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O País – A verdade como notícia

Morreu, hoje, aos 90 anos, o ex-Presidente queniano, Mwai Kibaki, que liderou o país durante mais de uma década.

A informação foi divulgada pelo actual Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, que afirmou que Mwai Kibaki será sempre lembrado como um cavalheiro na política do país.

O Antigo professor de economia, formado no Uganda e em Londres, tornou-se o terceiro Presidente da história do Quénia em 2002, ao terminar com a governação autoritária de Daniel Arap Moi, que durou mais de 24 anos.

O ex-chefe de Estado foi vice-Presidente, de 1978 até 1988, e assumiu outros cargos de gabinete, sendo ministro de Finanças, de 1978 até 1981, ministro do Interior, de 1982 até 1988 e ministro da Saúde, de 1988 até 1991.

De todos cargos, notabilizou-se como ministro das Finanças pelo seu papel no desenvolvimento da economia queniana, protagonizado pelo plano Vision 2030, mantido pelo seu sucessor, o actual estadista do país.

Foi decretado um período de luto nacional até ao pôr-do-sol no dia em que Kibaki vai ser enterrado, com todas as bandeiras em meia haste.

O Presidente ruandês, Paul Kagame, negou hoje que o seu país esteja “a negociar seres humanos”, nas suas primeiras declarações sobre um plano do Reino Unido para enviar requerentes de asilo para o Ruanda.

“Não estamos a negociar seres humanos, por favor. Na realidade estamos a ajudar”, disse o chefe de Estado, num seminário virtual com a Universidade Brown, nos Estados Unidos, segundo noticia o Notícias ao Minuto.

De acordo com o controverso plano, anunciado na semana passada pelo chefe do executivo britânico, Boris Johnson (Partido Conservador), o Reino Unido irá transferir para o Ruanda os requerentes de asilo que atravessam o Canal da Mancha, como parte de uma nova estratégia de combate à imigração ilegal e aos grupos criminosos que a apoiam.

Kagame, que estava numa visita à República do Congo, Jamaica e Barbados quando o acordo foi assinado, disse hoje que seria errado pensar que o Ruanda está a receber dinheiro pelos migrantes.

O Presidente ruandês explicou que o Reino Unido abordou o seu país por causa da forma como Kigali lidou com a crise dos migrantes na Líbia. Disse, ainda, que em 2018, quando liderava a União Africana, decidiu oferecer abrigo aos migrantes bloqueados na Líbia quando tentavam chegar à Europa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, quase mil migrantes foram acolhidos pelo Ruanda desde então, tendo dois terços deles sido realocados em países europeus e no Canadá.

Kagame considerou ter-se tratado de um processo bem-sucedido para o Reino Unido e outros países europeus, que “têm problemas com as migrações”.

O plano do Governo britânico passa por reenviar homens solteiros que chegam ao Reino Unido provenientes do outro lado do Canal da Mancha em pequenas embarcações, fazendo-os voar 6.400 quilómetros até ao Ruanda, enquanto os seus pedidos de asilo são processados.

No âmbito do acordo, inspirado nos que se aplicam na Austrália e em Israel, Londres financiará inicialmente o dispositivo no valor de 120 milhões de libras (144 milhões de euros) e o Governo ruandês esclareceu que ofereceria a possibilidade aos migrantes de se estabelecerem permanentemente no país, se assim o desejarem.

A iniciativa foi criticada pela Igreja anglicana, políticos e pela ONU, através do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que expressou, no dia do anúncio, a sua forte oposição ao plano britânico.

Mais de 160 organizações não-governamentais classificaram a medida como “cruel e mesquinha”, tendo sido também criticada por alguns deputados conservadores, enquanto o líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, a apelidou de “impraticável” e com custos “exorbitantes”.

Os migrantes há muito que chegam ao Reino Unido através do norte de França, seja escondidos em camiões ou em ferries, ou – cada vez mais desde que a pandemia de COVID-19 fechou outras rotas em 2020 – em jangadas e pequenas embarcações, em travessias organizados por traficantes.

Mais de 28.000 pessoas entraram no Reino Unido em pequenas embarcações no ano passado, contra 8.500 em 2020 e apenas 300 em 2018. O registo de mortes não tem parado de aumentar.

Os governos britânico e francês trabalharam durante anos para impedir as travessias do canal, sem grande sucesso, trocando frequentemente acusações sobre quem é o culpado do fracasso.

O presidente da Ucrânia revelou, ontem, que o seu homólogo russo Vladimir Putin se recusa a estabelecer um cessar-fogo temporário durante a Páscoa ortodoxa, que começou a ser assinalada hoje. Volodymyr Zelensky diz que a posição russa “mostra muito bem como os líderes deste Estado tratam realmente a fé cristã”.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, inclusive o Papa Francisco e o secretário-geral da ONU, António Guterres, tinham apelado para o estabelecimento de um cessar-fogo de quatro dias para que os fiéis cristãos pudessem celebrar a Páscoa ortodoxa.

“Infelizmente, a Rússia rejeitou a proposta de estabelecer uma trégua” e isso “mostra muito bem como os líderes deste Estado tratam realmente a fé cristã”, disse o líder ucraniano, citado pelo Notícias ao Minuto, acrescentando que “mantemos a esperança. Esperança pela paz, esperança que a vida vença a morte”.

Até hoje, no seu 57.º dia, a ofensiva militar russa na Ucrânia já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) acusou, esta quinta-feira, o Presidente angolano, João Lourenço, de usar as suas deslocações às províncias, onde tem inaugurado diversas infra-estruturas, como actos de campanha eleitoral, criticando o financiamento público “encapotado” aos actos político-partidários, escreve o Observador.

As críticas, segundo a fonte, surgiram durante o debate sobre transparência eleitoral na Assembleia Nacional, iniciativa do grupo parlamentar do MPLA (no poder) que não poupou também farpas aos seus principais opositores, a quem recomendou que preparassem as suas máquinas partidárias e evitassem o “discurso da desconfiança”.

Franco Marcolino Nhani, deputado da UNITA, salientou que a transparência eleitoral é requerida não apenas no período eleitoral, mas também no que o antecede “quando se definem as regras do jogo”, criticando o que apelidou de “financiamento público encapotado” do partido do poder, nomeadamente o uso de automóveis, aviões e outros recursos públicos que são usados por titulares de cargos públicos para fins partidários durante o período pré- e eleitoral, em violação da lei.

“Esta discussão só será útil se todos os envolvidos assumirem o compromisso de corrigir o que está mal em matéria de transparência eleitoral e passarem das palavras a actos”, atirou Franco Marcolino.

O deputado da UNITA deu como exemplo as visitas recentes do Presidente João Lourenço, também presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e cabeça de lista do partido às eleições gerais previstas para Agosto de 2022, ao Cuando Cubango e no Cunene, onde “mandaram fechar escolas públicas, usando exercícios fraudulentos ou coação”.

“Utilizaram exercício da função pública do Presidente da República para obrigar alunos e professores a participarem em actividade político-partidário”, denunciou o parlamentar da UNITA, acrescentando que as desigualdades e vantagens ilícitas do candidato natural a Presidente estão a aumentar à medida que aumentou “arbitrariamente” o seu período de campanha eleitoral efectiva de 30 para mais de 120 dias.

“O Presidente em funções faz todas as inaugurações antes da campanha eleitoral, transformando-as em acto político-partidário de campanha, usando recursos e funcionários públicos e paralisando a actividade produtiva do Estado”, criticou, dizendo que as actividades de campanha eleitoral “mascaradas de inauguração de obras públicas” são actos que constituem “violação grosseira” dos princípios constitucionais da transparência eleitoral.

João Lourenço, que foi no início do mês ao Cunene, iniciou, esta quinta-feira, uma visita a Cabinda, onde vai inaugurar um hospital e um terminal marítimo de passageiros. No sábado, já nas vestes de líder do MPLA, João Lourenço preside a um comício naquela que é a região mais a norte do país, onde vários movimentos independentistas reclamam a autodeterminação.

Dez pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas, ontem, após uma explosão numa mesquita muçulmana xiita, no norte do Afeganistão, anunciaram as fontes médicas citadas pelo Notícias ao Minuto.

Segundo o Notícias ao Minuto, Ghawsuddin Anwari, médico responsável pelo principal hospital ao norte de Mazar-e-Sharif, declarou à agência noticiosa norte-americana Associated Press que os mortos e feridos foram levados em ambulâncias e carros particulares para o centro hospitalar.

A explosão na mesquita Sai Doken, ao norte de Mazar-e-Sharif, ocorreu quando muitos fiéis estavam a orar no local, numa altura em que os muçulmanos celebram o mês sagrado do Ramadão e jejuam do nascer ao pôr-do-sol.

“Uma explosão numa mesquita dos nossos irmãos xiitas [minoria no Afeganistão] matou 10 pessoas e feriu outras 15”, disse Asif Waziri, porta-voz da polícia da província de Balkh, da qual Mazar-e-Sharif é a capital.

Também esta quinta-feira, no bairro de Dasht-e-Barchi, em Cabul, onde a maioria dos habitantes é xiita da minoria hazara, uma bomba colocada numa estrada explodiu e feriu duas crianças, de acordo com a SIC Notícias que cita a AP.

Dois dias antes, na mesma zona, várias explosões contra instituições de ensino mataram pelo menos seis pessoas, a maioria crianças, e feriram outras 17.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, manteve, hoje, uma conversa telefónica com seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propondo a negociação como a melhor saída para o fim da guerra que já dura cerca de 60 dias.

Durante a conversa, o Chefe de Estado sul-africano abordou, igualmente, a dependência que vários países africanos têm das matérias-primas provenientes da Ucrânia.

“Tive uma conversa por telefone com o Presidente Zelensky, da Ucrânia, para discutir o conflito na Ucrânia e seu trágico custo humano, bem como suas ramificações globais”, escreveu Ramaphosa no Twitter.

O Presidente sul-africano disse ainda que, durante a conversa com Volodymyr Zelensky, ambos chegaram concordaram com o fim que a guerra deveria tomar.

“Concordamos com a necessidade de um fim negociado”, disse Ramaphosa, destacando, de seguida, a dependência dos países africanos dos produtos importados da Ucrânia, uma vez que “o conflito impactou o lugar da Ucrânia nas cadeias de suprimentos globais, incluindo sua posição como grande exportador de alimentos para nosso continente”.

Por seu turno, Zelensky prometeu futuramente estreitar, profundamente, as relações com a África do Sul, segundo revelou Ramaphosa.

Segundo escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, o Presidente ucraniano escreveu, no Twitter que “tive uma conversa telefónica com Cyril Ramaphosa, falei-lhe sobre a nossa resistência à agressão russa; falámos sobre a ameaça de uma crise alimentar global, o aprofundamento das relações com a República da África do Sul e a cooperação nas organizações internacionais”.

O ex-Presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, será, hoje, extraditado para os Estados Unidos da América, onde deverá responder pelos crimes relacionados com o tráfico de droga e uso de armas de que é acusado.

Segundo escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, a Secretaria de Segurança será responsável pela “execução da ordem de extradição”.

A ordem de extradição de Juan Hernández foi emitida no dia 13 do mês em curso, após a resolução sobre a extradição ter sido assinada pelos 15 magistrados que compõem o Supremo Tribunal de Justiça.

Há uma redução do número de novas infecções da COVID-19 em todo o mundo. Quem o diz é a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que quase um quarto de contágios reduziu só na semana passada.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, dados apontam que cerca de 5,59 milhões de infecções foram registadas no período entre 11 e 17 de Abril, o que representa uma redução de 24% quando comparado com a semana anterior. Em relação às mortes, houve uma redução de 21%.

A redução das infecções por COVID-19 foi registada em todo o mundo, principalmente o continente americano que teve dois por cento.

Face aos registos encorajadores, a OMS alerta que as “tendências devem ser interpretadas com cautela, pois vários países estão a mudar progressivamente as suas estratégias, relativamente aos testes à COVID-19, resultando em números gerais mais baixos de testes realizados e, consequentemente, números mais baixos de casos detectados”.

As estatísticas revelam que, entre os países que registaram maior número de novas infecções na semana passada, estão a Coreia do Sul, com mais de 972.000, França, com mais de 827.000, e a Alemanha, com mais de 769.000, segundo a OMS.

Em relação às mortes, os EUA são os que mais se notabilizaram, seguidos pela Rússia e Coreia do Sul, com 3.076, 1.784 e 1.671, respectivamente.

José Ramos-Horta, eleito pela segunda vez a Presidente da República de Timor-Leste, com 62,09% dos votos, tendo derrotado o actual Chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, disse que vai trabalhar arduamente para honrar a confiança que a população timorense depositou em si para liderar o Estado durante os próximos cinco anos, escreve o Notícias ao Minuto.

“Foi uma grande lição democrática, uma fonte de inspiração para que trabalhe com todas as minhas capacidades para não falhar e não trair a confiança que o povo depositou em mim, a expectativa da população”, afirmou Ramos-Horta, numa conferência de imprensa na sede da campanha em Díli.

“O mundo vive, neste momento, vários problemas graves, mas pelo menos Timor-Leste mandou uma mensagem ao mundo de que a nossa democracia está forte”, acrescentou.

Ramos-Horta disse que, antes de tomar posse, vai dialogar com várias forças políticas. Aliás, é desejo do Presidente eleito promover diálogos amplos com todos os sectores políticos e sociais timorenses, mas com objectivos claros.

“Não tenho inimigos. Temos adversários políticos e é assim que funciona a democracia: uma confrontação de ideias, de programas, um debate claro. Isso é a democracia numa sociedade livre”, afirmou.

“E, por isso, vou procurar diálogo para restaurar a credibilidade da ‘casa sagrada’ que é o Parlamento, respeitando a Constituição e o regimento”, disse ainda.

No seu primeiro discurso público desde que venceu as eleições, Ramos-Horta disse que é crucial “normalizar a situação governativa para poder responder ao impacto económico”, especialmente tendo em conta a grave situação internacional que se vive actualmente.

José Ramos-Horta irá tomar posse, pela segunda vez, a 20 de Maio, data em que Timor-Leste celebra 20 anos da restauração da independência.

Ramos-Horta foi porta-voz da resistência timorense durante a ocupação pela Indonésia e, em 1996, recebeu o Prémio Nobel da Paz em conjunto com o bispo timorense Ximenes Belo.

Depois da independência, foi ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro e Presidente de Timor-Leste.

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