Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.
Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.
Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.
No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.
Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.
A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.
Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.
Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) agendou para quinta-feira, na cidade de Rabat, o sorteio da 14.ª edição do Campeonato Africano das Nações Feminino 2026, com sede no Reino de Marrocos, que acolhe, igualmente, até 18 do corrente, a competição sénior masculino.
O sorteio marcará um ponto de virada na história da competição. Pela primeira vez, o CAN feminino será disputado por 16 selecções, em comparação com as 12 das edições anteriores, um sinal do crescimento contínuo do futebol na referida classe no continente.
Como país anfitrião, Marrocos terá a companhia da Argélia, Burkina Faso, Camarões, Cabo Verde, Côte d’Ivoire, Egipto, Ghana, Quénia, Malawi, Mali, Nigéria, Senegal, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia. Um grupo de alto nível, que mistura potências históricas com selecções em ascensão.
O CAN Feminino teve as duas primeiras edições, disputadas em 1991 e 1995, realizadas de forma descentralizada, sem um único país sede fixo. Inicialmente irregular, o torneio passou a ser bienal a partir de 1998, organizado pela Nigéria, com alguns ajustes da data, devido à pandemia e outras questões logísticas.
A selecção nigeriana, com 10 títulos, é a maior vencedora do evento. Guiné Equatorial (2028 e 2012) e África do Sul (2022) são as outras nações que já conquistaram o ceptro continental.
Antes do sorteio, a CAF também revelará as vencedoras de três importantes prémios no CAF Women’s Awards 2025, a saber: Treinadora do Ano, Jogadora Interclubes do Ano e Clube Feminino do Ano.
Inicialmente agendada para a cerimónia do CAF Awards 2025, a premiação para as senhoras foi adiada devido à temporada em curso, em particular à Liga dos Campeões Feminino da CAF. O processo de votação foi oficialmente reaberto no início da semana passada.
Mais dois jogadores moçambicanos respiram profissionalismo a partir do já aberto mercado internacional de transferências. Trata-se dos internacionais Elias Macamo, avançado do Ferroviário de Maputo, e Danito Mutambe, da União Desportiva de Songo, que vão reforçar a equipa angolana do Interclube de Luanda, que actualmente ocupa a 14ª posição do Girabola.
Os jogadores internacionais moçambicanos, Elias Paulo Macamo e Danito Mutambe, são apontados como novos reforços do Interclube, num contrato válido por uma época e meia.
De acordo com o jornal electrónico Lance Mz, Elias Macamo, avançado de 31 anos, chega ao emblema dos “polícias” de Angola depois de uma temporada ao serviço do Ferroviário de Maputo, onde anotou quatro golos em 11 jogos, num clube onde conquistou a Supertaça nacional.
Já o compatriota Danito Mutambe, central de 30 anos, deixa a União Desportiva do Songo, onde sagrou-se campeão do Moçambola e vencedor da Taça de Moçambique na época passada, com registo de nove jogos realizados, fazendo, por isso, parte da histórica equipa que bateu o recorde de mais vitórias numa única época no país.
Daniel Agostinho Mutambe, recorde-se, foi uma das vítimas de assalto e agressão na cidade do Lubango, em Angola, em 2023, quando representava a União Desportiva de Songo nas afrotaças.
Esta não é a primeira vez que o treinador do clube angolano aposta em jogadores moçambicanos, depois de já ter contado com os préstimos do internacional moçambicano Lau King, em 2023, na altura técnico do Sagrada Esperança, tendo sido, também, responsável pela ida de Shaquile Nangy ao Sagrada Esperança, em 2024.
O Interclube de Luanda atravessa uma fase delicada na presente temporada, ocupando actualmente a 14.ª posição do Girabola, zona de despromoção, com apenas 10 pontos em 10 jornadas.
Esta é mais uma prova do valor do futebol moçambicano no panorama regional, com atletas a ganharem espaço em campeonatos competitivos. Recorde-se que para além de Angola, Moçambique tem jogadores a actuarem na África do Sul, Eswatini e Tanzania.
Para já, os dois jogadores fazem parte do leque de reforços que o clube vem fazendo neste mercado de transferências, para fazer face a saídas de alguns jogadores, com destaque para quatro deles, do plantel principal, nomeadamente Filipe e Dieu, ambos defesas, Cristian, médio, e Alalade, avançado.
Na sua mensagem nas redes sociais, o Grupo Desportivo Interclube expressou o seu agradecimento aos referidos atletas pela dedicação, profissionalismo e pelo contributo prestado ao clube durante o período em que envergaram as cores da agremiação.
Mais de 16 mil candidatos concorrem a pouco mais de 4 mil vagas, na Universidade Pedagógica de Maputo. Os exames de admissão arrancam amanhã e terminam na sexta-feira.
Os exames de admissão são a via de acesso ao ensino superior, na Universidade Pedagógica de Maputo e para este ano, as provas terão lugar a partir desta terça-feira, podendo abranger 16 mil candidatos, que vão disputar 4.200 vagas.
“Para o regime laboral, teremos operacional 41 cursos, para o regime depois-laboral teremos operacional 46 cursos e para o regime de ensino à distância temos sete cursos. Importa frisar que, a nível da nossa instituição, um curso pode decorrer em três regimes ou em dois regimes ou em um único regime. Numa vertente global, concorreram aos exames de admissão 40.178 candidatos para um total de 14.695 vagas, distribuídas da seguinte forma”, explicou Sheila Sitoe, chefe da Comissão de Exames de Admissão.
O curso de Engenharia Eletrónica de Telecomunicações é o mais concorrido entre os 51 oferecidos pela instituição. Os exames decorrem em simultâneo, com a UniPungué, UniLicungo e UniRovuma.
“A nível da Universidade Pedagógica de Maputo, registramos 4.235 vagas. A nível da Universidade Licungo, registramos 3.940 vagas. A nível da Universidade Rovuma, registramos 4.290 vagas e, por fim, a nível da Universidade Pungue, registramos 2.230 vagas.”
A UP-Maputo apela à chegada atempada às salas de exame para evitar possíveis constrangimentos e alerta que será implacável à fraude académica.
Morreu, na manhã desta Segunda-feira, Rosita Pedro, a menina que nasceu numa árvore, durante as cheias de 2000, no distrito de Chibuto, em Gaza.
O nascimento de Rosita marcou o ano 2000, quando, durante as cheias, uma mulher passou quatro dias no topo de uma mafurreira, cercada pelas águas, que transbordaram o Rio Limpopo, e deu a luz a sua filha, no distrito de Chibuto, em Gaza.
De acordo com fontes familiares, Rosita Mabuiango travava uma batalha há anos contra a anemia. Em resultado do agravamento do seu estado, seguia internada há mais de duas semanas no Hospital Rural de Chibuto, onde veio a perder a vida.
O presidente do conselho municipal de Chibuto, Henriques Machava, avançou que decorrem contatos com a família para a formalização das cerimónias fúnebres, que, segundo o edil, estarão sob responsabilidade do município.
Nascida a 1 de Março do ano 2000, na zona de Mundiane, no distrito de Chibuto, Rosita representa a resiliência das populações de Gaza na sequência das piores cheias de que se tem memória no país.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental voltou a pressionar a junta militar que governa a Guiné-Bissau após golpe de Estado, exigindo uma transição rápida e liderada por um Governo inclusivo.
O apelo foi feito, este domingo, pelo Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental , Julius Maada Bio, após contactos de alto nível realizados em Bissau.
Segundo Bio, as conversações com o alto comando militar foram consideradas construtivas, mas serviram para reiterar a posição firme da CEDEAO de que a transição deve refletir todo o espectro político e social do país.
A organização não reconhece o programa de transição anunciado pelos militares, que prevê um Governo provisório por até um ano.
A posição da CEDEAO já tinha sido definida na 68.ª cimeira realizada em Abuja, na Nigéria, onde foi rejeitado o modelo proposto após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025.
Na ocasião, os líderes regionais exigiram ainda a libertação imediata de todos os detidos políticos e alertaram para a aplicação de sanções selectivas contra quem dificultar o regresso à ordem constitucional.
O principal ponto de discórdia nas reuniões prendeu-se com a exigência de um Governo civil inclusivo, com mandato limitado a cerca de quatro meses, e com a libertação do líder da oposição, Domingos Simões Pereira.
A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul, IP) alertou, este domingo, para o risco elevado de inundações na bacia hidrográfica do rio Save, na sequência das chuvas fortes registadas nas últimas 24 horas nas províncias de Gaza e Inhambane.
De acordo com o aviso emitido pela Divisão de Gestão da Bacia do Save (DGBS), a precipitação intensa no distrito de Massangena, em Gaza, e em vários pontos da província de Inhambane provocou um incremento significativo dos escoamentos na bacia do rio Save, aumentando de forma preocupante os níveis hidrométricos.
Os dados oficiais indicam que, nas últimas 24 horas, foram registados 190,6 milímetros de chuva em Massangena e 41,2 milímetros em Vila Franca do Save, volumes considerados elevados e suficientes para acelerar a subida do caudal do rio.
A estação hidrométrica de Massangena já ultrapassou o nível de alerta de 4,50 metros, situação que levou a ARA-Sul a prever que, nas próximas 48 horas, possa também ser ultrapassado o nível de alerta de 5,50 metros na estação de Vila Franca do Save.
A situação em Vila Franca do Save é considerada particularmente sensível. Dados de monitoria mostram que o nível do rio subiu de 2,10 metros às 7 horas para 4,33 metros às 17 horas, uma variação acentuada em menos de 10 horas.
Segundo a ARA-Sul, caso a tendência de subida se mantenha, existe risco real de inundações ao longo de todo o vale do rio Save, com impacto directo em zonas residenciais vulneráveis, nomeadamente na vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, e na vila sede do distrito de Machanga, já historicamente afectadas por cheias.
Face ao cenário, a ARA-Sul recomenda à população a evitar a travessia do leito do rio Save, bem como de outros cursos de água da região. A instituição apela ainda à retirada imediata de bens e equipamentos localizados em zonas baixas e nos leitos dos rios, devendo estes ser deslocados para áreas seguras.
As autoridades reforçam a necessidade de a população acompanhar atentamente a informação hidrológica oficial, divulgada pelas entidades competentes, e adoptar medidas preventivas, numa altura em que as chuvas continuam a afectar de forma significativa várias bacias hidrográficas do sul do país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória e a primeira qualificação à fase a eliminar. Chapo garantiu que o Governo já trabalha para garantir a premiação dos jogadores.
Parte da delegação moçambicana que esteve em Marrocos a disputar o CAN-2025 já se encontra em Maputo e ainda este sábado recebeu a visita do chefe do Estado numa instância hoteleira, que foi felicitar pessoalmente pela histórica participação.
Na ocasião, Daniel Chapo disse que é em nome dos moçambicanos no país e na diáspora que foi felicitar o combinado nacional pela prestação em Marrocos.
Chapo destacou ainda o facto da selecção nacional ter sido comandada por um moçambicano no banco técnico, para além de ter sido capitaneada por um jogador acima dos 40 anos de idade.
O presidente da República não deixou de tranquilizar os jogadores e todo staff no que diz respeito à premiação merecida. Chapo disse que tudo está encaminhado para que todos recebam o prémio da vitória e da qualificação.
Os jogadores agradeceram o gesto do presidente da República e prometeram continuar a elevar o nome de Moçambique em todas as competições que disputarem.
Em Maputo chegaram seis jogadores, equipa técnica e todo staff da Federação Moçambicana de Futebol que esteve em Marrocos.
O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infra-estruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo usa constantes apagões como tática para desestabilizar o país.
Os ataques ocorridos na Ucrânia entre esta sexta-feira e sábado, que seguem a outros ataques russos, deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a onda de frio para atingir o máximo possível de instalações energéticas.
“A Rússia usa a temperatura, o frio, para atingir o máximo possível das nossas instalações energéticas. A principal táctica russa é tentar provocar um apagão total nas cidades”, disse Zelensky.
Segundo o Ministério da Defesa russo, dezenas de mísseis do seu país atingiram infra-estruturas civis e posições inimigas em 153 zonas da Ucrânia.
Segundo a imprensa internacional, Moscovo insiste que essas infra-estruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga.
Segundo a agência portuguesa de notícias internacionais, os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas severas e ventos com rajadas nas províncias de Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo.
Serão afectados os distritos de Chemba, Caia, Marínguè, Marromeu, Cheringoma, Gorongosa, Muanza, Nhamatanda, Dondo, Búzi, Machanga, Chibabava e Cidade da Beira, na província de Sofala; distritos de Guro, Tambara, Macossa, Barué, Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze e cidade de Chimoio, em Manica.
Na província de Inhambane serão afectados os distritos de Govuro, Inhassoro, Mabote, Vilankulo, Massinga, Funhalouro, Morrumbene, Panda, Homoíne, Jangamo, Inharrime, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane; Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chokwé, Limpopo, Bilene, Mandlakazi, Chongoene e cidade de Xai-Xai, em Gaza;
Já em Maputo, as chuvas vão afectar os distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene,
Namaacha, Boane, Matutuine e cidades de Maputo e Matola.
Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas com trovoadas e ventos com rajadas principalmente na província de Niassa, Zambézia e Tete.
O INAM apela à tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.

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