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O País – A verdade como notícia

Trinta pessoas morreram este fim de semana no nordeste da Nigéria, após um ataque de um grupo “jihadista”, que retaliou uma ofensiva do Exército nigeriano, adiantaram hoje à agência France-Presse (AFP) dois líderes de milícias, de acordo com o Notícias ao minuto.

O ataque ocorreu no sábado, na aldeia de Mudo, no Estado de Borno, perto da fronteira com o Chade, e foi realizado por membros do grupo “jihadista” Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), acrescentaram as fontes.

As 30 vítimas eram “trabalhadores de sucata que estavam na área à procura de veículos queimados, que são numerosos nas aldeias do norte de Borno devido aos ataques terroristas”, salientou Babakura Kolo, responsável de uma milícia na região de Maiduguri.

Apenas esta terça-feira foi conhecido o ataque, devido à má qualidade da rede de comunicações e também porque os “jihadistas” destruíram várias infra-estruturas de telecomunicações na região.

Três corpos foram recuperados e centenas de pessoas foram evacuadas após fortes chuvas que causaram, mais uma vez, inundações em KwaZulu-Natal.

Três corpos terão sido encontrados perto de um rio na área de KwaSeme, e, imediatamente, encaminhados à morgue de Phoenix. Quem o disse é o chefe de Gestão de Desastres do Município de eThekwini, Vincent Ngubane, citado pela News 24.

“O que descobrimos é que dois desses corpos tinham ferimentos à bala. Alega-se que as pessoas tenham sido mortas noutro local e despejadas junto ao rio. Ainda estamos à espera de o Serviço de Polícia de SA confirmar isso”, disse Ngubane.

O edil Mxolisi Kaunda disse que o Município de eThekwini não recebeu um relatório abrangente sobre o impacto das últimas chuvas fortes, mas “os relatórios vêm num quadro preocupante”.

As equipas de Gestão de Desastres e os funcionários dos serviços de emergência permanecem em alerta máximo, e um aviso de nível 10 do Serviço Meteorológico da África do Sul (SAWS) permanece em vigor.

Kaunda disse que, até agora, o maior impacto era esperado ao longo da costa e nordeste da província.

À medida que o número de chamadas no centro de controlo aumentou, o departamento apelou para que a Força de Defesa Nacional da África do Sul fosse enviada às partes do norte de Durban para uma resposta urgente.

Segundo o edil, 250 pessoas foram evacuadas em Tongaat e, em King Cetshwayo, danos graves foram relatados numa casa que desabou devido às fortes chuvas e ventos.

O distrito de Ilembe foi fortemente afectado, com várias famílias desabrigadas e infra-estrutura da rede viária comprometida. Kaunda afirmou que várias estradas em toda a província foram temporariamente fechadas devido a inundações.

Como se a fome e as guerras não fossem suficientes, num mundo que luta contra a pandemia da COVID-19, outro mal ameaça tomar proporções globais: a Varíola dos macacos.

A doença, típica no continente Africano, foi descoberta no início deste mês, em alguns países da Europa. Mais de uma dúzia de países já reportou as primeiras infecções, entre os quais os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Espanha, Portugal, Bélgica, Itália, Países Baixos, França e Suécia.

Hoje, a Austrália notificou o primeiro caso, enquanto a Bélgica decretou quarentena obrigatória de 21 dias para as três pessoas infectadas pelo vírus.

O Reino Unido, com 20 casos, também recomendou o isolamento de 21 dias e reforçou as encomendas de vacinas contra a doença.

No continente europeu, o Reino Unido, Espanha e Portugal lideram com maiores números.

Há dados que indicam que o vírus tem uma tendência a espalhar-se através das relações sexuais, principalmente entre homens.

O director da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, apela para a não estigmatização dos indivíduos infectados.

O Grupo de Avaliação de Riscos da OMS considerou o lançamento de uma campanha de sensibilização dirigida aos homens que têm relações sexuais com homens e àqueles que têm relações sexuais com múltiplos parceiros.

Numa altura em que vários países vão notificando os primeiros casos e outros registam aumento do número de infectados, a OMS prevê que o vírus se espalhe pelo mundo.

Com sessões presenciais após dois anos em formato virtual devido à pandemia, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai reunir-se a partir de hoje até sexta-feira em Acra, capital do Gana. A reunião acontece dias depois de a instituição aprovar um mecanismo de 1,5 mil milhões de dólares para tentar evitar uma crise alimentar iminente no continente.

De acordo com um comunicado do BAD, citado pelo Notícias ao Minuto, a iniciativa anunciada na sexta-feira à noite e intitulada Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência vai beneficiar 20 milhões de agricultores africanos, que receberão sementes e tecnologia certificadas para produzir rapidamente 38 milhões de toneladas de alimentos, um aumento de 12 mil milhões de dólares na produção de alimentos em apenas dois anos.

“Os encontros são há muito esperados. Quarenta e uma economias africanas estão gravemente expostas a pelo menos uma de três crises simultâneas, aumento dos preços dos alimentos, aumento dos preços da energia e condições financeiras mais restritivas”, disse Ken Ofori-Atta, ministro das Finanças do Gana, país que acolhe a reunião.

Em conferência de imprensa durante uma visita do BAD para preparar os encontros, o ministro das Finanças do Gana recordou que os preços dos alimentos em África estão 34% mais altos, os preços do petróleo subiram 60% e a inflação afecta todos os países.

“Os novos pobres em África aumentaram em 55 milhões e cerca de 35 milhões de empregos formais estão em risco”, disse o ministro, lembrando que isto acontece quando o continente está ainda a tentar recuperar da pandemia de COVID-19.

A insegurança alimentar em África, já afectada pela pandemia da COVID-19 e por fenómenos decorrentes das alterações climáticas, agravou-se com a ruptura do abastecimento alimentar resultante da guerra na Ucrânia, e África enfrenta agora uma escassez de pelo menos 30 milhões de toneladas de alimentos, especialmente trigo, milho e soja importados de ambos os países.

“A ajuda alimentar não pode alimentar África. África não precisa de tigelas nas mãos. África precisa de sementes na terra, e máquinas de colheita para colher alimentos abundantes produzidos localmente. África quer alimentar-se a si própria com orgulho, porque não há dignidade em mendigar comida”, disse o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, citado no comunicado.

Estarão na 57ª edição da reunião anual do BAD o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, Paul Kagame, do Ruanda, Macky Sall, do Senegal, Uhuru Keyatta, do Quénia, Muhammadu Buhari, da Nigéria, Samia Suluhu Hanna, da Tanzânia, Alassane Ouattara, da Costa do Marfim, Sahle-Work Zewde, da Etiópia e Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, da Mauritânia.

Cinco civis morreram e 11 ficaram feridos, este domingo, na sequência de bombardeamentos russos, em Donetsk, no leste da Ucrânia. A notícia foi avançada, ontem, pelas autoridades da região de Donetsk.

“Os russos mataram cinco civis na região de Donetsk: dois em Lyman, um em Dachne, um em Klynove e um em Avdivka. Onze pessoas ficaram feridas”, disse o chefe do governo da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko, na plataforma Telegram.

De acordo com o Notícias ao Minuto que cita a agência de notícias ucraniana Ukrinform, uma pessoa ficou ferida em Bakhmut, na região de Lugansk, tendo recebido assistência médica.

Dados avançados pelas autoridades da Ucrânia indicam que, desde o início da invasão russa, pelo menos 412 civis foram mortos e 1.140 ficaram feridos na região de Donetsk.

 

O Presidente norte-americano, Joe Biden, declarou-se hoje, em Seul, estar preparado para um eventual ensaio nuclear da Coreia do Norte, mas reafirmou a abertura ao diálogo com uma mensagem a Kim Jong Un, antes de partir para o Japão.

Questionado se tinha uma mensagem para o homólogo norte-coreano, Kim Jong Un, o Presidente dos EUA respondeu com um lacónico: “Bom dia. Ponto final”, uma forma de fazer saber que Washington mantém abertura ao diálogo com a Coreia do Norte, mesmo na falta de reciprocidade, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

As conversações com Pyongyang estão em ponto morto desde uma cimeira, em 2019, entre Kim e o então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Biden deixou hoje a Coreia do Sul, ao início da tarde, em direcção ao Japão, outro grande aliado dos Estados Unidos na região e segunda etapa do primeiro périplo pela Ásia como Presidente.

Em Seul, encontrou-se com o homólogo sul-coreano, Yoon Suk-yeol, um conservador pró-americano chegado ao poder no início de Maio.

Os dois Chefes de Estado concordaram com uma intensificação dos exercícios militares conjuntos, para conter as ações de Kim Jong Un.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que os casos de varíola dos macacos continuem a aparecer. O foco e rota de contágio ainda não foram estabelecidos.

“A situação está a evoluir de tal forma que a OMS acredita que haverá mais casos de varíola a serem identificados à medida que a vigilância for estendida em países que não são endémicos”, refere a nota epidemiológica da organização, cita da pelo Notícias ao Minuto.

As informações actuais indicam que quem tem maior risco de contágio são aqueles que têm contacto físico próximo com alguém que está infectado e apresenta sintomas.

Num comunicado recente, a OMS apelou às pessoas para se manterem informadas, através de fontes fiáveis, como as autoridades de saúde nacionais, sobre a extensão do surto na sua comunidade, sintomas e prevenção.

De acordo com o Notícias ao Minuto, A organização advertiu ainda que a resposta à doença deve focar-se nas pessoas infectadas e nos seus contactos próximos e lembrou que “estigmatizar grupos de pessoas por causa de uma doença nunca é aceitável”.

Portugal contabiliza 23 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que aguarda resultados relativamente a outras amostras.

Quase um mês depois de vencer as eleições presidenciais francesas, Emmanuel Macron, anunciou, ontem, a composição do novo governo de Paris liderado pela primeira-ministra, Elisabeth Borne, nomeada para o cargo esta semana.

Elizabeth Borne é a mais recente primeira-ministra francesa, a primeira mulher em 30 anos aos comandos do país, escreve a Euronews.

Bruno Le Maire, que geriu os cofres do Estado durante a crise da COVID-19, segundo a Euronews, assume a pasta da Economia e finanças e Gérald Darmanin mantém-se como ministro do Interior.

Para a Defesa, entra Sebastien Lecornu, um homem da direita e próximo de Emmanuel Macron.

Na diplomacia, surge mais uma estreia. Em plena guerra da Ucrânia, sai Jean Yves Le Drian, entra Catherine Colonna, embaixadora francesa no Reino Unido, que passa a assumir os Negócios Estrangeiros.

Já as relações com Bruxelas mantêm uma cara conhecida, mas com uma promoção. Clément Beaune deixa de ser secretário de Estado para passar a exercer o cargo de ministro delegado dos assuntos europeus.

Em resposta a um eleitorado de esquerda, órfão de representação política, dois ministérios vão encarregar-se das questões ambientais. Amélie de Monchalin abandona a função pública para se encarregar da transição ecológica. Agnès Pannier-Runacher, até agora responsável pela Indústria, assume a pasta da transição energética.

A Finlândia anunciou esta sexta-feira que a empresa russa Gazprom vai cortar o fornecimento de gás, a partir de hoje, ao país.

“Na tarde desta sexta-feira, a Gazprom Export informou a Gasum que o abastecimento de gás à Finlândia será cortado no sábado”, lê-se num comunicado da empresa estatal finlandesa citado pela SIC Notícias.

Tal como anunciado na sexta-feira, a Gasum, o maior distribuidor de gás natural liquefeito (GNL) nos países nórdicos, confirmou, na manhã deste sábado, que a gigante russa do gás Gazprom cortou o financiamento de gás.

Com esta decisão, a Finlândia perde o seu maior fornecedor de gás natural, dado que a Gazprom fornecia cerca de 92% de todo o gás consumido no país nórdico, principalmente na indústria florestal e no processamento químico.

Em 2021, segundo o Notícias ao Minuto, a Finlândia importou cerca de 2,2 biliões de metros cúbicos de gás natural, com um custo de 927,5 milhões de euros, embora este combustível represente apenas 5% de toda a energia consumida no país nórdico.

O CEO da Gasum, Mika Wiljanem, lamenta que o fornecimento de gás russo seja interrompido. Mas, garantiu que nos próximos meses fornecerá aos seus clientes gás natural de outros fornecedores através do gasoduto Baltic Connector e que a sua rede de estações de abastecimento de gás continuará a funcionar normalmente.

“Temos estado a preparar-nos cuidadosamente para essa situação e, desde que não haja interrupções na rede de transmissão de gás, poderemos fornecer gás a todos os nossos clientes nos próximos meses”, disse o CEO da Gasum.

Numa tentativa de reduzir a dependência do gás russo, a Finlândia acordou há um mês com a Estónia o uso conjunto de um terminal flutuante de gás natural liquefeito (GNL) neste outono, onde será armazenado o gás trazido por navios de outros países produtores de gás.

A Finlândia é o terceiro país da UE, depois da Polónia e da Bulgária, a deixar de receber gás russo porque não quer ceder às exigências de Moscovo de que o pagamento seja efectuado em rublos para tentar travar o colapso da sua moeda.

No caso da Finlândia, que se candidatou formalmente à adesão à NATO na quarta-feira, ignorando as ameaças do Kremlin, o corte do fornecimento de gás russo vem juntar-se ao corte do fornecimento de electricidade.

Há apenas uma semana, a empresa russa de energia Inter RAO deixou de fornecer eletricidade ao mercado finlandês, citando “problemas em receber pagamentos” devido a sanções europeias, embora vários peritos no país nórdico o tenham atribuído a razões políticas.

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