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O País – A verdade como notícia

A prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi novamente condenada ao abrigo de uma lei anticorrupção, num processo que a União Europeia considera politicamente motivado pela Junta Militar para excluir a antiga líder birmanesa da vida política.

Sob prisão domiciliária, desde o golpe militar de 01 de Fevereiro do ano passado, a líder deposta pelos militares em Myanmar conheceu, na quarta-feira, uma nova condenação, a terceira num intervalo de cinco meses, devendo permanecer mais cinco anos de prisão ao abrigo da lei anticorrupção birmanesa.

Para a União Europeia, o julgamento de Aung San Suu Kyi foi motivado politicamente. Representa um novo passo para o desmantelamento do Estado de Direito, uma nova violação flagrante dos direitos humanos na Birmânia e outro grande revés para a democracia no país desde o golpe militar de 01 de Fevereiro de 2021.

Nabila Massrali, porta-voz do chefe da diplomacia europeia Josep Borrell, disse que os procedimentos tomados pela Junta Militar são uma clara tentativa de excluir os líderes democraticamente eleitos, incluindo a ex-líder birmanesa e o seu partido, a Liga Nacional para a Democracia, do processo de diálogo inclusivo.

Aung San Suu Kyi, de 76 anos de idade, cumpre a pena de prisão domiciliária há mais de um ano e, assim, deve permanecer durante o seu julgamento. A ex-líder é acusada de uma multiplicidade de crimes, entre os quais a violação de uma lei sobre segredos de Estado, fraude eleitoral, sedição e corrupção, e corre, por isso, risco de um cumulativo de décadas de prisão.

O Governo angolano disse, ontem, que acabou a sensação de impunidade no país, reafirmou que a luta contra a corrupção, iniciada em 2017, continua no topo da governação e os resultados do processo estão à vista de todos.

A 26 Setembro de 2017, o general na reserva João Lourenço tomou posse como o terceiro Presidente que Angola conhece desde a sua independência, em Novembro de 1975.

A poucos meses do fim do mandato, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República de Angola, Adão de Almeida, considera que o combate cerrado à corrupção, iniciado no mandato de João Lourenço, há quase quatro anos, tem sido feito, não com palavras, mas com acção concreta.

Os resultados estão visíveis aos olhos de todos, acabou a sensação de impunidade, melhorou, substancialmente, a qualidade da despesa pública e aumentou, consideravelmente, o rigor na gestão da coisa pública, afirmou Adão de Almeida.

O dirigente não parou por aí, tendo dito que apoiar o combate à corrupção não é uma opção, é uma obrigação patriótica de cada angolano, daí que a luta contra o mal deve ser de todos.

Adão de Almeida defendeu, outrossim, que, entre os angolanos, o crime de peculato assume particular destaque, mas não esgota o vasto leque de condutas que lesam o erário, corroem os pilares da sociedade e comprometem o normal funcionamento da actividade económica.

O ministro falava terça-feira, em Luanda, numa conferência promovida no âmbito das celebrações dos 43 anos da Procuradoria-Geral da República de Angola, tendo, como pano de fundo, a abordagem sobre a recuperação de activos.

E vincou que a realização da justiça, que se quer plena e efectiva, passa por trazer ao domínio público os bens que dele foram ilicitamente subtraídos.

 

 

 

A junta militar maliana acusou as Forças Armadas francesas de “espionagem” e “subversão”, após o Estado-Maior francês ter divulgado vídeos feitos por um ‘drone’ perto de uma base no centro do Mali, entregue pela França.

As autoridades “observaram desde o início do ano mais de cinquenta casos deliberados de violação do espaço aéreo maliano por aeronaves estrangeiras, em particular operadas por forças francesas”, refere Bamako num comunicado citado pela DW.

“Um dos casos mais recentes de violação do espaço aéreo maliano foi a presença ilegal de um ‘drone’ das forças francesas, em 20 de Abril de 2022, sobre a base de Gossi”, pode ler-se num comunicado divulgado pela força no poder em Bamako.

Segundo o Governo do Mali, além de espionagem, as forças francesas são culpadas de subversão ao publicar imagens falsas, fabricadas do zero, para acusar [os soldados malianos] de serem os autores dos assassinatos de civis.

A justiça militar do Mali anunciou também, esta terça-feira ,a abertura de uma investigação após a descoberta de uma vala comum em Gossi (centro), onde Paris acusa mercenários russos de terem enterrado corpos perto de uma ex-base militar francesa.

Segundo a DW, a investigação foi aberta pelo promotor público do tribunal militar de Bamako “por instruções do Ministério da Defesa”.

Segundo a nota, um procurador deslocou-se a Gossi em 23 de Abril, acompanhado por vários investigadores para esclarecer os factos e a opinião pública será regularmente informada do andamento da investigação, cujos resultados serão tornados públicos.

No dia 21 de Abril, dois dias depois de entregar a base de Gossi às Forças Armadas do Mali o exército francês comprometeu-se a combater o que descreveu como um ataque informativo e publicou um vídeo em que surgem o que Paris alega serem mercenários russos a enterrarem corpos perto da base.

As imagens, registadas por um aparelho aéreo não tripulado, mostram soldados a cobrirem corpos com areia e noutra sequência das imagens aparecem dois desses soldados a filmarem os corpos semienterrados.

O Estado-Maior francês garante que são soldados caucasianos e sugere que se trata de membros da empresa militar privada russa Wagner, que identificou em vídeos e fotos tiradas noutros locais.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera elevado o risco de propagação do Ébola na República Democrática do Congo (RDC), mas diz que o país está mais bem preparada que no passado para enfrentar o novo surto que foi detectado.

A razão deste alerta para o risco deve-se às fortes ligações da área afectada com a capital e os Estados vizinhos, justificou a OMS citada pelo Notícias ao Minuto.

“Há que ter cuidado. Mbandaka está muito ligada a Kinshasa. Há que estar alerta e ser vigilante”, disse em Genebra o director de Emergências Sanitárias da OMS, Michel Ryan.

O novo surto foi declarado este fim-de-semana e já matou duas pessoas. Mais de 140 pessoas, consideradas como contactos, estão a ter seguimento epidemiológico na cidade de Mbandaka, capital da província do Equador, no noroeste do país.

Para Ibrahima Socé Fall, director adjunto da OMS para as respostas a emergências, é preocupante que o Ébola tenha voltado a ser detectado em uma zona urbana e com uma elevada densidade demográfica.

“Há risco de propagação através do rio para países como a República Centro-Africana ou a República do Congo (Brazaville). Por isso, estamos a trabalhar com as autoridades e a mobilizar as comunidades, para não perder nenhuma cadeia de transmissão”, acrescentou.

O director de Emergências Sanitárias da OMS sustentou que nesta ocasião as vacinas contra o Ébola estão em todo o país e que, em breve, vai começar a imunização dos grupos de maior risco.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera elevado o risco de propagação do Ébola na República Democrática do Congo (RDC), mas diz que o país está mais bem preparada que no passado para enfrentar o novo surto que foi detectado.

A razão deste alerta para o risco deve-se às fortes ligações da área afectada com a capital e os Estados vizinhos, justificou a OMS citada pelo Notícias ao Minuto.

“Há que ter cuidado. Mbandaka está muito ligada a Kinshasa. Há que estar alerta e ser vigilante”, disse em Genebra o director de Emergências Sanitárias da OMS, Michel Ryan.

O novo surto foi declarado este fim-de-semana e já matou duas pessoas. Mais de 140 pessoas consideradas como contactos, estão a ter seguimento epidemiológico na cidade de Mbandaka, capital da província do Equador, no noroeste do país.

Para Ibrahima Socé Fall, director adjunto da OMS para  as respostas a emergências, é preocupante que o Ébola tenha voltado a ser detectado em uma zona urbana e com uma elevada densidade demográfica.

Há risco de propagação através do rio para países como a República Centro-Africana ou a República do Congo (Brazaville). Por isso, estamos a trabalhar com as autoridades e a mobilizar as comunidades, para não perder nenhuma cadeia de transmissão”, acrescentou.

O director de Emergências Sanitárias da OMS sustentou que nesta ocasião as vacinas contra o Ébola estão em todo o país e que, em breve, vai começar a imunização dos grupos de maior risco.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, visita, hoje, Moscovo, onde vai manter encontros com Vladimir Putin e discutir sobre a ofensiva na Ucrânia. A deslocação de Guterres acontece dias depois das críticas de antigos dirigentes das Nações Unidas à alegada falta de proactividade em relação ao conflito e paz na Ucrânia.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas tem sido alvo de críticas pela sua alegada passividade em tomar medidas concretas para travar a guerra na Ucrânia.

Na semana passada, mais de 200 antigos dirigentes das Nações Unidas enviaram uma carta a António Guterres, pedindo para que seja mais proactivo na mediação do conflito no país invadido pela Rússia, há dois meses.

Segundo os dirigentes, a inércia de Guterres em relação à guerra na Ucrânia poderia levar as Nações Unidas à irrelevância.

Para mudar a situação, o secretário-geral das Nações Unidas visita, esta terça-feira, Moscovo, onde irá encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o chefe da diplomacia russa, para discutir sobre a ofensiva na Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Guterres disse que a organização que representa precisa de passos urgentes para salvar vidas, pôr fim ao sofrimento humano e trazer paz à Ucrânia.

Na sua deslocação a Moscovo, o secretário-geral das Nações Unidas considerou a tensão entre a Rússia, a Ucrânia e o mundo um momento de grande perigo, daí que gostaria de discutir, pessoalmente, medidas urgentes com Vladimir Putin, para trazer a paz à Ucrânia, e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional.

Esta terça-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de impedir a saída de civis numa região da cidade portuária de Mariupol, apesar da criação do corredor humanitário para o resgate de civis.

Por sua vez, a vice-primeira-ministra ucraniana informou que o anúncio russo de um corredor humanitário não foi acordado com a Ucrânia e o país considera que a iniciativa não é segura e, por isso, o cessar-fogo não aconteceu, sobretudo porque a Rússia já violou outros acordos relativos semelhantes para a retirada de civis.

Prometeu e cumpriu. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu reforçar capacidade nuclear do país a “velocidade máxima”.

De acordo com os meios de comunicação públicos norte-coreanos, citados pela Euronews, Kim Jong-un fez o anúncio durante um grande desfile militar em Pyongyang, na segunda-feira, para assinalar os 90 anos das forças armadas da Coreia do Norte.

Kim Jong-un afirmou que o país vai preparar-se para poder utilizar armas nucleares a qualquer altura. Kim disse ainda que não terá outra escolha perante uma eventual interferência estrangeira que procure um conflito militar ou que interfira nos interesses fundamentais da nação.

O aniversário assinala-se numa altura em que a Coreia do Norte está a realizar um número recorde de testes, incluindo o de um “novo tipo” de míssil balístico intercontinental, escreve a Euronews.

A Rússia anunciou hoje um cessar-fogo na cidade de Mariupol, na Ucrânia, para permitir a retirada de civis do complexo industrial Azovstal, onde está o último bastião de resistência da cidade sitiada há várias semanas.

A guerra na Ucrânia já se arrasta há cerca dois meses, desde que a Rússia lançou um ataque em 24 de Fevereiro, uma ofensiva militar que, segundo a ONU, já matou mais de dois mil civis, podendo o número de vítimas ser muito mais.

Os dados a ONU, citada pelo Notícias ao Minuto, apontam, ainda, que já causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país.

Os Estados Unidos da América (EUA) aprovaram, recentemente, o financiamento militar estrangeiro para Ucrânia e outros 15 países aliados e parceiros de 713 milhões de dólares. Do valor a ser desembolsado, grande parte será para Ucrânia, com orçamento de 322 milhões de dólares.

A informação foi avançada pelo secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, citados pela imprensa internacional, numa visita feita à Ucrânia, onde asseguraram que o seu presidente, Joe Biden, vai nomear Bridget Brink, actual embaixadora na Eslováquia, como nova embaixadora na Ucrânia.

Segundo avançou Lloyd Austin, a Ucrânia tem possibilidade de vencer a guerra contra a Rússia, mas é necessário ter um equipamento e o apoio certos. “A primeira coisa para ganhar é acreditar que se pode ganhar. E eles [ucranianos] estão convencidos de que podem ganhar (…) podem ganhar se tiverem o equipamento certo, o apoio certo”.

Esta foi a visita norte-americana de mais alto nível à capital da Ucrânia desde o início da invasão, tendo apenas sido confirmada pela Casa Branca após o regresso de Blinken e Austin à Polónia.

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