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O País – A verdade como notícia

O União Europeia aprovou a liberação de uma soma de 500 milhões de euros para apoiar a Ucrânia, ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz. Com esta parcela, a UE mobilizou já 2 mil milhões de euros para a Ucrânia ao abrigo do mecanismo, em resposta à agressão russa ao país, escreva a imprensa internacional.

Fazem, hoje, três meses que a Ucrânia é assolada por um ataque russo, que já causou mortes e deslocados.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, a verba hoje aprovada financia o envio de material bélico pelos Estados-membros para a Ucrânia, respondendo às necessidades de Kiev, sendo que 490 milhões de euros se destinam a financiar equipamento militar para fins defensivos e os outros 10 milhões a cobrir o aprovisionamento de equipamento e material, tal como combustível, ‘kits’ de primeiros socorros e equipamento de proteção pessoal.

Em consequência da guerra, que se arrasta desde 24 de fevereiro, mais de três mil civis foram mortos, outros 14 milhões foram deslocados internamente e 6,3 milhões para os países vizinhos, segundo dados da ONU.

Também, segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

As próximas semanas da guerra na Ucrânia serão difíceis e o país diz que não vai desistir, pois não tem alternativa a não ser lutar para libertar a sua terra e o seu povo. Volodymyr Zelensky apelou a população para trabalhar para a vitória e ajudar o exército.

Passaram, hoje, três meses de guerra imposta pela Rússia à Ucrânia. No seu discurso diário à Nação, Volodymyr Zelensky reconheceu que as próximas semanas serão difíceis, mas a Ucrânia não vai desistir, porque não tem outra alternativa a não ser lutar para libertar a terra e o povo.

Para alcançar esse desejo, Zelensky exortou aos ucranianos a trabalharem para a vitória, sobretudo, ajudarem o exército e proteger as necessidades do Estado e todas as plataformas internacionais a que se tenha acesso.

O presidente ucraniano acusou as tropas russas de tentarem destruir o máximo de pessoas e infra-estruturas que conseguirem e de levarem a cabo uma guerra brutal, que, no seu entender, não acontecia na Europa há mais de 77 anos. Ou seja, desde o fim da II Guerra Mundial.

Nos últimos dias, as forças russas têm estado a intensificar os esforços para neutralizar algumas regiões ucranianas estratégicas. Por agora, a situação é mais difícil em Donbass.

A guerra na Ucrânia entra no quarto mês, com as forças russas a concentrar a ofensiva na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.

Segundo os dados do ministério da Defesa russo, citados pela Euronews, quase 700 alvos foram atingidos no domingo por artilharia ou mísseis.

A Ucrânia revelou as baixas causadas na semana passada por um destes ataques com mísseis numa base militar no norte do país. Volodymyr Zelensky disse que as estatísticas são muito tristes.

“Infelizmente, hoje, debaixo dos escombros em Desna, há 87 vítimas. Oitenta e sete cadáveres, vítimas que foram mortas”, revelou o presidente ucraniano.

Em Mariupol e nos arredores, as tropas russas continuam o que chamam de “operações de filtragem e transferência” de combatentes ucranianos que se renderam depois de passarem semanas barricados na fábrica Azovstal.

 

KIEV RECONHECE DIFICULDADES PARA DEFENDER DONBASS

Os ucranianos conseguiram afastar progressivamente os invasores da capital e da segunda cidade do país, Kharkiv, mas Kiev reconhece as dificuldades para defender agora o Donbass.

O governador da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, citado pela Euronews, diz que a defesa do território está cada vez mais difícil.

“A linha da frente está constantemente a ser bombardeada e temos combates pesados. O inimigo está a tentar romper e capturar a cidade de Lyman, de modo a realizar a sua ofensiva contra Sloviansk e Kramatorsk”, afirmou Pavlo Kyrylenko.

O presidente ucraniano afirma, no entanto, que “não há alternativa para além de lutar”.

“A situação mais difícil é no Donbass. Bakhmut, Popasna e Severodonetsk é onde os invasores estão mais activos. Criaram um massacre e querem eliminar tudo o que está vivo. Ninguém destruiu o Donbass como os russos estão a fazer agora”, afirmou Volodymyr Zelenskyy.

 

Trinta pessoas morreram este fim de semana no nordeste da Nigéria, após um ataque de um grupo “jihadista”, que retaliou uma ofensiva do Exército nigeriano, adiantaram hoje à agência France-Presse (AFP) dois líderes de milícias, de acordo com o Notícias ao minuto.

O ataque ocorreu no sábado, na aldeia de Mudo, no Estado de Borno, perto da fronteira com o Chade, e foi realizado por membros do grupo “jihadista” Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), acrescentaram as fontes.

As 30 vítimas eram “trabalhadores de sucata que estavam na área à procura de veículos queimados, que são numerosos nas aldeias do norte de Borno devido aos ataques terroristas”, salientou Babakura Kolo, responsável de uma milícia na região de Maiduguri.

Apenas esta terça-feira foi conhecido o ataque, devido à má qualidade da rede de comunicações e também porque os “jihadistas” destruíram várias infra-estruturas de telecomunicações na região.

Três corpos foram recuperados e centenas de pessoas foram evacuadas após fortes chuvas que causaram, mais uma vez, inundações em KwaZulu-Natal.

Três corpos terão sido encontrados perto de um rio na área de KwaSeme, e, imediatamente, encaminhados à morgue de Phoenix. Quem o disse é o chefe de Gestão de Desastres do Município de eThekwini, Vincent Ngubane, citado pela News 24.

“O que descobrimos é que dois desses corpos tinham ferimentos à bala. Alega-se que as pessoas tenham sido mortas noutro local e despejadas junto ao rio. Ainda estamos à espera de o Serviço de Polícia de SA confirmar isso”, disse Ngubane.

O edil Mxolisi Kaunda disse que o Município de eThekwini não recebeu um relatório abrangente sobre o impacto das últimas chuvas fortes, mas “os relatórios vêm num quadro preocupante”.

As equipas de Gestão de Desastres e os funcionários dos serviços de emergência permanecem em alerta máximo, e um aviso de nível 10 do Serviço Meteorológico da África do Sul (SAWS) permanece em vigor.

Kaunda disse que, até agora, o maior impacto era esperado ao longo da costa e nordeste da província.

À medida que o número de chamadas no centro de controlo aumentou, o departamento apelou para que a Força de Defesa Nacional da África do Sul fosse enviada às partes do norte de Durban para uma resposta urgente.

Segundo o edil, 250 pessoas foram evacuadas em Tongaat e, em King Cetshwayo, danos graves foram relatados numa casa que desabou devido às fortes chuvas e ventos.

O distrito de Ilembe foi fortemente afectado, com várias famílias desabrigadas e infra-estrutura da rede viária comprometida. Kaunda afirmou que várias estradas em toda a província foram temporariamente fechadas devido a inundações.

Como se a fome e as guerras não fossem suficientes, num mundo que luta contra a pandemia da COVID-19, outro mal ameaça tomar proporções globais: a Varíola dos macacos.

A doença, típica no continente Africano, foi descoberta no início deste mês, em alguns países da Europa. Mais de uma dúzia de países já reportou as primeiras infecções, entre os quais os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Espanha, Portugal, Bélgica, Itália, Países Baixos, França e Suécia.

Hoje, a Austrália notificou o primeiro caso, enquanto a Bélgica decretou quarentena obrigatória de 21 dias para as três pessoas infectadas pelo vírus.

O Reino Unido, com 20 casos, também recomendou o isolamento de 21 dias e reforçou as encomendas de vacinas contra a doença.

No continente europeu, o Reino Unido, Espanha e Portugal lideram com maiores números.

Há dados que indicam que o vírus tem uma tendência a espalhar-se através das relações sexuais, principalmente entre homens.

O director da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, apela para a não estigmatização dos indivíduos infectados.

O Grupo de Avaliação de Riscos da OMS considerou o lançamento de uma campanha de sensibilização dirigida aos homens que têm relações sexuais com homens e àqueles que têm relações sexuais com múltiplos parceiros.

Numa altura em que vários países vão notificando os primeiros casos e outros registam aumento do número de infectados, a OMS prevê que o vírus se espalhe pelo mundo.

Com sessões presenciais após dois anos em formato virtual devido à pandemia, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai reunir-se a partir de hoje até sexta-feira em Acra, capital do Gana. A reunião acontece dias depois de a instituição aprovar um mecanismo de 1,5 mil milhões de dólares para tentar evitar uma crise alimentar iminente no continente.

De acordo com um comunicado do BAD, citado pelo Notícias ao Minuto, a iniciativa anunciada na sexta-feira à noite e intitulada Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência vai beneficiar 20 milhões de agricultores africanos, que receberão sementes e tecnologia certificadas para produzir rapidamente 38 milhões de toneladas de alimentos, um aumento de 12 mil milhões de dólares na produção de alimentos em apenas dois anos.

“Os encontros são há muito esperados. Quarenta e uma economias africanas estão gravemente expostas a pelo menos uma de três crises simultâneas, aumento dos preços dos alimentos, aumento dos preços da energia e condições financeiras mais restritivas”, disse Ken Ofori-Atta, ministro das Finanças do Gana, país que acolhe a reunião.

Em conferência de imprensa durante uma visita do BAD para preparar os encontros, o ministro das Finanças do Gana recordou que os preços dos alimentos em África estão 34% mais altos, os preços do petróleo subiram 60% e a inflação afecta todos os países.

“Os novos pobres em África aumentaram em 55 milhões e cerca de 35 milhões de empregos formais estão em risco”, disse o ministro, lembrando que isto acontece quando o continente está ainda a tentar recuperar da pandemia de COVID-19.

A insegurança alimentar em África, já afectada pela pandemia da COVID-19 e por fenómenos decorrentes das alterações climáticas, agravou-se com a ruptura do abastecimento alimentar resultante da guerra na Ucrânia, e África enfrenta agora uma escassez de pelo menos 30 milhões de toneladas de alimentos, especialmente trigo, milho e soja importados de ambos os países.

“A ajuda alimentar não pode alimentar África. África não precisa de tigelas nas mãos. África precisa de sementes na terra, e máquinas de colheita para colher alimentos abundantes produzidos localmente. África quer alimentar-se a si própria com orgulho, porque não há dignidade em mendigar comida”, disse o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, citado no comunicado.

Estarão na 57ª edição da reunião anual do BAD o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, Paul Kagame, do Ruanda, Macky Sall, do Senegal, Uhuru Keyatta, do Quénia, Muhammadu Buhari, da Nigéria, Samia Suluhu Hanna, da Tanzânia, Alassane Ouattara, da Costa do Marfim, Sahle-Work Zewde, da Etiópia e Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, da Mauritânia.

Cinco civis morreram e 11 ficaram feridos, este domingo, na sequência de bombardeamentos russos, em Donetsk, no leste da Ucrânia. A notícia foi avançada, ontem, pelas autoridades da região de Donetsk.

“Os russos mataram cinco civis na região de Donetsk: dois em Lyman, um em Dachne, um em Klynove e um em Avdivka. Onze pessoas ficaram feridas”, disse o chefe do governo da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko, na plataforma Telegram.

De acordo com o Notícias ao Minuto que cita a agência de notícias ucraniana Ukrinform, uma pessoa ficou ferida em Bakhmut, na região de Lugansk, tendo recebido assistência médica.

Dados avançados pelas autoridades da Ucrânia indicam que, desde o início da invasão russa, pelo menos 412 civis foram mortos e 1.140 ficaram feridos na região de Donetsk.

 

O Presidente norte-americano, Joe Biden, declarou-se hoje, em Seul, estar preparado para um eventual ensaio nuclear da Coreia do Norte, mas reafirmou a abertura ao diálogo com uma mensagem a Kim Jong Un, antes de partir para o Japão.

Questionado se tinha uma mensagem para o homólogo norte-coreano, Kim Jong Un, o Presidente dos EUA respondeu com um lacónico: “Bom dia. Ponto final”, uma forma de fazer saber que Washington mantém abertura ao diálogo com a Coreia do Norte, mesmo na falta de reciprocidade, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

As conversações com Pyongyang estão em ponto morto desde uma cimeira, em 2019, entre Kim e o então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Biden deixou hoje a Coreia do Sul, ao início da tarde, em direcção ao Japão, outro grande aliado dos Estados Unidos na região e segunda etapa do primeiro périplo pela Ásia como Presidente.

Em Seul, encontrou-se com o homólogo sul-coreano, Yoon Suk-yeol, um conservador pró-americano chegado ao poder no início de Maio.

Os dois Chefes de Estado concordaram com uma intensificação dos exercícios militares conjuntos, para conter as ações de Kim Jong Un.

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