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O País – A verdade como notícia

Uma explosão, numa refinaria ilegal de petróleo no sul da Nigéria, na floresta Abaezi, deixou a região abalada com a morte de mais de 100 pessoas, este fim-de-semana.

A explosão ocorrida entre os estados de Imo e Níger causou vários estragos. Há, ainda, segundo o Notícias ao Minuto, entre os escombros corpos carbonizados. A chuva que caiu no fim-de-semana não ajudou as equipas de salvamento.

Testemunhas pediram ao governo nacional para investigar, à medida que a criação de refinarias ilegais se prolifera pelo país.
O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari considera que a explosão foi uma catástrofe.

As refinarias ilegais têm criado problemas e riscos na Nigéria pois, se por um lado, as difíceis condições económicas levam muitos a arriscar a vida no negócio, o processo destas refinarias não é mais seguro e tem provocado graves acidentes.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, felicitou, ontem, Emmanuel Macron pela sua reeleição ao cargo de Presidente da França.

“Parabéns a Emmanuel Macron pela sua reeleição como Presidente da República Francesa. A França é um dos nossos aliados mais próximos e mais importantes. Estou ansioso por continuar a trabalhar em conjunto em questões-chave, tanto para os nossos países como para o mundo”, escreveu Boris Johnson na sua rede social Twitter, citado pelo Notícias ao Minuto.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, também através do Twitter, felicitou Macron. “Anseio pela nossa boa e contínua cooperação”, rematou.

O Já o chefe do Governo italiano, Mario Draghi, considerou a vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas uma notícia maravilhosa para toda a Europa.

“A vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas é uma notícia maravilhosa para toda a Europa”, afirmou Draghi numa declaração oficial.

Volodymyr Zelensky também felicitou o Presidente francês. Na sua conta Twitter,  Zelensky  considerou Macron um verdadeiro amigo da Ucrânia.

“Desejo-lhe mais sucesso para o bem do povo. Agradeço seu apoio e estou convencido de que estamos a caminhar juntos em direção a novas vitórias. Rumo a uma Europa forte e unida!”, declarou Zelensky.

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, felicitou no domingo à noite o seu homólogo francês, Emmanuel Macron.
“As minhas calorosas felicitações a Emmanuel Macron pela sua brilhante reeleição. Desejo-lhe todo o sucesso no seu mandato presidencial nos próximos cinco anos” escreveu Embaló na rede social Twitter.

Emmanuel Macron foi  reeleito Presidente da França, obtendo entre 57,6% e 58,20% dos votos na segunda volta das eleições, contra 41,80% e 43% de Marine le Pen, a candidata de extrema-direita, segundo as primeiras projecções.

Em 2017, a primeira vez que os dois se enfrentaram nas eleições presidenciais, o centrista Emmanuel Macron venceu com 66,10% dos votos, contra 33,90% de Marine le Pen, ou seja com uma vantagem significativamente mais clara do que nas eleições de hoje, escreve Notícias ao Minuto.

Emmanuel Macron vence as eleições em França e renova mandato como Presidente. A diferença para Le Pen é mais curta do que em 2017, pelo que se congratulou.

“O resultado desta noite, por si só, representa uma vitória”. As ideias que representamos atingem novos patamares na noite das eleições, com mais de 43% dos votos. Milhões dos nossos compatriotas escolheram a União Nacional. Estendo a minha mais profunda gratidão àqueles que confiaram em mim na primeira volta e aos milhões que se juntaram a nós na segunda”, afirmou a líder de extrema-direita, apelidando os resultados desta noite de “vitória retumbante. “Um grande vento de liberdade poderia ter-se levantado sobre o país. A escolha das urnas, que respeito, decidiu de outra maneira”, declarou Le Pen no discurso de derrota, no Pavilhão d’Armenonville, no nordeste de Paris.

“Mais do que nunca, continuarei o meu compromisso com a França e com os franceses. Hoje não tenho ressentimentos nem rancores. Já fomos enterrados mil vezes e mil vezes a história provou que estavam errados aqueles que previam ou esperavam o nosso desaparecimento”, afirmou Marine Le Pen, que prometeu uma “grande batalha eleitoral” nas legislativas, que também se realizam este ano.

Os líderes da União Europeia (UE) felicitaram Emmanuel Macron pela sua reeleição como Presidente da França, com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a congratular-se por a Europa poder “contar com a França por mais cinco anos”.

“Nestes tempos turbulentos, precisamos de uma Europa forte e de uma França totalmente comprometida com uma UE mais soberana e estratégica”, escreveu Charles Michel, que representa os Estados-membros, no Twitter.

No mesmo sentido, pronunciou-se a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Estou ansiosa para continuar a nossa excelente cooperação. Juntos, avançaremos com a França e a Europa”, afirmou.

Na sua intervenção, poucos minutos depois de serem conhecidas as primeiras projecções, tanto Marine Le Pen como Jean-Luc Mélenchon lançaram a sua campanha para as eleições legislativas de Junho em França, ao dizerem, de formas distintas, que a sua batalha começava ontem. É nessas eleições que contam reequilibrar forças e posicionar-se como contrapoder ao Presidente eleito.

“A terceira volta começa esta noite. Nós podemos vencer Macron. Um outro mundo ainda é possível”, declarou Mélenchon, do partido França Insubmissa, que conseguiu o terceiro lugar na primeira volta com apenas menos 400 mil votos do que Marine Le Pen, candidata da União Nacional.

Esta, por sua vez, declarou: “Lançamos esta noite a grande batalha das legislativas, com todos os que tiveram a coragem de se opor a Emmanuel Macron.”

A candidata de extrema-direita Marine Le Pen conseguiu o resultado mais alto das suas três candidaturas presidenciais, estimando-se que tenha obtido à volta de 42% dos votos – uma diferença assinalável para os 34% que conseguiu em 2017 e os 18% de 2012, quando não passou à segunda volta.

Nas últimas eleições, de 2017, a candidata da extrema-direita disputou a segunda volta com Emmanuel Macron, sofrendo uma derrota com 34% face aos 66% de Macron.

Já em 2012, a primeira vez que se apresentou a votos em eleições presidenciais, Marine Le Pen não chegou à segunda volta, acabando atrás do socialista François Hollande e do então presidente em exercício Nicolas Sarkozy (Hollande venceu a segunda volta).

Mesmo assim, Marine Le Pen conseguiu, na altura, superar as votações do pai, Jean-Marie Le Pen, tanto em percentagem como em número de votos, apesar de o pai ter chegado, uma vez, à segunda volta, em 2002 (que perdeu para Jacques Chirac, com uma diferença gigante de 82% para 18%). O pai, fundador do partido então chamado Frente Nacional (mudou o nome em 2018), concorreu a cinco eleições desde 1974 (falhou uma, em 1981, por não ter conseguido assinaturas suficientes).

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi reeleito líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ao obter o apoio unânime de mais de 2.000 delegados.

A nomeação foi apresentada pelo primeiro vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, durante o V Congresso.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o dirigente sublinhou que durante os últimos quatro anos, o PSUV tinha conseguido grandes vitórias para a revolução.

Após a votação, os delegados dos partidos discutiram e aprovaram um novo código de “ética de responsabilidade e disciplina revolucionária” e elegeram também a nova direcção nacional, composta por 40 membros, que devem seguir a “conduta exemplar dos revolucionários”.

Os eleitores franceses são hoje chamados novamente às urnas para escolher o futuro Presidente da França, numa segunda volta que, tal como aconteceu em 2017, é disputada pelo centrista Emmanuel Macron e pela líder da extrema-direita Marine Le Pen.

Na primeira volta, realizada a 10 de Abril, Macron, o Presidente cessante, foi o mais votado dos 12 candidatos na corrida, obtendo 27,85% dos votos, seguido de Le Pen, com 23,15%, segundo os resultados oficiais. Em todo o país, cerca de 48,7 milhões de eleitores franceses são chamados a votar.

Segundo o Notícias ao Minuto, os eleitores podem votar nas urnas entre as 08:00 locais e as 19:00, na maior parte do país, e até às 20:00, nas grandes cidades.

Também em Portugal, 16.023 eleitores inscritos poderão exercer o seu direito de voto nas representações diplomáticas francesas em três cidades: Lisboa, Porto e Faro. Em 2017, o número total de eleitores em Portugal rondou os 14.000.

A campanha eleitoral para esta segunda volta ficou marcada pelo único debate televisivo entre os dois rivais políticos.

O poder de compra dos franceses, a guerra na Ucrânia, a gestão da pandemia de COVID-19, a segurança ou a imigração foram alguns dos temas que dominaram o debate entre os candidatos presidenciais que, segundo a maioria dos estudos de opinião efetuados logo após o frente-a-frente, foi vencido pelo atual Presidente francês.

No contacto directo com os eleitores, os dois candidatos dramatizaram o discurso e lançaram todos os esforços possíveis para conquistar, sobretudo, os votos dos apoiantes de Jean-Luc Mélenchon (esquerda radical), que na primeira volta das eleições foi o terceiro mais votado (22%), e mobilizar os abstencionistas.

Na reta final da campanha, Macron recebeu um apoio de peso, com os primeiros-ministros de Portugal e Espanha e o chanceler alemão a apelarem à votação no governante francês, defendendo que a França deve permanecer do lado dos valores da Europa.

As últimas sondagens mostram que Emmanuel Macron tem entre 10 a 15% de vantagem na intenção de voto face a Marine Le Pen.

A sondagem com maior distância entre o actual Presidente e a líder da extrema-direita é o estudo elaborado pelo gabinete Ipsos-Sopra Steria para a rádio Franceinfo e para o jornal “Le Parisien”, com Macron a chegar a 57% da intenção de votos e Le Pen a ter 43%.

A par das questões internas, o resultado da eleição presidencial em França terá implicações internacionais, numa altura em que o mundo testemunha um conflito na Europa, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

A África do Sul registou ontem o maior número de casos da COVID-19, dos últimos três meses. O ministro da Saúde considerou que se trata do ressurgimento de infecções preocupantes e o sector espera que a situação não saia do controlo.

O Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis na África do Sul anunciou que na sexta-feira houve 4.631 novas infecções pela COVID-19, e no dia anterior tinham sido registados 4.406 novos casos, o que mostra um aumento de quase 1.300 pessoas com o vírus face à média da semana passada.

Mais da metade das 4.631 novas infecções na sexta-feira foi registada na província de Gauteng, a mais populosa, que inclui Joanesburgo, enquanto a província de KwaZulu-Natal, há dias arrasada pelas inundações, registou o segundo maior número de novos casos.

O ministro sul-africano da Saúde, Joe Phaahla, confirmou que, nos últimos dias, há sinais preocupantes de um aumento de infecções. Entretanto, o sector espera que haja mais estabilidade no controlo da pandemia.

No início de Março, o país esteve 48 horas sem uma única morte relacionada com a COVID-19, tendo sido a primeira vez que tal aconteceu desde 2020.

A informação é avançada pelo jornal La Nación, citado pela Lusa, que explica que a razão que leva o Papa a recuar da intenção de ir a Kyiv é não querer colocar em causa o fim da guerra. Francisco disse, igualmente, que não se iria encontrar com o líder ortodoxo russo Cirilo.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, o líder máximo da Igreja Católica diz que não pode “fazer algo que coloque em risco objectivos mais elevados, que são o fim da guerra, uma trégua ou mesmo um corredor humanitário. De que serviria o Papa ir a Kyiv se a guerra continuar no dia seguinte?”.

Sobre a sua relação com o patriarca ortodoxo russo, Francisco diz ser muito boa. O Vaticano esteve a organizar um encontro entre os dois líderes, que deveria ocorrer em Junho, em Jerusalém, considerado um território neutro, mas o mesmo foi suspenso.

“A nossa diplomacia entendeu que um encontro dos dois neste momento poderia causar muita confusão. Sempre promovi o diálogo inter-religioso. Quando era arcebispo de Buenos Aires, reuni cristãos, judeus e muçulmanos num diálogo frutífero, iniciativas das quais mais me orgulho. É a mesma política que promovo no Vaticano”, declarou Francisco.

Mesmo sem poder realizar a visita a Kyiv e ao líder ortodoxo russo, o Papa diz estar disponível e disposto para pôr fim à guerra na Ucrânia, que já matou mais de dois mil civis e fuga de mais de 12 milhões de pessoas, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, o Papa Francisco encontrou-se com o patriarca ortodoxo russo em 2016, em Havana, sendo esta a primeira vez em que os chefes das duas igrejas se reuniram depois do Grande Cisma de 1054.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, vai visitar a Ucrânia na próxima quinta-feira, após reunir-se em Moscovo, na terça-feira, com o presidente russo Vladimir Putin, comunicou o líder da ONU.

De acordo com uma nota enviada às redacções, segundo o Observador, o António Guterres terá uma reunião de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, e será recebido pelo presidente, Volodymyr Zelenskyy.

“Guterres vai encontrar-se também com os membros das agências da ONU para discutir o reforço da assistência humanitária ao povo da Ucrânia”, acrescenta-se no mesmo comunicado.

O líder das Nações Unidas visita Moscovo, na Federação Russa, a 26 de Abril, onde vai encontrar-se com Vladimir Putin. Guterres terá em Moscovo uma reunião de trabalho e um almoço com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e será recebido pelo presidente russo.

A confirmação da visita surge após um pedido feito na terça-feira passada pelo próprio secretário-geral, que, através de uma carta entregue à Missão Permanente da Federação Russa nas Nações Unidas, pediu para ser recebido por Putin.

“O secretário-geral disse que, neste momento de grande perigo e consequências, gostaria de discutir medidas urgentes para trazer a paz à Ucrânia e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional”, disse na quarta-feira o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric.

A viagem de Guterres à Rússia acontece num momento em que o secretário-geral da ONU está a ser duramente criticado pela alegada passividade em tomar medidas concretas para travar a guerra na Ucrânia.

Esta semana, mais de 200 antigos dirigentes da ONU dirigiram uma carta a António Guterres, com um apelo para que seja mais proactivo em relação a esse conflito.

Três civis morreram e mais sete ficaram feridos, esta sexta-feira, após bombardeamentos na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, numa altura em que as forças russas intensificam os ataques no território. A denúncia é das autoridades ucranianas citadas pelo Notícias ao Minuto.

Numa publicação no Telegram, o governador ucraniano, Pavlo Kyrylenko, salientou as mortes de mais três moradores  numa pequena cidade e em duas vilas.

Kyrylenko disse ainda que na tarde de ontem, os russos abriram fogo em 20 territórios povoados na região administrativa de Donetsk e destruíram 34 instalações de infraestrutura civil.

No mesmo dia, o gabinete do procurador de Kharkiv disse no Telegram que foram descobertos dois corpos carbonizados perto da cidade de Izyum. Na publicação, ainda acusou os soldados russos de torturar os moradores e queimar os seus corpos.

 

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