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O País – A verdade como notícia

Cerca de 2,1 milhões de ucranianos já regressaram ao país, diz a Organização das Nações Unidas (ONU), citada pelo Observador.

“Os movimentos pêndulo de pessoas que vão e vêm da fronteira para visitar familiares, verificar as suas propriedades ou voltar ao trabalho estão a aumentar”, afirmou esta sexta-feira a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

De acordo com a agência da ONU, o número de ucranianos que fugiram do país devido à guerra russa atingiu os 6,6 milhões de pessoas.

Segundo a ONU, a Polónia recebeu 3,5 milhões de ucranianos, mais da metade do total dos que fugiram da guerra iniciada pela Rússia há cerca de três meses, mas o fluxo de pessoas para este país da União Europeia diminuiu de cerca de 100.000 chegadas diárias em Março para cerca de 20.000 actualmente.

“Os novos refugiados chegam de zonas fortemente afectadas pelo conflito, alguns depois de passarem semanas escondidos em abrigos antiaéreos e caves, muitas vezes em estado de stress e ansiedade”, adiantou a porta-voz.

A estes 6,6 milhões de refugiados juntam-se os deslocados internos na Ucrânia causados pelo conflito, que, segundo as Nações Unidas, ultrapassam os oito milhões de pessoas.

A cimeira climática COP27 deve reconhecer o impacto da crise económica e da guerra na Ucrânia para acelerar o financiamento ao desenvolvimento energético em África, incluindo o gás natural, afirmou hoje a secretária-geral adjunta da organização, Amina Mohammed.

Segundo a dirigente, “a COP27 deve produzir um pacote abrangente de apoio à África que transforme a ambição africana de mitigação, adaptação e financiamento numa realidade e na vida das pessoas. Isso significa levar em consideração a actual situação global”, afirmou Amina Mohammed, na sessão de encerramento do Fórum de Governação 2022, organizado pela Fundação Mo Ibrahim.

Um elemento essencial deste pacote, segundo escreve o Notícias ao Minuto, citando Amina Mohammed, “deve ser uma transição energéticajusta, e equitativa para África, que reconheça a situação e circunstâncias únicas e especiais de África e inclua abordar e financiar um ‘mix’ energético de transição, reduzir as emissões e fornecer acesso à energia aos 600 milhões de africanos que não têm acesso à eletricidade”.

A União Europeia e outros países anunciaram durante a COP26, no ano passado, em Glasgow, o fim do financiamento a projectos de exploração de hidrocarbonetos no estrangeiro para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover as energias renováveis.

Porém, essa estratégia é criticada por dirigentes africanos, que reclamam a necessidade de explorar os próprios recursos naturais para promover o desenvolvimento socioeconómico, lembrando que o continente teve pouco peso na crise climática.

Um estudo da Fundação Mo Ibrahim, publicado esta semana, estima que as reservas de gás em África em 2020 chegavam a 12 biliões de metros cúbicos, recurso explorado sobretudo pela Argélia, Egito e Nigéria, mas existente também em Angola, Guiné Equatorial, Líbia, e Moçambique.

Dados indicam que África representou 41% das novas descobertas de gás natural no mundo entre 2011 e 2018.

“Como o continente que menos contribuiu para a crise climática, apenas 2% das emissões históricas, África merece o mais forte apoio e solidariedade possíveis”, argumentou Amina Mohammed.

A 27.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27) decorre em Novembro em Sharm El-Sheik, no Egito.

A China e a Rússia vetaram, esta quinta-feira, durante o Conselho de Segurança da ONU, a resolução dos Estados Unidos que impunha novas sanções à Coreia do Norte, devido às experiências com mísseis balísticos que tem vindo a fazer.

Enquanto Pequim e Moscovo vetaram a resolução, os outros 13 membros votaram a favor do texto que previa a redução das importações de petróleo bruto e refinado por Pyongyang.

Segundo a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, muitos dos aliados dos EUA lamentaram a sua insistência em realizar uma votação, mesmo sabendo que a China e a Rússia a vetariam.

Entretanto, os EUA dizem que o pior seria não fazer nada e “deixar que os testes [da Coreia do Norte] continuassem sem reacção.”

Ao falar sobre o disparo de mísseis balísticos, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que o fenómeno é “uma ameaça à paz e segurança de toda a comunidade internacional”.

Já o embaixador da China, Zhang Jun, advogou, após a votação, que a decisão dos Estados Unidos “afastou o Conselho do diálogo e da conciliação” e apelou para o recurso ao diálogo.

Seis países da África Austral propuseram, ontem, a criação de um mercado de crédito de marfim e a venda de stocks desse produto, para angariar fundos destinados à conservação e gestão de elefantes e desenvolvimento comunitário.

Trata-se do Zimbabwe, Botsuana, Tanzânia, Namíbia, África do Sul e Zâmbia. Os seis países assumiram o compromisso numa Conferência de Conservação do Elefante Africano, na qual participaram 14 países africanos, no Zimbabwe.

No encontro, estiveram também representantes do Japão e da China, considerados mercados potenciais para o marfim. No evento não se fez referência à questão do abate de elefantes.

O mercado de crédito de marfim proposto pelos mentores da ideia seria semelhante aos créditos de carbono para arrecadar fundos com vista a gerir as manadas de elefantes e o desenvolvimento comunitário.

Os seis países da África Austral comprometeram-se, também, a gerar receita através da venda de produtos de elefantes e animais selvagens, no sentido de desenvolver um instrumento viável que permitirá vender stocks de marfim e arrecadar fundos para conservação.

O Zimbabwe, por exemplo, garante que tem mais de 130 toneladas de marfim no valor de cerca de 600 milhões de dólares, mas não pode vender por impedimento da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.

A proibição do comércio de marfim está em vigor desde 1989, mas o Botswana, a Zâmbia, a África do Sul e o Zimbabwe beneficiaram de vendas especiais permitidas pela CITES em 1999 e 2008.

Os países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) adoptaram, esta quinta-feira, uma resolução apresentada pela Ucrânia que condena a agressão militar russa e, em particular, os ataques contra as infraestruturas de saúde ucranianas, escreve o Observador.

Dentro do painel de 194 países que integram esta agência do sistema das Nações Unidas, a resolução foi adoptada por 88 votos a favor, 12 contra e 53 abstenções.

A resolução não prevê sanções contra a Rússia dentro da organização da ONU, mas reconhece o recente pedido do gabinete europeu da OMS de suspender reuniões, seminários, reuniões técnicas e conferências da organização em território russo.

Dados recentes da OMS, citados pelo Observador, indicam que 256 estruturas sanitárias ucranianas já foram atacadas e 75 pessoas morreram entre profissionais de saúde. Este balanço poderá ser utilizado em futuros processos relacionados com crimes de guerra.

A OMS exortou a Rússia a “cessar imediatamente” os ataques contra hospitais e outras infraestruturas de saúde.

 

Cerca de 50 civis foram assassinados, na quarta-feira, num ataque, por supostos extremistas islâmicos no leste do Burkina Faso. A informação foi divulgada, ontem, num comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Moradores de Madjoari, uma localidade bloqueada por extremistas islâmicos que tentavam sair dela, foram alvo de indivíduos armados não identificados. O balanço provisório aponta para cerca de 50 mortos, acrescentou”, disse o governador da região leste, coronel Hubert Yameogo, citado no comunicado.

À semelhança de outras comunas do norte e leste do Burkina Faso, Madjoari foi bloqueada pelos extremistas islâmicos que atacam nessas regiões.

Privados de abastecimentos, os habitantes tentam escapar ao cerco desde a semana passada.

Foram “estas populações que foram interceptadas e executadas pelos terroristas, acrescentou um dos habitantes, especificando que todas as vítimas são homens”.

O governador assegurou que “estão em curso acções de segurança para restabelecer a tranquilidade”.

O ataque de quarta-feira vem na sequência de outros registados recentemente em Madjoari contra militares e civis.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos criticou, esta quinta-feira, a posição da China perante a invasão das tropas russas na Ucrânia. Falando durante um discurso na Universidade George Washington, Antony Blinken referiu que a cooperação entre os dois líderes era uma sinal alarmante.

“A defesa da guerra por parte de Pequim devia fazer soar os alarmes para todos nós”, admitiu o secretário de Estado dos EUA, considerando que este “é um momento pesado para o mundo”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O responsável norte-americano lembrou ainda que “mesmo quando a Rússia estava a mobilizar tropas para invadir a Ucrânia, a amizade entre os dois países nem estremeceu”. “Os países declararam que a amizade que unia os dois países era sem fronteiras”.

Ainda quanto a Taiwan, Blinken reafirmou que a posição do seu Governo face a Pequim não mudou, após recentes declarações do presidente Joe Biden que permitiram leituras ambíguas sobre a atitude de Washington perante um eventual conflito com a independência de Taiwan na mira.

“O que mudou foi a crescente coerção de Pequim, como o facto de tentar colocar fim às relações de Taiwan com outros países e bloquear qualquer participação (da ilha) dentro das organizações internacionais”, denunciou Blinken.

O novo líder do Estado Islâmico, Abu Hasan al-Kureshi, foi detido na semana passada em Istambul, na Turquia, segundo escreve o “Observador”.

Abu Hasan al-Kureshi, que ascendeu à liderança do grupo extremista após a morte do seu antecessor em Fevereiro último, foi detido durante uma operação especial secreta conduzida pela Divisão de Inteligência e Anti-terrorismo de Istambul.

De acordo com o “Observador”, que cita o site de notícias turco Odan TV, apesar de tratar-se de um líder de um grupo extremista, não terá sido disparada uma só bala e, nos próximos dias, o presidente Recep Tayyip Erdoğan daria mais detalhes.

A detenção só foi possível porque a polícia teve informação de que Abu Hasan al-Kureshi estaria em Istambul, daí que a corporação montou uma operação de vigilância, que culminou com detenção do alegado terrorista.

Abu Hasan al-Kureshi, segundo o “Observador”, terá sido interrogado por especialistas tanto da Divisão Anti-terrorista como da Divisão Nacional de Inteligência turcas e terá revelado “informações muito importantes” sobre a organização.

A Coreia do Norte poderá enfrentar mais sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), que vai hoje votar, a pedido dos EUA, uma resolução para endurecer as sanções contra o país asiático, depois de este ter efectuado o disparo de um míssil balístico intercontinental.

Os Estados Unidos da América, que presidem ao Conselho de Segurança da ONU, elaboraram um projecto de resolução que, entre várias acções, vai restringir ainda mais as importações de petróleo da Coreia do Norte.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, o documento pede uma redução, dos actuais quatro milhões de barris de petróleo para três milhões de barris, da quantidade que a Coreia do Norte pode importar legalmente a cada ano para o uso civil.

E mais, a acção prevê a redução das importações de petróleo refinado, de 500.000 para 375.000 barris, e reforçar as sanções marítimas.

Por outro lado, os EUA vão vedar as exportações de relógios e combustíveis minerais de Pyongyang.

Ainda neste contexto, há possibilidade de a Coreia do Norte ter inibido a possibilidade de importar meios de informação e comunicação, prevendo sanções contra empresas e indivíduos, incluindo a Haegumgang Trading Corporation, que terá assinado um contrato, no valor de seis milhões de dólares, para fornecer a Moçambique mísseis terra-ar, radares e sistemas portáteis de defesa anti-aérea.

Segundo a Lusa, a resolução congelaria ainda os activos globais da Korea Namgang Trading Corporation, que envia trabalhadores norte-coreanos ao exterior para gerar rendimentos para o Governo, e o grupo Lazarus, acusado de actividades cibernéticas para contornar as sanções internacionais.

A proposta avançada pelos Estados Unido da América, segundo a imprensa internacional, poderá ser travada pela China e Rússia, que já tinham dito que queriam ver novas negociações e não mais punições para Pyongyang.

Aliás, “não achamos que uma resolução proposta pelos EUA possa resolver qualquer problema”, disse a missão da China na ONU.

Refira-se que, poucas horas antes, a Coreia do Norte testara, num curto espaço de tempo, três mísseis, entre os quais um presumível míssil balístico intercontinental.

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