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A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.

Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.

Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.

A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.

O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.

O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.

Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.

A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.

O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.

Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.

A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.

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O Banco de Moçambique divulga hoje as decisões do Comité de Política Monetária (CPMO), definindo as taxas de juro que orientarão a política económica do país no início deste ano. O anúncio será dirigido pelo governador Rogério Zandamela, marcando a primeira actualização oficial da instituição em 2026.

Actualmente, a taxa de referência MIMO está em 9,50%, o nível mais baixo desde 2015. Durante 2024 e 2025, o Banco de Moçambique promoveu cortes graduais, partindo de 16,50%, com o objectivo de estimular a economia e manter a inflação sob controle, que se manteve consistentemente em níveis de um dígito.

A redução da taxa de juro tem impacto directo nas famílias e empresas. Com crédito mais barato, consumidores podem financiar habitação, bens duradouros e consumo em geral, enquanto empresas, especialmente pequenas e médias, têm acesso facilitado a empréstimos. Em termos macroeconómicos, a política monetária mais acomodatícia tende a estimular investimentos e consumo, contribuindo para o crescimento do PIB.

Apesar do cenário positivo, o Banco alerta para riscos persistentes, como pressões inflacionárias, choques climáticos e desafios fiscais. O mercado acompanhará atentamente a comunicação de hoje, que definirá não apenas o custo do crédito, mas também a direção da economia moçambicana em 2026.

O internacional moçambicano Bruno Langa manifestou o desejo de deixar o Pafos do Chipre e regressar ao Almería da Espanha, depois de viver momentos difíceis no clube actual, onde não tem tido espaço para jogar.

O lateral-esquerdo moçambicano queixa-se do facto de ainda não ter feito 90 minutos pelo clube cipriota, sendo opção, em muitos jogos, apenas nos minutos finais.

Com o mercado de transferência em andamento na Europa e no mundo, o internacional moçambicano tem expectativa de rumar para outros clubes, com destaque para Eibar da Espanha, Hull City e Watford, ambos da Inglaterra, que manifestaram interesse no atleta.

Com estes interesses, Bruno Langa quer forçar o fim do empréstimo com o Pafos do Chipre e regressar ao seu Almería, clube espanhol com o qual tem contrato até 2028.

O Eibar da Espanha manifestou o interesse em ter o jogador ainda neste mercado de transferência, que fecha a 02 de Fevereiro, mas caso não seja possível, que o mesmo chegue até 30 de Junho do ano em curso, conforme avança a imprensa espanhola, citada pelo Plantel OC.

Aliás, o jornal electrónico moçambicano Plantel OC avança mesmo que os três clubes (Eibar, Hull City e Watford) manifestaram o interesse no passe do atleta, oferecendo um período de empréstimo mais longo, com duração de uma época e meia, com opção de compra, para além da promessa da titularidade absoluta.

O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Paulo Manasse, reuniu-se nesta segunda-feira com o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, e o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, para analisar e discutir um novo modelo de organização e desenvolvimento do Moçambola 2026.

Ainda se debate o melhor modelo para o Moçambola 2026, depois de a prova não ter chegado ao fim no ano passado, o que obrigou a Federação Moçambicana de Futebol a tomar partido na gestão da sua organização.

Depois do encontro havido na semana passada, entre as delegações da Federação Moçambicana de Futebol e da Liga Moçambicana de Futebol, desta vez foi o ministro da Juventude e Desporto a chamar as duas organizações que gerem o futebol e o campeonato nacional para encontrarem soluções conjuntas para a prova deste ano.

“Um encontro que se enquadra no compromisso contínuo do Governo em promover um Moçambola mais estruturado, credível e financeiramente sustentável, capaz de valorizar os clubes, os atletas e a qualidade do espectáculo desportivo”, segundo escreve o MJD nas suas plataformas digitais.

O objectivo do encontro era a procura de um melhor modelo e sustentável para viabilizar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição deste ano.

O Ministério da Juventude e Desporto diz ainda que com o encontro pretende reforçar o futebol como um instrumento de coesão nacional, inclusão e desenvolvimento social, respondendo às exigências do presente e às ambições do futuro do desporto moçambicano.

No encontro desta segunda-feira, foram discutidos vários pontos sobre a reestruturação e homologação de um modelo sustentável do Moçambola, depois de a última edição não ter chegado ao fim, quando faltavam ainda por disputar algumas jornadas, ora canceladas por falta de dinheiro para custear as despesas da logísticas da prova.

O facto é que no ano passado o Moçambola teve um custo de logística para transporte aéreo a rondar os dois milhões de dólares, cerca de 130 milhões de meticais, que a Liga Moçambicana de Futebol disse não ter tido, ainda que tenha recebido alguns apoios, com destaque para a Cervejas de Moçambique.

E, porque ainda não há garantias financeiras para a viabilização da prova, o encontro tripartido entre o Ministério da Juventude e Desporto, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol, discutiu formas de buscar parcerias que permitam a realização da prova no sistema clássico de todos contra todos em duas voltas, para as 14 equipas apuradas.

Aliás, os clubes já tinham rejeitado a possibilidade de um Moçambola regional, disputado pelas zonas, com os líderes a defrontarem-se na fase final, uma proposta que tinha sido avançada pela Liga Moçambicana de Futebol no fim do ano passado.

O encontro desta segunda-feira avançou decisões estruturantes que vão culminar com a viabilização do Moçambola 2026 no modelo tradicional, mas que ainda está refém da homologação da classificação da prova do ano passado por parte da Federação Moçambicana de Futebol.

Assim, nos próximos dias, o organismo que gere o futebol nacional deverá homologar a União Desportiva de Songo como campeã nacional, até porque aquando da interrupção definitiva do Moçambola 2025, os “hidroeléctricos” já tinham conquistado a prova de forma virtual, recebendo, por isso, até felicitações do presidente da República, Daniel Chapo.

A turma de Songo será, por conseguinte, a representante de Moçambique na próxima edição da Liga dos Campeões africanos, acompanhada pela Black Bulls, que vai disputar a Taça CAF, por ter sido o finalista vencido da Taça de Moçambique, conquistado pela UD Songo, que fez a dobradinha.

Nessa mesma homologação, a Federação Moçambicana de Futebol deverá confirmar ainda a descida de divisão de três clubes, nomeadamente o Textáfrica do Chimoio, o Desportivo de Nacala e o Desportivo da Matola.

Para já, a FMF e a LMF deverão assinar, nos próximos dias, a renovação do contrato de delegação de poderes para a organização do Moçambola 2026, depois que a Casa do Futebol ameaçou gerir a prova por falta de cumprimento das regras por parte da Liga Moçambicana de Futebol.

Segundo escreve o LanceMz, a Liga Moçambicana de Futebol já solicitou às Linhas Aéreas de Moçambique a emissão de uma cotação para o Moçambola 2026, para que possa definir com exactidão o orçamento para o campeonato nacional deste ano, numa negociação que inclui a contratualização de cerca de 3500 passagens aéreas.

Se no ano passado o custo de passagens aéreas rondou os 2 milhões de dólares (cerca de 130 milhões de meticais), para este ano a expectativa é que o valor baixe, uma vez que a companhia de bandeira nacional tenciona rever o tarifário das passagens aéreas. 

Agricultores no vale de Infulene, na Cidade de Maputo, perderam quase todas as suas culturas, devido a inundações. Os produtores falam de dificuldades em abastecer os mercados e pedem ajuda para a aquisição de sementes.

Não é novidade que há falta de hortícolas nos mercados da Cidade de Maputo e a pouca existente é vendida a preços elevados. Na verdade, o problema parte nas “machambas”.

É que vários campos agrícolas se encontram vazios, depois de a água da chuva ter arrastado quase todas as plantações.

“Eu tive perdas enormes, quase, tenho três machambas, mas perdi as duas, fiquei com uma parte na terceira machamba. Perdi uma machamba completa, repleta de alface, duas machambas de couve. Aqui estava cheio de água, toda a machamba estava cheia de água, então, até mesmo a folha de abóbora ficou estragada”, lamentou Brito Mondlane.

O vale do Infulene é conhecido por abastecer vários mercados das cidades de Maputo e Matola. Neste momento, não há produtos como alface, couve, beterraba e cenoura. O pouco que existe, não está em condições de ser consumido.

Os produtores agrícolas, como Brito Mondllane, procuram recuperar os seus negócios. Logo cedo fazem-se as “machambas” para resgatar o que ainda é possível  e introduzir novas sementes ao solo, depois de se terem endividado para adquiri-las.

“Eu estou a tentar investir de novo, não há como, temos de fazer alguma coisa, pois não podemos parar. Começamos recentemente a semear e plantar estes viveiros.”

Entretanto, houve quem conseguiu salvar pelo menos uma cultura, e é a única esperança no vale do Infulene.

Para que possam recuperar os seus negócios e voltar a abastecer os mercados, os produtores agrícolas pedem apoio para a aquisição de sementes e viveiros. 

O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) anunciou que vai contar, até ao fim deste semestre, com um novo provedor de emissão de cartas de condução com sistema integrado, numa altura em que enfrenta cerca de 35 mil pedidos pendentes. Paralelamente, a instituição vai duplicar a capacidade diária de produção para 1500 cartas e estender o funcionamento aos fins-de-semana até 10 de Março, como forma de reduzir a morosidade na entrega do documento.

As medidas foram anunciadas pelo administrador-geral do INATRO, Cláudio Zunguze, durante uma conferência de imprensa em Maputo. Segundo o responsável, trata-se de um pacote de acções imediatas e estruturais para responder à elevada procura e restaurar a normalidade no processo de emissão das cartas de condução biométricas.

“(…) As medidas que estamos a implementar com vista a acelerar a produção da carta de condução. Estamos a falar da carta definitiva, a carta biométrica, cuja procura aumentou significativamente”, afirmou.

Uma das decisões imediatas é a extensão do horário de funcionamento da instituição. De acordo com Zunguze, o INATRO vai passar a operar também aos sábados e domingos, uma medida que entra em vigor de forma imediata e que se manterá até ao dia 10 de Março.

“O INATRO irá estender os dias de funcionamento até aos fins-de-semana, como forma de atender de maneira mais célere os pedidos de impressão das cartas. O objectivo é aliviar a pressão sobre este serviço, que neste momento conta com cerca de 35 mil pedidos acumulados”, explicou.

Outra medida central é a entrada em funcionamento da segunda máquina de impressão de cartas, o que permitirá aumentar significativamente a capacidade produtiva da instituição.

“Com esta máquina a funcionar, passaremos a imprimir cerca de 1500 cartas de condução por dia, contra as actuais 750. Isto significa que estamos a duplicar a nossa capacidade”, disse o administrador-geral, sublinhando que a máquina não representa um novo investimento, mas sim a reactivação de um equipamento que esteve inoperacional durante algum tempo.

Segundo Cláudio Zunguze, com estas acções, criam-se condições para que o prazo normal de emissão da carta definitiva volte a ser respeitado. “O período de produção da carta não deve ser superior a três meses após a atribuição da carta temporária. Com estas medidas, entendemos que estão criadas condições para restaurar esse processo normal”, afirmou o INATRO.

O dirigente reconheceu, no entanto, que a morosidade verificada nos últimos meses resulta de problemas estruturais no sistema actualmente em uso. “Temos um desafio sério na comunicação entre o sistema de captação de dados e o sistema de produção. O processo ainda não é totalmente automatizado e, em alguns casos, os nossos técnicos são obrigados a intervir manualmente para que os dados cheguem à fábrica de impressão”, explicou, acrescentando que esta fragilidade tem sido uma das principais causas dos atrasos.

Para responder de forma estrutural a estes constrangimentos, o INATRO anunciou a entrada em funcionamento de um novo Provedor de emissão de cartas, inserido num sistema integrado de gestão e monitoria dos transportes rodoviários. Segundo Zunguze, o concurso público já foi lançado e encontra-se numa fase negocial.

“Já foi identificada uma entidade e estamos neste momento num processo negocial. A nossa expectativa é que, até ao fim deste semestre, o novo provedor esteja adjudicado e a prestar o serviço”, revelou.

O administrador-geral explicou que o novo sistema permitirá integrar, num único ambiente digital, os dados do condutor e do veículo, aumentando a eficiência, a segurança e o controlo dos processos.

“Tudo quanto diz respeito ao domínio rodoviário vai passar a funcionar num sistema integrado, com vários módulos. Isto vai permitir eliminar muitos dos constrangimentos que hoje enfrentamos”, afirmou.

Em breve, o INATRO vai também afixar listas com os nomes dos utentes cujas cartas biométricas já se encontram impressas, mas que ainda não foram levantadas. “Constatámos que existem muitas cartas já produzidas nas nossas delegações que não foram levantadas pelos respectivos titulares. Por isso, vamos afixar listas para que cada utente saiba se a sua carta já está disponível”, explicou Zunguze.

A instituição garantiu igualmente que está a trabalhar com entidades regionais e internacionais para assegurar o reconhecimento das cartas temporárias no estrangeiro, sobretudo nos países vizinhos. “Estamos a articular com as autoridades de transporte rodoviário para que os nossos utentes não enfrentem constrangimentos quando circulam fora do País. Esta situação tem dias contados”, assegurou.

Questionado sobre a dívida avaliada em cerca de 40 milhões de meticais com a empresa Brithol Michicoma, o administrador-geral limitou-se a afirmar que o processo segue os trâmites legais. “É um assunto que está a ser tratado nas instâncias competentes, pelo que não gostaríamos de avançar mais detalhes”, declarou.

As bacias hidrográficas dos rios Save e Limpopo continuam sob monitoria apertada das autoridades moçambicanas, numa altura em que se registam níveis elevados de escoamento, influenciados pelas chuvas intensas nos países vizinhos, embora os dados mais recentes apontem para uma tendência de estabilização em algumas estações hidrométricas.

De acordo com a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, a bacia do rio Limpopo registou, na estação a montante de Beit Bridge, na África do Sul, uma descarga no caudal na ordem dos 1.900 metros cúbicos por segundo, volume que poderá provocar uma subida do nível hidrométrico nas cidades de Chókwè e Xai-Xai, nos próximos três dias. Ainda assim, as autoridades garantem que, para já, não se prevê alteração significativa do actual cenário hidrológico naquela bacia.

Já na bacia do rio Save, a situação inspira maior atenção. A estação hidrométrica de Massangena, no distrito com o mesmo nome, mantém-se em nível estacionário, com 4,63 metros registados tanto às 7 como às 12 horas desta terça-feira, valor acima do nível normal, mas sem variação nas últimas horas. O aumento do volume de escoamento resulta, sobretudo, das chuvas que caem na região de montante, no Zimbábue, fenómeno que poderá reflectir-se no território nacional nos próximos dias.

Na estação de Vila Franca do Save, os dados mostram uma ligeira descida do nível hidrométrico, que passou de 4,81 metros às 7 horas para 4,79 metros ao meio-dia, uma redução de dois centímetros. Apesar desta pequena variação, as autoridades sublinham que o rio permanece sob vigilância permanente.

Segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, este comportamento do rio Save pode gerar impactos moderados em assentamentos populacionais e áreas agrícolas localizadas nas zonas baixas e ribeirinhas dos distritos de Machanga, na província de Sofala, e Nova Mambone, em Inhambane, num horizonte de cerca de três dias.

As autoridades apelam às comunidades ribeirinhas para que acompanhem a informação oficial, evitem actividades nas zonas inundáveis e sigam as orientações da protecção civil, numa altura em que o país atravessa o pico da época chuvosa.

Moçambique e Rússia vão passar a poder extraditar cidadãos por crimes com penas de prisão de pelo menos dois anos.

“Havendo necessidade de estabelecer os termos e as condições para a efectivação da extradição dos cidadãos entre a República de Moçambique e a Federação Russa, por forma a coordenar esforços, a nível nacional e transnacional, para uma cooperação mais eficaz entre as partes no combate à criminalidade”, justifica o parlamento moçambicano, na resolução 88/2025, de 31 de Dezembro, consultada pela Lusa.

O acordo para extradição define, ainda, que cabe aos ministros que superintendem as áreas da Justiça e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação a “efectivação dos procedimentos” para a entrada em vigor, prazo previsto para Fevereiro, 30 dias após a publicação, tendo o mesmo sido assinado em 21 de Maio de 2025, pelos dois governos, em São Petersburgo, na Rússia, refere a mesma fonte.

Prevê que as autoridade centrais “autorizadas a executar” o acordo de extradição são a Procuradoria-Geral da República, de Moçambique e da Rússia, mas esse pedido pode ser recusado por uma das partes, entre outros motivos, se for feito “com o propósito de processar ou punir uma pessoa em razão da raça, religião, nacionalidade, origem étnica, opinião política ou género dessa pessoa”.

Também prevê a possibilidade de um dos países recusar a extradição para a contraparte caso se trate de um cidadão nacional.

“Na medida do permitido pela lei da parte requerida e sujeito aos direitos de terceiros, os bens localizados no seu território e que tenham sido adquiridos como resultado do crime ou possam ser exigidos como prova serão transferidos a pedido da parte requerente, medida decisão tomada sobre a extradição”, pode ler-se, conforme avançado pela agência noticiosa portuguesa.

Quinze equipas já garantiram o apuramento, com Arsenal e Bayern de Munique a serem as únicas apuradas para os oitavos-de-final, antes da última jornada da fase de liga. Com quatro equipas eliminadas, a Jornada 8 terá 17 clubes a lutar pelas últimas vagas no play-off da fase a eliminar.

Com Sporting, de Geny Catamo, a ter assegurado a qualificação ao play-off, pelo menos, procura nesta jornada a qualificação directa para os oitavos-de-final, enquanto o Benfica tem teste duro frente ao Real Madrid, na busca de um lugar no play-off de apuramento aos “oitavos”.

Analisamos os principais factos e estatísticas de algumas partidas de destaque nesta que é a última jornada da fase da liga da Liga dos Campeões Europeus, com todos os jogos marcados para a mesma hora: 22h00 de Maputo.

 

Athletic Bilbau vs Sporting CP

O histórico de confrontos directos entre as equipas está empatado, com duas vitórias para cada lado. Ambas as equipas venceram em casa na terceira eliminatória da Taça UEFA de 1985/86 e nas meias-finais da Liga Europa 2011/12.

O Athletic Club perdeu apenas dois dos últimos dez jogos em casa nas provas da UEFA. O Sporting CP não venceu nenhum dos 14 jogos fora em competições da UEFA contra adversários espanhóis.

A equipa portuguesa também não vence há seis jogos fora da Liga dos Campeões, onde somou dois empates e quatro derrotas. Luis Suárez marcou quatro golos nos últimos seis jogos do Sporting CP na Champions League.

 

Benfica vs Real Madrid

As equipas defrontaram-se apenas três vezes em provas da UEFA: o Benfica venceu por 5-3 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1962 e por um resultado total de 6-3 nos quartos-de-final da mesma prova em 1964/65, graças a um triunfo por 5-1 em Lisboa, a que se seguiu uma derrota por 2-1 em Madrid.

O Benfica venceu apenas três dos últimos 25 jogos europeus frente a equipas espanholas.

Se jogar, Nicolás Otamendi passa a somar 100 jogos na Champions League propriamente dita, marca anteriormente alcançada por apenas dois jogadores argentinos: Lionel Messi (163) e Ángel Di María (116).

José Mourinho, treinador do Benfica, comandou o Real Madrid entre Maio de 2010 e Junho de 2013, conquistando a Taça de Espanha em 2010/11 e o campeonato na época seguinte.

O Real Madrid está invicto nos últimos dez jogos em provas da UEFA contra equipas portuguesas, incluindo quatro vitórias consecutivas fora. Álvaro Carreras, defesa do Real Madrid, foi contratado pelos Merengues ao Benfica no último Verão, após 68 jogos e cinco golos pelas Águias entre 2024 e 2025.

 

Arsenal vs Kairat Almaty

O Arsenal é a única equipa a vencer os primeiros sete jogos na fase de liga da Champions League 2025/26. Desde a introdução da fase de liga na época passada, nenhuma equipa venceu os oito jogos.

Os Gunners somaram sete vitórias consecutivas pela primeira vez na história das competições da UEFA.

Desde a derrota por 1-0 com o Inter na Jornada 4 da edição 2024/25, o Arsenal venceu 11 jogos consecutivos na fase de liga e sofreu apenas quatro golos nesse período.

O Arsenal abriu o marcador nos sete jogos disputados esta época e marcou três ou mais golos nos últimos cinco jogos na competição.

O Kairat Almaty não vence há dez jogos nas provas da UEFA, somando três empates e sete derrotas.

 

Monaco vs Juventus

Monaco e Juventus defrontaram-se seis vezes nas competições europeias, sempre na fase a eliminar da Champions League: meias-finais de 1997/98, quartos-de-final de 2014/15 e meias-finais de 2016/17. A equipa italiana prevaleceu em todas essas ocasiões e venceu quatro dos seis jogos, contra apenas um triunfo do Monaco.

A equipa francesa perdeu apenas um dos últimos sete jogos caseiros na fase de grupos/fase de liga da Champions League e não sofreu golos nos últimos dois jogos em casa nesta competição.

A Juventus perdeu apenas três dos últimos 15 jogos nas competições da UEFA contra equipas francesas.

Os Bianconeri registaram três vitórias consecutivas na Champions League pela primeira vez desde que somaram cinco vitórias consecutivas nas edições de 2020/21 e 2021/22.

 

Borussia Dortmund vs Inter

Dortmund e Inter defrontam-se nas competições da UEFA pela primeira vez desde a fase de grupos da Champions League 2019/20, quando o Inter venceu por 2-0 em casa na Jornada 3, antes do Dortmund responder com uma vitória por 3-2 na Jornada 4.

O BVB perdeu apenas um dos últimos 21 jogos caseiros na Champions League.

Uma vitória do Dortmund será a sua 100ª na Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões.

O Inter perdeu cinco dos últimos seis jogos fora na fase de grupos/fase de liga da Champions League contra equipas alemãs, vencendo apenas um jogo.

Os Nerazzurri perderam três jogos consecutivos na mesma edição da Champions League pela primeira vez e uma derrota na derradeira jornada eleva esse número para quatro, algo que seria uma novidade.

 

Barcelona vs Copenhagen

O Barcelona está invicto nos últimos oito jogos europeus frente a equipas dinamarquesas, sofrendo apenas dois golos nesse período. Isto inclui os únicos encontros entre estas equipas, com o Barcelona a vencer por 2-0 em casa e a empatar 1-1 fora na fase de grupos da Champions League 2010/11.

A equipa espanhola marcou em 26 dos últimos 27 jogos na Champions League e nenhum dos seus últimos 42 jogos europeus terminou sem golos.

No verão de 2025 o Barcelona contratou Roony Bardghji ao Copenhagen, onde marcou 15 golos em 84 jogos ao longo de quatro temporadas.

O Copenhagen venceu apenas um dos últimos 16 jogos europeus frente a adversários espanhóis, mas essa única vitória aconteceu no encontro mais recente, por 3-2, na visita ao Villarreal, na Jornada 6.

O Copenhagen está invicto nos últimos três jogos na Champions League, igualando a sua maior sequência invicta na competição propriamente dita. Pode tornar-se no primeiro clube dinamarquês a alcançar 50 vitórias na Taça dos Campeões Europeus/Champions League.

Enquanto o seu pai, Henrik Larsson, jogou no Barcelona, entre 2004 e 2006, Jordan Larsson, do Copenhagen, fez parte dos escalões de formação do clube catalão.

 

Paris Saint-Germain vs Newcastle United

Os únicos confrontos entre as equipas em competições da UEFA ocorreram na fase de grupos da Champions League 2023/24, com o Newcastle a vencer por 4-1 em casa na Jornada 2, seguindo-se um empate a um golo em Paris na Jornada 5.

O Paris venceu cinco dos últimos sete jogos europeus contra adversários ingleses e está invicto nos últimos quatro.

A equipa francesa perdeu apenas dois dos últimos 18 jogos caseiros na fase de grupos/fase de liga da Champions League.

O Paris marcou quatro ou mais golos em três dos últimos quatro jogos em casa na fase de liga da Champions League.

O Newcastle venceu apenas um dos nove jogos fora em provas da UEFA contra equipas francesas.

 

Manchester City vs Galatasaray

Os únicos encontros do Manchester City com um clube turco em provas da UEFA foram contra o Fenerbahçe, na primeira eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1968/69, com a equipa de Istambul a apurar-se com um resultado total de 2-1. Já o Galatasaray está invicto nos últimos quatro jogos europeus frente a equipas inglesas.

Uma derrota do Manchester City marcaria a sua primeira série de derrotas consecutivas em casa na Champions League desde uma série de três jogos entre as épocas 2017/18 e 2018/19.

A derrota do Manchester City frente ao Leverkusen na Jornada 5 pôs fim a uma série de 23 jogos invictos em casa na fase de grupos/fase de liga da Champions League.

A equipa turca venceu apenas um dos últimos 12 jogos fora em competições da UEFA.

O Galatasaray precisa de dois golos para se tornar na primeira equipa turca a marcar 250 na Taça dos Campeões Europeus/Champions League.

 

Pafos vs Slavia Praha

Esta é a primeira vez que clubes do Chipre e da Chéquia se defrontam na Champions League propriamente dita.

O Pafos perdeu apenas um dos últimos dez jogos europeus em casa.

O Pafos venceu apenas um dos últimos oito jogos em competições da UEFA. O único encontro do Slavia Praha com uma equipa cipriota em provas da UEFA foi na fase de qualificação da Champions League 2017/18, quando foi eliminado pelo APOEL com um resultado total de 2-0.

A equipa checa não vence há 14 jogos nas provas da UEFA.

O Slavia Praha não vence há 18 jogos na Champions League propriamente dita desde a vitória caseira por 2-1 frente ao Steaua na Jornada 1 da sua campanha de estreia, em Setembro de 2007.

 

Napoli vs Chelsea

Os únicos encontros entre as equipas em competições da UEFA ocorreram nos oitavos-de-final da Champions League 2011/12, quando o Chelsea reverteu uma derrota por 3-1 na primeira mão, em Napoli, com uma vitória por 4-1 em Stamford Bridge, após prolongamento, para chegar aos quartos-de-final e eventualmente sagrar-se campeão.

O Napoli venceu oito dos últimos 11 jogos em casa em competições da UEFA contra equipas inglesas e perdeu apenas um dos últimos 20 jogos caseiros na competição no total.

Antonio Conte, treinador do Napoli, comandou o Chelsea entre 2016 e 2018, conquistando o título da Premier League em 2016/17 e a Taça de Inglaterra em 2017/18 durante as duas temporadas ao serviço dos ingleses.

O Chelsea venceu apenas dois dos 13 jogos fora em competições da UEFA contra adversários italianos, perdendo seis dos últimos sete.

A equipa inglesa perdeu apenas dois dos últimos 12 jogos na fase de grupos/fase de liga da Champions League e venceu 16 dos últimos 20 jogos nas provas da UEFA.

Nenhum dos últimos 55 jogos do Chelsea nas competições europeias terminou sem golos.

O Secretário do Estado na província de Sofala, Manuel Rodrigues, garante que há stock suficiente de produtos essenciais e defende que os parceiros priorizem o mercado local, como estratégia para fortalecer a economia e responder de forma mais eficaz às consequências das cheias. 

Ao mesmo tempo, alerta que é preciso investir em infra-estruturas resilientes, capazes de suportar eventos climáticos cada vez mais severos. Sofala enfrenta mais uma fase de recuperação após cheias que afectaram milhares de famílias. 

Manuel Rodrigues pediu durante a reunião do Comité Operativo de Emergência, que se encontrem estratégias certas através da priorização  da produção local para o apoio, que, mais do que para o consumo da província, pode apoiar outras que também estão a sofrer os efeitos das cheias.

Por sua vez, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, apela para que se garantam sementes e insumos agrícolas, numa altura em que as famílias reassentadas começam a preparar a próxima campanha de produção.

 “Nós queremos muito as sementes, porque as pessoas vão sair dos centros de acomodação e logo que tiverem os seus parcelamentos, vão precisar produzir”, disse o governante.
As últimas actualizações hidrológicas indicam que há sinais positivos em Sofala, tendo em conta que o  nível das águas na bacia do Púnguè apresenta uma redução considerável.

“No posto de Mafambisse, o nível máximo era de 7,98 metros e já registamos uma redução de cerca de 46 centímetros, o que melhora a situação nas zonas baixas”, explica Lourenço Bulha. 

Com as chuvas que caíram, a estrada que dá acesso ao distrito do Búzi foi severamente afectada, pelo que as autoridades admitem que não basta tapar buracos para resolver o problema. Para o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, a prioridade passa por construir estradas mais resistentes às mudanças climáticas.

“A questão não é só garantir a transitabilidade. Precisamos de estradas preparadas para que nas próximas chuvas não volte a acontecer o mesmo”, alerta o governante.
Na área logística, o Governo garante prioridade no transporte de bens essenciais, usando novas alternativas portuárias.

“O Aeroporto de Chongoene já está activo e estamos a receber carga. Isso significa que o apoio que vinha de Maputo pode ser redirecionado para Gaza e Inhambane”, acrescenta.

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