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O País – A verdade como notícia

O embaixador da Ucrânia em Israel, Yevgen Korniychuk, pediu hoje ao Governo israelita que venda o seu sistema de intercetação de foguetes militares Iron Dome e mísseis antitanque para defender civis contra a invasão russa.

Durante uma conferência de imprensa em Tel Aviv, o embaixador disse que a Ucrânia quer comprar o sistema Iron Dome (‘Cúpula de Ferro´), alegando que os Estados Unidos não se oporiam a tal venda.

Os Estados Unidos apoiam financeiramente o Iron Dome de Israel há cerca de uma década, fornecendo cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) para a sua produção e manutenção, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.

O sistema Iron Dome foi projetado para intercetar e destruir ‘rockets’ de curto alcance disparados contra Israel.

Korniychuk também disse que Israel recusou na semana passada um pedido dos EUA para a Alemanha entregar mísseis antitanque Spike.

Israel tem limitado o seu apoio à Ucrânia à ajuda humanitária e era o único país que operava um hospital de campanha dentro do país no início do ano.

Israel teme que ajudar a Ucrânia militarmente possa incomodar a Rússia, que tem presença militar na vizinha Síria.

Israel, que realiza ataques frequentes contra alvos inimigos na Síria, depende da Rússia para a coordenação de segurança.

O Banco Mundial aprovou, esta terça-feira, um financiamento adicional de 1,4 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia a continuar a pagar os salários dos funcionários públicos, lê-se num comunicado da instituição citado pelo Notícias ao Minuto.

Com este novo financiamento, a instituição financeira internacional já disponibilizou cerca de 3,7 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia.

Segundo o presidente do Banco Mundial, David Malpass, mais apoio está a ser fornecido à Ucrânia face à guerra em andamento.

“Estamos a trabalhar com países doadores para mobilizar apoio financeiro e aproveitar a flexibilidade de nossos vários instrumentos financeiros para ajudar a proporcionar aos ucranianos acesso a serviços de saúde, educação e proteção social”, afirmou o presidente da instituição, citado no comunicado. No entanto, o executivo não explicou se os novos fundos são um donativo ou um empréstimo.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de Fevereiro criou uma crise humanitária e devastou a economia. Destruiu infraestruturas, bloqueou as cruciais exportações de grãos do país, além de prejudicar a capacidade do governo de pagar suas contas.

O Banco Mundial, segundo o Notícias ao Minuto, estima que a economia ucraniana deve reduzir para metade este ano, como resultado da invasão russa.

Deputados conservadores chumbam a moção para afastar o primeiro-ministro britânico, que ganha um balão de oxigénio de um ano. O resultado mostra, no entanto, um Partido Conservador dividido ao meio. Cento e quarenta e oito tories perderam confiança em Johnson.

Depois de sete longos meses de críticas, denúncias, acusações e pedidos de demissão por causa do escândalo das festas em Downing Street durante a pandemia, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, teve menos de 24 horas para convencer os deputados do seu partido a não apoiarem uma moção de desconfiança à sua liderança. E conseguiu.

Exigida no domingo por 15% da representação parlamentar do Partido Conservador na Câmara dos Comuns (pelo menos 54 deputados), convocada na manhã desta segunda-feira e realizada ao final da tarde, a moção foi chumbada por 211 votos contra 148, segundo os resultados divulgados ao início da noite por Graham Brady, líder do grupo parlamentar Committee 1922.

O desfecho da votação era expectável, tendo em conta que seria necessário que pelo menos 180 dos 359 deputados tories se revoltassem contra o seu líder. Para além disso, é suficiente para Johnson manter a chefia do partido e do Governo britânico. Mais: dá ao primeiro-ministro um “salvo-conduto” de 12 meses, durante os quais não poderá ser novamente alvo de uma moção interna.

Os números finais da votação mostram, no entanto, aquilo que também já se perspectivava: o Partido Conservador, a força eleitoral britânica mais bem-sucedida do último século, que não perde umas legislativas desde 2005, está mais dividida que nunca, e terá de mudar muita coisa se quiser vencer as eleições de 2024.

Através de um curto vídeo partilhado com as televisões britânicas, Johnson falou num “resultado muito bom”, “convincente” e “decisivo”, lembrou que também não tinha muitos apoios quando se apresentou na corrida à liderança, em 2019, e defendeu que agora é possível pôr o “Partygate” “para trás das costas”.

 

INÍCIO DO FIM?

Prova da desunião entre os conservadores foram os comentários de Jacob Rees-Mogg ainda antes de a moção ir a votos. O secretário de Estado para as Oportunidades do “Brexit” – um dos membros mais radicais da facção eurocéptica do Partido Conservador – disse que o “núcleo duro das pessoas que querem ver-se livres do primeiro-ministro” são “remainers descontentes” que ainda estão a “pensar na Europa”.Uma acusação no mínimo discutível, tendo em conta que uma das vozes que se levantaram contra Johnson foi a de Steve Baker, ex-líder do grupo do European Research Group – composto por deputados conservadores brexiteers na Câmara dos Comuns –, considerado o arquitecto da campanha interna para afastar Theresa May e colocar Boris Johnson no seu lugar.O exemplo de May também serve para sublinhar que Johnson está longe de estar seguro no cargo, mesmo depois desta votação. Depois de também ter ultrapassado uma moção de desconfiança, em Dezembro de 2018, e numa altura em que, em plena batalha do “Brexit”, estava muito isolada internamente, a antiga primeira-ministra acabou por cair seis meses depois.Na oposição, acredita-se, por isso, que esta vitória “pírrica” do primeiro-ministro tory, somada aos resultados pouco convincentes do Partido Conservador nas eleições locais do passado dia 5 de Maio e às sondagens que colocam o Partido Trabalhista na primeira posição das intenções de voto, a nível nacional, é, na verdade, “o início do fim” de Boris Johnson.“A História mostra-nos que isto é o início do fim. Se olharmos para anteriores exemplos de moções de desconfiança, mesmo aqueles em que os primeiros-ministros tories sobreviveram (…), os danos já estavam causados e eles acabam, normalmente, por cair relativamente rápido depois disso”, afirmou Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista.

O ministro do Ambiente da República Dominicana, Orlando Jorge Mera, foi morto a tiro, ontem, no seu gabinete, na capital Santo Domingo, por um amigo próximo, que foi detido.

O advogado e político de 55 anos, filho do ex-presidente dominicano Salvador Jorge Blanco (1982-1986), estava à frente do Ministério do Ambiente desde Agosto de 2020.

“Na madrugada de hoje [segunda-feira] o ministro do Ambiente perdeu a vida num ataque armado ao seu gabinete”, disse o porta-voz da presidência, Homero Figueroa, garantindo que o atirador que foi detido e que era amigo pessoal do ministro, escreve o Notícias ao Minuto.

Os disparos ocorreram enquanto o ministro mantinha uma reunião semanal com os seus vice-ministros, adiantaram fontes do ministério.

“As circunstâncias do incidente e sua posterior investigação estão nas mãos das autoridades competentes”, explicou a família do malogrado, em comunicado de imprensa citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo fontes próximas à investigação, Miguel Cruz é um empresário que mantém conflitos com a política do ministro do Meio Ambiente.

O Presidente da República Dominicana, Luis Abinader, lamentou a morte e enviou condolências à família.

Rebeldes ugandeses terão matado 20 pessoas, durante um ataque protagonizado na noite de domingo, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

De acordo com Christophe Munyanderu, coordenador da Convenção para o Respeito dos Direitos Humanos (CRDH), citado pela DW, além das mortes, os rebeldes “queimaram 30 casas e raptaram alguns jovens” durante um ataque que teve lugar em território Irumu, na província de Ituri.

Segundo avançou um activista, a probabilidade de aumentar o número de mortos é maior, uma vez que podem ser descobertos mais corpos à medida que decorre um trabalho de busca por possíveis óbitos.

A cidade já não sofria este tipo de ataques há algum tempo, o que permitiu “o regresso de muitos habitantes, mas agora todos fugiram para a cidade”, disse Munyanderu, que denunciou a presença de bases das ADF em vários pontos próximos da cidade, “sem a mínima reação das autoridades”.

As ADF são um grupo rebelde de origem ugandesa, mas estão actualmente sediadas no nordeste da RDC, perto da fronteira do país com o Uganda.

Segundo o Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, as ADF foram responsáveis por cerca de 1.260 mortes em 2021, sendo o grupo armado mais letal da RDCongo.

Um grupo de homens armados atacou, este domingo, uma igreja católica, no sudoeste da Nigéria e matou 50 fiéis, incluindo mulheres e crianças.

De acordo com a Polícia local, citada pelo Notícias ao Minuto, o ataque aconteceu durante a missa matinal na igreja católica de São Francisco na localidade de Owo, uma região onde os atentados jihadistas e de grupos criminosos não são comuns.

Segundo Funmilayo Ibukun Odunlami, porta-voz da polícia do estado de Owo, citado pela CNN Brasil, os homens armados invadiram a Igreja São Francisco, atiraram contra pessoas dentro e fora do prédio. Os criminosos espalharam dinamite pelo templo provocando explosões.

Ontem, a Organização das Nações Unidas na Nigéria, que coordena o trabalho das agências da organização no país, condenou o ataque armado. P pediu calma e que se levassem os autores à justiça. Até agora, o atentado não foi reivindicado.

“A representação da organização internacional no país condena o ataque contra os fiéis da igreja católica de São Francisco. A equipa envia as mais profundas condolências às famílias e amigos que choram as vítimas deste horrível crime”, disse o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) na Nigéria, Matthias Schmale.

A União Europeia e o Vaticano também condenaram o ataque armado, que o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, considerou um “hediondo assassínio de fiéis”. De acordo com as autoridades locais, citadas pelo Notícias ao Minuto, várias pessoas ficaram feridas.

As mesmas fontes indicaram que foram mobilizadas forças de segurança para localizar os atacantes, cujas identidades são ainda desconhecidas.

A segurança continua a ser um grande desafio no país mais populoso e maior economia de África. No entanto, o estado de Ondo tinha sido, até agora, uma região considerada relativamente pacífica, em comparação com outras zonas da Nigéria, que se debatem com a insegurança e o extremismo islâmico.

 

Homens armados atacaram uma igreja católica no sudoeste da Nigéria, vitimando, pelo menos, 50 pessoas, segundo avançam a Reuters e a Associated Press (AP), citadas pelo Notícias ao minuto. Contudo, as autoridades ainda não confirmaram o número total de vítimas mortais.

A porta-voz da polícia estatal, Ibukun Odunlami, revelou que os homens armados atacaram a igreja com armas de fogo e explosivos.

“Ainda é cedo para dizer exactamente quantas pessoas foram mortas. Mas muitos fiéis perderam a vida, enquanto outros ficaram feridos no ataque”, adiantou a responsável à agência de notícias AFP.

O ataque ocorreu durante as celebrações do domingo de Pentecostes, no estado de Ondo. Entre os mortos estarão várias crianças, segundo disse Ogunmolasuyi Oluwole, representante local, à AP, citada pelo Notícias ao minuto.

Numa entrevista à televisão estatal russa, citada pela RTP, o presidente russo avisou, ontem, que Moscovo irá atacar novos alvos se o ocidente fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia. O anúncio foi feito horas depois que a capital Kiev foi atingida pela primeira vez em semanas.

Se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance, “então tiraremos as conclusões apropriadas e usaremos nossas armas para atacar alvos que não atingimos até agora”, disse Putin.

Mas a resistência dos ucranianos não desarma. Prova disso foi a visita do presidente ucraniano, este domingo, às tropas na linha da frente, na zona de Zaporizhia.

Volodymyr Zelensky agradeceu o serviço e a protecção prestados e fez um minuto de silêncio pelos que caíram em combate.

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que forneceriam à Ucrânia um sistema avançado de mísseis.

A Rússia indicou que, com esse ataque, destruiu veículos blindados entregues à Ucrânia por países do Leste Europeu.

Vinte e cinco pessoas morreram, ontem, num acidente de autocarro, que caiu num desfiladeiro no estado de Uttarakhand, no norte da Índia. A notícia foi divulgada pela imprensa local, citada pelo Notícias ao Minuto.

O autocarro, segundo a fonte, transportava 28 pessoas que faziam uma peregrinação ao tempo Yamunotri, na zona montanhosa de Uttarakhand, quando o veículo caiu num precipício, desconhecendo-se as causas do acidente.

Segundo o India Today, que é citada pelo Notícias ao Minuto, as autoridades já recuperaram os corpos das vítimas e os feridos foram encaminhados para o hospital.

Na Índia, os acidentes rodoviários são frequentes por conta do mau estado das estradas, pelo desrespeito das normas de circulação e pelas condições deficientes dos veículos.

De acordo com os dados mais recentes, em 2019 a Índia registou 449.000 acidentes de viação, nos quais morreram 151.113 pessoas e mais de 451.000 ficaram feridas.

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