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O País – A verdade como notícia

A Rússia não conseguiu a eleição, na sexta-feira, para um assento no Conselho Económico e Social um dos principais órgãos da Organização das Nações Unidas, após seis rondas fracassadas numa votação secreta.

Desde a invasão à Ucrânia, a Rússia tem estado a perder representação em alguns órgãos da Organização das Nações Unidas. Em Abril passado, o país alvo de várias sanções foi suspenso do Conselho de Direitos Humanos.

Na sexta-feira, a Rússia somou mais uma contrariedade ao não conseguir votos suficientes para permanecer no Conselho Económico e Social, um dos principais órgãos da ONU, e o país conseguia fazer eleger sem concorrência. O fracasso seguiu-se a seis rondas de uma votação secreta, mas sempre com votos insuficientes.

Vários diplomatas atribuíram o insucesso sem precedentes de Moscovo à invasão da Ucrânia, que faz com que esteja a perder apoio dentro da organização, desde Fevereiro deste ano.

Uma sétima votação será realizada na próxima semana. O Conselho Económico e Social da ONU tem 54 membros.

Enquanto isso, a Rússia formalizou, sexta-feira, a sua saída da Organização Mundial do Turismo, da qual foi suspensa em Abril passado, por conta da invasão à Ucrânia.

Deste modo, Moscovo não pode exercer os seus direitos e beneficiar-se dos privilégios de membro, nem participar nas reuniões da instituição.

O governo norte-americano pediu à Junta Militar do Mali acções concretas para organizar eleições no período mais curto possível e defendeu a criação de um mecanismo de supervisão para monitorizar os prazos da transição.

O pedido dos Estados Unidos da América surge horas depois de o líder da Junta Militar do Mali, Assimi Goita, ter assinado um decreto que estabelece uma transição de dois anos, período que já tinha sido rejeitado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

Por sua vez, os Estados Unidos da América dizem que o governo de transição do Mali deve tomar medidas sustentadas e tangíveis para a realização de eleições, incluindo parâmetros de referência detalhados e adoptar uma lei eleitoral o mais rapidamente possível.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price salientou que processos transparentes e inclusivos que respeitem as diversas perspectivas e liberdades são fundamentais para lançar bases firme para o futuro.

O responsável acrescentou que o Mali e a CEDEAO devem chegarem a um acordo, em particular, sobre um mecanismo de supervisão robusto e com parâmetros de referência tangíveis para o que resta da transição.

A Nigéria teme que a violência se agrave com as eleições de 2023. Ataques terroristas, insegurança alimentar e religiosa são alguns dos pontos que contribuem para a conclusão.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, falhou a sua promessa eleitoral de devolver a paz à Nigéria. O líder nigeriano de 79 anos, que se aproxima do fim do seu segundo e último mandato como presidente tem a sua governação marcada por violência.

Na Nigéria, os civis são as principais vítimas da situação de insegurança. Até à data, o terrorismo no nordeste matou 40.000 pessoas e deslocou dois milhões, escreve a DW.

A situação económica do país está agora a piorar devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Um relatório divulgado na segunda-feira pelas agências da ONU, citado pela DW, colocou a Nigéria entre seis nações ameaçadas de carências alimentares em níveis extremos.

Os conflitos entre pastores de gado e agricultores são outro ponto que levam ao medo de que em 2023 as eleições possam transformar-se em violência.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, impôs uma série de sanções ao presidente Vladimir Putin, e a todos os ministros russos, em consequência da invasão de Moscovo à Ucrânia.

As sanções não terminam por aí, Zelensky aplicou sanções também aos membros do conselho de segurança da Rússia, assim como para o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Para já, os governantes russos terão seus vistos invalidados, incluído o bloqueios dos seus activos financeiros em Kiev.

De acordo com as Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, Zelensky assinou também uma diretiva que aplica sanções a 236 universidades e institutos de ensino superior russos, o que implica a suspensão de todos os intercâmbios e cooperação, e 261 reitores.

Reagindo à medida decretada por Kiev, o ministro da Educação da Rússia disse que Moscovo não será dissuadido.

“A decisão de hoje do regime de Kiev revela a sua inabilidade para controlar a situação. É um gesto de desespero, que não consegue evitar a integração do Donbass e dos territórios libertados num espaço educativo único com a Rússia, disse Sergey Kravtsov à agência russa Interfax.

O Presidente da África do Sul suspendeu, esta quinta-feira, a advogada Busisiwe Mkhwebane do cargo de procuradora-geral da República (PGR) do país, que tinha sido nomeada pelo antigo líder sul-africano Jacob Zuma. A procuradora-geral é acusada pela Presidência de parcialidade, escreve a RTP Notícias.

“O Presidente Cyril Ramaphosa decidiu suspender Busisiwe Mkhwebane do cargo de PGR com efeitos a partir de 9 de Junho de 2022”, lê-se na declaração da presidência do país citada pela RTP.

Segundo o documento, Busisiwe Mkhwebane tem contrariado várias tentativas nos últimos anos para a retirar do seu posto, incluindo um processo de impugnação aberto pelo Parlamento em Maio.

A decisão surge um dia depois de Mkhwebane ter anunciado a abertura de um inquérito público a Ramaphosa. Nos últimos anos, a responsável lançou uma série de investigações envolvendo o Presidente, incluindo sobre doações de campanha e acusações de violações de ética.

Na mais recente acusação, o Presidente da África do Sul é acusado de ter ocultado um assalto a uma das suas residências, no qual foi descoberto o equivalente a quase 4 milhões de euros em notas escondidos nas mobílias da casa.

Ramaphosa negou, ontem, no Parlamento, ter roubado o dinheiro e criticou os “truques sujos” e a “intimidação” por parte dos críticos, enquanto a oposição pedia a sua demissão.

Até Dezembro, o Congresso Nacional Africano (ANC) deverá decidir se apresenta Cyril Ramaphosa como candidato a um segundo mandato nas eleições presidenciais agendadas para 2024.

Pró-russos que controlam a região ucraniana de Zaporijia admitem ter enviado cereais ucranianos para a Turquia e o Médio Oriente. Vladimir Rogov, líder pró-russo, revelou que a Rússia planeia despachar mais cereais ucranianos no porto de Berdiansk ainda esta semana.

A questão dos cereais retidos nos portos controlados pelas forças russas, na Ucrânia, tem sido motivo de diversas negociações, devido à falta que estes fazem para muitos países, incluindo os de África.

Entretanto, os pró-russos que controlam as zonas ucranianas tomadas pelas forças russas dizem que os cereais retidos em diversos portos já estão a ser retirados e a ser enviados para alguns países, com destaque para a Turquia e o Médio Oriente.

“Enviamos cereais através da Rússia, e os principais contratos são assinados com a Turquia. Os primeiros comboios já estão a viajar pela Crimeia até ao Médio Oriente”, disse o chefe pró-russo de Zaporijia, Yevgeny Balitsky.

Segundo a Lusa, a primeira remessa de cereais ucranianos seguiu por via ferroviária, da cidade sob controlo russo de Melitopol, na região de Zaporijia, para a Crimeia em 11 vagões.

As autoridades ucranianas dizem que os cereais estão a ser roubados pelos russos e têm como destino preferencial Síria e a Turquia através da Crimeia.

Já a União Europeia acusa a Rússia de estar a usar a questão alimentar como uma forma de chantagear o Ocidente para que alivie as sanções.

O ministro das relações exteriores russo, Serguei Lavrov, terá denunciado, esta quarta-feira, a disponibilidade da Turquia para executar um plano que permita a distribuição de cereais da Rússia e da Ucrânia.

Entretanto, Lavrov assegurou que, para que tal aconteça, será necessário que o ocidente alivie algumas sanções.

Os finados são 23 homens, que pertenciam a uma comunidade de traficantes de sucata, foram executados por alegados terroristas esta terça-feira, na Nigéria, segundo anunciaram, hoje, milícias locais.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, suspeita-se que os militantes pertençam ao grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap). Estas, terão sequestrado as vítimas, que integravam um grupo de cerca de 50 sucateiros que se dirigiam à aldeia de Magdala, no distrito de Dikwa, a leste do estado de Borno, a cerca de 20 quilómetros da cidade que faz fronteira com o Chade.

“Até ao momento, foram encontrados 23 corpos, todos massacrados por terroristas”, afirmou à agência de notícias francesa AFP Babakura Kolo, o chefe de uma milícia de autodefesa local.

“Três pessoas conseguiram regressar a Dikwa, mas nada se sabe sobre o destino dos outros vinte ou mais sucateiros”, acrescentou.

A busca continua, disse outro miliciano, confirmando os 23 mortos.

Os sucateiros, que viajam muito à procura de sucata, são frequentemente acusados pelos terroristas de passarem informações às autoridades sobre os movimentos de militantes na região, berço do grupo islâmico Boko Haram, do qual o Iswap se separou em 2016.

No final de abril, cerca de 30 sucateiros foram mortos na aldeia de Mudu, no mesmo distrito, por supostos militantes do Iswap.

 

O ex-chefe da secreta sul-africana, Arthur Fraser acusou, esta quarta-feira, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de violar a Lei de Prevenção ao Crime Organizado, ou seja, de lavagem de dinheiro.

Segundo a agência de notícias MZNEWS, Fraser divulgou um comunicado anunciando ter aberto um caso na delegacia da Polícia de Rosebank, área de Joanesburgo, contra o Chefe de Estado, alegando que havia incluído, na sua queixa, imagens de vídeo e outras provas sobre um arrombamento na reserva de animais pertencente a Ramaphosa em Fevereiro de 2020, na província do Limpopo.

Fraser alegou que cerca de quatro milhões de dólares em numerário foram roubados na reserva e com suspeitos sequestrados e interrogados. Acrescentou que Ramaphosa “escondeu” o incidente da Polícia e das autoridades fiscais na altura.

A Presidência sul-africana reagiu ao comunicado de Fraser dizendo que essas acusações são infundadas, apesar de ter ocorrido um roubo na reserva do Presidente.

“O Presidente Ramaphosa deixa claro que não há base para as alegações de conduta criminosa que foram feitas contra ele na queixa de Fraser”, lê-se na nota, citada por MZNEWS, que acrescenta que “a Presidência pode confirmar que ocorreu um assalto à reserva do Presidente no Limpopo a 9 de Fevereiro de 2020 em que foram roubados os rendimentos da venda de caça”.

A nota presidencial indica que “o Presidente estava a participar na Cimeira da União Africana em Addis Abeba no momento em que o incidente ocorreu. Ao ser avisado do roubo, Ramaphosa relatou o incidente ao chefe da Unidade de Protecção Presidencial do Serviço de Polícia sul-africano para investigação”.

A Polícia confirmou que um caso de suposta lavagem de dinheiro e sequestro foi registado na quarta-feira contra Ramaphosa pelo ex-chefe da secreta Arthur Fraser.

“O Serviço da Polícia da África do Sul (SAPS) confirma que os devidos processos serão seguidos”, disse o porta-voz Coronel Athlenda Mathe.

As eleições no Mali estão previstas para Março de 2024, depois de não terem sido realizadas em Fevereiro último. A informação foi avançada ontem pelo líder da junta militar do Mali, coronel Assimi Goita, que assinou o decreto que estabelece uma transição de dois anos.

O período de transição decretado por Goita já tinha sido anteriormente rejeitado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Entretanto, a junta militar que governa o Mali prometeu realizar eleições democráticas até ao final de Março de 2024, o que representa um atraso de dois anos no regresso ao regime civil.

Assimi Goita lidera a junta maliana desde maio de 2021.

De acordo com a DW, a CEDEAO encerrou no sábado a cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo na capital do Gana, Acra, adiando a decisão sobre a aplicação de sanções ao Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri para a próxima reunião, a 3 de Julho.

Os governos militares do Burkina Faso e da Guiné-Conacri também incorrem ameaças similares da CEDEAO por atrasarem as transições democráticas.

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