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Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.

Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.

Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.

No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.

Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.

A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.

Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.

Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.

 

 

 

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O anúncio foi feito pelo Núncio Apostólico em Angola esta terça-feira, estando o programa e a data ainda a ser acertados com as autoridades angolanas.

Foi pela boca do Arcebispo Kryspin Dubiel que o anúncio foi feito, que adiantou ainda que o Papa tem intenção de visitar o continente africano numa deslocação que inclui Angola, tendo aceitado o convite do episcopado angolano e do Presidente angolano, João Lourenço.

“Neste momento estamos na fase de preparação do plano e do programa da visita do Papa Leão XIV a África (…) por agora não temos ainda os detalhes sobre a data exacta e o programa, mas serão comunicados logo que estejam definidos”, disse o Núncio Apostólico, convidando todos os cidadãos angolanos a prepararem-se para este acontecimento de grande importância.

“Espero que a visita do Santo Padre seja a ocasião para redescobrir os valores que modelaram o povo angolano e que esses valores possam ser partilhados com as diversas comunidades que vivem e trabalham no mundo”, acrescentou.

O arcebispo de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, José Manuel Ibamba, convidou também os angolanos a envolverem-se nas comissões que serão criadas “para que cada uma dessas comissões possa dar o melhor de si na preparação, na projecção e na concretização de tudo aquilo que for incumbido como tarefa e trabalho” e agradeceu ao Papa por ter aceitado o convite.

O arcebispo de Luanda, Filomeno Vieira Dias, ressaltou que este é um “momento de grande conforto humano e espiritual” que acontece num período particular da história do cristianismo e no ano em que se celebra “o grande jubileu desta Luanda, 450 anos por cidade, 450 anos celebrando a fé”.

O prelado salientou que a visita do Papa põe Angola no itinerário da evangelização e da universalidade, agradecendo também ao Governo de Angola que “abriu as portas” e pensou nesta visita com as entidades religiosas.

 

Uma cidadã foi encontrada sem vida depois de ser dada como desaparecida, no município da Matola. A finada era técnica de estatística sanitária e estava no terceiro mês de gestação.

Foi dada como desaparecida na última quinta-feira, 8 de Janeiro, e a sua fotografia circulou nas redes sociais através da família, procurando o seu paradeiro. No dia 10,  os Serviços Distritais de Saúde e Acção Social da Matola deram a conhecer a morte da sua técnica de estatística sanitária – Era a Luísa Moiane.

A família da vítima, reunida no bairro do Vale do Infulene, município da Matola, continua perplexa, aguardando pelo funeral da vítima. Ninguém sabe na exactidão como tudo teria acontecido, explicam porém que  Luísa Moiane foi encontrada em uma lixeira, no Bairro Ndlavela, muito distante da sua residência, em Ngolhoza.

A vítima vivia com o marido desde o último Novembro, e foi provavelmente com ele que manteve o último contacto entre as pessoas da família. Segundo a explicação da irmã da vítima, “ele a deixou em casa preparando-se para o trabalho”. No entanto, “ele não estava muito interessado em procurar a esposa”.

Embora a convivência conjugal tenha iniciado há um passado muito recente, a família da finada fala de um relacionamento que vivia em atritos constantes. “Eles tinham brigas porque ele gostava de mulheres e uma delas, foi a casa da minha irmã, e gozou com ela”, descreveu Tamires Moiane, irmã da vítima.

Luisa Moiane, descrita como simpática e de bom trato, encontra a morte na sua primeira gestação e a sua família apela às autoridades a não cessar com as investigações. Por outro lado, a Polícia ainda não reagiu publicamente ao caso. A porta-voz da PRM na Província de Maputo falou sem gravar a entrevista que ainda estava a reunir as provas, e oportunamente fará uma comunicação.

A Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não sabe quantas pessoas morreram nos confrontos entre a Polícia e os garimpeiros ilegais, no povoado de Maraca, distrito de Mogovolas. A instituição assegura ainda  que o caso está em investigação.

Há cerca de duas semanas, confrontos entre a Polícia e garimpeiros ilegais provocaram mortes no povoado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas. Dados  não oficiais indicam  a morte de 31 garimpeiros, incluindo um agente da Polícia.

Entretanto, passados alguns  dias, a Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não tem dados oficiais sobre o número de vítimas mortais, mas explica que o processo está em fase de investigação para apurar o que realmente aconteceu naquela circunscrição geográfica.

O porta-voz da Procuradoria Provincial de Nampula  refere que a situação preocupa o sector e que estão a ser tomadas medidas para evitar novos episódios de violência.

A instituição alerta que, se for confirmado o envolvimento directo de algumas pessoas  nos actos de violência, estes poderão ser punidos com  penas pesadas.

Até ao momento, não há informações correctas sobre o número de pessoas detidas em ligação com os confrontos registados em Mogovolas, um local onde é frequente actos de violência devido à ocorrência de mineiros.

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou a abertura oficial das candidaturas para o Programa de Empreendedorismo 2026, uma das mais abrangentes iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo em África, destinada a jovens empreendedores dos 54 países do continente. 

O programa volta a apostar no financiamento directo, formação empresarial e mentoria especializada como instrumentos para impulsionar o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As candidaturas decorrem de 1 de Janeiro a 1 de Março de 2026 e estão abertas a empreendedores com ideias de negócio inovadoras ou empresas em fase inicial. O processo de submissão é feito através da plataforma digital TEFConnect. Os candidatos seleccionados terão acesso a cinco mil dólares norte-americanos em capital semente não reembolsável, formação empresarial intensiva, mentoria personalizada e integração na maior rede pan-africana de empreendedores.

Desde a sua criação, em 2015, o Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu tem registado um impacto expressivo no desenvolvimento económico e social do continente. Ao longo de mais de uma década, a Fundação já financiou mais de 24 mil empreendedores africanos, capacitou cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuiu para a criação de mais de 1,5 milhões de postos de trabalho e impulsionou a geração de aproximadamente 4,2 mil milhões de dólares em receitas.

Intervindo no lançamento da edição de 2026, o fundador da Fundação Tony Elumelu e presidente do Grupo Heirs Holdings, Tony O. Elumelu, reiterou a sua convicção de que o futuro de África depende do investimento estruturado no seu capital humano. “Os empreendedores são o futuro de África”, afirmou, defendendo uma mudança de paradigma na abordagem ao desenvolvimento do continente.

Segundo Tony Elumelu, África não carece de ajuda externa, mas de investimento estratégico nos seus próprios talentos, sobretudo na juventude. “Quando capacitamos os empreendedores, criamos emprego, estimulamos o crescimento económico e transformamos positivamente as comunidades onde estes negócios operam”, sublinhou.

Para além do impacto económico, o programa distingue-se pelo seu forte compromisso com a inclusão e a igualdade de género. Actualmente, 46 por cento dos empreendedores apoiados pela Fundação são mulheres, representando uma das mais elevadas taxas de participação feminina em programas de empreendedorismo à escala continental.

A Fundação Tony Elumelu tem ainda consolidado a sua presença através de parcerias estratégicas com instituições internacionais de relevo, como a União Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Google e o UNICEF Generation Unlimited, entre outras, permitindo alargar o alcance do programa a diferentes sectores e geografias.

Com o lançamento do Programa de Empreendedorismo 2026, a Fundação reafirma o seu compromisso com a erradicação da pobreza, a criação de emprego e a promoção de um crescimento económico inclusivo em África, apostando no talento, na inovação e no espírito empreendedor da juventude africana.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou ontem que vai assumir a condução e coordenação das decisões sobre o futuro do campeonato nacional de futebol da primeira divisão (Moçambola), prova que no ano passado  2025 não chegou ao fim.

Através de um comunicado, a FMF explica que tomou a decisão enquanto órgão máximo regulador do futebol nacional, nos termos dos seus estatutos e dos regulamentos internacionais. Na mesma nota, o órgão reitor do futebol moçambicano refere que o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), entidade que organizou as duas últimas edições do Moçambola, assinado em 12 de Março de 2024, cessou os seus efeitos no 31 de Dezembro de 2025.

A FMF indica ainda que o Moçambola 2025, que marcado por suspensão da competição, problemas logísticos e dívidas dos clubes às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) “foi objecto de uma interrupção repentina e não chegou ao seu termo, mantendo-se, até à presente data, por resolver matérias de elevada relevância e impacto desportivo”, como a atribuição e homologação do título de campeão nacional, as decisões relativas às descidas de divisão e a indicação dos clubes representantes nas competições africanas”, lê-se. 

Nesse sentido e no exercício das suas competências estatutárias, a direcção executiva da FMF liderada por Feizal Sidat deliberou que a o organismo “passa, a partir da presente data, a assumir a condução e coordenação integral do processo, com vista a uma análise aprofundada, responsável e institucional da situação”, lê-se. 

A FMF decidiu ainda criar uma comissão de trabalho, que a instituição lidera e que integrará representantes da LMF e outros intervenientes relevantes, tendo como principais atribuições a análise das circunstâncias e os fundamentos que conduziram à não finalização do Moçambola 2025 e avaliar de forma objectiva e devidamente documentada, as causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas que estiveram na origem da interrupção da competição.

A referida comissão deverá ainda “analisar o formato competitivo mais adequado para Moçambola 2026 e épocas subsequentes, apresentando propostas e recomendações, tendo em conta a sustentabilidade, a integridade competitiva e a realidade atual do futebol nacional”.

Igualmente, este órgão vai analisar a existência de condições e os respectivos termos para uma eventual renovação do contrato de delegação de poderes com a LMF para a organização do Moçambola 2026.

“A FMF esclarece que lhe cabe, em exclusivo, a apreciação e decisão final sobre todas as matérias objecto de análise, incluindo quaisquer deliberações com impacto desportivo, organizacional e regulamentar, nomeadamente no que respeita à eventual alteração do formato competitivo”, conclui. 

Recorde-se que a Liga Moçambicana de Futebol decidiu, no dia 19 de Dezembro, encerrar a edição de 2025 do Moçambola após 24 das 26 jornadas por dificuldades financeiras e administrativas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional.

Na altura, a  LMF justificou que a decisão resultou da incapacidade de assegurar o pagamento das deslocações aéreas das equipas, sustentando ainda que o fim da época futebolística, a 20 de Dezembro, e o fim dos contratos da maioria dos jogadores, a 30 de Novembro, não permitiam a continuidade da prova.

A Somália anunciou o cancelamento imediato de todos os acordos de cooperação com os Emirados Árabes Unidos, numa decisão que representa uma ruptura diplomática entre Mogadíscio e Abu Dhabi. 

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, pelo Governo somali e abrange acordos militares, de segurança, económicos e portuários em todo o território nacional.

Segundo as autoridades da Somália, a medida aplica-se a todos os entendimentos assinados com instituições dos Emirados Árabes Unidos, suas entidades afiliadas e administrações regionais. 

O Conselho de Ministros justificou a decisão com alegadas evidências de acções que atentam contra a soberania, a unidade nacional e a integridade territorial da Somália.

A ruptura afecta infraestruturas estratégicas localizadas ao longo do Mar Vermelho e do Golfo de Aden, com destaque para os portos considerados essenciais para o comércio regional e a segurança marítima. 

O Governo somali confirmou ainda que forças e equipamentos militares dos Emirados Árabes Unidos estão a ser retirados de algumas bases.

A decisão surge num contexto de tensões crescentes entre a Somália e a Somalilândia, região separatista onde os Emirados mantêm presença militar e económica. 

 Até ao momento, Abu Dhabi não reagiu oficialmente ao anún

A província de Tete registou, no ano passado, mais de um milhão de casos de malária e cerca de 34 óbitos. Para travar a doença, o sector da saúde vai levar a cabo uma campanha de quimio-prevenção sazonal, que arranca a 23 de Janeiro e vai abranger os 12 distritos com excepção dos distritos de Tete, Tsangano e Mutarara.

Isto acontece numa altura em que a província de Tete regista elevados índices de contágio da malária, o que levou o sector da saúde a reunir-se esta segunda-feira, no Fórum anual Provincial da Malária.

O encontro tinha como objectivo delinear estratégias mais eficazes para o combate à doença.

Dados apresentados no encontro indicam que, só no ano passado, a província notificou mais de um milhão de casos de malária, tendo sido registados cerca de 34 óbitos, um cenário que continua a preocupar as autoridades governamentais.

Para fazer face ao crescente número de casos e prevenir a doença nas crianças, o sector da Saúde vai levar a cabo, a partir de 23 de janeiro, uma campanha de quimio-prevenção sazonal, uma iniciativa que vai abranger os 12 distritos da província com excepção dos distritos de Tete, Tsangano e Mutarara, e será destinada a crianças dos 3 aos 59 meses de idade.

Para além da campanha de quimio-prevenção, o Governo de Tete prevê distribuir, ainda este ano, mais de dois milhões de redes mosquiteiras em toda a província.

A Comissão Política da Frelimo, reunida no fim-de-semana em Marracuene, fez uma profunda reorganização das chefias das Brigadas Centrais, trocando alguns chefes e nomeando outros para monitorarem actividades partidárias em todas províncias do país e na Cidade de Maputo.

A Comissão Política da FRELIMO realizou, nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, em Marracuene, Província de Maputo, a sua I Sessão Extraordinária do ano, sob a direcção do Presidente do Partido e da República, Daniel Francisco Chapo.

O encontro analisou a situação política, económica e sociocultural do país, com destaque para o funcionamento interno do Partido.

Durante a sessão, a Comissão Política manifestou pesar pelo falecimento de Artur Nanlicha Muchopa, Primeiro Secretário do Comité Provincial de Niassa, e apresentou condolências à família.

O órgão saudou o clima de tranquilidade registado durante a quadra festiva e enalteceu o papel das Forças de Defesa e Segurança na manutenção da ordem, da segurança pública, da integridade territorial e no combate ao terrorismo.

A Comissão Política avaliou positivamente o primeiro ano de governação do Presidente Daniel Chapo, considerando que o período lançou bases para a independência económica, a estabilização da função pública e o reforço da imagem de Moçambique a nível internacional.

No domínio partidário, foi referido que os órgãos de base continuam a funcionar com normalidade. Foram ainda anunciadas visitas das Brigadas Centrais às províncias e à Cidade de Maputo, entre 17 e 21 de Janeiro, no âmbito da preparação da XI Conferência Nacional de Quadros, prevista para Agosto de 2026, em Chimoio, bem como para acompanhar a situação política, económica e social local.

O órgão máximo do partido mexeu na estrutura das chefias das brigadas centrais e a nova tem nomes já conhecidos e outros que entram pela primeira vez.

Assim, para a província do Niassa foram nomeados Damião José como Chefe da Brigada e Cidália Chaúque como Chefe-adjunta, enquanto na rovíncia de Cabo Delgado Amélia Muendane é a nova Chefe e Carlos Siliya o Chefe-Adjunto.

Para a província de Nampula a Frelimo conta com Filipe Paúnde como Chefe da Brigada e Celmira da Silva como Chefe-adjunta, sendo que na Zambézia será Margarida Talapa a chefiar, auxiliada por Iazalde Ussene.

Na província de Tete o Chefe da Brigada é Aires Aly, e Danilo Teixeira o seu adjunto, enquanto em Manica foi nomeado Celso Correia e Pedro Guiliche como Chefe e adjunto.

Ana Comoana vai chefiar a Brigada em Sofala e terá como adjunto Gonçalves Jemusse, sendo que na província de Inhambane será Esperança Bias a Chefe e Constantino André o adjunto. Gaza tem como Chefe da Brigada Alcinda de Abreu e como adjunto Nelson Muianga.

Para a província de Maputo foram nomeados Francisco Mucanheia e Feliz Silvia para liderarem a Brigada e na Cidade de Maputo a Brigada será chefiada por Tomás Salomão e Benvinda Levy, ficando Verónica Macamo  e Ludmila Maguni a chefiarem no exterior.

A Comissão Política apelou igualmente à população para evitar zonas de risco devido às chuvas e inundações e para seguir as orientações das autoridades, reforçando os cuidados de prevenção contra doenças de origem hídrica.

As meias-finais do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, marcadas para quarta-feira, foram definidas após um emocionante fim-de-semana dos quartos-de-final, onde golos, tensão e drama trouxeram à tona o que o futebol do continente oferece de melhor: experiência e organização.

Egipto, Nigéria, Marrocos e Senegal garantiram as vagas, após uma trajectória em que os favoritos fizeram jus ao estatuto.

O país anfitrião, Marrocos, enfrentará a Nigéria, enquanto Senegal, a primeira selecção a qualificar-se, jogará frente ao Egipto. 

Egipto, heptacampeão africano, conquistou a última vaga das meias-finais ao derrotar a Côte d’Ivoire (3-2) num emocionante jogo dos “quartos”, encerrando o reinado dos actuais campeões e preparando um confronto imperdível, frente ao Senegal.

Os Leões de Teranga já haviam garantido a vaga ao derrotar as Águias do Mali, por 1-0, num tenso e disputado clássico da África Ocidental. O golo de Iliman Ndiaye no primeiro tempo provou ser decisivo numa partida em que os campeões africanos administraram com maturidade a pequena vantagem até ao apito final.

Em Rabat, Marrocos continuou a caminhada rumo ao primeiro título continental em 50 anos. Os Leões do Atlas dominaram os Leões Indomáveis (2-0) com calma e autoridade, graças aos golos de Brahim Díaz e Ismaël Saibari. O resultado confirmou tanto o poderio ofensivo quanto o equilíbrio defensivo dos marroquinos diante dos adeptos locais.

A Nigéria, última classificada para as meias-finais, derrotou a Argélia, por 2-0, em Marraquexe. Victor Osimhen abriu o placar após um início equilibrado, e Akor Adams selou a vitória nos minutos finais, preparando um duelo explosivo frente à seleccão anfitriã. O triunfo das Super Águias sobre as Raposas do Deserto evitou um confronto Marrocos – Argélia em solo marroquino.  

Esses resultados serviram como um lembrete de que, nesta fase da competição, detalhes e experiência fazem toda a diferença. Após uma fase de grupos imprevisível e oitavos-de-final disputados, ponto a ponto, os quartos-de-final marcaram o momento em que as selecções favoritas retomaram o controlo da partida.

Meias-finais do torneio com técnicos africanos

Pela primeira vez na história do Campeonato Africano das Nações (CAN), os quatro semi-finalistas da edição de 2025 são comandados por técnicos africanos. Quatro nações, quatro treinadores locais e a certeza de que o próximo campeão será, mais uma vez, um ex-jogador do continente.

Essa virada ilustra uma forte tendência: os técnicos africanos não se contentam somente em participar; estão a moldar o futuro do futebol na reagião. Um padrão emergiu nas edições recentes: Djamel Belmadi levou a Argélia ao título em 2019, Aliou Cissé garantiu a primeira coroa do Senegal em 2021 e Emerse Fae guiou a Côte d’Ivoire à vitória em 2023.

Cada sucesso destacou o poder do conhecimento local, da liderança e da inteligência táctica. Agora, Walid Regragui (Marrocos), Hossam Hassan (Egipto), Pape Thiaw (Senegal) e Eric Chelle (Mali, no comando da Nigéria) têm a oportunidade de estender esse legado e reafirmar a supremacia dos treinadores africanos no continente. 

Os números falam por si: das 24 selecções no CAN de 2025, 15 eram comandadas por técnicos africanos, 11 delas avançaram da fase de grupos e as selecções mandantes venceram 75% das partidas até ao momento. Mas, além das estatísticas, esses resultados reflectem a coesão, a disciplina e a compreensão singular que esses técnicos trazem para as equipas — mental, táctica e culturalmente.

De Rabat ao Cairo, de Dakar a Lagos, esses treinadores combinam inovação táctica e liderança. A capacidade de motivar, adaptar-se e interpretar o jogo tornou-se crucial, demonstram que o sucesso depende de um conhecimento profundo do futebol africano.

Um lugar no panteão das lendas pode aguardar Hossam Hassan. Apenas dois africanos, Mahmoud El-Gohary e Stephen Keshi, conquistaram o CAN tanto como jogadores quanto como treinadores. 

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