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O País – A verdade como notícia

A Tunísia anunciou, ontem, que vai agravar as restrições implementadas para mitigar a propagação da COVID-19, visto que o país está com os hospitais lotados e o número de óbitos diários é cada vez maior.

A informação foi anunciada pelo Ministério da Saúde tunisino, numa altura em que a média diária de mortes associadas à pandemia viral é de 82, muito próxima do máximo diário de 89 óbitos registado no final de Abril.

Segundo um comunidado citado pelo Notícias ao Minuto, o primeiro-ministro tunisino, Hichem Mechichi, que está vacinado contra o SARS-CoV-2 desde Abril, está infectado.

Segundo a porta-voz do Ministério da Saúde, Nissaf Ben Aleya, “o número de mortes ultrapassou as nossas expectativas e a taxa de ocupação nos hospitais ultrapassou os 90%”.

Pelo menos 64 pessoas morreram, incluindo crianças, e outras 180 ficaram feridas em um ataque aéreo, na região de Tigray, na Etiópia.

A intervenção do serviço de resgate no local do acidente foi tardio porque os soldados, inicialmente, bloquearam a entrada do pessoal dos primeiros socorros.

O exército assumiu a responsabilidade do incidente, mas diz que o alvo não eram os civis, mas os inimigos da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), instalados naquela região.

Entretanto, segundo a DW “as vítimas do ataque aéreo disseram que não havia alvos militares no mercado, apenas civis”.

Segundo o “Africanews”, o ataque ocorreu após a contagem de votos nas eleições nacionais, na Etiópia, na segunda-feira. No entanto, não houve votação, em Tigray, devido ao aumento de combates na região, nos últimos dias.

“De acordo com a União Europeia, negar o acesso dos primeiros socorros à região, viola o direito internacional. A ONU pede uma investigação urgente sobre o ataque”, escreve o jornal.

Dezoito pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas, na noite de quinta para esta sexta-feira, durante um incêndio numa escola de artes marciais, no centro da China. Maior parte das vítimas eram estudantes, com idades entre sete e 16 anos, segundo a imprensa local.

Os feridos, incluindo quatro em estado grave, foram levados para um hospital e um médico garantiu que “tudo está a ser feito” para salvá-los.

Segundo  o Notícias ao Minuto, o director da escola foi preso, de acordo com um comunicado da vila de Zhecheng, onde a escola está localizada, a cerca de 700 quilómetros a sul de Pequim.

Apesar de desconhecidas as causas do incêndio, as autoridades locais disseram, esta manhã, que o fogo foi controlado.

O ex-primeiro-ministro da Costa do Marfim e ex-líder rebelde, Guillaume Soro, foi, ontem, condenado à prisão perpétua por colocar em causa a segurança do Estado por actos cometidos no final de 2019.

Sobre a acusação de Guillaume Soro, consta o fomento, com seus partidários, à “insurreição civil e militar” com o objectivo de derrubar o poder durante seu retorno à Costa do Marfim, em Dezembro de 2019, dez meses antes das eleições presidenciais de Outubro de 2020.

“Com Soro foram, também, condenados pelo tribunal de Assis de Abidjan, Souleymane Kamagate, ex-chefe de protocolo, Affoussy Bamba, ex-ministro, Toure Moussa, ex-chefe de comunicação, condenado a 20 anos e seus dois irmãos, condenados a 17 meses”, escreve o “Africanews”.

Ainda na aplicação das molduras penais, o tribunal ordenou o confisco da propriedade de Guillaume Soro e seus 19 co-réus, bem como a dissolução de seu movimento, Générations et peuples solidaires (GPS), acusado de praticar actos “revolucionários”.

Os condenados deverão, também, pagar um montante de 150 milhões de euros ao Estado da Costa do Marfim.

A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qual Moçambique faz parte, vai realizar-se a 07 e 08 de Julho, em Bissau, anunciou ontem, em comunicado, o Gabinete do Presidente do Parlamento Guineense, Cipriano Cassamá.

A sessão da CPLP estará subordinada ao lema “O ambiente de negócios e desenvolvimento sustentável nos países da CPLP pós COVID-19”.

O tema seleccionado para a reunião da CPLP tem como objectivo criar debate “sobre um assunto comunitário, tanto na vertente económica, como social, na sua qualidade de Representante do Interesse Superior das Populações” citou o comunicado a Angop.

A Guiné-Bissau assume durante a Assembleia Parlamentar a presidência deste órgão, durante o período de dois anos.

A Assembleia Parlamentar antecede a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização, que se realiza em 16 e 17 de Julho, em Luanda.

Na Cimeira de Luanda, Angola assumirá a presidência da organização, após a esperada aprovação do acordo de mobilidade interna preparado por Cabo Verde.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os Estados-membros da CPLP.

O ex-presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, foi preso na noite de ontem. A decisão do juiz, encarregado de investigar as alegadas acusações de corrupção, vem dias depois da recusa do ex-presidente em se apresentar à polícia.

Em Março, Mohamed Ould Aziz foi acusado, ao lado de dois Ex-primeiros-ministros e vários empresários, de corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Segundo o Africanews, o ex-presidente da Mauritânia disse que está sendo perseguido na tentativa de mantê-lo fora da política, mas prometeu que não irá para o exílio.

Por outro lado, seus advogados afirmaram que ele deveria beneficiar de imunidade, nos termos do Artigo 93 da Constituição daquele país da África Ocidental.

Desde que parou de governar o país africano em 2019, Aziz foi investigado por suas acções durante seus 10 anos à frente do Estado.

A Índia reportou, ontem, uma nova variante do novo Coronavírus, a que denominou Delta Plus. É mais transmissível que a original.

O ministro da saúde indiano, Rajesh Bhushan, citado pelo Noticias ao Minuto, disse que já foram detetados 16 casos desta nova variante em Maharashtra.

Além de lançar um alerta para a intensificação da prevenção, o governante disse, também, que os vários Estados do país devem aumentar o ritmo de testagem da COVID-19.

Nas últimas 24 horas, a Índia registou 42.640 infecções por COVID-19, por sinal, o número mais baixo em 91 dias, confirmando o declínio da segunda vaga.

Recorde-se que, nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu conta de que a variante Delta do novo Coronavírus, SARS-CoV-2, circula em 92 países, salvaguardando que as vacinas continuam eficazes contra esta estirpe, ao prevenirem a doença grave e mortífera.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está em negociações para criar o primeiro centro de transferência de tecnologia para vacinas contra a COVID-19 na África do Sul (RAS), um movimento que aumentaria o fornecimento ao continente africano que precisa de mais doses.

Segundo escreve o “Africanews”, o novo consórcio incluirá os fabricantes de medicamentos Biovac e Afrigen Biologics and Vaccines, uma rede de universidades e os Centros Africanos para Controlo e Prevenção de Doenças.

“Tenho o prazer de anunciar que a OMS está em discussão com um consórcio de empresas e instituições para estabelecer um centro de transferência de tecnologia na África do Sul. Com o tempo, a Afrigen poderia fornecer treinamento a outros fabricantes na África e em outras regiões”, disse o Director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Muitos esperam que esta iniciativa ajude a reduzir as desigualdades no que diz respeito ao acesso às vacinas. Fora de mais de 1 bilhão de doses anti-COVID-19 administradas globalmente, menos de 1% foi em países pobres.

Com dezenas de países esperando, desesperadamente, por mais doses após a iniciativa COVAX, um plano apoiado pela ONU para distribuir vacinas aos países pobres, ter falhado nos últimos meses, a OMS tem tentado persuadir os países ricos a doarem vacinas assim que as suas populações mais vulneráveis ​​forem imunizadas.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, felicitou a criação da iniciativa de transferência de tecnologia.

“Este é um passo fenomenal. Simplesmente não podemos continuar a contar com vacinas que são feitas fora da África, porque elas nunca chegam a tempo e as pessoas continuam a morrer”, disse Cyril Ramaphosa citado pelo Africanews.

O presidente Ramaphosa, também, acrescentou que África em breve será capaz de assumir a responsabilidade pela saúde de seu povo.

Onze jihadistas morreram e três bases terroristas foram destruídas entre 14 e 16 de Junho, numa operação anti-terrorismo na região Este do Burkina Faso, adiantou, na segunda-feira, o exército do país.

Entre 14 e 16 de Junho, “tendo por base informação precisa, uma operação foi conduzida pelas unidades do agrupamento de forças com o objectivo de desmantelar as bases terroristas”, adiantou o Estado-Maior em comunicado, acrescentando que a operação consistiu numa intervenção por terra e por ar.

“Balanço: três bases terroristas destruídas em Nokortougou, Ouro Seni e Bouraignima, onze terroristas neutralizados. Armamento, munições, várias motos e meios de comunicação foram apreendidos”, detalhou o Estado-Maior, citado pelo “Notícias ao Minuto”.

Na noite de 04 para 05 de Junho, pelo menos 132 pessoas, segundo o Governo, e 160, segundo fontes locais, foram mortas num ataque à aldeia de Solhan, próxima da fronteira com o Mali e com o Níger, o ataque mais mortífero depois do início da insurreição jihadista no Burkina Faso, há seis anos, que já fez mais de 1.400 mortos e provocou mais de um milhão de deslocados.

 

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