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O País – A verdade como notícia

Os juízes tunisinos vão suspender o trabalho nos tribunais durante uma semana e pretendem realizar uma concentração para protestar contra o que consideram perseguição à classe por parte do presidente do país.

O Presidente da Tunísia, Kais Saied, despediu, recentemente, 57 juízes, acusando-os de corrupção e de terem protegido terroristas numa repressão do poder judicial.

Entre os juízes despedidos está Youssef Bouzaker, o antigo chefe do Conselho Superior da Magistratura, que garantiu a independência judicial em 2011 e introduziu a democracia na Tunísia.

Em reacção, a classe dos juízes votou unanimemente na suspensão dos trabalhos em todos os tribunais durante uma semana, e o início da concentração para protestar contra o que consideram perseguição à classe levada a cabo pelo presidente do país.

A greve terá início esta segunda-feira em todas as instituições judiciais e poderá ser prolongada.

A comunidade internacional já reagiu, tendo os Estados Unidos, por exemplo, considerado que há um atentado contra as instituições democráticas da Tunísia.

A Coreia do Norte disparou hoje oito mísseis balísticos para as águas ao largo da costa oriental, na sequência de três dias de exercícios militares conjuntos das forças armadas norte-americanas e sul-coreanas.

Os disparos, segundo o Notícias ao Minuto, prolongaram-se por 30 minutos. “Os nossos militares reforçaram a vigilância em antecipação de novos lançamentos. A Coreia do Sul e os Estados Unidos cooperam estreitamente e estão totalmente preparados”, disse o Estado-maior sul-coreano.

Este disparo ocorre três dias depois dos exercícios de grande escala dos exércitos norte-americanos e sul-coreanos, com a participação do porta-aviões USS Ronald Reagan, de 100 mil toneladas e propulsão nuclear.

Estas foram as primeiras manobras conjuntas dos dois países depois do novo Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, que prometeu uma política mais firme em relação a Pyongyang, ter sido empossado no cargo, no início de maio. Desde Novembro de 2017 que um porta-aviões não participava nestes exercícios.

Há muito que a Coreia do Norte protesta contra a realização deste tipo de manobras, que vê como um ensaio geral para uma invasão do país.

Um investigador do Instituto Asan de Estudos Políticos Go Myong-hyun considerou que o número invulgarmente elevado de mísseis lançados de uma só vez pela Coreia do Norte parecia ser uma retaliação aos exercícios. “Parece que lançaram oito mísseis porque, aos olhos da Coreia do Norte, a escala das manobras conjuntas aumentou”, explicou.

No mês passado, numa cimeira em Seul com Yoon, o Presidente dos EUA, Joe Biden, garantiu que Washington podia, se necessário, utilizar meios estratégicos para dissuadir Pyongyang.

Horas depois da partida de Biden da região, o regime de Kim Jong-un disparou três mísseis, incluindo um Hwasong-17, considerado o míssil balístico intercontinental mais potente do arsenal norte-coreano.

Os líderes da África Ocidental falharam um acordo sobre sanções contra os regimes golpistas no Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, e voltam a reunir-se no dia 3 de Julho na capital do Gana.

A África Ocidental foi palco de sucessivos golpes de Estado militares em menos de dois anos. O primeiro ocorreu no Mali, em 18 de Agosto de 2020, e foi repudiado pela comunidade internacional.

Os líderes dos Estados membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental reuniram-se com objectivo endurecer as sanções contra os países liderados forçosamente por militares, que recusam entregar o poder aos governos civis eleitos.

Na reunião que decorre a porta fechada, os governantes tentaram decidir o que fazer em relação às duras medidas impostas ao Mali para travar o plano dos militares, que visa estabelecer um período de cinco anos para a transição à democracia.

Entretanto, os chefes de Estado não chegaram a nenhum acordo em relação ao Mali e adiaram decisões sobre punições aos países liderados pelos golpistas para dia 3 de Julho próximo.

Em todos os casos, as juntas militares, excepto do Malí, prometeram transições para o poder civil em prazos não especificados.

Desde 2020, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, alarmada com o risco de contágio na região, multiplicou cimeiras e pressões para acelerar o regresso dos civis à liderança destes países.

Cinco combatentes do grupo extremista islâmico Al-Shabab morreram hoje num ataque aéreo dos EUA na Somália, o primeiro desde que o Presidente Joe Biden aprovou o envio de centenas de soldados em 16 de Maio, confirmou o Governo somali.

De acordo com o Ministério da Informação, Cultura e Turismo da Somália, nenhum civil foi morto ou ferido, dada a natureza remota do local onde ocorreu o confronto.

O ataque foi lançado “em coordenação” com o executivo somali depois de o grupo extremista ter atacado “forças associadas” perto da cidade de Beer Xaani, na região de Baixo Juba (extremo sul).

Segundo escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, os Estados Unidos estão envolvidos em operações militares contra o Al-Shabab na Somália desde pelo menos 2007.

A partir de 2017, os ataques aéreos dos EUA neste país do Corno de África aumentaram significativamente e, até ao final de 2020, o governo do então Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou a retirada de cerca de 750 soldados norte-americanos.

No entanto, o sucessor de Trump na Casa Branca, Joe Biden, ordenou em 16 de Maio a redistribuição de centenas de soldados para a Somália para combater a milícia extremista de forma mais eficaz.

Um alto funcionário da Casa Branca disse que o número de tropas americanas a serem mobilizadas seria “inferior a 500”.

A Human Rights Watch (HRW), outros grupos de direitos humanos e a imprensa já documentaram “perda substancial de vidas civis em ataques aéreos dos EUA e durante operações conjuntas, incluindo ataques que eram aparentes violações das leis da guerra”, alertou aquela organização não-governamental no final de maio.

“As autoridades dos EUA devem ser muito claras sobre como as suas forças evitarão atingir civis somalis durante as operações militares”, disse a diretora do HRW para o Corno de África, Laetitia Bader, em comunicado.

A Al-Shabab, grupo que se juntou à rede Al-Qaida em 2012, leva a cabo com regularidade ataques na capital somali, Mogadíscio, e em outras partes do país para derrubar o governo central e estabelecer pela força um Estado Islâmico Wahhabi (ultraconservador).

A Somália vive um conflito armado desde o derrube do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, que deixou o país sem um governo eficaz e à mercê de senhores da guerra e milícias islâmicas, o que levou especialistas a considerá-la um Estado falhado.

O Sri Lanka está a passar a pior crise económica no país desde a independência, com escassez de alimentos e combustível. No ano passado, segundo o Observador, a produção nacional de arroz foi reduzida para metade.

Para ultrapassar este problema, o Governo do país anunciou, esta sexta-feira, que pediu ajuda urgente às Nações Unidas para reabastecer as suas provisões de produtos alimentares básicos e alertou para a ameaça de fome no país.

O Sri Lanka está a passar pela pior crise económica no país desde a sua independência, em 1948, e enfrenta uma grave escassez de combustível, alimentos e medicamentos devido à falta de moeda estrangeira e à inflação galopante.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, em comunicado divulgado esta sexta-feira, citado pelo Observador, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) quer colocar em prática um “plano de crise para responder à emergência alimentar” e vai fornecer ajuda financeira ao setor agrícola, nas áreas urbanas.

A produção nacional de arroz foi reduzida para metade no ano passado e a nova campanha, iniciada no mês passado, está a ser fortemente afectada pela escassez de fertilizantes, ligada à falta de divisas que impediu a importação desses produtos.

Mergulhado numa crise financeira sem precedentes, o Sri Lanka solicitou também um resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) depois de ter deixado de conseguir pagar a sua dívida externa, que ascende a cerca de 48 mil milhões de euros.

O país, de 22 milhões de habitantes, também tem, desde Maio, um novo primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, que é ainda responsável pelo Ministério das Finanças.

Wickremesinghe sucedeu como chefe de Governo a Mahinda Rajapaksa, forçado a deixar o seu posto na sequência de uma vaga de violência que provocou pelo menos nove mortos no mês passado.

 

 

Passam-se mais de três meses desde que se iniciou a guerra na Ucrânia, que, de acordo com o UNICEF, está a afectar, particularmente, as crianças, a uma dimensão e velocidade nunca antes vistas, desde a Segunda Guerra Mundial.

A actual situação da guerra russo-ucraniana é agravada pela dificuldade de a assistência humanitária chegar aos cerca de 5,2 milhões de jovens, dentro e fora da Ucrânia.

A agência das Nações Unidas estima, ainda, que quase duas em cada três crianças já foram deslocadas devido aos combates.

Já se Passam 100 dias desde que se iniciou a guerra na Ucrânia. Kiev, capital da Ucrânia, diz que a Rússia conquistou um quinto do território ucraniano, mas o fracasso de uma ofensiva relâmpago já retirou cerca de 13 milhões de pessoas das próprias casas. A maioria delas permanece no país, mas a Ucrânia soma, actualmente, cerca de 6,5 milhões refugiados da guerra.

A situação no terreno é acompanhada sob o olhar atento da NATO, que, de acordo com o seu secretário-geral, Jens Stoltenberg, tem “a responsabilidade de ajudar e apoiar a Ucrânia na defesa do seu direito à autodefesa” e ainda “evitar que esta guerra se agrave e se torne numa guerra de pleno direito entre a Rússia e a NATO”.

Após uma passagem pela Casa Branca, onde esteve à conversa com o presidente norte-americano, Joe Biden, Stoltenberg lembrou, ainda, que “as guerras são, por natureza, imprevisíveis e, por isso, temos de estar preparados para o longo prazo”, agora que o conflito “se tornou numa guerra de desgaste em que os ucranianos estão a pagar um preço elevado por defenderem o seu próprio país no campo de batalha”.

Última quinta-feira, Kiev viu o apoio diplomático reforçado pela presença de novos embaixadores dos Estados Unidos no país, Moldávia e Índia.

A Organização Mundial da Saúde (0MS) pediu, ontem, aos doadores internacionais cerca de 140 milhões de euros para ajuda humanitária à Ucrânia e reconstrução do sistema de saúde do país, fortemente danificado após 100 dias de guerra, escreve o Notícias ao Minuto.

Dos 140 milhões de euros pedidos, 75 serão canalizados para a Ucrânia e 63 milhões servirão para ajudar países que acolhem e recebem refugiados daquele país, como a Polónia, a República Checa, a Moldova e a Roménia, explicou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo o responsável, o sistema de saúde da Ucrânia está sob forte pressão, com instalações destruídas e outras a trabalhar no limite, enquanto a necessidade de dar atenção a traumas psicológicos aumenta.

“A OMS está a fazer todos os possíveis para apoiar o Ministério da Saúde ucraniano e enviar bens essenciais, mas o verdadeiro remédio que a Ucrânia precisa é paz. Exigimos que a Rússia acabe com esta guerra”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A organização do sistema das Nações Unidas, com sede em Genebra, lembrou que nos 100 dias que passaram desde o início da invasão russa, em Fevereiro, foram confirmados 269 ataques a instalações de saúde, nos quais pelo menos 76 pessoas morreram e outras 59 ficaram feridas.

“Esses ataques são injustificados e devem ser investigados. Nenhum profissional de saúde deve ser forçado a trabalhar no fio da navalha, mas é isso que está a acontecer com médicos, enfermeiros e condutores de ambulâncias na Ucrânia’, acrescentou o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge.

 

Das pessoas mortas pelos supostos extremistas, dois eram soldados e quatro combatentes civis que apoiavam o exército borquinabe, segundo anunciou o Estado-Maior das Forças Armadas daquele país.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, as Forças de Defesa e de Segurança da aldeia de Djibo, frustraram uma tentativa de pilhagem de várias lojas, planeada por um grupo de homens armados.

Os assaltantes terão disparatado obuses simultaneamente sobre a base do pelotão de segurança e de intervenção da guarda e sobre o 14.º regimento interarmas, enquanto outros tentavam tomar de assalto as lojas.

“Os obuses disparados causaram infelizmente a morte de um militar e de quatro voluntários para a defesa da pátria”, e “oito militares feridos”, disse um responsável do exército. Em resposta sete assaltantes foram mortos.

Segundo as forças armadas, que recentemente garantiram um comboio de abastecimento em benefício dos comerciantes na cidade de Djibo, “este incidente mostra um desejo claro dos grupos terroristas da área, sem fôlego, de se abastecerem de alimentos e produtos essenciais”.

O Burkina Faso, em particular o norte e o leste do país, é alvo desde 2015 de ataques ‘jihadistas’ perpetrados por movimentos filiados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico, que fizeram mais de 2.000 mortos e 1,8 milhões de deslocados.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos nove Estados-membros da Comunidade do Países da Língua Portuguesa (CPLP) organização discutem a cooperação económica na agremiação e os contornos da guerra na Ucrânia.

O encontro que reunir os diplomatas dos Países de Língua Portuguesa que decorre em Luanda, Angola, vai ainda dar uma vista de olhos ao relatório de actividades para a implementação do Programa de Apoio à Integração da Guiné Equatorial (PAIGE) na comunidade e financiadas pelo Fundo Especial da CPLP.

De acordo com o Observador, que cita a Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, disse que vê nesta reunião em Luanda, uma oportunidade de partilhar, “num clima de confiança”, diferentes visões sobre a guerra na Ucrânia.

“Vai ser muito útil porque eu vou poder explicar a visão portuguesa e vou ter oportunidade de ouvir, da parte dos meus colegas, num clima de confiança, aquilo que são as suas maneiras de ver esta situação”, afirmou.

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