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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 183 crianças morreram e 342 ficaram feridas na Ucrânia devido à guerra no país. Os números foram revelados, hoje, pela responsável dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano.

A responsável dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Liudmyla Denisova, explicou, numa mensagem publicada nas redes sociais, que é impossível determinar o número real de menores que foram vítimas da guerra, mas já foram registadas 183 mortes.

Liudmyla Denisova destacou ainda que vários menores de idade foram encontrados mortos com ferimentos de balas nas ruas das pequenas cidades da Ucrânia.

Na capital ucraniana, até agora, 16 menores foram mortos, o mesmo que na região de Sumy, enquanto em Jitomir foram registados 15 casos.

Ainda na mesma publicação, Liudmyla Denisova informou que 342 crianças ficaram feridas e muitas delas estão entre a vida e a morte.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, comparou a violência infligida sobre estrangeiros por grupos anti-imigrantes às estratégias usadas pelo regime do apartheid.

Ao longo da semana passada, houve demonstrações de ressentimento contra os imigrantes ilegais oriundos de países vizinhos em várias cidades sul-africanas.

São comuns os incidentes violentos, tendo-se registado o linchamento e imolação de um jovem do Zimbabué por parte de uma multidão enraivecida na vila de Diepsloot, a norte de Joanesburgo, escreve o Notícias ao Minuto.

“Vimos pessoas interpeladas na rua por simples cidadãos e forçadas a mostrar os seus documentos de identidade para justificar o seu estatuto”, disse o Presidente Ramaphosa, na sua nota de imprensa semanal. “Era assim que operavam os opressores do apartheid”, recorda o estadista.

A nota de imprensa prossegue descrevendo como os negros eram suspeitos por definição e detidos pela polícia quando se encontravam em zonas ditas “brancas”, sendo obrigados a mostrar um documento que comprovava a sua livre circulação (‘dompas’), cuja ausência significava prisão.

“Não podemos deixar estas injustiças reproduzirem-se”, referiu o Presidente, invocando a morte trágica de sete sul-africanos em Diepsloot, motivo da vaga de manifestações.

Ramaphosa avisou: “hoje, a nossa raiva é dirigida contra os cidadãos do Zimbábue, Moçambique, Nigéria ou Paquistão. Amanhã, a nossa raiva pode ser dirigida a nós mesmo”.

Segundo o Presidente, atacar suspeitos de um crime só porque são estrangeiros é imoral, racista e criminoso.

O presidente francês cessante, Emmanuel Macron, obteve 27,42% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais em França, segundo o Ministério do Interior e quando estão contados 89% dos sufrágios, escreve o Notícias ao minuto.

Os resultados provisórios, divulgados na internet pelo referido ministério, indicam que a candidata da União Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen, conseguiu 24,6 % dos votos e que o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon obteve 20,8%.

A abstenção situa-se nos 27% e as cidades onde os votos ainda não foram contados são algumas das maiores da França, incluindo Paris.

Macron e Le Pen disputarão a segunda volta a 24 de Abril e o presidente francês poderá ser reeleito segundo sondagens realizadas após a primeira volta.

 

O ícone do cinema norte-americano, Will Smith, foi banido de participar das cerimónias de entrega do Oscar, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O banimento é resultado da bofetada que o actor deu ao comediante Chris Rock na última edição do prémio.

Face à interdição, Will Smith diz que “aceita e respeita a decisão da Academia”.

“O conselho decidiu, por um período de dez anos a partir do dia 8 de Abril de 2022, que o senhor Smith não poderá comparecer a qualquer evento da Academia, pessoal ou virtualmente, mas não limitado ao Oscar”, diz o comunicado assinado por David Rubin, presidente da entidade, citado pelo Notícias ao Minuto.

Nos próximos anos, o actor americano poderá concorrer ao prémio Oscar e até vencer, mas não poderá, com isso, participar do evento de entrega do mesmo.

Recorde-se que a agressão, transmitida ao vivo para todo o mundo, aconteceu depois que Chris Rock fez uma piada com a calvície da mulher de Will Smith, Jada Pinkett Smith, provocada por uma doença autoimune. A atitude dividiu a opinião das celebridades e da indústria cinematográfica.

Os franceses têm hoje a oportunidade de eleger o seu próximo dirigente. São cerca de 48,7 milhões de eleitores franceses que poderão votar num entre os 12 candidatos, incluindo o actual Chefe de Estado, Emmanuel Macron.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, a lista de candidatos está recheada de aspirantes de diferentes alas políticas, como Marine Le Pen, do partido União Nacional (extrema-direita); Jean-Luc Mélenchon (extrema-esquerda); Valérie Pécresse, do maior partido de direita francês “Os Republicanos”; Éric Zemmour, polémico ex-jornalista e comentador político; Yannick Jadot, ecologista; Fabien Roussel, do Partido Comunista Francês; Nicolas Dupont-Aignan, do movimento “República de Pé; e Anne Hidalgo, do Partido Socialista.

Nos últimos dias, Macron tem visto as vantagens de ser o favorito para conquistar a primeira volta do escrutínio diminuírem, visto que a candidata Marine Le Pen está a ganhar terreno nas intenções de voto. A segunda volta terá lugar no próximo dia 24 de Abril.

“Sondagens divulgadas na sexta-feira indicavam que tanto Emmanuel Macron como Marine Le Pen podiam chegar ao primeiro lugar nas presidenciais de hoje, com o Presidente cessante a manter uma ligeira vantagem sobre a candidata da extrema-direita”, escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.

A França é a segunda economia do bloco de 27 membros da União Europeia (UE), a única com veto no Conselho de Segurança da ONU e a sua única potência nuclear.

A polícia sul-africana e os imigrantes estão cada vez mais em alerta máximo devido à ameaças de actos xenófobos, sobretudo depois do assassinato de um zimbabwiano por um grupo de manifestantes anti-imigrantes.

Mantém-se o receio de mais uma vaga de xenofobia na África do Sul e os ânimos elevaram-se mais na quinta-feira, quando um cidadão zimbabwiano de 43 anos de idade, identificado pelo nome de Elvis Nyathi, foi morto por grupo de manifestantes anti-imigrantes.

O caso deu-se na província de Gauteng e o referido grupo invadiu a residência da vítima, espancou-a e incendiou tudo. Os autores deste acto ainda não foram localizados.

O assassinato do zimbabwiano ocorre numa altura em que a revolta popular aumenta contra a presença, na África do Sul, de cidadãos de outros países, alegadamente porque roubam oportunidades de emprego.

De acordo com a imprensa sul-africana, a situação está a originar pânico e coloca as autoridades policiais e os imigrantes em alerta máximo. Por isso, vários agentes da Polícia foram, esta sexta-feira, destacados para alguns pontos propensos à desordem na província de Gauteng.

Os focos de xenofobia na África do Sul intensificam-se desde Janeiro e já houve marchas organizadas por um grupo denominado Dudula, que tem estado a espalhar ódio contra estrangeiros ilegais.

A Organização Mundial da Saúde estima que 65 por cento da população africana já foi infectada pela COVID-19, mas diz que número real de casos pode ser 100 vezes superior aos que foram reportados.

A Organização Mundial da Saúde analisou 151 estudos da COVID-19 em África com base em amostras de sangue colhidas entre Janeiro de 2020 e Dezembro de 2021.

Segundo a instituição, em Setembro do ano passado cerca de 65 por cento das pessoas testadas já tinham sido infectadas e muitas outras expostas à COVID-19. Ao todo, estima-se que sejam 800 milhões de infecções, mas apenas oito milhões de casos foram reportados.

A análise da Organização Mundial da Saúde revelou também que 67 por cento de pessoas com o vírus em África, uma percentagem mais elevada do que outras regiões do mundo, não apresentou sintomas quando foram infectadas pela doença.

Apesar dos constantes avisos de que o Coronavírus devastaria a África, a Organização Mundial da Saúde esclarece que o continente tem sido dos menos afectados pela pandemia.

O continente africano comunicou 11,5 milhões de casos de COVID-19, incluindo mais de 250.000 mortes. A OMS afirmou que o vírus tem vindo a diminuir desde Janeiro, embora tenha havido algumas variações em alguns países, com destaque para África do Sul.

A Rússia anunciou, ontem, o encerramento dos escritórios locais de várias organizações não-governamentais (ONGs) de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional (AI) e a Human Rights Watch (HRW).

“A representação local da AI (Reino Unido) e da HRW (Estados Unidos) foram excluídas do registo oficial de organizações não-governamentais estrangeiras na Rússia, devido a violações da legislação russa”, segundo um comunicado publicado esta sexta-feira pelo Ministério da Justiça russo, citado pelo Notícias ao Minuto.

Entre as outras ONGs excluídas do registo, 15 no total, estão a Carnegie Foundation for International Peace (Estados Unidos), a Friedrich Naumann Foundation for Freedom  (Alemanha) e a Friedrich Ebert Foundation  (Alemanha).

“Hoje as autoridades russas encerraram as representações da Amnistia Internacional e outras ONGs internacionais”, lê-se no comunicado.

A HRW, instituída na Rússia há 30 anos, também garantiu que iria continuar o seu trabalho no país.

“A HRW está presente na Rússia desde os tempos soviéticos, quando era um estado totalitário fechado. Encontramos maneiras de documentar os abusos dos direitos humanos na época e faremos isso no futuro”, disse em comunicado a vice-diretora da Divisão Europa e Ásia Central daquela ONG, Rachel Denber.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, acusou, ontem, a Organização das Nações Unidas de prejudicar os países em desenvolvimento, afirmando que a invasão russa na Ucrânia expôs a sua incapacidade de manter a paz e a segurança mundiais. Cyril Ramaphosa entende que o mundo mergulhou numa nova era de instabilidade económica e incerteza.

A actual composição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas está desactualizada, é pouco representativa e prejudica os países com economias em desenvolvimento. Quem assim o diz é o Presidente sul-africano.

Falando na abertura da Conferência de Chefes de Missão de 2022, do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Cyril Ramaphosa não poupou críticas à Organização das Nações Unidas, tendo afirmado que toda a arquitectura de paz e segurança das Nações Unidas precisa de ser reavaliada.

Segundo o Chefe de Estado, a tomada de decisões daquele órgão deve ser democratizada para que o Conselho de Segurança possa ser fiel ao seu mandato e ir além da paralisia provocada por alguns Estados-membros.

Ademais, os países poderosos não devem ser autorizados a desrespeitar o direito internacional e é preciso conter as acções unilaterais desses países para moldar a política global, disse Ramaphosa, acrescentando que o conflito não só causou extensa destruição e imenso sofrimento humano, como também expôs a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de cumprir o seu mandato de manter a paz e a segurança internacionais.

Para Ramaphosa, a África do Sul continuará a alavancar a sua participação em fóruns multilaterais para promover a causa da paz e, por isso, defende a sua posição não-alinhada e manterá uma política externa independente.

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