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O País – A verdade como notícia

Os embaixadores da Finlândia e da Suécia entregaram, na manhã desta quarta-feira, os pedidos de adesão dos dois países à Aliança Atlântica (NATO), escreve o Observador.

“Este é um momento histórico”, declarou secretário-geral da Aliança Atlântica durante a cerimónia de entrega da formalização de candidaturas na sede da NATO.

Para Jens Stoltenberg “a adesão à NATO vai aumentar a nossa segurança partilhada e vocês são os nossos parceiros mais próximos”.

A entrega das candidaturas de adesão à Organização foi suscitada pelo agravamento da situação de segurança causada pela invasão russa na Ucrânia e põe em causa à posição histórica dos dois países de neutralidade e de não-alinhamento que caracterizava a sua diplomacia.

O processo de adesão à NATO obriga os países candidatos a um exame de entrada. Ou seja, as candidaturas dos dois países que hoje apresentaram formalmente o pedido de adesão à Aliança Atlântica vão ser analisadas pelos 30 países membros, um processo que deverá demorar cerca de duas semanas. Para ser aprovado o pedido, é preciso haver unanimidade, mas para já a Turquia anunciou que está contra as novas adesões.

Se esta objeção for ultrapassada, a Suécia e a Finlândia podem tornar-se membros da NATO dentro de alguns meses.

 

 

Faltando apenas três meses para as eleições, a Assembleia Nacional de Angola vota esta quarta-feira a polémica proposta de lei sobre inquéritos de opinião.

Segundo a DW, a proposta de lei, proíbe sondagens antes da realização de eleições e prevê que os organizadores de sondagens e inquéritos de opinião partilhem com o Governo o relatório final dos estudos realizados antes da publicação.

O Executivo de João Lourenço justifica o diploma com a necessidade de estabelecer um quadro legal para este tipo de estudos. Mas David Boio, académico e membro do Afrobarómetro, acha estranha a proibição de sondagens eleitorais.

“É um bocado estranho porque os partidos políticos precisam das sondagens para alinharem os seus discursos e perceber o estado da opinião pública. Portanto, é estranho que os partidos estejam a ser impedidos de terem informações para a sociedade”, afirma.

A votação no Parlamento sobre a proibição de sondagens eleitorais tem lugar a cerca de três meses das eleições gerais, e acontece pouco depois do Afrobarómetro ter publicado um estudo que apontava para a vitória da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) em Luanda e para a vitória do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) no país, sem maioria absoluta, pela primeira vez na história.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, esta terça-feira, que registou 226 ataques a unidades de saúde ucranianas, desde o início da guerra. Como resultado, 75 pessoas morreram e 59 ficaram feridas, escreve o Observador.

“São quase três ataques, em média, por dia”, afirmou o director regional da Organização Mundial de Saúde para a Europa durante uma conferência de imprensa em Kiev, na Ucrânia.

Neste momento, a OMS pode confirmar que estes ataques causaram pelo menos 75 mortos e 59 feridos, refere o gabinete da região europeia da OMS, que também abrange a Rússia e várias antigas repúblicas soviéticas, sem avançar mais detalhes sobre as vítimas por razões de segurança.

Kluge, que visitou na segunda-feira instalações de saúde afectadas por conflitos na região de Chernigov, no norte da Ucrânia, aproveitou a ocasião para expressar o seu “imenso apreço e admiração” pelos profissionais de saúde ucranianos.

“Eles têm demonstrado uma tremenda coragem e dedicação desde o início da guerra. Fazem o impossível, mantêm-se firmes e salvam vidas“, disse o responsável, citado pelo Observado.

O director regional estacou também a necessidade de fortalecer os serviços de saúde mental, uma vez que uma em cada cinco pessoas em zonas de conflito desenvolvem problemas “graves” nesta área, e para apoiar sobreviventes de violência e abuso sexual.

Até agora, segundo Kluge, a OMS forneceu à Ucrânia mais de 500 toneladas cúbicas de material médico, incluindo medicamentos, equipamentos para o tratamento de doentes, ambulâncias e geradores elétricos.

Duas em cada três crianças mal nutridas não tinham acesso à medicação necessária, antes do início da guerra na Ucrânia. Sem novos financiamentos, nos próximos seis meses, mais de 600 mil crianças poderão não ter acesso ao tratamento.

A guerra na Ucrânia dura há pelo menos 82 dias e sem fim à vista. O Fundo das Nações Unidas para a Infância alerta que a situação no país de Volodymyr Zelensky já está a precipitar o encarecimento de medicamentos e o grupo mais afectado são os menores de idade.

De acordo com a instituição, o preço dos tratamentos para as crianças severamente mal nutridas deverá aumentar 16 por cento devido à invasão da Ucrânia e às disrupções causadas pela pandemia da COVID-19.

Para minimizar o problema, o Unicef afirmou que serão necessários 250 milhões de dólares para cobrir o aumento dos custos. Sem novos financiamentos, nos próximos seis meses, mais de 600 mil crianças poderão não ter acesso ao tratamento.

A situação, aliada a problemas de alimentação relacionados com as alterações climatéricas, pode conduzir a níveis catastróficos de má nutrição entre crianças, refere o Observador e acrescenta que o Unicef defende que o mundo se está rapidamente a tornar num barril de pólvora para mortes e sofrimento infantis, que podiam ser evitáveis.

A guerra na Ucrânia iniciou a 24 de Fevereiro deste ano. Antes do conflito, duas em cada três crianças mal nutridas não tinham acesso à medicação necessária para salvar as suas vidas.

De acordo com as Nações Unidas, 13,6 milhões de crianças com menos de cinco anos são demasiado magras para a altura. Esta forma extrema de má nutrição é responsável por uma em cada cinco mortes dentro desse grupo etário, escreve o Observador.

A Coreia do Norte registou hoje seis novas mortes e mais de 1,48 milhões de casos de, cinco dias após ter divulgado o primeiro caso da COVID-19.

Segundo o Notícias ao Minuto, o país detetou mais 269.510 pessoas com “febre”, sendo que actualmente estão em quarentena pelo menos 663.910 doentes com sintomas.

Desde o anúncio do primeiro caso do vírus naquele país, no dia 12 de Maio corrente, 56 pessoas já perderam a vida e mais de 819 mil pessoas recuperaram-se da doença.

Quase 11 mil profissionais de saúde, incluindo professores e estudantes de medicina, foram destacados para realizar um “exame médico intensivo de todos os habitantes” e identificar infectados.

O Notícias ao Minuro refere que as forças armadas enviaram médicos para ajudar no transporte de medicamentos para farmácias na capital, Pyongyang, que passaram a ficar abertas 24 horas por dia.

Mais de 1,3 milhões de pessoas, entre profissionais de saúde e trabalhadores de outras áreas, estão envolvidos na testagem, no tratamento de doentes e em acções de sensibilização da população para questões relacionadas com a higiene.

“Como o país ainda não iniciou a vacinação contra a COVID-19, existe o risco de que o vírus se espalhe rapidamente entre as massas, a menos que seja reduzido com medidas imediatas e apropriadas”, disse Poonam Khetrapal Singh, director regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático.

Num comunicado, o especialista garante que a OMS está pronta para fornecer à Coreia do Norte medicamentos essenciais, materiais médicos e apoio técnico para aumentar a testagem.

Depois dos ataques das tropas russas nos últimos dias, 264 militares ucranianos foram retirados da Fábrica Azovstal em Mariupol, dos quais 53 estão gravemente feridos.

De acordo com a vice-ministra da Defesa da Ucrânia, citada pela Euronews, os combatentes foram levados para duas cidades ucranianas em Donetsk, território ocupado por separatistas pró-russos, onde já estão a receber cuidados médicos. Os 53 feridos, que já estão a receber ajuda médica, foram transportados para a cidade de Novoazovsk e os restantes 211 soldados seguiram para a cidade de Olenivka.

A operação aconteceu graças a um acordo de troca de soldados russos capturados pelas autoridades ucranianas.

No seu discurso, na noite de ontem, o presidente ucraniano saudou a retirada dos militares da fábrica e agradeceu às Nações Unidas e à Cruz Vermelha pela negociação do cessar-fogo com a Rússia que permitiu a saída dos soldados.

“A retirada foi possível graças às acções dos militares ucranianos, das Forças Armadas da Ucrânia, dos serviços de informação, da equipa de negociação, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e das Nações Unidas. A Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos”, afirmou Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia.

A fábrica de Azovstal simboliza a resistência ucraniana durante quase três meses de invasão da Rússia. Os civis que usavam o edifício como abrigo saíram no início deste mês em várias operações organizadas pelas Nações Unidas.

Agora foram os soldados que, cercados pelo exército de Putin, acabaram por abandonar o local, cedendo à Rússia o controlo de toda a cidade de Mariupol, escreve a Euronews.

O presidente da Turquia já avisou que vai vetar a entrada da Suécia e Finlândia na NATO, se os dois países mantiverem o que Ancara considera ser uma política de acolhimento de militantes curdos. Ou seja, o presidente turco acusa os países de terem uma política de “acolhimento de guerrilheiros curdos”.

Segundo a Euronews, depois de um encontro com o homólogo argelino, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan afirmou que nenhum dos países tem uma atitude clara e inequívoca face a organizações terroristas.

Erdogan critica a atitude aberta de Estocolmo e Helsínquia a respeito de organizações militantes curdas que Ancara considera como ramificações da guerrilha do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

O presidente turco acrescentou que delegações da Suécia e Finlândia vão à Turquia na segunda-feira, mas que se vêm para tentar convencer, não se devem cansar.

Ancara também critica a Suécia por ter suspendido todas as vendas de armas ao país desde 2019, como retaliação à operação turca no norte da Síria.

A Turquia é membro da NATO desde 1952 e sem a sua “luz verde”, bem como a aprovação dos restantes membros – não haverá qualquer alargamento da Aliança.

A política de não-alinhamento militar da Suécia dura há mais de 200 anos, mas a guerra entre Rússia e Ucrânia provoca incertezas para o país europeu. Por isso, pretende aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Enquanto a Finlândia apresentou o pedido formal de adesão, a Suécia ainda está a preparar o processo para seguir o mesmo caminho, pondo fim a uma tradição de neutralidade dos suecos e, em particular, do Partido Social-Democrata, actualmente no poder.

De acordo com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, citado pelo euronews, “a invasão não-provocada à Ucrânia por parte da Rússia não só é ilegal e indefensável como também mina a ordem europeia na qual a Suécia tem os alicerces da sua segurança”.

Sabe-se que, desde que iniciou a invasão da Rússia à Ucrânia, residentes da ilha sueca de Gotland, outrora desmilitarizada, preparam-se para uma eventual agressão russa e mostram-se a favor da entrada do país na NATO.

Ainda de acordo com o euronews, a NATO diz estar a favor da adesão da Finlândia e Suécia, no entanto a decisão de entrada na organização carece de aprovação e ratificação de todos os países-membros.

O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov, reiterou, hoje, que a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO será um erro com amplas consequências que Moscovo não tolerará. O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros ecoou, assim, as palavras de Vladimir Putin, que classificou a adesão da Finlândia à NATO como um erro.

“O nível geral de tensão militar aumentará, a previsibilidade nessa esfera diminuirá. É uma pena que o bom senso esteja a ser sacrificado por uma ‘medida fantasma’ sobre o que deve ser feito nesta situação em desenvolvimento”, rematou, citado pelo Notícias ao minuto.

A Finlândia anunciou no domingo pretender aderir à NATO, alargando, assim, a aliança militar ocidental, que conta com 30 membros, numa resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, qualificou no sábado a candidatura da Finlândia como “um erro”, avisando de que será forçado a tomar medidas de retaliação, tanto técnico-militares como outras, se o país aderir à NATO.

De acordo com o Notícias ao Minuto, durante uma conversa telefónica com o seu homólogo finlandês, Putin terá sublinhado que o fim da neutralidade militar da Finlândia seria um “erro, já que não existe qualquer ameaça à segurança da Finlândia”, segundo um comunicado do Kremlin.

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