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O País – A verdade como notícia

Morreu, esta segunda-feira, aos 88 anos, o actor brasileiro Milton Gonçalves, figura incontornável da televisão brasileira, escreve a SIC Notícias.

Segundo a família, citada pelo Observador, o actor e director morreu em casa, no Rio de Janeiro, por consequências de problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020. Na altura, o actor ficou três meses internado e precisou de aparelhos para respirar.

Milton Gonçalves, de acordo com a imprensa local, estreou-se na TV Globo em 1965. Em mais de seis décadas de carreira, o actor venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento do trabalho dos negros. Junto com Célia Biar e Milton Carneiro integrou o primeiro elenco de actores da TV Globo, onde fez mais de 40 novelas.

Estrelou ainda programas humorísticos, minisséries e outras produções de sucesso, como as primeiras versões de “ (1970), “ (1972) e “ (1976). Também se destacou em “ (1979) e “Caso verdade” (1982-1986).

No ramake da novela “Sinhá Moça” (2006), repetiu o personagem Pai José que tinha feito na versão original e, desta vez, conseguiu indicação para o prémio de melhor actor no Emmy Internacional. Na cerimônia, apresentou o prémio de melhor programa infanto-juvenil ao lado da actriz americana Susan Sarandon. Foi o primeiro brasileiro a apresentar o evento.

Sua última novela foi “ (2018), no papel de Eliseu, um catador de materiais recicláveis. Depois, esteve na minissérie” (2019), inspirada na obra homônima de Edney Silvestre, e interpretou o aposentado Orlando, que com a ajuda da neta se tornava Papai Noel no especial de Natal” (2019).

No cinema, Milton Gonçalves estrelou mais de 50 filmes, como “Cinco vezes favela” (1962), “Gimba, presidente dos Valentes” (1963), “A rainha Diaba” (1974), “O beijo da mulher aranha” (1985), “O Que é isso, companheiro?” (1997) e “Carandiru” (2003).

Segundo a Globo, o velório de Milton Gonçalves está marcado para às 9h30 desta terça-feira (31) no Theatro Municipal, no Centro do Rio. A cerimónia será aberta ao público. Às 13h, o corpo do actor segue para o Cemitério do Caju, onde será cremado.

Viúvo, Milton Gonçalves deixa três filhos e dois netos.

 

A gigante russa do gás Gazprom anunciou ontem que a partir desta terça-feira vai cortar o fornecimento de gás à empresa neerlandesa GasTerra depois desta se ter recusado a pagar à estatal russa através do Gazprombank, escreve a Euronews.

“A Gazprom Export informou à GasTerra da cessação do fornecimento de gás a partir de 31 de maio de 2021 e até que o pagamento seja feito de acordo com os mecanismos estabelecidos pelo decreto do presidente russo, Vladimir Putin, que estabelece o pagamento em rublos”, informou o consórcio russo na sua conta no Telegram.

A Gazprom lembrou que a empresa dos Países Baixos recusa-se a aceitar as exigências do Kremlin de pagar em rublos, de acordo com o decreto de Putin e o mecanismo proposto pela Rússia para combater as sanções ocidentais em represália à campanha militar russa na Ucrânia.

Anteriormente, países como Polónia, Bulgária e Finlândia recusaram-se a pagar o gás em rublos, após o qual Moscovo cumpriu a sua ameaça e cortou o fornecimento a esses países.

Segundo Moscovo, cerca de metade dos importadores estrangeiros de gás russo já abriram contas no Gazprombank para pagar segundo o esquema proposto pelo Kremlin, que prevê a conversão de moeda estrangeira em rublos.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, defendeu que esta medida visa “garantir a entrada de moedas estrangeiras, a sua conversão em rublos e o pagamento em rublos do gás fornecido”.

De acordo com a agência oficial russa TASS, citada pela Euronews, mais de 20 empresas já abriram contas no Gazprombank, de acordo com as exigências do Kremlin, incluindo a empresa italiana de energia Eni, o consórcio alemão Uniper e a francesa Engie.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, ontem, que demitiu o chefe dos serviços de segurança de Kharkiv porque “não trabalhava na defesa da cidade” desde o início da invasão russa.

Zelensky aproveitou a visita à cidade para oficializar demissão, escreve o Notícias ao Minuto.

“Vim, vi e demiti o chefe dos serviços de segurança da região [de Kharkiv], porque ele não trabalhava na defesa da cidade desde os primeiros dias desta guerra, mas só pensava em si mesmo”, afirmou.

“Cheguei lá, percebi o que se passava e demiti o chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia na região, visto que ele não se esforçou para defender a cidade desde os primeiros dias da guerra, pensando apenas nos seus interesses pessoais. Quais foram os seus motivos? Está em curso uma investigação policial. Um terço da região de Kharkiv ainda está sob ocupação. Vamos conseguir libertar todo o território, e todos devem trabalhar com vista a esse resultado, quer ao nível local, quer a nível regional”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que o Presidente ucraniano saiu de Kiev, desde que começou a guerra, segundo a SIC Notícias.

 

 

A Assembleia Nacional da República Centro-Africana aprova, por aclamação, a abolição da pena de morte, revelou o presidente do Parlamento.

“O Parlamento adoptou, por aclamação, a lei que extingue a pena de morte”, disse o presidente da assembleia nacional do país, Simplice Mathieu Sarandji, sob aplausos. Agora, a lei agora terá de ser promulgada pelo Presidente Faustin Archange Touadéra, citado pela DW.

A última execução na República Centro-Africana data de 1981. O país junta-se, assim, à lista de países africanos que aboliram a pena de morte nos últimos anos, depois do Chade em 2020 e da Serra Leoa em 2021.

O país da África central, com cerca de 5,5 milhões de habitantes, tem sofrido nas últimas décadas com guerras civis, a última das quais começou há nove anos.

Um avião com 22 pessoas a bordo desapareceu este domingo nas montanhas do Nepal, de acordo com informações da companhia aérea e do governo. Aeronave perdeu o contacto com a torre de controlo logo após a descolagem.

A pequena aeronave que operava para uma companhia aérea privada daquele país asiático perdeu o contacto com a torre de controlo logo após a descolagem, pelas 9h55, segundo o Notícias ao Minuto.

O voo programado duraria 15 minutos, entre a cidade turística de Pokhara para a cidade montanhosa de Jomsom. Três membros da tripulação e 19 passageiros estavam a bordo do avião, disse o porta-voz.

A polícia local informou que não tem ainda informações sobre a aeronave Twin Otter, que pertencia à Tara Air, e as buscas estão em curso.

Apesar da chuva que tem caído na região, nos últimos dias, os aviões continuam a voar. Os aviões nessa rota voam entre montanhas antes de aterrarem num vale.

É uma rota popular entre os estrangeiros que fazem caminhadas nos trilhos das montanhas e também entre peregrinos indianos e nepaleses que visitam o venerado templo de Muktinath.

Dezasseis Pessoas perderam a vida na madrugada deste sábado, na vizinha áfrica do sul, em consequência de um acidente de viação que envolveu 10 viaturas, incluído um transporte público de passageiros que estava lotado.

O acidente que causou morte 16 pessoas ocorreu por volta das 02:00 deste sábado, na N3 entre Peter Brown Drive e a rampa de Chatterton Road em Pietermaritzburg, quando supostamente se soltaram as rodas de um camião, tendo causado o seu capotamento.

Nesta sequânica, de acordo com a SABC, foram arrastados outros nove veículos, dos quais um camião, uma camioneta, dois transportes públicos e cinco outros veículos.

O porta-voz do Departamento Provincial de Transportes, Kwanele Ncalane, disse acreditar-se que todas as mortes tenham ocorrido em apenas um dos transportes públicos lotados.

Apesar de informações avançadas indicarem que o autocarro partia de Joanesburgo para Harding, as autoridades dizem estar ainda a apurar.

A Rússia diz que está pronta para ajudar a exportar, sem entraves, os cereais da Ucrânia, que, devido à guerra não têm como sair do país. Vladimir Putin alertou, também, para os riscos de uma maior desestabilização da situação se continuarem as entregas de armas ocidentais em Kyiv.

A Ucrânia, grande exportadora de cereais, sobretudo de milho e trigo, vê a sua produção bloqueada pelos combates no seu território, devido à invasão militar por parte da Rússia, que dura há mais de três meses.

Há dias, o presidente ucraniano alertou para dias difíceis e cenários de fome severa, em algumas partes do mundo, sobretudo em África, caso a guerra e o bloqueio das exportações continuem.

Este sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se aberto a ajudar a encontrar opções para a exportação de cereais sem entraves, incluindo cereais ucranianos, a partir dos portos situados no mar Negro.

A informação consta de um comunicado divulgado após uma conversa telefónica entre Vladimir Putin e o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, que ocorreu no contexto dos receios de uma grave crise alimentar, devido à ofensiva russa na Ucrânia, refere a imprensa internacional.

Putin considerou que as dificuldades relacionadas com as entregas de alimentos foram causadas por “uma política económica e financeira errada dos países ocidentais, assim como pelas sanções antirrussas” impostas por esses países, segundo o comunicado de imprensa.

Um aumento das entregas de fertilizantes e de produtos agrícolas russos poderia diminuir as tensões no mercado agrícola internacional “o que exigirá obviamente o levantamento das sanções apropriadas” contra Moscovo, sublinhou o presidente russo.

A Assembleia Nacional da República Centro-Africana (RCA) aprovou, ontem, por aclamação, a lei que extingue a pena de morte no país. A informação foi revelada pelo presidente do Parlamento do país, Simplice Mathieu Sarandji, citado pelo Notícias ao Minuto.

A lei, segundo Sarandji, terá agora de ser promulgada pelo Presidente do RCA, Faustin Touadéra.

A República Centro-Africana, o segundo país mais pobre do mundo segundo a ONU, foi devastada desde 2013 por uma guerra civil que, no entanto, diminuiu consideravelmente de intensidade desde 2018.

O país junta-se à lista de países africanos que aboliram a pena de morte nos últimos anos naquele continente, depois do Chade em 2020 e da Serra Leoa em 2021.

O país da África central, com cerca de 5,5 milhões de habitantes, tem sofrido nas últimas décadas com guerras civis, a última das quais começou há nove anos.

No final de 2020, o mais poderoso dos muitos grupos armados que então dividiam dois terços do território, lançou uma ofensiva em Bangui, pouco antes das eleições, e Touadéra pediu a Moscovo para auxiliar o seu Exército enfraquecido.

Desde o início de 2021, as forças centro-africanas e os aliados russos expulsaram os rebeldes de grande parte dos territórios e cidades que controlavam, sem, no entanto, poder reinstalar a presença e a autoridade do Estado em todos os lugares e permanentemente.

Cerca de 2,1 milhões de ucranianos já regressaram ao país, diz a Organização das Nações Unidas (ONU), citada pelo Observador.

“Os movimentos pêndulo de pessoas que vão e vêm da fronteira para visitar familiares, verificar as suas propriedades ou voltar ao trabalho estão a aumentar”, afirmou esta sexta-feira a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

De acordo com a agência da ONU, o número de ucranianos que fugiram do país devido à guerra russa atingiu os 6,6 milhões de pessoas.

Segundo a ONU, a Polónia recebeu 3,5 milhões de ucranianos, mais da metade do total dos que fugiram da guerra iniciada pela Rússia há cerca de três meses, mas o fluxo de pessoas para este país da União Europeia diminuiu de cerca de 100.000 chegadas diárias em Março para cerca de 20.000 actualmente.

“Os novos refugiados chegam de zonas fortemente afectadas pelo conflito, alguns depois de passarem semanas escondidos em abrigos antiaéreos e caves, muitas vezes em estado de stress e ansiedade”, adiantou a porta-voz.

A estes 6,6 milhões de refugiados juntam-se os deslocados internos na Ucrânia causados pelo conflito, que, segundo as Nações Unidas, ultrapassam os oito milhões de pessoas.

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