Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Depois de ter sido suspenso pela Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), desta vez o Burkina Faso viu suas actividades serem paralisadas pela União Africana (UA). Em causa, está o golpe de Estado protagonizado pelo grupo de militares liderado pelo Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração naquele país africano.

Como condição para o levantamento da suspensão, a União Africana espera que a ordem constitucional seja restabelecida no país, segundo anunciou ontem o Conselho de Paz e Segurança da organização.

“O Conselho decide, em conformidade com todos os instrumentos relevantes da UA […], suspender a participação do Burkina Faso em todas as actividades da UA, até ao restabelecimento efectivo da ordem constitucional no país”, anunciou a organização na sua conta Twitter, citada pela Lusa.

Mesmo com a sua suspensão nos dois blocos africanos, o Burkina Faso ainda não enfrenta nenhuma sanção, entretanto a CEDEAO poderá considerar essa hipótese na próxima cimeira marcada para 3 de Fevereiro em Acra, capital do Gana, país que detém a presidência rotativa da organização.

O Partido Socialista (PS) conseguiu, ontem, a sua segunda maioria absoluta em legislativas, com 117 deputados e 41,6%, deixando o Partido Social Democrata (PSD) a 13 pontos percentuais, numa noite eleitoral em que o Chega, de direita radical, se tornou terceiro partido no cenário político português.

O líder do PS e chefe do Governo português prometeu uma “maioria de diálogo” durante os próximos quatro anos de mandato, de acordo com a DW.

Falando à imprensa, o primeiro-ministro disse que o Partido Socialista terá entre 117 e 188 deputados, sem contar com os círculos do exterior.

Entretanto, António Costa reconhece que a maioria absoluta não significa poder absoluto. Para Costa, a vitória nasce da vontade dos portugueses e um dos seus objectivos é “reconciliar os portugueses com as maiorias absolutas”.

O governante classificou a vitória nas urnas como um voto de confiança e pela estabilidade do país, sendo um “cartão vermelho” dos eleitores para qualquer crise política.

 

RUI RIO ADMITE DEIXAR LIDERANÇA DO PARTIDO

O PSD ficou em segundo, com 27,9%, e o presidente social-democrata, Rui Rio, reconheceu a derrota, admitindo deixar a liderança do partido.

“Não é preciso fazer drama. Não vejo como posso ser útil ao PSD se a maioria absoluta dos socialistas for confirmada, disse o líder conservador.

O PSD teve cerca de 28% dos votos, um desempenho semelhante ao das eleições de 2019, considerada uma das piores do partido.

Recebido com aplausos pelos centenas de militantes reunidos no hotel onde o PSD esperou os resultados, Rio admitiu que não está “amarrado a nenhum lugar” ao ser perguntado sobre seu futuro imediato.

O Burquina Faso foi suspenso da Comunidade Económica da África Ocidental, devido ao golpe militar ocorrido na segunda-feira. A decisão foi tomada pelos chefes de Estados que fazem parte da organização económica, numa reunião virtual.

Na passada segunda-feira, Roch Marc Christian Kaboré, eleito Presidente do Burquina Faso em 2015 e reeleito em 2020, foi derrubado durante um grupo de militares liderado pelo Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração.

A insurreição militar começou no domingo passado em vários quartéis no país, incluindo na capital burquinabe, Ouagadougou, ao que se seguiu uma manifestação que fez milhares de pessoas saírem à rua, em protesto contra a insegurança criada por vários grupos extremistas islâmicos.

Reagindo à situação no Burquina Faso, na sexta-feira, a Comunidade Económica África Ocidental, CEDEAO, suspendeu o país bloco regional.

Além da suspensão, a organização exigiu a libertação do presidente Roch Kaboré, que se encontra em prisão domiciliária, bem como de outros altos funcionários presos, de acordo com a Agência Angolana de Notícias.

A Comunidade Económica África Ocidental, a agremiação voltará a reunir no dia 03 de Fevereiro, em Acra, capital do Gana, para discutir aspectos relacionados com o caos político no Burquina Faso.

A tensão entre os EUA e Rússia está ao rubro, sobretudo, tendo em conta o iminente ataque russo à Ucrânia. Esta sexta-feira, por exemplo, 27 diplomatas russos foram expulsos dos Estados Unidos, o que levou a Rússia a prometer reacção mais forte.

Desde 2017, o número de diplomatas russos em Washington caiu de 1.200 para 120, o que mostra o elevado nível de intolerância política entre os dois países. Actualmente, a tensão entre os dois países aumentou por causa das ameaças da Rússia em invadir a Ucrânia, que é aliada dos Estado Unidos da América.

Na sequência da guerra diplomática entre as duas grandes potências mundiais, os Estados Unidos da América exigiram que outros 55 diplomatas saíssem do país até ao final de 2022, segundo a Reuters. A embaixada russa em Washington disse que os restantes diplomatas deixaram o país até ao final de Junho.

As exigências dos Estados Unidos da América para a redução do corpo diplomático russo têm sido regulares desde o início do mandato de Joe Biden, por conta da sua posição mais firme em relação à Rússia, comparativamente a Donald Trump, anterior timoneiro da Casa Branca.

O Quénia está sob alerta máximo devido à ameaça de ataque terrorista pelo Al-Shabab, segundo os Serviços de Inteligência franceses. Neste contexto, as autoridades quenianas reforçaram, desde ontem, a segurança em vários locais do país, sobretudo na capital, Nairóbi.

Agentes de várias especialidades da Polícia queniana, fortemente armados, patrulham as ruas de Nairóbi, desde sexta-feira. A segurança reforçada também é visível do lado de fora de escritórios do Governo, prédios e supermercados.

Enquanto a Polícia faz patrulhas, o Governo pediu à população para estar calma, em alerta máximo e informar as autoridades em relação a qualquer informação sobre actividades suspeitas.

Preocupadas com a situação, as embaixadas de alguns países Europeus no Quénia alertaram os seus cidadãos para evitarem locais de aglomeração, tendo em conta que têm sido vulneráveis a ataques.

A embaixada francesa no Quénia, por exemplo, emitiu um aviso aos seus cidadãos contra um risco de ataque nos próximos dias em Nairóbi, recomendando evitar lugares frequentados por estrangeiros, tais como hotéis, restaurantes e centros comerciais.

Desde a sua intervenção militar no sul da Somália, em 2011, para combater islamitas radicais somalis, o Quénia tem sido alvo de vários ataques, com destaque para o de Abril de 2015, que causou 148 mortos.

Em Janeiro de 2020, o grupo al-Shebab, um movimento ligado à Al-Qaida, ameaçou o Quénia, avisando o país de que nunca estaria seguro. O contingente militar queniano é um dos maiores integrados na missão da União Africana na Somália, que em 2011 expulsou a Al-Shebab de Mogadíscio.

O Presidente da África do Sul foi convocado para responder a um questionário do Comité Permanente de Contas Públicas (SCOPA) sobre o alegado desvio de dinheiro público para financiar actividades do Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder.

Num comunicado, o SCOPA diz que enviou uma carta com um conjunto detalhado de perguntas ao Presidente da República da África do Sul, e nela a comissão solicita que o chefe de Estado responda por escrito.

No documento, consta ainda que “de acordo com a decisão do comité, o Presidente Ramaphosa tem 10 dias úteis para responder à carta. Após considerar a resposta por escrito do Presidente, a comissão considerará se é necessário convidar o Presidente a fornecer registos adicionais ou a comparecer perante a comissão para responder a quaisquer outras perguntas sobre o assunto”.

Por outro lado, segundo escreve a Lusa, a Procuradora-Geral da República, Busisiwe Mkhwebane, confirmou também que está a investigar uma queixa de alegada violação de ética contra o chefe de Estado sul-africano apresentada por um deputado suspenso do ANC que integra o órgão fiscalizador das finanças do parlamento sul-africano.

Milhões de documentos preciosos e insubstituíveis podem ter sido danificados, devido à má digitalização, no incêndio ocorrido a 2 de Janeiro corrente, na Assembleia Nacional da África do Sul, na Cidade do Cabo.

Um relatório da investigação ao incêndio sugere que quase metade dos inúmeros documentos recuperados após o incêndio no Parlamento sul-africano são semi-legíveis ou completamente ilegíveis.

Contudo, em 2017 houve um processo de digitalização, mais tarde interrompido por razões ainda não claras.

Por conseguinte, milhões de páginas de documentos na biblioteca da Assembleia Nacional continuaram por digitalizar, mas o projecto foi dado como concluído nos registros oficiais.

Há cerca de cinco anos que um projecto de digitalização do arquivo do Parlamento não é concluído e ao longo de dois anos uma empresa recebeu milhões de rands para digitalizar cerca de sete mil volumes de materiais, o equivalente a sete milhões de páginas de acordo com a News24.

Segundo a News24, grande parte dessa colecção era exclusiva do Parlamento e nenhuma outra loja de material de arquivo na África do Sul tem sequer uma cópia.

Dos registos considerados importantes, constam as deliberações do Parlamento, desde 1910. Os registros incluem relatórios governamentais não publicados, relatórios anuais, pesquisas e manuscritos, obras de arte, fotografias e mapas.

A Biblioteca Nacional sul-africana tem cópias digitalizadas que podem ser fornecidas em caso de solicitação, mas faltarão anexos e muitos outros documentos que apenas estavam na posse do Parlamento.

Passado cerca de um mês depois da desgraça, os funcionários da Assembleia Nacional ainda não podem ter acesso aos compartimentos onde os documentos em causa eram conservados.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou ontem à comunidade internacional para que levantasse algumas sanções impostas ao Afeganistão, desde que os talibãs tomaram o poder em Cabul. Guterres diz que o país está “preso por um fio”, uma vez que a crise humanitária tende a crescer cada vez mais.

Desde que o exército norte-americano retirou as suas tropas do país e o poder foi tomado pelo grupo armado talibã, a fome intensificou-se, facto que levou várias organizações não-governamentais a alertarem a comunidade internacional sobre esta realidade que tem sufocado o Afeganistão.

Além da fome, António Guterres aponta para as graves falhas nos serviços públicos, na educação e na falta de capacidade financeira do Governo talibã, como factores que têm levado o país abaixo.

“Precisamos de suspender as regras e condições que restringem, não só a economia do Afeganistão, como também as missões humanitárias. Neste momento de extrema necessidade, estas regras têm de ser seriamente revistas”, apelou Guterres.

António Guterres disse ainda que o mundo precisa de “dar garantias legais às instituições financeiras e aos parceiros comerciais, para que possam trabalhar com as organizações humanitárias, sem medo de quebrar as sanções”.

Nove reclusos de uma prisão no Estado de Colima, no México, perderam a vida em consequência do motim que durou cerca de uma hora. O conflito entre dois grupos rivais estará por detrás das mortes.

Sem adiantar as causas do tumulto, o Departamento de Segurança Pública mexicano disse que as forças policiais e os militares do exército conseguiram retomar o controlo do etabelecimento penitenciário . Entretanto, estes distúrbios são normalmente iniciados por membros de cartéis de drogas rivais que estão presos.

De acordo com a Lusa, durante a operação de reposição da ordem no estabelecimento penitenciário, as autoridades conseguiram apreender várias facas e uma pistola.

Em várias prisões onde a gestão é deficitária os presos têm exercido um certo nível de controlo e protagonizam motins.

A 8 de Janeiro, um motim na prisão de Apodaca, nos arredores da cidade de Monterrey, no norte do México, teve início porque alguns detidos tentaram extorquir dinheiro a outros.

Um total de 56 reclusos ficaram feridos durante o incidente e as autoridades reconheceram que os presos tinham o controlo parcial daquela instalação.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE