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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, avisou, ontem, que um eventual conflito entre as forças norte-americanas e russas será uma guerra mundial. Joe Biden, que falava numa entrevista a um canal televisivo, aconselhou os cidadãos americanos a abandonarem a Ucrânia, país em tensão com a Rússia.

A crise política entre a Ucrânia e a Rússia, ambos antigos Estados soviéticos, agravou-se em 2013, após um acordo político e comercial histórico entre a Ucrânia e a União Europeia.

Actualmente, a tensão entres os dois países resvalou a um caos que envolve aliados da Ucrânia, um dos quais os Estados Unidos de América, que já manifestaram o desejo de apoiar militarmente o país europeu, caso a Rússia avance com a pretensão de agredir a Ucrânia.

Na quinta-feira, numa entrevista a um canal televisivo, o Chefe de Estado norte-americano alertou que um eventual conflito entre as forças norte-americanas e russas poderá ser motivo de uma guerra mundial sem precedentes.

Na mesma entrevista, Joe Biden voltou a pedir aos cidadãos norte-americanos a abandonarem a Ucrânia o mais rápido possível, por considerar a pujança militar da Rússia.

“Não é como se estivéssemos a lidar com uma organização terrorista. Estamos a lidar com um dos maiores exércitos do mundo. É uma situação muito diferente e as coisas podem enlouquecer rapidamente. Esta será uma guerra mundial quando os norte-americanos e a Rússia começarem a atirar uns nos outros”, disse Joe Biden.

Segundo o Notícias ao Minuto, os militares russos podem lançar uma invasão em grande escala, com tanques, que poderiam chegar à capital ucraniana, Kiev, em 48 horas.

Na quarta-feira, a Casa Branca aprovou um plano do Pentágono para que os seus militares destacados na Polónia construam abrigos temporários e possam auxiliar cidadãos norte-americanos numa eventual retirada da Ucrânia, em caso de invasão pela Rússia.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, acusou o ex-chefe da Marinha Bubo Na Tchuto e outros dois homens , condenados nos EUA por tráfico de droga , de serem os responsáveis pelo ataque ao Palácio do Governo, a 1 de Fevereiro.

São eles José Américo Bubo Na Tchuto, líder da Marinha na primeira década dos anos de 2000, Tchamy Yala, também ex-oficial, e Papis Djemé.

De acordo com a DW, os indiciados foram detidos após os acontecimentos da semana passada. “Não estou a dizer que são os políticos que estão por trás disto, mas a mão que carrega as armas é de pessoas ligadas aos grandes cartéis de drogas”, disse Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente da Guiné-Bissau lembrou que todos os três homens tiveram problemas com a justiça norte-americana.

O laboratório BioNTech, parceiro da Pfizer no desenvolvimento da primeira vacina contra a COVID-19, está a opor-se à produção de vacinas por empresas farmacêuticas de África. A denúncia foi feita na quarta-feira numa publicação de um jornal britânico especializado em assuntos medicinais.

Segundo o artigo publicado, conjuntamente com o jornal alemão Die Welt e o The British Medical Journal, um jornal britânico especializado em assuntos da medicina, o laboratório BioNtech contratou serviços da Fundação kENUP, para fazer uma consultoria sobre a viabilidade de produção de vacinas contra a COVID-19 em África.

Segundo o Notícias ao Minuto, a consultora alegou que o centro de transferência de tecnologia da Organização Mundial de Saúde, sediado na África do Sul, que está a tentar criar uma vacina contra a doença, através da tecnologia mRNA, a ser fabricada por empresas africanas, tem poucas probabilidades de sucesso.

Documentos obtidos pelo The British Medical Journal evidenciam o plano da BioNtech de implantar fábricas e enviar a tecnologia mRNA, em contentores marítimos da Europa para África, além de sugerir uma nova via regulamentar de aprovação das vacinas destas fábricas.

Num documento enviado ao Governo sul-africano após visitar o país, em Agosto de 2021, a consultora da BioNtech afirmou que a actividade do centro de transferência de tecnologia da Organização Mundial da Saúde deveria ser interrompida por receios de infracção de patentes.

Lançado em Junho de 2021, o centro de transferência de tecnologia da Organização Mundial da Saúde, utiliza informação publicamente acessível para recriar a vacina desenvolvida pela Moderna, a fim de ensinar empresas e cientistas de todo o continente a utilizar a tecnologia do mRNA.

Se for conseguido o desenvolvimento de uma vacina comparável, com êxito nos respectivos ensaios clínicos e a aprovação dos reguladores, o fabrico industrial dos imunizantes vai avançar.

A Comissão Europeia disse, ontem, que África deve estar pronta a enfrentar não só a COVID-19, como também outras doenças e, para isso, decidiu financiar com 125 milhões de euros aos países africanos para vacinação, além dos 100 milhões já prometidos.

“A menos de 10 dias da Cimeira UE – União Africana, estamos prontos a estabelecer uma parceria com África para tornar esse futuro uma realidade”, disse a comissária europeia da tutela sanitária, Stella Kyriakides, durante uma reunião conjunta de ministros dos Negócios Estrangeiros e da Saúde da União Europeia em Lyon, na França.

Em concreto, segundo a comissária da Saúde, a UE já “lançou uma iniciativa de 100 milhões de euros para apoiar o lançamento de vacinas em África, com um financiamento adicional de 125 milhões de euros para países africanos para vacinação, formação, equipamento médico e sequenciação” agora anunciado, escreve o Notícias ao Minuto.

A posição da responsável surge dias antes de os dirigentes da UE e da União Africana (UA), bem como dos respetivos Estados-membros, se reunirem em Bruxelas para a sexta cimeira conjunta.

O encontro diplomático de alto nível visa estabelecer as bases de uma parceria UA-UE renovada e aprofundada, esperando-se desde logo um pacote de investimento África-Europa, tendo em conta desafios mundiais como as alterações climáticas e a actual crise sanitária causada pela pandemia da COVID-19.

Também serão discutidas questões sobre como promover a estabilidade e a segurança.

O ministro da Defesa da Roménia, Vasile Dancu, anunciou, ontem, a chegada dos primeiros militares americanos ao país. Hoje, decorrem os preparativos dos restantes soldados que vão embarcar para o país. O objectivo destas forças militares é reforçar a fronteira com a Ucrânia, tendo em conta a suposta ameaça das forças russas.

Os soldados, de acordo com o Notícias ao Minuto, pertencem ao segundo regimento de cavalaria do Exército dos EUA e com eles vão levar um elevado número de veículos de combate blindados. As tropas vai se juntar às restantes que já estão no território desde o dia de ontem e reforçar as forças da NATO na Europa Oriental.

Estes militares dos Estados Unidos pertencem ao esquadrão Stryker (forças de combate) que estava em Vilseck, na Alemanha. São, ao todo, cerca de 1.000 que agora vão passar a estar sempre na Roménia juntamente com todo este arsenal bélico.

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira ucraniana para invadir novamente o país, depois desta ter anexado a península da Crimeia em 2014.

Entretanto, a Rússia, apesar de negar qualquer intenção bélica, não desconsidera a crise e faz exigências que diz serem necessárias para assegurar a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da NATO.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje aos países ricos para disponibilizarem o mais rápido possível cerca de 16 mil milhões de dólares, que faltam para financiar o plano de combate à pandemia da COVID-19. O valor faz parte do programa contra COVID-19, ACT-A, que até agora arrecadou apenas 800 milhões de dólares.

O programa Access to tools against COVID, ou simplesmente ACT-A, é um dispositivo criado por grandes agências internacionais de saúde, mas também pelo Banco Mundial, pela fundação Bill e Melinda Gates.

Liderado pela Organização Mundial da Saúde, é responsável por agilizar o acesso a ferramentas de combate à COVID-19 em países desfavorecidos.

A execução do ACT-A exigiu cerca de 23,4 mil milhões de dólares no período de outubro de 2021 a setembro de 2022, mas apenas 800 milhões de dólares foram arrecadados até agora.

A agência das Nações Unidas pediu, esta quarta-feira, aos países ricos, que disponibilizassem 16 mil milhões de dólares, para preencher o défice existente de financiamento do programa do combate à COVID-19.

“A ciência deu-nos as ferramentas para combater a pandemia, se compartilhada globalmente em solidariedade, podemos acabar com a COVID-19 como uma emergência de saúde global este ano”, disse Tedros Adhanom.

Segundo o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, se os países ricos derem o seu contributo ao programa, vários outros pobres poderão superar as baixas taxas de vacinação contra a doença, a falta de testes e escassez de medicamentos.

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As intrigas entre facções no Congresso Nacional Africano, partido no poder na África do Sul, são uma das causas da violência que matou mais de 350 pessoas e originou a destruição e pilhagem de bens e infra-estruturas em Julho do ano passado, segundo um relatório de peritos constituídos pelo Presidente Cyril Ramaphosa.

Estes são alguns episódios que há sete meses geraram caos sem precedentes na África do Sul, logo a seguir à detenção de Jacob Zuma, para cumprir uma sentença de 15 meses de prisão, por desacato ao ignorar a comissão que investigava acusações de corrupção durante o seu mandato, entre 2009 e 2018.

Porque era preciso compreender o que levou à violência nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, bem como danos materiais orçados em mais de 50 mil milhões de rands, o Presidente Cyril Ramaphosa montou uma equipa de investigadores para analisar a preparação e reacção do seu Governo ao alvoroço.

Num relatório de 154 páginas, os peritos concluíram que o ANC fez parte da situação ocorrida entre 8 e 17 de Julho do ano passado.

“O que parece serem batalhas entre facções no Congresso Nacional Africano tornou-se uma séria fonte de instabilidade no país”, refere o documento.

O documento aponta, também, que a resposta da Polícia e dos serviços de informações sul-africanos foi inadequada e insuficiente, segundo escrevem a News24 e DW. “A Polícia ficou sem munições, como balas de borracha e gás lacrimogéneo. Relatos de pessoas que testemunharam a violência sugerem que os indivíduos que iniciaram a violência sabiam que teriam pouca resistência das autoridades”.

Os peritos falam igualmente da disfuncionalidade no Governo, apontando dificuldades complexas e falta de informação para planear operações de contenção da violência e tomar decisões rápidas.

Assim, a equipa de investigadores entende que o Presidente da República e os seus ministros falharam na liderança e deviam assumir a responsabilidade por isso.

Ainda de acordo com o relatório, a violência de Julho último pode ser analisada no contexto de múltiplas crises e desafios que a África do Sul enfrenta, tais como: enfraquecimento das instituições do Estado, elevado desemprego, acima dos 70 por cento entre os jovens, níveis elevados de pobreza e desigualdade profunda que subsiste no país após cerca de 30 anos de governação democrática.

Os problemas elencados na investigação encomendada por Ramaphosa incluem ainda:

O mau ordenamento do território, que leva a condições de vida de superlotação e inadequadas para muitos cidadãos, com assentamentos informais a surgirem em espaços urbanos já sobrelotados, bem como a corrupção desenfreada em vários níveis da governação e a captura do Estado pela grande corrupção pública.

Para os peritos, a combinação desses problemas é uma receita para instabilidade constante na economia mais pujante da África Austral.

Espera-se que Ramaphosa anuncie, esta quinta-feira, ao país que medidas o seu Governo irá tomar em resposta ao relatório, diz a DW.

Os terminais de transporte rodoviário de pelo menos cinco estados da Venezuela começaram a exigir, na segunda-feira, a apresentação do cartão de vacinação contra a COVID-19 a quem pretenda usar autocarros.

A imprensa local noticiou que a medida passou a ser aplicada nos terminais dos estados de Anzoátegui, Miranda (Valles del Tuy), Apure, Barinas e Sucre, apesar de não estar prevista na legislação venezuelana.

O director de Transportes do município Cristóbal Rojas (estado de Miranda), Jesus Guerrero, citado pelo Notícias ao Minuto, explicou aos jornalistas que fiscais do transporte público, com o apoio de oficiais da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e do Instituto de Trânsito Terrestre venezuelano vão supervisionar e verificar se os passageiros dos autocarros têm pelo menos duas doses de vacina contra a COVID-19.

“Tanto nas bilheteiras como antes de entrada nos autocarros vai ser pedido aos utilizadores que apresentem o documento de vacinação. A ideia é evitar a propagação do novo Coronavírus e romper as cadeias de contágio das distintas variantes da pandemia”, disse.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades venezuelanas, o país contava, no domingo, 496.283 casos de COVID-19 e 5.487 mortes associadas ao novo Coronavírus, desde o início da pandemia.

A União Africana (UA) anunciou ontem a criação de uma comissão que se vai dedicar à avaliação da polémica  acreditação de Israel como país observador daquela organização, o que desagradou a vários Estados membros.

Segundo escreve a Lusa, a comissão foi criada para “tentar encontrar consenso”.

De acordo com o Presidente do Senegal, Macky Sall, recém-eleito líder da organização, que falava numa conferência de imprensa no final da 35.ª Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da UA, que decorreu entre  sábado e domingo, “trata-se de uma questão que divide o continente. Acreditamos que África não deve ser dividida”.

A controvérsia começou em julho passado, quando o presidente da Comissão da UA (secretariado), Moussa Faki Mahamat, aceitou a acreditação de Israel como observador do bloco regional, provocando uma invulgar reação no seio da organização.

Face a esta situação, muitos chefes de Estado como a África do Sul e a Argélia, por exemplo, ficaram indignados alegando que a aceitação era contra as declarações de apoio da organização aos territórios palestinos.

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