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O País – A verdade como notícia

A Albânia assume, este mês, a presidência rotativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O primeiro-ministro daquele país considerou um “privilégio” o cargo, uma vez que acontece pela primeira vez desde a adesão à organização em 1955.

“Temos o privilégio de dar voz às nossas convicções ao liderar o Conselho de Segurança das Nações Unidas com toda a nossa vontade e paixão”, disse Edi Rama, citado pelo Notícias ao Minuto.

Edi Rama e a ministra dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus da Albânia, Olta Xhaçka, encontram-se em Nova Iorque e participam na quinta-feira no debate do Conselho de Segurança.

“A guerra da Rússia na Ucrânia desafiou a segurança europeia e perturbou a ordem mundial baseada em regras. Não podemos nem devemos acostumar-nos à impunidade”, disse Rama, acrescentando que “a justiça e a paz se complementam”. Para o chefe do governo de Tirana, a Albânia rege-se por princípios e regras.

Rama disse ainda que é urgente actuar agora em nome das vítimas dos conflitos, mas também em nome de convicções próprias por aquilo que une os países no sentido de fazer prevalecer a lei para salvaguardar as acções multilaterais.

A primeira sessão do Conselho de Segurança da ONU sob a presidência albanesa tem como tema “o fortalecimento da prestação de contas e a justiça pelas graves violações do direito internacional”.

Em Junho de 2021 a Albânia foi eleita, pela primeira vez, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU por um período de dois anos (2022-2023).

A Organização Mundial da Saúde anunciou, hoje, que sete países africanos detetaram desde o início deste ano 1400 casos da varíola do macaco.

As infecções ocorreram nos Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo Libéria, Nigéria, República do Congo e Serra Leoa, países onde a varíola do macaco é considerada endémica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o vírus não se tem espalhado para países africanos onde a doença não é endémica, mas vem expandindo para os outros continentes nos últimos anos.

Para conter essa tendência, a Organização Mundial da Saúde defendeu uma solução conjunta contra a varíola do macaco, que beneficie os países ocidentais e os africanos.

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, em 2020, vários países africanos detetaram mais de 6.300 infecções e 95 por cento desses casos ocorreram na República Democrática do Congo.

As autoridades brasileiras confirmaram a morte de 106 e 10 desaparecidos, na sequência das fortes chuvas que atingiram o nordeste do Brasil e com maior intensidade a região de Recife, capital do estado de Pernambuco.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, outras 6.198 pessoas foram retiradas das áreas afetadas.

Diante da situação, 24 municípios já decretaram o Estado de Emergência, numa altura em que as autoridades mantêm o alerta do risco de desabamentos, de acordo com a Agência Brasil.

Por seu turno, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobrevoou as áreas inundadas na segunda-feira e o Governo libertou um empréstimo de 1.000 milhões de reais para ajudar as vítimas.

Cerca de 5,2 milhões de crianças ucranianas, incluindo 2,2 milhões de refugiados em outros países, precisam urgentemente de ajuda humanitária devido ao conflito que forçou dois em cada três menores a deixarem as suas casas, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), citado pelo Notícias ao Minuto.

O comunicado da organização foi divulgada esta quarta-feira para coincidir com as comemorações do dia das Crianças na Ucrânia e no mundo.

Segundo dados publicados pelo notícias ao Minuto, pelo menos 262 crianças foram mortas e outras 415 ficaram feridas no conflito.

“A guerra destruiu a vida de milhões de crianças”, resumiu a directora executiva do UNICEF, Catherine Russell, citada no comunicado.

A responsável realçou que “sem um cessar-fogo urgente e uma paz negociada, as crianças continuarão a sofrer, enquanto as consequências do conflito também afetarão as crianças vulneráveis em todo o mundo”.

A agência das Nações Unidas alertou que as crianças que fogem da violência na Ucrânia correm sério risco de separação familiar, violência, abuso, exploração sexual ou de caírem em redes de tráfico humano.

A maioria destas “foi exposta a eventos traumáticos e precisa de ajuda urgente, segurança, estabilidade, serviços de proteção à criança e apoio psicossocial, especialmente aquelas que estão desacompanhadas ou foram separadas das suas famílias”, apontou ainda o UNICEF.

A organização, que já prestou assistência a mais de 610 mil crianças e cuidadores psicossociais no conflito, apelou à comunidade internacional a doação de 948 milhões de dólares para financiar a sua resposta humanitária, quer na Ucrânia, quer nos países de acolhimento de refugiados ucranianos.

 

Fumar continua a ser o segundo maior factor de risco para morte precoce. Apesar de 24 países africanos terem instituído a proibição de fumar em espaços públicos e de 35 terem proibido a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco, a OMS estima um em cada 10 adolescentes africanos consome tabaco.

Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial Sem tabaco que é celebrada hoje, em todo o mundo, sob o lema: “Tabaco: Ameaça ao nosso ambiente”, a Directora Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti afirmou que “o surgimento de novos produtos, como nicotina do cigarro electrónico e outros produtos de tabaco, estão também a revelar-se atractivos para os jovens, agravando as preocupações”.

Com o tema escolhido para 2020 (“Tabaco: Ameaça ao nosso ambiente”), a OMS pretende realçar o impacto ambiental de todo o ciclo do tabaco, desde o cultivo, produção e distribuição, até aos resíduos tóxicos que gera.

Porque para o Dia Mundial Sem Tabaco deste ano, a OMS destaca a necessidade de combater os danos ambientais, Matshidiso Moeti lançou um apelo aos governos africanos para que imponham taxas ambientais sobre o tabaco em todas as cadeias de valor e de abastecimento, incluindo produção, processamento, distribuição, vendas, consumo e gestão de resíduos. A Directora Regional, disse ainda na sua mensagem que vai  ajudar os agricultores a mudarem para culturas alternativas,

“Incentivo igualmente os nossos países a acelerarem a implementação da Convenção-Quadro da OMS para a Luta Antitabágica (CQLA/OMS), que fornece as orientações necessárias para fazer avançar a criação de ambientes livres de fumo, com vista a criar programas de apoio aos fumadores que deixem de fumar, e para apoiar a aplicação do imposto sobre o consumo e de outras contramedidas financeiras”, afirmou Matshidiso Moeti.

Para Moeti  a “redução do tabaco é um catalisador fundamental para a consecução dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados com a saúde, mas, tal como demonstram as evidências ambientais, os benefícios vão muito para além da saúde”.

O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado a 31 de Maio de 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para sensibilizar as populações para os impactos negativos na saúde, sociais, económicos e ambientais da produção e do consumo de tabaco.

 

Morreu, esta segunda-feira, aos 88 anos, o actor brasileiro Milton Gonçalves, figura incontornável da televisão brasileira, escreve a SIC Notícias.

Segundo a família, citada pelo Observador, o actor e director morreu em casa, no Rio de Janeiro, por consequências de problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020. Na altura, o actor ficou três meses internado e precisou de aparelhos para respirar.

Milton Gonçalves, de acordo com a imprensa local, estreou-se na TV Globo em 1965. Em mais de seis décadas de carreira, o actor venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento do trabalho dos negros. Junto com Célia Biar e Milton Carneiro integrou o primeiro elenco de actores da TV Globo, onde fez mais de 40 novelas.

Estrelou ainda programas humorísticos, minisséries e outras produções de sucesso, como as primeiras versões de “ (1970), “ (1972) e “ (1976). Também se destacou em “ (1979) e “Caso verdade” (1982-1986).

No ramake da novela “Sinhá Moça” (2006), repetiu o personagem Pai José que tinha feito na versão original e, desta vez, conseguiu indicação para o prémio de melhor actor no Emmy Internacional. Na cerimônia, apresentou o prémio de melhor programa infanto-juvenil ao lado da actriz americana Susan Sarandon. Foi o primeiro brasileiro a apresentar o evento.

Sua última novela foi “ (2018), no papel de Eliseu, um catador de materiais recicláveis. Depois, esteve na minissérie” (2019), inspirada na obra homônima de Edney Silvestre, e interpretou o aposentado Orlando, que com a ajuda da neta se tornava Papai Noel no especial de Natal” (2019).

No cinema, Milton Gonçalves estrelou mais de 50 filmes, como “Cinco vezes favela” (1962), “Gimba, presidente dos Valentes” (1963), “A rainha Diaba” (1974), “O beijo da mulher aranha” (1985), “O Que é isso, companheiro?” (1997) e “Carandiru” (2003).

Segundo a Globo, o velório de Milton Gonçalves está marcado para às 9h30 desta terça-feira (31) no Theatro Municipal, no Centro do Rio. A cerimónia será aberta ao público. Às 13h, o corpo do actor segue para o Cemitério do Caju, onde será cremado.

Viúvo, Milton Gonçalves deixa três filhos e dois netos.

 

A gigante russa do gás Gazprom anunciou ontem que a partir desta terça-feira vai cortar o fornecimento de gás à empresa neerlandesa GasTerra depois desta se ter recusado a pagar à estatal russa através do Gazprombank, escreve a Euronews.

“A Gazprom Export informou à GasTerra da cessação do fornecimento de gás a partir de 31 de maio de 2021 e até que o pagamento seja feito de acordo com os mecanismos estabelecidos pelo decreto do presidente russo, Vladimir Putin, que estabelece o pagamento em rublos”, informou o consórcio russo na sua conta no Telegram.

A Gazprom lembrou que a empresa dos Países Baixos recusa-se a aceitar as exigências do Kremlin de pagar em rublos, de acordo com o decreto de Putin e o mecanismo proposto pela Rússia para combater as sanções ocidentais em represália à campanha militar russa na Ucrânia.

Anteriormente, países como Polónia, Bulgária e Finlândia recusaram-se a pagar o gás em rublos, após o qual Moscovo cumpriu a sua ameaça e cortou o fornecimento a esses países.

Segundo Moscovo, cerca de metade dos importadores estrangeiros de gás russo já abriram contas no Gazprombank para pagar segundo o esquema proposto pelo Kremlin, que prevê a conversão de moeda estrangeira em rublos.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, defendeu que esta medida visa “garantir a entrada de moedas estrangeiras, a sua conversão em rublos e o pagamento em rublos do gás fornecido”.

De acordo com a agência oficial russa TASS, citada pela Euronews, mais de 20 empresas já abriram contas no Gazprombank, de acordo com as exigências do Kremlin, incluindo a empresa italiana de energia Eni, o consórcio alemão Uniper e a francesa Engie.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, ontem, que demitiu o chefe dos serviços de segurança de Kharkiv porque “não trabalhava na defesa da cidade” desde o início da invasão russa.

Zelensky aproveitou a visita à cidade para oficializar demissão, escreve o Notícias ao Minuto.

“Vim, vi e demiti o chefe dos serviços de segurança da região [de Kharkiv], porque ele não trabalhava na defesa da cidade desde os primeiros dias desta guerra, mas só pensava em si mesmo”, afirmou.

“Cheguei lá, percebi o que se passava e demiti o chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia na região, visto que ele não se esforçou para defender a cidade desde os primeiros dias da guerra, pensando apenas nos seus interesses pessoais. Quais foram os seus motivos? Está em curso uma investigação policial. Um terço da região de Kharkiv ainda está sob ocupação. Vamos conseguir libertar todo o território, e todos devem trabalhar com vista a esse resultado, quer ao nível local, quer a nível regional”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que o Presidente ucraniano saiu de Kiev, desde que começou a guerra, segundo a SIC Notícias.

 

 

A Assembleia Nacional da República Centro-Africana aprova, por aclamação, a abolição da pena de morte, revelou o presidente do Parlamento.

“O Parlamento adoptou, por aclamação, a lei que extingue a pena de morte”, disse o presidente da assembleia nacional do país, Simplice Mathieu Sarandji, sob aplausos. Agora, a lei agora terá de ser promulgada pelo Presidente Faustin Archange Touadéra, citado pela DW.

A última execução na República Centro-Africana data de 1981. O país junta-se, assim, à lista de países africanos que aboliram a pena de morte nos últimos anos, depois do Chade em 2020 e da Serra Leoa em 2021.

O país da África central, com cerca de 5,5 milhões de habitantes, tem sofrido nas últimas décadas com guerras civis, a última das quais começou há nove anos.

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