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O País – A verdade como notícia

O Partido Trabalhista conquistou vários municípios históricos ao Partido Conservador do primeiro-ministro, Boris Johnson, nas eleições locais de quinta-feira, incluindo Westminster, Wandsworth e Barnet.

Os três municípios londrinos eram controlados pelos ‘tories’ há várias décadas, no caso de Westminster desde a criação, em 1964.

Citado pelo Notícias ao Minuto, o presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, salientou a importância da vitória em Wandsworth, no sul de Londres, município conquistado inicialmente por Margaret Thatcher e mantido ao longo de várias lideranças do Partido, durante 44 anos.

“Esta noite foi feita história”, disse, atribuindo o resultado a “uma combinação de Boris Johnson e Keir Starmer [líder do partido Trabalhista]”.

No entanto, por enquanto os ganhos têm sido limitados no resto de Inglaterra, onde parte da contagem dos boletins só começa hoje, juntamente com a da Escócia e País de Gales.

O mau desempenho dos Conservadores também beneficiou outros partidos da oposição, como os Liberais Democratas e os Verdes.

Às 07:00 locais, quando estavam apurados metade dos boletins nas 146 autarquias que foram a votos, o Partido Trabalhista tinha elegido 1.189 vereadores, o Conservador 535, os Liberais Democratas 257 e os Verdes 39.

No sul, Southampton também passou a ser Trabalhista, enquanto em Hull, no norte, passa a existir uma maioria dos Liberais Democratas.

As eleições realizaram-se em 146 das 333 autarquias em Inglaterra e em todos os 32 municípios da Escócia e 22 do País de Gales para eleger milhares de vereadores.

A agência norte-americana da Administração de Alimentos e Medicamentos, FDA, limitou esta quinta-feira a administração da vacina contra a COVID-19 da Johnson & Johnson, devido ao risco contínuo de coágulos sanguíneos raros, escreve a imprensa internacional.

Segundo o Notícias ao Minuto que cita a agência de notícias Associated Press (AP), a vacina deve ser apenas dada a adultos que não podem receber uma vacina diferente ou que solicitem especificamente a da Johnson & Johnson.

Portanto, esta vacina da farmacêutica Johnson & Johnson passa a ser aplicada a maiores de 18 anos, mas só se as vacinas aprovadas não estiverem disponíveis ou não forem recomendadas clinicamente. Para além desta excepção, também pode ser administrada em pessoas com 18 ou mais anos que optem especificamente por receber a vacina da Janssen em prol de qualquer outra, escreve a CNN Portugal.

Há meses que as autoridades norte-americanas recomendam que os cidadãos que iniciam a sua vacinação contra a COVID-19 usem as vacinas da Pfizer ou da Moderna.

A FDA explicou num comunicado que restringiu a vacina da Johnson & Johnson depois de analisar novamente os dados sobre o risco de coágulos sanguíneos com visco de vida, nas duas semanas após a vacinação.

A vacina da gigante farmacêutica norte-americana foi inicialmente considerada uma ferramenta importante no combate à pandemia, porque exigia apenas uma dose. No entanto, a opção por uma dose única demonstrou ser menos eficaz face às vacinas da Pfizer e da Moderna.

Em Dezembro, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos recomendaram como prioritárias as vacinas da Moderna e Pfizer, devido aos problemas de segurança da Johnson & Johnson.

Embora os coágulos sanguíneos que ocorreram com a vacina serem raros, as autoridades norte-americanas salientam que estes ainda estão a acontecer.

Segundo o regulador norte-americano, cientistas federais identificaram 60 casos, incluindo nove que foram fatais, em meados de março.

Este número corresponde a um caso de coágulo sanguíneo por 3,23 milhões de injecções de Johnson & Johnson, explicou ontem a FDA.

 

O uso da máscara facial vai continuar obrigatório na África do Sul, para prevenir as infecções pela COVID-19, segundo Departamento de Saúde, ao anunciar novos regulamentos cuja implementação vigora desde esta quinta-feira.

O Departamento de Saúde sul-africano anunciou regulamentos limitados, com efeito a partir desta quinta-feira, a enfatizar que o público ainda será obrigado a usar uma máscara facial ao entrar e estar dentro de um local público. No entanto, a medida não se aplica às crianças na escola.

Mais uma vez, sob esses regulamentos limitados, nenhuma pessoa pode usar qualquer forma de transporte público a menos que use uma máscara facial, refere a News24, citando um comunicado das autoridades sanitárias, emitido na quarta-feira.

A África do Sul está em alerta devido ao aumento de infecções pela COVID-19 e o receio de novas variantes ganha corpo à medida que a quinta vaga da pandemia se aproxima.

O presidente Cyril Ramaphosa anunciou o fim do Estado Nacional de Desastre em Abril passado.

O presidente ucraniano quis a guerra no seu país e ele é tão responsável quanto Vladimir Putin, considera Lula da Silva. Nas suas críticas à actuação do chefe de Estado ucraniano, o ex-presidente do Brasil disse que Volodymyr Zelensky teria negociado um pouco mais se quisesse evitar o que está a acontecer.

Lula da Silva e provável candidato às próximas eleições presidenciais no Brasil deixou, na quarta-feira, várias críticas à actuação do chefe de Estado ucraniano.

Para o ex-presidente brasileiro, Volodymyr Zelensky é tão responsável pela invasão da Ucrânia quanto o presidente russo Vladimir Putin. Numa guerra não há apenas um culpado, refere o Observador.

Volodymyr Zelensky quis a guerra e se ele não a quisesse teria negociado um pouco mais, afirmou Lua da Silva, acusando o chefe de Estado ucraniano de mentir ao seu povo.

Apesar de condenar Putin, Lula também culpa a União Europeia e a NATO pela invasão russa. E entende que se os Estados Unidos da América e a Europa tivessem dito, antes do primeiro ataque, que a Ucrânia não vai entrar na NATO, o problema estaria resolvido, acrescenta o Observador.

Na óptica do ex-presidente brasileiro, Bruxelas e Washington dialogaram pouco com o Moscovo. Por isso, é preciso mais paciência do lado dos líderes ocidentais.

Os britânicos vão, esta quinta-feira, eleger os representantes para as autarquias na Inglaterra, País de Gales e Escócia, e o governo autónomo na Irlanda do Norte, escrutínio que vai testar o apoio aos partidos a nível nacional, escreve o Observador.

Um mau resultado para o Partido Conservador pode decidir o destino do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, caso os deputados entendam que os próprios lugares estarão em risco nas próximas legislativas.

Boris Johnson, que já está sob pressão devido às festas em Downing Street que decorreram durante o confinamento, violando as restrições impostas pela pandemia da COVID-19, tem enfrentado críticas por não tomar medidas suficientes para ajudar as pessoas mais afectadas pela inflação.

As eleições, de acordo com os dados publicados pela fonte, vão ser disputadas em todos os 32 municípios de Londres e em dezenas de autarquias no resto do país.

Na Inglaterra, vão ser disputados 4.360 postos em 146 autarquias, na Escócia serão 1.227 assentos em 32 localidades e no País de Gales vão a votos 1.234 lugares em 22 municípios.

Na Assembleia da Irlanda do Norte estão em disputa todos os 90 assentos na Assembleia Legislativa, eleitos por cada um dos 18 distritos eleitorais, os quais vão decidir a composição do governo regional autónomo.

Nesta região, além do batalha entre o partido nacionalista republicano Sinn Féin e o Partido Democrata Unionista (DUP), as atenções vão estar no desempenho dos partidos neutros, como o Alliance e o SDLP, que não defendem nem a coroa britânica nem a reunificação política da ilha da Irlanda.

O observador avança ainda que pelo menos nove portugueses concorrem nestas eleições para vereadores de norte a sul do país.

As urnas abrem às 07h00 e fecham às 22h00 (hora local) e podem votar os cidadãos britânicos e cidadãos de países da União Europeia (UE) ou da Commonwealth (organização que congrega Estados e territórios que integraram no passado o império colonial britânico) que residam no Reino Unido e tenham 18 anos ou mais.

Na Escócia e País de Gales, o voto está aberto a qualquer cidadão estrangeiro com 16 ou mais anos que seja residente.
A contagem começará assim que as urnas fecharem para a maioria das autarquias na Inglaterra, mas algumas, bem como na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, só começa na sexta-feira de manhã.

Os resultados completos poderão só ser conhecidos no final do dia de sexta-feira ou mesmo no sábado.

 

A Rússia anunciou um cessar-fogo de três dias em Mariupol, cidade da Ucrânia, a partir desta quinta-feira, com objectivo de abrir corredores humanitários para retirar mais civis retidos nas instalações da fábrica Azovstal.

O anúncio, segundo a Euronews, foi feito depois de, esta quarta-feira, os confrontos na região terem endurecido, com Moscovo a confirmar o recurso a artilharia pesada e o autarca da cidade revelar ter perdido o contacto com os soldados ucranianos no terreno.

“O inimigo continua a conduzir operações ofensivas na Zona Operacional Oriental a fim de estabelecer o controlo total do território das regiões de Donetsk e Luhansk e manter um corredor terrestre com a Crimeia Ucraniana temporariamente ocupada. A fim de destruir as infraestruturas de transporte da Ucrânia, o inimigo lançou ataques com mísseis contra objetos no território das regiões de Dnepropetrovsk, Kirovograd, Lviv, Vinnytsia, Kiev, Transcarpathian, Odessa e Donetsk”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas ucranianas, Oleksandr Shtupun, no seu relato diário da guerra.

A Rússia interditou, hoje, o acesso ao seu território a mais de 60 autoridades japonesas, incluindo o primeiro-ministro, em retaliação pelas sanções impostas pelo Japão contra Moscovo na sequência da invasão à Ucrânia.

Passam 69 dias desde que a Rússia começou ataques militares à Ucrânia. Para reprimir o prolongamento da guerra, a comunidade internacional tem vindo a lançar uma série de sanções.

Outrossim, a Rússia tem vindo a retribuir as sanções impostas contra si. Desta vez, foi o Japão que viu 63 autoridades, incluído o seu primeiro-ministro, interditas de entrar no terreno russo.

Para além de Fumio Kushida, foram interditos os ministros dos Negócios Estrangeiros, o ministro da Defesa, oito diplomatas e outras figuras políticas.

Moscovo diz que a medida foi lançada em retaliação à expulsão de diplomatas russos do Japão, como forma de repudiar o seu ataque à Ucrânia.

A Rússia acusa o Governo nipónico de ter lançado, junto aos países europeus, uma campanha anti-russa sem precedentes.

A lista de pessoas interditas de entrar na Rússia abrange, ainda, personalidades públicas, especialistas e representantes da imprensa que repudiam o exercício militar na Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos da América pediu, ontem, que o Congresso aprove, rapidamente, a extensão do pacote de assistência militar à Ucrânia, que permite manter o fornecimento de armamento.

A situação na Ucrânia mantém-se tensa. Na terça-feira, o presidente norte-americano, Joe Biden, voltou a condenar aquilo que considera ser as atrocidades revoltantes ordenadas pelo seu homólogo, Vladimir Putin, e reforçou que as forças russas já cometeram muitos crimes de guerra no país de Volodymyr Zelensky.

Falando a partir de uma fábrica de armas no estado norte-americano do Alabama, o líder da Casa Branca disse que os Estados Unidos da América estão a liderar o apoio aos ucranianos para defender o seu país da agressão russa.

Nesse contexto, é necessário mais dinheiro para garantir que os Estados Unidos da América possam continuar a enviar armas e fornecer ajuda humanitária à Ucrânia, disse Joe Biden.

Segundo escreve o Observador, Biden lembrou que pediu, na semana passada, ao Congresso mais 33 mil milhões de dólares para acelerar o envio de armamento para a frente de combate. E, esta terça-feira, pediu aprovação rápida da matéria.

A fonte refere, ainda, que, semana passada, Joe Biden pediu ao Congresso mais 33 mil milhões de dólares, pacote de assistência que permitirá acelerar o envio de armamento para a frente de combate.

Recuperando as palavras do ex-Presidente norte-americano Franklin Roosevelt, durante a II Guerra Mundial, Joe Biden considera que os EUA devem ser o “arsenal da democracia” para conseguirem lutar contra as autocracias. Se as democracias não vencerem, “todo o mundo muda”, avisou o chefe de Estado. “A democracia tem de enfrentar os ditadores. O seu apetite pelo poder não pode continuar a crescer.”

A Bielorrússia anunciou, ontem, através de um comunicado do Ministério da Defesa bielorrusso, citado pelo Notícias ao Minuto, o início de exercícios militares para avaliar a preparação e capacidade dos efectivos na reacção operacional face ao aparecimento de situações de crise.

Segundo o documento que não fornece dados sobre a duração das manobras e o número de elementos envolvidos, as unidades militares vão actuar em locais que lhe são desconhecidos e em condições de mudança rápidas.

“A composição das forças envolvidas vai aumentar por fases o que vai permitir verificar as capacidades face a ameaças militares em terra e no ar”, lê-se no documento.

“Estas actividades não constituem nenhuma ameaça para a comunidade europeia em geral nem para os países vizinhos, em particular”, refere ainda o comunicado do Ministério da Defesa do governo de Minsk.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já acusou várias vezes o regime de Minsk de cumplicidade com a Rússia na invasão do território ucraniano que decorre desde o passado dia 24 de Fevereiro.

 

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