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O País – A verdade como notícia

Um incêndio criminoso deflagrou, no sábado, na Catedral de St. George, na Cidade do Cabo, África do Sul, local onde estão depositadas as cinzas do herói anti-apartheid Desmond Tutu.

Segundo a agência de notícias francesa, que cita o reitor da catedral, o padre Michael Weeder, o alerta foi dado por volta das 02.00 da madrugada.

“O incêndio foi fogo posto”, adiantou o sacerdote, citado pela EFE, numa mensagem à paróquia esta manhã.

Weeder explicou que “um pedaço de algodão foi atirado através da pequena janela gradeada perto dos degraus que conduzem à entrada principal da catedral”, acrescentando que “alguém foi visto a fugir” do local.

O fogo foi rapidamente extinto pelos bombeiros e além de “vestígios de fumo (…) não são visíveis quaisquer sinais de danos”.

As cinzas de Desmond Tutu, o vencedor do Prémio Nobel da Paz que morreu a 26 de dezembro de 2021, aos 90 anos, foram enterradas a 02 de janeiro na Catedral de St George.

A catedral situa-se perto do edifício do Parlamento que foi incendiado no dia do enterro do Prémio Nobel da Paz.

Um homem suspeito de ser o incendiário do Parlamento está detido a aguardar pelo julgamento, depois do pedido de fiança ter sido rejeitado na sexta-feira.

A Costa Rica vai hoje às urnas para eleger o próximo Presidente da República de entre um leque de 25 candidatos e com mais de 30% de indecisos, o que deverá implicar uma segunda volta.

Ex-Presidente, políticos experientes, economistas, advogados, jornalistas, médicos e pastores evangélicos estão entre os candidatos. É a maior lista já vista no país.

Segundo o Notícias ao Minuto, o Supremo Tribunal Eleitoral teve de tomar providências para a impressão de um enorme boletim de voto que garantisse ordem e clareza aos 3,5 milhões de eleitores convocados para ir hoje às urnas.

Na lista de candidatos há quatro mulheres, das quais só a ex-vice-presidente entre 2002 e 2006, Lineth Saborío, do Partido Unidade Social-Cristã, regista um apoio importante nas sondagens, querendo ser a segunda mulher a governar a Costa Rica, a seguir a Laura Chinchilla (2010-2014).

Segundo a última sondagem do Centro de Investigação e Estudos Políticos (CIEP) da Universidade da Costa Rica, nenhum candidato atinge os 20% de intenções de voto, longe dos 40% necessários para vencer à primeira volta.

As duas últimas eleições precisaram de uma segunda volta e tudo indica que agora a história se repetirá e, em Abril, os costa-riquenses irão de novo às urnas.

Hoje, além de votarem para escolher um novo Presidente, os eleitores votarão também para eleger os 57 deputados da Assembleia Legislativa para 2022-2026.

Os chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) iniciam hoje, em Adis Abeba, capital da Etiópia, a cimeira anual do bloco, onde deverão ser debatidos temas ligados ao combate ao terrorismo, à COVID-19 e golpes de Estado que se têm registado em alguns países do continente.

Para este ano, foi escolhido o tema “Construir Resiliência na Nutrição no Continente Africano: Acelerar o capital humano e o desenvolvimento social e económico”.

“O tema escolhido espelha o agravamento da situação da segurança alimentar do continente após dois anos de pandemia, mas entre os temas a discutir, estarão vários conflitos em curso no continente, a começar pelo do Tigray, estado no norte da Etiópia, o país anfitrião da cimeira e sede da organização”, escreve a Lusa.

O Tigray, na Etiópia, sede a União Africana, é uma região que tem registado uma serie de conflitos armados envolvendo o Governo etíope e os rebeldes.

Por outro lado, Moçambique é outro país que tem registado ataques terroristas na província de Cabo Delgado, e agora a estender-se para Niassa.

Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiram enviar uma força de apoio à estabilização para a Guiné-Bissau.

A decisão foi tomada durante a conferência extraordinária dos Chefes de Estados e de Governo da CEDEAO, que decorreu em Acra, no Gana, para analisar a instabilidade em vários países da organização, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

“A conferência, tendo em conta os últimos desenvolvimentos, decidiu o envio de uma força de apoio à estabilização do país”, refere o comunicado final da cimeira, que reafirma a condenação da tentativa de golpe de Estado e o apoio ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, foi quem representou a Guiné-Bissau na cimeira dos chefes de Estado e de Governo.

Homens armados, até aqui desconhecidos, atacaram, na terça-feira, o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam. O ataque resultou em 11 mortos.

As Forças Especiais dos EUA levaram a cabo, durante a madrugada de quinta-feira, um ataque anti-terrorista no nordeste da Síria, revelou o Pentágono, citado pela Associated Press (AP).

Segundo a AP,  as primeiras equipas médicas a chegar ao local dão conta de 13 mortos, entre os quais seis crianças e quatro mulheres, numa operação que, de acordo com residentes e activistas, durou duas horas na vila de Atmeh, na província síria de Idlib, controlada pelos rebeldes, perto da fronteira com a Turquia.

As primeiras informações davam conta de nove vítimas mortais, mas as autoridades já tinham alertado que o número podia aumentar.

Em comunicado, o secretário de imprensa John Kirby revelou que a missão foi conduzida pelo Comando Central dos EUA, responsável pelas operações militares no Médio Oriente.

Em 18 meses, a África Ocidental foi palco de três golpes de Estado e o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, pede soluções à Comunidade Económica de Estados da região para a instabilidade que se vive.

Mali, Guiné-Conacri e Burkina Faso. Três golpes de Estado sucessivos e, na última terça-feira, quarta tentativa de chegar ao poder à força fracassou na Guiné-Bissau.

A ofensiva ao Palácio do Governo guineense provocou 11 mortos, entre militares e civis, revelou o porta-voz do Executivo, Fernando Vaz. Os mentores da acção que colou o país a girar o mundo pelas piores razões continuam por identificar.

Para o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, três golpes de Estado em 18 meses e uma tentativa falhada na Guiné-Bissau é algo anormal.

Por isso, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, deve avaliar, com profundidade, as causas da instabilidade que região vive e procurar soluções que levem à maior segurança, estabilidade e consolidação democrática.

Segundo José Maria Neves, o que aconteceu no Mali, na Guiné-Conacri e no Burkina Faso e na Guiné-Bissau pode levar à deterioração da democracia e à crise da política e não se deve ignorar que a África Ocidental ainda tem outros desafios, como o terrorismo e o narcotráfico.

Neves defendeu ainda a criação de mecanismo para a paz em África. “Deve haver melhoria da governança para que haja políticas públicas consistentes, orientadas para a solução dos problemas das pessoas, para o desenvolvimento sustentável da nossa região e se garantir a paz, a tranquilidade, em toda a região [Ocidental] e em todo o continente africano”, referiu.

Sobre a Guiné-Bissau em particular, o Chefe de Estado de Cabo Verde o continente aguardar mais esclarecimentos relativamente aos contornos, aos meandros da tentativa de golpe de Estado que se verificou na terça-feira. E o apelo é de que a gestão do pós-golpe se faça com a necessária contenção para se evitar mais violência.

Seis pessoas morreram durante o tiroteio ocorrido ontem no Palácio do Governo da Guiné-Bissau, quando militares tentaram realizar um golpe de Estado.

Fontes do Hospital Nacional Simão Mendes, citadas pelo Notícias ao Minuto, tinham avançado à Lusa, durante a tarde, que receberam quatro feridos, um dos quais em estado grave.

O Presidente guineense lamentou o ocorrido e disse tratar-se de um ataque à democracia. Sissoco Embaló assegura, entretanto, que a situação está controlada.

Sissoco Embaló, falou à Nação, no palácio presidencial. Aparentemente tranquilo, e acompanhado pelo primeiro-ministro, Nuno Nabiam, e alguns membros do governo, o Chefe de Estado fez o ponto da situação, começando por confirmar que a troca de tiros no Palácio do Governo deixou várias vítimas mortais.

Vários tiros foram ouvidos ontem junto ao Palácio do Governo da Guiné-Bissau onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.

Entretanto, segundo fonte governamental, militares entraram cerca das 17:20 no palácio do Governo e ordenaram a saída dos governantes que estavam no edifício.

A tentativa de golpe de Estado foi condenada pela União Africana, pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através da presidência angolana, pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, por Portugal e por São Tomé e Príncipe.

Há relatos de tiroteios no Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria a reunião do Conselho de Ministros.

De acordo com a DW, citando fontes da Presidência da República da Guiné-Bissau confirmam que o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, estão no interior do edifício, cercado por militares.

Membros do Governo e dirigentes também estão retidos no Palácio do Governo. Ninguém entra, nem sai.

O facto acontece dias após uma remodelação do executivo, decidida pelo Presidente da República, contestada pelo partido liderado pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam. Entretanto, mais tarde Gomes disse que concordava com a remodelação feita.

O Notícias ao Minuto refere que as relações entre o Chefe de Estado e o executivo têm sido marcadas, nos últimos meses, por um clima de tensão, agravada devido a um avião Airbus A340, que o Governo mandou reter no aeroporto de Bissau, onde aterrou vindo da Gâmbia, com autorização presidencial.

Entre os governantes afastados na remodelação está o ex-secretário de Estado da Ordem Pública guineense Alfredo Malu. O governante que disse que a sua saída está relacionada com a sua actuação no caso do avião retido.

Em declarações aos jornalistas, o ex-secretário de Estado sublinhou que o Presidente da República considerou que foi da sua autoria a ordem de inspecção ao aparelho por parte de uma equipa de peritos norte-americanos.

O primeiro-ministro começou por dizer que o aparelho tinha entrado no país de forma ilegal e que trazia a bordo carga suspeita, mas dias depois afirmou, perante os deputados no parlamento, que uma peritagem internacional, por si solicitada, concluiu que não se tratava disso, mas sem mais detalhes.

CEDEAO CONDENA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

Em comunicado divulgado hoje, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou ao que chamou de “tentativa de golpe de Estado” na Guiné-Bissau e responsabilizou os militares pela segurança do Presidente Umaro Sissoco Embaló e membros do seu gabinete.

“A CEDEAO acompanha com grande preocupação a evolução da situação na Guiné-Bissau, caracterizada por tiros de militares junto ao Palácio do Governo”, lê-se no comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

A organização, ainda, que os militares regressem aos seus quarteis e mantenham “uma postura republicana”.

O Supremo Tribunal de Apelação da África do Sul manteve a suspensão de Ace Magashule do cargo de secretário-geral do Congresso Nacional Africano (ANC), decretada em Maio passado, por alegada fraude.

Desde a sua suspensão, a 3 de Maio, sob acusação de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro, o antigo secretário-geral do maior partido sul-africano e no poder, Ace Magashule, procura reverter a situação, mas até aqui sem sucesso.

Depois de um outro tribunal considerar legal o afastamento do ex-secretário-geral do Congresso Nacional Africano, e ainda rejeitar o pedido de apelação, o Supremo Tribunal de Apelação vincou que não há razão convincente para o recurso de Magashule ser ouvido.

“O pedido de autorização para [Ace Magashule] recorrer é indeferido, com custas, sob a alegação de que não há perspectiva razoável de sucesso num recurso. E não há outra razão convincente para que o recurso seja atendido”, diz o tribunal.

Magashule é acusado de 20 crimes, dos quais lavagem de dinheiro num caso de corrupção pública relacionada com um projecto de amianto de mais de 255 milhões de rands na província do Estado Livre, onde exerceu o cargo de governador do Congresso Nacional Africano até à sua nomeação para secretário-geral do mesmo partido.

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