Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.
Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.
Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.
No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.
Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.
A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.
Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.
Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.
A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), criticou, nesta quarta-feira, o Governo por pagar apenas 40% do 13º salário, avançando com uma greve de 30 dias, a partir da sexta-feira, para exigir o pagamento total.
A posição surge após o anúncio da aprovação pelo Governo moçambicano do pagamento de 40% do 13º salário aos funcionários públicos, agentes do Estado e pensionistas, nos meses de Janeiro e Fevereiro, uma redução face aos 50% pagos no ano passado.
Segundo o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, citado pela Lusa, além de reivindicar o pagamento na íntegra do ordenado, a paralisação das actividades pelos profissionais de saúde é também uma forma de denúncia pela crise estrutural do Sistema Nacional de Saúde.
“E, com isso, haverá uma paralisação das actividades a partir das 15h30 desta sexta-feira”, explicou, acrescentando que os profissionais vão submeter “um ofício legal anunciando a greve, para cumprirem o que está definido na lei”.
Para a APSUSM, que abrange cerca de 65 mil profissionais de saúde de diferentes departamentos, o anúncio do pagamento parcial do 13º salário “não agradou aos profissionais de saúde e à função pública”, trazendo um sentimento de desvalorização aos trabalhadores.
A mesma fonte também declara que a paralisação anunciada vai acontecer num contexto mais amplo da crise estrutural do Sistema Nacional de Saúde, caracterizado, entre outros, pela falta recorrente de medicamentos essenciais nas unidades sanitárias, de alimentação e de um internamento condigno para os pacientes.
O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou hoje, em Abu Dhabi, uma visão abrangente do potencial económico de Moçambique e apelou ao investimento privado dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em sectores estratégicos, durante a Mesa Redonda EAU–Moçambique, que reuniu empresários dos dois países e se seguiu a uma sessão de debate subordinada ao tema “Oportunidades para o Sector Privado dos Emirados Árabes Unidos”.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou o posicionamento de Moçambique entre os principais países do mundo em projectos de gás natural liquefeito flutuante (FLNG), afirmando que o país integra o “top 10 do FLNG no mundo”, com quatro grandes projectos em curso: os dois projectos liderados pela ENI, designadamente o Coral Sul e o Coral Norte, da Total e o da Exxon Mobil.
Daniel Chapo detalhou a dimensão financeira destes empreendimentos, sublinhando que estão em causa investimentos na ordem de 50 mil milhões de dólares norte-americanos nos próximos anos em Moçambique. Afirmou estar confiante de que estes projectos irão impulsionar o crescimento económico, reiterando, contudo, a necessidade de diversificar a economia nacional.
No sector energético, o estadista defendeu a ambição de Moçambique se tornar um hub regional de electricidade no espaço da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), argumentando que os países vizinhos enfrentam actualmente um grande défice energético.
“Nós queremos ser um hub energético na região da SADC”, afirmou, apontando o potencial hidroeléctrico do país, com destaque para Cahora Bassa, a sua segunda fase, e o projecto Phanda Nkuwa, que prevê cerca de 1.500 megawatts no rio Zambeze.
Ademais, sublinhou igualmente as oportunidades no gás para produção de energia, na construção de linhas de transmissão para exportação regional e no aproveitamento da energia solar, frisando que Moçambique dispõe de sol durante todo o ano. “Nós estamos falando sobre a transição energética. E eu acho que energia solar é muito importante para fazer investimentos em Moçambique”, disse, apelando directamente aos investidores dos Emirados para parcerias no sector energético.
No domínio dos transportes e logística, o Presidente Daniel Chapo destacou a importância estratégica dos portos de Maputo, Beira e Nacala para os corredores regionais, defendendo o aumento da capacidade e a modernização destas infra-estruturas. Sublinhou que a digitalização portuária é “a chave para o nosso sucesso”, referindo que o processo já decorre no Porto de Maputo e deverá ser estendido à Beira e a Nacala.
Outrossim, apontou ainda o potencial de Moçambique em recursos minerais, incluindo minerais críticos como o grafite e outros como o ouro, defendendo a industrialização como prioridade, bem como o reforço da agricultura para a segurança alimentar global. Destacou igualmente as vantagens competitivas do país no turismo, referindo a extensa linha costeira de cerca de 2.700 quilómetros, praias, ilhas naturais e áreas de conservação.
À margem da sua participação na Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, o Presidente da República manteve encontros com investidores internacionais, que manifestaram interesse em projectos de grande escala.
O Director de Desenvolvimento de Negócios da AUM, companhia ligada à mineração, Sorin Teodorescu, revelou avanços concretos no sector mineiro: “Tivemos discussões com o Presidente a respeito do quadro para a construção de refinarias de ouro em Moçambique, em diversos pontos, incluindo também a criação de um quadro legal para exportações e para o sector de mineração, não apenas o ouro”.
Teodorescu garantiu que a decisão de investir já está tomada: “Portanto, iremos apoiar o Presidente com o quadro e também com a construção das refinarias em Moçambique”, e considerou o projecto estratégico para África, afirmando que “a industrialização da África está apenas começando” e que “Moçambique é um país-chave para isso”.
Também o Presidente do Conselho de Administração da Red Flag Industrial, Wissam Baloul, elogiou a liderança do Chefe do Estado, afirmando que “o encontro com o Senhor Presidente foi excelente”, e adiantou que a Red Flag Industrial está preparada para investimentos de grande escala, sem limites orçamentais.
“Falámos de milhares de milhões de dólares. Estamos envolvidos em todos os sectores industriais e práticos do desenvolvimento, incluindo saúde, infra-estruturas, habitação, empoderamento, energia solar, cibersegurança e vários outros domínios do desenvolvimento”, disse.
Baloul revelou ainda que os projectos poderão arrancar já no final de Fevereiro. “Para concretizar um vasto conjunto de projectos de desenvolvimento, o Presidente transmite-nos entusiasmo e encoraja nos a estarmos em Moçambique o mais cedo possível. Assim, é provável que, no final de Fevereiro, iniciemos a implementação do nosso plano no país, colaborando com o Governo para alcançarmos o sucesso em conjunto”.
Pelo menos 70 pessoas morreram no Zimbabwe nos primeiros nove dias de Janeiro devido a incidentes relacionados com as fortes chuvas. A notícia foi tornada pública hoje através da imprensa local.
As províncias mais afectadas foram Manicaland (oeste), com 510 casas afectadas e um saldo de 41 mortos e 31 feridos, e Mashonaland West (norte), que registou 19 mortos.
O Zimbabwe regista habitualmente o período de maior pluviosidade entre Dezembro e Fevereiro, sendo as regiões baixas e semiáridas particularmente propensas a inundações repentinas, rompimentos de barragens e transbordamentos de rios.
Ao longo dos anos, as inundações têm sido uma das principais causas de morte por fenómenos meteorológicos nas zonas rurais, muitas vezes agravadas por travessias inseguras de rios e assentamentos localizados perto de grandes barragens.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para ocorrência de chuvas fortes com trovoadas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e Tete. Adicionalmente espera-se a continuação de ocorrência de chuvas fracas a moderadas acompanhadas por vezes de trovoadas nas províncias da Zambézia, Niassa e Nampula.
Serão afectados os distritos de Marávia, Chifunde, Macanga, Angónia, Zumbo, Mágoè, Cahora Bassa, Chiúta, Tsangano, Marara, Moatize, Changara, Doa e cidade de Tete, na província de Tete; os distritos de de Chemba, Caia, Maringue, Gorongosa, Marromeu, Cheringoma, Muanza, Nhamatanda, Dondo, Búzi, Chibabava, Machanga e Cidade da Beira, em Sofala; Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo, Inhambane, Homoíne, Morrumbene, Funhalouro, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Mabote, Govuro e cidades de Maxixe de Inhambane, em Inhambane.
Já nas províncias de Maputo, Gaza e Manica, todos os distritos serão afectados. O INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta terça-feira , o corte de suas relações com três organizações internacionais, incluindo duas agências da ONU. A decisão surge após a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações globais na semana passada.
O corte de laços de Israel com três organizações internacionais foi anunciado através de uma nota publicada na rede social X, na qual a chancelaria israelita informou também que o ministro Gideon Saar ordenou igualmente a revisão da cooperação de Israel com um número não especificado de outras organizações.
“Sa’ar decidiu que Israel vai suspender imediatamente todos os contactos com as seguintes agências da ONU e organizações internacionais”, afirmou o ministro em comunicado.
A lista inclui a ONU Energia, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, embora este último não faça parte do sistema das Nações Unidas.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando determinando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais por já não servirem aos interesses americanos, segundo a Casa Branca.
A extensão da relação de Israel com as três organizações da ONU antes do anúncio não era clara.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a Aliança das Civilizações da ONU de não ter convidado Israel a participar, afirmando que durante anos foi utilizada como plataforma para ataques contra Israel.
Também chamou desperdício à Energia da ONU e disse que o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento corrói a capacidade das nações soberanas de fazer cumprir as suas próprias leis de imigração.
A cidade de Pemba já tem casos de cólera, e as autoridades de saúde apelam à população para reforçar as medidas de higiene individual e colectiva. O surto de cólera em Pemba foi confirmado pelas autoridades sanitárias na primeira sessão do Comité Operativo de Emergência de 2026.
De acordo com Edson Fernando, médico-chefe provincial de Cabo Delgado, os primeiros casos foram diagnosticados entre os dias 5 e 6 de Janeiro corrente, onde testaram três e oito casos respectivamente, dos quais seis se revelaram positivos.
“E, da investigação que foi feita pela equipa ecológica, foi possível identificar o foco de infecção, que é o acampamento unifamiliar, onde estavam concentradas cerca de 52 crianças na actividade do direito e ritos de iniciação, e, dessas 52 crianças, algumas vieram do distrito de Metuge”, explicou Edson Fernando.
Da lista que foi partilhada pelo padrinho do rito de iniciação, que estava a apoiar as crianças, algumas delas provinham da aldeia de Império, segundo deu a conhecer o médico-chefe provincial de Cabo Delgado.
A cólera em Cabo Delgado começou em Dezembro do ano passado, no distrito de Metuge, e, de acordo com Edson Fernando, neste momento, foram abertos dois centros de tratamento, sendo um em Pemba e o outro em Nanlia, em Mecúfi.
“Actualmente, encontram-se internados nesses dois centros de tratamento de cólera, sete doentes, sendo quatro a nível do centro de tratamento de cólera em Pemba e três no centro de tratamento de cólera em Nanlia”, anunciou Edson Fernando.
De acordo com o trabalho de produção de casos epidemiológicos na província de Cabo Delgado, a última semana de Dezembro foi de pico de registo de casos, e quase todos os diagnosticados foram reportados em Metuge.
Em menos de um mês, Cabo Delgado registou 349 casos de cólera, e duas pessoas perderam a vida, devido à doença que anualmente afecta a província.
A derrota do Real Madrid diante do Barcelona na final da Supertaça, no último domingo, foi apenas um dos motivos da demissão de Xabi Alonso do clube madrileno. Mas há mais: a quebra da autoridade demonstrada por Kylian Mbappé no final do jogo, instando os colegas do Real Madrid a não fazerem guarda de honra ao Barcelona, é outro motivo. Fecha-se uma porta e o Real Madrid procura abrir outra… na Alemanha.
A saída de Xabi Alonso do Real Madrid continua a ser tema dominante em Espanha e nas últimas horas surgiu um vídeo no qual se pode ver aquele que terá sido o momento exacto da ruptura do treinador espanhol com o plantel.
Após a derrota na final da Supertaça de Espanha, diante do rival Barcelona (2-3), na Arábia Saudita, o treinador merengue tentou liderar os jogadores para fazerem a guarda de honra aos vencedores, mas viu a sua autoridade ser colocada em causa.
Como é possível verificar através das imagens captadas a partir das bancadas, Kylian Mbappé decidiu ir contra a decisão de Xabi Alonso e instou os colegas de equipa a abandonarem aquela zona do relvado, contrariando as indicações dadas pelo treinador.
Mal saiu do palco, onde recebera a medalha de finalista vencido, Mbappé olhou para trás e começou a dirigir palavras para o grupo que se preparava para prestar um gesto de desportivismo para com o Barcelona.
Após uma curta troca de palavras, Xabi Alonso também cedeu às exigências de Mbappé e abandonou o local com uma mão no bolso.
Entre despedidas e silêncio
Curiosamente, Kylian Mbappé foi dos primeiros a reagir ao despedimento de Xabi Alonso, oficializado menos de 24 horas depois do sucedido, deixando uma mensagem de agradecimento nas redes sociais.
“Foi por pouco tempo, mas foi um prazer jogar para si e aprender consigo. Obrigado pela confiança desde o primeiro dia. Vou recordá-lo como um treinador com ideias claras e muito conhecimento. Muita sorte no novo capítulo”, escreveu o craque francês.
Esta mensagem parece, porém, não combinar com o gesto protagonizado na noite anterior, no qual ficou visível que ignorou as ordens dadas por Xabi Alonso.
Assim sendo, trata-se de mais um sinal claro de que Xabi Alonso não era um treinador consensual no balneário do Real Madrid. De resto, são sete os jogadores que ainda estão em total silêncio desde que fora anunciada a saída do técnico de 44 anos.
Trent Alexander-Arnold, Éder Militão, Mendy, Jude Bellingham, Vinícius Júnior, Franco Mastantuono e Brahim ainda não se pronunciaram publicamente sobre a troca no comando técnico, agora ocupado por Álvaro Arbeloa.
Em sentido inverso, Rodrygo, Courtois, Lunin, Dani Carvajal, Camavinga, Gonzalo García, David Alaba, Asencio, Álvaro Carreras, Fran García, Antonio Rüdiger, Huijsen, Valverde, Tchouameni, Arda Güler e Dani Ceballos seguiram o exemplo de Mbappé e quiseram deixar uma mensagem de agradecimento ao agora antigo treinador.
Xabi Alonso também já reagiu
Por sua vez, Xabi Alonso quebrou o silêncio na manhã desta terça-feira, garantindo sair do Santiago Bernabéu, onde havia brilhado como jogador, com o sentimento de dever cumprido.
“Concluída esta etapa profissional, que não correu como queríamos. Treinar o Real Madrid foi uma honra e uma responsabilidade. Agradeço ao clube, aos jogadores e, acima de tudo, aos adeptos pela sua confiança e apoio. Saio com respeito, gratidão e orgulho de ter feito o melhor que consegui”, escreveu o técnico espanhol, de 44 anos, que agora fica livre no mercado.
Xabi Alonso tinha contrato por mais dois anos e meio – ou seja, até Junho de 2028 –, mas chegou a acordo com Florentino Pérez para uma rescisão amigável.
Real Madrid quer Jürgen Klopp para substituir Xabi
O Real Madrid acertou a saída do técnico Xabi Alonso e já nomeou Álvaro Arbeloa como o sucessor. Entretanto, a directoria possui outros nomes em sua lista de desejos para assumir o comando da equipa em breve.
De acordo com Santi Aouna, do portal Footmercato, o presidente Florentino Pérez tem dois nomes na mira: Enzo Maresca, que deixou o Chelsea recentemente e Jürgen Klopp, ex-Liverpool, que se juntou ao grupo Red Bull.
Porém, Klopp é o objectivo dos sonhos do clube e seria a primeira opção de escolha para substituir Xabi Alonso.
Klopp está no grupo do Red Bull como director de futebol e nas últimas horas, foi ligado ao Real Madrid. De acordo com o jornalista Sacha Tavolieri, os dirigentes do clube merengue sabem que o ex-comandante poderia estar interessado nessa possibilidade.
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique poderá bloquear total ou parcialmente o som, dados, imagem e outras comunicações, por até 48 horas, em caso de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos ou situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social. A decisão surge da aprovação pelo Governo da revisão do Regulamento de controlo de tráfego de Telecomunicações, aprovado pelo decreto 38/2023, de 3 de Julho, que autoriza a Autoridade Reguladora das Telecomunicações a bloquear redes de telecomunicações em situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social.
Para o efeito, o INCM chamou a imprensa para dizer que a medida não é nova, apenas foi aprimorada para responder ao aumento de casos de fraudes e crimes cibernéticos, bem como para salvaguardar o interesse público.
E em caso de haver bloqueios, os mesmos não podem passar de 48 horas, sem uma ordem judicial, de acordo com Edilson Gomes, director do Controle de tráfego no INCM.
A suspensão e bloqueio do som, dados, imagem e outros podem ser feitos parcial, total ou por subscritor, nos casos de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos.
Em caso de irregularidades comprovadas e necessidade de bloqueio, o regulador deve, com antecedência, comunicar ao subscritor, embora o período prévio não esteja especificado.
O CAN 2025 está cada vez mais perto de chegar ao fim, e as meias-finais, a serem disputadas nesta quarta-feira, contam com quatro grandes selecções. Inicialmente entre as favoritas a ganhar a competição, Egipto, Senegal, Nigéria e Marrocos encontram-se na corrida para garantir um bilhete para a final, e prometem uma decisão inédita independentemente do resultado nas ‘meias’.
De um lado o Egipto encontra o Senegal quando forem, 18h00, num duelo equilibrado que promete um espectáculo de futebol. Mohamed Salah comanda os Faraós – maiores vencedores do CAN com sete triunfos, sendo o último em 2010 – na tentativa de conquistar o seu primeiro troféu, terminando a seca de 16 anos do Egipto. Salah tem estado em grande forma neste CAN, somando 4 golos e uma assistência, e tem mostrado que o seu declínio não passa de uma ilusão.
O rei egípcio reencontra um velho amigo nas ‘meias’ com Sadio Mané a defender as cores do Senegal. Ex-companheiros no Liverpool, marcaram uma era na Premier League e agora estão frente a frente no CAN.
O Egipto terá de enfrentar fantasmas do passado para chegar à final, uma vez que em 2021 ficaram em segundo lugar ao perderem… frente ao Senegal.
A outra meia-final marcada para as 21h00, entre os anfitriões Marrocos e a Nigéria, coloca a melhor defesa frente ao melhor ataque. Os Leões do Atlas, em casa ao longo de todo o torneio, apontaram um registo defensivo fantástico – apenas um golo sofrido na fase de grupos –, mas agora enfrentam a máquina de golos da Nigéria.
Um ataque composto por Victor Osimhen e Ademola Lookman, com o apoio da dupla do Fulham, Alex Iwobi e Samuel Chukwueze, tem estado em grande somando 16 golos na competição.
Contudo, Marrocos conta com um dos melhores jogadores desta edição do CAN para chegar à final em casa. Brahim Díaz tem sido decisivo e mostra que a falta de minutos no Real Madrid não é justificada, contando com 5 golos na prova.
Dos dois jogos desta quarta-feira, uma pergunta paira no ar: quem vai chegar à final de domingo?

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