Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, anunciou, ontem, que o país registou 100 novos casos desde o início da terceira vaga a nível mundial. O último balanço na Tanzânia foi feito em Abril de 2020.

Suluhu Hassan, que falava à margem dos seus primeiros 100 dias de governação, disse, ainda, que “quero ser honesta. Na Tanzânia temos pessoas doentes nesta terceira vaga”.

As autoridades tanzanianas, segundo escreve o Notícias ao Minuto, não publicaram quaisquer estatísticas oficias sobre a pandemia desde Maio de 2020, ainda sob direcção do anterior Presidente, John Magufuli, que nunca estabeleceu medidas sanitárias ou sociais, defendendo que o país estava protegido por intervenção divina.

A estadista tanzaniana disse que o país vai desembolsar 470 milhões de dólares para adquirir vacinas e equipamento para combater a pandemia, não tendo especificado se há ou não negociações com farmacêuticas.

Por seu turno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na semana passada que a Tanzânia está em vias de solicitar a entrada no programa Covax, que pretende assegurar um acesso equitativo às vacinas contra a COVID-19 para os países de baixos rendimentos.

O excesso de convívios sociais pode ter contribuído para o aumento de infecções e aperto de medidas na África do Sul. Alguns moçambicanos e um jornalista angolano, residentes em Joanesburgo, cidade severamente afectada pela pandemia da COVID-19, dizem que há quem contestou o decreto anunciado este domingo pelo Presidente sul-africano.

José Gama é jornalista e residente em Pretória. Em entrevista ao O País, descreveu o primeiro dia das novas medidas, esta segunda-feira, tendo referido que agora os cidadãos não têm outra opção a não ser cumprir as medidas ora anunciadas pelo presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Nos últimos meses, a África do Sul esteve a registar relaxamento ligeiro de medidas restritivas contra a COVID-19, mas a nova variante do vírus, a indiana Delta, viria a impor ao Governo a “apertar” as medidas.

De acordo com José Gama, os estabelecimentos de restauração, de venda e consumo de bebidas são, em parte, focos do aumento de casos de infecções no país vizinho.

“Os sul-africanos têm a cultura de ficarem nos bares entre outras concentrações até as altas horas. Isso pode ter sido determinante para que o presidente proibisse a venda do álcool”, disse José Gama

Não são apenas razões de lazer para o número crescente de infecções na África do Sul. José Gama notou que “outra fonte de contágio entre pessoas são as cerimónias fúnebres. Tradicionalmente, as comunidades sul-africanas fazem estas cerimónias como se de festas se tratasse”.

Motivações à parte. Ainda nesta segunda-feira, há quem, na África do Sul, terá contestado as novas medidas impostas pelo Presidente Cyril Ramaphosa.

Milton Maluleque, jornalista e residente na cidade de Joanesburgo, disse que o novo decreto presidencial não agradou a algumas forças políticas e associativas, em tanto que romperam a contestar, recorrendo a alguns canais de comunicação locais.

“Das reacções até aqui registadas, pode-se mencionar a contestação por parte da oposição, incluindo dos proprietários de estabelecimentos de restauração, entre outras massas associativas”.

Estes reclamam que as novas medidas vão prejudicar os seus negócios e pedem ao Governo sul-africano para aumentar a base de incentivos financeiros aos empresários.

Dolores Joseph, também residente em Joanesburgo, limitou-se, por sua vez, a apelar aos cidadãos sul-africanos e moçambicanos a seguirem as medidas de prevenção contra o novo Coronavírus.

Pelo menos 15 pessoas morreram, neste sábado, no Burundi, numa emboscada que visou automóveis que seguiam numa estrada no centro do país, afirmaram, ontem, testemunhas do sucedido e fontes das Forças de Segurança.

Dois veículos que transportavam passageiros foram regados com gasolina e incendiados com as pessoas a bordo.

“Pelo menos 13 pessoas foram queimadas vivas e duas foram mortas a tiro, segundo testemunhas e uma fonte oficial da localidade, que referiu, ainda, que 15 pessoas ficaram feridas, seis delas com gravidade”, escreve a Angop.

O ataque aconteceu, na província de Muramvya, quando homens armados não identificados cortaram a estrada com pedras e dispararam aleatoriamente sobre os automóveis obrigados a parar.

Foram detidas quatro pessoas por suspeita de participação no ataque. O Ministério do Interior e Segurança Pública do Burundi indicou que o ataque está a ser investigado.

Em 2020, pelo menos 10 pessoas foram assassinadas em ataques do mesmo tipo nas províncias de Muramvya e Mwaro.

Já neste ano, em Maio, uma emboscada a poucos quilómetros do fez 12 mortos e em Abril, um outro ataque num bar provocou sete mortos.

Pelo menos 12 pessoas morreram, ontem, num ataque protagonizado pelo grupo islâmico Al-Shabaab, numa base militar e em casas civis no centro da Somália.

“É muito difícil saber o número exacto, mas temos a indicação de que 12 pessoas, das quais seis militares morreram em Wisil”, disse o comandante de uma unidade paramilitar de Galmudug, Abdirahman Adan, sublinhando que “também há vítimas civis”.

De acordo com Angop, o grupo fundamentalista tinha como alvo uma base que abrigava militares governamentais, no estado autoproclamado autónomo de Galmudug.

Segundo Adan, os agressores foram repelidos e muitos deles morreram, mas, referiu que não é, ainda, possível determinar um número certo.

Também, ontem, a região semi-autónoma de Puntland, no norte da Somália, anunciou ter executado 21 alegados membros do al-Shabaab que tinham sido condenados por um tribunal militar local.

Na mesma sequência, “foi imposta a pena de morte aos terroristas que se acostumaram a derramar o sangue do povo”, disse aos jornalistas o coronel Mumin Abdi Shire, comandante da região Mudug, em Puntland.

A África do Sul passou para o nível quatro de restrições, por 14 dias, a partir desta segunda-feira. Numa comunicação à Nação, o Presidente Cyril Ramaphosa avisou sobre a disseminação e devastação causada pela variante Delta.

A braços com a variante Delta, conhecida por ser mais contagiosa e potencialmente mais letal do que o Coronavírus original, bem como responsável pela nova vaga de infecções no mundo, a vizinha África do Sul procura evitar que mais pessoas sejam acometidas.

Ontem, o Presidente Cyril Ramaphosa explicou que o número médio de infecções diárias foi mais do que o dobro, as hospitalizações aumentaram e as mortes causadas pela COVID-19 também aumentaram em quase 50 por cento.

Segundo o estadista, a variante Delta espalhou-se como um incêndio na Índia e de forma alarmante. Evidências indicam que a variante Delta está substituir rapidamente a variante Beta, que até recentemente era dominante na África do Sul.

“Estamos preocupados com a rápida disseminação dessa variante. Em primeiro lugar, porque é mais transmissível do que os vírus que circulavam anteriormente, o que significa que é mais fácil detectar através do contacto pessoal.

A variante Delta já foi detectada em cinco das nossas províncias, nomeadamente Cabo Oriental, Estado Livre, Gauteng, KwaZulu-Natal e Cabo Ocidental”, disse Ramaphosa.

Devido ao alto número de infecções por COVID-19 em Gauteng, é proibido viajar para dentro e fora da província para fins de lazer.

Isso não inclui viagens de trabalho, negócios ou comerciais, trânsito em aeroportos ou transporte de mercadorias.

Para aliviar a pressão sobre os hospitais, a venda de álcool é proibida para consumo interno e externo por 14 dias.

Todas as escolas públicas e privadas fecharão para as férias de inverno a partir de quarta-feira.

A capital russa, Moscovo registou, nas últimas 24 horas, 144 mortes por COVID-19, o número mais elevado desde o início da pandemia.

Segundo dados oficiais hoje divulgados, em todo o país, contabilizaram-se 20.538 novos casos e 599 mortes, para um total de 133.282 óbitos.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, citado pela agência France-Presse (AFP), adiantou que perto de 2.000 pessoas são hospitalizadas todos os dias na capital.

Moscovo reintroduziu, nas últimas semanas, medidas restritivas, como o regresso ao teletrabalho ou a vacinação obrigatória para funcionários do sector dos serviços, face ao aumento de pessoas infectadas pela variante Delta.

No sábado, São Petersburgo, também, registou um recorde de 107 óbitos. Já hoje, esta cidade contabilizou mais 1.298 casos e 106 mortes.

Na Rússia, 21,2 milhões de pessoas, em 146 milhões de habitantes, estão vacinadas com, pelo menos, uma dose.

Pelo menos 29 membros das forças governamentais e 82 rebeldes Huthi morreram em combates nos últimos três dias na cidade de Marib, norte do Iémen, numa feroz batalha pelo controlo daquela região estratégica, segundo fontes do governo.

Marib, o último bastião do poder no norte devastado pela guerra, tem sido palco de confrontos violentos desde Fevereiro, segundo escreve a TVI, quando os rebeldes, próximos do Irão, lançaram uma ofensiva sobre a zona rica em petróleo que ainda lhes escapa.

Os combates deixaram 16 membros das forças governamentais e mais de 34 rebeldes mortos, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, que se juntam às baixas dos confrontos de quinta e sexta-feira, nos quais morreram 13 combatentes governamentais e 48 rebeldes Huthis, acrescentaram as mesmas fontes.

A maioria dos rebeldes mortos ou feridos foram por ataques aéreos intensos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que tem apoiado o governo desde 2015.

Dezanove pessoas perderam a vida em ataques em Tillabi, no Níger, onde os civis estão a ser alvos de suspeitos jihadistas, segundo disse, ontem, um funcionário local.

Na passada quinta-feira, segundo a “Angop”, as autoridades locais tinham anunciado um número provisório de 15 mortos em ataques perpetrados por alegados jihadistas no território do município rural de Tondikiwindi.

Para além dos 15 mortos identificados na quinta-feira, mais quatro corpos foram descobertos no mato pelas Forças de Defesa e Segurança, acrescentou o funcionário que visitou, ontem, o local dos ataques, com autoridades do governo regional e da prefeitura de Tillabi.

Das 19 vítimas, “16 foram baleadas nos seus campos”, onde estavam a semear cereais. Além disso, “19 celeiros, doze cabanas e uma loja foram queimados e arrombados”.

Pelo menos 18 pessoas morreram, ontem, durante um confronto entre suspeitos de tráfico de droga, numa área remota do estado de Zacatecas, no México, segundo uma porta-voz do governo regional.

“O confronto deu-se entre grupos que disputavam o controlo de uma área de Zacatecas que faz fronteira com os estados de Jalisco e Nayarit”, escreve o Noticias ao Minuto citando a porta-voz da Secretaria da Segurança Pública daquele Estado, Rocio Aguilar.

Segundo os meios de comunicação locais houve, desde quarta-deita, tiroteios em Zacatecas quando corpos de dois polícias foram encontrados pendurados numa ponte na capital daquele estado mexicano.

De acordo com números oficiais, a onda de violência relacionada com o tráfico de droga no México já provocou mais de 300.000 mortes desde dezembro de 2006.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE