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O País – A verdade como notícia

A União Europeia irá continuar a cooperar com Moçambique em questões ligadas à paz. A garantia foi dada esta segunda-feira, pelo Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sanchez-Benedito Gaspar, na celebração do Dia da Europa.

 

Na ocasião em que se comemora o Dia da Europa, António Sanchez-Benedito Gaspar afirmou que Moçambique continua sendo um dos principais parceiros de desenvolvimento da União Europeia. Segundo o Embaixador da União Europeia em Moçambique, a instituição que representa continuará a apoiar a paz no país, quer através da implementação do Acordo de Maputo, assinado em Agosto de 2019, quer através de uma resposta integrada à insurgência em Cabo Delgado.

 Num encontro em que estiveram vários políticos e diplomatas de vários países, na Fortaleza de Maputo, para celebrar o Dia da Europa, o Embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sanchez-Benedito Gaspar,  não só se referiu ao compromisso com a paz, bem como a importância do país no contexto internacional. “Moçambique é chamado a ocupar um lugar cada vez mais importante no contexto africano e internacional. Moçambique pode desempenhar um papel fundamental numa aliança África – Europa forte, ao serviço dos cidadãos de ambos os continentes”.

Ao dirigir-se aos convidados, António Sanchez-Benedito Gaspar lembrou que a paz é a principal razão de ser da União Europeia. Também por isso, os países membros continuarão a acolher os ucranianos vítimas da guerra com a Rússia.

A representar o Governo, na celebração do Dia da Europa, na Fortaleza de Maputo, esteve a  Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, que concordou com Gaspar “Hoje, indubitavelmente, a União Europeia é um parceiro de cooperação estratégico, no apoio aos processos de desenvolvimento de Moçambique”. Por isso mesmo, a Ministra Lídia Cardoso agradeceu, no seu discurso de ocasião, à cooperação bilateral evidente nos domínios da infra-estrutura, do desenvolvimento local, da cultura, do meio ambiente, das mudanças climáticas e da consolidação da paz, cujo impacto contribui de forma expressiva nos esforços pelo progresso e bem-estar dos moçambicanos.

O Dia da Europa é celebrado anualmente a 9 de Maio, como forma de honrar a paz e a unidade do continente europeu. Igualmente, a efeméride é uma homenagem a toda uma geração de mulheres e homens europeus que viram na união continental algo possível e necessário.

 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garante que o seu país vencerá a guerra frente à Rússia e não irá ceder qualquer pedaço de terra para Moscovo.

Tradicionalmente, a 09 de Maio, a Rússia celebra o seu Dia da Vitória, que lembra a capitulação da Alemanha nazi, em 1945. Falando por ocasião do 77.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial, Vladimir Putin disse que a acção militar da Rússia na Ucrânia é uma resposta oportuna e necessária às políticas ocidentais.

As tropas russas e as milícias de Donetsk e Lugansk lutam pela sua pátria e pelo seu futuro, para que ninguém se esqueça das lições da Segunda Guerra Mundial e não haja espaço para os nazis.

Foto: Notícias ao Minuto

O Dia da Vitória, feriado mais importante do ano na Rússia, contou com a presença de unidades que participaram na guerra nas operações de início da guerra na Ucrânia, a 24 de Fevereiro passado.

Enquanto Moscovo assinalava a data com as tradicionais paradas militares, o chefe de Estado ucraniano salientou que no Dia da Vitória sobre o nazismo, o seu país luta  por uma nova vitória. “O caminho para isso é difícil, mas não há dúvidas de que a vitória é certa”, assegura.

Volodymyr Zelensky sublinhou ainda que os ucranianos não ceder a ninguém um único pedaço da sua terra, nem da sua história. E não há invasor que possa governar um povo livre, que mais cedo ou mais tarde, vencerá.

A Rússia continua a avançar no leste da Ucrânia, para tentar estabelecer o controlo total sobre as regiões de Donetsk e Lugansk e criar um corredor terrestre com a Crimeia, avançou o exército ucraniano.

Num relatório divulgado hoje e citado pelo Notícias ao Minuto, o estado-maior do exército da Ucrânia diz que, em direcção a Donetsk, os russos, apoiados por aviões e artilharia, concentraram os esforços na tentativa de assumir o controlo dos colonatos de Rubizhne e Popasna, e prepararam-se para continuar as operações ofensivas nos colonatos de Siversk, Sloviansk, Lysychansk e Avdiyivka.

O relatório, divulgado no dia em que Moscovo celebra o 77.º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi, afirma ainda que as tropas russas aumentaram a potência do arsenal bélico e estão a tentar destruir as defesas na leste da Ucrânia.

De acordo com o Notícias ao Minuto, em Donetsk e Lugansk as forças ucranianas conseguiram repelir seis ataques inimigos, destruindo 20 tanques, arsenal de artilharia, 28 veículos de combate blindados, um veículo blindado especial e cinco camiões militares.

O exército disse ainda que, na direcção de Slobozhansky, as forças inimigas focaram-se em reagrupar unidades, reabastecer reservas de munições e combustível, manter posições ocupadas e trabalhar para impedir o avanço das forças ucranianas em direcção à fronteira da região.

A Ucrânia disse também que, na Transnístria, um território separatista e pró-russo na vizinha Moldova, as formações armadas locais e as unidades das forças russas continuam a preparar-se para o combate.

A ofensiva militar russa já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

O papa Francisco pediu hoje orações pelas vítimas da explosão no Hotel Saratoga, em Havana, em Cuba que matou, pelo menos, 27 pessoas.

O líder da Igreja católica, que falava na Praça de São Pedro, relembrou a explosão no hotel e pediu orações pelas vítimas, “para que Cristo as guie até à casa do pai”, escreve o Notícias ao Minuto.

Francisco pediu ainda apoio para os familiares das vítimas.

As equipas de socorro cubanas retiraram mais um corpo dos escombros causados pela explosão ocorrida na sexta-feira num hotel de Havana, elevando o número de mortos para 27, disseram fontes oficiais, citadas pelo Notícias ao Minuto.

“Há uma nova morte, o que eleva o número de mortos para 27”, disse o chefe dos serviços hospitalares do Ministério da Saúde cubano, Julio Guerra, numa conferência de imprensa, no sábado.

Guerra acrescentou que dos 81 feridos, 37 continuam hospitalizados, devido à explosão no Hotel Saratoga, provavelmente causada por uma fuga de gás.

Fechado há dois anos devido à pandemia da COVID-19 , o Hotel Saratoga, situado no centro histórico da capital cubana, preparava-se para reabrir na terça-feira.

As autoridades cubanas anunciaram a morte de 22 pessoas, na sequência de numa explosão num hotel de luxo, no centro histórico de Havana.

A explosão, ocorrida ao fim da manhã de sexta-feira, provavelmente causada por uma fuga de gás, causou o desmoronamento de parte do edifício de sete andares e da fachada dos três primeiros andares, com toneladas de detritos a caírem no pavimento, refere o Notícias ao Minuto.

Bombeiros, agentes da polícia e equipas de emergência estiveram no local e transportaram as vítimas para vários hospitais, iniciando também as buscas de sobreviventes soterrados nos escombros.

Alojado num edifício neoclássico, construído em 1880, no centro histórico de Havana, o hotel Saratoga está a funcionar desde 1991, tendo sido restaurado pela última vez em 2005, de acordo com os meios de comunicação oficiais cubanos.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, toma hoje posse no Palácio do Eliseu com vários desafios para os próximos anos, como a reindustrialização da França, o aumento do poder de compra e uma possível reconfiguração das forças políticas francesas após as legislativas.

Se há cinco anos o Presidente entrava pela primeira vez na arena pública e política e os franceses lhe deram um período de graça que terminou definitivamente em Novembro de 2018 com o início do movimento dos ‘coletes amarelos’, hoje em dia as expectativas quanto à sua actuação política são mais realistas, mas também mais urgentes.

Emmanuel Macron manteve no seu programa o aumento da idade da reforma para os 65 anos e a reforma das pensões que não conseguiu concluir no seu mandato anterior. Segundo um estudo da Allianz Trade, citado pelo Notícias ao Minuto, esta é uma das medidas que pode poupar 40 mil milhões de euros anuais aos cofres franceses, com este dinheiro a reverter para acelerar a transição verde no país.

Ao mesmo tempo, a França, tal como outros parceiros europeus, vê-se a braços com uma inflação recorde de 4,8% em Abril de 2022, propulsionada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Este aumento afecta a grande indústria francesa, com as matérias-primas aumentarem nos sectores da maquinaria pesada, automóveis ou metalurgia (algumas das principais exportações francesas), mas também no poder de compra das famílias que já começaram a adaptar o carrinho de compras quando vão ao supermercado.

Quanto aos desafios sociais, se por um lado o aumento da idade da reforma e a reforma das pensões ajudam as contas da França, contribuem também para um clima social tenso e revolta dos sindicatos, com muitos franceses a oporem-se à ideia de trabalhar para além dos 62 anos, actual idade da reforma, e muitos a defenderem mesmo a reforma aos 60 anos.

No dia 01 de Maio, os sindicatos prometeram estar atentos à acção do Governo e voltar às ruas se o Presidente insistir nessas medidas, criando um clima de tensão social entre trabalhadores e Emmanuel Macron.

A esperança que anima alguns sindicatos é a aliança à esquerda e um possível alargamento da representação parlamentar que possa abrir caminho a uma maior margem de negociação sobre mais medidas sociais, como maximização das ajudas às famílias e aumentos dos cheques alimentação e energia para as famílias mais pobres.

Desde que ganhou o segundo mandato no final de abril, Emmanuel Macron tem vindo a perder a sua popularidade, segundo o jornal “Huffington Post”, agradando actualmente a apenas 32% dos franceses, o mesmo nível que tinha antes do início da guerra na Ucrânia, escreve o Notícias ao Minuto.

No âmbito político, importa destacar que há três semanas que Emmanuel Macron não consegue encontrar um primeiro-ministro. O Presidente preferiria uma mulher, com um perfil social, ecológico e também produtivo, de forma a ajudar a resolver os desafios sociais. No entanto, até agora o Presidente da República só recebeu respostas negativas.

Jean Castex e o actual Governo ficam em funções pelo menos até 13 de Maio, altura em que o Presidente já deve ter encontrado um novo ocupante para Matignon, que o ajude a seduzir os votos dos franceses e a alinhar a obediência interna do partido nas eleições legislativas que se realizam a 12 e 19 de Junho.

Face à união histórica à esquerda entre extrema-esquerda, socialistas, comunistas e ecologistas, Emmanuel Macron mudou o nome do seu partido de República em Marcha para Renascimento, e fez alianças com o Movimento Democrático e o partido Horizontes, podendo ser possível ainda entendimentos mais alargados à esquerda e à direita.

Não obter uma maioria nas eleições legislativas, levaria à escolha de um novo primeiro-ministro apontado por uma outra maioria e ao início de uma coabitação que, apesar de não ser algo novo na política francesa, colocaria à prova as medidas do programa de Emmanuel Macron para os próximos cinco anos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu, ontem, a necessidade de uma missão internacional no Mali, para evitar o colapso do país e propôs uma força africana com um mandato robusto do Conselho de Segurança.

A missão internacional da força do Conselho de Segurança das Nações Unidas destacada para o Mali, em 2013, poderá ser renovada em Junho deste ano. Trata-se de uma força com cerca de 13 mil soldados, agentes da polícia e civis.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sem a Missão Multidimensional de Estabilização Integrada das Nações Unidas, no Mali, o risco de colapso do país é enorme.

Assim, Guterres propôs o destacamento de uma força robusta de manutenção da paz e sustentou que deve ser africana, mas com um mandato do Conselho de Segurança e com financiamento obrigatório.

O responsável da ONU admitiu que a tarefa é difícil, pelo facto de a missão da organização no Mali ter perdido mais agentes no processo de manutenção da paz em 2021 do que todas as outras missões no mundo.

Cerca de 170 soldados das Nações Unidas foram mortos, desde 2013, em ataques perpetrados por extremistas, com recurso a bombas artesanais.

Os países africanos são os que têm mais tropas na Missão Multidimensional de Estabilização Integrada das Nações Unidas, mas há críticas devido ao seu mandato limitado.

As autoridades da Guiné vão processar, judicialmente, o ex-Presidente, Alpha Conde, e 26 dos seus funcionários por violência durante a sua candidatura para um controverso terceiro mandato, após uma revisão da lei para o efeito.

O ex-líder da Guiné, 84 anos, foi derrubado num golpe de Estado em Setembro, por uma junta militar que agora lidera o país da África Ocidental.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Alpha Conde e os seus apoiantes são acusados de vários crimes, nomeadamente assassinatos, raptos, tortura e detenções ilegais.

O documento assinado pela magistratura guineense acrescenta que a violência eleitoral ordenada por Conde na Guiné, em 2020, matou pelo menos 12 pessoas na capital e 50 noutras partes do país.

A proposta de Conde de alargar o seu Governo a um terceiro mandato, após apoiar um referendo constitucional que alterou os limites de governação, provocou manifestações violentas. O ex-líder ganhou mais um mandato em Outubro de 2020 e foi deposto pelos militares em Setembro de 2021.

Embora a junta no poder tenha dito em Abril que Conde era livre de se deslocar dentro do país, as novas acusações significam que ele será mantido sob prisão domiciliária.

A ordem de processo judicial contra Conde chega quase uma semana depois de o chefe da junta militar, Coronel Mamady Doumbouya, ter dito que a transição para as eleições e o regresso a um governo civil e democrático poderia levar mais de três anos.

 

 

O Partido Trabalhista conquistou vários municípios históricos ao Partido Conservador do primeiro-ministro, Boris Johnson, nas eleições locais de quinta-feira, incluindo Westminster, Wandsworth e Barnet.

Os três municípios londrinos eram controlados pelos ‘tories’ há várias décadas, no caso de Westminster desde a criação, em 1964.

Citado pelo Notícias ao Minuto, o presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, salientou a importância da vitória em Wandsworth, no sul de Londres, município conquistado inicialmente por Margaret Thatcher e mantido ao longo de várias lideranças do Partido, durante 44 anos.

“Esta noite foi feita história”, disse, atribuindo o resultado a “uma combinação de Boris Johnson e Keir Starmer [líder do partido Trabalhista]”.

No entanto, por enquanto os ganhos têm sido limitados no resto de Inglaterra, onde parte da contagem dos boletins só começa hoje, juntamente com a da Escócia e País de Gales.

O mau desempenho dos Conservadores também beneficiou outros partidos da oposição, como os Liberais Democratas e os Verdes.

Às 07:00 locais, quando estavam apurados metade dos boletins nas 146 autarquias que foram a votos, o Partido Trabalhista tinha elegido 1.189 vereadores, o Conservador 535, os Liberais Democratas 257 e os Verdes 39.

No sul, Southampton também passou a ser Trabalhista, enquanto em Hull, no norte, passa a existir uma maioria dos Liberais Democratas.

As eleições realizaram-se em 146 das 333 autarquias em Inglaterra e em todos os 32 municípios da Escócia e 22 do País de Gales para eleger milhares de vereadores.

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