Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A distribuidora de gás, na Finlândia, anunciou, hoje, que a Rússia vai interromper o fornecimento de gás ao país na manhã deste sábado.

De acordo com um comunicado da Gasum, citado pelo Notícias ao Minuto, a distribuidora já estava a tomar precauções para uma possível interrupção do fornecimento do combustível.

“Fomos cuidadosos em nos prevenirmos desta situação e informámos que não haverá interrupção no fornecimento de gás para os nossos clientes”, refere a nota, acrescentando que não haverá falta de gás nos próximos meses.

A nota refere, ainda, que o combustível continuará a ser fornecido através do gasoduto Balticconnector, que fica na Letónia.

Recorde-se que, ainda hoje, citado pela agência TASS, o ministro da Defesa russo disse o Kremlin estava a preparar “contramedidas” à Finlândia e à Suécia, na sequência do seu pedido de adesão à NATO, escreve o Notícias ao Minuto.

A Rússia deve contribuir para a reconstrução das infra-estruturas destruídas desde que invadiu a Ucrânia, considera a presidente da Comissão Europeia e esclarece que os advogados da entidade estão a trabalhar intensamente para encontrar maneiras de usar os bens congelados dos oligarcas nessa reconstrução.

Desde a invasão russa à Ucrânia, vários oligarcas russos viram os seus bens congelados em alguns países, em linha com as sanções impostas pelo Ocidente.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, sugere que esses bens sejam usados para pagar a reconstrução da Ucrânia quando a guerra terminar e sublinha que a Rússia deve ter responsabilidades nessa restauração.

“Eu acho que a Rússia devia fazer a sua contribuição”, afirmou a líder europeia e sublinhou que os advogados do órgão que dirige estão a trabalhar intensamente, para encontrar maneiras possíveis de usar os bens congelados dos oligarcas russos para a referida reconstrução.

A Comissão Europeia entende ainda que a reconstrução das infra-estruturas ucranianas deve ser pensada já, assim como as reformas que o país terá de fazer para se juntar à União Europeia.

Pelo menos 11 soldados morreram e outros 20 ficaram feridos num “ataque terrorista” a um destacamento militar em Madjoari, no Burkina Faso, anunciou, hoje, o exército, citado pela imprensa internacional.

Apesar das baixas, 15 terroristas foram neutralizados quando estavam em fuga. Face a situação, as autoridades burquinabes apelaram aos soldados para que “mantenham o espírito de luta, que é uma das chaves para derrotar o inimigo”.

O Burkina Faso tem sofrido frequentemente ataques de extremistas islâmicos desde Abril de 2015, perpetrados por grupos ligados tanto à Al-Qaida como ao Estado islâmico.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, Shael tem sido a região mais atingida pela insegurança.

Em consequência da insegurança que se tem registado, mais de 1.85 milhões de pessoas deslocaram-se.

Os Estados Unidos anunciaram o envio de 100 milhões de dólares em equipamentos militares para a Ucrânia, após a aprovação de 40 mil milhões de dólares pelo Congresso norte-americano.

O mais recente pacote inclui mais 18 obuses, bem como sistemas de radar anti-artilharia.

De acordo com o porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pela Lusa, o material vai chegar às mãos das forças ucranianas “muito em breve”.

Com esta última remessa, os Estados Unidos forneceram quase 4.000 milhões de dólares em ajuda militar desde o início do conflito russo-ucraniano, em 24 de fevereiro, e 6.600 milhões de dólares desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.

John Kirby adiantou que os Estados Unidos vão consultar a Ucrânia, como tem feito com frequência desde a invasão, sobre quais são os equipamentos necessários.

O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje por larga maioria um pacote de 40 mil milhões de dólares de ajuda militar e humanitária para a Ucrânia enfrentar a guerra desencadeada pela invasão russa do seu território.

A medida de envio de ajuda naquele valor (correspondente a cerca de 37,7 mil milhões de euros), aprovada com o voto a favor de 86 senadores e 11 contra e que tinha previamente passado na Câmara dos Representantes, será em breve assinada pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, para entrar em vigor.

O Papa lembrou hoje que, além da guerra na Ucrânia, há muitos outros conflitos no mundo que estão a receber pouca atenção. Francisco afirmou que “o sentimento por quem sofre não deve basear-se na geografia ou no interesse próprio”.

O Papa, que falava perante os novos embaixadores junto da Santa Sé assegurou que a Santa Sé “continua a trabalhar através de inúmeros canais para promover soluções pacíficas em situações de conflito e para aliviar o sofrimento causado por outros problemas sociais”, disse perante os novos embaixadores do Paquistão, dos Emirados Árabes Unidos, do Burundi e do Qatar, que hoje apresentaram as suas credenciais.

Segundo o Notícias ao Minuto, Francisco reiterou que “a guerra é sempre uma derrota para a humanidade”, valorizou o trabalho dos países que acolhem refugiados, independentemente das despesas e destacou que houve famílias que abrirem as suas casas a familiares, amigos e até àqueles que não conhecem”.

“Depois de sofrer os efeitos devastadores de duas guerras mundiais e ameaças nucleares durante a Guerra Fria, a maioria das pessoas acreditava que a guerra na Europa era uma memória distante”, disse o Papa.

O pontífice concluiu afirmando que “apesar dos desafios e recuos, nunca devemos perder a esperança nos esforços para construir um mundo em que a fraternidade e a compreensão mútua prevaleçam e as divergências sejam resolvidas por meios pacíficos”, escreve a fonte.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou esta quarta-feira o prolongamento da Lei Marcial na Ucrânia por mais 90 dias. A lei determina que os homens entre os 18 e os 60 não podem sair do país, uma vez que podem ser chamados a combater.

Segundo o presidente, citado pela Euronews, a medida tem por objectivo “proporcionar ao exército e demais envolvidos todas a ferramentas legais para a defesa da soberania”.

“Assinei decretos sobre a extensão do regime legal da lei marcial e dos termos da mobilização geral. Espero que Verkhovna Rada da Ucrânia apoie esta decisão no futuro próximo. O nosso exército e todos os que defendem o Estado devem ter todas as ferramentas legais para agirem de forma determinada. Kherson, Melitopol, Berdyansk, Mariupol e todas as nossas cidades e comunidades que estão ocupadas, ocupadas temporariamente, devem saber que a Ucrânia irá regressar”, declarou Volodymyr Zelensky.

Os Estados Unidos anunciaram a reabertura da sua embaixada em Kiev, um sinal de regresso à normalidade um mês após o recuo das forças russas. O secretário de estado norte-americano Antony Blinken afirmou em comunicado que a decisão se tornou possível devido à coragem e determinação do povo ucraniano na defesa contra a ofensiva russa.

Horas depois de os embaixadores da Finlândia e da Suécia terem pedido formalmente para serem admitidos como membros da Aliança Atlântica, a Turquia continua a recusar aceitá-los na organização onde é exigida unanimidade para a admissão de novos membros, escreve a Euronews.

Com o pedido formalizado, Finlândia e Suécia pedem uma admissão rápida na NATO.

“Queremos garantir que cada Estado membro da NATO ratifica a nossa candidatura o mais rapidamente possível. Acho que esta é a questão chave quando se trata de segurança. Actualmente, um processo de ratificação o mais rápido possível é a melhor segurança para a Finlândia e para a Suécia nesta fase”, afirmou a Primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, citada pela Euronews.

Porém Ancara, a capital cosmopolita da Turquia, acusa as duas democracias escandinavas de darem cobertura a militantes e políticos curdos que considera terroristas.

Para Recep Tayyip Erdogan a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO é “um erro” e reforçou que não “vale a pena” tentarem convencer a Turquia a aprovar as candidaturas da Finlândia e da Suécia à Aliança Atlântica. No entanto, os chefes da diplomacia da NATO têm afirmado que será possível levar o processo a um bom porto.

“O alargamento da NATO faz sentido para nós. Apoiar a organização terrorista PKK-YPG de todas as formas e, ao mesmo tempo, esperar o nosso apoio para uma adesão à NATO é, falando de uma forma ligeira, inconsistente”, declarou o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Segundo a Euronews, os Estados Unidos (EUA) esperam conseguir quebrar o impasse.

Ontem, os chefes da diplomacia turca e norte-americana reuniram-se em Washington. A visita já estava agendada, mas os acontecimentos actuais estavam na agenda. Especialmente depois do Presidente dos EUA, Joe Biden, ter saudado “calorosamente”e apoiado “fortemente” a decisão dos países nórdicos de romper com décadas de neutralidade e ingressarem na NATO.
A NATO deverá aprovar o alargamento da Aliança Atlântica ainda antes da cimeira de líderes, marcada para o final de Junho em Madrid. Concluída a aprovação política, inicia-se o processo de ratificação pelos 30 membros da Aliança. É nessa fase que a Turquia pode deitar por terra o processo de adesão da Suécia e Finlândia, opondo-se à entrada dos países nórdicos. A adesão de novos países tem de ter o apoio unânime de todos os países da organização, escreve a SIC Notícias.

 

QUAIS SÃO AS EXIGÊNCIAS DA TURQUIA PARA PERMITIR A ADESÃO DA SUÉCIA E FINLÂNDIA À NATO?

A posição da Finlândia e Suécia sobre a questão curda será central nas negociações. Ancara insiste que os novos candidatos à adesão da NATO devem reconhecer as preocupações com as milícias curdas, tanto dentro do seu território como na Síria e no Iraque.

Este tem sido um ponto de tensão mesmo dentro da NATO. Embora todos os membros reconheçam o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia, como uma organização terrorista, há países que apoiam, até com armamento, o seu ramo sírio, o YPG, na luta contra o Estado Islâmico.

A Turquia exige que a Suécia e a Finlândia denunciem publicamente o PKK e todos os seus afiliados antes de ingressarem na Aliança. Designar o PKK como uma organização terrorista não será suficiente para os dirigentes turcos: Erdogan diz que os países nórdicos mantiveram uma política de “acolhimento de guerrilheiros curdos” que agora terá de ser revertida.

“Os países escandinavos, infelizmente, são quase como casas de hóspedes de organizações terroristas”, afirmou o presidente turco.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) enviou para a Ucrânia uma equipa de 42 especialistas, a maior missão de sempre em termos de efectivos, para investigar alegações de crimes de guerra cometidos durante a invasão russa.

Desde que a Rússia iniciou aquilo que Putin chama de “operação militar especial” na Ucrânia, a 24 de Fevereiro, muitas infra-estruturas foram destruídas e várias pessoas mortas. Países europeus, incluindo a própria Ucrânia, já denunciaram, inúmeras vezes, alegados crimes de guerra cometidos pelo Moscovo. Para apurar tais denúncias, o Tribunal Penal Internacional enviou, hoje, à Kiev uma equipa composta por 42 peritos.

“Confirmo que hoje o meu escritório enviou uma equipa de 42 investigadores, cientistas forenses e outros funcionários de apoio para a Ucrânia”, disse Karim Khan, num comunicado citado pela DW, acrescentando que é “a mais importante missão, em termos de efectivos, já enviada para o terreno de uma só vez”.

O procurador do TPI, criado em 2002 para julgar os piores crimes cometidos no mundo, abriu uma investigação a 03 de Março sobre alegações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Ucrânia, após receber luz verde de quase 40 Estados.

Khan deslocou-se à Ucrânia em Abril, incluindo o subúrbio de Bucha, em Kiev, onde pelo menos 20 corpos foram descobertos a 02 de Abril.

“Graças ao envio de uma equipa de investigadores, poderemos seguir pistas e recolher testemunhos relacionados a ataques militares que podem constituir crimes abrangidos pelo Estatuto de Roma”, que é o tratado fundador do TPI, referiu o procurador.

Khan também agradeceu ao Governo dos Países Baixos pela sua cooperação, com o envio de um “número significativo de especialistas nacionais” em apoio à missão do TPI, que está sediado em Haia, Países Baixos.

“As nossas actividades investigativas e forenses no terreno vão tornar-se mais eficientes através dessa colaboração”, acrescentou.

A guerra na Ucrânia, que amanhã entra no 84.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas – cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,1 milhões para os países vizinhos –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A Rússia deu sete dias para 27 funcionários da Embaixada de Espanha deixarem Moscovo. Ainda hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo tomou uma decisão semelhante em relação a funcionários diplomáticos de França e Itália.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os funcionários espanhóis foram declarados ‘persona non grata’ e têm sete dias para abandonar o país, a partir do momento em que o embaixador espanhol, Marcos Gómez, for notificado.

A decisão surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, ter convocado, na manhã de hoje, o embaixador espanhol em Moscovo e foi tomada como forma de retaliação por o governo espanhol ter decidido expulsar, no mês passado, 25 diplomatas e pessoal da embaixada da Rússia em Espanha, considerando que “representam uma ameaça à segurança” do país e como sinal de rejeição das acções das tropas russas na Ucrânia.

Também hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia decidiu declarar 34 diplomatas franceses e 24 italianos ‘persona non grata’, num golpe de retaliação face à expulsão de diplomatas russos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE