nulo até ao intervalo.

Na segunda parte, a pressão dos Gunners intensificou-se. O cansaço começou a pesar nas pernas dos jogadores caseiros e o Arsenal refrescou o ataque. Quando tudo indicava que o Sporting conseguiria levar o empate para a segunda mão — um resultado que seria inteiramente justo pelo rigor táctico demonstrado — surgiu o momento decisivo.

Numa insistência pelo corredor central, a bola sobrou para Kai Havertz dentro da área que, com frieza, bateu Rui Silva e silenciou as bancadas de Alvalade. Não houve tempo para a reacção: o golo “ao apagar das luzes” deu a vitória a quem foi mais persistente, mas castigou severamente quem tanto trabalhou.

Apesar da derrota caseira, a eliminatória não está sentenciada. O Sporting viaja para o Emirates Stadium no dia 15 de Abril com a obrigação de vencer, mas com a certeza de que tem argumentos para bater o pé aos gigantes ingleses. Em Alvalade, ficou a imagem de um leão ferido, mas ainda muito vivo na luta por um lugar nas meias-finais da prova rainha da UEFA.

 

Bayern surpreende no Bernabéu e trava hegemonia do Real Madrid

No “templo” da Liga dos Campeões, o Bayern de Munique mostrou por que razão é um dos eternos candidatos ao trono europeu. Numa noite em que o Real Madrid carregava o favoritismo das bancadas, a equipa de Vincent Kompany foi mais inteligente, bateu os recordistas de troféus por 1-2 e partiu com vantagem para a decisão na Baviera.

A primeira parte foi um xadrez táctico, com o Real Madrid a pressionar alto mas a esbarrar num inspirado Manuel Neuer, que, aos 40 anos, somou defesas cruciais. Contra a corrente do jogo, ao minuto 41, Serge Gnabry isolou Luis Díaz, que não perdoou na cara de Andriy Lunin.

O choque para os adeptos locais aumentou mal começou o segundo tempo. Com apenas 20 segundos decorridos após o reatamento, Harry Kane recebeu de Michael Olise e, com um remate seco de fora da área, ampliou para 0-2, anotando o seu 49.º golo na temporada.

O Real Madrid, fiel à sua mística de nunca desistir, lançou-se ao ataque. Após várias tentativas travadas por Neuer, a resistência alemã quebrou ao minuto 74. Trent Alexander-Arnold cruzou rasteiro e Kylian Mbappé apareceu no sítio certo para encostar, reduzindo a diferença e incendiando o Bernabéu para os minutos finais.

Apesar do sufoco final, com Vinícius Júnior e Mbappé a forçarem defesas de recurso, o Bayern segurou o resultado, que será discutido em Munique, no dia 15 de Abril.

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, recebeu hoje, no seu gabinete, o segundo grupo  de profissionais de saúde que beneficiam de bolsas de especialização  na Índia.

O encontro serviu para formalizar a despedida dos bolseiros, que  partem integrados num programa mais vasto de capacitação institucional. Segundo Francisco Langa, representante da área de  formação no Ministério da Saúde, a audiência ocorreu “no âmbito das  100 bolsas atribuídas pela Primeira-Dama ao Ministério da Saúde”. 

Langa explicou que o projecto tem um alcance geográfico  abrangente, assegurando que as oportunidades de formação não se  limitem aos grandes centros urbanos. “E essas 100 bolsas são para todo  o país”, sublinhou o responsável, destacando a equidade na selecção  dos beneficiários. 

O cronograma de formação já se encontra em curso, tendo sido  recordado o percurso inicial deste projecto de cooperação. “Tivemos  o primeiro grupo de 12 bolseiros que seguiram em Janeiro para a Índia,  que vieram de todas as províncias do país”, referiu Francisco Langa  durante as declarações à imprensa. 

Sobre o grupo actual, o representante do Ministério da Saúde  detalhou a composição e a origem dos profissionais que compõem  esta nova vaga. “Este é o segundo grupo, vai seguir também para a  Índia este mês, e são provenientes da província de Sofala, Zambézia e  a Cidade de Maputo”. 

A continuidade do programa está garantida para o curto prazo, com  novos processos de selecção já em perspectiva. Langa anunciou que  “teremos também no próximo mês mais um grupo que serão  selecionados bolseiros de todo o país”, mantendo a dinâmica de envio  de quadros para o estrangeiro. 

O impacto esperado destas bolsas foca-se directamente na eficiência  do Sistema Nacional de Saúde e na assistência direta ao cidadão.  “Dizer que essas bolsas, como são de especialização, vão ajudar muito naquilo que é a melhoria da qualidade de serviços prestados à  população no âmbito da expansão dos serviços de saúde”, afirmou  Francisco Langa. 

Entre os beneficiários está Rosária Marcos Manhique, enfermeira de  saúde materno-infantil do Hospital Central de Quelimane, na província  da Zambézia, que expressou o sentimento do grupo. “Estou aqui neste  momento para agradecer à Sua Excelência Primeira-Dama pela  oportunidade que nos deu de irmos à Índia e nos especializarmos em  enfermagem oncológica”. 

A enfermeira destacou a raridade de tais oportunidades para a classe  profissional e a relevância do gesto da Primeira-Dama. “Dizer que essas  oportunidades aqui vão ajudar a muitos de nós enfermeiros, que  muitas das vezes não temos tido essa oportunidade e, sem mais  palavras, dizer que estou muito grata por essa oportunidade”, concluiu  a bolseira.

Israel manteve ataques no sul do Líbano e realizou bombardeios no Irão nas últimas horas, no mesmo dia em que entrou em vigor um cessar-fogo​​​​​​​ de duas semanas entre Washington e Teerão.

O Exército israelita atacou o sul do Líbano nesta quarta-feira, deixando várias vítimas mortais, segundo meios de comunicação libaneses, apesar de Telavive ter declarado aceitar a trégua com o Irão, mas excluindo o território libanês do acordo.

Citada pel;a DW, a agência oficial libanesa “ANN”, informou que um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah provocou várias mortes, sem número confirmado. Em Chaqra, pelo menos quatro pessoas morreram após um bombardeamento atingir um edifício próximo ao Hospital Hiram e um centro médico, causando ainda vários feridos.

Outras localidades atingidas incluem Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.

O conflito no Líbano intensificou-se após ataques do Hezbollah, aliado do Irão, em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, iniciada em 28 de fevereiro. Desde então, mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas. Israel reiterou ainda a intenção de ocupar a faixa sul até ao rio Litani.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram que realizaram, durante a noite, uma série de bombardeios contra bases de lançamento de mísseis em todo o território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque de Teerão.

Segundo comunicado militar, citado pela DW, a Força Aérea atingiu “dezenas de locais de lançamento” para impedir uma ofensiva maior de mísseis balísticos contra Israel. As autoridades israelitas não esclareceram se os ataques terminaram antes ou depois da entrada em vigor do cessar-fogo à 0 hora.

Israel registou ainda o lançamento de mísseis iranianos cerca de 15 minutos após o início da trégua, sem novos ataques desde então.

O Presidente da República, recebeu em audiência, na manhã desta quarta-feira, a cidadã moçambicana Cecília Sebastião Mathe, carinhosamente  conhecida por Avó Cecília, com o propósito de manifestar a sua admiração  pelo trabalho que esta desenvolve na promoção do livro e do gosto pela  leitura no país. 

Durante o encontro, o Chefe do Estado enalteceu o empenho e a  dedicação de Avó Cecília, destacando o impacto positivo da sua acção  junto das crianças. Na ocasião, o Presidente Chapo encorajou-a a  prosseguir com a sua missão, afirmado: “Nós estamos consigo, Vovó  Cecília”.

Residente no Bairro da Mafalala, na Cidade de Maputo, Cecília é  responsável por um acervo bibliográfico denominado Biblioteca Avó Cecília,  espaço através do qual tem vindo a incentivar hábitos de leitura, sobretudo  entre os mais jovens. 

Na audiência, a interlocutora deu a conhecer, com maior detalhe, o seu  trabalho e os projectos que vem desenvolvendo no domínio da promoção  da leitura. Explicou que a sua acção assenta, actualmente, numa biblioteca  móvel, denominada Biblioteca Angola, através da qual leva livros a diversas  comunidades. “A mensagem é o gosto pela leitura. Eu tenho uma biblioteca  móvel, chamada Biblioteca Angola, que é para todos, mas principalmente  para o público infanto-juvenil”, afirmou. 

Segundo referiu, o projecto tem permitido alcançar crianças e estudantes  de diferentes níveis de ensino, com particular incidência para alunos da 1ª à  11ª classe. “As crianças têm vindo, os jovens também aparecem, embora  em menor número, mas o foco principal são os estudantes, desde os mais  pequenos até à 11ª classe”, explicou. 

Relativamente ao acervo bibliográfico, Avó Cecília destacou que o mesmo  resulta, em grande medida, de esforço pessoal, complementado por  contribuições solidárias. “Eu compro os livros, mas ultimamente tenho tido  muitas ofertas. Há pessoas e iniciativas que têm contribuído, o que ajuda  muito a fortalecer a biblioteca”, sublinhou. 

Intervindo na ocasião, Avó Cecília reiterou a importância de incutir o hábito  de leitura desde a infância, dizendo: “Por ser de pequeno que se torce o  pepino, prefiro trabalhar com as crianças que, nesta era de crescente  digitalização, têm cada vez menos incentivos à leitura”. 

No que concerne à sua visão de futuro, manifestou o desejo de evoluir da  actual biblioteca móvel, ou itinerante, na linguagem técnica, para uma  infra-estrutura permanente. “O meu sonho é ter uma biblioteca fixa, não  apenas móvel. Quero um espaço próprio, voltado essencialmente para o  público infanto-juvenil”, afirmou. 

A interlocutora destacou, igualmente, a sua ligação à área da educação,  referindo que, para além da sua formação como bibliotecária, já exerceu  funções como professora e continua, sempre que possível, a apoiar o  processo de aprendizagem. “Para mim, ser bibliotecária é também ser um  pouco professora. Já fui professora e continuo a dar algum apoio básico às  crianças”, referiu.

Actualmente com 76 anos de idade, Avó Cecília é reformada da função  pública, tendo sido quadro da Biblioteca Nacional, sediada na Cidade de  Maputo. Há 11 anos, concluiu a licenciatura em Gestão e Estudos Culturais  pelo Instituto Superior de Arte e Cultura (ISARC), no Município da Matola, aos  65 anos de idade, demonstrando, assim, o seu contínuo compromisso com o  conhecimento e a valorização da cultura. 

Com esta iniciativa, Avó Cecília reafirma o seu compromisso com a  promoção da leitura, da educação e do acesso ao conhecimento, pilares  fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do país.

O Governo desafiou, nesta quarta-feira, em Maputo, os operadores de safaris e gestores das áreas de conservação a tornarem o sector mais atrativo, para os jovens, e impulsionador da economia da vida selvagem e da sua cadeia de valor, alertando que o fraco envolvimento juvenil reflecte o subaproveitamento do seu potencial económico no país.

O desafio foi lançado pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, que considera que o sector ainda não consegue captar o interesse necessário, sobretudo da juventude, revelando limitações no aproveitamento das suas potencialidades.

“Se a actuação dos agentes do safari continua remota, é sinal de que o sector não está a ser suficientemente aproveitado, o que demonstra que ainda não conseguiu captar o interesse necessário, sobretudo da juventude”, afirmou.

O governante sublinhou ainda que o desafio não se limita à capacitação, mas também ao reforço contínuo das competências técnicas, defendendo que a conservação deve traduzir-se em desenvolvimento efectivo.

“É fundamental criar espaço para que a conservação se traduza em desenvolvimento efectivo, com benefícios visíveis para todos os intervenientes, desde os gestores dos parques até às comunidades locais”, advertiu.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Biofund, Carlos Santos, questionou o real aproveitamento do património natural do país, sublinhando que, apesar dos avanços, a vida selvagem pode ter um contributo mais significativo na economia nacional.

“Há sinais claros de que a vida selvagem já tem um peso importante, mas pode contribuir muito mais para a economia nacional”, afirmou, apontando também barreiras persistentes, desde limitações estruturais até à necessidade de políticas mais ajustadas. Defendeu, por isso, um debate orientado para resultados, capaz de alinhar a conservação com o desenvolvimento económico.

Já o presidente da Associação Moçambicana de Operadores de Safari, Adamo Valy, considerou que o encontro constitui uma oportunidade para redefinir o rumo do sector, através da análise de modelos de sucesso na região.

“Queremos, com este fórum, estudar os melhores exemplos ao nível regional, para perceber o que pode ser adaptado à realidade moçambicana”, disse. O responsável destacou ainda o papel dos operadores em zonas remotas, onde muitas vezes asseguram apoio directo às comunidades, defendendo maior coordenação institucional para tornar o sector mais competitivo e sustentável.

Na mesma conferência, a presidente da Millennium Challenge Corporation Moçambique, Augusta Maita, destacou o Compacto II, avaliado em 537 milhões de dólares, como um instrumento estratégico para fortalecer os meios de vida das populações e promover a conservação da vida selvagem, com enfoque nas zonas costeiras.

“Este compacto pretende fortalecer os meios de vida das populações e promover a preservação da vida selvagem, ao mesmo tempo que impulsiona investimentos estruturantes”, explicou.

Os intervenientes convergiram na necessidade de uma actuação conjunta entre o Governo, o sector privado e as comunidades, apontando a valorização dos recursos naturais como essencial para impulsionar a economia da vida selvagem e garantir um desenvolvimento inclusivo e duradouro no país.

O evento conta com a presença de várias entidades em representação da região da SADC e de organizações não governamentais

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