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O País – A verdade como notícia

A Ucrânia vai impor vistos para os russos a partir de 1 de Julho, anunciou esta sexta-feira, o Presidente Volodymyr Zelensky, numa altura em que se completam quase quatro meses da invasão russa do país.

“A Ucrânia vai introduzir um regime de vistos para os cidadãos russos a partir de 1 de julho com o objetivo de “contrariar as ameaças sem precedentes à segurança nacional, à soberania e à integridade territorial do nosso Estado”, disse no Telegram o chefe de Estado ucraniano, citado pelo Observador.

Uma hora e meia mais tarde, o primeiro-ministro Denys Chmygal anunciou a adopção pelo seu governo de uma decisão formal relativa à ruptura de um acordo sobre o regime “sem vistos” com a Rússia.

“Rompemos em definitivo as ligações com a Rússia”, acrescentou.

A aprovação deste regime implica o fim das viagens sem visto para os russos que estava em vigor desde 1991, na sequência da independência da Ucrânia após a desintegração da União Soviética.

“No âmbito da guerra desencadeada pela Rússia, é necessário reforçar o controlo sobre a entrada de cidadãos russos na Ucrânia. A segurança é a prioridade”, acrescentou Andrii Iermak, chefe da administração presidencial.

A Rússia e a Ucrânia, duas ex-repúblicas soviéticas eslavas, partilham uma fronteira comum com cerca de 2.300 quilómetros e estão ainda muito próximas devido às ligações familiares entre os seus cidadãos.

O número de russos que viajavam para a Ucrânia registou uma queda abrupta após a anexação em 2014 por Moscovo da península da Crimeia, seguida de uma guerra civil entre o exército de Kiev e as forças separatistas russófonas do leste da Ucrânia, apoiadas pelo Kremlin.

Ministério da Saúde espanhol diz que os casos de Monkeypox (varíola do macaco) no país tendem a subir. No total, de acordo com dados de Saúde até 16 de Junho, o número de casos confirmados já se eleva a 497, embora com os números actualizados de ontem o número ascenda a 584, noticia o La Vanguardia, citado pelo Notícias ao Minuto.

Os casos comunicados provêm de treze comunidades autónomas: Madrid 356 (443 com os dados de hoje), Catalunha 51, Andaluzia 29, Canárias 26, País Basco nove, Comunitat Valenciana sete, Baleares cinco, Aragão quatro, Galiza três, Castela e Mancha três, Extremadura dois, e Múrcia e Navarra, com um paciente cada. Todos são homens, exceto cinco mulheres. A idade varia de 18 a 67 anos, com uma idade média de 36 anos.

“A data de início dos sintomas está disponível para 408 casos. Destes, o primeiro caso relatado começou os sintomas a 26 de abril e o último caso a 13 de junho. A maioria deles apresentava-se com febre, astenia, erupção cutânea e linfadenopatia durante todo o seu curso clínico”, diz o ministério da saúde citado pelo El Mundo.

Destes, 11 pacientes necessitaram de hospitalização e nenhum morreu. Quanto ao mecanismo de transmissão,  “o mais provável em 112 dos 116 casos para os quais existe informação disponível foi o contacto íntimo e prolongado durante as relações sexuais”.

 

A Comissão Europeia recomendou hoje que a Ucrânia e a Moldávia lhes fosse concedido o estatuto de candidatos a membros da União Europeia. Isso significa que os dois países já ultrapassaram a primeira fase dos requisitos de adesão ao bloco.

A Ucrânia viu o seu pedido de adesão à União Europeia ganhar asas depois de, nesta sexta-feira, a Comissão Europeia ter dado nota positiva aos esforços que o país, liderado por Zelensky, tem feito para melhorar a sua economia.

“Temos uma mensagem clara, que é: sim, a Ucrânia merece a perspectiva europeia, e sim, a Ucrânia deve ser acolhida como país candidato”, anunciou a presidente da Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen diz que, apesar de ainda ter que fazer algumas reformas económicas estruturais e ambiciosas, a Ucrânia tem demonstrado uma notável resiliência com a estabilidade macro-económica e financeira e aproximou-se, gradualmente, de elementos substanciais do acervo da UE em muitas áreas.

A chefe da Comissão Europeia refere ainda que todo o processo é baseado nos méritos, pelo que, a esta altura, caberá à Ucrânia proceder a todas as reformas necessárias para cumprir os requisitos da adesão. Entretanto, a guerra na Ucrânia poderá dificultar a implementação de reformas económicas.

Além da Ucrânia, a recomendação da Comissão Europeia para a atribuição do estatuto de país candidato à adesão à União Europeia foi atribuída a Moldava.

A situação humanitária na Ucrânia, sobretudo em Donbass, é extremamente alarmante, alerta a Organização das Nações Unidas, salientando que os combates entre os exércitos ucranianos e russos se intensificam no Leste do país.

Não há, à vista, o fim da guerra na Ucrânia, onde a situação humanitária, particularmente no Leste de Donbass, é extremamente alarmante e tende a piorar cada vez mais, diz o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários.

De acordo com a entidade citada pelo Notícias ao Minuto, o acesso à água potável, aos alimentos e à electricidade é reduzido na região de Severodonetsk e seus arredores, o último local de resistência ucraniana e quase inteiramente sob o controlo russo.

Para a agência humanitária da ONU, o que se vive em Donbass e Lugansk resulta dos combates que continuam a intensificar-se, traduzindo-se num pesado preço para a população civil.

É lamentável que, a aproximadamente quatro meses de conflito, os dois países ainda não tenham chegado a um acordo para facilitar a retirada de civis ou permitir o acesso à ajuda humanitária nas zonas sob constante bombardeamento.

Em todo o país, áreas residenciais e infra-estruturas civis continuam a ser afectadas, resultando em mais civis mortos e feridos.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, pede às Nações Unidas para exercerem maior pressão sobre o regime talibã, no Afeganistão, devido ao deterioramento dos direitos humanos para as mulheres, sobretudo crianças.

Os talibãs não cumpriram nenhum dos seus compromissos desde que chegaram ao poder a 15 de Agosto do ano passado, afirmou Josep Borrell num discurso por teleconferência perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O responsável considerou ainda que a situação das mulheres e meninas é miserável no Afeganistão e a situação dos direitos humanos está a piorar, daí a necessidade de uma pressão internacional sustentada para que reabram totalmente a educação para todas as mulheres.

O mundo parece que se esquece do que se passa naquele país, onde é preciso defender os direitos humanos básicos que, neste momento, não estão a ser respeitados, salientou Borrell.

No Afeganistão, as escolas secundárias para meninas entre 12 e 18 anos de idade foram encerradas desde que os talibãs assumiram o controlo do país. Entretanto, o acesso de estudantes do sexo feminino à escola primária sempre foi permitido.

A reabertura sempre foi um dos principais pedidos da comunidade internacional para reconhecer o Governo dos fundamentalistas, que também impuseram inúmeros obstáculos ao exercício profissional das mulheres em todos os tipos de actividades.

Analistas defendem que as sanções da União Europeia (UE) sobre a Rússia não foram bem pensadas e que estão a ter um efeito nefasto sobre o bloco europeu. Dizem que a renitência do ocidente em não aliviar as sanções pode criar crispações entre os Estados membros.

Desde que eclodiu a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Moscovo tem sido alvo de duras sanções pelo ocidente.

Dentre os castigos aplicados a Rússia destacam-se o congelamento de bens de bancos privados, suspensão da radiodifusão na UE, proibição das importações de petróleo bruto e produtos petrolíferos refinados.

Medidas que segundo explicou o analista internacional, Tobias Miguel, constituem um martírio à própria união europeia, que tem membros com pouca robustez económica.

Por seu turno, Zefanias Namborete lembra que os Estados vivem numa situação de interdependência e não seria possível o sistema internacional subsistir sem a contribuição da Rússia.

Sobre a pretensão da União europeia de aumentar a quantidade de gás importado de Israel e Egipto os analistas dizem que a medida não resolve o problema e que poderá criar disparidades entre os países membros.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, criticou hoje quem defende uma posição de neutralidade face à guerra na Ucrânia e apelou a que todas as nações europeias apoiem económica e militarmente Kiev.

Numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e organizações regionais e sub-regionais na manutenção da paz e segurança internacionais, Josep Borrell discursou virtualmente perante os diplomatas e declarou que o sistema multilateral está agora sob pressão como nunca devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, defendendo a necessidade de uma cooperação global cada vez maior.

“É preciso cooperar mesmo com os países com quem não estamos alinhados. […] A ciência e a tecnologia estão a avançar, mas a diplomacia não está a avançar o suficiente”, disse.

“Na União Europeia, estamos plenamente mobilizados em ajudar a Ucrânia a manter-se economicamente à tona e apta militarmente para defender o seu povo, a sua integridade territorial e a sua democracia. Esta é uma oportunidade para chamar todas as nações europeias, sendo pequenas ou grandes, para ajudar a Ucrânia fazendo o mesmo”, apelou.

Borrell defendeu então que “ninguém pode ser neutro numa questão como a guerra russa na Ucrânia”, frisando que “estar neutro é estar do lado do agressor”.

“Ninguém pode viver seguro num mundo em que o uso ilegal da força é normalizado ou tolerado”, observou o diplomata.

A Rússia ressaltou que os países ocidentais que tentaram isolá-la, devido à invasão à Ucrânia, reduzindo as importações do gás russo e impondo sanções, não estão a ter resultados esperados e comparou a situação a um tiro na própria cabeça.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse, na última quarta-feira, que o Ocidente se “deu um tiro na cabeça” com as restrições à importação de produtos daquele país, o que não teve, entretanto, o efeito esperado.

“A oferta de energia está a aumentar constantemente: a China sabe o que quer e não dá um tiro no próprio pé. Enquanto, a Oeste de Moscovo, se dão tiros na cabeça, a União Europeia está a conspirar um caminho suicida ao tentar eliminar a energia russa”, explicou Zakharova.

Esta quinta-feira, refere o Notícias ao Minuto, a empresa russa Gazprom anunciou que vai reduzir em mais de um terço as entregas de gás para a Europa, através do gasoduto Nord Stream, após problemas detectados nos equipamentos. Assim, a produção diária cairá de 100 para 67 milhões de metros cúbicos.

Nas últimas semanas, a Gazprom interrompeu as entregas de gás a vários clientes europeus que se recusaram a fazer os pagamentos em rublos.

Em resposta às sanções impostas pela União Europeia, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, exigiu que os considerados países “hostis” fizessem o pagamento em rublos.

Cerca de 40 pessoas perderam a vida na sequência de confrontos na cidade etíope ocidental de Gambella. Dos mortos, 10 pertenciam às forças de segurança do Governo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, um porta-voz do rebelde Exército de Libertação Oromo (OLA), um grupo dissidente da Frente de Libertação Oromo (OLF), disse que o grupo tinha lançado “uma operação” na cidade.

Mais tarde, alegou que a operação tinha sido concluída “depois da concretização dos objetivos”, acrescentando ter apreendido “uma grande quantidade” de armas.

Segundo a BBC, os residentes confirmaram que a calma parecia ter regressado à cidade na quarta-feira, embora as empresas e escritórios permanecessem fechados.

As autoridades teriam já confirmado, na terça-feira, que as forças locais conseguiram controlar a cidade e reestabelecer a tranquilidade.

O OLA, na sequência do acordo de paz de 2018, reivindicou a responsabilidade por vários ataques nos últimos meses – especialmente na Oromia -, depois de ter anunciado uma aliança com a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) aquando do conflito de novembro de 2020 na região norte do Tigray.

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