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O País – A verdade como notícia

São 14 milhões de eleitores que são chamados hoje às urnas em Angola e na diáspora para escolher o futuro Presidente da República e os 220 deputados para a Assembleia Nacional. Oito partidos concorrem ao escrutínio, mas apenas dois têm potencial de vencer o escrutínio, nomeadamente, o Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA, e a União Nacional para Independência Total de Angola, UNITA.

A eleição do Presidente da República não é directa em Angola, sendo através de uma lista para a Assembleia Nacional e o cabeça dessa lista, quando a mesma vence a eleição, torna-se automaticamente Presidente da República. Para o parlamento, há dois níveis de círculo eleitoral, sendo um provincial que elege apenas cinco deputados em cada um dos 18 círculos, totalizando 90, cuja distribuição é proporcional ao número de votos obtidos por cada candidato em cada província. O segundo é o círculo nacional que elege 130 deputados que são igualmente achados a partir do número de votos obtidos em todo o território angolano por cada um dos candidatos.

Em 2017, o MPLA conseguiu conquistar 61,8% dos votos, elegendo 150 dos 220 deputados. E em cinco das 18 províncias não partilhou os assentos com nenhuma outra força política, nomeadamente, Malange, Huíla, Cunene, Cuanza-Norte e Cuanza-Sul. A UNITA por seu lado teve 26,68% de votos elegendo assim 51 deputados. Em Luanda os dois partidos dividiram os mandatos, tendo o MPLA conquistado 3 assentos e a UNITA 2. Três outros partidos ainda conseguiram eleger deputados para a Assembleia Nacional, nomeadamente, CASA-CE com 16, o Partido de Renovação Social elegeu dois deputados e o histórico Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA, elegeu apenas um deputado.

A UNITA vai para as eleições renovada, com um líder carismático que trouxe para o seu partido outros líderes políticos, como Abel Chivukuvuku que deu costas a CASA-CE que poderá ser Vice-Presidente da República se a lista foi eleita, mas também incluiu nas suas listas um antigo membro influente do MPLA, activistas sociais e alguns membros da sociedade civil e por isso apelidam a lista da UNITA como sendo a selecção nacional de Angola.

O FNLA também vai às eleições de hoje renovado, tem uma nova liderança que acredita-se que tenha conseguido unir as alas que estiveram desavindas com a liderança de Lucas Ngonda. Nimi a Simbi é o novo líder que terá o seu teste hoje e só no final irá se saber se terá conseguido ressuscitar o partido que a par do MPLA e da UNITA lutou pela independência de Angola.

Outra dúvida está em CASA-CE uma coligação de quatro partidos de pequena expressão criada por dissidentes da UNITA, tendo à cabeça Abel Chivukuvuku e que era tido como um grande fenómeno urbano, igualando-se ao MDM em Moçambique. A coligação conheceu um grande crescimento nas últimas duas eleições ao conseguir 8 assentos na sua estreia em 2012, chegando a duplicar os assentos conquistados em 2017. Nos últimos cinco anos o movimento não conseguiu manter a coesão e viu o seu líder a ser expulso, tendo criado o projecto político PRA-JÁ que não conseguiu autorização do Conselho Constitucional para a sua legalização e poder concorrer, daí que teve que se juntar à UNITA.

O PRS é outra força política que foi sensação nas eleições de 2017. Será que em 2022 consegue manter-se no parlamento angolano?

Os outros partidos como o Humanista de Angola, de uma suposta ex-companheira de Jonas Savimbi, do P-Njango, ambos criados à porta das eleições, são as novas formações políticas que disputam a eleição. O PHA tem a vantagem de ser o primeiro a colocar uma mulher a concorrer à presidência de Angola, o que pode constituir uma vantagem.

O MPLA que tem dominado a política angolana luta nesta eleição pela manutenção da sua hegemonia após divisões internas devido à cerrada luta contra a corrupção que afectou a estrutura interna do partido, mas também a contestação, sobretudo de jovens, muitos dos quais que perderam empregos devido ao combate à corrupção que atingiu os principais empresários do país.

Em quem os angolanos irão votar esta é a grande questão.

MPLA MANTÉM-SE FIRME

O economista e político moçambicano Tomaz Salomão que está em Luanda a representar o partido Frelimo que recebeu convite do MPLA para observar as eleições, diz não acreditar que o MPLA vai perder as eleições, apesar de reconhecer que a UNITA está forte e há muita contestação à liderança de João Lourenço. Reconhece ainda que em Luanda a oposição tende a ganhar terreno, no entanto quando se sai para as províncias a tendência é de favorecer o partido no poder. Aliás, até mesmo em Luanda, o MPLA tem-se mostrado forte. O seu último comício e a reunião de João Lourenço com as mulheres superaram o comício de encerramento da UNITA.

Apesar de sentir forte convicção dos membros da UNITA, Tomaz Salomão apela aos angolanos para confiarem nas instituições eleitorais e que as dificuldades que eles enfrentam são normais neste tipo de processos que até em países mais desenvolvidos e com longa tradição eleitoral acontecem. Pediu aos eleitores para afluírem em massa para eleger seus dirigentes e que se abstenham de actos que possam perturbar a ordem e tranquilidade públicas.

Aires Ali, deputado moçambicano também a observar as eleições angolanas, enquadrado na Delegação de Observadores da União Africana não vê o risco de o MPLA perder a eleição, e considera o risco de violência pós-eleitoral como um discurso propagandística da oposição para galvanizar os seus eleitores. E vê uma excelente organização da Comissão Nacional de Eleição assim como das Forças de Defesa e Segurança. Enaltece o envolvimento das igrejas e organizações da sociedade civil que têm apelado aos eleitores para pautarem por uma conduta de passividade durante o processo eleitoral.

CNE DIZ ESTAR TUDO EM ORDEM

Ao meio da tarde, a Comissão Nacional Eleitoral de Angola concedeu uma conferência de imprensa após uma longa sessão plenária onde de província em província fez o ponto de situação da logística eleitoral, tendo garantido que estava tudo pronto para o início da votação, à excepção de alguns postos que ainda não tinham recebido o material de votação mas que tal haveria de acontecer até ao fim do dia de ontem.

Lucas Quilundo esclareceu que a CNE indeferiu um requerimento da UNITA que pretendia proibir que Governadores e Vice-Governadores de província exercessem a função de Presidente das Mesas de voto, no entanto, não confirmou nem desmentiu que tal situação está a acontecer, mas esclareceu que tal não viola a lei e por essa razão houve o indeferimento.

Quilundo esclareceu ainda que os jovens que nos últimos cinco anos completaram 18 anos e por o recenseamento eleitoral ter passado a ser oficioso não têm acesso a cartão eleitoral, estando habilitados a votar apenas com o Bilhete de Identidade, não tendo este documento estarão impedidos de exercer o direito cívico.

Terminou esta segunda-feira a campanha eleitoral para as quintas eleições gerais em Angola, e hoje é o dia de reflexão e avaliação da mensagem disseminada nos últimos trinta dias pelos oito partidos concorrentes, segundo preconizado na legislação eleitoral.

Todos os partidos encerraram a sua campanha em Luanda, capital e maior círculo eleitoral com o MPLA, partido no poder, a reunir no Pavilhão Multiuso de Kilamba milhares de mulheres filiadas e ou simpatizantes da Organização da Mulher Angolana (OMA), seu braço feminino. Já a UNITA encerrou com um comício popular bastante concorrido nos arredores de Luanda. Os dois partidos aproveitaram a ocasião para reafirmar os posicionamentos que tiveram ao longo dos trinta dias de campanha.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) reuniu-se, esta segunda-feira, em Luanda, para aprovar o relatório da auditoria aos ficheiros que usou para elaborar cadernos eleitorais, tendo-o classificado como “bom”, sem, no entanto, divulgar o seu conteúdo.

A auditoria terá sido realizada por uma empresa italiana, apurada através de um concurso público internacional, e visava responder às críticas apresentadas pela UNITA, que colocou em causa a forma oficiosa com que foi feito o registo eleitoral.

“O plenário apreciou e aprovou o relatório e, numa escala de zero a cinco, atribuiu a classificação de ‘bom’, pelo que a auditoria está em perfeitas condições e em consonância com os princípios que regem a organização” a nível da gestão e protecção de dados, disse o responsável da CNE.

Sobre o que foi auditado em concreto, Lucas Quilundo nada disse, escusando-se a responder às perguntas dos jornalistas, indicando apenas que a auditoria não visou excluir ou expurgar elementos que constem da base de dados, designadamente, eleitores mortos.

“Visou aferir a sua conformidade com os princípios que regem a realização de qualquer auditoria a esse tipo de ferramentas”, declarou.

Em declarações à Lusa, Horácio Junjuvili, o mandatário da UNITA junto da CNE, adiantou que o relatório contém “imensas imprecisões” e que não continha data, o que impede de saber quando foi feito, como e em que condições. Adiantou ainda que estiveram presentes o presidente da CNE, bem como os comissários eleitorais e quatro mandatários de partidos políticos, mas estes não tiveram acesso ao relatório.

Subiu de 9,5 milhões para 16,2 milhões, em apenas cinco meses, o número de pessoas sem acesso a água potável na Etiópia, Quénia e Somália, alertou esta terça-feira, em comunicado citado pelo Observador, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Segundo a agência das Nações Unidas, a situação de urgência humanitária afecta ainda as crianças da região do Sahel.

“As crianças no Corno de África e no Sahel poderão morrer em número muito elevado, caso não seja prestada assistência urgente, numa altura em que a subnutrição grave e o risco de doenças transmitidas pela água se sobrepõem”, avisa o UNICEF.

Registos anteriores demonstram que quando níveis elevados de subnutrição aguda grave em crianças ocorrem ao mesmo tempo de surtos de doenças mortais como a cólera ou a diarreia, a mortalidade infantil aumenta dramaticamente e tragicamente.

“Quando a água não está disponível ou não é segura, os riscos para as crianças multiplicam-se exponencialmente. No Corno de África e no Sahel, milhões de crianças estão apenas a uma doença de distância de uma catástrofe”, afirma a directora-executiva da UNICEF, Catherine Russell, citada no comunicado.

No Burkina Faso, Chade, Mali, Níger e Nigéria, a seca, os conflitos armados e a instabilidade “estão a originar uma situação de insegurança no acesso a água, com 40 milhões de crianças a enfrentar níveis elevados a extremamente elevados de vulnerabilidade hídrica”. Segundo o comunicado, de acordo com os últimos dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), já morrem mais crianças em consequência de água e saneamento inseguros no Sahel do que em qualquer outra parte do mundo”, lê-se no comunicado.

A nota salienta ainda que mais de 2,8 milhões de crianças nas duas regiões, Corno de África e Sahel, “já sofrem de subnutrição aguda grave, o que significa que correm até 11 vezes mais risco de morte por doenças transmitidas pela água, do que as crianças bem nutridas”.

O Unicef salienta que dispõe apenas de 3% do financiamento necessário para prosseguir “assistência vital e serviços multissetoriais resilientes às crianças e às suas famílias que precisam urgentemente de ajuda em todo o Corno de África e no Sahel”.

“Deste montante, a verba destinada à assistência em matéria de água, saneamento e resiliência climática é muito reduzida. O apelo para a resposta às necessidades das crianças e famílias vulneráveis em matéria de água, saneamento, e programas de higiene na região do Sahel central está financiado em apenas 22%”, frisa a organização.

A ajuda que as crianças das duas regiões precisam inclui “a melhoria de acesso a água resistente às condições climáticas, serviços de saneamento e higiene, perfurações para a criação fontes fiáveis de águas subterrâneas, desenvolvimento da utilização de sistemas solares, rastreio e tratamento de crianças com subnutrição, e ampliação dos serviços de prevenção”, conclui o UNICEF.

 

O ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pediu, esta segunda-feira, a um tribunal da Florida para que seja nomeado um ‘procurador especial” neutro para inspecionar os documentos confiscados pelo FBI da sua mansão de Mar-a-Lago, ecsreve o Notícias ao Minuto.

O pedido foi incluído num processo judicial, o primeiro da equipa jurídica de Trump em duas semanas após as buscas, que visa amplamente a investigação do FBI sobre a descoberta de documentos confidenciais em Mar-a-Lago.

O documento classifica as buscas de 08 de Agosto, na qual o FBI adiantou ter recuperado 11 conjuntos de documentos secretos.

Os advogados do antigo chefe de Estado, segundo o Notícias ao Minuto, dizem ainda que houve cooperação durante meses, enquanto agentes federais examinavam a presença de registos presidenciais e documentos classificado em Mar-a-Lago.

O processo solicita especificamente a nomeação de um “procurador especial” sem relação com o caso, que seria encarregado de verificar os registos confiscados de Mar-a-Lago e descartar aqueles que estão protegidos pelo privilégio executivo, um princípio que permite aos presidentes bloquear documentos de divulgação pública.

“Este assunto chamou a atenção do público americano. Salvaguardas meramente adequadas não são aceitáveis quanto o assunto em questão envolve não apenas os direitos constitucionais do presidente Trump, mas também a presunção de privilégio executivo”, observou a defesa do antigo chefe de Estado.

De forma separada, um juiz federal reconheceu na segunda-feira que as propostas de redação de uma declaração do FBI podem ser tão extensas que tornariam o documento “sem sentido” se fosse divulgado.

A selecção nacional da Guiné-Bissau vai disputar o seu jogo, como anfitrião, da última eliminatória de acesso ao CHAN-2022 em casa do seu adversário, a Mauritânia, devido a problemas financeiros.

Estas dificuldades surgem numa altura em que as “Djurtus” estão a um passo de chegar a fase final do CHAN pela primeira vez na sua história, o que os leva a terem uma grande desvantagem em relação ao seu adversário, que vai acolher os dois jogos.

O principal motivo é a falta de verbas para a reabilitação do seu estádio principal, facto que mereceu um “chumbo” por parte da Confederação Africana de Futebol para acolher jogos internacionais e sem verbas para alugar um estádio noutro país.

Segundo uma fonte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau citada pelo jornal portal desportivo local, FUT 245, confirmou que os “Djurtus” farão todos os seus jogos no campo do seu adversário.

“Tendo em conta a situação do nosso estádio (24 de Setembro) não vamos conseguir fazer nosso jogo em casa”, afirmou a fonte, adiantando de seguida que a FFGB solicitou ao governo um aluguer de um outro campo num outro país além da Mauritânia. Entretanto, segundo a citada fonte, o pedido não teve o devido tratamento do governo que alegou a indisponibilidade de verbas.

“Tínhamos feito uma solicitação ao governo no sentido de arranjarmos uma solução sobre o campo onde podemos receber o nosso jogo, mas infelizmente informaram a falta de verba”, disse a mesma fonte.

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau, segundo escreve a FUT 245, queria que os “Djurtus” realizassem o jogo caseiro no Senegal, um país vizinho onde poderá contar com o apoio dos guineenses residentes naquele país.

Sem citar o nome da referida fonte e nem o cargo dentro da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, o FUT 245 refere que o organismo que gere o futebol naquele país lusófono não teve outra solução, senão recorrer a Mauritânia para acolher o seu jogo. “Posto isso, não temos nada além de recorrer à Mauritânia e, agora só nos resta garantir a passagem da caravana para estes dois desafios com a Mauritânia”, explicou a fonte.

Segundo escreve o portal desportivo FUT 245, através da mesma fonte soube que a data do jogo que era prevista para 26 deste mês, foi alterada para o dia 29 do mesmo mês a pedido da Federação de futebol guineense, alegando melhor preparação para estes desafios no solo mauritano.

Para chegar a esta última eliminatória de acesso à fase final do CHAN-2022 que terá lugar na Argélia, em Janeiro e Fevereiro do próximo ano, a Guiné-Bissau superou a Gâmbia, nas grandes penalidades, depois do empate no agregado das duas mãos. Em solo gambiano os donos da casa venceram por 1-0, mesmo resultado alcançado pelos “Djurtus” na segunda mão, em território senegalês. Nas grandes penalidades a Guiné-Bissau venceu por 5-3.

Caso supere a Mauritânia na eliminatória, a Guiné-Bissau qualifica-se à fase final do CHAN Argélia-2022.

 

Raila Odinga, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais do Quénia de 9 de Agosto, prometeu na semana passada recorrer aos tribunais, descrevendo os resultados eleitorais como uma “brincadeira”.

Esta segunda-feira, Odinga decidiu cumprir com a promessa e apresentou um recurso através da internet ao Supremo Tribunal em que contesta os resultados. A informação foi partilhada por Daniel Maanzo, membro da equipa Jurídica do candidato derrotado, citado pelo Notícias ao Minuto.

“O apelo já lhes foi enviado e a cópia física deverá chegar até às 14h00 (hora local)”, disse Daniel Maanzo.

No passado dia 15, após seis dias de espera pelos 50 milhões de quenianos, o presidente da Comissão Eleitoral Independente (IEBC), um organismo independente que veio a revelar-se profundamente dividido, anunciou a vitória de Ruto, com 50,49% dos votos, contra 48,85% obtidos por Raila Odinga, representando uma diferença de cerca de 230.000 votos.

Minutos antes de a IEBC anunciar os resultados, quatro dos seus sete comissários, numa posição surpreendente, rejeitaram os resultados que viriam a ser anunciados, culpando o presidente do organismo, Wafula Chebukati, pela gestão “opaca” e falta de consulta.

Odinga rejeitou os resultados no dia seguinte.

Dias depois, o líder da IEBC acusou os quatro elementos dissidentes de pretenderem forçar uma segunda volta das presidenciais entre Ruto e Odinga, algo que disse ter rejeitado.

A eleição marca uma quinta derrota presidencial para Odinga, embora a sua candidatura tenha sido apoiada este ano pelo Presidente em exercício, Uhuru Kenyatta, e pelo partido no poder.

Todas as eleições presidenciais no Quénia foram contestadas desde 2002, e as disputas conduziram por várias vezes a confrontos sangrentos.

 

O secretário provincial de Luanda, Nelito Ekuikui, e representante da UNITA, disse ter tomado nota dos apelos do Reverendo António Mussaqui, da Igreja Evangélica de Angola, que pediu que se saiba “felicitar quem ganha” e para ninguém se sentar nas mesas de voto, escreve o Observador.

Nelito Ekuikui disse que a UNITA continuará com a sua agenda, nomeadamente com o apelo aos eleitores para ficarem num perímetro de 500 metros da assembleia de voto depois de colocarem o boletim na urna.

“Se a igreja prima pela verdade então está interessada à transparência por isso apelamos à igreja para não intervir profundamente na agenda dos partidos políticos, porque estes estão interessados num processo justo, livre e credível”, apelou Nelito à igreja.

O corpo de José Eduardo dos Santos chegou este sábado a Luanda. O funeral deverá realizar-se no dia 28 do mês em curso. Este domingo, um culto ecuménico juntou candidatos no estádio 11 de Novembro.

 

“UNITA NÃO ESTARÁ NO FUNERAL DE EDUARDO DOS SANTOS SE ESTE FOR ORGANIZADO PELO ESTADO” 

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) não esteve, este Domingo, no velório de José Eduardo dos Santos, na mansão de Miramar e prepara-se para ficar ausente do funeral do ex-Chefe de Estado “se for um funeral político”.

O secretário provincial de Luanda, Nelito Ekuikui, diz que o seu partido estará presente se for uma cerimónia realizada pela família, com a participação do Estado.

“Vai continuar a ser uma agenda política e não uma agenda familiar e humanitária, a UNITA continuará a não estar presente, garantidamente”, afirmou Nelito.

Nelito alega que “a tentativa de politizar o óbito do ex-Presidente numa coincidência de datas num clima de eleições é alguma coisa que não está bem aqui explicada”.

Segundo o Observador, o corpo de José Eduardo dos Santos chegou sábado, no dia em que o MPLA fazia, em Luanda, o seu último comício, em que João Lourenço não disse uma palavra sobre o assunto.

“O que se pretende com a politização da vinda do corpo e um aproveitamento político não se vai consolidar, pelo contrário, o governo está exposto na medida que tratou mal o ex-chefe de Estado com todos os erros que cometeu, e foram muitos, mas ainda assim merecia mais dignidade”, criticou.

Nelito Ekuikui não gostou da “forma como Eduardo dos Santos veio, não teve honras militares, quando foi o comandante em Chefe das Forças Armadas a liderar o país em 38 anos”. E avisou que “fazer às pressas para tirar proveito político não foi justo e o tempo vai provar que sim”.

 

 

 

O corpo do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos chegou na noite deste sábado a Luanda, vindo de Barcelona. A chegada do corpo ocorre após uma disputa entre duas faccões da família sobre a guarda do mesmo.

Os restos mortais de José Eduardo dos Santos chegaram a Luanda por volta das 19h16 (20h16 de Moçambique), num voo da companhia aérea angolana TAAG. O avião contendo os restos mortais aterrou no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, enquanto um outro avião transportou a família.

De seguida, o corpo de José Eduardo dos Santos foi transportado para o Miramar, local da antiga residência oficial para cerimónias de âmbito estritamente familiar.

As cerimónias fúnebres deverão decorrer entre os dias 26 e 28 de Agosto em curso.

 

“O ÓDIO DOS HOMENS FALOU MAIS FORTE”, ISABEL DOS SANTOS

Nas redes sociais, Isabel dos Santos, uma das filhas do antigo Presidente, reagiu prontamente neste sábado à notícia da chegada do corpo do pai à Luanda, dizendo: “o ódio dos homens falou mais forte hoje. Arrancaram-te dos meus braços”.

José Eduardo dos Santos, que governou Angola de 1979 a 2017, morreu, em 08 de Julho, com 79 anos, em Barcelona, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos.

Duas facções da família dos Santos disputavam, na Vara de Família do Tribunal Civil da Catalunha, quem ficaria com a guarda do corpo de José Eduardo dos Santos.

De um lado,Tchizé dos Santos e os irmãos mais velhos, que se opunham à entrega dos restos mortais à ex-primeira-dama e eram contra a realização de um funeral de Estado antes das eleições de 24 de Agosto para evitar aproveitamentos políticos.

Do outro, a viúva Ana Paula dos Santos e os seus três filhos em comum com José Eduardo dos Santos, que reivindicavam também o corpo e queriam que este fosse enterrado em Angola nos próximos tempos.

Pelo menos 12 pessoas foram mortas hoje em confrontos entre terroristas e forças de segurança, durante um ataque a um hotel na Somália.

O caso deu-se este sábado, quando as forças de segurança procuravam neutralizar os terroristas que estavam cercados num quarto do hotel, escreve a France-Presse.

Pelo menos 12 pessoas morreram, no ataque protagonizado por extremistas islâmicos do Shebab, filiados na rede terrorista Al-Qaida, na sexta-feira à noite, durante o qual houve tiros e explosões.

Na manhã deste sábado, os atacantes continuavam escondidos no hotel, ouvindo-se disparos esporádicos e explosões na zona.

Este foi o maior ataque perpetrado na capital da Somália desde a eleição do Presidente, Hassan Sheikh Mohamud, em Maio.

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