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O País – A verdade como notícia

Um avião com 22 pessoas a bordo desapareceu este domingo nas montanhas do Nepal, de acordo com informações da companhia aérea e do governo. Aeronave perdeu o contacto com a torre de controlo logo após a descolagem.

A pequena aeronave que operava para uma companhia aérea privada daquele país asiático perdeu o contacto com a torre de controlo logo após a descolagem, pelas 9h55, segundo o Notícias ao Minuto.

O voo programado duraria 15 minutos, entre a cidade turística de Pokhara para a cidade montanhosa de Jomsom. Três membros da tripulação e 19 passageiros estavam a bordo do avião, disse o porta-voz.

A polícia local informou que não tem ainda informações sobre a aeronave Twin Otter, que pertencia à Tara Air, e as buscas estão em curso.

Apesar da chuva que tem caído na região, nos últimos dias, os aviões continuam a voar. Os aviões nessa rota voam entre montanhas antes de aterrarem num vale.

É uma rota popular entre os estrangeiros que fazem caminhadas nos trilhos das montanhas e também entre peregrinos indianos e nepaleses que visitam o venerado templo de Muktinath.

Dezasseis Pessoas perderam a vida na madrugada deste sábado, na vizinha áfrica do sul, em consequência de um acidente de viação que envolveu 10 viaturas, incluído um transporte público de passageiros que estava lotado.

O acidente que causou morte 16 pessoas ocorreu por volta das 02:00 deste sábado, na N3 entre Peter Brown Drive e a rampa de Chatterton Road em Pietermaritzburg, quando supostamente se soltaram as rodas de um camião, tendo causado o seu capotamento.

Nesta sequânica, de acordo com a SABC, foram arrastados outros nove veículos, dos quais um camião, uma camioneta, dois transportes públicos e cinco outros veículos.

O porta-voz do Departamento Provincial de Transportes, Kwanele Ncalane, disse acreditar-se que todas as mortes tenham ocorrido em apenas um dos transportes públicos lotados.

Apesar de informações avançadas indicarem que o autocarro partia de Joanesburgo para Harding, as autoridades dizem estar ainda a apurar.

A Rússia diz que está pronta para ajudar a exportar, sem entraves, os cereais da Ucrânia, que, devido à guerra não têm como sair do país. Vladimir Putin alertou, também, para os riscos de uma maior desestabilização da situação se continuarem as entregas de armas ocidentais em Kyiv.

A Ucrânia, grande exportadora de cereais, sobretudo de milho e trigo, vê a sua produção bloqueada pelos combates no seu território, devido à invasão militar por parte da Rússia, que dura há mais de três meses.

Há dias, o presidente ucraniano alertou para dias difíceis e cenários de fome severa, em algumas partes do mundo, sobretudo em África, caso a guerra e o bloqueio das exportações continuem.

Este sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se aberto a ajudar a encontrar opções para a exportação de cereais sem entraves, incluindo cereais ucranianos, a partir dos portos situados no mar Negro.

A informação consta de um comunicado divulgado após uma conversa telefónica entre Vladimir Putin e o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, que ocorreu no contexto dos receios de uma grave crise alimentar, devido à ofensiva russa na Ucrânia, refere a imprensa internacional.

Putin considerou que as dificuldades relacionadas com as entregas de alimentos foram causadas por “uma política económica e financeira errada dos países ocidentais, assim como pelas sanções antirrussas” impostas por esses países, segundo o comunicado de imprensa.

Um aumento das entregas de fertilizantes e de produtos agrícolas russos poderia diminuir as tensões no mercado agrícola internacional “o que exigirá obviamente o levantamento das sanções apropriadas” contra Moscovo, sublinhou o presidente russo.

A Assembleia Nacional da República Centro-Africana (RCA) aprovou, ontem, por aclamação, a lei que extingue a pena de morte no país. A informação foi revelada pelo presidente do Parlamento do país, Simplice Mathieu Sarandji, citado pelo Notícias ao Minuto.

A lei, segundo Sarandji, terá agora de ser promulgada pelo Presidente do RCA, Faustin Touadéra.

A República Centro-Africana, o segundo país mais pobre do mundo segundo a ONU, foi devastada desde 2013 por uma guerra civil que, no entanto, diminuiu consideravelmente de intensidade desde 2018.

O país junta-se à lista de países africanos que aboliram a pena de morte nos últimos anos naquele continente, depois do Chade em 2020 e da Serra Leoa em 2021.

O país da África central, com cerca de 5,5 milhões de habitantes, tem sofrido nas últimas décadas com guerras civis, a última das quais começou há nove anos.

No final de 2020, o mais poderoso dos muitos grupos armados que então dividiam dois terços do território, lançou uma ofensiva em Bangui, pouco antes das eleições, e Touadéra pediu a Moscovo para auxiliar o seu Exército enfraquecido.

Desde o início de 2021, as forças centro-africanas e os aliados russos expulsaram os rebeldes de grande parte dos territórios e cidades que controlavam, sem, no entanto, poder reinstalar a presença e a autoridade do Estado em todos os lugares e permanentemente.

Cerca de 2,1 milhões de ucranianos já regressaram ao país, diz a Organização das Nações Unidas (ONU), citada pelo Observador.

“Os movimentos pêndulo de pessoas que vão e vêm da fronteira para visitar familiares, verificar as suas propriedades ou voltar ao trabalho estão a aumentar”, afirmou esta sexta-feira a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

De acordo com a agência da ONU, o número de ucranianos que fugiram do país devido à guerra russa atingiu os 6,6 milhões de pessoas.

Segundo a ONU, a Polónia recebeu 3,5 milhões de ucranianos, mais da metade do total dos que fugiram da guerra iniciada pela Rússia há cerca de três meses, mas o fluxo de pessoas para este país da União Europeia diminuiu de cerca de 100.000 chegadas diárias em Março para cerca de 20.000 actualmente.

“Os novos refugiados chegam de zonas fortemente afectadas pelo conflito, alguns depois de passarem semanas escondidos em abrigos antiaéreos e caves, muitas vezes em estado de stress e ansiedade”, adiantou a porta-voz.

A estes 6,6 milhões de refugiados juntam-se os deslocados internos na Ucrânia causados pelo conflito, que, segundo as Nações Unidas, ultrapassam os oito milhões de pessoas.

A cimeira climática COP27 deve reconhecer o impacto da crise económica e da guerra na Ucrânia para acelerar o financiamento ao desenvolvimento energético em África, incluindo o gás natural, afirmou hoje a secretária-geral adjunta da organização, Amina Mohammed.

Segundo a dirigente, “a COP27 deve produzir um pacote abrangente de apoio à África que transforme a ambição africana de mitigação, adaptação e financiamento numa realidade e na vida das pessoas. Isso significa levar em consideração a actual situação global”, afirmou Amina Mohammed, na sessão de encerramento do Fórum de Governação 2022, organizado pela Fundação Mo Ibrahim.

Um elemento essencial deste pacote, segundo escreve o Notícias ao Minuto, citando Amina Mohammed, “deve ser uma transição energéticajusta, e equitativa para África, que reconheça a situação e circunstâncias únicas e especiais de África e inclua abordar e financiar um ‘mix’ energético de transição, reduzir as emissões e fornecer acesso à energia aos 600 milhões de africanos que não têm acesso à eletricidade”.

A União Europeia e outros países anunciaram durante a COP26, no ano passado, em Glasgow, o fim do financiamento a projectos de exploração de hidrocarbonetos no estrangeiro para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover as energias renováveis.

Porém, essa estratégia é criticada por dirigentes africanos, que reclamam a necessidade de explorar os próprios recursos naturais para promover o desenvolvimento socioeconómico, lembrando que o continente teve pouco peso na crise climática.

Um estudo da Fundação Mo Ibrahim, publicado esta semana, estima que as reservas de gás em África em 2020 chegavam a 12 biliões de metros cúbicos, recurso explorado sobretudo pela Argélia, Egito e Nigéria, mas existente também em Angola, Guiné Equatorial, Líbia, e Moçambique.

Dados indicam que África representou 41% das novas descobertas de gás natural no mundo entre 2011 e 2018.

“Como o continente que menos contribuiu para a crise climática, apenas 2% das emissões históricas, África merece o mais forte apoio e solidariedade possíveis”, argumentou Amina Mohammed.

A 27.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27) decorre em Novembro em Sharm El-Sheik, no Egito.

A China e a Rússia vetaram, esta quinta-feira, durante o Conselho de Segurança da ONU, a resolução dos Estados Unidos que impunha novas sanções à Coreia do Norte, devido às experiências com mísseis balísticos que tem vindo a fazer.

Enquanto Pequim e Moscovo vetaram a resolução, os outros 13 membros votaram a favor do texto que previa a redução das importações de petróleo bruto e refinado por Pyongyang.

Segundo a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, muitos dos aliados dos EUA lamentaram a sua insistência em realizar uma votação, mesmo sabendo que a China e a Rússia a vetariam.

Entretanto, os EUA dizem que o pior seria não fazer nada e “deixar que os testes [da Coreia do Norte] continuassem sem reacção.”

Ao falar sobre o disparo de mísseis balísticos, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que o fenómeno é “uma ameaça à paz e segurança de toda a comunidade internacional”.

Já o embaixador da China, Zhang Jun, advogou, após a votação, que a decisão dos Estados Unidos “afastou o Conselho do diálogo e da conciliação” e apelou para o recurso ao diálogo.

Seis países da África Austral propuseram, ontem, a criação de um mercado de crédito de marfim e a venda de stocks desse produto, para angariar fundos destinados à conservação e gestão de elefantes e desenvolvimento comunitário.

Trata-se do Zimbabwe, Botsuana, Tanzânia, Namíbia, África do Sul e Zâmbia. Os seis países assumiram o compromisso numa Conferência de Conservação do Elefante Africano, na qual participaram 14 países africanos, no Zimbabwe.

No encontro, estiveram também representantes do Japão e da China, considerados mercados potenciais para o marfim. No evento não se fez referência à questão do abate de elefantes.

O mercado de crédito de marfim proposto pelos mentores da ideia seria semelhante aos créditos de carbono para arrecadar fundos com vista a gerir as manadas de elefantes e o desenvolvimento comunitário.

Os seis países da África Austral comprometeram-se, também, a gerar receita através da venda de produtos de elefantes e animais selvagens, no sentido de desenvolver um instrumento viável que permitirá vender stocks de marfim e arrecadar fundos para conservação.

O Zimbabwe, por exemplo, garante que tem mais de 130 toneladas de marfim no valor de cerca de 600 milhões de dólares, mas não pode vender por impedimento da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.

A proibição do comércio de marfim está em vigor desde 1989, mas o Botswana, a Zâmbia, a África do Sul e o Zimbabwe beneficiaram de vendas especiais permitidas pela CITES em 1999 e 2008.

Os países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) adoptaram, esta quinta-feira, uma resolução apresentada pela Ucrânia que condena a agressão militar russa e, em particular, os ataques contra as infraestruturas de saúde ucranianas, escreve o Observador.

Dentro do painel de 194 países que integram esta agência do sistema das Nações Unidas, a resolução foi adoptada por 88 votos a favor, 12 contra e 53 abstenções.

A resolução não prevê sanções contra a Rússia dentro da organização da ONU, mas reconhece o recente pedido do gabinete europeu da OMS de suspender reuniões, seminários, reuniões técnicas e conferências da organização em território russo.

Dados recentes da OMS, citados pelo Observador, indicam que 256 estruturas sanitárias ucranianas já foram atacadas e 75 pessoas morreram entre profissionais de saúde. Este balanço poderá ser utilizado em futuros processos relacionados com crimes de guerra.

A OMS exortou a Rússia a “cessar imediatamente” os ataques contra hospitais e outras infraestruturas de saúde.

 

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