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O País – A verdade como notícia

Mais de 130 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na sequência de um sismo no Afeganistão, que se sentiu primeiras horas da madrugada desta quarta-feira. O sismo teve magnitude 6.1 na escala de Richter, escrevem os meios de comunicação internacionais, citados pelo Observador.

Segundo o Notícias ao Minuto, o número de vítimas está ainda a ser avaliado e pode aumentar nas próximas horas, sendo esperado que várias pessoas tenham ficado presas nos escombros.

Outros meios, como a Al Jazeera, apontam já para um número de mortes superior, de pelo menos 155 vítimas mortais. E outros, como o jornal britânico The Guardian, chegam a referir a morte de 255 pessoas, citando a agência de notícias estatal do país, a Bakhtar News Agency.

Segundo a BBC, por exemplo, pelo menos 250 pessoas morreram, de acordo com uma fonte oficial local, e a agência de notícias estatal afegã, Bakhtar, dá conta de 225 mortos.

O epicentro do sismo sentiu-se a cerca de 44 quilómetros da cidade de Khost, junto à fronteira com o Paquistão, acrescenta a Reuters. A cidade tem quase um milhão de habitantes e é a maior do sudeste do país.

A Al Jazeera, por sua vez, acrescenta que a região de Paktika foi a mais afectada pelo impacto do sismo: só nesta região terão morrido perto de 100 pessoas.

O sismo terá sido sentido num raio de 500 quilómetros, em regiões do Afeganistão, Paquistão e Índia (incluindo Cabul e Islamabad, capitais dos dois primeiros países) habitadas por perto de 119 milhões de pessoas, avançou entretanto o Centro Sísmico do Mediterrâneo Europeu (ESMC), uma organização científica não-governamental.

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, entregou a sua demissão a Emmanuel Macron, que a recusou, alegadamente para que o governo se mantenha em funções.

O chefe de Estado realizará “as consultas políticas necessárias (…) a fim de identificar soluções construtivas para o povo francês”, explicou a Presidência, antes de uma série de reuniões que terão lugar no Palácio do Eliseu.

O pedido de demissão da primeira-ministra acontece dois dias depois das eleições legislativas em que Emmanuel Macron perdeu a maioria e se assistiu a um crescimento da extrema-direita no país.

Após serem conhecidos os resultados das eleições, a primeira-ministra francesa considerou que estes constituem um “risco para o país” e apelou a uma “maioria de ação” e à “união”, prometendo diálogo da parte do Governo e do Presidente, escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, vai enfrentar o segundo mandato sem a maioria absoluta parlamentar de que dispunha anteriormente, que perdeu na segunda volta das legislativas de domingo.

A união de partidos de esquerda é a primeira força da oposição, enquanto a extrema-direita liderada por Marine Le Pen conseguiu um resultado histórico.

As forças coligadas que apoiam a política do Palácio do Eliseu perderam mais de uma centena dos 350 deputados que tinham e ficam longe dos 289 lugares que permitiriam a força política necessária na Assembleia Nacional.

O Parlamento francês está mais dividido do que nunca, num sistema que prima por maiorias e que obriga o chefe de Estado a negociar apoios externos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai participar, por videoconferência, na cimeira da NATO, que vai decorrer em Madrid, a 29 e 30 de Junho, escreve o Notícias ao Minuto.
“Zelensky foi convidado a falar na primeira sessão desta cimeira, ou seja, na sessão de abertura, que vai contar com a presença dos 30 líderes, os aliados da NATO”, afirmou Ihor Zhovkva, o director adjunto do gabinete presidencial.
Ihor Zhovkva sublinhou que a cimeira deverá adoptar um novo conceito estratégico de defesa da NATO para a próxima década e, na declaração final, a ser aprovada no final da cimeira, a situação na Ucrânia, bem como a invasão russa vão estar em destaque no documento.
Segundo o Notícias ao Minuto, cerca de 40 líderes mundiais, incluindo dos países-membros da NATO e convidados, deverão marcar presença na cimeira de Madrid, além de cinco mil participantes.
Zelensky também aceitou um convite da Alemanha para participar na próxima cimeira do G7, que vai decorrer entre 26 e 28 de junho, na Baviera.

O primeiro-ministro cabo-verdiano declarou hoje situação de emergência social e económica no país, devido aos impactos da guerra na Ucrânia. Ulisses Correia e Silva anunciou mais medidas de mitigação, com um custo total de mais de 80 milhões de euros.

“A situação é de emergência económica, social e humanitária em vários países do mundo, particularmente os países menos desenvolvidos. Em Cabo Verde, sentimos os fortes impactos na inflação, na deterioração do poder de compra das famílias, na segurança alimentar e nas perspectivas de crescimento económico. Estas são as razões para declarar situação de emergência social e económica em Cabo Verde, derivada dos impactos da guerra na Ucrânia”, anunciou Ulisses Correia e Silva, numa declaração ao país.

Segundo o Notícias ao Minuto, o chefe do Governo avançou que o custo total para implementação das medidas de mitigação dos efeitos da crises alimentar e energética é de 8,9 mil milhões de escudos até ao final deste ano.

O país vive, ainda, uma profunda crise económica, após uma recessão de quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, face à ausência de turismo provocada pela pandemia da COVID-19, sector que garante 25% do PIB e do emprego.

O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido entre 6,5 e 7,5% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022, que foi revisto para 4%, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia.

Vinte e cinco pessoas perderam a vida na sequência das inundações causadas pelas chuvas torrenciais que se registaram no Bangladesh. As autoridades estimam que mais de 90 mil pessoas tenham sido afectadas pela intempérie.

De acordo com o secretário de Estado para a Gestão de Catástrofes, Enamur Rahman, citado pelo Notícias ao Minuto, as inundações que afectam os distritos de Sylhet e Sunamganj no nordeste do Bangladesh “são as piores em 122 anos”.

“Cerca de 90.000 pessoas nos distritos de Sylhet e Sunamganj foram afetadas pelas cheias e transferidas para abrigos”, acrescentou.

Devido às inundações, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em várias zonas do nordeste do país. Entretanto, as operações de voo no Aeroporto Internacional Osmani em Sylhet foram suspensas até segunda-feira.

Homens armados mataram, no sábado, 20 civis em diversas localidades perto da cidade de Gao, no norte do Mali. A informação foi divulgada, esta segunda-feira, pelas autoridades locais citadas pelo Observador.

“Terroristas criminosos assassinaram no sábado pelo menos 20 civis em diversas localidades da comuna de Anchawadj, a algumas dezenas de quilómetros de Gao, assegurou por telefone um responsável da polícia da região sob anonimato.

Um outro responsável da Polícia em Bamako, que também solicitou anonimato, “o assassinato no sábado de cerca de 20 civis em Ebak, 35 quilómetros a norte de Gao, e em localidades vizinhas”, ao referir-se a “um acto perpetrado por criminosos armados”.

Nenhuma outra fonte confirmou serem os ‘jihadistas’ os responsáveis pelo ataque.

A região de Gao tem sido palco de violências desde o início do conflito em 2012, quando grupos armados se rebelaram contra o Governo de Bamako. Em 2015 assinaram um acordo de paz com o Mali, que ainda não foi aplicado na totalidade.

Outros grupos armados, integrados por ex-rebeldes, grupos ‘jihadistas’ — filiados na Al Qaida e na organização Estado Islâmico também actuam na zona contra as forças leais ao Governo, e pelo controlo de territórios e influência.

Traficantes e outros grupos ilegais também estão presentes nesta região desértica, onde o Estado é praticamente inexistente, escreve o Notícias ao Minuto.

No seu último relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, referiu-se a uma situação securitária “fortemente deteriorada” na região de Gao e ainda em Ménaka, mais a leste junto à fronteira com o Níger.

O presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu a maioria dos lugares no Parlamento, mas perdeu a maioria absoluta, segundo indicam as primeiras projecções que apontam, também, para uma forte subida de extrema-direita.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a abstenção rondou os 54%, mais elevada face à primeira volta da passada semana.

Depois de, na primeira volta das eleições presidenciais francesas, a coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES) e a coligação presidencial Juntos! (Ensemble!, em francês) terem ficado separadas por cerca de 20 mil votos, Macron vinha repetindo os apelos a um “sobressalto republicano” nesta segunda volta. Pelo contrário, o líder do NUPES, Jean-Luc Mélenchon, tinha pedido que estas eleições fossem uma “terceira volta” das eleições presidenciais.

O secretário-geral da NATO diz que a guerra entre a Rússia e Ucrânia pode durar anos. O líder avisou durante uma entrevista publicada este domingo no diário alemão Bild.

Já vai longa a guerra entre Rússia e Ucrânia. Entretanto, mais grave ainda é que pode durar anos. Segundo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, os países ocidentais devem manter o seu apoio a Kiev e estarem preparados para apoiar o conflito, cujo seu fim é incerto.

Por outro lado, Stoltenberg diz que o preço pode ainda ser maior caso o Presidente russo, Vladimir Putin, atinja seus objectivos na Ucrânia, como fez com a anexação da Crimeia em 2014. Neste contexto, exortou os países da aliança a continuarem a entregar armas a Kiev.

As Forças Armadas da Ucrânia afirmam que cerca de 33.600 soldados russos morreram desde o início da invasão. No mais recente balanço sobre as perdas das tropas russas, publicado este domingo, a Ucrânia diz ainda ter destruído 1.468 tanques e 3.577 veículos armados.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse esta sexta-feira que o “ocidente está a viver uma ilusão” ao considerar-se o poder dominante na cena internacional, e alertou que o mundo não será como dantes.

Num discurso no Fórum Económico de São Petersburgo, na Rússia, Vladimir Putin disse que assiste a um agravamento das questões sociais e económicas na Europa.

“Nos EUA, vemos constantes aumentos dos preços de bens alimentares e energia. Os níveis de vida dos europeus estão a diminuir e as suas empresas estão a perder competitividade”, afirmou Putin.

O presidente russo salientou que as mudanças na geopolítica, com o surgimento e crescente proeminência de novos centros de poder, são uma realidade que os países ocidentais se recusam a reconhecer.

Ainda, segundo Putin, a decisão de se iniciar a operação militar na Ucrânia foi difícil, mas forçada. E o exército russo está a defender os direitos do país e do povo de Donbass, pelo que todos os objectivos serão cumpridos.

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