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O País – A verdade como notícia

O Presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré demitiu-se hoje, em consequência do golpe militar no domingo. De acordo com a imprensa internacional, o Chefe de Estado disse que se demitia numa carta dirigida ao novo homem forte do país, o tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba.

Centenas de pessoas saíram à rua, na capital do Burkina Faso, para apoiar o golpe militar no domingo. Na noite do mesmo dia, houve tiros e tumultos junto ao Palácio presidencial.

Na segunda-feira, os militares anunciaram que tomaram o poder, detiveram o Presidente da República, encerraram as fronteiras e impuseram um recolher obrigatório das 21 às 05 horas em todo o país.

Como consequência do acto, o Presidente deposto, Roch Kaboré, demitiu-se, segundo uma carta dirigida ao tenente-coronel Paul Henri Damiba, o novo homem forte do país, refere a imprensa internacional.

“No interesse da nação, na sequência dos acontecimentos de domingo, decidi demitir-me das minhas funções de Presidente, Chefe de Governo e Comandante Supremo das Forças Armadas Nacionais. Deus abençoe o Burkina Faso”, escreveu o governante deposto.

De acordo com o porta-voz do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração, o derrube de Kaboré visa permitir que o país regresse ao caminho certo e reúna forças para lutar pela sua integridade territorial.

Os militares, cujo golpe foi condenado pela União Africana e pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, comprometeram-se a propor, dentro de um prazo razoável, um calendário para o regresso à ordem constitucional.

Pelo menos 18 pessoas morreram após confrontos entre dois grupos na segunda-feira à noite numa discoteca que foi consumida pelas chamas em Sorong, uma cidade na Papua Ocidental da Indonésia, informou hoje a polícia.

Uma vítima foi esfaqueada e outras 17 morreram no incêndio na discoteca Double que deflagrou durante a violência, disseram as autoridades, citada pelo Notícias ao minuto.

“Encontrámos 17 corpos no Double O, todos no segundo andar. Transportámos os corpos para o Hospital Selebe Solu”, disse o chefe da divisão de saúde da polícia de Sorong, Edward Panjaitan.

“O incêndio na discoteca começou no primeiro andar. Tentámos evacuar o maior número de pessoas possível, mas depois dos bombeiros terem apagado o fogo esta manhã, encontrámos lá corpos”, disse o chefe de Polícia de Sorong, Ary Nyoto Setiawan, em comunicado.

“O confronto começou ontem (segunda-feira) à noite, um conflito que se arrasta desde um conflito no sábado”, acrescentou.

O Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kabore, terá sido detido por membros do exército num acampamento militar. De acordo com a imprensa internacional, a informação sobre a sua detenção veio depois de se terem ouvido disparos na residência presidencial e pode tratar-se de um golpe de Estado.

Segundo escreve a Lusa, a detenção de Roch Marc acontece num período em que o povo, juntamente com o exército têm protagonizado protestos contra o insucesso no combate ao grupo jihadistas, bem como a vulnerabilidade na qual a população se encontra.

A última manifestação levada a cabo por cerca de 300 manifestantes, entre militares e a população, neste domingo, foi interrompida pela Polícia, que lançou gás lacrimogénio para espalhar os manifestantes.

Por seu turno, o ministro da Defesa, Aime Barthelemy Simpore, refutou a tese de que o Presidente do Burkina Faso tinha sido detido pelos manifestantes, não obstante não saber do seu verdadeiro paradeiro.

O parlamento italiano inicia hoje o processo de votação para eleger o Presidente da República para os próximos sete anos, numa sessão conjunta com 639 deputados, 321 senadores e 58 delegados regionais.

Embora não haja candidaturas formais ao cargo, os partidos tendem a negociar para tentar encontrar um candidato comum, o que aconteceu também desta vez, para encontrar o substituto do actual titular, Sergio Mattarella, escreve o Notícias ao minuto.

Existe já uma aliança para encontrar um candidato comum entre três formações — o Movimento 5 Estrelas (M5S), o Partido Democrata (PD) e o progressista Artigo Um — que, em qualquer caso, contará com mais forças políticas, como o partido de Matteo Renzi, Itália Viva.

Esta aliança não anunciou ainda o nome do seu candidato, porque a prioridade inicial era acordarem que encontrariam um “respeitável”, para travar a candidatura do polémico ex-primeiro-ministro conservador Silvio Berlusconi, que contaria com o apoio do bloco da direita e extrema-direita, mas acabou por se retirar da corrida no sábado.

O Governo do Peru declarou este domingo o estado de emergência ambiental de 90 dias para a zona costeira afectada pelo derrame de 6.000 barris de petróleo bruto há uma semana, de um navio-tanque da companhia Repsol.

As autoridades referem que a medida visa realizar uma “gestão durável das zonas afectadas”, através de “trabalhos de recuperação e de saneamento” para atenuar as consequências deste desastre ambiental.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a maré negra desloca-se com a corrente marítima em direcção ao norte, o que coloca em perigo a flora e a fauna em zonas naturais protegidas, numa altura em que já poluiu 21 praias, e provocou a morte de espécies marinhas, enquanto os seus efeitos económicos potenciais são preocupantes, nomeadamente para pescadores.

A Repsol diz não poder ser responsabilizada pela catástrofe, apontando que as autoridades marítimas peruanas não tinham emitido um aviso sobre as eventuais consequências da erupção. Mesmo assim, a empresa destacou equipas e material especializado para lutar contra a poluição no mar e em terra.

A Repsol informou hoje que já retirou mais de 2.384 metros cúbicos de areia afectada pelo derrame de crude, e indicou que organizou equipas com mais de 1.500 pessoas para levar a cabo as limpezas na zona terrestre e marítima afetada.

O ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves, envolvido em várias polémicas com os profissionais do sector, demitiu-se de suas funções, explicando que está na hora de passar o testemunho a quem possa ter melhores ideias e mais meios financeiros para a Saúde em São Tomé e Príncipe.

Apesar de o anúncio ter sido feito ontem, a demissão foi apresentada ao primeiro-ministro Jorge Bom Jesus na quinta-feira, de acordo com a DW.

“É hora de passar o testemunho a outros que provavelmente possam ter melhores ideias e mais meios financeiros para melhorarmos o sistema e o serviço nacional de saúde (SNS), para o bem de todos os são-tomenses”, disse.

Sem apontar uma razão concreta para o seu pedido de demissão, Edgar Neves não deixou de fora os opositores ao governo que “não descansaram em tratar da pior forma possível alguns dirigentes deste país, utilizando tudo e mais alguma coisa”, mesmo em contexto de pandemia.

O dirigente garante, porém, que a decisão foi tomada após consultas feitas e, por isso, considera ter dado o seu contributo “como cidadão e enquanto profissional da saúde para mitigação dos males que assolam o nosso país”.

O ministro da Saúde tem estado envolvido em várias polémicas recentes com os profissionais de saúde, por causa de condições de trabalho, mas também por causa de um caso que teve a ver com desvio de medicamentos do SNS de São Tomé.

Relativamente a este último, Edgar das Neves negou que alguma vez tivesse acusado os profissionais de saúde por esse desvio de medicamentos, mas reafirmou que esse desvio acontece e acusou os sindicatos e a Ordem dos Médicos de fazerem uma “tempestade em copo de água”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

Antes, já os sindicatos e a Ordem tinham afirmado estarem “ainda mais distantes” do ministro da Saúde, depois de Edgar das Neves ter afirmado que “há incompetência e às vezes negligência, e o pior ainda o casamento das duas coisas” no sistema nacional de saúde são-tomense.

Na sexta-feira, a Ordem dos Médicos de São Tomé solidarizou-se com as exigências dos sindicatos de saúde “para obtenção de melhores condições de trabalho” e lamentou as reações do ministro da Saúde que escondem uma “incapacidade” de apresentar uma “solução ao problema”.

Na Nigéria duas pessoas morreram e 20 jovens foram sequestrados no estado de Borno, onde se encontram sediados os terroristas que têm protagonizado ataques armados naquele país de África.

A Nigéria é o país mais populoso de África e tem frequentemente registado ataques do grupo terroristas do Estado islâmico na África Ocidental. Desta vez, o grupo armado invadiu aldeia de Piyemi tendo no local matado duas pessoas, sequestrado 20 pessoas, das quais 13 meninas de idades entre 12 e 15 anos.

Segundo contaram alguns residentes à AFP, para ludibriar a população os terroristas usaram uniformes semelhantes aos do exército nigeriano, e entraram na aldeia ao princípio da tarde, disparando e ateando fogo às casas à medida que iam avançando pela aldeia.

Quase metade das raparigas estão ainda desaparecidas, e muitas foram obrigadas a casar com os membros deste grupo terrorista.

O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) estima que cerca de 1,5 milhões de crianças estejam subnutridas em toda a África Austral e Oriental. Segundo a organização, países como Moçambique e Angola não estão a receber o tratamento adequado que permita salvar vidas.

Em declarações prestadas ontem, o Unicef disse que o número representa quase a metade das crianças com necessidades urgentes estimadas em 3,6 milhões e que “não estão a ser atendidas a tempo de salvar as suas vidas ou de as impedir de sofrerem danos permanentes no desenvolvimento”.

Segundo aponta a organização, nos últimos tempos tem se registado uma melhoria no tratamento da subnutrição no continente, não obstante “os impactos da pandemia da COVID-19, combinados com choques climáticos e conflitos contínuos, continuam a empurrar as crianças e famílias para a beira do abismo”.

Para suprir as necessidades urgentes da subnutrição em África o Unicef diz precisar de uma soma de 255 milhões de dólares, valor que ajudará a organização a aumentar a resposta nutricional nos países prioritários.

Em Moçambique, só em 2021 cerca de 38.000 crianças receberam tratamento, número que representa um aumento de aproximadamente 10.000 crianças em relação a 2020

Iniciou na última quinta-feira, em todo o país, a administração da dose de reforço contra a COVID-19. O processo vai decorrer em três fases e pretende abranger cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas, entre profissionais da Saúde, doentes graves e idosos, que tenham tomado a 2ª dose, há mais de seis meses.

Esta decisão surge em resposta à última Comunicação do Presidente da República, sobre a Situação de Calamidade Pública, que tem por objectivo restabelecer os níveis de protecção contra formas graves da COVID-19 e evitar mortes nos grupos de maior risco.

O Ministério da Saúde prevê abranger, nas três fases, cerca de 10.5 milhões de pessoas elegíveis.

“A primeira fase irá focalizar-se na administração da dose de reforço nos profissionais de saúde, aos idosos que vivem nos lares, aos doentes em risco (diabéticos, hipertensos, pessoas com doenças respiratórias, etc.) e doentes com terapia imunossupressora”, explicou Quinhas Fernandes, director nacional de Saúde Pública, no Ministério da Saúde.

O gestor explica que cada fase pode durar entre 30 e 45 dias, dependendo do nível de afluência das populações elegíveis, no entanto, pela flexibilidade do processo, as outras fases poderão iniciar quando estiverem próximas da meta alcançada, mesmo que seja antes do período previsto.

“Na fase dois, nós iremos administrar a vacina para as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, na zona urbana e a terceira será administrada ao mesmo grupo etário, porém na zona rural”, disse.

Durante o período em referência, a vacina a ser administrada será a Johnson & Johnson e o processo vai decorrer em simultâneo com a campanha massiva de vacinação.

“A administração da dose da vacina contra a COVID-19 vai restabelecer os níveis de prevenção contra as formas graves da doença, para evitar a morte e proporcionar protecção adicional, com destaque para os profissionais de saúde, reduzindo, assim, o absentismo e garantir a continuidade dos serviços e, em última instância, continuar a proteger o Sistema Nacional de Saúde.

Falando em torno da campanha de vacinação contra a COVID-19 no país, Quinhas Fernandes avançou que o país já vacinou, pelo menos com uma dose, cerca de 10.5 milhões de pessoas e conta com cerca de oito milhões de pessoas completamente vacinadas.

Com um stock suficiente e com previsão de receber mais vacinas, o Ministério da Saúde tem a meta de vacinar, nos próximos quatro meses, cerca de cinco milhões de moçambicanos, a partir dos 18 anos de idade.

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