A Electricidade de Moçambique faz hoje 49 anos da sua fundação. Para celebrar a data e lançar as comemorações de meio século, a empresa promoveu um workshop para reflectir os ganhos alcançados, no qual foi desafiada a adoptar medidas face aos desafios climáticos.
Criada em contexto de guerra, 1977, a Electricidade de Moçambique completa esta quinta-feira, 49 anos de existência. Para marcar as celebrações e lançar a marcha para meio século, juntou antigos trabalhadores, governo e academia para reflectir os ganhos alcançados.
O Presidente do Conselho de Administração, Joaquim Ou-chim, usou o momento festivo para anunciar “uma nova era e inovação tecnológica na empresa, na qual a ciência é uma aliada indispensável para o progresso.”
Para Ou-chim, “Completar 50 anos não pode ser visto como um ponto de chegada, pelo contrário, deve ser sempre um novo ponto de partida para aprimorar nosso desempenho, fortalecer a confiança e consolidar os resultados alcançados até agora.”
Mais de 46 milhões de dólares foram gastos nos últimos 8 anos para repor infraestruturas de energia destruídas por ciclones, por isso, o governo através do Secretário Permanente do Ministério dos recursos Minerais e Energia, António Manda, desafiou a empresa a adaptar-se ao clima.
Pascoal Bacela, Antigo Director Nacional de Energia a dependência de apoios externos para o alcance das metas de electrificação universal até 2030, pode ser perigosa.
“Estamos planear os próximos 50 anos, a questão é: os próximos 50 anos continuarão dependendo de doações e subsídios? Isso pode ser muito complicado.” Alertou
Em um outro painel, sobre 50 anos de História e Transformação, Ernesto Fernandes, Antigo Administrador EDM defendeu a manutenção da natureza pública da EDM.
“A EDM deve continuar sendo uma empresa pública estatal, verticalmente integrada e responsável pelas diversas cadeias de valor de fornecimento de energia, transporte e comercialização em todo o território nacional. Só vamos conseguir eletrificar todo o país se a empresa manter-se de natureza nacional” Concluiu.
Partilhando sua experiência de 35 anos na empresa, Fátima Artur, também Antiga Administradora, disse ter conhecido pessoas dedicadas no trabalho, “
Os antigos administradores, desafiam os actuais gestores a concluir o ciclo de meio século da empresa com demonstração de transparência na gestão.
Também conheci pessoas que precisam ser expostas a processos de integridade.” Concluiu.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que também fez representar-se no evento, defendeu trabalho coordenado entre as duas empresas públicas para prossecução da ambição de eletrificar Moçambique até 2030.
O programa apoiou milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.
A presidente do instituto Camões, Florbela Paraíba, admitiu esta quinta-feira, em Maputo, que o projecto Procultura mudou, em sete anos, a vida de milhares de pessoas que, nos países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, querem trabalhar na cultura.
“Houve formação, houve espaço de criação, os artistas precisam ter espaços tranquilos para criar, para aprender, para crescer juntos”, disse a presidente do Camões, à margem da apresentação dos resultados e encerramento do Procultura, que arrancou a 01 de Abril de 2019 e termina a 31 de Março, sessão que decorreu em Maputo.
Na ocasião, Paraíba disse que o projecto “permitiu-lhes internacionalizar as suas carreiras” e que “mais de 80% tiveram uma projecção internacional e regional, que é muito bom, mais de 60% têm hoje carreiras no sector”.
Para a Presidente do Instituto Camões, este sector da cultura “é sempre muito volátil, digamos assim, em termos de empregabilidade e fixar estas pessoas num sector em que elas querem trabalhar, em que elas sonham expressar-se, é muito importante. Portanto, os resultados são muito, muito positivos”, disse.
O programa apoiou, neste período, sob implementação do Instituto Camões com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e financiamento da União Europeia (UE), avaliado em 19 milhões de euros, milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.
“Envolveu mais de 1.800 estudantes, artistas, teve uma acção muito abrangente nas áreas da música, nas áreas da produção de literatura infanto-juvenil, nas artes cénicas e o objectivo era criar maior renda, maior possibilidade de emprego a estes profissionais, tanto aqueles que se exibem nas câmaras como aqueles que estão atrás das câmaras, técnicos de som, de iluminação, cenógrafos, no sentido de possibilitar espaço de criação cultural e artística”, apontou Florbela Paraíba.
Acrescentou a importância da formação que foi permitida a esses profissionais, além das várias residências artísticas e da mobilidade internacional, com a “possibilidade de intercâmbio de experiências”, incluindo entre as entidades de ensino superior e de ensino secundário destes países, que “puderem replicar” conhecimentos.
O Procultura, que terá continuidade para o Procultura II com 10 milhões de euros da UE anunciado ontem, financiou o lançamento de cursos técnicos e de ensino superior na área cultural, actividades de 108 entidades, a maioria sem fins lucrativas, bolseiros do Ensino Superior, em que 106 estudantes terminaram os cursos.
Levou ainda à criação de mais de 600 postos de trabalho, além da realização de residências artísticas por 50 artistas e a mobilidade académica entre 11 universidades portuguesas e nove destes países.
“Formámos muitos professores também, formámos muitos estudantes, dando-lhes sensibilização. E, no fundo, isto é um projecto para o Camões que corporiza aquilo que nós fazemos: O nexo cultura-desenvolvimento, a possibilidade de termos aqui um crescimento, uma cocriação em que nós e as entidades destes países agimos em parceria, potenciámos sonhos e damos acesso a igualdade de oportunidades a todos”, reconheceu Florbela Paraíba.
“A cultura não é residual, a cultura é investimento, é economia, é promoção da diversidade, é promoção da coesão nacional, de apropriação comunitária e, acima de tudo, é um factor de identidade e de futuro para todos aqueles que estão envolvidos”, enfatizou,
O Camões vai implementar o Procultura II, cuja nota conceptual já está a ser desenhada.
“Vai permitir, nesta segunda fase, consolidar as aprendizagens, continuar o crescimento e a mobilidade entre os artistas dos países, entre os técnicos dos países, entre os agentes culturais destes países, e dar-lhes também uma possibilidade de fortalecimento das capacidades a nível das entidades públicas de promoção da cultura nestes países, o que é também muito importante”, concluiu Florbela Paraíba.
A guerra no Médio Oriente continua a alastrar-se, tendo esta quinta-feira abrangido o Azerbaijão, atingido por um ataque de um drone iraniano, e registado a intenção de vários países europeus enviarem meios navais para defenderem o Chipre.
Enquanto vários países se apressam a retirar os seus cidadãos dos países atingidos pela guerra, a Europa decide ajudar o membro da União Europeia Chipre, atingido por drones iranianos alegadamente lançados pelo movimento libanês Hezbollah para bases aéreas britânicas.
As explosões continuam a fazer-se ouvir sobretudo no Irão e em Israel, mas outras capitais do Golfo estão a ser arrastadas pelo conflito que o Governo de Telavive pretende manter “até ao fim” com o apoio de Washington.
A Espanha e a Itália anunciaram que vão enviar navios de guerra para Chipre para missões de protecção, depois de uma base aérea britânica na ilha ter sido atingida, na segunda-feira, por um drone iraniano.
Os meios destes países vão juntar-se ao porta-aviões francês ‘Charles de Gaulle’ e outros navios de guerra gregos que já avançaram na terça-feira.
A Itália também vai enviar ajuda para defesa aérea dos países do Golfo afectados pelos ataques iranianos, segundo anunciou a primeira-ministra, Giorgia Meloni.
Outros países como a Alemanha ou os Países Baixos ponderam seguir o mesmo caminho.
Entretanto, o secretário da Defesa britânico, John Healey, chegou ao Chipre depois de o embaixador cipriota no Reino Unido ter pedido mais cooperação.
Por seu lado, a Rússia afastou a possibilidade de dar ajuda militar ao Irão, garantindo que não foi feito nenhum pedido por Teerão, um aliado próximo de Moscovo.
O Azerbaijão, que faz fronteira com o Irão, é mais um país atingido pela guerra, depois de o aeroporto de Nakhchivan ter sido atacado por um drone iraniano, provocando ferimentos em duas pessoas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros azeri prometeu que “isto não ficará sem resposta”.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ontem que as forças do país darão apoio aos países do Médio Oriente na defesa de ataques de ‘drones’ iranianos, que a Rússia tem usado contra cidades ucranianas desde 2022.
Líderes do Hamas e de grupo iraquiano mortos
Um ataque aéreo israelita matou um líder do Hamas no norte do Líbano, o primeiro líder do grupo islamista palestiniano morto desde o início da ofensiva EUA-Israel contra o Irão.
Os ataques de Israel no país também provocaram a morte de oito pessoas, incluindo seis membros de duas famílias, tendo o exército israelita renovado a sua ordem de evacuação de grandes partes da região sul.
O grupo iraquiano Kataib Hezbollah também anunciou a morte de um dos seus comandantes, Ali Hussein al-Freiji, num ataque contra grupos pró-Irão no Iraque.
O Irão também disparou mísseis contra o quartel-general das forças curdas na região autónoma do Curdistão iraquiano, que alberga tropas norte-americanas.
Por seu lado, o movimento xiita libanês Hezbollah, pró-Irão, reivindicou a responsabilidade por um ataque com mísseis contra posições no extremo norte de Israel.
Novos ataques do Irão e de Israel
Várias explosões atingiram, na manhã de ontem, Teerão e os seus subúrbios, enquanto o exército israelita anunciava ter identificado novos mísseis disparados a partir do Irão e fazia soar os alarmes em Jerusalém.
“Os sistemas de defesa estão a ser activados para interceptar esta ameaça”, disse o exército em comunicado.
O Irão afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano no Golfo que “está actualmente em chamas”, mas não adiantou mais pormenores.
Além disso, houve novas explosões na capital do Qatar, Doha, e na capital do Bahrein, Manama, segundo avançaram jornalistas da agência de notícias francesa AFP.
As autoridades do Qatar tinham anunciado algumas horas antes a retirada de residentes próximos da embaixada dos EUA.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o seu homólogo norte-americano, Pete Hegseth, lhe garantiu o firme apoio de Washington e instou-o a continuar a campanha militar contra o Irão “até ao fim”.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, acusou Washington de cometerem uma atrocidade ao afundarem uma fragata da Marinha iraniana perto do Sri Lanka sem aviso prévio, matando pelo menos 87 pessoas, e garantiu que os EUA vão lamentar a decisão.
Um segundo navio de guerra iraniano esteve ontem a caminho do Sri Lanka, no Oceano Índico, com mais de 100 tripulantes a bordo.
Em Abu Dhabi, os estilhaços de drones feriram seis pessoas, perto da base aérea de al-Dhafra, que alberga forças norte-americanas. Os feridos eram do Nepal e do Paquistão.
Repatriamentos continuam
Dois voos, um de Atenas e outro de Roma, com israelitas que regressavam ao seu país aterraram na manhã de ontem no aeroporto Ben Gurion de Telavive, que estava encerrado desde o início da ofensiva, a 28 de Fevereiro, anunciou o Ministério dos Transportes.
O Paquistão retirou ainda ontem quase 2.000 dos seus cidadãos do Irão, incluindo cerca de três dezenas de diplomatas. Cerca de 3.500 peregrinos, estudantes e empresários paquistaneses estavam no Irão quando os ataques começaram.
A Coreia do Sul também ordenou aos seus cidadãos que abandonem o Irão após emitir uma proibição de viagens a partir das 18:00 desta quinta-feira. As autoridades sul-coreanas já retiraram 24 cidadãos do Irão para o Turquemenistão e 62 de Israel para o Egipto.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou hoje o compromisso do Estado com a salvaguarda da infância e a continuidade do processo de ensino-aprendizagem, destacando a importância da solidariedade nacional e do papel do sistema judiciário na protecção dos
menores como pilares para o futuro de Moçambique.
O Chefe do Estado recebeu, no Gabinete da Presidência, uma comitiva da Organização Continuadores de Moçambique (OCM). O encontro decorreu no contexto do arranque do ano leticvo de 2026 e do ano judicial, num momento em que o país busca normalizar as actividades sociais após um período marcado por eventos climáticos extremos.
Um dos pontos centrais da audiência foi a convergência entre a educação e a justiça. O estadista realçou que a escolha do lema para a abertura do ano judicial – Promoção e Protecção Integral dos Direitos da Criança – não foi por acaso, focando-se na urgência de garantir um ambiente seguro para o crescimento dos mais novos.
O Chefe do Estado aproveitou a ocasião para sensibilizar a sociedade sobre a vulnerabilidade de diversos grupos dentro da camada infantil, sublinhando que existem muitas crianças necessitadas e órfãs no país e que os seus direitos precisam da protecção dos adultos, uma vez que representam o futuro de Moçambique.
A notícia do adiamento do início das aulas foi contextualizada pelo Presidente, que justificou a decisão com base na crise ambiental que assolou o país. “O que nos levou a prolongar um pouco as férias das crianças foram cheias e inundações. Todos nós assistimos na televisão”, recordou, referindo-se aos impactos do ciclone “Gezani” e das chuvas intensas que afectaram várias províncias.
Daniel Chapo detalhou que o prolongamento das férias foi uma medida de empatia e logística necessária. “Havia muitas crianças que estavam ainda nas escolas [centros de acomodação temporários], não tinham regressado para casa, aqui em Maputo Cidade, Maputo Província, Gaza, Sofala e outros pontos do país. Tínhamos que ser solidários com estas crianças e eu estou muito feliz porque as nossas crianças perceberam isso”, afirmou.
Em resposta, as crianças da OCM enalteceram os esforços do Governo na criação de condições para o arranque do ano lectivo, mesmo perante o cenário de destruição causado pelas cheias. A mensagem do grupo destacou a resiliência do sector da educação e a importância de colocar a protecção dos direitos da criança sob a égide do compromisso do sistema judicial.
O Presidente da República exortou às crianças presentes e a todos os alunos moçambicanos ao empenho escolar. “Agora que as aulas começaram, vamos todos estudar, para nós podermos ser, amanhã, adultos que vão servir o país”, apelou o Chefe do Estado.
Comportamento humano e chuvas intensas estão por detrás do lixo espalhado, do cheiro a urina e das águas paradas constatadas no Jardim Tunduru, na cidade de Maputo. A explicação é do Conselho Municipal de Maputo, que garante já ter iniciado uma operação de limpeza considerada robusta e promete reforçar a fiscalização para preservar aquele que é considerado um dos principais espaços verdes da capital.
A reacção da edilidade surge dois dias depois da equipa de reportagem do O País, na última terça-feira, ter constatado que o Jardim Tunduru estava um pouco distante da imagem de refúgio verde e espaço de lazer que motivou a sua requalificação e reabertura ao público em 2015.
As imagens captadas no local revelavam lixo espalhado em diferentes pontos do jardim, incluindo garrafas plásticas, papéis e embalagens de comida do tipo take-away. O cheiro nauseabundo provocado por urina em determinadas zonas e a presença de águas paradas agravavam ainda mais o cenário, levantando preocupações entre frequentadores.
Para muitos utentes, a situação coloca em causa as condições de higiene e saúde pública no interior do jardim, sobretudo por existir receio de proliferação de mosquitos e outras pragas em zonas onde a água permanece estagnada.
O caso reacendeu, igualmente, o debate sobre a preservação dos espaços verdes na cidade de Maputo, com destaque para o Jardim Tunduru, frequentemente descrito como o “pulmão” da capital e um dos locais mais procurados por estudantes, turistas e trabalhadores que procuram um ambiente de lazer, descanso ou leitura no centro da cidade.
Confrontado com o cenário apresentado na reportagem, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo explicou, esta quinta-feira, que a situação resulta, por um lado, do comportamento inadequado de alguns utentes e, por outro, do impacto das chuvas intensas registadas nas últimas semanas.
O porta-voz da Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Maputo (EMIM), Finiasse Michaque, reconheceu que houve um período menos favorável no que diz respeito à manutenção do espaço, sobretudo devido às prioridades impostas pela época chuvosa.
“Relativamente à limpeza, nós tivemos um período não muito bom. Depois das chuvas que aconteceram houve muito capim na cidade de Maputo. Diria que nos distraímos com prioridades da via pública, porque o capim estava muito alto em quase toda a cidade”, explicou.
Segundo o responsável, nesse período as equipas municipais foram mobilizadas principalmente para trabalhos de limpeza e corte de vegetação em vias públicas e outros espaços urbanos.
“Então, a nossa prioridade foi cortar o capim e fazer limpeza na via pública e nos jardins de fora. Acabamos deixando, de certa forma, o Jardim Tunduru para trás”, acrescentou.
Apesar disso, a edilidade garante que as actividades de manutenção já foram retomadas e que está em curso uma operação de limpeza mais intensa no interior do jardim.
Com carácter de urgência, o município afirma ter mobilizado equipas para devolver dignidade ao espaço, envolvendo cerca de dez trabalhadores que realizam diariamente trabalhos de limpeza e manutenção no interior do recinto.
Além da limpeza, a edilidade aponta o comportamento de alguns frequentadores como um dos factores que contribuem para a degradação do espaço, sobretudo no que diz respeito ao lixo espalhado.
“Tem duas vertentes. A primeira é que os munícipes nem todos colaboram. Temos caixotes de lixo, mas nem todos deitam os plásticos ou as embalagens dentro dos caixotes para fazermos a remoção.Tem muitos corvos aqui, exactamente por causa dos restos de comida. Eles procuram isso e vão aos caixotes que não têm tampas, retiram as embalagens para procurar comida e acaba ficando tudo espalhado”, explicou Michaque.
Outro factor mencionado pela edilidade é a presença de catadores informais que procuram material reciclável nos recipientes de lixo.
“Há também pessoas que procuram lixo reciclado. Retiram as garrafas ou outros materiais dos caixotes e, muitas vezes, não têm o cuidado de voltar a colocar o que ficou espalhado”, disse.
Entre os problemas relatados pelos frequentadores está também o cheiro intenso de urina em determinadas zonas do jardim, situação que, segundo o Conselho Municipal, resulta igualmente de comportamentos inadequados. “Infelizmente, fiquei também chocado quando percebi que temos essa situação. É um ponto apenas, mas não deixa de ser preocupante. Isto é comportamento humano”, afirmou o porta-voz da EMIM.
O responsável recorda que o Jardim Tunduru possui sanitários públicos disponíveis para os utentes. “Nós temos sanitários públicos dentro do jardim. A pessoa não precisa sair para encontrar um sanitário, mas algumas preferem esconder-se no meio do caniço para fazer as suas necessidades”, lamentou.
Face à situação, a edilidade garante que a Polícia Municipal já foi alertada para intensificar a fiscalização no interior do espaço, com vista a desencorajar este tipo de práticas. “A polícia está a trabalhar no sentido de sensibilizar as pessoas e também de reforçar a vigilância para evitar que esta situação continue”, explicou.
Outro aspecto que chamou atenção, foi a presença de águas paradas em alguns pontos do jardim, situação que levantou receios de possíveis riscos sanitários. Segundo o Conselho Municipal, o problema esteve relacionado com a ruptura de uma tubagem no sistema interno do espaço.
“Em relação às águas paradas, tivemos sim esta situação porque tínhamos um tubo rompido, mas os canalizadores estão a trabalhar no sentido de substituir a tubagem”, explicou Michaque.
De acordo com o responsável, os trabalhos de reparação já estão em curso e a situação encontra-se em fase de resolução. “Neste momento já não temos aquela situação de águas paradas. Estamos a resolver o problema de canalização e acreditamos que dentro de cerca de um mês já não teremos obras naquele local”, afirmou.
O Conselho Municipal reconhece ainda que a percepção de abandono em algumas zonas do jardim pode ter sido influenciada pela presença dessas águas estagnadas, que dificultavam os trabalhos de limpeza. “Houve essa percepção porque a parte que estava mais afectada era a zona de baixo, onde estavam acumuladas águas. Aquilo acabou dando um cenário de abandono, mas não significa que o jardim estivesse abandonado”, esclareceu.
Apesar das críticas, a edilidade garante que as actividades de limpeza e manutenção fazem parte de um processo rotineiro e que o objectivo é assegurar que todo o espaço esteja em condições adequadas para os utentes.
Sem avançar uma data exacta para a conclusão de todos os trabalhos em curso, o município estima que o problema relacionado com a tubagem e eventuais obras civis esteja resolvido dentro de aproximadamente um mês.
Enquanto isso, a edilidade promete reforçar as acções de sensibilização e fiscalização para garantir o cumprimento das regras de utilização do espaço verde. “Esta situação de lixo espalhado ou urina no caniçal não é o Conselho Municipal que está a fazer. É importante que os utentes percebam que este espaço é um património público e que todos somos chamados a preservá-lo. O Jardim Tunduru é um pulmão da cidade de Maputo que responde ambientalmente não só à cidade, mas também às zonas à volta. É importante que as pessoas tenham consciência de que precisam preservar este espaço”, afirmou.
E deixou um apelo directo aos frequentadores: “Se a pessoa conseguiu chegar, sentar e encontrar o espaço limpo, significa que alguém cuidou dele. O mínimo que pode fazer é deixar o local limpo para o próximo utente.”
A África do Sul está disponível para desempenhar um papel de mediação no conflito no Médio Oriente, caso seja solicitada. À margem de uma conferência sobre energia, na Cidade do Cabo, o Presidente Cyril Ramaphosa disse à imprensa local que o seu país está disponível para mediar o conflito em curso no Médio Oriente.
“Estamos sempre prontos para desempenhar um papel contributivo, seja na mediação ou noutra vertente. E se surgir uma oportunidade ou se formos solicitados, cumpriremos sempre as nossas obrigações”, disse Ramaphosa, tendo acrescentado que
“Se a oportunidade se abrir, defenderemos que deve haver um cessar-fogo. O diálogo é sempre a melhor forma de pôr termo a um conflito e, consequentemente, à guerra. E queremos que esta termine imediatamente”.
Cyril Ramaphosa referiu ainda que o Governo sul-africano está a fazer tudo o que está ao seu alcance para repatriar os seus cidadãos que se encontram retidos na região.
No sexto dia do conflito, esta quinta-feira os Estados Unidos e Israel continuam a atacar o Irão, tendo matado pelo menos 1.045 pessoas desde sábado, enquanto as forças israelitas pressionam o sul do rio Litani no Líbano, com ordens de evacuação sob a ameaça de ataques iminentes.
Mais de 80.000 pessoas deslocadas das suas casas procuraram abrigo, devido à nova onda de combates entre Israel e o Hezbollah.
A CAF confirmou oficialmente, hoje, as datas e horários dos jogos dos quartos-de-final da Liga dos Campeões Africanos 2025/26, preparando uma série de confrontos de alto nível em todo o continente em Março.
Entre os jogos mais aguardados está o confronto de peso entre o gigante egípcio Al Ahly e o campeão tunisiano Esperance Sportive de Tunis. A primeira partida será realizada em Túnis, no dia 15 de Março, e o jogo da segunda “mão” está marcado para o Cairo, no dia 21 de Março.
Outro confronto electrizante será entre o poderoso Mamelodi Sundowns, da África do Sul, que vai receber o Stade Malien, do Mali, no dia 13 de Março, em jogo da primeira ronda. A partida decisiva acontecerá em Bamako, no dia 22 do mesmo mês.
O actual campeão Pyramids FC também enfrentará um teste exigente contra o clube militar marroquino AS FAR. O primeiro encontro está marcado para 13 de Março, em Marrocos, e a partida da segunda “mão” será disputada no Egipto, em 21 de Março.
O RS Berkane, do Marrocos, iniciará sua disputa pelos quartos-de-final contra o Al Hilal, do Sudão, no dia 14 de Março, sendo que o jogo da segunda ronda está agendado para o dia 22 de Março.
Os quartos-de -final prometem uma mistura de rivalidades tradicionais e batalhas continentais emergentes, com clubes do Norte, Oeste e Sul da África representados entre os oito melhores.
O vencedor do confronto entre Esperance e Al Ahly enfrentará a equipa que avançar do jogo entre Mamelodi Sundowns e Stade Malien.
Do outro lado da chave, o vencedor do confronto entre AS FAR e Pyramids FC enfrentará o vencedor do jogo entre RS Berkane e Al Hilal.
As meias-finais estão programadas para acontecer em Abril, com os jogos da primeira “mão” entre 10 e 12 de Abril e os jogos da segunda entre 17 e 19.
A final, disputada em dois jogos, será realizada em Maio para definir o novo campeão continental.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças do país darão apoio “no terreno” aos países do Médio Oriente, na defesa de ataques de drones iranianos. Atraves das suas redes sociais, Zelensky disse estar em contacto com países atacados pelo Irão, tendo falado na terça-feira com os líderes dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e com os da Jordânia e do Bahrein, estando previstas conversações com o Kuwait.
“Todos eles enfrentam um sério desafio e falam abertamente sobre ele: os ‘drones’ de ataque iranianos são os mesmos Shaheds que têm vindo a atingir as nossas cidades, aldeias e as nossas infra-estruturas ucranianas ao longo desta guerra”, iniciada pela invasão russa de há quatro anos, afirmou Zelensky.
O Presidente ucraniano disse ainda que “a Ucrânia pode contribuir para a proteção de vidas e para a estabilização da situação. Os nossos parceiros estão a procurar-nos. Incumbi o Ministro dos Negócios Estrangeiros, juntamente com as agências de informação, o Ministro da Defesa, o comando militar e o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional (CSDN), de apresentarem opções para auxiliar os países relevantes e prestar ajuda de forma a não enfraquecer a nossa própria defesa aqui na Ucrânia”, adiantou.
Devido aos ataques russos, a Ucrânia tornou-se o país do mundo com mais experiência em lidar com ataques dos ‘drones’ iranianos Shahed, que Teerão forneceu à Rússia, além de apoiar a produção russa em grande escala dos modelos adaptados Geran, em troca de tecnologia militar de Moscovo.
“As nossas forças armadas possuem as capacidades necessárias. Especialistas ucranianos vão atuar no terreno e as equipas já estão a coordenar esses esforços. Estamos prontos para ajudar a proteger vidas, defender civis e apoiar esforços concretos para estabilizar a situação e, em particular, restabelecer a segurança da navegação na região”, adiantou Zelensky.
Refira-se que, desde sábado, o Irão lançou mais de 800 mísseis de diversos tipos e mais de 1400 ‘drones’ de ataque, contra Israel e alguns países vizinhos, além de ameaçar a livre navegação, destabilizando os preços globais do petróleo, dos produtos petrolíferos e do gás.
Para Zelensky, o regime iraniano, “que luta para sobreviver a qualquer custo, representa uma clara ameaça para todos os Estados da região e para a estabilidade global”.
“Nenhum país próximo do Irão se pode sentir seguro. A navegação pelo estreito de Ormuz está praticamente paralisada. Até à data, o regime iraniano não demonstrou qualquer intenção genuína de praticar uma diplomacia honesta ou de promover mudanças fundamentais”, adiantou o Presidente ucraniano.
“Esperamos que a União Europeia, os países europeus e o G7 tomem medidas ativas tanto para desmantelar as capacidades terroristas do regime iraniano como para proteger vidas na região e a estabilidade global. Continuaremos a coordenar ações com os nossos parceiros”, frisou.
Refira-se que Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de Fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.
O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, instou, nesta quarta-feira, as lideranças comunitárias a assumirem um papel mais assertivo no combate às uniões prematuras e outras formas de abuso que afectam as camadas mais vulneráveis da sociedade.
Falando na cidade de Pemba, durante um breve encontro com líderes comunitários, no âmbito da sua visita de trabalho de quatro dias à província de Cabo Delgado, a Primeira-Dama destacou que a posição de influência ocupada pelos líderes deve ser usada para denunciar crimes e proteger crianças e adolescentes.
Gueta Chapo apelou igualmente à necessidade de harmonizar as tradições locais com o calendário escolar, sublinhando que determinadas práticas culturais, quando realizadas em período lectivo, podem comprometer o aproveitamento escolar.
“Denunciem as uniões prematuras que não sejam consentidas. Continuem a sensibilizar a comunidade a não enviar as nossas raparigas e rapazes ao rito de iniciação no tempo lectivo, porque isso prejudica o seu ensino e aprendizagem. O rito de iniciação é a nossa tradição, devemos fazer sim, mas também devemos obedecer ao calendário escolar”, afirmou.
Na ocasião, a esposa do Presidente da República manifestou gratidão ao governo provincial pelo empenho no bem-estar da população e explicou as razões do adiamento da entrega de bicicletas prevista para o ano passado.
“Não conseguimos fazer a entrega das bicicletas no ano passado, porque a nossa agenda estava muito apertada. Deixámos para este ano a entrega na província de Cabo Delgado”, esclareceu.
A visita coincidiu com o mês sagrado do Ramadão, tendo parceiros oferecido kits de cesta básica compostos por arroz, farinha, açúcar, feijão e óleo, destinados aos líderes comunitários. Segundo Gueta Chapo, o gesto visa apoiar as famílias durante o período de jejum.
“Isso vai permitir que os nossos líderes possam quebrar o jejum junto às suas famílias”, concluiu.
Mais de 17 mil funcionários públicos que já atingiram a idade legal de aposentação continuam ligados ao aparelho do Estado devido à morosidade processual. Caso a situação se mantenha, o número poderá atingir cerca de 19 mil até Junho do corrente ano.
A informação foi avançada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que reconheceu falhas no desencadeamento dos processos de desligamento por parte das unidades de gestão de recursos humanos.
Segundo explicou, a lei em vigor estabelece os 60 anos como idade de aposentação. No entanto, o procedimento exige que cada unidade de gestão de recursos humanos — estimadas em cerca de 1.300 em todo o país — instrua e submeta o processo às entidades competentes, o que não tem ocorrido de forma eficaz.
“Até Dezembro do ano passado, deviam ter aposentado pouco mais de 17.400 funcionários públicos. O processo é desencadeado por cada unidade de gestão de recursos humanos. O desligamento ocorre ao nível das instituições e a aposentação ao nível do Instituto Nacional de Previdência Social. Não está a acontecer”, afirmou.
De acordo com o também ministro da Administração Estatal e Função Pública, o excesso de burocracia tem contribuído para a lentidão do processo. Para inverter o cenário, o Governo submeteu uma proposta de lei à Assembleia da República, prevendo a introdução de um mecanismo automático de desligamento.
Com a automação, o sistema passará a desactivar automaticamente o funcionário assim que este atingir a idade de aposentação, eliminando a necessidade de requerimento individual ou de tramitação manual por parte dos serviços de recursos humanos.
“O grande resultado que o Governo espera com a introdução da automação é que, chegada a idade para aposentar, já não vai ser necessário o funcionário fazer um requerimento. O sistema acusa e desactiva automaticamente”, explicou Impissa.
O Executivo entende que a medida poderá contribuir para a renovação da administração pública e para a criação de novas oportunidades de emprego. Segundo as projecções apresentadas, o desligamento de cerca de 17 a 18 mil funcionários poderá abrir espaço para a admissão de mais de seis mil novos quadros, numa proporção de uma vaga para cada três saídas.
Caso o mecanismo automático seja aprovado e implementado, o número de novas admissões poderá ascender a cerca de nove mil vagas, contribuindo para o rejuvenescimento e modernização da função pública, com maior inserção de jovens no aparelho do Estado.