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ARTIGOS DE OPINIÃO

Dois indivíduos foram detidos pela polícia na posse de uma arma AK47, com 15 munições. Os mesmos são acusados de fazer parte de uma quadrilha de quatro elementos. Os outros dois puseram-se em fuga.

Os jovens, de 25 e 30 anos, foram detidos, na madrugada da última sexta-feira, no bairro de Zimpeto, em Maputo, quando se preparavam para um assalto em Magoanine. Em sua posse, foi encontrada a arma e um medicamento tradicional. Os indiciados negam o envolvimento em actos criminais e acusam o líder da quadrilha que se encontra fugitivo.

“Fomos encontrados com esta arma, os colegas que tinham esta arma fugiram e deixaram cair, nós como estávamos atrás formos neutralizados. Quando a polícia chegou mandou-nos parar, eles correram deixaram a arma no chão então recolheram a nós”, contou um dos indiciados.

A polícia não tem dúvidas que se trata de criminosos e acrescenta que o grupo perturbava a ordem e tranquilidade públicas. “É uma quadrilha que vindo aterrorizar a cidade e a vila da Manhiça, tanto é que um dos integrantes é morador da Manhiça. Saíram da vila com a intenção de tentar mais uma incursão criminosa. Há um mês foram flagrados e deixaram cair uma arma”, disse Paulo Nazaré, Porta-voz da Polícia ao nível da cidade de Maputo.

A ousadia dos indiciados ultrapassa a ciência. Para alcançar seus objectivos, estes usam remédios tradicionais na arma, acreditando que através da sua aplicação não serão descobertos. “Contatou-se que na arma tinha um remédio tradicional. Aquele produto não é nenhum componente da arma. Informações dão conta que eles aplicavam este produto na arma para terem sucesso nos seus roubos para que as vítimas não descubram a presença deles”, fez saber Nazaré.

O porta-voz revelou que diligências estão a ser feitas, no sentido de neutralizar os outros integrantes da quadrilha.

A Polícia da República de Moçambique diz que, em geral, a cidade de Maputo esteve calma durante o final de semana e não houve registo de grandes incidências criminais

Filipe Nyusi entrou no salão nobre do Conselho Municipal de Maputo como convidado de honra à cerimónia de lançamento do livro “50 Anos do Destacamento Feminino: génese, expansão e impacto” e não quis sair mudo. O programa não previa a sua intervenção, mas, depois de receber um exemplar do livro e presentes da Associação Nachingweia, o Chefe de Estado quebrou o protocolo. Foi ao pódio dizer que o lançamento do livro faz parte da campanha contra o “branqueamento” da história de Moçambique. “Quero felicitar a Associação Nachingweia pelo lançamento do livro. Isto é uma campanha que estamos a lançar contra o branqueamento da história. A nossa história não pode ser forjada, inventada, porque ela foi feita e existiu. Quando escrevem, permitem que aqueles que têm ideias diferentes tenham matéria para discutir. Isso é mais importante do que as pessoas que, a cada dia, contam e inventam que eu estava aqui, eu estava ali”, disse o Presidente da República, na sua curta intervenção.

Minutos antes, António Hama Thai já tinha defendido a importância do livro como instrumento de preservação da memória colectiva sobre a luta de libertação nacional. Na apresentação do livro, o general na reserva e deputado da Assembleia da República disse que os autores apontam, sob diferentes perspectivas, o papel estratégico abnegado e o percurso histórico das “25 meninas” fundadoras do Destacamento Feminino para as nossas gerações. Mas não só. Com o livro, os autores também realçam a questão segundo a qual os valores da moçambicanidade resultam de um processo complexo e de coragem, que culminou com a libertação de Moçambique. “Com esta obra, ficou evidente que os autores procuram atingir o objectivo principal, que consiste na contribuição para a preservação da memória colectiva do povo moçambicano e um tributo às mulheres que prestaram serviços incomensuráveis em prol da nossa pátria amada”, defendeu Hama Thai.

Falando em nome dos autores, o tenente general na reserva Raimundo Pachinuapa lembrou que falar de Nachingweia é falar do local onde foi forjada a unidade nacional e o patriotismo. “Nachingweia foi, também, o berço da emancipação da mulher moçambicana. Foi ali onde 25 meninas do Destacamento Feminino, destemidas, juntaram-se aos seus camaradas do sexo masculino, receberam treinos militares e participaram activamente nas frentes de combate”, disse.

Além de Pachinuapa, são autores do livro que retrata os 50 anos do destacamento feminino Renato Matusse, Páscoa Themba e Pedro Gemo.

A cerimónia de lançamento foi testemunhada por diversas personalidades, com destaque para o Chefe do Estado; o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano; o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário; membros do Conselho de Ministros, dirigentes da Frelimo e combatentes da luta de libertação nacional.

 

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