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O País – A verdade como notícia

O presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e a primeira-ministra, Sanna Marin, anunciaram, esta quinta-feira, que são a favor da adesão do país à aliança transatlântica NATO e que o pedido de adesão deve ser feito “rapidamente”.

Durante uma conferência de imprensa depois de um encontro com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, Sanna Marin defendeu que a possível adesão do país à NATO reforçará a segurança dos cidadãos e pediu à comunidade internacional sanções mais fortes contra a Rússia.

“Se a Finlândia tomar este passo histórico, será pela segurança dos nossos próprios cidadãos. Aderir à NATO fortalecerá toda a comunidade internacional que defende os mesmos valores fundamentais”, acrescentou.

Marin contou que conversou com Kishida sobre as agressões terríveis russas contra a Ucrânia e as suas consequências, concordando que as sanções aplicadas a Moscovo precisam de atingir os sectores energéticos, financeiros e dos transportes de forma mais abrangente e rígida do que está a ser agora praticado.

O primeiro-ministro japonês mostrou-se disponível para colaborar com a Finlândia na resposta contra a invasão da Rússia ao país vizinho, bem como para assegurar a paz e a estabilidade na região Indo-Pacífica, onde o Japão lida atualmente com ameaças da Coreia do Norte e com a ascensão do poder militar da China.

O Japão juntou-se prontamente a outros países industrializados e da União Europeia na imposição de sanções à Rússia na sequência da invasão da Ucrânia a 24 de Fevereiro.

Em Tóquio, cresce o receio de que a guerra possa incentivar a China a tomar ações militares mais assertivas nos mares do Leste e Sul, onde as reivindicações territoriais de Pequim se sobrepõem às dos seus vizinhos mais pequenos.

O Japão congelou bens de líderes russos, incluindo os do próprio Presidente, Vladimir Putin, e de vários funcionários do governo ou bilionários próximos do mesmo.

O país restringiu ainda o comércio e anunciou que vai eliminar gradualmente as importações de carvão e petróleo bruto russo.

 

A Coreia do Norte anunciou, hoje, o primeiro caso da COVID-19, desde o início da pandemia, há mais de dois anos. A informação foi divulgada, esta quinta-feira, pelos meios de comunicação estatais, citados pela imprensa internacional.

Segundo o Observador que cita a agência de notícias estatal KCNA, o primeiro caso da COVID-19 foi detectado em estes realizados este domingo, em Pyongyang, a um número não especificado de pessoas doentes e com febre, “corresponde à variante Ómicron” do coronavírus SARS-CoV-2.

Depois do anúncio do primeiro caso, o Governo realizou uma reunião de emergência da comissão política do Partido dos Trabalhadores, no poder. Na ocasião, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, anunciou a criação de um sistema de quarentena para controlar as infecções de “emergência máxima”. Por outras palavras, Kim Jong-un decretou um maior isolamento no país.

“O objetivo é eliminar a raiz o mais rapidamente possível”, disse Kim Jong-un à agência estatal KCNA, citada pelo Observador.
Além de um controlo mais rigoroso das fronteiras e de medidas de confinamento, Kim pediu à população para “impedir completamente a propagação do vírus, bloqueando totalmente bairros em todas as cidades e em todos os concelhos do país”.

Ainda na reunião, o líder norte-coreano disse que todas as actividades produtivas e comerciais serão organizadas de modo a isolar cada unidade de trabalho para evitar a propagação do vírus.

A Coreia do Norte fechou completamente as fronteiras desde o início da pandemia, há mais de dois anos, sendo esta a primeira vez que o Governo norte-coreano anuncia a presença da doença no país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, citado pelo Notícias ao Minuto, a Coreia do Norte realizou, em 2020, 13.259 testes da COVID-19, todos com resultado negativo.

A COVID-19 causou mais de seis milhões de mortos e mais de 510 milhões de infeções em todo o mundo, de acordo com dados da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

 

A Ucrânia diz que ainda não recebeu armamento suficiente para libertar Mariupol das mãos das tropas russas e reforça pedido de ajuda à comunidade internacional. Volodymyr Zelensky diz que os bombardeamentos não param.

O Presidente ucraniano disse, na terça-feira, que o seu país não recebeu a quantidade de armas de que necessita para romper o cerco a Mariupol e retomar a cidade.

Falando por videoconferência aos deputados do Parlamento de Malta, Volodymyr Zelensky fez saber que a Ucrânia está a recorrer a todos os instrumentos diplomáticos possíveis para salvar civis e militares, mas a Rússia não aceita nenhuma das opções propostas.

Por isso, pede aos parceiros que forneçam armas no sentido de libertar Mariupol e salvar o pessoal civil e militar.

Segundo o Observador, Zelensky adiantou que cidades e outras povoações ucranianas foram atingidas por 2.250 mísseis nos dois meses e meio de invasão russa e os bombardeamentos não param, nem durante o dia, nem à noite.

O bloqueio russo dos portos no Mar Negro e Mar de Azov impede a exportação de produtos agrícolas.

“Se não podemos exportar trigo, cevada, sementes de girassol e óleo de girassol, a população do norte de África e da Ásia vai ficar com falta de comida e os preços vão subir”, alertou Zelensky, sublinhando que, mais tarde, poderá haver caos e uma nova crise migratória.

Vladimir Putin está a preparar-se para um conflito prolongado na Ucrânia. Estas são palavras da directora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Avril Haines citada pela Euronews.

A chefe dos serviços secretos norte-americanos afirmou ontem que a Rússia estaria a planear continuar a invasão da Ucrânia para além da campanha actualmente em curso na região de Donbas.

“Entendemos que o Presidente Putin está a preparar-se para um conflito prolongado na Ucrânia, durante o qual ainda pretende atingir objectivos para além dos de Donbas. Os objectivos estratégicos de Putin provavelmente não mudaram, sugerindo que ele considera que a decisão tomada em finais de Março de reorientar as forças russas para a região de Donbas é apenas uma mudança temporária para recuperar a iniciativa após o fracasso dos militares russos em capturar Kiev”, afirmou Avril Haines.

No plano diplomático, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, foi o primeiro líder europeu a visitar a Casa Branca desde o início dos combates na Ucrânia em finais de Fevereiro, escreve a Euronews.

Falando aos repórteres, Draghi admitiu que a guerra na Ucrânia vai provocar mudanças drásticas na Europa.

 

Morreu, esta segunda-feira, aos 88 anos, o primeiro presidente da Ucrânia independente, Leonid Kravchuk, vítima de doença, em plena invasão russa do país. A notícia foi anunciada, ontem, pelo presidente da câmara municipal de Kyiv, Vitali Klitschko, citado pela imprensa internacional.

“Uma grande perda para toda a Ucrânia. Hoje, Leonid Kravchuk morreu, o primeiro presidente da Ucrânia, o primeiro presidente da Rada [Parlamento ucraniano], e o homem que esteve na origem do Estado ucraniano moderno”, indicou Klitschko no Telegram citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a CNN Portugal, o antigo presidente, que governou o país de 1991 a 1994, estava com a saúde fragilizada. Em junho de 2021, ele foi submetido a uma cirurgia no coração e entrou em coma, antes de ser internado numa uma clínica em Munique, sul da Alemanha, para reabilitação. Em 2017, foi-lhe colocada uma endoprótese flexível na artéria carótida, precisou a Deutsche Welle (DW).

Durante os últimos anos da União Soviética, Kravchuk liderou a Ucrânia como chefe do Partido Comunista. Ele teve um papel decisivo no esfacelamento do regime soviético, depois de se tornar o primeiro presidente da Ucrânia independente, em 1991.

Ele é considerado como uma das principais forças envolvidas na declaração da independência ucraniana. Em 8 de dezembro de 1991, ele assinou, juntamente com os líderes da Rússia e de Belarus, um acordo que declarava formalmente o fim da União Soviética, escreve o Notícias ao Minuto que cita a Lusa.

 

ZELENSKYY PRESTA HOMENAGEM AO PRIMEIRO PRESIDENTE UCRANIANO

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy prestou, na noite de ontem, homenagem ao primeiro presidente ucraniano, Leonid Kravchuk, que faleceu após doença prolongada.

“Leonid Kravchuk sabia o preço da liberdade. E de todo o seu coração, queria a paz para a Ucrânia. Estou certo de que vamos conseguir. Conseguiremos a nossa vitória e a nossa paz. Honra eterna e memória para o primeiro presidente da Ucrânia independente”, declarou Zelenskyy.

 

A República Checa foi eleita, hoje, pela Assembleia-Geral da ONU, com uma maioria de 157 votos, como sucessora da Rússia no Conselho de Direitos Humanos, com um mandato válido até Dezembro de 2023.

A República Checa, única candidata ao lugar, precisava de uma maioria de 97 votos para ser eleita, mas superou esse número em 60 votos, num total de 180 possíveis. Foram ainda registadas 23 abstenções, de acordo com o Notícias ao Minuto.

O assento foi abandonado no dia 07 de Abril pela Rússia, após a sua suspensão do Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por iniciativa dos Estados Unidos e devido à invasão russa da Ucrânia. O mandato da Rússia neste órgão expirava em 2023.

Com sede em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 membros, é o principal fórum das Nações Unidas para esta área.

Além de promover os direitos humanos, a sua missão é rever regularmente a situação humanitária nos países membros da ONU. Também pode abordar qualquer questão urgente durante reuniões excepcionais, como foi o caso da Ucrânia, apesar da oposição de Moscovo.

A Rússia não vai participar na sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a deterioração da situação dos direitos humanos na Ucrânia, anunciou hoje a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

“A delegação russa não vai legitimar, com a sua presença, este novo espetáculo político organizado sob a forma de uma sessão extraordinária”, disse Zakharova, em comunicado citado pelo Notícias ao Minuto.

“Infelizmente, os nossos argumentos e esclarecimentos sobre os objectivos reais desta operação militar especial na Ucrânia e a situação real no terreno são completamente ignorados, lamentou.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU vai organizar a sessão extraordinária na quinta-feira, a pedido de Kiev e apoiada por outros 15 Estados-membros do Conselho, incluindo a França, a Gâmbia, o Japão, o México, os Estados Unidos e a Polónia, e por mais de 35 países observadores, incluindo a Bulgária, a Hungria, a Suíça e a Turquia.

De acordo com a fonte, esta é a primeira reunião dedicada a este assunto desde que a Assembleia Geral da ONU suspendeu a Rússia, no início de Abril, do órgão máximo da organização internacional para os direitos humanos.

No entanto, tendo Moscovo antecipado a sua suspensão renunciando ao seu estatuto de membro do Conselho dos Direitos Humanos, a Rússia tinha direito a participar como país observador nos trabalhos do Conselho marcados para quinta-feira.

O exército do Burkina Faso anunciou hoje que matou 50 supostos terroristas na segunda-feira, em resposta a uma emboscada no nordeste e uma operação no sudoeste

Na segunda-feira, “a unidade Garsi (Grupo de Vigilância e Intervenção de Ação Rápida) de Barani reagiu vigorosamente a uma emboscada armada de várias dezenas de indivíduos a poucos quilómetros da localidade de Barakuy, na região de Boucle du Mouhoun (noroeste)”, refere o comunicado de imprensa do Estado-Maior, citado pelo Notícias ao Minuto.

“A unidade, que rapidamente assumiu o controle, apanhou os atacantes, neutralizando pelo menos 40 terroristas. Equipamentos de combate também foram recuperados, depois de buscas feitas após o ataque” e apoiados por meios aéreos, acrescenta.

O Estado-Maior específica que, do lado amigável, foram registados e socorridos alguns feridos ligeiros.

Enquanto o norte e o leste de Burkina Faso concentram a maioria dos ataques terroristas, certas regiões do oeste também são afetadas pela violência.

O Burkina Faso é alvo de ataques terroristas desde 2015, perpetrados por movimentos armados, alguns dos quais afiliados na Al-Qaeda e no grupo Estado Islâmico, que deixaram mais de 2.000 mortos e 1,8 milhão de deslocados.

O novo homem forte do país, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, que derrubou o Presidente eleito do país, Roch Marc Christian Kaboré, no dia 24 de Janeiro, acusado de ser ineficaz perante a violência do terrorismo, garante fazer da questão da segurança a sua prioridade.

Mais de um milhão de pessoas morrerão de cancro na África Subsariana dentro de oito anos, quase o dobro das mortes verificadas actualmente, alerta um estudo publicado, ontem, na revista científica ‘The Lancet Oncology’, citado pelo Notícias ao Minuto.

O estudo realizado pela Comissão de Oncologia Lancet, composta por especialistas internacionais refere que, se não forem tomadas medidas urgentes, a incidência de cancro na região disparará até 2040 para 1,4 milhão de casos por ano.

O documento destaca que uma em cada sete mulheres corre o risco de desenvolver cancro antes dos 75 anos e que, até 2050, metade dos casos de cancro infantil no mundo ocorrerá em África. Aponta ainda que cerca de 4,2% de todos os novos casos de cancro no mundo no ano passado foram registados na África Subsariana.

Para os especialistas, esses dados são resultado de uma combinação fatal de factores como infecções, exposição ambiental, envelhecimento da população, adopção de estilos de vida ocidentais ou problemas de infraestruturas, falta de pessoal qualificado e instalações de diagnóstico, tratamento e prevenção.

Os especialistas pontam também que, na África Subsariana, os pacientes descobrem o cancro em estágio avançado e apresentam uma alta taxa de abandono do tratamento, em parte devido à falta de conhecimento dos fatores de risco da doença.

O relatório alerta que a esta situação já grave soma-se a pandemia de COVID-19, que tem agravado muitos destes problemas, alerta o relatório.

Segundo dados do Centro Internacional de Investigação do Cancro, publicados em conjunto com o estudo da Comissão, o cancro do colo do útero e o cancro da mama foram os mais frequentes em 2020 nos países da África Subsariana.

O cancro do colo do útero sozinho foi responsável pela maioria das mortes por cancro e a principal causa de morte por cancro entre mulheres em 27 países (sendo o cancro da mama a principal causa de morte por cancro em 21 estados). Além disso, embora existam variações geográficas, quase 14% das mulheres na África Subsariana têm um risco de desenvolver cancro antes dos 75 anos.

Nos homens, o cancro da próstata foi o principal cancro (77.300 casos) em 40 países da região, seguido pelo cancro do fígado (24.700 casos) e cancro colorretal (23.400 casos). Entre os principais problemas nessa área, o relatório cita a falta de programas de prevenção e a baixa participação nos países que os possuem.

A falta de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), as limitações dos sistemas de saúde, o baixo nível de escolaridade e crenças tradicionais são outros problemas apontados no relatório. Doenças infecciosas, consumo elevado de tabaco e álcool em homens e ingestão diária de altas calorias também agravam o problema.

Para melhorar o tratamento do cancro na região, a Comissão sugere acções como o desenvolvimento e financiamento de planos nacionais de controlo do cancro, registos nacionais de casos para melhor planear as acções e a possibilidade de ampliar a cobertura universal de saúde. Propõe também o lançamento de programas-piloto de rastreio e deteção precoce do cancro e a inclusão dos cuidados paliativos como parte integrante e fundamental do tratamento. E, aconselha a criação de programas de formação para médicos e pediatras especialistas no tratamento do cancro, a criação de institutos e comissões de investigação financiadas, o desenvolvendo de colaborações e parcerias internacionais e o investimento em telessaúde.

 

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