Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O número de mortos nas Filipinas continua a subir. Segundo o último relatório publicado pelo Conselho Nacional de Redução e Gestão de Riscos, citado pelo Notícias ao Minuto, o número de mortes subiu de 148 para 167 e 110 continuam desaparecidas devido à passagem da tempestade tropical Megi.

A tempestade, que atingiu o arquipélago do Sudeste Asiático entre 10 e 11 de Abril, afectou mais de 1,9 milhões de pessoas, segundo a mesma organização.

A ilha mais atingida foi a de Leyte (centro), onde deslizamentos de terra enterraram várias aldeias, especialmente Baybay e Abuyog.

As equipas de socorro continuam as buscas nas zonas mais atingidas, mas já com pouca esperança de encontrar sobreviventes.

As autoridades registaram 580 cheias repentinas e 89 deslizamentos de terras, que inutilizaram nove pontes e 69 troços de estrada e danificaram quase 10.000 casas.

A tempestade também provocou prejuízos na agricultura avaliados em mais de 242 milhões de pesos (4,3 milhões de euros), escreve o Notícias ao Minuto.

A administração dos Estados Unidos anunciou, esta sexta-feira, que vai voltar a arrendar terrenos públicos a empresas privadas para extrair petróleo e gás natural.

O aviso surge numa altura em que os preços da energia estão a subir, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia e da imposição de sanções por Washington e outros países ocidentais, escreve o Notícias ao Minuto.

O Departamento do Interior, gestor destes terrenos públicos federais, disse que vai colocar cerca de 58.700 hectares, em nove dos 50 estados do país, para arrendamento na próxima semana.

As empresas que pretendam arrendar terão de pagar ao governo federal um imposto equivalente a 18,75% dos lucros, um aumento acentuado em relação aos 12,5% em vigor até agora, refere a nota publicada no Notícias ao Minuto.

Segundo a fonte, estes novos arrendamentos serão os primeiros oferecidos por Joe Biden, desde que tomou posse em Janeiro do ano passado.

No mesmo mês, Biden assinou várias ordens executivas para combater a crise climática, incluindo a suspensão de novos arrendamentos para a extração de petróleo e gás em terrenos federais.

Desta forma, Biden rompe com uma das promessas eleitorais de pôr fim ao arrendamento de terrenos públicos para extração de petróleo e gás e reduzir os gases com efeito de estufa.

Os principais grupos de defesa do ambiente norte-americanos, como o Sierra Club, opõem-se ao uso de fraturamento por se tratar de uma técnica de extração intensiva, que recorre ao uso de químicos, podendo por isso contaminar a terra e a água onde é usada.

número de mortos devido às inundações subiu de 340 para 395, na província de KwaZulu-Natal, na África do Sul. Maior número registou-se em Durban e as autoridades locais dizem tratar-se de um desastre de enormes proporções, nunca antes visto no país.

Destruição, mortes, drama e desespero é o que assiste, há dias, na província de Kwazulu-Natal, África do Sul, por conta de chuva torrenciais. As autoridades reportam pelo menos 395 óbitos, sendo 355 em Durban, cerca de 40.723 pessoas deslocadas e 58 unidades sanitárias destruídas.

Aliás, nos distritos densamente povoados em Kwazulu-Natal, os hospitais e as clínicas registam um número maior de pacientes com trauma e os serviços de emergência estão pressionados do que o habitual.

Nos últimos anos, KwaZulu-Natal tem registado um aumento desastres naturais relacionados com as mudanças climáticos. O mais grave episódio ocorreu em 2019, quando as chuvas torrenciais e inundações mataram 80 pessoas.

O drama repetiu-se e, desta vez, os prejuízos são até aqui incalculáveis! Danos em infra-estruturas essências como estradas, sistemas de abastecimento de água e energia representam o maior desafio para a restauração dos serviços normais.

Algumas comunidades disseram que viveram momentos de trauma e medo. Além de inundações, destruição de habitações e outras infra-estruturas, restos humanos de um cemitério próximo foram arrastados para a estrada, devido a enchentes e deslizamentos de terra.

Outras vítimas contaram que viram os seus familiares serem levados pela corrente da água, sem poder resgatá-los. Há ainda relatos de uma família que perdeu 10 membros, incluindo crianças.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, considerou que se está perante um desastre de enormes proporções, nunca antes visto no país.

O Chefe de Estado disse também que os estragos causados pela chuva representam um dos momentos mais tristes, numa altura em que a África do Sul ainda se ressente da onda de violência sem precedentes, em Julho do ano passado, e as consequências de dois anos de combate à pandemia da COVID-19.

A previsão meteorológica indica que mais chuva deverá cair, este fim-de-semana, o que gera receios de ocorrência de novas inundações e deslizamentos de terra.

Alexander Surikov diz que a operação militar russa na Ucrânia é justa e que tem por objectivo travar o uni centralismo e a ameaça existencial do seu país. O embaixador da Rússia em Moçambique também refere que os “patrocinadores” de Zelensky não estão interessados com os direitos do povo ucraniano, mas sim no seu interesse de colocar a Rússia na mira dos seus ataques a partir da Ucrânia, o último reduto da expansão da NATO naquela região.

Segundo o embaixador da Rússia em Moçambique, Alexander Surikov, a operação especial militar na Ucrânia não é uma qualquer, comparativamente às que ocorreram em outros países onde a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) interveio contra terroristas.

“Não é de relâmpago, não é guerra de aniquilação do inimigo. Aqui se trata de uma operação especial no território de um país vizinho, do povo da Ucrânia que é um povo irmão. Por isso, não há nenhuma tarefa de alvejar civis. Os ucranianos são nossos irmãos”, disse Surikov, reiterando que trata-se de uma acção que obedece os planos do comando do presidente russo, Vladimir Putin.

O diplomata russo explica que “a tarefa primordial desta operação é desmilitarizar, ‘desnazificar’ o regime de Kiev, que durante 8 anos empreendia operações de genocídio contra a minoria russo-falante na Ucrânia que representava, na altura do golpe de Estado em 2014, 40% da população ucraniana.

“Por isso, as tarefas desta operação se realizam de forma normal, segundo os planos do comando”, enfatizou o embaixador.

As conversações que Moscovo tem vindo a manter com Kiev à busca de solução negocial, isto é um acordo, que determina um estatuto neutral da Ucrânia em relação à Nato, com vista a que aquele país não represente um perigo existencial para Rússia, compreendem o cumprimento das tarefas da operação que consiste em desmilitarizar, “desnazificar” (que significa erradicar o neonazismo na Ucrânia) o país, bem como encontrar melhores formas de actuação em relação repúblicas separatistas que não se revêm nas políticas internas do regime de Volodymyr Zelensky, como resultado da rejeição dos acordos de Minsk (Capital da Bielorrússia), há 8 anos, com a mediação da França, Alemanha e Rússia.

Conforme explica Surikov, com os referidos acordos, o governo de Kiev teria que outorgar certo estatuto de autonomia às repúblicas separatistas russo-falantes, entretanto, o documento foi rejeitado.

“O curso do país foi totalmente de uma proibição e hostilização das minorias, e tornar a Ucrânia um baluarte da Nato. Abertamente, os dirigentes da Nato empreenderam uma política de aproximar às fronteiras da Rússia, as suas infra-estruturas militares, que nós consideramos como perigo existencial ao nosso país”, defendeu Surikov para quem a operação militar russa na Ucrânia visa precisamente eliminar estes perigos.

O embaixador reconheceu e lamentou as mortes que ocorreram resultantes da operação militar, mas explica que tal situação não constitui um comando do governo russo. Ele avança que os alvos dos ataques das tropas russas, exclusivamente, são objectos militares, depósitos de armas, pontos de comando, tropas que empreendem acções contra Donbass, com bombardeamento indiscriminado das regiões onde se localizam civis.

 

UCRÂNIA ENTRE RECEIO DE RENDIÇÃO E DESAPONTAMENTO À NATO

De acordo com o embaixador russo em Moçambique, algumas tropas ucranianas já entregaram armas à Rússia e retornaram à vida civil. Ontem, referindo-se à terça-feira, 1000 soldados do exército ucraniano entregaram-se às tropas russas na cidade de Mariupol (com 446 mil habitantes segundo a ONU), porque desde o princípio, o comando de Putin declarou que qualquer militar ucraniano que depuser as armas, firmar a obrigação de não participar mais nas operações militares anti-russas, volta à vida civil. Este facto comprova, segundo Surikov, que o alvo desta operação militar, exclusivamente, são as forças agressivas neonazistas herdeiras da ideologia nazi da Alemanha do período da 2ª Guerra Mundial.

“As raízes destes batalhões ultranacionalistas que nós dissemos que são abertamente nazis, estão na 2ª Guerra Mundial, porque os líderes dos actuais ultranacionalistas ucranianos foram condenados pelo tribunal de Nuremberga (Alemanha) como colaboradores de Adolf Hitler. Estes grupos ultranacionalistas ucranianos, na época (há 80 anos), participaram abertamente em operações de genocídio e matança em massa das populações da Ucrânia, dos judeus e russos”, detalhou o diplomata, como forma de explicar a origem do conflito que ocorre actualmente.

Ainda assim, o embaixador considera que o nacionalismo em si, desde que não seja extremo, não é prejudicial. Todos os países, segundo Surikov, são nacionalistas, porquanto defendem a sua nação e, aqui, não há problema. Mas quando este nacionalismo se afirma superior, ou seja, o ultranacionalismo, que considera que uma certa nação é superior que a outra, por razão da raça, cor de pele, religião ou alguma outra, de tal maneira que não exclui a aniquilação dos outros, considerados inferiores, tal como foi a filosofia do nazismo alemão na 2ª Guerra Mundial, aqui começa o problema, tal como na Ucrânia.

Por isso, a operação contra essas pessoas, defende, contra esta ideologia nazi, se realiza de maneira coordenada, planificada pelo comando russo liderado pelo presidente Putin.

 

DAS BAIXAS E AVANÇOS NA GUERRA

Dados apresentados pelo embaixador russo em Moçambique indicam que, durante todo este período de operação, um pouco mais de um mês, foram cumpridas várias tarefas e libertadas muitas zonas, dos ultranacionalistas. No total foram aniquilados 130 aviões ucranianos, 100 helicópteros, 440 drones de ataque ou de reconhecimento, 240 complexos antiaéreos, 2000 tanques e outros carros de combate e mais de 1000 canhões de grande alcance. Desta forma, a Rússia considera estar a cumprir a tarefa de desmilitarização do regime ultranacionalista, neonazi e pró-nato na Ucrânia.

Apesar dos acordos internacionais vigentes nas Nações Unidas e promovidos pela União Europeia (UE) que limitam a exportação e livre comércio de armas, a Rússia afirma que os países ocidentais e da Europa particularmente, empreendem uma táctica activa de exportação sem limite de armamento pesado para o exército de ucraniano.

Conforme explica o diplomata, abertamente, o ocidente contrasta a reacção russa, de desmilitarização daquele país, o que representa grande perigo ainda, porque o envio descontrolado do armamento pesado e antiaéreo à Ucrânia, pode fazer com que as referidas armas caiam nas mãos de qualquer pessoa, algumas das quais bandidas, que depois, com o mesmo arsenal bélico, podem livremente cruzar fronteiras e atacar outros países europeus.

“São muitos refugiados que saem da Europa, atravessam fronteiras, mas parece que a sociedade europeia não percebe os perigos disto, daqueles nazistas que fogem com armas na mão e depois, ninguém sabe onde vão usá-las, o que aumenta o perigo criminal dentro dos países”, alertou Surikov, referindo que quase 1 milhão de pessoas refugiaram-se na Rússia, maioritariamente ucranianos, em várias zonas do país, fugindo dos nazistas, e que o governo de Putin desdobra-se para prestar assistência humanitária.

“É de lamentar que o regime continue agarrado ao ultranacionalismo que está perto do nazismo e não aceder a um acordo para pôr fim a esta situação. Nós vemos uma incoerência na posição da Ucrânia, porque nas conversações, depois do encontro em Istambul (cidade turística da Turquia), que contou com a participação dos ministros das Relações Exteriores dos dois países, se acordou uma coisa, mas no encontro seguinte, o acordado foi abandonado, e a Ucrânia apareceu com outras ideias. E esta incoerência não contribui na solução do conflito, na busca da paz”, lamentou o embaixador.

 

OPERAÇÃO RUSSA VAI CONTINUAR NA UCRÂNIA

Tudo depende da reacção e abertura da Ucrânia ao acordo de neutralidade em relação a NATO que a Rússia impõe como condição para pôr fim a sua operação militar naquele país, além da necessidade de recuo dos regimes neonazis e ultranacionalistas que o Zelensky e seus aliados europeus tentam implementar. Por isso, segundo o embaixador russo em Moçambique, enquanto persistir a incoerência por parte de Zelensky, a operação russa vai continuar a cumprir todas as metas que consistem na desmilitarização e captura e destruição dos batalhões neonazistas e ultranacionalistas, bem como levar a barra do tribunal especializado todos aqueles culpados de crimes.

“Ainda não se sabe dos detalhes sobre o mecanismo, mas pouco a pouco se formaliza. De momento, a tarefa principal é militar”, frisou Surikov.

 

O OCIDENTE E A PROPAGANDA DE GUERRA NA UCRÂNIA

Muitas informações difundidas pela imprensa dos países ocidentais são “fake news”, tal como sublinhou o embaixador, lamentando o facto de a imprensa russa, a RT e Sputnik, ter sido banida em vários países europeus.

“Esta gente se esqueceu da liberdade de imprensa e de expressão, por isso a imagem é totalmente distorcida.”

Para Surikov, o mundo vê o que a média ocidental mostra.

“Com a ajuda aberta dos países ocidentais que praticamente controlam a média internacional, se lança ao público, uma enorme quantidade de mentiras que são fáceis de provar a sua natureza ‘fake’. Mas aquelas partes que mostram a actuação da Rússia não chegam à opinião pública mundial. Inclusive a imprensa moçambicana mencionou vários casos de bombardeios nas zonas civis, numa estação em Kramatorsk e Bucha perto de Kiev, que temos provas de que foi uma montagem. Já se conhecem pessoas, carros que traziam cadáveres, numa operação com conselheiros britânicos bem conhecidos”, rebateu o embaixador russo.

Segundo explica, na operação em Kramatorsk, com o lançamento de míssil contra uma estação ferroviária, facilmente se prova que o engenho pertence ao exército ucraniano, porque nas tropas russas, já não usam aquele tipo de armamento, que considera ser um modelo antigo.

“E cada um destes episódios de propaganda ocidental, que pintam como actos desumanos das tropas russas são todas fake news”, classificou o diplomata repetindo, que “isto é uma ordem estrita do nosso comandante-chefe das tropas, presidente Putin, as nossas acções militares nunca têm alvos civis”.

A Rússia afirma que tem vindo a enviar comboios às zonas libertadas para assistência humanitária à população em situação de carência, sem água, energia, e telecomunicações, infra-estruturas destruídas pelos próprios exércitos ultranacionalistas ucranianos.

“Este perfil desumano das tropas nacionalistas é bem visível”, reiterou o embaixador que acrescenta que “uma vez terminada a operação vai ser mostrado ao público, com milhões pessoas a testemunharem o que conseguiram ver com seus próprios olhos, quem atirava, cercando civis.

Surikov voltou a afirmar que a Rússia realiza exclusivamente operações contra objectos militares. Trata-se de grandes confrontos. Mais de 100 mil pessoas continuam isoladas na zona oriental daquele país, junto de Donbass. Paulatinamente, as instalações militares ucranianas estão a ser destruídas. Não pode ser uma acção rápida porque não deve envolver vítimas, ou perdas humanas e materiais em ambos lados.

Em adição, Surikov também disse que as tropas russas aplicadas na operação estão numa proporção de 10 para 6, isto é, 6 russos para 10 ucranianos; e 6 para 1, 1 russo para 6 ucranianos, respectivamente. Isto significa, segundo o diplomata, que os efectivos russos na Ucrânia estão em menor número que os ucranianos. Tal facto decorre da estratégia que a Rússia está a utilizar na Ucrânia que consiste no uso de armamento de pontaria exacta e fina, aplicada apenas contra alvos à distância, e não um combate corpo-a-corpo.

Portanto, nas zonas libertadas da Ucrânia, a vida ocorre normalmente. Onde não há instalações militares ucranianas, não há destruição.

Desde o princípio foram tomados sob controlo alvos críticos como instalações de produção de energia nuclear, hidroeléctricas, havendo confrontos apenas em zonas onde há concentração de tropas ucranianas.

 

SANÇÕES “SEM IMPACTO” PARA OS RUSSOS

Neste capítulo das sanções, o embaixador russo começou por esclarecer que a Rússia não foi suspensa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tal como tem vindo a ser propalado, mas sim do Conselho de Direitos Humanos da ONU, um organismo não compulsivo, nem vinculativo.

“É de lamentar que os países tratem a Rússia desta maneira, mas nós sabemos qual foi o preço disso. Sabemos que muitos países foram pressionados, obrigados pelo ocidente, a votarem desta maneira, mas a prova obtida sob pressão não é válida. Por isso, nós temos boas relações com a maioria dos países do mundo. A maioria dos países do mundo não compartilha destas ideias de sanções americanas e europeias, por isso a Rússia não se sente isolada”, comentou o embaixador russo.”

O representante de Putin, em Moçambique, disse que a Rússia tem relações normais com a maioria dos países que representam a maioria dos povos do mundo.

“Sabemos isto e, por isso, estamos tranquilos. Nós não fizemos nada mal a ninguém. A causa desta operação é justa. A causa foi a defesa da minoria do povo russo-falante que foi objecto do genocídio aberto; e a defesa da soberania da Rússia, porque foi abertamente posta sob perigo da aproximação da estrutura militar da Nato, que não é um bloco defensivo, mas militar e agressivo, que já tem historial de guerras; no Iraque, Líbia, Síria, Afeganistão; que são resultados deste bloco que eles pintam como defensivo, mas que todo mundo sabe que é um bloco sob comando americano que visa o seu papel de dominar o mundo, mas nós não compartilhamos desta ideia de “uni centrismo mundial” e muitos outros países também. E a época de uni centrismo americano no mundo já está em declínio, por isso, aqueles que não entendem isso vão ter um futuro com deficiência e vão ver que isto é uma via errónea”, detalhou o diplomata acrescentando que muitos países apoiam abertamente a Rússia, com simpatia e assegurando a sua boa relação e entendimento, apesar de posição nos organismos internacionais onde são obrigados a votar contra.

“Nós temos recursos suficientes, esforços para aguentar esta pressão. Nós estamos plenamente conscientes de que a causa desta operação é justa. Aqueles que não entendem, podemos explicar-lhes mais vezes. E eu penso que vai chegar o momento onde vamos mostrar todas as provas de genocídio do povo ucraniano pelos ultranacionalistas. As sanções não têm nenhum impacto…e não vão ter. Basta virar o mapa do mundo para ver isso. A Rússia não é um país qualquer, pequeno, limitado em recursos. A Rússia é um continente, que tem vizinhos grandes, um país autossuficiente em caso de necessidade”, afiançou.

 

APROXIMAÇÃO DA NATO JÁ ERA PREVISÍVEL

Ainda sobre a resiliência russa, o embaixador explicou que, na sua história, a Rússia viu tantas agressões, acções de países ocidentais, invasões de Napoleão, de Hitler, entre outras. “O povo russo sofreu muitas guerras e sempre saiu vencedor, por isso que não tenho dúvida que a operação na Ucrânia vai ter sucesso”, garantiu.

Entretanto, o diplomata nega que a Rússia se tenha preparado para a guerra com a Ucrânia.

“Nós não nos preparamos para as guerras, isto é uma outra visão. A guerra não foi preparada. Para nós também foi uma surpresa. Nos últimos 30 anos, a NATO teve 5 ondas de aproximação à Rússia. A Ucrânia foi praticamente o último país por detrás dos planos da Nato. Se no dia seguinte, os Estados Unidos da América quisessem instalar seus mísseis na Ucrânia (convidada para a Nato) já estariam na nossa porta, por isso essa aproximação de perigo já era previsível. Não foi a nossa escola, foi contra as promessas feitas. Por isso, durante algum tempo sabíamos que aconteceria algo hostil ao nosso país e já vínhamos tomando decisões de preparação económica para nossa independência, caso algo como isto acontecesse.

“O nosso país é bastante grande, e geograficamente bem posicionado, mas em casos de surpresa nós sabemos como resolver, temos recursos para aguentar a pressão”, reiterou o diplomata.

 

BAIXAS EM AMBOS LADOS

O embaixador russo lamentou o facto de ser inevitável que durante as operações militares, todos sofram baixas.

Segundo Surikov, nos efectivos russos aplicados na operação foram registadas mais de 1500 baixas, e do lado ucraniano são cerca de 30 mil, metade dos quais feridos e outros aniquilados. Entretanto, fazendo uma análise comparativa, o embaixador considera que a operação teve baixas mínimas, pelo menos até agora.

“Mas são seres humanos, heróis, e por isso, nós cuidamos das suas famílias, porque deixaram suas casas por uma causa justa. Mesmo assim, não queremos mais baixas em ambos lados, embora essa não seja uma escolha, porque enquanto eles retardarem o acordo, tudo é imprevisível. Por isso, quanto antes empreenderem passos concretos e firmes rumo ao acordo com obrigações juridicamente vinculativas de que este país nunca representa perigo para os seus vizinhos, quanto antes chegarem à compreensão da necessidade do acordo, haverá paz. Mas os seus patrocinadores não querem. Para eles, a Ucrânia é campo de batalha para atingir a Rússia”, concluiu o embaixador russo que considerou de correcta a decisão de Moçambique e de outros países africanos, de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia.

O Governo sul-africano decretou o Estado de Calamidade na província de KwaZulu-Natal, onde inundações, provocadas por chuvas torrenciais, causaram a morte de mais de 340 pessoas e a destruição generalizada na costa oriental do país.

Chuvas torrenciais caíram, esta semana, na África do Sul, e provocaram inundações, consideradas as piores da história de que se tem memória. Não é para menos, são milhares de pessoas dadas como mortas e destruições generalizadas. As chuvas provocaram o desabamento de estradas e pontes, varreram casas e provocaram deslizamentos de terras na costa oriental da África do Sul.

As inundações, segundo a RFI, já causaram 340 vítimas mortais, prevendo-se que o número continue a aumentar, à medida que as operações de busca e salvamento prosseguem. Ainda se desconhece o número de deslocados e desaparecidos, que as autoridades acreditam ser “exponencial”.

“Nossos pensamentos estão com o povo de KwaZulu-Natal, que está a ser afectado pelas graves inundações, que já levaram à perda de muitas vidas e destruíram casas, empresas e infra-estruturas públicas”, disse Cyril Ramaphosa, em comunicado.

O Presidente da África do Sul visitou as áreas mais afectadas na região da cidade portuária de Durban, e descreveu a situação como “uma catástrofe de enormes proporções” e relacionou-a directamente com as mudanças climáticas, tal como já o tinha feito o chefe do Governo da província de KwaZulu Natal, Sihle Zikalala.

“O momento e a gravidade da catástrofe das cheias indicam claramente que vivemos tempos de desequilíbrio ecológico, alterações climáticas e degradação ambiental”, reflectiu Sihle Zikalala, citado pela Lusa, depois de admitir que se trata de tempos de “desastre sem precedentes” para a região.

Por esta razão, as autoridades sul-africanas declararam o Estado de Calamidade em KwaZulu-Natal, o que permitirá à região aceder a recursos especiais do Governo para fazer face aos danos. O Chefe de Estado sul-africano garantiu que as restantes províncias do país estão a enviar ajuda humanitária, meios e pessoas para aquela província.

No entanto, em pontos como o bairro de Reservoir Hills, moradores que perderam tudo nestas cheias disseram à Lusa estar a ser ignorados pelas autoridades e fizeram protestos que tiveram de ser dispersados pela Polícia. Contingentes policiais foram mobilizados para lidar com tentativas de saques em algumas partes da província e o Exército tem tropas no terreno, para apoiar os esforços de resgate.

Por causa do mau tempo, “os helicópteros de resgate estão a enfrentar baixa visibilidade atrasando a retirada dos sobreviventes. A media local divulgou imagens do resgate de uma menina de 10 anos que perdeu a família inteira que desapareceu numa ponte inundada”, escreve o Notícias ao Minuto.

O porto de Durban, a zona de transporte de carga marítimo mais importante de todo o continente africano, teve de suspender as suas operações e os caminhos-de-ferro da zona também sofreram danos significativos.

Grandes fábricas, como a unidade de montagem que a Toyota tem em Durban, também foram completamente inundadas e tiveram que interromper as actividades.

Na sequência desta catástrofe natural, vários líderes mundiais e do continente africano manifestaram a sua solidariedade para com a África do Sul e enviaram mensagens de condolências. Em nota, o secretário-geral da ONU, por exemplo, diz que está triste com a perda de vidas e danos na província de KwaZulu-Natal.

António Guterres expressou solidariedade e disse que a ONU está pronta para apoiar no que for preciso. Ele afirmou que está triste com a perda de vidas e os danos à infra-estrutura da província.

A Rússia pediu apoio diplomático ao Brasil junto do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e G20 para combater as sanções impostas pelo Ocidente, na sequência da invasão à Ucrânia.

De acordo com a agência Reuters, citada pela CNN Portugal, que teve acesso à carta, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, escreveu ao ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, a pedir “apoio para evitar acusações políticas e tentativas de discriminação por parte de instituições financeiras internacionais e fóruns multilaterais”.

“Como sabe, a Rússia está a enfrentar um período desafiador de turbulências ao nível económico e financeiro, provocado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e os seus aliados”, acrescenta. Por isso, “agora, mais do que nunca, é crucial preservar um clima de trabalho construtivo e a capacidade de promover o diálogo no FMI, no Banco Mundial e no G20”.

Esta carta, que não faz qualquer menção à palavra guerra, tem a data de 30 de Março e foi entregue ao ministro da Economia brasileiro na quarta-feira pelo embaixador da Rússia em Brasília.

Confrontos entre manifestantes palestinianos e agentes da Polícia israelita, na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, o primeiro desde o início do Ramadão, provocaram cerca de 100 feridos esta manhã.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, 90 feridos foram transferidos para hospitais em Jerusalém e dezenas foram tratados no local.

O primeiro relatório, citado pela mesma fonte, dava conta de 59 feridos nos confrontos matinais na Cidade Velha de Jerusalém Oriental, um sector palestiniano ocupado, desde 1967, por Israel, número revisto em alta em menos de duas horas.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, ao início do dia, dezenas de homens encapuzados, com bandeiras palestinianas e do movimento de resistência islâmica Hamas, no poder na Faixa de Gaza, entraram na esplanada com pedras e a Polícia foi forçada a entrar no local para dispersar a multidão e remover as pedras.

Na Esplanada, situa-se a mesquita de Al-Aqsa, construída numa colina, que é um dos locais mais sagrados dos judeus, o Monte do Templo, esperando as autoridades dezenas de milhares de palestinianos em Al-Aqsa para as orações dos muçulmanos hoje.

A Jordânia administra a Esplanada das Mesquitas, onde se encontram a Mesquita de Al-Aqsa e a Cúpula do Rochedo, mas o acesso ao local, mesmo junto ao Muro das Lamentações, é controlado por Israel.

A violência em Jerusalém surgiu na sequência de uma série de ataques em Israel e de operações israelitas na Cisjordânia, outro território ocupado desde 1967 pelo Estado judaico.

Desde 22 de Março, Israel foi atingido por quatro ataques, os dois primeiros por árabes israelitas ligados ao grupo extremista Estado Islâmico e os dois últimos por palestinianos da região de Jenin, na Cisjordânia, tendo morrido pelo menos 14 pessoas nesses ataques.

 

Subiu de 133 para 148 o número de pessoas que morreram nas Filipinas devido ao desabamento de terras e inundações causadas pela tempestade tropical Megi, de acordo com os últimos dados oficiais divulgados, esta quinta-feira, pelas autoridades locais.

Dezenas de pessoas ainda estão dadas como desaparecidas, já que a tempestade, a mais forte a atingir o arquipélago este ano, forçou vários milhares de pessoas a procurarem refúgio em centros de acolhimento.

Na província de Leyte, a mais afectada, os deslizamentos de terra devastadores destruíram comunidades agrícolas e pesqueiras, varrendo casas e transformando a paisagem.

A tempestade Megi entrou na costa leste das Filipinas no domingo, causando inundações e aluimentos de terras no centro e no sul do país.

O Papa Francisco visitou, ontem, em Roma, capital da Itália, um estabelecimento penitenciário para celebrar a missa de Quinta-feira Santa, a tradicional missa de lava-pés.

Durante a cerimónia, o Sumo Pontífice lavou e beijou os pés de 12 reclusos para recordar o gesto de humildade de Jesus para com os seus apóstolos na noite anterior à sua morte.

Segundo o Notícias ao Minuto, este é um gesto que acontece pela sexta vez numa cadeia, desde o início do seu pontificado, em 2013.

Na missa, participaram 200 reclusos e outros funcionários do estabelecimento prisional.

Nesta Sexta-feira Santa, segundo a CNN Brasil, dia em que os cristãos relembram a morte de Jesus por crucificação, Papa Francisco preside a dois serviços, incluindo uma procissão à luz de velas (Via Sacra) ao redor do Coliseu de Roma.

Na noite de sábado, o Papa deve celebrar uma missa da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro. No domingo de Páscoa, o dia mais importante do calendário litúrgico cristão, o Sumo Pontífice reza a missa na Praça de São Pedro e, em seguida, entrega a sua mensagem e bênção semestral “Urbi et Orbi” à cidade e ao mundo.

+ LIDAS

Siga nos