Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Oitenta e quatro instalações de saúde foram danificadas pelas inundações em KwaZulu-Natal, na África do Sul. Para reparar os danos, o Governo provincial diz que serão necessários cerca de 184 milhões de rands.

Continua por apurar o número de estragos e o impacto real das inundações que, na semana passada, devastaram a província de KwaZulu-Natal, e deixaram 448 pessoas mortas e mais de 40 mil deslocados.

Sobre os óbitos, as autoridades dizem que mais de 300 autópsias foram realizadas e os restantes corpos aguardam pelo mesmo processo. As comunidades foram orientadas a informar às autoridades sempre que identificarem corpos não reclamados.

Na terça-feira, o ministro e vice-ministro da Saúde visitaram KwaZulu-Natal. Num dos hospitais mais afectados, 40 camiões-cisternas tentavam fornecer água para mitigar a crise.

Segundo os dirigentes, em todas as unidades sanitárias afectadas pelas inundações, já há condições para o funcionamento normal, à excepção de um centro de saúde comunitário que teve de fechar as portas completamente devido à gravidade dos danos.

Contudo, os pacientes da referida unidade foram transferidos para outras instalações e o Governo mobilizou, igualmente, clínicas móveis para as áreas devastadas.

As tropas russas tomaram Kreminna, a primeira cidade do leste da Ucrânia, em Lugansk, na ofensiva para conquistar o Donbass (uma bacia hidrográfica com área de 98 900 km² e que compreende uma região histórica, geográfica e cultural do extremo leste da Ucrânia e sudoeste da Rússia).

De acordo com as autoridades da região, citadas pela Euronews, a cidade foi bombardeada continuamente e, em horas, ficou tomada pelos russos. As tropas ucranianas tiveram de se retirar.

Moradores que fugiram da cidade dizem que não conseguem contactar familiares e amigos que ficaram.

Na sua rede social telegram, o chefe da Administração Militar Regional anunciou o momento em que “Kreminna” é perdida para a Rússia.

“Neste momento, o controlo sobre a cidade de Kreminna está perdido”, escreveu Serhii Haidai, horas depois de ter publicado que a cidade estava a ser atacada em massa.

Haidai anunciou ainda que quatro civis foram abatidos a tiro enquanto tentavam fugir de carro.
“Os civis naquela instalação estavam lá apenas para serem usados como escudos humanos”, referiu Haidai.

 

São necessários mil milhões de rands para reconstruir KwaZulu-Natal da catástrofe causada pela chuva torrencial, que há uma semana fustiga a África do Sul. Só para a área de infra-estruturas rodoviárias, o custo preliminar está estimado em pelo menos 5.6 mil milhões de rands.

Ainda não há cálculos exactos dos danos resultantes da devastação causada pelas chuvas torrenciais em KwaZulu-Natal, na África do Sul. Porém, o governo diz que serão necessários mil miliões de rands para reerguer a província costeira onde a catástrofe deixou mortes, destruição de infra-estruturas essenciais e milhares de pessoas deslocadas.

“Queremos ser científicos e não alarmistas sobre isso, e garantir que cobrimos todos os sectores afectados”, disse o primeiro-ministro de KwaZulu-Natal, Sihle Zikalala, que, respondendo sobre um suposto saque de fundos, avisou que o governo provincial será implacável na prevenção de qualquer corrupção à medida que os recursos forem canalizados para recuperação e reconstrução.

“Queremos dizer, sem qualquer equívoco, que todos os recursos alocados para mitigar o impacto das enchentes e para o processo de recuperação e reconstrução serão utilizados de acordo com a rectidão fiscal, prestação de contas, transparência e abertura”, referiu.

Falando à imprensa, o governante disse que houve lições durante a gestão de fundos da COVID-19, daí que nenhuma má administração e fraude serão toleradas. Queremos assegurar que ninguém poderá encher bolsos à custa do sofrimento do povo.

Várias estradas, pontes e outras infra-estruturas essenciais foram completamente arrasadas, sendo eThekwini, iLembe, uGu e King Cetshwayo algumas áreas mais afectadas.
De acordo com Sihle Zikalala, além de 443 mortes e 63 pessoas desaparecidas, 13.556 residências foram afectadas. Destas mais de 8.329 casas parcialmente danificadas e 3.937 habitações completamente destruídas.

Citado pela News24, Zikalala afirmou que o custo preliminar estimado na área de infra-estruturas rodoviárias é de 5,6 mil milhões de rands e incluiu 1.369 projectos em toda a província.

O caos causado pelas chuvas torrenciais em KwaZulu-Natal, África do Sul, é demais para o problema limitar-se só à província devastada, disse o Presidente Cyril Ramaphosa, esta noite, numa comunicação à Nação, durante a qual declarou um Estado Nacional de Desastre e anunciou um plano de mitigação.

Segundo o Chefe de Estado sul-africano, diz a News24, “a designação de um desastre provincial é inadequada para lidar com os danos sofridos em KwaZulu-Natal. Este desastre tem implicações além de KwaZulu-Natal. Os danos no porto de Durban têm um impacto de longo alcance do que apenas em KwaZulu-Natal”.

Cyril Ramaphosa explicou que a tarefa imediata é abrigar as pessoas que foram deslocadas pelas inundações, que mataram, até esta segunda-feira, pelo menos 443 pessoas e outras 63 são dadas como desaparecidas.

A economia mais pujante da África Austral mergulhou num dos maiores dramas da sua história e urge recuperá-la, uma recuperação no meio do susto que ainda ensombra o país, desde que a pandemia da COVID-19 fustigou, sem precedentes, a terra do rand.

Ramaphosa assegurou que os preparativos para fornecer abrigos temporários às pessoas afectadas estão em andamento e espera-se que a construção dessas unidades comece até ao fim desta semana.

Ainda em relação às medidas para mitigar o sofrimento da população, a assistência financeira, através de um sistema de vouchers, está a ser disponibilizada às famílias de modo que reconstruam as suas casas parcialmente danificadas, acrescenta a News24, salientando o Presidente que advertiu sobre a necessidade de não haver espaço para corrupção.

Contudo, “um dos desafios mais urgentes nas áreas afectadas é garantir o fornecimento de água potável, comida e abrigo”, estando em curso, neste sentido, “um extenso trabalho para restabelecer os serviços básicos, como água, electricidade, saneamento e remoção de resíduos em várias áreas” de KwaZulu-Natal.

“Esses esforços estão a ser prejudicados por danos nos principais sistemas de abastecimento de água e inacessibilidade de algumas áreas. Portanto, o reparo em algumas dessas áreas levará tempo”, afirmou o Presidente sul-africano.

Prosseguindo, Ramaphosa informou que o Departamento de Água e Saneamento está a liderar os esforços para restaurar o abastecimento do precioso líquido em diferentes áreas do município de eThekwini, cujas infra-estruturas foram gravemente assoladas.

Na próxima semana, Ramaphosa vai solicitar uma sessão conjunta da Assembleia Nacional para garantir que supervisione as acções de socorro às populações, escreve a News24.

O Fundo de Solidariedade, criado no auge da pandemia da COVID-19, como plataforma para quaisquer acções de ajuda, abrirá uma conta bancária separada para os sul-africanos e parceiros internacionais doarem dinheiro para apoio.

A Agência Federal de Transportes Aéreos da Rússia prorrogou esta segunda-feira até 25 de Abril o encerramento temporário de 11 aeroportos no centro e sul do país, em vigor desde 24 de Fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, escreve a SIC Notícias.

Os aeroportos afectados pela medida, cujo prazo antes da nova prorrogação era 19 de Abril, estão localizados nas cidades de Anapa, Belgorod, Bryansk, Voronezh, Gelendzhik, Krasnodar, Kursk, Lipetsk, Rostov-on-Don, Simferopol e Elista.

Segundo a agência, citada pelo Notícias ao Minuto, todos os outros terminais aeroportuários, tanto para voos domésticos como internacionais, estão a funcionar normalmente.

A Rússia lançou a 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

As inundações e deslizamentos de terra que afectam a província de KwaZulu-Natal, no Leste da África do Sul, desde semana passada, já mataram 443 pessoas. De acordo com os dados actualizados, este domingo, pelas autoridades locais, o número de vítimas mortais subiu de 395 para 443 e 63 pessoas continuam desaparecidas, escreve o Observador que cita Lusa.

A maioria das vítimas é da região de Durban, na costa leste do país, onde fortes chuvas têm vindo a causar inundações e deslizamentos de terras.

A destruição já deixou mais de 40 mil pessoas desabrigadas, interrompeu a distribuição de energia e água e suspendeu as operações num dos portos mais movimentados da África, o da cidade de Durban.

A chuva continua a cair em alguns lugares, mas de forma insignificante em comparação com os dias anteriores, alertou o Instituto Nacional de Meteorologia.

“O risco de inundações é hoje baixo em KwaZulu-Natal. A precipitação se dissipará completamente entre quarta-feira e o fim da próxima semana”, disse Puseletso Mofokeng, do Instituto Nacional de Meteorologia, citado pelo Notícias ao minuto.

Nos últimos dias, ministros e líderes tradicionais têm estado no terreno a avaliar a extensão dos danos e a apoiar os enlutados.

Segundo a Agência France-Presse (AFP), citada pelo Observador, há famílias dizimadas, que perderam vários membros em poucos segundos. Há também menores que afogaram-se ou foram enterrados em deslizamentos de terra.

Robert McKenzie, que faz parte da equipa de socorro disse, segundo o Observador, que o número de casos relacionados com inundações diminuiu.

Dados oficiais indicam que cerca de 340 membros dos serviços sociais foram destacados para prestar apoio psicológico nas áreas afectadas. Os produtos alimentares, uniformes escolares e cobertores ainda estão a ser distribuídos.

Mais de 250 escolas foram afectadas, quase 4.000 casas arrasadas e mais de 13.500 danificadas. Também muitos hospitais foram danificados.

As autoridades estimam centenas de milhões de euros de prejuízos, numa região que já tinha sido destruída em Julho, durante uma onda de tumultos e pilhagens.

Estão a ser recolhidas doações de todo o país, incluindo dos postos de bombeiros, e o Governo já anunciou 63 milhões de ajuda do fundo de emergência.

Em comunicado, o presidente Cyril Ramaphosa informou na noite de sábado que adiou a viagem de trabalho que faria à Arábia Saudita e vai concentrar seu trabalho no desastre e fará uma reuniao com ministros para avaliar a resposta à crise.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu ao mundo que se preparasse para um eventual ataque com recurso a armas nucleares pela Rússia. Zelensky diz que não se deve esperar até que a Rússia comece a atacar, o mundo deve preparar-se, primeiro, para esse momento.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, o líder ucraniano apontou para a necessidade de aquisição de medicamentos, face a uma série de ataques protagonizados pela Rússia, mas também para que haja abrigos antiaéreos.

Zelensky vai mais além, dizendo que é preciso que se fale com a Rússia, de modo a assinar tratados e que mais sanções lhe sejam impostas, porque “os russos podem usar qualquer arma, estou convencido disso”. “Não só eu, mas penso que o mundo inteiro, todos os países devem estar preocupados”, escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.

Por seu turno, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que só utilizará armas nucleares na Ucrânia em caso de “ameaça existencial” à Rússia.

A força aérea da Nigéria anunciou que matou mais de 70 alegados membros do grupo extremista Estado Islâmico, no norte do país, junto à fronteira com o Níger. Os ataques terão sido lançados na zona do Chade, conhecida por acolher os militantes do Estado Islâmico.

O grupo extremista Estado Islâmico, na África Ocidental (ISWAP), está activo naquela região desde 2016.

Os ataques protagonizados pelo ISWAP e outro grupo extremista Boko Haram já mataram mais de mil cidadãos em 10 anos e causaram mais de dois milhões de pessoas deslocadas.

Segundo o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, “as missões realizadas a 13 de Abril de 2022 sobre locais suspeitos identificaram um grande número de terroristas e um provável campo logístico”.

O porta-voz da Força Aérea nigeriana Edward Gabkwet diz que os ataques aéreos foram conduzidos em cooperação com aparelhos das forças aéreas da Nigéria e do Níger.

As tropas governamentais nigerianas combatem também grupos fortemente armados no noroeste e tensões separatistas no sudeste do país.

Pelo menos 32 pessoas, membros de uma das maiores igrejas de Zimbabwe – Igreja Cristã de Sião – morreram e várias outras ficaram feridas num acidente de autocarro no leste do Zimbabwe.

De acordo com  o porta-voz da Polícia, Paul Nyathi, citado pela Angop, disse à televisão estatal que 29 passageiros tiveram morte imediata quando o autocarro que os transportava para um evento de celebração da Páscoa se despistou e caiu numa ravina, enquanto outros três morreram já no hospital da cidade de Chipinge, na província oriental de Manicaland.

Investigações feitas indicam que o veículo que transportava os fiéis estava sobrelotado.

De acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, os acidentes como este são comuns nas estradas do Zimbabwe, que tem a taxa mais elevada de mortes nas estradas da África Austral, com uma média anual de 665 mortos e 10 mil feridos.

A OMS estima que 50% de todas as mortes são de motoristas de autocarro e dos seus passageiros.

+ LIDAS

Siga nos