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O País – A verdade como notícia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, impôs uma série de sanções ao presidente Vladimir Putin, e a todos os ministros russos, em consequência da invasão de Moscovo à Ucrânia.

As sanções não terminam por aí, Zelensky aplicou sanções também aos membros do conselho de segurança da Rússia, assim como para o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Para já, os governantes russos terão seus vistos invalidados, incluído o bloqueios dos seus activos financeiros em Kiev.

De acordo com as Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, Zelensky assinou também uma diretiva que aplica sanções a 236 universidades e institutos de ensino superior russos, o que implica a suspensão de todos os intercâmbios e cooperação, e 261 reitores.

Reagindo à medida decretada por Kiev, o ministro da Educação da Rússia disse que Moscovo não será dissuadido.

“A decisão de hoje do regime de Kiev revela a sua inabilidade para controlar a situação. É um gesto de desespero, que não consegue evitar a integração do Donbass e dos territórios libertados num espaço educativo único com a Rússia, disse Sergey Kravtsov à agência russa Interfax.

O Presidente da África do Sul suspendeu, esta quinta-feira, a advogada Busisiwe Mkhwebane do cargo de procuradora-geral da República (PGR) do país, que tinha sido nomeada pelo antigo líder sul-africano Jacob Zuma. A procuradora-geral é acusada pela Presidência de parcialidade, escreve a RTP Notícias.

“O Presidente Cyril Ramaphosa decidiu suspender Busisiwe Mkhwebane do cargo de PGR com efeitos a partir de 9 de Junho de 2022”, lê-se na declaração da presidência do país citada pela RTP.

Segundo o documento, Busisiwe Mkhwebane tem contrariado várias tentativas nos últimos anos para a retirar do seu posto, incluindo um processo de impugnação aberto pelo Parlamento em Maio.

A decisão surge um dia depois de Mkhwebane ter anunciado a abertura de um inquérito público a Ramaphosa. Nos últimos anos, a responsável lançou uma série de investigações envolvendo o Presidente, incluindo sobre doações de campanha e acusações de violações de ética.

Na mais recente acusação, o Presidente da África do Sul é acusado de ter ocultado um assalto a uma das suas residências, no qual foi descoberto o equivalente a quase 4 milhões de euros em notas escondidos nas mobílias da casa.

Ramaphosa negou, ontem, no Parlamento, ter roubado o dinheiro e criticou os “truques sujos” e a “intimidação” por parte dos críticos, enquanto a oposição pedia a sua demissão.

Até Dezembro, o Congresso Nacional Africano (ANC) deverá decidir se apresenta Cyril Ramaphosa como candidato a um segundo mandato nas eleições presidenciais agendadas para 2024.

Pró-russos que controlam a região ucraniana de Zaporijia admitem ter enviado cereais ucranianos para a Turquia e o Médio Oriente. Vladimir Rogov, líder pró-russo, revelou que a Rússia planeia despachar mais cereais ucranianos no porto de Berdiansk ainda esta semana.

A questão dos cereais retidos nos portos controlados pelas forças russas, na Ucrânia, tem sido motivo de diversas negociações, devido à falta que estes fazem para muitos países, incluindo os de África.

Entretanto, os pró-russos que controlam as zonas ucranianas tomadas pelas forças russas dizem que os cereais retidos em diversos portos já estão a ser retirados e a ser enviados para alguns países, com destaque para a Turquia e o Médio Oriente.

“Enviamos cereais através da Rússia, e os principais contratos são assinados com a Turquia. Os primeiros comboios já estão a viajar pela Crimeia até ao Médio Oriente”, disse o chefe pró-russo de Zaporijia, Yevgeny Balitsky.

Segundo a Lusa, a primeira remessa de cereais ucranianos seguiu por via ferroviária, da cidade sob controlo russo de Melitopol, na região de Zaporijia, para a Crimeia em 11 vagões.

As autoridades ucranianas dizem que os cereais estão a ser roubados pelos russos e têm como destino preferencial Síria e a Turquia através da Crimeia.

Já a União Europeia acusa a Rússia de estar a usar a questão alimentar como uma forma de chantagear o Ocidente para que alivie as sanções.

O ministro das relações exteriores russo, Serguei Lavrov, terá denunciado, esta quarta-feira, a disponibilidade da Turquia para executar um plano que permita a distribuição de cereais da Rússia e da Ucrânia.

Entretanto, Lavrov assegurou que, para que tal aconteça, será necessário que o ocidente alivie algumas sanções.

Os finados são 23 homens, que pertenciam a uma comunidade de traficantes de sucata, foram executados por alegados terroristas esta terça-feira, na Nigéria, segundo anunciaram, hoje, milícias locais.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, suspeita-se que os militantes pertençam ao grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap). Estas, terão sequestrado as vítimas, que integravam um grupo de cerca de 50 sucateiros que se dirigiam à aldeia de Magdala, no distrito de Dikwa, a leste do estado de Borno, a cerca de 20 quilómetros da cidade que faz fronteira com o Chade.

“Até ao momento, foram encontrados 23 corpos, todos massacrados por terroristas”, afirmou à agência de notícias francesa AFP Babakura Kolo, o chefe de uma milícia de autodefesa local.

“Três pessoas conseguiram regressar a Dikwa, mas nada se sabe sobre o destino dos outros vinte ou mais sucateiros”, acrescentou.

A busca continua, disse outro miliciano, confirmando os 23 mortos.

Os sucateiros, que viajam muito à procura de sucata, são frequentemente acusados pelos terroristas de passarem informações às autoridades sobre os movimentos de militantes na região, berço do grupo islâmico Boko Haram, do qual o Iswap se separou em 2016.

No final de abril, cerca de 30 sucateiros foram mortos na aldeia de Mudu, no mesmo distrito, por supostos militantes do Iswap.

 

O ex-chefe da secreta sul-africana, Arthur Fraser acusou, esta quarta-feira, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de violar a Lei de Prevenção ao Crime Organizado, ou seja, de lavagem de dinheiro.

Segundo a agência de notícias MZNEWS, Fraser divulgou um comunicado anunciando ter aberto um caso na delegacia da Polícia de Rosebank, área de Joanesburgo, contra o Chefe de Estado, alegando que havia incluído, na sua queixa, imagens de vídeo e outras provas sobre um arrombamento na reserva de animais pertencente a Ramaphosa em Fevereiro de 2020, na província do Limpopo.

Fraser alegou que cerca de quatro milhões de dólares em numerário foram roubados na reserva e com suspeitos sequestrados e interrogados. Acrescentou que Ramaphosa “escondeu” o incidente da Polícia e das autoridades fiscais na altura.

A Presidência sul-africana reagiu ao comunicado de Fraser dizendo que essas acusações são infundadas, apesar de ter ocorrido um roubo na reserva do Presidente.

“O Presidente Ramaphosa deixa claro que não há base para as alegações de conduta criminosa que foram feitas contra ele na queixa de Fraser”, lê-se na nota, citada por MZNEWS, que acrescenta que “a Presidência pode confirmar que ocorreu um assalto à reserva do Presidente no Limpopo a 9 de Fevereiro de 2020 em que foram roubados os rendimentos da venda de caça”.

A nota presidencial indica que “o Presidente estava a participar na Cimeira da União Africana em Addis Abeba no momento em que o incidente ocorreu. Ao ser avisado do roubo, Ramaphosa relatou o incidente ao chefe da Unidade de Protecção Presidencial do Serviço de Polícia sul-africano para investigação”.

A Polícia confirmou que um caso de suposta lavagem de dinheiro e sequestro foi registado na quarta-feira contra Ramaphosa pelo ex-chefe da secreta Arthur Fraser.

“O Serviço da Polícia da África do Sul (SAPS) confirma que os devidos processos serão seguidos”, disse o porta-voz Coronel Athlenda Mathe.

As eleições no Mali estão previstas para Março de 2024, depois de não terem sido realizadas em Fevereiro último. A informação foi avançada ontem pelo líder da junta militar do Mali, coronel Assimi Goita, que assinou o decreto que estabelece uma transição de dois anos.

O período de transição decretado por Goita já tinha sido anteriormente rejeitado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Entretanto, a junta militar que governa o Mali prometeu realizar eleições democráticas até ao final de Março de 2024, o que representa um atraso de dois anos no regresso ao regime civil.

Assimi Goita lidera a junta maliana desde maio de 2021.

De acordo com a DW, a CEDEAO encerrou no sábado a cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo na capital do Gana, Acra, adiando a decisão sobre a aplicação de sanções ao Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri para a próxima reunião, a 3 de Julho.

Os governos militares do Burkina Faso e da Guiné-Conacri também incorrem ameaças similares da CEDEAO por atrasarem as transições democráticas.

O embaixador da Ucrânia em Israel, Yevgen Korniychuk, pediu hoje ao Governo israelita que venda o seu sistema de intercetação de foguetes militares Iron Dome e mísseis antitanque para defender civis contra a invasão russa.

Durante uma conferência de imprensa em Tel Aviv, o embaixador disse que a Ucrânia quer comprar o sistema Iron Dome (‘Cúpula de Ferro´), alegando que os Estados Unidos não se oporiam a tal venda.

Os Estados Unidos apoiam financeiramente o Iron Dome de Israel há cerca de uma década, fornecendo cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) para a sua produção e manutenção, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.

O sistema Iron Dome foi projetado para intercetar e destruir ‘rockets’ de curto alcance disparados contra Israel.

Korniychuk também disse que Israel recusou na semana passada um pedido dos EUA para a Alemanha entregar mísseis antitanque Spike.

Israel tem limitado o seu apoio à Ucrânia à ajuda humanitária e era o único país que operava um hospital de campanha dentro do país no início do ano.

Israel teme que ajudar a Ucrânia militarmente possa incomodar a Rússia, que tem presença militar na vizinha Síria.

Israel, que realiza ataques frequentes contra alvos inimigos na Síria, depende da Rússia para a coordenação de segurança.

O Banco Mundial aprovou, esta terça-feira, um financiamento adicional de 1,4 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia a continuar a pagar os salários dos funcionários públicos, lê-se num comunicado da instituição citado pelo Notícias ao Minuto.

Com este novo financiamento, a instituição financeira internacional já disponibilizou cerca de 3,7 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia.

Segundo o presidente do Banco Mundial, David Malpass, mais apoio está a ser fornecido à Ucrânia face à guerra em andamento.

“Estamos a trabalhar com países doadores para mobilizar apoio financeiro e aproveitar a flexibilidade de nossos vários instrumentos financeiros para ajudar a proporcionar aos ucranianos acesso a serviços de saúde, educação e proteção social”, afirmou o presidente da instituição, citado no comunicado. No entanto, o executivo não explicou se os novos fundos são um donativo ou um empréstimo.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de Fevereiro criou uma crise humanitária e devastou a economia. Destruiu infraestruturas, bloqueou as cruciais exportações de grãos do país, além de prejudicar a capacidade do governo de pagar suas contas.

O Banco Mundial, segundo o Notícias ao Minuto, estima que a economia ucraniana deve reduzir para metade este ano, como resultado da invasão russa.

Deputados conservadores chumbam a moção para afastar o primeiro-ministro britânico, que ganha um balão de oxigénio de um ano. O resultado mostra, no entanto, um Partido Conservador dividido ao meio. Cento e quarenta e oito tories perderam confiança em Johnson.

Depois de sete longos meses de críticas, denúncias, acusações e pedidos de demissão por causa do escândalo das festas em Downing Street durante a pandemia, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, teve menos de 24 horas para convencer os deputados do seu partido a não apoiarem uma moção de desconfiança à sua liderança. E conseguiu.

Exigida no domingo por 15% da representação parlamentar do Partido Conservador na Câmara dos Comuns (pelo menos 54 deputados), convocada na manhã desta segunda-feira e realizada ao final da tarde, a moção foi chumbada por 211 votos contra 148, segundo os resultados divulgados ao início da noite por Graham Brady, líder do grupo parlamentar Committee 1922.

O desfecho da votação era expectável, tendo em conta que seria necessário que pelo menos 180 dos 359 deputados tories se revoltassem contra o seu líder. Para além disso, é suficiente para Johnson manter a chefia do partido e do Governo britânico. Mais: dá ao primeiro-ministro um “salvo-conduto” de 12 meses, durante os quais não poderá ser novamente alvo de uma moção interna.

Os números finais da votação mostram, no entanto, aquilo que também já se perspectivava: o Partido Conservador, a força eleitoral britânica mais bem-sucedida do último século, que não perde umas legislativas desde 2005, está mais dividida que nunca, e terá de mudar muita coisa se quiser vencer as eleições de 2024.

Através de um curto vídeo partilhado com as televisões britânicas, Johnson falou num “resultado muito bom”, “convincente” e “decisivo”, lembrou que também não tinha muitos apoios quando se apresentou na corrida à liderança, em 2019, e defendeu que agora é possível pôr o “Partygate” “para trás das costas”.

 

INÍCIO DO FIM?

Prova da desunião entre os conservadores foram os comentários de Jacob Rees-Mogg ainda antes de a moção ir a votos. O secretário de Estado para as Oportunidades do “Brexit” – um dos membros mais radicais da facção eurocéptica do Partido Conservador – disse que o “núcleo duro das pessoas que querem ver-se livres do primeiro-ministro” são “remainers descontentes” que ainda estão a “pensar na Europa”.Uma acusação no mínimo discutível, tendo em conta que uma das vozes que se levantaram contra Johnson foi a de Steve Baker, ex-líder do grupo do European Research Group – composto por deputados conservadores brexiteers na Câmara dos Comuns –, considerado o arquitecto da campanha interna para afastar Theresa May e colocar Boris Johnson no seu lugar.O exemplo de May também serve para sublinhar que Johnson está longe de estar seguro no cargo, mesmo depois desta votação. Depois de também ter ultrapassado uma moção de desconfiança, em Dezembro de 2018, e numa altura em que, em plena batalha do “Brexit”, estava muito isolada internamente, a antiga primeira-ministra acabou por cair seis meses depois.Na oposição, acredita-se, por isso, que esta vitória “pírrica” do primeiro-ministro tory, somada aos resultados pouco convincentes do Partido Conservador nas eleições locais do passado dia 5 de Maio e às sondagens que colocam o Partido Trabalhista na primeira posição das intenções de voto, a nível nacional, é, na verdade, “o início do fim” de Boris Johnson.“A História mostra-nos que isto é o início do fim. Se olharmos para anteriores exemplos de moções de desconfiança, mesmo aqueles em que os primeiros-ministros tories sobreviveram (…), os danos já estavam causados e eles acabam, normalmente, por cair relativamente rápido depois disso”, afirmou Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista.

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