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O País – A verdade como notícia

Protestos violentos eclodiram em alguns pontos no Quénia, após o anúncio da vitória nas eleições presidenciais de 09 de Agosto do vice-Presidente cessante, William Ruto.

William Samoei Ruto foi, esta segunda-feira, eleito vencedor das presidenciais de terça-feira passada no Quénia, tornando-se no 5.º Chefe de Estado do país e sucedendo a Uhuru Kenyatta que, após cumprir dois mandatos, estava impedido de se recandidatar.

De acordo com a DW, Ruto ganhou com 50,49% dos votos. O segundo colocado, o ex-Primeiro-ministro e líder da oposição Raila Odinga, obteve 48,85% dos votos.

Embora o país tenha permanecido calmo até agora, apesar da espera de dias pelos resultados, o ambiente tornou-se tenso nas últimas horas e a polícia foi destacada em algumas zonas do país, abaladas no passado por protestos e violência pós-eleitoral por vezes mortal.

Minutos após o anúncio dos resultados, começaram os protestos em vários bairros da capital Nairobi, como Mathare, Kayole e Kibera. Pneus foram incendiados para bloquear ruas e jovens atiraram pedras enquanto outros sopravam em vuvuzelas e assobios, escreve a DW.

“Pirateiam o sistema e não querem dar transparência a estas eleições. É por isso que eu digo que não há paz, não há paz nenhuma. Não vamos ter paz”, declarou um dos apoiantes do líder de Raila Odinga.

O anúncio da vitória de William Ruto ficou, também, marcado por uma divisão na Comissão Eleitoral do Quénia. A vice-presidente do órgão, Juliana Cherera, anunciou que ela e outros três dos sete membros da comissão eleitoral rejeitavam os resultados.

“Pela natureza opaca do processo […] não podemos assumir a responsabilidade pelos resultados que vão ser anunciados”, disse a Cherera, ladeada por outros três comissários, pedindo “calma” aos quenianos.

Arranca, esta terça, a campanha para as eleições presidenciais de 2 de Outubro no Brasil, escreve a imprensa internacional. Segundo a SIC Notícias, além do próximo presidente brasileiro, no escrutínio serão também eleitos governadores de estado e parlamentares regionais e federais.

O candidato à reeleição e em segundo lugar nas sondagens de intenção de voto com apoio de mais de 30% dos eleitores, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, lançará a sua campanha na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, no mesmo local onde sofreu um atentado à faca em 2018, em que quase perdeu a vida.

Um vídeo com declarações de Bolsonaro divulgado pelo deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler informa que o Presidente brasileiro estará em Juiz de Fora na tarde de hoje.

Lula Da Silva, que lidera as sondagens até aqui com pouco mais de 40% das intenções de voto, começaria oficialmente sua campanha à Presidência do Brasil numa visita a uma fábrica em São Bernardo do Campo mas, segundo nota do Partido dos Trabalhadores citada pelos media locais, o evento foi cancelado por razões de segurança.

No dia 26 de Agosto começa o horário eleitoral gratuito nos sistemas de rádio e televisão do Brasil, que vai até 30 de Setembro para os candidatos que concorrem na primeira volta.

A fase inicial da campanha eleitoral termina a 1 de Outubro, véspera da primeira volta das eleições.

Prevista apenas para cargos executivos, ou seja, para as disputas do governo regional dos 27 estados do país e a Presidência da República, a segunda volta das eleições brasileiras será realizada em 30 de outubro caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação.

 

O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, esta segunda-feira, na sua rede social Truth Social, que os agentes do FBI lhe roubaram três passaportes, um dos quais já tinha caducado, no dia em que a polícia de investigação fez buscas na sua mansão, em Mar-a-Lago, um resort de luxo em Palm Beach, na Flórida escreve o Observador.

Na sua mensagem, Trump voltou a acusar a polícia de ter motivações políticas.

“Uau! Na operação do FBI em Mar-a-Lago, os agentes do FBI roubaram três passaportes (um deles já expirado), assim como tudo o resto. Este é um ataque a um adversário político a um nível nunca visto antes no nosso País. Terceiro Mundo!”, acusou  Trump numa publicação da sua rede social, o Truth Social, segundo o observador que cita ‘o New York Post’, um jornal diário estadunidense distribuído na região de Nova York.

De acordo com o Daily Mail, um jornal britânico, também citado pelo Observador, o ex-Presidente deve ter dois passaportes: um azul, emitido para os cidadãos norte-americanos; um vermelho, de natureza diplomática, usado em viagens oficiais do governo, que Trump terá recebido quando esteve na Casa Branca.

A polícia federal (FBI) realizou buscas no resort de Donald Trump em Mar-a-Lago, Palm Beach, estado norte-americano da Florida, na segunda-feira passada. As autoridades recuperaram 11 documentos confidenciais da casa de Donald Trump, alguns dos quais ultrassecretos e de natureza sensível.

O mandato aponta que Trump está sob investigação por possíveis violações da Lei de Espionagem, alegada obstrução da justiça e destruição de registos do Governo federal. Nas 20 caixas com material retirado de Mar-a-Lago estão também informações que o ex-Presidente terá recolhido sobre Emmanuel Macron.

A China anunciou que realizou hoje manobras militares no espaço aéreo e marítimo em torno de Taiwan, em resposta à visita de cinco congressistas norte-americanos à ilha.

“Em 15 de Agosto, o Exército de Libertação do Povo Chinês realizou uma patrulha conjunta de prontidão de combate e exercícios de combate no mar e no espaço aéreo ao redor de Taiwan”, disse o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando de Operações do Teatro Oriental, citado pelo Notícias ao Minuto.

O coronel garantiu que o exército tomará as medidas necessárias para defender “resolutamente” a soberania nacional.

Ainda hoje, o Ministério da Defesa de Taiwan confirmou que um total de 22 aviões e seis navios militares chineses fizeram, no domingo, incursões em áreas à volta da ilha.

As incursões, de acordo com o comunicado citado pela agência noticiosa taiwanesa CNA, coincidiram com a chegada de uma delegação de congressistas norte-americanos que tem previstas reuniões com representantes do Governo local e poucos dias depois de uma visita da presidente da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.

Segundo o Ministério da Defesa, 10 dos aviões chineses atravessaram uma linha no Estreito de Formosa, que tem funcionado como uma fronteira não oficial tacitamente respeitada por Taipé e Pequim nas últimas décadas, mas atravessada nas últimas semanas pelas forças chinesas durante manobras militares, escreve o Notícias ao Minuto.

A força aérea da ilha monitorizou a situação com patrulhas aéreas de combate e navais e activação de sistemas de mísseis terrestres, disse o Ministério.

A China respondeu à visita de Pelosi, a que chamou “farsa” e “deplorável traição”, com sanções comerciais impostas à ilha e exercícios militares nas imediações de Taiwan, que Taipé descreveu como um “bloqueio”.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, assinou no sábado o protocolo de ratificação da adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, aprovado no parlamento francês no dia 02 de Agosto, escreve o Observador.

“Esta escolha soberana da Finlândia e da Suécia, dois parceiros europeus, vai permitir reforçar a sua segurança face à ameaça atual na vizinhança imediata e vai dar uma contribuição significativa, tendo em vista as suas capacidades, para a posição colectiva e para a nossa segurança europeia”, indicou o palácio do Eliseu, a residência oficial do presidente da República Francesa, onde está localizado o seu gabinete e onde se reúne o Conselho de Ministros.

A Suécia e a Finlândia renunciaram à sua tradicional neutralidade devido à invasão russa da Ucrânia.

“Vinte aliados” já ratificaram os protocolos, indicou no parlamento a ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou na terça-feira o documento que ratifica que o Congresso dos EUA é favorável à adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança Atlântica.

Na cerimónia de assinatura, segundo o Observador, Biden esteve acompanhado pelos embaixadores sueco e finlandês em Washington, Karin Olofsdotter e Mikko Hautala, respetivamente, bem como por outros altos funcionários, tais como a vice-presidente, Kamala Harris, e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Os dois países precisam de uma ratificação dos 30 Estados-membros da organização para beneficiarem da proteção do artigo 5.º da NATO em caso de ataque.

A Turquia ameaça, no entanto, “congelar” o processo, acusando os dois países de benevolência para com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e seus aliados que Ancara considera organizações terroristas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou na passada sexta-feira o seu apoio à desnuclearização completa da Coreia do Norte durante uma reunião em Seul com o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol.

Este domingo, a Coreia do Norte criticou o secretário-geral da ONU, descrevendo como “palavras perigosas” o apoio de António Guterres à desnuclearização completa da península coreana.

Segundo o Observador, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Kim Son Gyong, acusou o líder da ONU de mostrar “simpatia” pelo que chamou de políticas hostis dos Estados Unidos, país que há muito defende o desarmamento de Pyongyang.

“Só posso expressar o meu profundo pesar pelas observações do secretário-geral da ONU, que são extremamente carentes de imparcialidade e justiça”, disse Kim, num comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana KCNA, citado pelo Notícias ao Minuto.

O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros defendeu que a “desnuclearização completa, verificável e irreversível da Coreia do Norte seria um ataque à soberania do país”.

“Aconselhamos o secretário-geral Guterres a ter cuidado ao proferir palavras e acções tão perigosas”, afirmou Kim.

Na sexta-feira, Guterres disse, na reunião com o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, que a desnuclearização da península coreana é um “objetivo fundamental para trazer paz, segurança e estabilidade a toda a região”.

Guterres encontrou-se com Yoon na capital sul-coreana como parte da sua digressão asiática, que se centra na promoção do desarmamento nuclear e da cooperação internacional em áreas como a crise climática.

Antes de Seul, o antigo primeiro-ministro português esteve no Japão, onde discursou na cerimónia do 77.º aniversário do bombardeamento atómico de Hiroshima.

Guterres repetiu no Japão o aviso contra os horrores das armas atómicas que fez em Nova Iorque na semana passada, numa conferência sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

 

Raila Odinga segue com ligeira vantagem na corrida presidencial, segundo os resultados oficiais parciais avançados este sábado. O país permanece em suspense pelo resultado final das eleições.

De acordo com a DW, Odinga conta, para já, com 52,54% dos votos contra 46,76% do vice-presidente William Ruto, de acordo com dados do início da tarde da Comissão Eleitoral e de Fronteiras Independente com base em resultados de cerca de 30% das assembleias de voto.

A eleição está a ser observada de perto como um teste de estabilidade no Quénia, uma das democracias mais dinâmicas do continente, mas que viu as votações anteriores marcadas por fraudes e violência.

À medida que a espera pelos resultados se arrastava, a comissão eleitoral reconheceu na sexta-feira atrasos no processo de contagem dos votos das eleições de terça-feira e apelou para que a Nação fosse paciente.

Esta é a quinta tentativa de Odinga, de 77 anos, nas presidenciais. Desta vez com o apoio de seu antigo inimigo, o ex-presidente Uhuru Kenyatta, que já cumpriu dois mandatos e não pode concorrer novamente.

A afluência foi de cerca de 65%, muito inferior aos 78% registados em 2017. Reflexo, dizem alguns observadores citados pela DW, do desencanto com a elite política, sobretudo entre os jovens.

O estado da economia foi uma questão-chave durante a campanha, com os quenianos a lutar para sobreviver à medida que os preços globais de bens como alimentos e combustível, disparam.

Os talibãs dispararam, este sábado, para o ar em Cabul para dispersar uma manifestação de mulheres que exigiam o direito ao trabalho e à educação, um ano depois de os islamistas terem chegado ao poder no Afeganistão.

Cerca de 40 mulheres cantando “Pão, trabalho e liberdade” passaram pelo Ministério da Educação antes de um grupo de combatentes talibãs as dispersar disparando para o ar em rajadas, cerca de cinco minutos após o início da marcha, refere o Notícias ao Minuto.

As manifestantes carregavam uma faixa onde se podia ler “15 de agosto é um dia negro”, em referência à data da captura de Cabul em 2021 pelos talibãs.

Os talibãs, vestidos com uniforme militar e armados, bloquearam um cruzamento em frente às manifestantes e começaram a atirar para o ar.

Segundo o Notícias ao Minuto, algumas das manifestantes refugiaram-se em lojas próximas, onde foram perseguidas e agredidas pelos talibãs.

A tomada do poder pelos talibãs, em 15 de Agosto de 2021, representou o regresso ao Afeganistão da interpretação mais severa da lei islâmica ou ‘sharia’, que retirou por completo às mulheres afegãs os direitos que tinham conquistado nos últimos anos.

Partiu, esta sexta-feira, o primeiro navio com cereais ucranianos para ajuda alimentar em África. A Etiópia será o primeiro país africano a beneficiar-se do produto.

Depois de Líbano, Turquia e Coreia do Sul chegou a vez de África receber os cereais ucranianos.

Esta sexta-feira, partiu o primeiro navio carregado de trigo da Ucrânia para Etiópia, país africano que enfrenta uma forte crise alimentar.

O carregamento dos cereais para a Etiópia é parte do acordo no âmbito do plano mediado pela ONU, para desbloquear os cereais retidos naquele país.

De acordo com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a cooperação de todos os actores envolvidos é fundamental para aliviar a escassez de alimentos e a fome em todo o mundo.

Michel assegurou que navio deverá atracar em Djibuti, no Corno de África

A Etiópia, juntamente com os vizinhos Somália e Quénia, está a enfrentar a seca mais severa registada nos últimos 40 anos na região do Corno da África. Milhares de pessoas em toda a região morrem de fome ou doença este ano.

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