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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 38 pessoas morreram, esta terça-feira, num ataque do grupo terrorista Al-Shabab à base militar da missão da União Africana (UA) de Shabelle, no sul da Somália, escreve o Notícias ao Minuto.

De acordo com os mais recentes dados partilhados pelas autoridades locais, morreram 25 soldados do Burundi, oito militares da Somália e cinco civis.

Segundo a fonte, o ataque foi lançado às primeiras horas da manhã, com uma grande explosão seguida de uma intensa troca de tiros, disse Gedi Ahmed, explicando que a missão respondeu ao ataque usando helicópteros, o que mostra a dimensão do ataque dos terroristas.

O ataque foi reivindicado pelo grupo Al-Shabab, que alegou ter morto até 59 soldados e ferido dezenas, e disse que tinha o “controlo total da base militar”, depois de ter iniciado o ataque com atentados suicidas à bomba, segundo os relatos da imprensa local veiculados pela Efe.

Até agora, a missão da UA não confirmou oficialmente o ataque nem o número de baixas.

No entanto, o Governo federal da Somália condenou o ataque e enviou as mais profundas condolências às vítimas e às suas famílias, bem como à UA e ao Governo e povo do Burundi.

O Papa Francisco voltou a dizer que estava disponível para ir a Moscovo e conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, confirmando que já tentou contactar o Kremlin. Numa entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera, Francisco lamentou a falta de resposta pelo Kremlin.

Segundo o Sumo Pontífice, as tentativas de contactar Vladimir Putin surgiram pouco depois da guerra começar, quando quis “fazer um gesto claro para o mundo inteiro” e convocou o embaixador russo em Itália.

De acordo com o Notícias ao Minuto, 20 dias depois de começar a guerra, explica o Papa, foi pedido ao cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano (a quem classificou de um grande diplomata), que “enviasse a Putin a mensagem de que estava disposto a ir a Moscovo”.

“Ainda não recebemos uma resposta e continuamos a insistir, mesmo que eu tema que Putin não possa ou não queira ter este encontro agora”, disse o Papa.

O Papa chegou a considerar visitar a capital ucraniana, mas argumentou que as condições de segurança ainda não estavam reunidas, algo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, contestou.

O Papa tem condenado a guerra mas, em concreto, os massacres e o impacto do conflito na população civil. Aludindo as situações encontradas nos arredores de Kyiv e em Mariupol, onde as tropas russas deixaram corpos nas ruas e valas comuns, o cardeal de Roma citou um histórico genocídio para recordar a frieza da guerra.

A expulsão do presidente Cyril Ramaphosa do comício alusivo ao Dia Internacional dos Trabalhadores é lamentável e inaceitável, mas mostra a frustração da massa laboral e deve servir de alerta ao ANC, considera a Confederação dos Sindicatos da África do Sul (COSATU).

Cyril Ramaphosa não foi permitido discursar no comício alusivo ao Dia dos Trabalhadores, no último domingo. Foi apupado pelos trabalhadores, descontentes com a alegada inércia das autoridades em atender às suas reivindicações.

Um grupo da massa laboral das minas de ouro de Sibanye Stillwater, em greve há meses, aproveitou a efeméride para exteriorizar o seu agastamento com a COSATU, o ANC e o governo sul-africano.

No local escolhido para o comício, os ânimos saíram do controlo, Ramaphosa tentou, por duas vezes, acalmar os trabalhadores grevistas, mas todo o seu esforço foi nulo e teve que, rapidamente, abandonar o evento sem discursar.

Na segunda-feira, a COSATU reagiu ao episódio dizendo que se tratou, sem dúvida, um incidente lamentável e inaceitável, e que deverá merecer atenção adequada na numa reunião a ter lugar no fim deste mês. E é preciso notar que parte do que aconteceu reflete a crescente frustração dos trabalhadores sul-africanos.

“Historicamente, o Dia do Trabalhador é um dia em que os trabalhadores reflectem sobre as suas lutas e fazem pressão por mudanças. Esta é uma mensagem que o ANC não pode alegar ter entendido mal e que não pode mais ser ignorada”, defende a COSATU.

Citando o revolucionário marxista e teórico político Leon Trotsky, a COSATU disse mais: “o partido que se apoia nos trabalhadores, mas serve a burguesia, no período de maior agudização da luta de classes, não pode deixar de sentir os cheiros exalados do túmulo à espera da greve. Os trabalhadores têm motivos para ficarem furiosos quando 2,2 milhões de pessoas perderam seus empregos nos últimos dois anos (…)”.

Para a confederação, um desemprego real de 46%, salários estagnados e cortes orçamentais esgotaram a paciência dos trabalhadores sul-africanos, daí que “esperamos que as rupturas (…) levem o ANC e o seu governo a agir. Isso ameaça a coerência e a legitimidade da aliança aos olhos da classe trabalhadora. Há uma necessidade urgente de abordar e reviver a confiança dos trabalhadores. Este governo precisa provar que possui a capacidade de cumprir os compromissos do Manifesto Eleitoral do ANC de 2019”.

 

RAMAPHOSA REAGE À SUA EXPULSÃO

O presidente sul-africano reagiu ao embaraço a que foi sujeito pelos trabalhadores. Cyril Ramaphosa afirma que as queixas da massa laboral devem ser ouvidas até porque demonstraram um nível mais amplo de descontentamento.

Através desta mensagem no seu boletim semanal, Cyril Ramaphosa, pronunciou-se, esta terça-feira, em relação ao facto de ter sido impedido de dirigir a cerimónia alusiva à celebração do Dia dos Trabalhadores.

Segundo o chefe do Estado sul-africano, os trabalhadores demonstraram um nível mais amplo de descontentamento, o que reflete, também, um enfraquecimento da confiança com o sindicato a que estão filiados, bem como com a liderança política e as instituições públicas.

Ao levantar a voz, os trabalhadores queriam ser ouvidos. Eles queriam que os seus líderes sindicais e governo apreciassem as suas preocupações e entendessem os desafios que enfrentam.

Como dirigentes políticos e sindicais, todos ouvimos os trabalhadores e compreendemos a sua frustração, mas, mais do que isso, deve-se tomar as medidas necessárias para melhorar as suas vidas e suas condições de trabalho, o que o governo não pode fazer sozinho.

De acordo com Ramaphosa, as queixas salariais dos trabalhadores, no domingo passado, merecem a atenção de todas as partes interessadas, empregadores e trabalhadores para que um acordo justo e sustentável seja alcançado. E governo, compromete-se a fazer a sua parte nesse sentido.

Aliás, naquele dia, os trabalhadores deixaram claro o que quase todos os sul-africanos sabem: a classe trabalhadora e os pobres na África do Sul estão a sofrer.

Eles deixaram claro que devemos fazer mais, e agir com maior urgência, para lidar com questões de desemprego, pobreza, privação e fome, assim como melhorar e consolidar os progressos significativos feitos atreves da provisão geral de serviços básicos e acesso à educação e saúde.

A junta militar no poder anunciou que não quer continuar a cooperar com os parceiros europeus, devido a “violações flagrantes da soberania do Mali”. A decisão é aplaudida por apoiantes de uma maior aproximação à Rússia.

As forças militares do Mali parecerem estar dispostas a afastar-se de vez do Ocidente e a oficializar a Rússia como novo parceiro principal, segundo escreve a DW.

Numa declaração feita na televisão estatal, o coronel Abdoulaye Maiga, porta-voz do Governo, anunciou que o Executivo não quer mais continuar a cooperação militar com os franceses. “Dadas as graves deficiências e violações flagrantes da soberania do Mali, o Governo decidiu denunciar o tratado de cooperação em matéria de defesa de 16 de Julho de 2014”.

Esta denúncia, para a qual também invocou múltiplas violações do espaço aéreo do Mali, concretiza uma ameaça formulada há semanas e constitui uma nova manifestação da degradação das relações entre as autoridades dominadas pelos militares e os antigos aliados do Mali no combate a milicianos.

As autoridades malianas rompem também os Acordos do Estatuto das Forças, que fixam o quadro jurídico da presença no Mali das forças francesas Barkhane e europeia Takuba, bem como em matéria de defesa concluído em 2014 entre o Mali e a França, declarou ainda o porta-voz do Governo, na televisão nacional.

“Desde há algum tempo, o Governo da República do Mali constata, com mágoa, uma deterioração profunda da cooperação militar com a França”, sublinhou Maiga, citado pela DW.

Em particular, citou a “atitude unilateral” da França durante a suspensão em Junho de 2021 das operações conjuntas entre as forças francesas e malianas, o anúncio em Fevereiro de 2022, ainda sem qualquer consulta da parte maliana, da retirada das forças Barkhane e Takuba, e as “múltiplas violações” do espaço aéreo maliano pelos aparelhos franceses, apesar da instauração pelas autoridades de uma zona de interdição aérea sobre uma vasta parte do território.

Três crianças morreram na Indonésia devido a uma hepatite aguda de origem desconhecida. As vítimas morreram nas últimas duas semanas em Jacarta, com sintomas como náuseas, vómitos, diarreia, icterícia, febre e convulsões. Esta informação foi confirmada, ontem, pelas autoridades locais, citadas pelo Notícias ao Minuto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já tinha alertado sobre o surto de hepatite aguda infantil em cerca de 20 países. Ontem, a Indonésia confirmou a morte de três crianças vítimas da doença.

“O público deve estar em alerta após a morte de três pacientes infantis com hepatite aguda”, afirmou o Ministério da Saúde da Indonésia na rede social Twitter, citado pela imprensa internacional.

No sábado, as autoridades de Singapura comunicaram a hospitalização de uma criança com hepatite aguda de origem desconhecida.

Os primeiros dez casos desta hepatite aguda infantil foram notificados pelo Reino Unido à OMS a 05 de Abril, em crianças com menos de 10 anos e, desde então, as infecções também foram registadas na Espanha, Israel, Dinamarca, Itália, Estados Unidos e Bélgica, entre outros países.

A idade dos doentes varia entre um mês e os 16 anos, sendo que a maioria dos casos não apresenta febre e nem vestígios dos vírus normalmente associados a estas doenças (hepatite A, B, C, D e E), de acordo com a OMS.

Os especialistas acreditam que o agente causador da doença pode ser um adenovírus que é transmitido por contacto ou pelo ar, em particular o F41, ou uma variante mais agressiva.

Entretanto, os especialistas não descartam que possa ser um vírus ainda não identificado.

O surto de hepatite aguda infantil verificado em vários países europeus é uma situação “muito urgente” a que a OMS está a dar prioridade, afirmou ontem o director regional para emergências daquela agência do sistema da ONU.

“É muito urgente. Estamos a dar prioridade absoluta a isto e a trabalhar de muito perto com o Centro Europeu de Controlo de Doenças e com o Reino Unido, onde está a grande maioria dos casos”, disse o responsável, este domingo, aos jornalistas.

O dirctor sublinhou que estão a trabalhar com as autoridades de saúde britânicas, onde se localizam 60 dos cerca de cem casos de hepatite viral ativos.

O surto “de origem desconhecida” foi anunciado pela OMS a 15 de Abril.

Numa visita oficial ao SenegalAntónio Guterres pediu aos países mais desenvolvidos que honrem as promessas de ajuda financeira aos países em desenvolvimento, escreve a Euronews.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quer que os países ricos passem das palavras aos atos face à emergência climática.

“A verdade é que estamos muito longe de estar no bom caminho para reduzir as emissões em 45% até 2030 e para atingir o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 graus. Os países africanos, que não são responsáveis pelo problema, são muitas vezes as primeiras vítimas. É o momento de agir, de cumprir a promessa de 100 mil milhões de dólares por ano que foi feita em Paris”, disse o diplomata, após um encontro com o presidente senegalês Macky Sall.

De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, da ONU, os eventos extremos, como inundações, fortes secas, incêndios ou furacões, serão cada vez mais frequentes se nada for feito para travar o aquecimento do planeta.

Um grupo de trabalhadores filiados à Confederação dos Sindicatos da África do Sul, COSATU, obrigou, ontem, o Presidente Cyril Ramaphosa a abandonar o comício alusivo ao Dia Internacional dos Trabalhadores, alegadamente porque o seu Governo e o ANC pouco fazem para resolver os problemas da massa laboral.

Trabalhadores associados à Confederação dos Sindicatos da África do Sul andam descontentes com o executivo do seu país e o partido no poder, há bastante tempo. O motivo é o aparente desinteresse com os problemas da massa laboral.

Os trabalhadores, alguns dos quais das operações de ouro da Sibanye Stillwater, disseram a Cyril Ramaphosa que não viam nenhuma preocupação com vista a ultrapassar os problemas que deram origem à greve que já dura há meses, devido às precárias condições laborais e baixos salários.

O ambiente ficou tenso e Ramaphosa teve que abandonar o local do comício alusivo ao Dia Internacional dos Trabalhadores. Enquanto o grupo, aparentemente furioso, invadia o palco no Estádio Real Bafokeng, gritando: ele deve ir, em alusão o presidente da República, a Polícia quase que fazia nada.

À medida que o programa continuava, e com Ramaphosa de volta ao presídio, os trabalhadores deixavam as arquibancadas e movimentaram-se em direcção ao palco. O cordão policial não foi suficiente para detê-los, apesar de algumas brigas.

Quando o grupo se aproximou do palco, o presidente se dirigiu a ele e ouviu gritos: Ele deve ir. Ramaphosa riu e disse que os tinha ouvido.

Os trabalhadores grevistas nas operações de ouro de Sibanye Stillwater exigem um aumento de mil rands por ano, contra os actuais 800.

Ramaphosa, que deixou o local escoltado, disse que ouviu a reclamação dos manifestantes e o seu governo vai lidar com o assunto.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou, este domingo, num novo discurso, “dois dias de verdadeiro cessar-fogo” pela primeira vez desde o início da invasão russa à Ucrânia.

“Hoje finalmente conseguimos iniciar a evacuação de pessoas de Azovstal”, começou por dizer o chefe de Estado da Ucrânia, no seu habitual discurso diário, referindo-se à retirada de civis da fábrica Azovstal, o último reduto ucraniano em Mariupol.

“Depois de muitas semanas de negociações, depois de muitas tentativas, diferentes reuniões, pessoas, convocações, países, propostas. Finalmente! Não houve um único dia em que não tentássemos encontrar uma solução que salvasse o nosso povo”, sublinhou.

Segundo o Notícias ao Minuto, após destacar que foram retirados da fábrica mais de 100 civis, mulheres e crianças primeiramente, Zelensky disse esperar que estes cheguem a Zaporizhzhia hoje.

A retirada de civis de Azovstal foi suspensa e deverá ser retomada segunda-feira de manhã, às 08h00 horas. “Espero que amanhã estejam reunidas todas as condições necessárias para continuar a evacuação das pessoas de Mariupol. Planeamos começar às 8h”, revelou.

Oito pessoas morreram, incluindo seis crianças, e três ficaram feridas, ontem, num incêndio que destruiu um bairro pobre de Manila, capital das Filipinas, anunciaram as autoridades locais citadas pelo Notícias ao Minuto.

Um dos responsáveis dos bombeiros, citado pelo Notícias ao Minuto, disse a imprensa local que os bombeiros demoraram cerca de duas horas a extinguir as chamas que destruíram 80 habitações. Um inquérito foi já aberto para conhecer a origem do incêndio.

Devido à rápida propagação das chamas, as pessoas ficaram presas no interior das habitações, construídas com materiais leves, acrescentou o responsável dos bombeiros.

A idade das vítimas ainda não é conhecida, mas o mesmo responsável precisou que seis eram menores de idade.
“O nosso quartel fica nas proximidades, mas não fomos chamados de imediato”, indicou.

Mais de 13 milhões de pessoas vivem na capital filipina, densamente povoada, incluindo dezenas de milhares em bairros de lata sobrepovoados onde incêndios são frequentes.

 

 

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