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O País – A verdade como notícia

O primeiro-ministro cabo-verdiano declarou hoje situação de emergência social e económica no país, devido aos impactos da guerra na Ucrânia. Ulisses Correia e Silva anunciou mais medidas de mitigação, com um custo total de mais de 80 milhões de euros.

“A situação é de emergência económica, social e humanitária em vários países do mundo, particularmente os países menos desenvolvidos. Em Cabo Verde, sentimos os fortes impactos na inflação, na deterioração do poder de compra das famílias, na segurança alimentar e nas perspectivas de crescimento económico. Estas são as razões para declarar situação de emergência social e económica em Cabo Verde, derivada dos impactos da guerra na Ucrânia”, anunciou Ulisses Correia e Silva, numa declaração ao país.

Segundo o Notícias ao Minuto, o chefe do Governo avançou que o custo total para implementação das medidas de mitigação dos efeitos da crises alimentar e energética é de 8,9 mil milhões de escudos até ao final deste ano.

O país vive, ainda, uma profunda crise económica, após uma recessão de quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, face à ausência de turismo provocada pela pandemia da COVID-19, sector que garante 25% do PIB e do emprego.

O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido entre 6,5 e 7,5% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022, que foi revisto para 4%, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia.

Vinte e cinco pessoas perderam a vida na sequência das inundações causadas pelas chuvas torrenciais que se registaram no Bangladesh. As autoridades estimam que mais de 90 mil pessoas tenham sido afectadas pela intempérie.

De acordo com o secretário de Estado para a Gestão de Catástrofes, Enamur Rahman, citado pelo Notícias ao Minuto, as inundações que afectam os distritos de Sylhet e Sunamganj no nordeste do Bangladesh “são as piores em 122 anos”.

“Cerca de 90.000 pessoas nos distritos de Sylhet e Sunamganj foram afetadas pelas cheias e transferidas para abrigos”, acrescentou.

Devido às inundações, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em várias zonas do nordeste do país. Entretanto, as operações de voo no Aeroporto Internacional Osmani em Sylhet foram suspensas até segunda-feira.

Homens armados mataram, no sábado, 20 civis em diversas localidades perto da cidade de Gao, no norte do Mali. A informação foi divulgada, esta segunda-feira, pelas autoridades locais citadas pelo Observador.

“Terroristas criminosos assassinaram no sábado pelo menos 20 civis em diversas localidades da comuna de Anchawadj, a algumas dezenas de quilómetros de Gao, assegurou por telefone um responsável da polícia da região sob anonimato.

Um outro responsável da Polícia em Bamako, que também solicitou anonimato, “o assassinato no sábado de cerca de 20 civis em Ebak, 35 quilómetros a norte de Gao, e em localidades vizinhas”, ao referir-se a “um acto perpetrado por criminosos armados”.

Nenhuma outra fonte confirmou serem os ‘jihadistas’ os responsáveis pelo ataque.

A região de Gao tem sido palco de violências desde o início do conflito em 2012, quando grupos armados se rebelaram contra o Governo de Bamako. Em 2015 assinaram um acordo de paz com o Mali, que ainda não foi aplicado na totalidade.

Outros grupos armados, integrados por ex-rebeldes, grupos ‘jihadistas’ — filiados na Al Qaida e na organização Estado Islâmico também actuam na zona contra as forças leais ao Governo, e pelo controlo de territórios e influência.

Traficantes e outros grupos ilegais também estão presentes nesta região desértica, onde o Estado é praticamente inexistente, escreve o Notícias ao Minuto.

No seu último relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, referiu-se a uma situação securitária “fortemente deteriorada” na região de Gao e ainda em Ménaka, mais a leste junto à fronteira com o Níger.

O presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu a maioria dos lugares no Parlamento, mas perdeu a maioria absoluta, segundo indicam as primeiras projecções que apontam, também, para uma forte subida de extrema-direita.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a abstenção rondou os 54%, mais elevada face à primeira volta da passada semana.

Depois de, na primeira volta das eleições presidenciais francesas, a coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES) e a coligação presidencial Juntos! (Ensemble!, em francês) terem ficado separadas por cerca de 20 mil votos, Macron vinha repetindo os apelos a um “sobressalto republicano” nesta segunda volta. Pelo contrário, o líder do NUPES, Jean-Luc Mélenchon, tinha pedido que estas eleições fossem uma “terceira volta” das eleições presidenciais.

O secretário-geral da NATO diz que a guerra entre a Rússia e Ucrânia pode durar anos. O líder avisou durante uma entrevista publicada este domingo no diário alemão Bild.

Já vai longa a guerra entre Rússia e Ucrânia. Entretanto, mais grave ainda é que pode durar anos. Segundo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, os países ocidentais devem manter o seu apoio a Kiev e estarem preparados para apoiar o conflito, cujo seu fim é incerto.

Por outro lado, Stoltenberg diz que o preço pode ainda ser maior caso o Presidente russo, Vladimir Putin, atinja seus objectivos na Ucrânia, como fez com a anexação da Crimeia em 2014. Neste contexto, exortou os países da aliança a continuarem a entregar armas a Kiev.

As Forças Armadas da Ucrânia afirmam que cerca de 33.600 soldados russos morreram desde o início da invasão. No mais recente balanço sobre as perdas das tropas russas, publicado este domingo, a Ucrânia diz ainda ter destruído 1.468 tanques e 3.577 veículos armados.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse esta sexta-feira que o “ocidente está a viver uma ilusão” ao considerar-se o poder dominante na cena internacional, e alertou que o mundo não será como dantes.

Num discurso no Fórum Económico de São Petersburgo, na Rússia, Vladimir Putin disse que assiste a um agravamento das questões sociais e económicas na Europa.

“Nos EUA, vemos constantes aumentos dos preços de bens alimentares e energia. Os níveis de vida dos europeus estão a diminuir e as suas empresas estão a perder competitividade”, afirmou Putin.

O presidente russo salientou que as mudanças na geopolítica, com o surgimento e crescente proeminência de novos centros de poder, são uma realidade que os países ocidentais se recusam a reconhecer.

Ainda, segundo Putin, a decisão de se iniciar a operação militar na Ucrânia foi difícil, mas forçada. E o exército russo está a defender os direitos do país e do povo de Donbass, pelo que todos os objectivos serão cumpridos.

A Ucrânia vai impor vistos para os russos a partir de 1 de Julho, anunciou esta sexta-feira, o Presidente Volodymyr Zelensky, numa altura em que se completam quase quatro meses da invasão russa do país.

“A Ucrânia vai introduzir um regime de vistos para os cidadãos russos a partir de 1 de julho com o objetivo de “contrariar as ameaças sem precedentes à segurança nacional, à soberania e à integridade territorial do nosso Estado”, disse no Telegram o chefe de Estado ucraniano, citado pelo Observador.

Uma hora e meia mais tarde, o primeiro-ministro Denys Chmygal anunciou a adopção pelo seu governo de uma decisão formal relativa à ruptura de um acordo sobre o regime “sem vistos” com a Rússia.

“Rompemos em definitivo as ligações com a Rússia”, acrescentou.

A aprovação deste regime implica o fim das viagens sem visto para os russos que estava em vigor desde 1991, na sequência da independência da Ucrânia após a desintegração da União Soviética.

“No âmbito da guerra desencadeada pela Rússia, é necessário reforçar o controlo sobre a entrada de cidadãos russos na Ucrânia. A segurança é a prioridade”, acrescentou Andrii Iermak, chefe da administração presidencial.

A Rússia e a Ucrânia, duas ex-repúblicas soviéticas eslavas, partilham uma fronteira comum com cerca de 2.300 quilómetros e estão ainda muito próximas devido às ligações familiares entre os seus cidadãos.

O número de russos que viajavam para a Ucrânia registou uma queda abrupta após a anexação em 2014 por Moscovo da península da Crimeia, seguida de uma guerra civil entre o exército de Kiev e as forças separatistas russófonas do leste da Ucrânia, apoiadas pelo Kremlin.

Ministério da Saúde espanhol diz que os casos de Monkeypox (varíola do macaco) no país tendem a subir. No total, de acordo com dados de Saúde até 16 de Junho, o número de casos confirmados já se eleva a 497, embora com os números actualizados de ontem o número ascenda a 584, noticia o La Vanguardia, citado pelo Notícias ao Minuto.

Os casos comunicados provêm de treze comunidades autónomas: Madrid 356 (443 com os dados de hoje), Catalunha 51, Andaluzia 29, Canárias 26, País Basco nove, Comunitat Valenciana sete, Baleares cinco, Aragão quatro, Galiza três, Castela e Mancha três, Extremadura dois, e Múrcia e Navarra, com um paciente cada. Todos são homens, exceto cinco mulheres. A idade varia de 18 a 67 anos, com uma idade média de 36 anos.

“A data de início dos sintomas está disponível para 408 casos. Destes, o primeiro caso relatado começou os sintomas a 26 de abril e o último caso a 13 de junho. A maioria deles apresentava-se com febre, astenia, erupção cutânea e linfadenopatia durante todo o seu curso clínico”, diz o ministério da saúde citado pelo El Mundo.

Destes, 11 pacientes necessitaram de hospitalização e nenhum morreu. Quanto ao mecanismo de transmissão,  “o mais provável em 112 dos 116 casos para os quais existe informação disponível foi o contacto íntimo e prolongado durante as relações sexuais”.

 

A Comissão Europeia recomendou hoje que a Ucrânia e a Moldávia lhes fosse concedido o estatuto de candidatos a membros da União Europeia. Isso significa que os dois países já ultrapassaram a primeira fase dos requisitos de adesão ao bloco.

A Ucrânia viu o seu pedido de adesão à União Europeia ganhar asas depois de, nesta sexta-feira, a Comissão Europeia ter dado nota positiva aos esforços que o país, liderado por Zelensky, tem feito para melhorar a sua economia.

“Temos uma mensagem clara, que é: sim, a Ucrânia merece a perspectiva europeia, e sim, a Ucrânia deve ser acolhida como país candidato”, anunciou a presidente da Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen diz que, apesar de ainda ter que fazer algumas reformas económicas estruturais e ambiciosas, a Ucrânia tem demonstrado uma notável resiliência com a estabilidade macro-económica e financeira e aproximou-se, gradualmente, de elementos substanciais do acervo da UE em muitas áreas.

A chefe da Comissão Europeia refere ainda que todo o processo é baseado nos méritos, pelo que, a esta altura, caberá à Ucrânia proceder a todas as reformas necessárias para cumprir os requisitos da adesão. Entretanto, a guerra na Ucrânia poderá dificultar a implementação de reformas económicas.

Além da Ucrânia, a recomendação da Comissão Europeia para a atribuição do estatuto de país candidato à adesão à União Europeia foi atribuída a Moldava.

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