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O País – A verdade como notícia

O grupo russo Gazprom anunciou, esta segunda-feira, que vai a reduzir drasticamente, a partir de quarta-feira, o fornecimento do gás russo à Europa através do gasoduto Nord Stream. A Gazprom, citado pela Euronews, justifica a redução com questões técnicas com a turbina.

“A partir da madrugada de 27 de Julho o débito diário passará a ser de 33 milhões de metros cúbicos, 20% da capacidade do sistema”, lê-se na conta da Gazprom no Telegram.

A Alemanha rejeita a explicação técnica da Gazprom, dizendo que não há qualquer problema técnico, que é apenas um pretexto para a decisão política do Kremlin de semear a incerteza e aumentar ainda mais os preços da energia.

Para Berlim, estas reduções sucessivas confirmam que o país não pode confiar nas entregas russas.

A Rússia já tinha reduzido por duas vezes o volume das suas entregas, em Junho, alegando que o gasoduto não pode funcionar normalmente sem uma turbina que está em reparação no Canadá e que não foi entregue à Rússia por causa das sanções impostas pelo Ocidente a Moscovo na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Desde então, a Alemanha e o Canadá concordaram em trazer o equipamento de volta à Rússia, mas a turbina ainda não foi entregue.

Para Berlim, esta é uma decisão “política” e um “pretexto” para exercer pressão sobre o Ocidente no contexto do conflito na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, tinha avisado que se o seu país não recebesse a turbina em falta, o gasoduto funcionaria a 20% da sua capacidade a partir desta semana devido à próxima manutenção de uma segunda turbina.

O gasoduto Nord Stream, que a Gazprom diz ter uma capacidade de 167 milhões de metros cúbicos por dia, liga a Rússia à Alemanha através do Mar Báltico. O gasoduto é estratégico para o abastecimento de gás aos europeus, que dependem fortemente dos recursos energéticos russos.

O Sri Lanka reabriu, hoje, parcialmente, as escolas do país, depois de terem estado fechadas durante quase um mês, devido à escassez de combustível, entretanto houve fraca afluência dos alunos.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, a maioria dos alunos enfrenta problemas de transporte. Só apareceram menos de 50 por cento dos alunos na escola.

Já o Ministério da Educação do Sri Lanka diz que a situação não deverá prolongar-se.

“Acreditamos que o fornecimento de combustível será optimizado em cerca de duas semanas”, disse o ministro da Educação, Susil Premajayantha.

Devido à escassez de combustível que se verificou no Sri Lanka ao fim de Junho passado, houve limitação de reservas de veículos essenciais.

A falta de combustível obrigou o Governo, ao fim de Junho, a limitar as reservas a veículos essenciais, decisão que levou ao encerramento de escolas e fez com que muitas pessoas passassem a trabalhar a partir de casa.

Para minimizar o impacto, as aulas eram ministradas virtualmente, mas “eles não tiveram muito sucesso”, segundo avançou um encarregado de educação.

Por sua vez, os funcionários do Estado vão continuar a trabalhar em casa por, pelo menos, mais um mês, de acordo com uma nota emitida pela Secretaria do Serviço Civil do Sri Lanka, citada pelo Notícias ao Minuto.

O Sri Lanka está a enfrentar a pior crise económica desde a sua independência do Império Britânico em 1948, causada, em parte, por dívidas pesadas, políticas governamentais e impacto de ataques e da pandemia de COVID-19 no turismo.

Mais de sete milhões de pessoas estão a passar fome devido à seca catastrófica que atinge várias regiões da Somália. O alerta é do Departamento das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, citado pelo Expresso.

As Nações Unidas (ONU) estimam que quase metade da população precisa de ajuda humanitária, e que 918 mil pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas em busca de água, comida ou pasto, incluindo grupos minoritários.

Da mesma forma, a ONU revela que 17 distritos da Somália enfrentam uma forte “possibilidade de fome”, enquanto as colheitas continuam a deteriorar-se, os preços dos alimentos continuam a subir e a entrega de ajuda humanitária está a tornar-se uma tarefa “insustentável”.

As crianças são as mais vulneráveis. Um milhão e meio de crianças, segundo as estatísticas da ONU, sofre de desnutrição aguda e uma em cada oito morre no país antes de completar 5 anos.

“Sem aumento da assistência, a seca levará a um êxodo da população, acompanhado de doenças contagiosas e violações de direitos humanos no país”, afirma a ONU.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro anunciou, este domingo, a sua recandidatura à presidência do Brasil, na convenção do Partido Liberal, no Rio de Janeiro, escreve a Euronews.

Durante o seu discurso, Bolsonaro voltou a criticar a política do “ficar em casa” durante a pandemia, acusando governadores e prefeitos de terem retirado liberdades à população brasileira.

Numa alusão a Lula, sem referir o seu nome, Jair Bolsonaro disse que “esse cara quer legalizar o aborto, as drogas e impor a ideologia de género no país”, assegurando que tudo fará para “não ver um comunista sentado na presidência”.

Das críticas não escapou também o Supremo Tribunal Federal e o sistema de voto electrónico.

Entre leituras de passagens bíblicas, segundo a Euronews, o presidente brasileiro convocou ainda os seus apoiantes a participarem numa manifestação no dia 1 de Setembro, dia em que o país celebra os 200 anos da sua independência.

Lula da Silva apresentou a candidatura na semana passada. A primeira volta da eleição presidencial decorre a 2 de Outubro.

A mais de dois meses da eleição, Lula da Silva lidera todas as sondagens sobre as intenções de voto nas presidenciais brasileiras, com média de cerca de 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro tem o apoio de pouco mais de 30% dos eleitores.

A porta-voz da diplomacia russa afirmou hoje que mísseis russos destruíram, no sábado, a infra-estrutura militar do porto de Odessa, vital para a exportação de cereais ucranianos.

Os mísseis Kalibr destruíram a infra-estrutura militar no porto de Odessa, com um ataque de alta precisão”, escreveu Maria Zakharova na rede social Telegram.

Esta afirmação surge depois de o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter afirmado que os ataques destruíram a possibilidade de diálogo ou de um acordo com Moscovo.

Segndo escreve o Notícias ao Minuto, no sábado, a Rússia negou a Ancara qualquer envolvimento nos ataques contra o porto ucraniano de Odessa, uma infra-estrutura chave para a exportação de cereais pelo Mar Negro.

“Os russos disseram-nos que não tinham absolutamente nada a ver com este ataque e que estavam a analisar o assunto”, disse o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar.

Segundo o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, dois mísseis atingiram o território portuário de Odessa e outros dois foram interceptados por defesas antiaéreas antes de atingirem o alvo.

Os ataques denunciados pela Ucrânia suscitaram a condenação da União Europeia, dos EUA e da Organização das Nações Unidas (ONU), garantes do acordo alcançado na sexta-feira em Istambul para desbloquear a exportação de cerca de 25 milhões de toneladas de cereais presos nos portos do Mar Negro.

O Governo ucraniano acusou a Rússia de “cuspir na cara” da ONU e da Turquia com o ataque, refere o Notícias ao Minuto.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia afirma que a Rússia deve assumir toda a responsabilidade se o acordo alcançado na sexta-feira em Istambul, entre Kiev e Moscovo, for quebrado.

“É um ataque de Vladimir Putin ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan”, sustenta o porta-voz do Ministério, Oleg Nikolenko, recordando o papel de Guterres e Erdogan enquanto supervisores do acordo.

A Organização Mundial de Saúde declarou, este sábado, a Varíola dos macacos uma emergência global de saúde pública, devido ao aumento de infecções em vários países.

Trata-se do nível de alerta mais elevado da agência de saúde das Nações Unidas e acontece depois de ter sido detectado um aumento mundial de casos de infecção com o vírus.

Neste momento, já foram diagnosticadas mais de 16 mil infecções em 75 países. Tedros Adhanom, director-geral da Organização Mundial de Saúde, alertou que o mundo está perante um surto que está a espalhar-se rapidamente, do qual muito pouco se sabe.

Tedros anunciou que o surto global da Varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional e este alerta ajudará a acelerar o desenvolvimento de vacinas e a implementar medidas para limitar a propagação do vírus.

E sublinhou que o um surto pode ser interrompido com estratégias certas em grupos certos.

Refira-se que Moçambique não regista nenhum caso da Varíola dos macacos e da última vez em que o ministro da Saúde se pronunciou sobre o assunto, em Junho, garantiu haver capacidade para fazer o diagnóstico e tratamento.

O Presidente da Costa do Marfim reagiu, esta sexta-feira, à detenção dos 49 soldados do seu país destacados para a missão de estabilização do Mali, acusados de serem mercenários. Alassane Ouattara pediu a intervenção da ONU e disse que não há qualquer intenção de desestabilizar o país vizinho.

As relações entre a Costa do Marfim e o Mali experimentam, nos últimos dias, momentos de tensão, desde a detenção de 49 militares costa-marfinenses acusados de ser mercenários.

Segundo o Notícias ao Minuto, a detenção aconteceu a 10 de Julho corrente, em Bamaco, quando chegavam de um voo especial para a substituição de colegas destacados no apoio logístico às missões de manutenção da paz das Nações Unidas para a Estabilização do Mali.

Reagindo à situação, o Presidente da Costa do Marfim disse que o seu país não pode estar envolvido numa tentativa de desestabilização de qualquer país, especialmente de um país vizinho.

Alassane Ouattara, que falava numa conferência de imprensa durante uma visita à África do Sul, esta sexta-feira, apelou à libertação dos seus soldados, segundo ele, injustamente presos, e instou a Organização das Nações Unidas a esclarecer o assunto.

Arrancou, este sábado, a campanha eleitoral para as presidenciais em Angola. Luanda e Benguela foram os locais escolhidos para o arranque da campanha presidencial, com MPLA e UNITA a mostrarem a sua capacidade de mobilização, escreve o Observador.

O MPLA, no poder em Angola desde 1975, e o principal adversário, a UNITA, mostram este sábado em Luanda e Benguela a sua capacidade de mobilização em dois actos políticos, no arranque da campanha para as eleições de 24 de Agosto.

A abertura da campanha política do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) aconteceu no Camama, em Luanda, pelas 10h00, onde chegou a estar previsto um comício para o dia 9 de Julho, acto que foi cancelado devido ao luto nacional declarado pela morte do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos.

O número 1 da lista dos “camaradas”, João Lourenço concorre a um segundo mandato, depois de ter sido eleito a 23 de Agosto de 2017, sucedendo a José Eduardo dos Santos, que presidiu aos destinos de Angola durante 38 anos.

Do outro lado, na cidade costeira de Benguela, no sul de Angola, vai estar o líder dos “maninhos”, Adalberto da Costa Júnior, que vai encabeçar uma “marcha da vitória” até ao local do comício, previsto para as 14h00 locais, no Aeroporto 17 de Setembro, sob o lema “2022 – Ano da alternância do poder para a governação inclusiva e participativa”.

Os dois actos políticos marcam o início da campanha eleitoral para as eleições gerais de 24 de Agosto, em que os angolanos vão escolher um novo Presidente e deputados à Assembleia Nacional, e às quais concorrem sete partidos e uma coligação.

Mais de 14 milhões de angolanos estão habilitados a votar nestas eleições, incluindo, pela primeira vez, 22 mil cidadãos residentes no estrangeiro.

Segundo o Observador, os números têm suscitado dúvidas e denúncias nos últimos dias depois de várias pessoas terem constatado a presença de pessoas já falecidas entre os eleitores, o que o Governo desvalorizou, pela voz do diretor do registo eleitoral oficioso, Fernando Paixão, que culpou os familiares por não declararem os óbitos.

 

A cidade central de Kirohovrad, na Ucrânia, foi atingida por 13 mísseis russos, na noite desta sexta-feira. A informação foi divulgada pelo governador Andriy Raikovych, na rede social Telegram, escreve o Notícias ao Minuto.

Segundo o governante, os 13 mísseis atingiram um aeródromo militar e várias infraestruturas ferroviárias na região central de Kirohovrad. Há ainda registo de três mortos e vários feridos, entre eles nove militares.

De acordo com o responsável “actualmente, parte de um dos distritos permanece sem energia eléctrica no centro regional e as equipas de emergência estão a trabalhar”.

Andriy Raikovych apela às pessoas para não ignorarem os avisos e descerem imediatamente para um abrigo.

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