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O País – A verdade como notícia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descarta acordo de paz com a Rússia enquanto houver tropas russas na Ucrânia. O secretário-geral das Nações Unidas apela à abertura dos mercados a produtos russos não sancionados.

Volodymyr Zelensky diz que não confia mais na Rússia e excluiu qualquer negociação de paz com Vladimir Putin sem a retirada prévia das tropas russas do território da Ucrânia.

A proposta de um possível frente-a-frente foi apresentada pelo Presidente da Turquia, que está de passagem pela Ucrânia, junto ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

António Guterres visitou, esta sexta-feira, o Porto de Odessa, no sul da Ucrânia, de onde alertou que, sem fertilizantes este ano, pode não haver comida suficiente em 2023.

Por isso, o número um das Nações Unidas defende que, além da libertação de cereais e fertilizantes, é preciso abertura dos mercados a alimentos russos fora de sanções.

Estes apelos foram feitos num dia em que Putin criticou os obstáculos que persistem na exportação de produtos agrícolas russos, apesar do acordo assinado no mês passado sob mediação internacional.

O ex-presidente do Brasil, Lula da Silva mantém a liderança com 47% das intenções de voto para as eleições presidenciais no Brasil, face ao apoio de 32% atribuído ao Presidente, Jair Bolsonaro, informou, esta quinta-feira, o Instituto Datafolha, citado pelo Notícias ao Minuto.

A sondagem mostra uma ligeira subida nas intenções de voto do actual chefe de Estado brasileiro que viu a vantagem de Lula da Silva, seu principal adversário, cair de 18 pontos em Julho para 15 pontos em Agosto. No mês anterior, Bolsonaro tinha 29% das intenções de voto e Lula os mesmos 47%.

Em terceiro lugar está o ex-governador Ciro Gomes com 7% das intenções de voto, seguido da senadora Simone Tebet com 2%.

Na chamada sondagem espontânea, quando os investigadores não mostram a lista de candidatos aos entrevistados, Lula da Silva tem 40% das intenções de voto e Bolsonaro tem a preferência de 28% dos eleitores.

Neste caso, segundo a informação do Datafolha, 22% dos entrevistados disseram não ter decidido o voto nas presidenciais brasileiras cuja primeira volta será disputada em 02 de outubro.

Os números indicam que Lula da Silva poderia vencer na primeira volta na margem de erro com 51% dos votos válidos ante 35% de Bolsonaro.
Numa eventual segunda volta, que seria disputada a 30 de Outubro, o ex-presidente brasileiro tem 54% das intenções de voto face aos 37% do actual mandatário, ainda segundo o Datafolha.

A sondagem também verificou a rejeição dos candidatos. Neste caso, 51% dos entrevistados afirmaram não votar em Bolsonaro de modo algum enquanto 37% disseram rejeitar Lula da Silva.

O Instituto Datafolha entrevistou 5.744 eleitores nos dias 16 e 18 de agosto em 281 municípios do Brasil. A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais.

As cidades costeiras da China estão a testar peixes e marisco vivos como parte dos esforços mais recentes para impedir a propagação da variante altamente contagiosa do novo Coronavírus Ómicron, no âmbito da estratégia zero casos de COVID-19, escreve o Notícias ao Minuto.

A cidade de Xiamen, na província costeira de Fujian, no sudeste da China, encomendou testes de PCR para os pescadores e os peixes capturados, de acordo com o supervisor de pescas da cidade.

“Nós testamos ao mesmo tempo humanos e aquilo que eles capturaram”, disse um membro do Departamento Municipal de Desenvolvimento Oceânico de Xiamen, citado pela imprensa local, citado pelo Observador.“Não somos o único lugar a fazer isto. Aprendemos a lição com a província de Hainan, que está a testemunhar um grave surto. Dizem que pode ter sido desencadeado pelo comércio de produtos marinhos entre pescadores locais e os seus colegas estrangeiros”, afirmou.

No fim de semana, o Hainan Daily, o jornal oficial da província insular de Hainan, no sul, informou que trabalhadores médicos da cidade de Danzhou testaram peixes em barcos de pesca, depois de a cidade ter entrado em confinamento, para combater um surto que se alastrou a toda a província.

Hainan registou cerca de 14.000 casos desde o início de Agosto, incluindo cerca de 8.000 que são assintomáticos.

O surto foi impulsionado por uma subvariante da Ómicron descoberta pela primeira vez na China e que “muito provavelmente” foi importada por meio de transações de produtos entre pescadores locais e estrangeiros, disse o governo provincial, na semana passada, em conferência de imprensa.

 

O Presidente da Tunísia, Kais Saied, ratificou a nova Constituição, que reforça os poderes do Chefe de Estado, depois de ter sido aprovada em referendo com 94,6% dos votos e uma abstenção recorde de 70%.

“É um dia histórico, assim como o 25 de Julho deste ano e o anterior. Hoje a legalidade constitucional junta-se à legitimidade popular, mas também à legitimidade revolucionária. Não é um exagero dizer que vocês surpreenderam o mundo”, destacou o Chefe de Estado tunisino através da sua conta oficial da presidência.

Segundo da DW, o referendo, o primeiro da história da Tunísia, decorreu em 25 de Julho, exactamente um ano depois de Said ter declarado estado de emergência, demitido o primeiro-ministro, suspendido o Parlamento e assumido plenos poderes.

Kais Saied divulgou, ainda, que o Tribunal Constitucional, em fase de criação desde 2015, será lançado em breve, assim como a nova lei eleitoral que regerá as próximas legislativas de 17 de Dezembro, que será baseada, pela primeira vez, em listas uninominais em vez de partidos.

A nova lei fundamental concede amplas prerrogativas ao Chefe de Estado, rompendo com o sistema parlamentar vigente desde 2014.

O Presidente, que não pode ser destituído, designa o chefe de Governo e os ministros e pode demiti-los como bem entender, além de poder submeter ao Parlamento documentos legislativos com caráter de “prioridade”.

Sadok Belaid, o advogado contratado por Saied para redigir um projeto de Constituição, rejeitou o texto final, afirmando acreditar que poderia abrir caminho a um regime ditatorial, escreve a DW.

O Tribunal espanhol decidiu entregar o corpo do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos à ex-mulher, Ana Paula dos Santos. Tchizé dos Santos, uma das filhas do falecido, diz que não concorda com a decisão e vai recorrer da decisão, escreve o Observador.

Nessa decisão, o juiz Francisco Collado explica que só agora foi possível determinar sobre a quem entregar os restos mortais do antigo Presidente angolano porque só agora ficou definitivamente provado que “o relatório confirma as conclusões preliminares do relatório de autópsia com data de 09 de julho, que assim passam a definitivas”.

“O relatório de 9 de Julho de 2022 estabelece o tipo de morte natural, causa de morte insuficiência cardiorrespiratória crónica agravada por uma infeção respiratória, cardiopatia isquémica crónica e fibrose pulmonar”, lê-se na decisão do juiz, citado pelo Notícias ao Minuto.

Depois do esclarecimento sobre a demora de mais de um mês na decisão, o juiz explica porque deu razão à antiga mulher de José Eduardo dos Santos, que pretende fazer o funeral em Luanda, e não a Tchizé dos Santos, que escolheu Barcelona para enterrar os restos mortais do pai, argumentando com a sua vontade expressa em vida.

“Havendo uns filhos que querem a entrega dos restos à mãe e esposa não separada legalmente, e outros filhos que querem a entrega a uma filha do primeiro casamento, não pode ser o termo genérico da vontade do filho a prevalecer, já que os filhos estão divididos”, afirmou Francisco Collado na deliberação.

Tchizé dos Santos, filha do antigo presidente angolano, vai recorrer da decisão do tribunal espanhol que atribui a custódia do cadáver à sua ex-mulher Ana Paula dos Santos.

“A decisão do juiz de instrução número 11 de Barcelona de entregar o corpo do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos à sua antiga mulher será sujeita a recurso por Tchizé dos Santos”, disse a advogada Carmen Varela, explicando que o argumento tem a ver com a competência do tribunal.

“Vamos interpor recurso por entendermos que a jurisdição penal não é competente para deliberar sobre este assunto, que deve ser a jurisdição civil a pronunciar-se sobre ele”, argumenta a jurista, lembrando que “actualmente existe um processo em curso no tribunal civil sobre esta questão”.
José Eduardo dos Santos, que governou Angola de 1979 a 2017, morreu, a 08 de Julho, com 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos.

Três navios comerciais partiram, esta quarta-feira, de portos ucranianos transportando um total de 33.750 toneladas de alimentos através do corredor humanitário marítimo, anunciaram fontes oficiais, citados pelo Notícias ao Minuto.

Em comunicado, o centro de coordenação conjunta da denominada “Iniciativa de Cereais do Mar Negro” da ONU indicou que a primeira embarcação partiu do porto de Chornomorsk com destino a Amsterdão, Países Baixos, e que transporta 18.500 toneladas de farinha de girassol.

O segundo navio deixou o porto ucraniano de Odessa com destino a Istambul, na Turquia, com 8.000 toneladas de milho a bordo e a terceira embarcação, carregada com 7.250 toneladas de óleo de girassol, chegará a Gubre, também na Turquia, após ter partido de Odessa.

Além disso, quatro navios comerciais com destino à Ucrânia foram inspecionados, esta quarta-feira, no Mar de Mármara e foram libertados para prosseguir navegação: dois com destino a Odessa, um com destino a Chornomorsk e outro a Yuzhny/Pivdennyi.

Esta quinta-feira, as equipas do centro de coordenação conjunta realizarão inspecções a vários navios.

“De acordo com os procedimentos acordados no centro de coordenação conjunta, todos os participantes estão em coordenação com os seus respectivos militares e outras autoridades relevantes para garantir a passagem segura de navios comerciais sob a Iniciativa de Cereais do Mar Negro”, lê-se no comunicado oficial.

O candidato à presidência do Brasil, Lula da Silva, afirmou hoje, no início da campanha eleitoral, que o actual Presidente, Jair Bolsonaro, está “possuído pelo diabo” e que as suas mentiras não vão mantê-lo no poder.

Lula da Silva acusou o Governo Bolsonaro de não se preocupar com emprego e de não ter uma política económica para um país que sofre com uma inflação acima de 10% e tem cerca de 10 milhões de pessoas à procura de trabalho, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pelo Notícias ao Minuto.

Cercado por centenas de metalúrgicos e representantes sindicais, o ex-presidente chamou Bolsonaro de “fariseu” e “genocida”.

“Este país não pode ter um Presidente que ninguém quer receber, que mente sete vezes por dia, que mente para os evangélicos (…) Ele está tentando manipular a boa-fé das pessoas que vão à igreja”, denunciou Lula da Silva, aludindo as mensagens que circulam nos grupos ‘bolsonaristas’ que asseguram que Lula fechará templos religiosos caso volte ao poder.

Lula da Silva emocionou-se ao prometer que “a história do Brasil vai mudar” porque “não haverá mais crianças mendigando na rua”., escreve o Notícias ao Minuto.

As sondagens para as presidenciais no Brasil dão vantagem a Lula da Silva, com cerca de 45% das intenções de voto, face a Bolsonaro que regista pouco mais de 30% das intenções de voto.

A campanha eleitoral para eleger o Presidente, governadores de Estado e parlamentares regionais e federais no Brasil arrancou oficialmente hoje, data em que os candidatos já estão autorizados a apelar ao voto e a iniciar propaganda eleitoral, inclusive na internet.

No dia 26 de Agosto, começam os tempos de antena na rádio e televisão do Brasil, que vai até 30 de Setembro para os candidatos que concorrem na primeira volta.

A fase inicial da campanha eleitoral termina no dia 01 de Outubro, véspera da primeira volta das eleições.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabiam reafirmou esta terça-feira o empenho total do Governo para que as eleições legislativas antecipadas tenham lugar a 18 de Dezembro, mesmo perante “muitas dificuldades”.

Segundo o Observador, Nuno Nabiam deu estas indicações à margem de visitas que realizou às sedes da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), instituições em que disse constatar “grandes constrangimentos”.

O primeiro-ministro afirmou ter constatado que tanto a CNE como o GTAPE “estão a funcionar em instalações sem condições”.

Nabiam defendeu que a solução passa por construir de raiz as instalações para as duas instituições, diligência que o seu Governo vai iniciar.
O primeiro-ministro garantiu que todo o seu Governo está empenhado para que a data de 18 de Dezembro não falhe e que o próprio Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissco Embalo, assim tem exigido ultimamente.

O chefe do Governo guineense reconheceu dificuldades do país em arranjar o dinheiro para custear o processo eleitoral no seu todo, anunciou que na próxima reunião do Conselho de Ministros, ainda esta semana, será aprovado o orçamento para o ato, mas afirmou que o executivo já está a avançar com alguma verba.

O dinheiro foi mobilizado no âmbito do Imposto da Democracia, declarou Nabiam.

Nuno Nabiam revelou que o país espera receber apoios de outros parceiros, nomeadamente de Timor-Leste.

“Há constrangimentos é verdade, mas estamos mobilizados, porque é um desafio nacional realizar eleições na data marcada”, sublinhou Nabiam.

 

 

O candidato derrotado nas eleições presidenciais do Quénia, Raila Odinga, qualificou esta terça-feira como “uma farsa” o resultado do escrutínio e prometeu recorrer a “todas as opções legais” possíveis para contestá-lo, escreve o Observador.

“Vamos prosseguir todas as opções legais e constitucionais disponíveis. Faremos isso tendo em vista as muitas falhas nas eleições”, disse Odinga no seu primeiro discurso após o anúncio dos resultados, na segunda-feira.

Para o ex-primeiro-ministro e figura histórica da oposição, os números anunciados pela comissão eleitoral “devem ser anulados pela justiça” por serem “uma farsa e um flagrante desrespeito pela Constituição”.

“Na nossa opinião, não existe nenhum vencedor legal e validamente declarado nem um Presidente eleito”, disse Odinga.

O seu principal rival na corrida presidencial, o vice-presidente William Ruto, obteve mais 233 mil votos e foi declarado vencedor das presidenciais na segunda-feira, após recolher 50,49% dos votos, contra 48,85 para Odinga.

Minutos antes da publicação dos resultados, a vice-presidente da comissão eleitoral independente do Quénia (IEBC) anunciou que quatro dos sete membros daquele órgão rejeitavam os resultados.

Pouco antes do discurso de Odinga, os quatro comissários confirmaram que os números finais anunciados na segunda-feira representavam 100,01% e alertaram que os votos a mais poderão ter feito “uma diferença significativa”.

As declarações de Odinga levantam novas incertezas no Quénia, após as eleições de dia 9 terem sido consideradas as mais pacíficas de sempre.
O país poderá enfrentar agora semanas de disputas judiciais e a o Supremo Tribunal pode mesmo ordenar a realização de novas eleições. Líderes religiosos e políticos têm apelado à calma da população.

Embora o país seja considerado uma ilha de estabilidade numa região instável, os resultados de todas as presidenciais desde 2002 foram contestados, por vezes com violência.

Em 2007-2008, a contestação dos resultados por Raila Odinga levou a confrontos intercomunitários que fizeram mais de 1.100 mortos e centenas de milhares de deslocados, os piores confrontos pós-eleitorais desde a independência do Quénia em 1963.

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