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O País – A verdade como notícia

A situação humanitária na Ucrânia, sobretudo em Donbass, é extremamente alarmante, alerta a Organização das Nações Unidas, salientando que os combates entre os exércitos ucranianos e russos se intensificam no Leste do país.

Não há, à vista, o fim da guerra na Ucrânia, onde a situação humanitária, particularmente no Leste de Donbass, é extremamente alarmante e tende a piorar cada vez mais, diz o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários.

De acordo com a entidade citada pelo Notícias ao Minuto, o acesso à água potável, aos alimentos e à electricidade é reduzido na região de Severodonetsk e seus arredores, o último local de resistência ucraniana e quase inteiramente sob o controlo russo.

Para a agência humanitária da ONU, o que se vive em Donbass e Lugansk resulta dos combates que continuam a intensificar-se, traduzindo-se num pesado preço para a população civil.

É lamentável que, a aproximadamente quatro meses de conflito, os dois países ainda não tenham chegado a um acordo para facilitar a retirada de civis ou permitir o acesso à ajuda humanitária nas zonas sob constante bombardeamento.

Em todo o país, áreas residenciais e infra-estruturas civis continuam a ser afectadas, resultando em mais civis mortos e feridos.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, pede às Nações Unidas para exercerem maior pressão sobre o regime talibã, no Afeganistão, devido ao deterioramento dos direitos humanos para as mulheres, sobretudo crianças.

Os talibãs não cumpriram nenhum dos seus compromissos desde que chegaram ao poder a 15 de Agosto do ano passado, afirmou Josep Borrell num discurso por teleconferência perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O responsável considerou ainda que a situação das mulheres e meninas é miserável no Afeganistão e a situação dos direitos humanos está a piorar, daí a necessidade de uma pressão internacional sustentada para que reabram totalmente a educação para todas as mulheres.

O mundo parece que se esquece do que se passa naquele país, onde é preciso defender os direitos humanos básicos que, neste momento, não estão a ser respeitados, salientou Borrell.

No Afeganistão, as escolas secundárias para meninas entre 12 e 18 anos de idade foram encerradas desde que os talibãs assumiram o controlo do país. Entretanto, o acesso de estudantes do sexo feminino à escola primária sempre foi permitido.

A reabertura sempre foi um dos principais pedidos da comunidade internacional para reconhecer o Governo dos fundamentalistas, que também impuseram inúmeros obstáculos ao exercício profissional das mulheres em todos os tipos de actividades.

Analistas defendem que as sanções da União Europeia (UE) sobre a Rússia não foram bem pensadas e que estão a ter um efeito nefasto sobre o bloco europeu. Dizem que a renitência do ocidente em não aliviar as sanções pode criar crispações entre os Estados membros.

Desde que eclodiu a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Moscovo tem sido alvo de duras sanções pelo ocidente.

Dentre os castigos aplicados a Rússia destacam-se o congelamento de bens de bancos privados, suspensão da radiodifusão na UE, proibição das importações de petróleo bruto e produtos petrolíferos refinados.

Medidas que segundo explicou o analista internacional, Tobias Miguel, constituem um martírio à própria união europeia, que tem membros com pouca robustez económica.

Por seu turno, Zefanias Namborete lembra que os Estados vivem numa situação de interdependência e não seria possível o sistema internacional subsistir sem a contribuição da Rússia.

Sobre a pretensão da União europeia de aumentar a quantidade de gás importado de Israel e Egipto os analistas dizem que a medida não resolve o problema e que poderá criar disparidades entre os países membros.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, criticou hoje quem defende uma posição de neutralidade face à guerra na Ucrânia e apelou a que todas as nações europeias apoiem económica e militarmente Kiev.

Numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e organizações regionais e sub-regionais na manutenção da paz e segurança internacionais, Josep Borrell discursou virtualmente perante os diplomatas e declarou que o sistema multilateral está agora sob pressão como nunca devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, defendendo a necessidade de uma cooperação global cada vez maior.

“É preciso cooperar mesmo com os países com quem não estamos alinhados. […] A ciência e a tecnologia estão a avançar, mas a diplomacia não está a avançar o suficiente”, disse.

“Na União Europeia, estamos plenamente mobilizados em ajudar a Ucrânia a manter-se economicamente à tona e apta militarmente para defender o seu povo, a sua integridade territorial e a sua democracia. Esta é uma oportunidade para chamar todas as nações europeias, sendo pequenas ou grandes, para ajudar a Ucrânia fazendo o mesmo”, apelou.

Borrell defendeu então que “ninguém pode ser neutro numa questão como a guerra russa na Ucrânia”, frisando que “estar neutro é estar do lado do agressor”.

“Ninguém pode viver seguro num mundo em que o uso ilegal da força é normalizado ou tolerado”, observou o diplomata.

A Rússia ressaltou que os países ocidentais que tentaram isolá-la, devido à invasão à Ucrânia, reduzindo as importações do gás russo e impondo sanções, não estão a ter resultados esperados e comparou a situação a um tiro na própria cabeça.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse, na última quarta-feira, que o Ocidente se “deu um tiro na cabeça” com as restrições à importação de produtos daquele país, o que não teve, entretanto, o efeito esperado.

“A oferta de energia está a aumentar constantemente: a China sabe o que quer e não dá um tiro no próprio pé. Enquanto, a Oeste de Moscovo, se dão tiros na cabeça, a União Europeia está a conspirar um caminho suicida ao tentar eliminar a energia russa”, explicou Zakharova.

Esta quinta-feira, refere o Notícias ao Minuto, a empresa russa Gazprom anunciou que vai reduzir em mais de um terço as entregas de gás para a Europa, através do gasoduto Nord Stream, após problemas detectados nos equipamentos. Assim, a produção diária cairá de 100 para 67 milhões de metros cúbicos.

Nas últimas semanas, a Gazprom interrompeu as entregas de gás a vários clientes europeus que se recusaram a fazer os pagamentos em rublos.

Em resposta às sanções impostas pela União Europeia, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, exigiu que os considerados países “hostis” fizessem o pagamento em rublos.

Cerca de 40 pessoas perderam a vida na sequência de confrontos na cidade etíope ocidental de Gambella. Dos mortos, 10 pertenciam às forças de segurança do Governo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, um porta-voz do rebelde Exército de Libertação Oromo (OLA), um grupo dissidente da Frente de Libertação Oromo (OLF), disse que o grupo tinha lançado “uma operação” na cidade.

Mais tarde, alegou que a operação tinha sido concluída “depois da concretização dos objetivos”, acrescentando ter apreendido “uma grande quantidade” de armas.

Segundo a BBC, os residentes confirmaram que a calma parecia ter regressado à cidade na quarta-feira, embora as empresas e escritórios permanecessem fechados.

As autoridades teriam já confirmado, na terça-feira, que as forças locais conseguiram controlar a cidade e reestabelecer a tranquilidade.

O OLA, na sequência do acordo de paz de 2018, reivindicou a responsabilidade por vários ataques nos últimos meses – especialmente na Oromia -, depois de ter anunciado uma aliança com a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) aquando do conflito de novembro de 2020 na região norte do Tigray.

O líder da Frente Popular para a Libertação do Tigray, Debretsion Gebremichael, entende que um processo de conversações de paz credível e imparcial só será possível  com a mediação do Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta.

Num comunicado citado pelo Notícias ao Minuto, Debretsion disse que a posição da Frente Popular para a Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês) continua sem mudanças.

“Participaremos num processo de paz credível, imparcial e com princípios, que interaja com as partes em conflito na Etiópia de forma séria, inclusiva e considerada”, afirmou o responsável.

O líder mostrou disponibilidade para o envio de uma delegação de alto nível, com plenos poderes e informação, a conversações convocadas e acolhidas pelo Governo do Quénia, considerando que as autoridades e o povo quenianos têm demonstrado ao longo dos anos a sua imparcialidade, honestidade e solidariedade face à Etiópia.

Segundo o Notícias ao Minuto, Debretsion sugeriu a capital queniana, Nairobi, como lugar das conversações e o Presidente Uhuru Kenyatta como mediador, elogiando a sua postura “imparcial e inclusiva”.

Debretsion criticou a resposta da União Africana (UA) perante as atrocidades cometidas pelas forças federais etíopes, afirmando que o presidente senegalês, Macky Sall, actualmente a ocupar a presidência da UA, e o seu enviado especial para o Corno de África, Olusegun Obasanjo, falharam em adoptar uma posição consistente com as suas obrigações solenes segundo o Ato Constitutivo da União.

Debretsion confirmou uma visita recente de Obasanjo ao Tigray, dizendo que o diplomata foi recebido “de acordo com o princípio africano de hospitalidade, o respeito pelos mais velhos e o respeito pela UA”, apesar de a sua proximidade com o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, não “ter passado despercebida ao nosso povo”.

O comunicado foi publicado depois de Abiy ter anunciado ao Parlamento a criação de um comité para negociar com a TPLF, cujos trabalhos serão tornados públicos quando terminarem.

O primeiro-ministro negou as especulações sobre contactos diretos com o grupo rebelde avançadas por um canal televisivo etíope, e insistiu que a TPLF “é uma inimiga da Etiópia, que tentou usar a força para derrubar o Governo”

Por outro lado, defendeu a necessidade de “dar a paz como herança aos filhos” e frisou que “um país não pode crescer através da guerra”.

O conflito na Etiópia eclodiu em Novembro de 2020 após um ataque da TPLF contra a principal base do Exército, localizada em Mekelle, o qual levou o primeiro-ministro a ordenar uma ofensiva contra o grupo após meses de tensões políticas e administrativas.

Uma trégua humanitária está actualmente em vigor, embora ambos os lados se acusem mutuamente de impedir a entrega de ajuda.

Félicien Kabuga, alegado financiador do genocídio de Tutsis, em 1994, no Ruanda, está apto a ser julgado, segundo um tribunal da Organização das Nações Unidas, que defende que o processo deve começar sem demora em Haia, nos Países Baixos.

Félicien Kabuga está detido desde 16 de Maio de 2020 em Paris, após 25 anos em fuga.

O empresário ruandês é acusado de ter participado na criação da milícia Hutu Interahamwe, a principal ala armada responsável pelo genocídio de 1994 e que matou mais de 800 mil pessoas, principalmente entre a minoria Tutsi, de acordo com a ONU.

Kabuga, de 87 anos de idade, encontra-se actualmente detido em Haia, onde aguarda julgamento.

Em Maio de 2021, os advogados de Kabuga solicitaram a suspensão do processo contra o seu constituinte, por motivos de saúde, mas o tribunal disse que o empresário ruandês estava apto para responder pelos crimes de que é acusado.

As tropas russas destruíram, ontem, as últimas rotas possíveis para a retirada de civis da cidade ucraniana de Sievierodonetsk, palco de violentos confrontos nas últimas semanas.

Todas as pontes para a cidade foram destruídas, impedindo a retirada de civis e envio de ajuda.

A última ponte no entorno da cidade, na região do Donbass, foi destruída, aprisionando os civis que ainda estão na região e tornando impossível qualquer tipo de apoio, segundo afirmou o governador regional, Serguei Gaidai acrescentando que 70% da cidade estaria sob controlo das tropas Russas.

A agência russa de notícias RIA reproduziu uma declaração de um grupo separatista pró-Moscovo, dizendo que os soldados ucranianos estariam isolados em Sievierodonetsk. Entretanto, deu um ultimato para que se rendam ou morram.

Antes da queda de Mariupol para as forças russas, no mês passado, centenas de soldados e civis ucranianos ficaram aprisionados durante semanas na siderúrgica de Azovstal, em condições bastante precárias, após a cidade ser alvo de um brutal cerco imposto pelas forças russas.

 

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