Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram novos ataques com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas na Arábia Saudita, numa altura em que se intensificam os confrontos entre o grupo e a coligação liderada por Riade. Em resposta, a coligação prometeu reagir com firmeza, enquanto prosseguem os ataques aéreos contra posições houthis no Iémen.
A Autoridade Geral da Aviação Civil da Arábia Saudita informou, este domingo, que um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital, Riade, provocou a morte de um cidadão paquistanês e feriu outras 11 pessoas.
Anteriormente, a coligação liderada pela Arábia Saudita havia anunciado que um projéctil, cuja origem não foi identificada, atingiu um terminal de passageiros do aeroporto, provocando um incêndio que estava a ser controlado pelas equipas de emergência.
O aeroporto já tinha sido alvo de ataques a 8 de Outubro, que, segundo as informações divulgadas, causaram a morte de três cidadãos sauditas e vários feridos. No sábado, voltou a ser atingido, num ataque que terá provocado 12 mortos e 309 feridos, levando à suspensão temporária das operações para avaliação dos danos e reforço das medidas de segurança.
Ainda este domingo, a Autoridade Geral da Aviação Civil anunciou que o Aeroporto Internacional Rei Fahd, nas proximidades de Dammam, na Província Oriental, também foi atacado. As autoridades iniciaram a avaliação dos danos e as inspecções de segurança às instalações aeroportuárias.
Num comunicado, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, afirmou que o grupo realizou quatro operações com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas sauditas nas últimas 24 horas. Entre os alvos indicados estão os aeroportos internacionais Rei Khalid e Rei Fahd, bem como duas instalações operadas pela empresa petrolífera saudita Aramco.
Sarea advertiu ainda que os aeroportos e o espaço aéreo sauditas, com excepção das cidades sagradas de Meca e Medina, permanecem vulneráveis a novos ataques, considerando essas áreas parte do campo de operações do grupo.
ARÁBIA SAUDITA INTENSIFICA ATAQUES NO IÉMEN
Entretanto, os ataques aéreos sauditas prosseguem nas zonas controladas pelos houthis no Iémen, numa escalada que ameaça agravar ainda mais o conflito.
Yahya Sarea afirmou que aviões de guerra sauditas realizaram 124 ataques nas últimas 24 horas, tendo como alvos a capital, Sana’a, e as províncias de Taiz, Marib, Al-Jawf, Hajjah, Hodeidah e Saada.
A estação televisiva Al-Masirah, controlada pelos houthis, noticiou igualmente que um ataque aéreo saudita atingiu o Aeroporto Internacional de Sana’a, sem avançar, numa primeira fase, informações sobre vítimas ou danos materiais.
Por sua vez, um responsável militar iemenita afirmou que a aviação saudita intensificou os bombardeamentos contra áreas controladas pelos houthis na província de Taiz, no sudoeste do país, onde os confrontos entre as forças governamentais e os rebeldes se agravaram.
COMUNIDADE INTERNACIONAL CONDENA ATAQUES
A intensificação dos combates está a suscitar preocupação internacional. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o ataque de sábado contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, alertando que os ataques contra civis e infra-estruturas civis constituem violações do direito internacional e devem cessar imediatamente.
Os Emirados Árabes Unidos, o Sudão, o Egipto, a Turquia, Israel, o Iraque, a Síria, a Palestina, o Bahrein, o Paquistão, a Rússia e a Liga Árabe também condenaram o ataque.
Perante o agravamento da situação, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi, manifestou a disponibilidade de Teerão para prestar assistência com vista à abertura de um diálogo entre a Arábia Saudita e o Iémen e à criação de condições para uma solução política.
A posição foi expressa durante uma conversa telefónica, este domingo, com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan bin Abdullah Al Saud, na qual ambos abordaram os últimos desenvolvimentos no Médio Oriente, segundo a agência noticiosa oficial iraniana IRNA.
Araghchi manifestou profunda preocupação com a escalada das tensões, defendendo que a insistência nas soluções militares e o afastamento das vias diplomáticas poderão agravar ainda mais a crise. O governante reiterou que os conflitos no Médio Oriente não têm solução militar.
O Iémen vive mergulhado num conflito desde finais de 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sana’a, e vastas áreas do norte do país. Em 2015, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente em apoio do Governo iemenita internacionalmente reconhecido, actualmente sediado na cidade portuária de Aden, no sul.
A retoma dos combates representa uma nova escalada do conflito, depois de uma trégua mediada pelas Nações Unidas, em 2022, ter contribuído para a redução significativa das principais hostilidades.
O empreendedor moçambicano António Gaspar Mabunda, que actua no ramo de consultoria e auditoria em contabilidade há mais de 20 anos, conquistou, pela segunda vez, o Prémio Empreendedor Lusófono, na categoria de contabilidade e finanças.
A iniciativa, organizada pela Televisão Record Europa, que decorreu em Portugal, visa distinguir jovens que se destacam no empreendedorismo na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O reconhecimento surgiu depois de a Televisão Record acompanhar a evolução dos empreendimentos de António Gaspar Mabunda no ramo da contabilidade e auditoria.
Apesar do reconhecimento internacional, o empresário alerta que “ainda tenho muito a fazer pelo no nosso País”, destacando ser “uma honra, como moçambicano, vencer este prémio e continuar a celebrar e a contribuir para promoção de talentos lusófonos”.
O empreendedor moçambicano espero que esta experiência sirva para inspirar outros e para reforçar a importância de investir no empreendedorismo como caminho para o desenvolvimento.
Certificado por uma empresa de auditoria e consultoria a nível mundial, considera ainda que a distinção é uma oportunidade para inspirar outros jovens e mostrar que é possível transformar ideias em projectos concretos.
Mabunda teve um percurso que começou de forma modesta, num simples estaleiro, até à fundação da empresa “Mutaveia Soluções”, que, entre outros serviços, faz o diagnóstico organizacional e o respectivo acompanhamento.
Foi com este empreendimento que António Gaspar Mabunda obteve reconhecimento internacional.
Mestre em Gestão Empresarial e licenciado em Filosofia e Desenvolvimento, descreve a sua trajectória profissional como sendo marcada por um compromisso contínuo com a promoção de boas práticas de gestão e pela capacitação de empresas nacionais.
Desde a sua criação, a empresa tem apoiado diversas iniciativas, contribuindo para o fortalecimento do tecido empresarial moçambicano.
Segundo Mabunda, o sucesso do seu percurso está ligado à capacidade de identificar problemas reais no mercado e apresentar soluções eficazes. “O nosso trabalho não é dizer às pessoas o que fazer, mas sim ajudá-las a estruturar as suas ideias e a encontrar caminhos viáveis para concretizá-las”, explicou.
A primeira vez que António Mabunda foi distinguido na diáspora foi há dois anos, também pela mesma instituição.
A falta de combustíveis, que assola a Cidade de Maputo, já começa a ter um impacto negativo na actividade comercial dos transportadores de passageiros, taxistas e outros serviços de entrega. Nesta quarta-feira, houve mais enchentes em muitos postos de venda de combustíveis na capital.
As filas longas em postos de venda de combustíveis voltaram a assombrar a capital, nesta quarta-feira. É que persiste a falta de combustível, e os poucos postos com disponibilidade admitem abastecimento de até mil meticais.
O automobilista Danilo Rogério esteve numa fila por mais de quatro horas. Teve de parar todas as agendas do dia. Mesmo prejudicado, prometia que “não arredo o pé, antes de ter combustível. Mesmo que eu queira sair, de nada valerá”.
Entre as vítimas da escassez, estão aqueles que dependem das viaturas para trabalhar. Tais são os casos de António Manhiça, transportador da rota Praça dos Combatentes–Xipamanine e Otília Mulhanga, condutora de “boleia paga”, que vivem dias de incerteza.
“Muita coisa mesmo está parada por conta disso. Não estamos a trabalhar de verdade. Tenho o carro carregado, mas preciso de combustível, não tenho. Estou aqui desde às sete da manhã. Agora já estou a ouvir dizer que já não há, e não sei o que fazer, porque eu trabalho com o carro”, desabafou a senhora Otília.
As motorizadas, geralmente usadas para táxi e entrega de mercadorias, também formavam filas, comprometendo muitas agendas.
“Perdi dinheiro, tenho clientes à minha espera lá, mas já não tenho como mostrar a ilha, não tenho como. Nesta situação, já estamos há uma semana. Todos os dias vivemos assim”, contou Pele Negra, que trabalha como guia turístico na Ilha de Inhaca.
Alguns transportadores de passageiros ponderam arrumar as viaturas, caso a crise continue.
Para além das filas longas, o trânsito, quase em todos os postos de combustível, esteve bastante condicionado, exigindo intervenção dos agentes reguladores.
Pelas ruas da capital circulam, a todo o momento, munícipes com bidões de combustível, uns para fazer reservas, outros para abastecer viaturas paralisadas por falta de combustível. Ninguém escapa.
Quase 700 civis foram mortos em ataques com drones no Sudão desde janeiro. A informação foi partilhada pela Organização das Nações Unidas ressaltando o crescente número de vítimas de uma guerra civil que já dura quatro anos.
De acordo com o chefe humanitário da ONU, a maioria das mortes ocorreu nos primeiros três meses de 2026, com relatos de ataques com drones quase diários em todas as zonas de conflito.
Os ataques afectaram particularmente regiões como Kordofan e Darfur, onde os combates permanecem intensos.
A agência da ONU para a infância alertou que os drones são responsáveis por grande parte das vítimas infantis, com ataques atingindo casas, mercados e escolas.
A guerra entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido , um grupo paramilitar, iniciada em 2023, matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou mais de 11 milhões.
Segundo a ONU, mais de 21 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, e dois terços da população necessitam de assistência urgente, enquanto os combates se intensificam em Kordofan (no centro do Sudão) e no estado do Nilo Azul (no sudeste).
A Fidelidade Ímpar Moçambique distinguiu, hoje, os vencedores da 1ª edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, em Maputo. O evento reuniu organizações da sociedade civil, parceiros e órgãos de comunicação social.
Nesta primeira edição, foram distinguidas iniciativas nas áreas de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade e de Prevenção em Saúde, com um apoio total de Um milhão e quinhentos meticais e 750 mil por organização vencedora.
Segundo o comunicado da organização, foram recebidas um total de mais de 216 candidaturas. As propostas foram avaliadas por um júri independente, composto por Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato, Stewart Sukuma e Vitor Bandeira – PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique.
Os projectos vencedores são: NutiFamily+ (Programa Comunitário de Nutrição, Inclusão Produtiva e Resiliência Alimentar), desenvolvido pela Associação Nutrição em Desenvolvimento (ANDMoz); Prevenção em Saúde Projecto: Empoderamento das Raparigas em Situação de Vulnerabilidade por meio da Promoção e Acesso à Higiene e Saúde Menstrual da Associação Missão Moçambique (MiMo) em parceria com a Be Girl.
Para Víctor Bandeira, PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique, o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade é a forma de tornar concreto o compromisso da organização com o país.
Fidelidade Moçambique é a seguradora de referência em Moçambique, oferecendo uma vasta gama de produtos nos ramos Vida e Não Vida. Guiada por valores como a Experiência, a Inovação, a Superação e o Valor Humano, a Fidelidade Moçambique disponibiliza soluções ajustadas às diferentes necessidades das famílias e das empresas moçambicanas.
A Fidelidade Moçambique é a única seguradora moçambicana com uma classificação internacional de robustez financeira (Financial Strength Ra/ng – FSR) elevada, atribuída pela agência de notação AM Best, que conferiu à seguradora a classificação ‘B’ em 2022 e 2024.
A asseguradora integra o Grupo Fidelidade, cuja história começou em 1808, em Portugal, onde é líder de mercado com 2,3 milhões de clientes. A nível global, o Grupo Fidelidade está presente em 13 países.
Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Donald Trump garantiu em entrevistas a jornalistas que a guerra no Irão está perto do fim e que as negociações podem regressar esta semana.
Segundo escreve a RTP, o presidente dos EUA, Donald Trump, ao falar sobre a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irão, disse que “algo poderia acontecer” em Islamabad nos “próximos dois dias”.
Os comentários foram feitos horas depois de uma fonte diplomática ter dito à agência de notícias estatal iraniana IRNA que “não havia informações” sobre novas negociações.
Segundo a IRNA, foram trocadas mensagens entre Teerão e o Paquistão, que tem funcionado como mediador, mas nada foi confirmado.
A fonte disse que o Paquistão “continua empenhado nos seus esforços de mediação” depois de as negociações anteriores entre os EUA e o Irão em Islamabad terem terminado sem acordo.
Sete em cada 10 pessoas vivem na pobreza no Sudão, devido ao conflito armado entre exército e forças paramilitares, quase o dobro de antes da guerra, disse à agência noticiosa francesa AFP fonte da ONU.
Segundo o director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na região, Luca Renda, “provavelmente, cerca de 38% da população vivia na pobreza”, antes de Abril de 2023, “e, agora, estima-se que o número seja à volta de 70%”, tendo como critério quatro dólares por dia (3,40 euros).
Mas, pelo menos, um quarto da população sudanesa vive com menos de dois dólares por dia (1,70 euros), sublinhou o mesmo responsável da ONU, apontando como áreas mais complicadas Kordofan do Sul, agora o principal campo de batalha, e Darfur do Norte.
A guerra entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa) já matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou mais de 11 milhões e mergulhou diversas regiões na fome e na miséria.
Segundo um relatório publicado na terça-feira pelo PNUD e pelo Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla inglesa), quase sete milhões de pessoas caíram na extrema pobreza só em 2023, e os rendimentos médios baixaram para níveis de 1992.
“Estes números não são abstratos, reflectem famílias desfeitas, crianças fora da escola, meios de subsistência destruídos e uma geração cujas perspectivas estão a diminuir inexoravelmente”, continuou Luca Renda.
De acordo com a ONU, mais de 21 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda e dois terços da população precisam urgentemente de assistência, à medida que os combates se vão intensificando em Kordofan (Sudão central) e junto ao Nilo Azul (sudeste).
Ao longo de três anos de guerra, cerca de 14 milhões de pessoas foram forçadas a fugir e nove milhões permanecem deslocadas internamente, além dos 4,4 milhões de refugiados em países vizinhos, segundo dados avançados pela ONU a 10 de Abril.
A polícia nigeriana deteve 33 suspeitos de integrarem um gangue que raptou 38 fieis em Novembro numa igreja católica no estado de Kwara (oeste da Nigéria), confirmaram, nesta terça-feira, as forças de segurança.
“A polícia nigeriana anunciou um progresso significativo na sua campanha contínua contra crimes de grande impacto, resultando na detenção de 50 suspeitos ligados a terrorismo, sequestro e roubo à mão armada”, declarou a polícia nigeriana na sua conta na rede social X.
“Entre as conquistas mais notáveis está o desmantelamento de um gangue de 33 membros responsável por atos de terrorismo, roubo de gado e o ataque violento à Igreja Apostólica de Cristo no estado de Kwara”, acrescentaram.
O ataque a esta igreja na cidade de Eruku ocorreu a 18 de Novembro, no decorrer de uma missa. Durante a celebração, indivíduos armados invadiram o local, abriram fogo e mataram pelo menos duas pessoas, antes de raptarem os sobreviventes, incluindo o padre.
Após cinco dias em cativeiro, os fieis foram libertados graças aos esforços das forças de segurança e dos representantes do Governo, segundo as autoridades de Kwara.
Alguns estados da Nigéria, particularmente nas regiões central e noroeste do país, sofrem ataques constantes de “bandidos”, termo utilizado para descrever os gangues criminosos que cometem agressões e raptos em massa para obter resgate e que as autoridades classificam por vezes como “terroristas”.
O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou esta terça-feira que considera inconstitucionais as regalias atribuídas aos antigos Presidentes da República, defendendo que o tema deve ser reavaliado pelas instituições competentes. O político afirmou ainda que a recente liquidação da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI) não é motivo para festejos, criticando o silêncio do Parlamento por não debater a matéria.
Falando em conferência de imprensa com jornalistas, em Maputo, esta terça-feira, Venâncio Mondlane revelou que o seu partido submeteu ofícios à Procuradoria-Geral da República e ao gabinete do Provedor de Justiça, solicitando esclarecimentos e intervenção sobre o regime actual das regalias.
Segundo Mondlane, há incoerências na gestão das prioridades do Estado, questionando o aumento de benefícios concedidos a antigos chefes de Estado enquanto outros sectores da função pública enfrentam dificuldades.
O líder partidário sustenta ainda que a situação pode configurar violação da Lei de Probidade Pública, defendendo maior fiscalização sobre a aplicação de fundos públicos e benefícios estatais.
No mesmo encontro com a imprensa, Venâncio Mondlane criticou o nível de pobreza no País, argumentando que Moçambique se encontra entre os países mais pobres do mundo, com base em dados oficiais que, segundo disse, reflectem fragilidades estruturais sobretudo nos sectores da educação e saúde.
O político acrescentou ainda que o Governo deveria rever prioridades fiscais, questionando a decisão de acelerar o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional, quando existem outras necessidades mais urgentes no país.
“Não é assim tão positivo, um assunto para tocar trombetas, pelo contrário, devíamos começar a chorar por esse efeito, porque está aqui uma dívida oculta que só daqui a um tempo vamos saber a gravidade”, disse Venâncio Mondlane.
Mondlane defendeu igualmente que a Assembleia da República de Moçambique deveria convocar uma sessão extraordinária para debater o impacto do pagamento da dívida ao FMI na estabilidade fiscal do País.
“A Assembleia da República teve este conhecimento? Avaliou isto? Admira-me que não esteja a criar nenhuma situação. Acho que era motivo para se solicitar uma sessão extraordinária de matéria urgente, segundo o regimento, exatamente para se debater a questão da dívida do FMI”, disse o ex-candidato presidencial.
Para Venâncio Mondlane, não era “urgente” pagar a dívida ao FMI por ser uma das que tem a menor taxa de juros, referindo que o país tem dívidas bilaterais elevadas cujo peso era necessário reduzir.
“Estamos sempre a falar da dívida externa, mas a pior dívida que o Governo tem é a dívida interna, a dívida que tem com as empresas que é grandíssima, a dívida do reembolso do IVA, com os fornecedores e empresas nacionais, com os bancos que já atingiu limite com a emissão de bilhetes e obrigações do tesouro”, disse ainda Mondlane.
Para o político, era altura de o Governo aliviar o endividamento junto dos bancos, para que estas instituições possam avançar com financiamentos a projetos de empreendedorismo juvenil.
As declarações surgem num momento de intensificação do debate político em torno da gestão das finanças públicas e da distribuição de recursos estatais.
A Cornelder de Moçambique, gestora dos terminais de contentores e carga geral do Porto da Beira, procedeu, recentemente, à entrega de kits escolares a 300 crianças da Escola Básica Heróis Moçambicanos, naquela cidade, capital da província de Sofala, numa iniciativa que visa contribuir para a melhoria das condições de aprendizagem e promover a inclusão escolar.
A acção enquadra-se no programa de responsabilidade social da Cornelder de Moçambique, que tem como objectivo apoiar o desenvolvimento das comunidades onde a empresa opera, com especial enfoque na educação.
Os beneficiários foram identificados pela direcção da escola como sendo crianças pertencentes a famílias de baixa renda, provenientes dos bairros Praia Nova, Goto e CFM.
“A educação constitui um pilar essencial para o desenvolvimento das comunidades. Na Cornelder de Moçambique, acreditamos que apoiar as crianças e investir em melhores condições de aprendizagem é investir no futuro da cidade da Beira. Por isso, continuaremos empenhados em contribuir para o fortalecimento da educação e do desenvolvimento das crianças”, afirmou Chabelli Gonçalves, do Departamento de Marketing e Comunicação da Cornelder de Moçambique.
Por seu turno, o director pedagógico da Escola Básica Heróis Moçambicanos, Josefa Elias, enalteceu o gesto, destacando o impacto positivo da iniciativa no percurso escolar das crianças.
Na ocasião, Josefa Elias manifestou a expectativa de que acções desta natureza possam inspirar outras organizações e indivíduos a apoiar a educação em Moçambique, em geral, e na cidade da Beira, em particular.
A Escola Básica Heróis Moçambicanos integra o conjunto de instituições de ensino apoiadas pela Cornelder de Moçambique, que tem vindo a implementar diversas iniciativas de carácter social na cidade da Beira.