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O País – A verdade como notícia

Cerca de 50 civis foram assassinados, na quarta-feira, num ataque, por supostos extremistas islâmicos no leste do Burkina Faso. A informação foi divulgada, ontem, num comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Moradores de Madjoari, uma localidade bloqueada por extremistas islâmicos que tentavam sair dela, foram alvo de indivíduos armados não identificados. O balanço provisório aponta para cerca de 50 mortos, acrescentou”, disse o governador da região leste, coronel Hubert Yameogo, citado no comunicado.

À semelhança de outras comunas do norte e leste do Burkina Faso, Madjoari foi bloqueada pelos extremistas islâmicos que atacam nessas regiões.

Privados de abastecimentos, os habitantes tentam escapar ao cerco desde a semana passada.

Foram “estas populações que foram interceptadas e executadas pelos terroristas, acrescentou um dos habitantes, especificando que todas as vítimas são homens”.

O governador assegurou que “estão em curso acções de segurança para restabelecer a tranquilidade”.

O ataque de quarta-feira vem na sequência de outros registados recentemente em Madjoari contra militares e civis.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos criticou, esta quinta-feira, a posição da China perante a invasão das tropas russas na Ucrânia. Falando durante um discurso na Universidade George Washington, Antony Blinken referiu que a cooperação entre os dois líderes era uma sinal alarmante.

“A defesa da guerra por parte de Pequim devia fazer soar os alarmes para todos nós”, admitiu o secretário de Estado dos EUA, considerando que este “é um momento pesado para o mundo”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O responsável norte-americano lembrou ainda que “mesmo quando a Rússia estava a mobilizar tropas para invadir a Ucrânia, a amizade entre os dois países nem estremeceu”. “Os países declararam que a amizade que unia os dois países era sem fronteiras”.

Ainda quanto a Taiwan, Blinken reafirmou que a posição do seu Governo face a Pequim não mudou, após recentes declarações do presidente Joe Biden que permitiram leituras ambíguas sobre a atitude de Washington perante um eventual conflito com a independência de Taiwan na mira.

“O que mudou foi a crescente coerção de Pequim, como o facto de tentar colocar fim às relações de Taiwan com outros países e bloquear qualquer participação (da ilha) dentro das organizações internacionais”, denunciou Blinken.

O novo líder do Estado Islâmico, Abu Hasan al-Kureshi, foi detido na semana passada em Istambul, na Turquia, segundo escreve o “Observador”.

Abu Hasan al-Kureshi, que ascendeu à liderança do grupo extremista após a morte do seu antecessor em Fevereiro último, foi detido durante uma operação especial secreta conduzida pela Divisão de Inteligência e Anti-terrorismo de Istambul.

De acordo com o “Observador”, que cita o site de notícias turco Odan TV, apesar de tratar-se de um líder de um grupo extremista, não terá sido disparada uma só bala e, nos próximos dias, o presidente Recep Tayyip Erdoğan daria mais detalhes.

A detenção só foi possível porque a polícia teve informação de que Abu Hasan al-Kureshi estaria em Istambul, daí que a corporação montou uma operação de vigilância, que culminou com detenção do alegado terrorista.

Abu Hasan al-Kureshi, segundo o “Observador”, terá sido interrogado por especialistas tanto da Divisão Anti-terrorista como da Divisão Nacional de Inteligência turcas e terá revelado “informações muito importantes” sobre a organização.

A Coreia do Norte poderá enfrentar mais sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), que vai hoje votar, a pedido dos EUA, uma resolução para endurecer as sanções contra o país asiático, depois de este ter efectuado o disparo de um míssil balístico intercontinental.

Os Estados Unidos da América, que presidem ao Conselho de Segurança da ONU, elaboraram um projecto de resolução que, entre várias acções, vai restringir ainda mais as importações de petróleo da Coreia do Norte.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, o documento pede uma redução, dos actuais quatro milhões de barris de petróleo para três milhões de barris, da quantidade que a Coreia do Norte pode importar legalmente a cada ano para o uso civil.

E mais, a acção prevê a redução das importações de petróleo refinado, de 500.000 para 375.000 barris, e reforçar as sanções marítimas.

Por outro lado, os EUA vão vedar as exportações de relógios e combustíveis minerais de Pyongyang.

Ainda neste contexto, há possibilidade de a Coreia do Norte ter inibido a possibilidade de importar meios de informação e comunicação, prevendo sanções contra empresas e indivíduos, incluindo a Haegumgang Trading Corporation, que terá assinado um contrato, no valor de seis milhões de dólares, para fornecer a Moçambique mísseis terra-ar, radares e sistemas portáteis de defesa anti-aérea.

Segundo a Lusa, a resolução congelaria ainda os activos globais da Korea Namgang Trading Corporation, que envia trabalhadores norte-coreanos ao exterior para gerar rendimentos para o Governo, e o grupo Lazarus, acusado de actividades cibernéticas para contornar as sanções internacionais.

A proposta avançada pelos Estados Unido da América, segundo a imprensa internacional, poderá ser travada pela China e Rússia, que já tinham dito que queriam ver novas negociações e não mais punições para Pyongyang.

Aliás, “não achamos que uma resolução proposta pelos EUA possa resolver qualquer problema”, disse a missão da China na ONU.

Refira-se que, poucas horas antes, a Coreia do Norte testara, num curto espaço de tempo, três mísseis, entre os quais um presumível míssil balístico intercontinental.

Voou, em 2015, para os EUA, onde aportou no afamado, quanto receptivo, Seward County Community Colleges, instituição de ensino talismã para basquetebolistas moçambicanas que estabeleceram a sua dinastia.

Cruzado o Atlântico, havia que conciliar os estudos e mostrar que a passagem fugaz de Deolinda Ngulela e Ilda Chambe era o estender do tapete para que mais basquetebolistas moçambicanas tivessem aceitação.

Desafiada, como “rookie”, arrancou, nas “Lady Saints”, com médias de 16,7 pontos/jogo, 7,1 ressaltos, 62.5% na linha de lances livres e 26.9% nos tiros exteriores. Bons targets, caminho desbravado para uma longa e sinuosa caminhada para o segundo lugar na Conferência Jayhawk e, depois, no Torneio da Região VI.

Foi, pelos “targets” e características, referenciada para a D-1 (divisão I) da NCAA, maior prova de basquetebol universitário dos EUA. Foi condicionada por malditas lesões que a afastaram da quadra, cerca de dois anos, em que teve que ir “à faca”. Voltou com força, entrou em 2020 para o basquetebol profissional pela porta do UCAM Primafrio Jairis da LF2 (segunda divisão da Espanha).

Qual ascensão meteórica, assinou, a 10 de Outubro de 2020, o melhor desempenho de todas as competições da FEB, ao colectar um duplo-duplo: 29 pontos, 12 ressaltos e 4 assistências para uma classificação final de 46 pontos, números ao alcance de poucas jogadoras que a levaram a ser a MVP da 3ª jornada da Liga Feminina 2.

Pavilhão Grapa aos pés da basquetebolista moçambicana. Depois de provar o seu valor como uma das melhores jogadoras da categoria, na LF2, com média de 11,7 pontos e 5,7 ressaltos por jogo, Clitan transferiu-se para o Vantage Towerd Alcobendas, conjunto que levou esta temporada aos “play-offs” da Spain-LF2-Challenge.

“Foi uma integração muito rápida e efectiva: muitas mudanças pelo estilo de jogo da equipa e, também, pela forma de trabalhar do treinador. Contudo, temos sempre que fazer ajustes quando nos mudamos. Sendo o meu primeiro ano na equipa, como profissional, devo dizer que foi um processo muito intenso, e creio que, rapidamente, me adaptei e pude ser aquilo que sou como jogadora”, avaliou Clitan.

Na nova aventura, os dados estatísticos indicam que, em 30 jogos, Clitan de Sousa teve média de 7,8 pontos e 5,3 ressaltos, 68,9% de aproveitamento na linha de lances livres, 38,4% nos lançamentos de campo e 29,2% na zona dos 6, 75 metros. Ademais, contabilizou 743:32 minutos, uma média de 23, 4 por jogo.

“Os números? Risos! Na verdade, eu sempre olho para os números como apenas números. Eu acredito que tive uma temporada incrível. Superei e superámos muitos desafios durante a temporada. Tive muitas mais responsabilidades que marcar pontos, quando fui contratada para jogar no Vantage Towers. Esta contratação foi mesmo pela posição defensiva e energia positiva que trago como colega de equipa. Isso é algo que não aparece muito nas estatísticas. Então, para mim, foi uma temporada incrível, e a minha missão foi cumprida”, notou.

Esta foi a melhor temporada dos últimos anos do Vantage Towerd Alcobendas. É a avaliação que faz a internacional basquetebolista moçambicana, tendo como dados o facto de o conjunto ter atingido a fase dos “play-offs”.

“Tivemos a melhor época que o clube fez nos últimos anos. Os desafios foram vários – um deles foi a questão das lesões. Tivemos metade da equipa lesionada a meio da temporada. Tais lesões aconteceram num período em que perdemos vários jogos e, ainda assim, conseguimos juntar forças e lutar pela qualificação aos play-offs – fizemos isso com sucesso.”

O céu é o limite, e o limite é mesmo atingir outros patamares. “Como jogadora, pretendo melhorar ainda mais para poder evoluir a um nível mais alto. Pretendo ter melhor performance”, indicou.

 

“GOSTARIA DE VOLTAR A JOGAR PELA SELECÇÃO NACIONAL”

Vezes sem conta, sonhou em representar Moçambique – elevar bem alto a bandeira multicolor do país e ver “Pátria Amada” a ser entoado noutros palcos de África. Integrar as selecções dos escalões desta forma era imprescindível para não queimar etapas, e fê-lo muito bem! Integrou, em 2011, a selecção nacional de basquetebol sub-16, que disputou o Campeonato Africano da modalidade, no Cairo, Egipto. Rosa Cossa, Vilma Covane, Vânia Sengo, Florentina Senete, Aquila Mucubaquire, entre outras, faziam parte do esquadrão dirigido por “Mamusca”, Lucília Caetano.

Médias de 7, 4 pontos, 7,3 ressaltos e 1,1 assistências por jogo foram os seus “targets” no “Afrobasket” sub-18, prova realizada entre os dias 17 e 27 de Setembro de 2014, no Cairo, Egipto.

Com notável espírito de liderança, capitaneou um grupo formado, ainda, por Stefânia “Papelão” Chiziane, Neyde Ocuane, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, Vânia Sengo, entre outras que vestiram a pele de guerreiras e levaram Moçambique a um prestigiante terceiro lugar.

Em Novembro de 2019, transformou uma noite que já era especial numa impossível de esquecer. Estreou-se pela selecção principal num duelo diante da Nigéria, inserido na primeira etapa do Torneio Pré-olímpico disputado em Maputo.

“Jogar o pré-olímpico foi uma honra muito grande para mim. Foi um sonho realizado. Foi a primeira vez que eu joguei pela selecção A. O facto de a prova ter sido realizada em Maputo fez com que tivesse sido uma experiência incrível para mim”, recorda, com nostalgia.

Não mais voltaram a piscar os olhos a extremo. Podia ter sido o fim, mas não foi. Clitan é Clitan, e Clitan é resiliência. Um retrato positivo de quem tem que trabalhar mais e reclamar pouco. Trabalha, por isso, arduamente para voltar a representar Moçambique em grandes eventos. É sonho de qualquer atleta. “Gostaria de voltar a jogar pela selecção, desde que me convoquem.

Estou disponível. Acredito que cada seleccionador tem os seus critérios. Nas últimas convocatórias, infelizmente, eu não estava. Se calhar eu não tinha aquilo que eles procuravam. Espero que me convoquem. Cada treinador tem as suas escolhas e, se havia melhores atletas naquela posição, eu aceito isso”.

Clitan de Sousa, boa defensora e com notável capacidade de recuperação de bola e rapidez de execução, tem tudo para melhorar e (a)firmar-se na selecção nacional. “Espero melhorar e chegar ao nível das jogadoras que estavam na selecção e poder representar o país. Eu gostaria de voltar a jogar na selecção. Creio que todo o jogador tem essa vontade de elevar a bandeira além-fronteiras”.

Onze bebés recém-nascidos morreram, ontem, num incêndio em Tivaouane, no oeste do Senegal, anunciou o Presidente do Senegal, Macky Sall, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Acabo de saber com dor e consternação da morte de 11 recém-nascidos no incêndio ocorrido no departamento de neonatologia do hospital público Mame Abdou Aziz Sy Dabakh, em Tivaouane. Três bebés foram salvos” comunicou Macky Sall na rede social Twitter.

Segundo a imprensa local, citado pelo Notícias ao Minuto, o incêndio foi causado por “um curto-circuito e o fogo espalhou-se muito rapidamente”.

O hospital havia sido inaugurado recentemente, esclarece a imprensa local.

No início de Abril, em Louga, no norte do Senegal, uma mulher grávida morreu enquanto esperava por uma cesariana. A morte provocou uma onda de indignação nas redes sociais contra as deficiências do sistema público de saúde do país africano.

Três parteiras receberam uma sentença de prisão suspensa de seis meses, em Maio, por “não dar assistência a uma pessoa em perigo” pelo Tribunal Superior de Louga. Três outras parteiras foram absolvidas.

Quatro bebés recém-nascidos morreram em Abril de 2021, num incêndio na cidade de Linguère, no norte do Senegal.

O autarca de Linguère, Aly Ngouille Ndiaye, mais tarde nomeado ministro do Interior, havia mencionado o mau funcionamento eclétrico de um aparelho de ar condicionado na maternidade, onde estavam seis bebés.

 

Os membros da Organização Mundial da Saúde reelegeram, na terça-feira, Tedros Adhanom, de 57 anos de idade, como director-geral, por uma ampla maioria, para mais um mandato de cinco anos.

A votação, realizada com voto secreto, durante uma grande reunião anual, foi uma formalidade, uma vez que Tedros era o único candidato na disputa.

O ex-ministro da Saúde da Etiópia é o primeiro africano a liderar a Organização Mundial da Saúde.

Durante a sua reeleição, ministros e delegados do órgão revezaram para apertar a mão e abraçar Tedros, que dirigiu a agência da ONU durante um período turbulento dominado pela pandemia da COVID-19.

Tratava-se de um momento eufórico. Por isso, o presidente da Assembleia Mundial da Saúde teve que recorrer ao martelo, várias vezes, para interromper os aplausos.

Dirigindo-se à assembleia, logo após a sua reeleição, Tedros, cujo mandato começa oficialmente a 16 de Agosto deste ano, disse que o foco da Organização Mundial da Saúde será preparar a agência para melhor responder às emergências.

Sobre a guerra na Ucrânia, o recém-reeleito chefe chorou ao falar sobre o que se passa naquele país e ao lembrar da morte de seu irmão mais novo por uma doença infantil em meio à guerra e à pobreza, décadas atrás.

“Satisfeito com Putin, praticamente nenhum.” Este é o estado de espírito dos oligarcas russos, que estão descontentes com o desenrolar da guerra na Ucrânia. As sanções do Ocidente e a falta de sucessos militares estão a frustrar os multimilionários e a cúpula de Kremlin e já começou a discussão sobre o possível sucessor do Presidente russo, isto num momento em que aumentam os rumores sobre o estado de saúde de Vladimir Putin.
Segundo o Observador que cita o jornal independente russo Meduza, o objetivo não parece ser, pelo menos para já, promover um golpe de Estado contra o chefe de Estado russo, como a Ucrânia já denunciou. Ainda assim, tem crescido o desejo entre a elite russa de colocar alguém novo à frente da presidência russa, uma figura que viesse dar outro ímpeto à guerra.
Os sinais de descontentamento, segundo o Meduza, fazem-se notar em dois dos grupos que tradicionalmente foram estando ao lado de Putin: os oligarcas e os serviços secretos russos.
“Não será possível viver como antes, não se pode falar de desenvolvimento”, desabafa fonte do governo ao jornal russo, citado pelo Observador.

O primeiro-ministro da Hungria decretou, ontem, o Estado de Emergência no país devido à guerra na fronteira com a Ucrânia. A decisão foi anunciada na sua conta oficial do Facebook.

Segundo Viktor Orbán, citado pela Euronews, o Estado de Emergência entra em vigor esta quarta-feira, horas depois de o Parlamento ter aprovado uma emenda constitucional que abriu a possibilidade de anunciar tal medida.

“O mundo está prestes a entrar numa crise económica e o país deve permanecer fora da guerra, proteger a segurança das famílias”, disse Orbán.

O primeiro-ministro disse que a crise está a ser desencadeada pela invasão russa da Ucrânia e pelas sanções de Bruxelas contra Moscovo.

O estado de emergência significa que o Governo pode emitir decretos relacionados com o assunto, sem consultar o Parlamento. A alteração adoptada esta terça-feira foi proposta pelo executivo húngaro após a invasão russa da Ucrânia para fornecer ao país “os instrumentos necessários para ajudar, apoiar e acomodar os refugiados, bem como para contrariar e aliviar os efeitos económicos negativos”, escreve a SIC Noticias.

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